Portos

Moegão recebe visita técnica de engenheiros do IEP e reforça importância para o Porto de Paranaguá

Profissionais do Instituto de Engenharia do Paraná (IEP) realizaram uma visita técnica às instalações da Portos do Paraná para conhecer de perto o Moegão, considerado a maior obra portuária atualmente em execução no Brasil. O empreendimento é um dos principais investimentos voltados à modernização do corredor de exportação do Porto de Paranaguá.

A comitiva buscou acompanhar os aspectos técnicos do projeto, sua estrutura operacional e as soluções de engenharia empregadas na construção.

Engenheiros conheceram detalhes do projeto

O grupo, formado por 17 engenheiros, foi recebido na sede administrativa da Portos do Paraná, no Palácio Taguaré, onde participou de uma apresentação conduzida pelo diretor de Engenharia e Manutenção, Victor Kengo.

Durante o encontro, foram apresentados os principais dados da obra, seu planejamento e os desafios de execução. Após a exposição, os visitantes seguiram para o canteiro do Moegão, empreendimento que reúne investimentos superiores a R$ 650 milhões.

Segundo o presidente do Instituto de Engenharia do Paraná, Nelson Gomez, a visita permitiu conhecer de perto a dimensão da estrutura e compreender as soluções técnicas adotadas na execução do projeto.

Estrutura e tecnologia chamam atenção dos visitantes

A gerente de Engenharia da Portos do Paraná, Bruna Calloni, destacou que o complexo está em fase final de construção e reúne características consideradas inovadoras no cenário portuário mundial.

De acordo com ela, a experiência e o conhecimento técnico dos integrantes da comitiva tornam o reconhecimento ainda mais significativo. Os engenheiros elogiaram tanto a dimensão da obra quanto a organização dos processos de engenharia e gestão adotados durante sua execução.

Obra deve fortalecer logística e economia do Paraná

Além de presidir o IEP, Nelson Gomez também atua como vice-presidente do Movimento Pró-Paraná e ressaltou a relevância do empreendimento para o desenvolvimento logístico do estado.

Na avaliação do engenheiro, o Moegão se destaca pela qualidade técnica da construção, pelo elevado volume de materiais empregados e pela integração entre os sistemas mecânicos, elétricos e de automação. Ele também destacou o cumprimento do orçamento previsto, fator considerado um diferencial em projetos de grande porte.

Quando entrar em operação, o Moegão deverá ampliar a eficiência logística do Porto de Paranaguá, contribuindo para otimizar o fluxo de cargas, reduzir gargalos operacionais e fortalecer a competitividade das exportações brasileiras.

FONTE: Portos do Paraná
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Neves / GCOM Portos do Paraná

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Inovação

China cria máquina de hipergravidade que gera força 1.900 vezes maior que a da Terra

Cientistas da Universidade de Zhejiang, no leste da China, colocaram em operação uma das mais avançadas estruturas de pesquisa do mundo: a CHIEF1900, uma centrífuga gigante capaz de produzir forças equivalentes a 1.900 vezes a gravidade da Terra. Instalada a 15 metros abaixo do solo para reduzir vibrações, a máquina estabeleceu um novo recorde global, superando um equipamento semelhante utilizado pelo Exército dos Estados Unidos.

A centrífuga integra um complexo científico interdisciplinar avaliado em US$ 285 milhões e foi projetada para funcionar como um verdadeiro “compressor de tempo” aplicado à ciência e à engenharia, permitindo simulações extremamente aceleradas de fenômenos naturais e estruturais.

Como a hipergravidade acelera o tempo científico

O princípio por trás da chamada compressão do tempo está no uso de centrífugas de hipergravidade, que reproduzem em laboratório processos que, na natureza, levariam décadas ou até milhares de anos para se manifestar. Ao intensificar a força gravitacional, o comportamento físico dos materiais ocorre de forma proporcionalmente mais rápida.

Na engenharia civil, por exemplo, um modelo reduzido de 3 metros de uma barragem, submetido a 100g (cem vezes a gravidade terrestre), reproduz com precisão o mesmo nível de tensão e estresse estrutural que uma barragem real de 300 metros de altura enfrentaria ao longo de sua vida útil.

Com a CHIEF1900, pesquisadores conseguem ainda simular a dispersão de poluentes no solo ao longo de milhares de anos em apenas algumas horas de experimento.

Desafios extremos e soluções de engenharia

Operar sob forças de 1.900 toneladas-g impõe desafios técnicos severos. Para efeito de comparação, uma máquina de lavar roupas atinge cerca de duas toneladas-g. Em níveis tão elevados, calor e pressão podem comprometer a integridade do equipamento.

Para contornar esses riscos, engenheiros chineses desenvolveram um sistema avançado de controle térmico, baseado em ambiente a vácuo, com uso combinado de fluidos refrigerantes e ventilação especializada, evitando o superaquecimento ou a deformação estrutural da centrífuga.

Aplicações científicas e impacto internacional

As aplicações da CHIEF1900 abrangem diversas áreas estratégicas. Entre elas estão estudos sobre o comportamento de células e plantas em gravidade extrema, simulações de condições encontradas em outros planetas, análises da interação entre trens de alta velocidade e o solo ao longo de anos de operação e testes de resistência de materiais submetidos a acelerações intensas.

Aberta à comunidade científica internacional, a instalação posiciona a China como um novo polo global de pesquisas em física e engenharia de grande escala. O rápido avanço do país, que saltou de modelos anteriores para a CHIEF1900 em pouco tempo, evidencia um forte investimento estatal em pesquisa experimental de fronteira.

FONTE: Xataka Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Xataka Brasil

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