Informação

Brasil se torna o segundo maior fornecedor de petróleo para a China e supera Arábia Saudita

O Brasil assumiu a segunda posição entre os maiores fornecedores de petróleo bruto para a China, ultrapassando a Arábia Saudita. Dados alfandegários divulgados na terça-feira (20) mostram que o país asiático importou 44,29 milhões de toneladas de petróleo brasileiro nos primeiros nove meses de 2026, enquanto as compras do fornecedor saudita somaram 43,12 milhões de toneladas no mesmo período.

Com a mudança no ranking, a Arábia Saudita caiu para a quinta colocação, ficando atrás também do Iraque e dos Emirados Árabes Unidos. A Rússia permanece na liderança das exportações de petróleo para o mercado chinês.

Exportações brasileiras de petróleo crescem em setembro

O avanço do Brasil foi impulsionado pelo aumento dos embarques no mês de setembro. No período, a China recebeu 5,15 milhões de toneladas de petróleo brasileiro, volume 18% superior ao registrado no mesmo mês de 2025.

Na direção oposta, as exportações sauditas para o país asiático apresentaram forte retração. Em setembro, foram embarcadas 2,70 milhões de toneladas, uma queda de 62% na comparação anual.

Os números reforçam o crescimento da participação brasileira no mercado internacional de petróleo e a importância da China como destino das exportações nacionais da commodity.

Rússia mantém liderança no fornecimento à China

Apesar do avanço brasileiro, a Rússia segue como principal origem do petróleo bruto importado pela China. Em setembro, os embarques russos alcançaram 9,94 milhões de toneladas, crescimento de 20% em relação ao mesmo mês de 2025.

Confira o volume de petróleo bruto fornecido à China pelos principais países em setembro de 2026:

  • Rússia: 9,94 milhões de toneladas
  • Brasil: 5,15 milhões de toneladas
  • Iraque: 4,84 milhões de toneladas
  • Emirados Árabes Unidos: 3 milhões de toneladas
  • Arábia Saudita: 2,70 milhões de toneladas
  • Indonésia: 1,72 milhão de toneladas
  • Kuwait: 1,62 milhão de toneladas
  • Omã: 1,22 milhão de toneladas
  • Malásia: 1,16 milhão de toneladas
  • Angola: 0,93 milhão de toneladas

Os dados indicam uma mudança na composição dos fornecedores chineses, com o Brasil ampliando sua presença e a Arábia Saudita perdendo espaço.

China não registra importações de petróleo dos EUA, Venezuela e Irã

Os registros alfandegários também apontam que, em setembro, não houve importações de petróleo bruto provenientes dos Estados Unidos, da Venezuela ou do Irã.

O resultado ocorre em um cenário de mudanças nos fluxos globais de energia, no qual os volumes exportados por diferentes países influenciam a posição de cada fornecedor no mercado chinês.

A ascensão brasileira à segunda colocação consolida o país como um dos principais parceiros da China no abastecimento de petróleo bruto, atrás apenas da Rússia.

FONTE: Mídia Max
TEXTO: Redação
IMAGEM: Petrobras/Divulgação

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Comércio Exterior

Petróleo sobe 2% após China suspender exportações de derivados

Os preços do petróleo avançavam cerca de 2% nesta quinta-feira (1º), depois que a China determinou a suspensão das exportações de derivados de petróleo. A decisão aumenta a pressão sobre a oferta global de combustíveis, que já enfrenta restrições provocadas por conflitos e problemas na capacidade de refino.

O mercado também acompanha as movimentações diplomáticas envolvendo Estados Unidos e Irã, em meio às tentativas de encontrar uma saída para o conflito entre os dois países.

Brent supera US$ 100 por barril

O contrato futuro do petróleo Brent para dezembro era negociado a US$ 100,09 por barril, alta de 2,1%, equivalente a US$ 2,06, em relação ao fechamento anterior.

Na quarta-feira, o contrato do Brent com vencimento em novembro encerrou a sessão cotado a US$ 103,50 por barril. Considerando o contrato de vencimento mais próximo, a valorização acumulada em setembro ficou em aproximadamente 14%.

Nos Estados Unidos, o petróleo WTI também operava em alta. O contrato avançava US$ 2,06, ou 2,28%, e chegava a US$ 92,48 por barril.

China suspende exportações de combustíveis

Refinarias chinesas interromperam, até segunda ordem, as exportações de derivados de petróleo para destinos fora de Hong Kong e Macau, segundo especialistas consultados pela Reuters.

A medida pode reduzir ainda mais a disponibilidade de combustíveis no mercado internacional, em um momento no qual a oferta já é afetada pelos conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia.

A sessão desta quinta-feira foi marcada por forte oscilação. No início dos negócios, as cotações chegaram a recuar mais de 1%, mas posteriormente recuperaram as perdas e passaram a registrar alta.

Para Giovanni Staunovo, analista do UBS, a decisão chinesa sinaliza preocupação com o abastecimento do mercado interno.

“A proibição de exportação chinesa sugere preocupações com a disponibilidade de produtos no mercado interno”, afirmou o analista.

Staunovo também destacou que ainda não é possível determinar se a suspensão das exportações fará a China aumentar suas compras de petróleo bruto no exterior. O país registrou recentemente uma queda nos estoques de petróleo bruto e de combustíveis.

Estoques e oferta de diesel entram no radar

A disponibilidade de diesel no mercado internacional ficou mais limitada após uma redução na capacidade de refino relacionada a ataques decorrentes dos conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia.

O cenário aumenta a preocupação dos governos com os efeitos da alta dos preços dos combustíveis sobre consumidores e empresas.

Segundo fontes próximas às discussões, o governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria orientado Alemanha e França a recorrerem a seus estoques emergenciais de diesel como forma de aliviar a pressão sobre os preços internacionais.

As mesmas fontes afirmam que Washington avalia restringir as exportações de diesel dos Estados Unidos caso os países europeus não utilizem suas reservas.

Mercado de petróleo monitora oferta global

A suspensão das exportações chinesas acrescenta um novo fator de pressão a um mercado que já acompanha de perto os níveis de produção, estoques e capacidade de refino.

Além da decisão de Pequim, os investidores seguem atentos aos desdobramentos dos conflitos no Oriente Médio e na Ucrânia e às negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã, fatores que podem influenciar a oferta e os preços do petróleo e de seus derivados.

FONTE: Gazeta do Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Tania Rego / Agência Brasil

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Logística

Irã suspende taxa de frete de 10% para navios estrangeiros de petróleo e gás

O governo do Irã decidiu suspender temporariamente a cobrança de uma taxa de 10% sobre os custos de frete de embarcações estrangeiras que transportam petróleo, gás e derivados de petróleo com origem ou destino no país. A informação foi divulgada nesta quinta-feira pela agência de notícias semioficial Fars.

Suspensão ocorre em meio a dificuldades nas exportações de petróleo

A medida acontece em um momento de forte pressão sobre as exportações marítimas de petróleo do Irã. Um bloqueio naval promovido pelos Estados Unidos tem afetado de maneira significativa o transporte de petróleo iraniano por via marítima.

Segundo a Fars, a determinação para interromper a cobrança partiu do vice-chanceler jurídico da Presidência. A suspensão deverá permanecer em vigor até que o governo iraniano aprove e divulgue oficialmente a relação de produtos que estarão sujeitos à tarifa.

Taxa elevava custos do transporte marítimo

A cobrança de 10% havia provocado aumento nos custos relacionados ao transporte de petróleo, gás e produtos líquidos, de acordo com a agência iraniana.

Com a suspensão temporária, o governo espera diminuir as despesas de frete e tornar o transporte de produtos energéticos iranianos mais atrativo para embarcações estrangeiras.

A expectativa é que a redução dos custos contribua para ampliar a disponibilidade de frotas internacionais dispostas a transportar cargas de e para o Irã, especialmente em um cenário de restrições ao comércio marítimo do país.

FONTE: Investing
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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Exportação

Imposto de exportação do petróleo de 12% é prorrogado pelo governo a partir de setembro

O governo federal decidiu manter por mais 60 dias o imposto de 12% sobre a exportação de petróleo. A medida foi anunciada na quinta-feira (27), pelo Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex), e terá início em 8 de setembro de 2026.

A decisão ocorre no mesmo dia em que a Justiça Federal determinou a suspensão da cobrança que havia sido estabelecida anteriormente pelo governo. A medida judicial foi concedida pela 17ª Vara Cível da Justiça Federal do Distrito Federal.

As empresas petrolíferas questionam a legalidade da cobrança e vêm recorrendo das decisões adotadas pelo Executivo para instituir e manter o tributo.

Justiça suspende cobrança do imposto sobre petróleo

Horas antes da nova deliberação do Gecex, a Justiça concedeu uma liminar suspendendo a exigibilidade do Imposto de Exportação sobre petróleo bruto.

Na decisão, o juiz Diego Câmara determinou que a autoridade responsável não cobre das empresas representadas pela parte autora a alíquota de 12% incidente sobre as exportações de óleo bruto de petróleo ou de minerais betuminosos.

A decisão interrompeu os efeitos da deliberação anterior do Gecex justamente no dia em que o comitê analisaria a continuidade do tributo.

AGU avalia decisão judicial

A Advocacia-Geral da União (AGU) passou a analisar a decisão da Justiça Federal do Distrito Federal.

O objetivo é avaliar os próximos passos diante da liminar que suspendeu a cobrança. Enquanto isso, o governo decidiu aprovar uma nova prorrogação da alíquota de 12%, com vigência prevista para começar em setembro.

O embate judicial ocorre em meio à contestação das petroleiras, que consideram frágeis os fundamentos jurídicos utilizados para justificar a cobrança.

Imposto sobre exportação de petróleo foi criado em março

A primeira instituição do imposto de 12% sobre as exportações de petróleo neste ano ocorreu em março de 2026, por meio de uma Medida Provisória (MP).

Como a medida tinha prazo de validade, o Gecex decidiu, em 9 de julho, manter a cobrança por mais 60 dias.

A nova extensão do prazo já estava prevista na agenda do comitê, que avaliaria se o imposto continuaria em vigor ou perderia a validade. A decisão judicial, porém, foi proferida poucas horas antes da reunião que trataria do tema.

Com a nova deliberação, o governo busca preservar a cobrança do imposto de exportação de petróleo por mais dois meses, embora a medida esteja sob questionamento judicial.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Pilar Olivares

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Exportação

Imposto sobre exportação de petróleo permanece em 12% por mais 60 dias

O governo federal decidiu manter por mais dois meses a cobrança de 12% de Imposto de Exportação sobre o petróleo bruto e os minerais betuminosos. A medida foi aprovada pelo Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex) e continuará em vigor por até 60 dias, com possibilidade de revisão após o primeiro mês.

A decisão foi anunciada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), que justificou a prorrogação diante do aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio e dos possíveis impactos no mercado internacional de energia.

Conflitos no Oriente Médio motivaram a decisão

Segundo o governo, a manutenção da alíquota foi motivada pela piora do cenário internacional, especialmente após a retomada das tensões envolvendo Estados Unidos e Irã, além da instabilidade registrada no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo.

A preocupação é que eventuais interrupções no fluxo da commodity elevem os preços internacionais e afetem o abastecimento de combustíveis no Brasil.

Objetivo é proteger o mercado interno

De acordo com o MDIC, a continuidade da tributação busca garantir matéria-prima para as refinarias instaladas no país e preservar o fornecimento de combustíveis ao mercado interno.

A pasta afirma que a medida pretende assegurar condições adequadas para o funcionamento do parque nacional de refino, reduzindo riscos de desabastecimento em um momento de maior instabilidade no cenário externo.

Tributo foi criado para compensar redução de impostos sobre o diesel

O Imposto de Exportação sobre o petróleo foi instituído em março por meio de uma medida provisória, como forma de compensar a redução de tributos federais incidente sobre o diesel.

Na ocasião, o governo adotou a iniciativa para minimizar os efeitos da alta dos combustíveis provocada pelas tensões internacionais que pressionavam o preço do barril de petróleo.

Embora a medida provisória tenha perdido a validade, o Gecex manteve a cobrança por decisão administrativa, já que o imposto possui caráter regulatório e não depende de nova aprovação do Congresso Nacional.

Alta do petróleo levou governo a rever estratégia

Inicialmente, a equipe econômica avaliava reduzir gradualmente a alíquota até eliminá-la, caso os preços internacionais do petróleo permanecessem em níveis mais baixos.

No entanto, o agravamento do conflito entre Estados Unidos e Irã alterou esse cenário. A valorização do petróleo Brent, que voltou a se aproximar dos US$ 80 por barril, reforçou as preocupações sobre possíveis impactos no abastecimento global.

O Estreito de Ormuz, localizado entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, concentra aproximadamente 20% do petróleo comercializado no mundo, tornando qualquer instabilidade na região um fator de pressão para os preços internacionais.

Nova avaliação ocorrerá em 30 dias

O governo informou que acompanhará a evolução do mercado internacional antes de decidir os próximos passos. A alíquota será reavaliada pelo Gecex dentro de 30 dias, considerando o comportamento dos preços do petróleo e o cenário geopolítico.

Além disso, o Ministério da Fazenda também estuda possíveis ajustes no cronograma de retirada de incentivos relacionados aos combustíveis, diante das incertezas no mercado global.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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Internacional

Estreito de Hormuz volta a liberar petroleiros e amplia oferta global de petróleo

A retomada gradual da navegação no Estreito de Hormuz começou a aliviar a pressão sobre o mercado internacional de energia. Nesta quarta-feira, três petroleiros que estavam retidos na região iniciaram a saída do Golfo Pérsico transportando cerca de 5 milhões de barris de petróleo bruto, movimento que contribui para aumentar a oferta global e reduzir os preços da commodity.

A liberação das embarcações ocorre após o acordo provisório firmado entre Irã e Estados Unidos, que ajudou a destravar parte das cargas que permaneciam paradas devido às tensões no Oriente Médio.

Petroleiros seguem para Ásia e Oriente Médio

Entre os navios que deixaram a região está o VL Breeze, um superpetroleiro de grande porte que transporta aproximadamente 2 milhões de barris de condensado do Catar e petróleo de Abu Dhabi. A embarcação segue em direção a Daesan, na Coreia do Sul, contratada pela refinaria sul-coreana Hyundai Oilbank.

Outro navio que atravessou o estreito foi o VLCC Plata Carrier, responsável pelo transporte de cerca de 2 milhões de barris de petróleo saudita com destino à Ásia. A embarcação opera sob contrato da Indian Oil Corporation.

Também deixou a região o petroleiro Prudent Warrior, que carrega cerca de 1 milhão de barris de petróleo Basrah, do Iraque, com destino ao porto de Sohar, em Omã.

Milhões de barris ainda aguardam saída do Golfo

Levantamentos das consultorias especializadas Kpler e Vortexa indicavam, na semana passada, que aproximadamente 90 milhões de barris de petróleo permaneciam represados dentro do Golfo devido às restrições impostas pelo conflito regional.

Segundo o Ministério dos Oceanos e da Pesca da Coreia do Sul, quatro embarcações operadas por empresas sul-coreanas já conseguiram deixar o Estreito de Hormuz e seguem viagem para seus respectivos destinos.

Apesar da melhora no fluxo marítimo, 18 dos 26 navios que ficaram retidos desde o início da crise ainda permanecem na região.

Corredores marítimos temporários garantem navegação

Ainda não há confirmação sobre o uso das rotas emergenciais criadas para facilitar a saída segura dos navios. As medidas foram implementadas por Omã em conjunto com a Organização Marítima Internacional (IMO).

O governo omanense anunciou a manutenção da navegação livre pelo Estreito de Hormuz, sem cobrança de tarifas adicionais, e definiu dois corredores temporários, posicionados ao norte e ao sul da rota tradicional de navegação.

A iniciativa busca garantir maior segurança às embarcações que deixam a área em meio ao cenário de instabilidade geopolítica.

Mercado de gás natural também mostra recuperação

Além do transporte de petróleo, a movimentação de gás natural liquefeito (GNL) também apresenta sinais de normalização.

Dados de navegação mostram que os navios-tanque Shandong Redwood e Milaha Qatar, ambos vazios, cruzaram recentemente o estreito para realizar carregamentos no Catar.

Com essas embarcações, chega a nove o número de navios de GNL identificados transitando pela região para abastecimento no país, o maior volume registrado desde o início do conflito.

Catar prevê retomada total da produção de GNL

O primeiro-ministro do Catar, Mohammed bin Abdulrahman Al Thani, afirmou que a produção de gás natural liquefeito deverá retornar aos níveis normais nas próximas semanas.

A expectativa reforça a percepção de recuperação gradual das exportações energéticas da região e reduz preocupações sobre possíveis impactos prolongados no abastecimento global de petróleo e gás.

A reabertura das rotas marítimas e a retomada dos embarques são acompanhadas de perto por governos, empresas e investidores, já que o Estreito de Hormuz é considerado uma das passagens mais estratégicas para o comércio mundial de energia.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Stringer

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Comércio Exterior

Brasil busca diversificar parceiros comerciais e ampliar mercados estratégicos

O governo brasileiro intensificou os esforços para reduzir a dependência de mercados específicos e ampliar relações econômicas internacionais em meio às tensões geopolíticas globais. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que o país trabalha para diversificar fornecedores de fertilizantes e expandir destinos para exportação de petróleo brasileiro.

Segundo o chanceler, países como Índia, Coreia do Sul e Japão demonstraram interesse recente na compra de petróleo do Brasil. Ao mesmo tempo, o Itamaraty vem negociando alternativas para importação de fertilizantes junto a nações da Ásia Central.

Brasil amplia relações comerciais e diplomáticas

Em entrevista ao jornal Valor, Vieira destacou que a política externa brasileira busca fortalecer um cenário “plural e multipolar”, evitando alinhamentos automáticos com grandes potências como Estados Unidos e China.

De acordo com o ministro, a estratégia do governo é ampliar parcerias comerciais, diplomáticas e culturais em diferentes regiões do mundo. Nos últimos meses, ele realizou visitas ao Cazaquistão e Uzbequistão, além de ampliar contatos com países do Sudeste Asiático e do Pacífico.

A Ásia Central ganhou importância por reunir um mercado consumidor de quase 100 milhões de pessoas e por concentrar grandes exportadores de fertilizantes, produto considerado estratégico para o agronegócio brasileiro.

Fertilizantes e segurança energética entram no centro das negociações

Vieira explicou que a busca por novos fornecedores ocorre em um momento de preocupação global com cadeias de abastecimento e segurança energética. Parte dos fertilizantes importados pelo Brasil passa pelo Estreito de Hormuz, região marcada por tensões no Oriente Médio.

O chanceler afirmou que o interesse de países asiáticos no petróleo brasileiro cresceu diante do receio de interrupções no fornecimento internacional de energia. Para ele, a crise reforçou a necessidade de evitar dependência excessiva de um único parceiro comercial.

Além do setor energético, o Brasil também tenta ampliar cooperação em áreas como indústria automotiva, tecnologia e segurança alimentar, especialmente nas conversas com o Japão.

Mercosul avança em acordos internacionais

O ministro informou ainda que o Mercosul mantém negociações comerciais com diversos parceiros internacionais. Entre os países citados estão Canadá, Reino Unido, Vietnã, Japão e Emirados Árabes Unidos.

Segundo Vieira, o bloco também concluiu recentemente acordos considerados estratégicos com Singapura, a EFTA — grupo formado por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein — e a União Europeia.

Embora evite classificar as negociações como tratados de livre comércio tradicionais, o chanceler afirmou que o objetivo é estabelecer acordos preferenciais capazes de ampliar mercados para produtos brasileiros.

Governo defende transição energética gradual

Questionado sobre a expansão das exportações de petróleo em meio ao discurso de transição energética, Vieira afirmou que o processo precisa ocorrer de forma gradual.

O ministro destacou que o Brasil possui forte produção de combustíveis fósseis, mas também tem experiência consolidada em biocombustíveis e combustíveis sustentáveis. Para ele, não existe contradição entre ampliar exportações de petróleo e investir em fontes renováveis.

Terras raras e negociações com os Estados Unidos

Durante a entrevista, Mauro Vieira também comentou o interesse internacional nas chamadas terras raras, minerais considerados estratégicos para a indústria tecnológica e energética.

Segundo ele, diversos países demonstraram interesse em negociar com o Brasil, mas o governo pretende priorizar políticas que agreguem valor às matérias-primas dentro do território nacional.

Sobre as negociações tarifárias com os Estados Unidos, o chanceler afirmou que as conversas continuam em andamento e reforçou que o Brasil busca um acordo compatível com a importância da relação bilateral.

Reforma da ONU e da OMC segue como prioridade brasileira

Vieira reiterou a defesa histórica do Brasil por reformas em organismos multilaterais, incluindo a ONU e a Organização Mundial do Comércio (OMC).

De acordo com o ministro, tanto China quanto Rússia apoiam a entrada do Brasil como membro permanente de um Conselho de Segurança reformulado. Ele também avaliou que a OMC enfrenta um cenário de paralisação semelhante ao das Nações Unidas.

Próximas agendas internacionais

O chanceler informou que sua próxima missão oficial será na China, a convite do ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi. Depois, ele seguirá para a França para participar de reuniões ligadas à Organização Mundial do Comércio durante a assembleia anual da OCDE.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal da Indústria

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Internacional

Estreito de Ormuz registra saída de petroleiros com 6 milhões de barris de petróleo

Três superpetroleiros deixaram o Estreito de Ormuz nesta quarta-feira transportando cerca de 6 milhões de barris de petróleo bruto do Oriente Médio com destino aos mercados asiáticos. As embarcações estavam paradas no Golfo há mais de dois meses devido ao aumento das tensões militares envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel.

Os dados de monitoramento marítimo das plataformas LSEG e Kpler apontam que outro navio petroleiro também entrou na região utilizando a rota de navegação determinada pelas autoridades iranianas.

Guerra no Irã reduz tráfego marítimo no Estreito de Ormuz

O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã, iniciado em 28 de fevereiro, provocou forte impacto na circulação de navios pelo Estreito de Ormuz, corredor estratégico responsável por aproximadamente 20% do fluxo global de petróleo e energia.

Antes da escalada militar, a região registrava entre 125 e 140 travessias diárias. Atualmente, o movimento caiu drasticamente, com média de apenas 10 embarcações transitando por dia, segundo análise baseada em dados de rastreamento marítimo.

Além da redução no tráfego, cerca de 20 mil marítimos permanecem retidos em centenas de navios dentro do Golfo.

Navios seguem para China e Coreia do Sul

Entre os petroleiros que deixaram o estreito está o VLCC Universal Winner, de bandeira sul-coreana, carregando 2 milhões de barris de petróleo do Kuwait desde março. O navio segue para Ulsan, na Coreia do Sul, onde está localizada a refinaria da SK Energy.

Outros dois superpetroleiros chineses também cruzaram a região:

  • O VLCC Yuan Gui Yang transporta 2 milhões de barris de petróleo iraquiano Basrah e deve chegar ao porto de Shuidong, na província chinesa de Guangdong, em junho;
  • Já o VLCC Ocean Lily leva cargas de petróleo do Catar e do Iraque para o porto de Quanzhou, na província de Fujian.

Na semana passada, outro petroleiro chinês, o Yuan Hua Hu, também deixou o Estreito de Ormuz carregando petróleo iraquiano rumo ao leste da China.

Riscos à navegação continuam elevados

Autoridades marítimas internacionais seguem alertando para o alto risco operacional na região. O Centro Conjunto de Informação Marítima, coordenado pela Marinha dos Estados Unidos, informou que embarcações sofreram abordagens agressivas e ações consideradas hostis por unidades iranianas nos últimos dias.

Entidades do setor de transporte marítimo emitiram novos protocolos de segurança para navios que pretendem atravessar o estreito. Entre os principais riscos citados estão:

  • ataques militares;
  • uso de drones;
  • presença de minas marítimas;
  • congestionamentos inesperados;
  • redução da supervisão militar nas rotas.

Segundo as associações marítimas, centenas de navios ainda aguardam autorização ou condições mais seguras para cruzar a região, o que pode gerar novos problemas de navegação quando o fluxo começar a ser normalizado.

Petroleiro entra na região com transponder desligado

Os sistemas de rastreamento também identificaram a entrada do petroleiro Grand Lady, de bandeira cipriota, no Estreito de Ormuz com o transponder desligado — equipamento usado para transmitir localização e informações da embarcação.

O navio, que estava vazio, aparece ancorado próximo a Dubai, aumentando a preocupação sobre a segurança e o monitoramento do tráfego marítimo na área.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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Comércio Exterior

Emirados Árabes aceleram novo oleoduto para ampliar exportação de petróleo e reduzir dependência do Estreito de Ormuz

Os Emirados Árabes Unidos anunciaram a aceleração da construção de um novo oleoduto estratégico com o objetivo de dobrar a capacidade de exportação de petróleo pelo porto de Fujairah até 2027. A medida busca fortalecer a logística energética do país diante da crescente tensão no Estreito de Ormuz, rota considerada vital para o abastecimento global de petróleo.

Projeto da ADNOC ganha prioridade

De acordo com o Gabinete de Imprensa de Abu Dhabi, o príncipe herdeiro Sheikh Khaled bin Mohamed bin Zayed determinou que a ADNOC, estatal de petróleo dos Emirados, acelere as obras do chamado gasoduto Oeste-Leste.

A infraestrutura já está em construção e deve começar a operar no próximo ano. O novo corredor energético ampliará significativamente a capacidade do país de exportar petróleo sem depender diretamente do Estreito de Ormuz.

Tensões com o Irã aumentam pressão na região

O anúncio ocorre em meio à escalada do conflito envolvendo o Irã, que ampliou sua área de reivindicação militar sobre regiões marítimas próximas ao Golfo de Omã.

No início de maio, a Guarda Revolucionária Islâmica iraniana divulgou um mapa expandindo sua zona de controle sobre parte do litoral dos Emirados. Pouco depois, ataques com drones atingiram um navio-tanque da ADNOC e áreas petrolíferas em Fujairah.

As autoridades emiradenses classificaram os ataques como uma “chantagem econômica” e uma “violação inaceitável”.

Fechamento do Estreito de Ormuz afeta mercado global

Desde os ataques realizados por Estados Unidos e Israel contra o Irã em fevereiro, Teerã passou a restringir fortemente o tráfego no Estreito de Ormuz, corredor por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial.

A interrupção provocou forte alta nos preços da energia, além de preocupações com inflação global, recessão econômica e racionamento de combustíveis em diversos países.

Fujairah se torna peça-chave para exportações

O atual oleoduto Habshan-Fujairah, operado pelos Emirados, possui capacidade para transportar até 1,8 milhão de barris por dia. A estrutura tornou-se essencial para manter o fluxo de exportações pelo Golfo de Omã, evitando áreas de maior risco no estreito.

Além dos Emirados, apenas a Arábia Saudita possui uma alternativa relevante para exportação fora da rota de Ormuz, por meio do oleoduto Leste-Oeste da Aramco.

Enquanto isso, países como Kuwait, Catar, Iraque e Bahrein seguem altamente dependentes da passagem marítima para escoar petróleo.

Emirados ampliam produção após saída da OPEP

Recentemente, os Emirados Árabes deixaram a OPEP, movimento que liberou o país das cotas de produção impostas pela organização.

Com isso, a ADNOC pretende elevar sua capacidade para 5 milhões de barris por dia já no próximo ano. O governo emiradense afirma que, em caso de necessidade, o país poderia atingir até 6 milhões de barris diários.

Apesar disso, a produção sofreu forte queda após o fechamento parcial do Estreito de Ormuz, obrigando a estatal a reduzir parte das operações.

Portos estratégicos viram alvo de ataques

Os portos de Fujairah e Khor Fakkan ganharam importância não apenas para o petróleo, mas também para o abastecimento de alimentos dos Emirados, que dependem fortemente de importações.

Nos últimos meses, Fujairah foi alvo de diversos ataques atribuídos ao Irã, levando à suspensão temporária de carregamentos de petróleo. O porto saudita de Yanbu, no Mar Vermelho, também sofreu ofensivas semelhantes.

Segundo informações recentes, petroleiros dos Emirados passaram a atravessar o estreito com sistemas de rastreamento desligados para reduzir o risco de ataques durante o transporte de petróleo.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Dado Ruvic/Illustration

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Portos

Porto Sudeste amplia estrutura para operação de granéis líquidos em Itaguaí

O Porto Sudeste iniciou uma nova fase de expansão logística com a construção de estruturas voltadas à operação de granéis líquidos, como petróleo e derivados. O projeto marca a entrada do terminal em uma frente estratégica ligada ao crescimento da produção nacional de petróleo, especialmente do pré-sal.

A ampliação ocorre por meio da implantação dos chamados dolfins, estruturas marítimas que passam a integrar a operação do terminal localizado na Baía de Sepetiba, em atividade desde 2015.

Expansão acompanha avanço da produção de petróleo

A obra já estava prevista na Licença de Instalação emitida em 2012 e posteriormente atualizada em 2023. Segundo o terminal, a iniciativa busca atender à crescente demanda por soluções logísticas voltadas ao escoamento e exportação de petróleo.

De acordo com Ulisses Oliveira, o aumento da produção nacional de petróleo vem exigindo maior capacidade operacional nos portos brasileiros.

Segundo ele, o crescimento das operações offshore impulsiona a necessidade de ampliar estruturas de transbordo, reduzir filas e garantir mais previsibilidade logística para exportação de óleo cru.

Entenda o que são os dolfins portuários

Apesar do nome pouco conhecido, os dolfins são estruturas comuns em grandes terminais marítimos. Construídos no mar, eles funcionam como pontos de atracação e amarração de embarcações durante operações de carga e descarga.

No caso do Porto Sudeste, os equipamentos serão utilizados em operações de transbordo “ship-to-ship”, modelo em que a transferência do petróleo ocorre entre dois navios posicionados lado a lado.

O projeto prevê a instalação de:

  • seis estruturas de amarração;
  • duas estruturas de atracação;
  • uma plataforma de apoio equipada com sistemas elétricos e de combate a incêndio.

Obras terão apoio de balsas e rebocadores

O início das intervenções está previsto para os próximos dias. Para a execução dos trabalhos, serão utilizados equipamentos marítimos especializados, como rebocadores e balsas operacionais.

Uma das balsas permanecerá fixa na área da obra, já delimitada por zona de exclusão de navegação. A embarcação contará com guindastes, martelos de cravação e demais equipamentos necessários para instalação das estruturas.

Outras três balsas menores serão responsáveis pelo transporte de materiais entre o canteiro de obras em Coroa Grande e o local de implantação, utilizando o corredor de navegação existente.

Área recebe sinalização especial para segurança marítima

Para garantir a segurança da navegação durante as obras, foram instaladas boias luminosas amarelas na região da intervenção.

A sinalização segue exigências da Marinha do Brasil e recebeu aprovação da Capitania dos Portos do Rio de Janeiro, por meio da Delegacia da Capitania em Itacuruçá.

As atividades ocorrerão de segunda a sábado, de forma contínua, respeitando os limites de emissão sonora previstos na legislação ambiental. O projeto também contará com monitoramento acústico e acompanhamento ambiental permanente.

Obra deve ser concluída até dezembro de 2026

Segundo o cronograma do terminal, a implantação dos dolfins deve ser finalizada até dezembro de 2026.

Com a nova estrutura, o Porto Sudeste pretende ampliar sua atuação na logística de petróleo e fortalecer sua participação no escoamento de cargas estratégicas da região Sudeste.

FONTE: Porto Sudeste
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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