Exportação

Brasil pode se tornar o maior exportador mundial de alimentos até 2027

O Brasil abriu 700 novos mercados internacionais para produtos agropecuários desde o início de 2023, ampliando sua presença comercial em mais de 100 países. A expansão fortalece a posição do país no comércio global e aumenta as perspectivas de liderança nas exportações mundiais do agronegócio.

O balanço foi divulgado na terça-feira pelo Ministério da Agricultura, durante evento que reuniu representantes do governo federal. Na ocasião, o vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o Brasil poderá ultrapassar os Estados Unidos e assumir a liderança mundial nas exportações de alimentos ainda em 2026.

Exportações do agronegócio brasileiro se aproximam das americanas

O Brasil está próximo de superar os Estados Unidos como principal exportador mundial de produtos agrícolas. Em 2025, os americanos exportaram US$ 171 bilhões em produtos do setor, enquanto as vendas brasileiras alcançaram US$ 169 bilhões.

Para 2026, as projeções indicam uma possível mudança no ranking internacional. A estimativa do governo americano aponta exportações de US$ 177,5 bilhões, enquanto o Brasil poderá chegar a US$ 180 bilhões caso mantenha o ritmo de crescimento registrado até agora.

De janeiro a setembro deste ano, as exportações do agronegócio brasileiro já ultrapassaram US$ 133,5 bilhões.

O ministro da Agricultura, André de Paula, também anunciou que os Emirados Árabes Unidos serão o mais novo destino de produtos brasileiros. O país começará a importar pescado do Brasil, incluindo espécies provenientes da pesca extrativa e da aquicultura.

Novos mercados já geraram mais de US$ 4 bilhões

A abertura de mercados internacionais começa a produzir resultados concretos para os exportadores brasileiros. Segundo Rafael Requião, secretário interino de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, os novos acessos comerciais já geraram mais de US$ 4 bilhões em negócios.

A expectativa é que esse valor aumente nos próximos anos, à medida que as autorizações sanitárias se convertam em novos contratos e embarques.

Requião explicou que a abertura de cada mercado significa que as autoridades sanitárias do país importador aprovaram a entrada de determinado produto brasileiro. Esse processo, segundo ele, demonstra confiança no sistema nacional de defesa agropecuária.

O secretário também destacou a importância da diversificação comercial em um cenário internacional marcado por tensões geopolíticas, tarifas elevadas e incertezas nas relações comerciais.

Açaí e erva-mate ampliam a diversidade das exportações

A expansão dos mercados não se limita às commodities tradicionais, como soja, milho e carnes. Produtos como açaí e erva-mate também conquistaram novos destinos internacionais, contribuindo para diversificar a pauta exportadora brasileira.

De acordo com Requião, um em cada cinco novos mercados abertos no período envolve produtos considerados não tradicionais.

A estratégia busca ampliar as oportunidades para diferentes segmentos da produção agropecuária, permitindo que mais empresas e cadeias produtivas brasileiras alcancem consumidores estrangeiros.

Outro fator relevante é a atuação dos adidos agrícolas brasileiros no exterior. Países que contam com esses representantes concentram dois terços das aberturas de mercado registradas desde 2023. Atualmente, o Brasil possui 40 adidos agrícolas.

Segundo o secretário, o resultado reflete uma mudança na estratégia de comércio exterior, com atuação mais ativa do governo na busca por oportunidades, em vez de depender apenas de solicitações feitas por outros países.

Brasil pode ampliar exportações em US$ 80 bilhões

O potencial de crescimento das vendas externas também foi destacado por Floriano Pesaro, diretor de Gestão Corporativa da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

Segundo ele, o Brasil tem condições de acrescentar US$ 80 bilhões ao seu potencial exportador ao longo dos próximos quatro anos.

A estimativa reforça as perspectivas de ampliação da presença brasileira no mercado internacional, especialmente em segmentos ligados à produção de alimentos e ao fornecimento de matérias-primas agrícolas.

Abertura de mercados supera resultado de governos anteriores

O Ministério da Agricultura comparou o número de novos mercados conquistados na atual gestão com o resultado do governo de Jair Bolsonaro, período em que foram abertos 241 mercados para produtos agropecuários brasileiros.

O ministro André de Paula afirmou que o total registrado desde o início de 2023 representa quase três vezes o resultado da administração anterior. Segundo ele, o governo também deverá superar a meta estabelecida inicialmente.

Na avaliação do ministro, o avanço do acesso comercial contribui para ampliar as oportunidades de negócios e fortalecer a competitividade do agronegócio brasileiro no exterior.

Agronegócio registra crescimento econômico

Durante o evento, André de Paula também apresentou números sobre o desempenho econômico do setor. Segundo os dados citados pelo ministro, o Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio cresceu 26% entre 2023 e 2025, com possibilidade de alcançar 29% quando forem incorporados os resultados de 2026.

Para efeito de comparação, o ministro afirmou que o crescimento do setor entre 2019 e 2022, durante o governo Bolsonaro, foi de 3,5%.

O chanceler Mauro Vieira também destacou a conquista dos 700 novos mercados, avaliando que o resultado demonstra a capacidade brasileira de manter o diálogo internacional e construir relações comerciais com diferentes países.

A ampliação dos destinos de exportação, a diversificação dos produtos e o crescimento das vendas externas reforçam a posição do Brasil como um dos principais fornecedores mundiais de alimentos e sustentam a expectativa de avanço no ranking global do comércio agropecuário.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gerada por IA

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Agronegócio

Brasil abre 700 mercados internacionais para o agronegócio desde 2023

O Brasil conquistou 700 novos mercados internacionais para produtos agropecuários desde o início de 2023, ampliando as oportunidades de exportação do agronegócio brasileiro. O resultado foi anunciado nesta terça-feira (13), durante cerimônia no Ministério da Agricultura e Pecuária, em meio aos avanços das relações comerciais com diferentes países e blocos econômicos.

Outro destaque é o crescimento das vendas brasileiras para a União Europeia após a entrada em vigor provisória do acordo comercial com o Mercosul. Entre maio e setembro deste ano, as exportações brasileiras para o bloco europeu aumentaram 30,7% em comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo dados apresentados pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa.

De janeiro a setembro, as exportações do Brasil para a União Europeia totalizaram US$ 44,17 bilhões, alta de 20% em relação aos nove primeiros meses de 2025.

Acordo Mercosul-União Europeia impulsiona exportações brasileiras

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, também destacou os resultados do tratado comercial entre os dois blocos. Segundo ele, o intercâmbio comercial entre os países do Mercosul e da União Europeia cresceu mais de US$ 6 bilhões desde a aprovação e a entrada em vigor do acordo.

Vieira afirmou que as exportações brasileiras registraram avanço de 10,4% em 2026 e atribuiu parte desse desempenho à abertura comercial com o mercado europeu, que proporcionou uma expansão próxima de 30% nas vendas desde maio.

O acordo entrou em vigor provisoriamente em 1º de maio, após quase 27 anos de negociações entre os dois blocos econômicos. A expectativa é que a aproximação comercial amplie as oportunidades para empresas brasileiras e fortaleça a presença do país no mercado internacional.

Comércio exterior avança em meio a tensões internacionais

Durante o evento em Brasília, Márcio Elias Rosa ressaltou que o crescimento das exportações vai além do setor agropecuário. Conforme o ministro, o comércio exterior brasileiro avançou, em média, 10,5%, mesmo diante de tensões geopolíticas e do aumento das barreiras comerciais em diferentes mercados.

Para ele, os resultados refletem a capacidade de expansão das empresas nacionais e as iniciativas governamentais voltadas à promoção das exportações.

O ministro também destacou a importância da agroindústria para a estratégia de reindustrialização do país, defendendo maior integração entre a produção agropecuária e o desenvolvimento industrial.

Ao abordar as relações comerciais com os Estados Unidos, Elias Rosa classificou o momento como delicado, mas reafirmou que o governo pretende manter o diálogo e as negociações diplomáticas.

Brasil amplia presença em 99 destinos internacionais

As 700 aberturas de mercado anunciadas pelo governo ocorreram em 99 destinos, entre países e blocos econômicos. As autorizações sanitárias concedidas permitiram ampliar o acesso de produtos agropecuários brasileiros a novos compradores internacionais.

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, comparou o resultado ao registrado na administração anterior. Segundo ele, foram 700 aberturas de mercado desde 2023, contra 241 durante o governo precedente.

O ministro também destacou as perspectivas de crescimento do setor. A estimativa apresentada por ele aponta que a participação do agronegócio no Produto Interno Bruto (PIB) agropecuário deverá alcançar 29% neste ano. Para a safra 2026/2027, a projeção é de produção de 366 milhões de toneladas.

Exportações para novos mercados podem chegar a US$ 80 bilhões

Dados da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) indicam que o país já exportou US$ 5,8 bilhões em produtos para os mercados abertos desde 2023.

A agência projeta que as vendas destinadas a esses novos compradores alcancem US$ 80 bilhões nos próximos quatro anos, reforçando a importância da diversificação dos mercados de exportação para o crescimento da economia brasileira.

André de Paula também afirmou que o Brasil pretende terminar o ano como o maior exportador mundial de alimentos. Segundo os números apresentados pelo ministro, as exportações brasileiras do setor somaram US$ 169 bilhões no acumulado do ano, cerca de US$ 2 bilhões abaixo do resultado dos Estados Unidos.

Plano Safra recebe mais de R$ 1 trilhão em quatro anos

O financiamento da produção rural também foi apontado pelo ministro como um dos fatores de apoio à competitividade do agronegócio nacional.

De acordo com André de Paula, o governo federal destinou mais de R$ 610 bilhões ao Plano Safra atual, contemplando a agricultura empresarial e familiar. Considerando os quatro anos do governo Lula, o volume de recursos investidos no programa ultrapassou R$ 1 trilhão, conforme a declaração do ministro.

Os recursos são destinados ao financiamento das atividades rurais e buscam apoiar a produção agropecuária em diferentes segmentos.

China autoriza exportação de miúdos suínos brasileiros

Entre os avanços recentes no comércio agropecuário, André de Paula mencionou a autorização da China para a entrada de miúdos suínos brasileiros.

A medida representa mais uma oportunidade para os produtores nacionais ampliarem as vendas ao mercado chinês. O governo também mantém a expectativa de novas autorizações sanitárias e comerciais para outros produtos brasileiros, com o objetivo de diversificar destinos e fortalecer a posição do país no comércio mundial de alimentos.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Tânia Rêgo/Agência Brasil

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Internacional

Índia apreende alimentos com datas de validade e rótulos nutricionais falsificados

Autoridades da Índia desarticularam em Mumbai uma operação clandestina que alterava datas de fabricação e validade e modificava informações nutricionais de alimentos produzidos originalmente por grandes multinacionais. Os produtos de empresas como PepsiCo, Nestlé, Coca-Cola e Unilever seriam posteriormente enviados para outros países.

A operação ocorreu em um galpão localizado na região industrial de Navi Mumbai, a cerca de 25 quilômetros do aeroporto internacional da cidade. Durante seis dias de investigação, fiscais de alimentos apreenderam mercadorias avaliadas em aproximadamente US$ 80 mil.

A inspeção também identificou produtos químicos utilizados para remover informações originais das embalagens, além de equipamentos empregados para imprimir e aplicar novos rótulos.

Produtos de grandes marcas estavam no galpão

Entre os itens encontrados estavam produtos como batatas Lay’s, salgadinhos Kurkure, macarrão Maggi, sopa Knorr, maionese Hellmann’s e latas de Thums Up e Limca.

De acordo com as autoridades, grande parte dos alimentos estava vencida ou próxima do vencimento. A suspeita é de que as informações das embalagens fossem modificadas para permitir a comercialização dos produtos em mercados estrangeiros.

O caso foi descoberto durante uma ação de fiscalização do estado de Maharashtra, cuja capital é Mumbai. A operação faz parte de uma ofensiva mais ampla de segurança alimentar conduzida pela administração estadual.

Datas originais eram apagadas e substituídas

No interior do depósito, fiscais encontraram produtos químicos que, segundo as autoridades, eram usados para apagar as datas impressas originalmente nas embalagens.

Depois, trabalhadores inseriam novas informações por meio de um computador e utilizavam máquinas para imprimir os dados falsificados e aplicá-los nos produtos.

Segundo documentos policiais, as datas originais de fabricação e validade eram raspadas ou removidas antes de receberem novas informações.

O estabelecimento era administrado pela empresa privada Sadhana Enterprises. De acordo com informações divulgadas pelo governo estadual e registradas em documento policial, o proprietário afirmou que o serviço era realizado para 19 exportadores pouco conhecidos.

Produtos seriam destinados ao mercado externo

As autoridades informaram que toda a mercadoria localizada no depósito estava destinada à exportação, embora não tenham identificado quais países receberiam os produtos.

Entre os materiais encontrados havia rótulos em inglês e francês, indicando que parte dos alimentos poderia ser preparada para mercados internacionais com diferentes exigências de rotulagem.

Um exemplo foi uma embalagem de Kurkure com informações nutricionais nos dois idiomas.

Rótulos nutricionais também eram alterados

Além das datas, a investigação identificou modificações nos rótulos nutricionais e listas de ingredientes.

Em algumas embalagens de macarrão Maggi, por exemplo, foram encontrados rótulos falsificados colados sobre as informações originais. Uma das versões apresentava o produto como de origem indiana e estava preparada para exportação.

Em outro caso, um rótulo de Kurkure em inglês e francês apresentava alterações na composição declarada. A quantidade de cereais indicada nos ingredientes havia sido reduzida em 10%, enquanto valores de calorias e tamanho das porções também foram modificados.

Segundo as autoridades, as mudanças aparentavam ter como objetivo adequar os produtos às regras de rotulagem e exigências sanitárias de outros países.

Investigação não aponta envolvimento das multinacionais

O processo policial não acusa PepsiCo, Nestlé, Coca-Cola ou Unilever de participação na fraude. As empresas foram procuradas para comentar o caso, mas não haviam respondido às solicitações de informações até a publicação da reportagem.

O responsável pela administração estadual de alimentos de Maharashtra, Tukaram Mundhe, defendeu maior responsabilidade de todos os participantes da cadeia de fornecimento.

Para ele, fabricantes e demais empresas envolvidas precisam garantir que embalagens, marcas e comercialização estejam de acordo com as normas aplicáveis.

Também não havia confirmação, até então, sobre eventuais prisões relacionadas ao caso.

Fiscalização de alimentos é ampliada na Índia

A Índia enfrenta desafios históricos na aplicação das normas de segurança alimentar. As ações de fiscalização frequentemente se concentram em casos de adulteração, especialmente envolvendo produtos lácteos.

Em Maharashtra, a fiscalização ganhou maior intensidade sob a atual administração da Food and Drug Administration. O trabalho inclui inspeções sem aviso prévio em estabelecimentos comerciais e de alimentação.

De acordo com Mundhe, os investigadores chegaram a encontrar embalagens com uma suposta data de fabricação futura — 2 de outubro de 2026 — entre os materiais armazenados no galpão.

O caso chama atenção para os riscos de alterações clandestinas em produtos destinados ao comércio internacional e para a necessidade de maior controle sobre a cadeia de exportação de alimentos.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Francis Mascarenhas

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Exportação

Brasil lidera exportação de alimentos para países islâmicos e amplia presença no mercado halal

O Brasil consolidou sua posição como o maior fornecedor de alimentos para os países da Organização para a Cooperação Islâmica (OIC). Em 2024, as exportações brasileiras para esse mercado somaram US$ 33,3 bilhões, colocando o país à frente de grandes economias como China, Índia, Estados Unidos e Turquia, segundo o State of the Global Islamic Economy Report 2025/26.

Os dados foram divulgados pela FAMBRAS Halal Certificadora, que destaca o crescimento contínuo da demanda por produtos certificados conforme os padrões halal.

Mercado halal deve ultrapassar US$ 2 trilhões

O relatório aponta que o mercado global de alimentos e bebidas halal movimentou cerca de US$ 1,53 trilhão em 2024.

A projeção é de que esse segmento alcance US$ 2,06 trilhões até 2029, impulsionado pelo aumento da população muçulmana, pela expansão do consumo e pelo fortalecimento das cadeias internacionais de abastecimento.

Carnes brasileiras lideram exportações

Entre os produtos brasileiros com maior presença nos mercados islâmicos estão as carnes de frango e bovina, consideradas estratégicas para o comércio exterior do país.

Para exportar aos países muçulmanos, as empresas precisam seguir rigorosos protocolos de produção, que envolvem normas específicas para o abate halal, além de critérios relacionados às matérias-primas, processamento, armazenamento e transporte dos alimentos.

Certificação halal garante acesso aos mercados

A certificação halal é um dos principais requisitos para comercialização de alimentos nos países islâmicos. O processo atesta que todas as etapas da produção seguem as exigências religiosas e operacionais estabelecidas pelos mercados compradores.

Além da certificação, mecanismos como rastreabilidade, auditorias periódicas e registros digitais vêm ganhando importância para assegurar a origem dos ingredientes e o cumprimento das normas de qualidade.

FAMBRAS amplia atuação no setor

A FAMBRAS Halal Certificadora oferece certificações para diversos segmentos da indústria alimentícia, incluindo carne bovina, frango e produtos industrializados.

A entidade também confirmou participação no SIAVS 2026, evento voltado ao setor de proteína animal, onde deverá apresentar iniciativas relacionadas à certificação halal e às oportunidades de expansão das exportações brasileiras.

FONTE: Feed Food
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Exportação

Exportações de carnes de SC podem ser afetadas por restrições da União Europeia, alerta FIESC

A Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) manifestou preocupação com a decisão da Comissão Europeia de manter o Brasil fora da relação de países autorizados a exportar animais e produtos de origem animal para o bloco europeu. A medida está prevista para entrar em vigor em 3 de setembro de 2026, caso o país não apresente as garantias exigidas sobre o uso de antimicrobianos na produção animal.

Segundo a entidade, a determinação pode gerar impactos relevantes para a economia catarinense, especialmente sobre as exportações de carnes e produtos avícolas, segmentos que figuram entre os principais motores da indústria estadual.

Setor de carnes teme perdas no mercado europeu

Atualmente, a União Europeia responde por cerca de 7,5% das vendas externas catarinenses de carnes e derivados, movimentando aproximadamente US$ 170 milhões por ano. A possível interrupção desses embarques preocupa o setor, já que encontrar novos mercados para absorver esse volume em curto prazo exigiria grande esforço logístico, comercial e operacional.

Na avaliação da FIESC, a restrição pode afetar não apenas os frigoríficos exportadores, mas também toda a cadeia produtiva ligada ao setor de proteína animal.

Impactos podem atingir empregos e cadeia produtiva

A Federação destaca que a manutenção das barreiras sanitárias tende a provocar reflexos indiretos sobre o sistema de integração que sustenta a produção agroindustrial no estado. O cenário aumenta o risco de redução de postos de trabalho, especialmente na região Oeste de Santa Catarina, onde a atividade possui forte peso econômico e social.

O receio é que os efeitos se espalhem por diferentes elos da cadeia, afetando produtores integrados, transportadores, fornecedores e demais empresas ligadas ao segmento.

Mel e pescado também estão entre os setores afetados

Além das carnes, a FIESC observa com atenção os possíveis impactos sobre os segmentos de mel e pescado. Embora esses produtos tenham participação menor nas exportações para o mercado europeu, ambos registraram crescimento nas vendas nos últimos meses.

Parte desse avanço foi impulsionada pelas expectativas geradas pelo acordo entre Mercosul e União Europeia, que abriu perspectivas de ampliação comercial. Com as novas restrições sanitárias, os setores correm o risco de perder oportunidades justamente em um momento considerado favorável para expansão dos negócios.

Entidade cobra agilidade nas negociações

A Federação reconhece os esforços realizados pelo setor privado e pelos órgãos envolvidos nas tratativas com a União Europeia. No entanto, a entidade mantém preocupação quanto à capacidade de o governo federal avançar com rapidez e eficiência nas negociações necessárias para comprovar o atendimento às exigências sanitárias impostas pelo bloco europeu dentro do prazo estabelecido.

FIESC seguirá acompanhando o tema

Diante do cenário, a FIESC informou que continuará monitorando a evolução das negociações e se coloca à disposição para colaborar com informações técnicas, articulações institucionais e contribuições que possam auxiliar na busca por uma solução favorável à indústria catarinense e ao setor exportador.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Portonave

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Exportação

Exportações pecuárias: Brasil segue fora da lista da União Europeia para produtos de origem animal

O Brasil continua fora da relação de países considerados aptos a atender às novas exigências da União Europeia para a exportação de animais e produtos de origem animal destinados ao consumo humano. A decisão foi confirmada pela Comissão Europeia em atualização regulatória publicada nesta quinta-feira (5).

Segundo o bloco europeu, o país ainda não apresentou informações suficientes que comprovem a implementação, até setembro de 2026, das medidas exigidas pela legislação comunitária sobre o uso de antimicrobianos na pecuária.

Novas regras endurecem controle sobre antibióticos

As normas adotadas pela União Europeia restringem o uso de determinados antibióticos considerados essenciais para a medicina humana e proíbem a utilização de antimicrobianos com a finalidade de estimular crescimento ou elevar a produtividade dos animais destinados à produção de alimentos.

A medida integra a estratégia europeia de combate à resistência antimicrobiana, apontada por organismos internacionais como uma das principais ameaças à saúde pública global.

Além de exigir o cumprimento dessas regras dentro de seus países-membros, o bloco passou a cobrar garantias equivalentes de nações que exportam produtos de origem animal para o mercado europeu.

Setores estratégicos podem ser impactados

A exclusão do Brasil da lista afeta segmentos importantes das exportações agropecuárias, incluindo bovinos, equinos, aves, produtos da aquicultura, mel e tripas animais.

Até então, o país figurava entre os fornecedores autorizados para essas categorias. No entanto, a decisão não significa uma suspensão imediata das vendas ao mercado europeu.

A regulamentação prevê que as novas exigências entrem em vigor somente em 3 de setembro de 2026, o que abre espaço para novas negociações e ajustes por parte das autoridades brasileiras.

Outros países foram incluídos na lista europeia

Enquanto o Brasil permanece fora da relação atualizada, a Comissão Europeia autorizou a inclusão de novos países após análise da documentação apresentada.

Entre as nações que passaram a integrar a lista estão Índia, Indonésia, Quênia, Nigéria, Sérvia, Tunísia, Tanzânia e Uganda, consideradas aptas a atender às exigências sanitárias estabelecidas pelo bloco.

Governo brasileiro intensifica negociações

Nas últimas semanas, representantes do governo federal ampliaram as tratativas com autoridades europeias para tentar reverter a situação. O principal foco das discussões envolve as exportações de carne bovina, embora setores como aves, aquicultura e mel também acompanhem o tema com atenção.

Como parte das negociações, o Ministério da Agricultura apresentou um protocolo privado de certificação voltado à produção de bovinos livres dos antimicrobianos proibidos pela legislação europeia.

O sistema prevê monitoramento dos animais desde o nascimento até o abate, garantindo a rastreabilidade da produção e a comprovação da ausência dos medicamentos restritos.

Proposta de transição não avançou

O governo brasileiro também tentou negociar um período de adaptação gradual para adequação às novas exigências. A proposta previa comprovar inicialmente a não utilização dos medicamentos apenas nos meses finais da vida dos animais, ampliando posteriormente o controle para todo o ciclo produtivo.

Entretanto, a alternativa não recebeu apoio das autoridades europeias, que mantiveram a exigência de comprovação integral das regras sanitárias.

Apesar do impasse, as negociações seguem abertas e poderão avançar até a entrada em vigor da regulamentação, em setembro de 2026.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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Agronegócio

Carne bovina sustentável e soja certificada ganham espaço na China e fortalecem agronegócio brasileiro

A crescente demanda da China por alimentos sustentáveis, rastreáveis e livres de desmatamento está abrindo novas oportunidades para o agronegócio brasileiro. A mais recente iniciativa envolve a importação de 50 mil toneladas de carne bovina certificada do Brasil até o final de 2027, consolidando uma tendência de valorização de produtos com comprovação de origem e responsabilidade ambiental.

O acordo foi firmado pela Associação de Carnes de Tianjin, no norte da China, e marca um avanço na busca do mercado chinês por fornecedores alinhados aos critérios de sustentabilidade e transparência produtiva.

Carne livre de desmatamento entra na rota do consumo premium

A carne bovina exportada será certificada pelo sistema BOT, desenvolvido pelo Instituto de Manejo e Certificação Florestal e Agrícola (Imaflora), que garante a rastreabilidade da cadeia produtiva e comprova que a produção ocorreu sem associação ao desmatamento.

A iniciativa reflete mudanças importantes no comportamento de consumidores e empresas chinesas. Além do preço, fatores ligados à governança ambiental, qualidade do produto e rastreabilidade passaram a influenciar decisões de compra.

Segundo representantes do setor, a demanda por alimentos certificados tem crescido de forma constante nos últimos anos, acompanhando a ampliação da consciência ambiental no país asiático.

Mesmo custando entre 5% e 10% mais do que a carne convencional, o produto deverá ser comercializado em supermercados premium, restaurantes especializados e plataformas digitais voltadas ao público de maior poder aquisitivo.

Consumidores chineses valorizam origem e certificação

O avanço do chamado consumo verde vem transformando o mercado de alimentos na China. Importadores e distribuidores passaram a priorizar fornecedores capazes de demonstrar práticas sustentáveis e controle sobre toda a cadeia produtiva.

A rastreabilidade dos produtos, a estabilidade da qualidade e o cumprimento de padrões ESG estão entre os principais critérios observados pelos compradores.

Recentemente, representantes da Associação de Carnes de Tianjin visitaram a Amazônia para conhecer iniciativas relacionadas à produção pecuária sustentável, reforçando o interesse chinês por modelos de produção alinhados à preservação ambiental.

Soja sustentável também amplia presença nas exportações

A busca chinesa por produtos sustentáveis não se limita à proteína animal. Em 2025, empresas como COFCO International, China Mengniu Dairy e Sheng Mu Organic Dairy firmaram acordo para adquirir 1,5 milhão de toneladas de soja sustentável brasileira entre 2025 e 2030.

O fornecimento será submetido a auditorias independentes para garantir que a produção ocorreu sem desmatamento ou conversão de vegetação nativa.

O contrato fortalece a participação de commodities sustentáveis no comércio bilateral e amplia a relevância do Brasil em um mercado que valoriza cada vez mais certificação ambiental, rastreabilidade e transparência.

Política chinesa incentiva consumo sustentável

A estratégia de expansão do consumo verde também é apoiada por políticas públicas chinesas. O 15º Plano Quinquenal da China, que abrange o período entre 2026 e 2030, prevê medidas para acelerar a adoção de modelos sustentáveis de produção e consumo.

Além disso, o governo chinês lançou um programa nacional com 20 iniciativas voltadas à promoção de produtos sustentáveis em diferentes segmentos da economia.

Entre as ações estão a ampliação da oferta de alimentos verdes e orgânicos, espaços exclusivos para comercialização desses produtos, exibição de certificações de qualidade, sistemas de rastreabilidade e divulgação de informações sobre segurança alimentar.

As medidas reforçam o papel do Estado na construção de um mercado cada vez mais voltado à sustentabilidade.

Agricultura sustentável fortalece parceria entre Brasil e China

Especialistas avaliam que a preferência chinesa por produtos livres de desmatamento pode gerar impactos positivos em toda a cadeia global de produção agrícola.

A tendência estimula práticas mais responsáveis no campo, contribui para a preservação de florestas tropicais e fortalece iniciativas relacionadas ao combate às mudanças climáticas.

Para o Brasil, a demanda crescente por carne sustentável e soja certificada representa uma oportunidade de agregar valor às exportações, ampliar a competitividade internacional e consolidar sua posição como fornecedor estratégico de alimentos.

Além do comércio agrícola, a cooperação entre Brasil e China também pode avançar em áreas como tecnologia agropecuária, finanças verdes e desenvolvimento de padrões ambientais, fortalecendo uma agenda conjunta voltada à segurança alimentar e à sustentabilidade global.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Comércio Internacional

Acordo Mercosul–União Europeia pode criar maior área de livre comércio do mundo, diz ministro

O acordo entre o Mercosul e a União Europeia pode estabelecer a maior área de livre comércio do planeta, segundo o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira.

De acordo com o ministro, o entendimento aprovado no Senado Federal representa um avanço significativo para o comércio internacional e abre novas oportunidades para a economia brasileira. Ele ressaltou que a negociação foi viabilizada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Integração comercial entre Mercosul e União Europeia

O tratado prevê a criação de um amplo mercado envolvendo os países do Mercosul e da União Europeia. Segundo Teixeira, o acordo estabelece um período de transição para adaptação gradual das economias envolvidas.

Durante esse intervalo, o mercado brasileiro passará por um processo de abertura para produtos europeus, enquanto as nações europeias ampliarão o acesso a produtos brasileiros. Para o ministro, essa etapa permitirá que os setores produtivos se preparem para as novas condições comerciais.

Ele também afirmou que a agricultura familiar brasileira não deve ser prejudicada. Pelo contrário, o acordo pode ampliar as oportunidades de exportação.

De acordo com o ministro, cerca de 700 milhões de consumidores terão potencial acesso aos alimentos produzidos no Brasil.

Impacto do cenário internacional no preço dos alimentos

Na entrevista, o ministro também comentou que fatores externos podem influenciar diretamente os preços dos alimentos no Brasil. Entre os elementos citados estão conflitos internacionais e oscilações em commodities globais.

Segundo ele, produtos como carne, soja e milho têm valores definidos em dólar no mercado internacional. Além disso, o custo do petróleo afeta a cadeia produtiva agrícola. Dessa forma, variações cambiais ou mudanças nos preços globais acabam refletindo no valor final dos alimentos consumidos no país.

Apesar dos desafios, Teixeira afirmou manter uma visão otimista sobre o futuro econômico e social do Brasil, destacando a importância de políticas baseadas em sustentabilidade, inclusão e cooperação internacional.

Reforma agrária e fortalecimento da agricultura familiar

Outro tema abordado pelo ministro foi a necessidade de avançar na reforma agrária no Brasil. Segundo ele, a política é fundamental para reduzir desigualdades sociais e estimular o desenvolvimento rural.

Teixeira afirmou que programas ligados à reforma agrária contribuem para ampliar a produção de alimentos, incentivar a permanência dos jovens no campo e promover desenvolvimento regional.

Entre as iniciativas mencionadas estão o Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera) e as Escolas Família Agrícola, que incentivam formação educacional voltada ao meio rural.

O ministro participou recentemente da Conferência Internacional sobre Reforma Agrária e Desenvolvimento Rural (ICARRD+20), realizada em Cartagena. Durante o encontro, foi firmado um memorando de entendimento com o Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais para ampliar a cooperação técnica em políticas de acesso à terra e fortalecimento da agricultura familiar na América Latina.

Apoio a agricultores após chuvas em Minas Gerais

O ministro também comentou as medidas de apoio aos agricultores atingidos pelas fortes chuvas na Zona da Mata de Minas Gerais.

Segundo ele, produtores que tiveram perdas e possuem financiamento agrícola poderão contar com cobertura do seguro rural. Além disso, contratos de crédito poderão ser renegociados conforme a extensão dos prejuízos comprovados.

A medida faz parte das ações do governo federal para apoiar famílias que perderam produção ou bens em decorrência das enchentes.

FONTE: Secretaria da Comunicação Social
TEXTO: Redação
IMAGEM: Diego Campos/Secom-PR

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