Exportação

Exportações de carnes de SC podem ser afetadas por restrições da União Europeia, alerta FIESC

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) manifestou preocupação com a decisão da Comissão Europeia de manter o Brasil fora da relação de países autorizados a exportar animais e produtos de origem animal para o bloco europeu. A medida está prevista para entrar em vigor em 3 de setembro de 2026, caso o país não apresente as garantias exigidas sobre o uso de antimicrobianos na produção animal.

Segundo a entidade, a determinação pode gerar impactos relevantes para a economia catarinense, especialmente sobre as exportações de carnes e produtos avícolas, segmentos que figuram entre os principais motores da indústria estadual.

Setor de carnes teme perdas no mercado europeu

Atualmente, a União Europeia responde por cerca de 7,5% das vendas externas catarinenses de carnes e derivados, movimentando aproximadamente US$ 170 milhões por ano. A possível interrupção desses embarques preocupa o setor, já que encontrar novos mercados para absorver esse volume em curto prazo exigiria grande esforço logístico, comercial e operacional.

Na avaliação da FIESC, a restrição pode afetar não apenas os frigoríficos exportadores, mas também toda a cadeia produtiva ligada ao setor de proteína animal.

Impactos podem atingir empregos e cadeia produtiva

A Federação destaca que a manutenção das barreiras sanitárias tende a provocar reflexos indiretos sobre o sistema de integração que sustenta a produção agroindustrial no estado. O cenário aumenta o risco de redução de postos de trabalho, especialmente na região Oeste de Santa Catarina, onde a atividade possui forte peso econômico e social.

O receio é que os efeitos se espalhem por diferentes elos da cadeia, afetando produtores integrados, transportadores, fornecedores e demais empresas ligadas ao segmento.

Mel e pescado também estão entre os setores afetados

Além das carnes, a FIESC observa com atenção os possíveis impactos sobre os segmentos de mel e pescado. Embora esses produtos tenham participação menor nas exportações para o mercado europeu, ambos registraram crescimento nas vendas nos últimos meses.

Parte desse avanço foi impulsionada pelas expectativas geradas pelo acordo entre Mercosul e União Europeia, que abriu perspectivas de ampliação comercial. Com as novas restrições sanitárias, os setores correm o risco de perder oportunidades justamente em um momento considerado favorável para expansão dos negócios.

Entidade cobra agilidade nas negociações

A Federação reconhece os esforços realizados pelo setor privado e pelos órgãos envolvidos nas tratativas com a União Europeia. No entanto, a entidade mantém preocupação quanto à capacidade de o governo federal avançar com rapidez e eficiência nas negociações necessárias para comprovar o atendimento às exigências sanitárias impostas pelo bloco europeu dentro do prazo estabelecido.

FIESC seguirá acompanhando o tema

Diante do cenário, a FIESC informou que continuará monitorando a evolução das negociações e se coloca à disposição para colaborar com informações técnicas, articulações institucionais e contribuições que possam auxiliar na busca por uma solução favorável à indústria catarinense e ao setor exportador.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Portonave

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Exportação

Exportações pecuárias: Brasil segue fora da lista da União Europeia para produtos de origem animal

O Brasil continua fora da relação de países considerados aptos a atender às novas exigências da União Europeia para a exportação de animais e produtos de origem animal destinados ao consumo humano. A decisão foi confirmada pela Comissão Europeia em atualização regulatória publicada nesta quinta-feira (5).

Segundo o bloco europeu, o país ainda não apresentou informações suficientes que comprovem a implementação, até setembro de 2026, das medidas exigidas pela legislação comunitária sobre o uso de antimicrobianos na pecuária.

Novas regras endurecem controle sobre antibióticos

As normas adotadas pela União Europeia restringem o uso de determinados antibióticos considerados essenciais para a medicina humana e proíbem a utilização de antimicrobianos com a finalidade de estimular crescimento ou elevar a produtividade dos animais destinados à produção de alimentos.

A medida integra a estratégia europeia de combate à resistência antimicrobiana, apontada por organismos internacionais como uma das principais ameaças à saúde pública global.

Além de exigir o cumprimento dessas regras dentro de seus países-membros, o bloco passou a cobrar garantias equivalentes de nações que exportam produtos de origem animal para o mercado europeu.

Setores estratégicos podem ser impactados

A exclusão do Brasil da lista afeta segmentos importantes das exportações agropecuárias, incluindo bovinos, equinos, aves, produtos da aquicultura, mel e tripas animais.

Até então, o país figurava entre os fornecedores autorizados para essas categorias. No entanto, a decisão não significa uma suspensão imediata das vendas ao mercado europeu.

A regulamentação prevê que as novas exigências entrem em vigor somente em 3 de setembro de 2026, o que abre espaço para novas negociações e ajustes por parte das autoridades brasileiras.

Outros países foram incluídos na lista europeia

Enquanto o Brasil permanece fora da relação atualizada, a Comissão Europeia autorizou a inclusão de novos países após análise da documentação apresentada.

Entre as nações que passaram a integrar a lista estão Índia, Indonésia, Quênia, Nigéria, Sérvia, Tunísia, Tanzânia e Uganda, consideradas aptas a atender às exigências sanitárias estabelecidas pelo bloco.

Governo brasileiro intensifica negociações

Nas últimas semanas, representantes do governo federal ampliaram as tratativas com autoridades europeias para tentar reverter a situação. O principal foco das discussões envolve as exportações de carne bovina, embora setores como aves, aquicultura e mel também acompanhem o tema com atenção.

Como parte das negociações, o Ministério da Agricultura apresentou um protocolo privado de certificação voltado à produção de bovinos livres dos antimicrobianos proibidos pela legislação europeia.

O sistema prevê monitoramento dos animais desde o nascimento até o abate, garantindo a rastreabilidade da produção e a comprovação da ausência dos medicamentos restritos.

Proposta de transição não avançou

O governo brasileiro também tentou negociar um período de adaptação gradual para adequação às novas exigências. A proposta previa comprovar inicialmente a não utilização dos medicamentos apenas nos meses finais da vida dos animais, ampliando posteriormente o controle para todo o ciclo produtivo.

Entretanto, a alternativa não recebeu apoio das autoridades europeias, que mantiveram a exigência de comprovação integral das regras sanitárias.

Apesar do impasse, as negociações seguem abertas e poderão avançar até a entrada em vigor da regulamentação, em setembro de 2026.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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Agronegócio

Carne bovina sustentável e soja certificada ganham espaço na China e fortalecem agronegócio brasileiro

A crescente demanda da China por alimentos sustentáveis, rastreáveis e livres de desmatamento está abrindo novas oportunidades para o agronegócio brasileiro. A mais recente iniciativa envolve a importação de 50 mil toneladas de carne bovina certificada do Brasil até o final de 2027, consolidando uma tendência de valorização de produtos com comprovação de origem e responsabilidade ambiental.

O acordo foi firmado pela Associação de Carnes de Tianjin, no norte da China, e marca um avanço na busca do mercado chinês por fornecedores alinhados aos critérios de sustentabilidade e transparência produtiva.

Carne livre de desmatamento entra na rota do consumo premium

A carne bovina exportada será certificada pelo sistema BOT, desenvolvido pelo Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), que garante a rastreabilidade da cadeia produtiva e comprova que a produção ocorreu sem associação ao desmatamento.

A iniciativa reflete mudanças importantes no comportamento de consumidores e empresas chinesas. Além do preço, fatores ligados à governança ambiental, qualidade do produto e rastreabilidade passaram a influenciar decisões de compra.

Segundo representantes do setor, a demanda por alimentos certificados tem crescido de forma constante nos últimos anos, acompanhando a ampliação da consciência ambiental no país asiático.

Mesmo custando entre 5% e 10% mais do que a carne convencional, o produto deverá ser comercializado em supermercados premium, restaurantes especializados e plataformas digitais voltadas ao público de maior poder aquisitivo.

Consumidores chineses valorizam origem e certificação

O avanço do chamado consumo verde vem transformando o mercado de alimentos na China. Importadores e distribuidores passaram a priorizar fornecedores capazes de demonstrar práticas sustentáveis e controle sobre toda a cadeia produtiva.

A rastreabilidade dos produtos, a estabilidade da qualidade e o cumprimento de padrões ESG estão entre os principais critérios observados pelos compradores.

Recentemente, representantes da Associação de Carnes de Tianjin visitaram a Amazônia para conhecer iniciativas relacionadas à produção pecuária sustentável, reforçando o interesse chinês por modelos de produção alinhados à preservação ambiental.

Soja sustentável também amplia presença nas exportações

A busca chinesa por produtos sustentáveis não se limita à proteína animal. Em 2025, empresas como COFCO International, China Mengniu Dairy e Sheng Mu Organic Dairy firmaram acordo para adquirir 1,5 milhão de toneladas de soja sustentável brasileira entre 2025 e 2030.

O fornecimento será submetido a auditorias independentes para garantir que a produção ocorreu sem desmatamento ou conversão de vegetação nativa.

O contrato fortalece a participação de commodities sustentáveis no comércio bilateral e amplia a relevância do Brasil em um mercado que valoriza cada vez mais certificação ambiental, rastreabilidade e transparência.

Política chinesa incentiva consumo sustentável

A estratégia de expansão do consumo verde também é apoiada por políticas públicas chinesas. O 15º Plano Quinquenal da China, que abrange o período entre 2026 e 2030, prevê medidas para acelerar a adoção de modelos sustentáveis de produção e consumo.

Além disso, o governo chinês lançou um programa nacional com 20 iniciativas voltadas à promoção de produtos sustentáveis em diferentes segmentos da economia.

Entre as ações estão a ampliação da oferta de alimentos verdes e orgânicos, espaços exclusivos para comercialização desses produtos, exibição de certificações de qualidade, sistemas de rastreabilidade e divulgação de informações sobre segurança alimentar.

As medidas reforçam o papel do Estado na construção de um mercado cada vez mais voltado à sustentabilidade.

Agricultura sustentável fortalece parceria entre Brasil e China

Especialistas avaliam que a preferência chinesa por produtos livres de desmatamento pode gerar impactos positivos em toda a cadeia global de produção agrícola.

A tendência estimula práticas mais responsáveis no campo, contribui para a preservação de florestas tropicais e fortalece iniciativas relacionadas ao combate às mudanças climáticas.

Para o Brasil, a demanda crescente por carne sustentável e soja certificada representa uma oportunidade de agregar valor às exportações, ampliar a competitividade internacional e consolidar sua posição como fornecedor estratégico de alimentos.

Além do comércio agrícola, a cooperação entre Brasil e China também pode avançar em áreas como tecnologia agropecuária, finanças verdes e desenvolvimento de padrões ambientais, fortalecendo uma agenda conjunta voltada à segurança alimentar e à sustentabilidade global.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Comércio Internacional

Acordo Mercosul–União Europeia pode criar maior área de livre comércio do mundo, diz ministro

O acordo entre o Mercosul e a União Europeia pode estabelecer a maior área de livre comércio do planeta, segundo o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira.

De acordo com o ministro, o entendimento aprovado no Senado Federal representa um avanço significativo para o comércio internacional e abre novas oportunidades para a economia brasileira. Ele ressaltou que a negociação foi viabilizada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Integração comercial entre Mercosul e União Europeia

O tratado prevê a criação de um amplo mercado envolvendo os países do Mercosul e da União Europeia. Segundo Teixeira, o acordo estabelece um período de transição para adaptação gradual das economias envolvidas.

Durante esse intervalo, o mercado brasileiro passará por um processo de abertura para produtos europeus, enquanto as nações europeias ampliarão o acesso a produtos brasileiros. Para o ministro, essa etapa permitirá que os setores produtivos se preparem para as novas condições comerciais.

Ele também afirmou que a agricultura familiar brasileira não deve ser prejudicada. Pelo contrário, o acordo pode ampliar as oportunidades de exportação.

De acordo com o ministro, cerca de 700 milhões de consumidores terão potencial acesso aos alimentos produzidos no Brasil.

Impacto do cenário internacional no preço dos alimentos

Na entrevista, o ministro também comentou que fatores externos podem influenciar diretamente os preços dos alimentos no Brasil. Entre os elementos citados estão conflitos internacionais e oscilações em commodities globais.

Segundo ele, produtos como carne, soja e milho têm valores definidos em dólar no mercado internacional. Além disso, o custo do petróleo afeta a cadeia produtiva agrícola. Dessa forma, variações cambiais ou mudanças nos preços globais acabam refletindo no valor final dos alimentos consumidos no país.

Apesar dos desafios, Teixeira afirmou manter uma visão otimista sobre o futuro econômico e social do Brasil, destacando a importância de políticas baseadas em sustentabilidade, inclusão e cooperação internacional.

Reforma agrária e fortalecimento da agricultura familiar

Outro tema abordado pelo ministro foi a necessidade de avançar na reforma agrária no Brasil. Segundo ele, a política é fundamental para reduzir desigualdades sociais e estimular o desenvolvimento rural.

Teixeira afirmou que programas ligados à reforma agrária contribuem para ampliar a produção de alimentos, incentivar a permanência dos jovens no campo e promover desenvolvimento regional.

Entre as iniciativas mencionadas estão o Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera) e as Escolas Família Agrícola, que incentivam formação educacional voltada ao meio rural.

O ministro participou recentemente da Conferência Internacional sobre Reforma Agrária e Desenvolvimento Rural (ICARRD+20), realizada em Cartagena. Durante o encontro, foi firmado um memorando de entendimento com o Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais para ampliar a cooperação técnica em políticas de acesso à terra e fortalecimento da agricultura familiar na América Latina.

Apoio a agricultores após chuvas em Minas Gerais

O ministro também comentou as medidas de apoio aos agricultores atingidos pelas fortes chuvas na Zona da Mata de Minas Gerais.

Segundo ele, produtores que tiveram perdas e possuem financiamento agrícola poderão contar com cobertura do seguro rural. Além disso, contratos de crédito poderão ser renegociados conforme a extensão dos prejuízos comprovados.

A medida faz parte das ações do governo federal para apoiar famílias que perderam produção ou bens em decorrência das enchentes.

FONTE: Secretaria da Comunicação Social
TEXTO: Redação
IMAGEM: Diego Campos/Secom-PR

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