Sustentabilidade

China instala sistema de energia limpa em base científica na Antártida para enfrentar noite polar

A China colocou em operação um avançado sistema de energia híbrida na Antártida para abastecer a Estação Qinling, localizada no Mar de Ross. A estrutura combina energia solar, turbinas eólicas, hidrogênio, baterias especiais para baixas temperaturas e geradores a diesel, garantindo funcionamento contínuo mesmo durante a longa noite polar.

O projeto faz parte da estratégia chinesa de ampliar sua presença científica no continente antártico e reduzir a dependência de combustíveis fósseis em áreas remotas e de difícil acesso.

Estação Qinling opera em uma das regiões mais extremas do planeta

Instalada na Ilha Inexpressible, na Baía Terra Nova, a Estação Qinling é a quinta base científica da China na Antártida. A unidade iniciou oficialmente suas atividades em fevereiro de 2024 e foi projetada para funcionar durante todo o ano.

A estrutura pode abrigar até 80 pesquisadores no verão e cerca de 30 pessoas durante o inverno antártico.

O sistema energético começou a operar em março de 2025 e foi desenvolvido para enfrentar condições extremas, como temperaturas negativas intensas, ventos fortes, gelo constante e longos períodos sem luz solar.

Sistema híbrido combina energia solar, eólica e hidrogênio

A infraestrutura energética da base inclui turbinas eólicas de 100 quilowatts, painéis solares com capacidade de 130 quilowatts, baterias de baixa temperatura e uma unidade de hidrogênio capaz de gerar energia contínua.

O modelo permite alternar diferentes fontes de geração conforme as condições climáticas da Antártida. Em períodos de vento forte, a produção eólica assume parte do abastecimento. Já durante os momentos de maior incidência solar, os painéis fotovoltaicos alimentam laboratórios, alojamentos e sistemas de comunicação.

Quando não há vento nem luz solar suficiente, o armazenamento em baterias e o sistema de hidrogênio entram em operação para manter a estação ativa.

Hidrogênio garante energia durante a noite polar

Um dos principais desafios das bases científicas na Antártida é a chamada noite polar, período em que a região permanece semanas ou meses sem luz solar.

Para enfrentar essa condição, a Estação Qinling utiliza o hidrogênio como reserva estratégica de energia. Segundo informações divulgadas por veículos chineses, a unidade consegue fornecer 30 quilowatts de eletricidade contínua por até 14 dias sem geração solar.

As baterias especiais instaladas na base também foram desenvolvidas para suportar temperaturas extremamente baixas, condição que normalmente reduz o desempenho de sistemas convencionais de armazenamento energético.

China quer reduzir uso de diesel na Antártida

Apesar do foco em energia renovável, a estação mantém geradores a diesel como sistema de apoio e segurança operacional. O modelo híbrido garante redundância energética em situações de baixa geração renovável ou falhas técnicas.

A meta da China é fazer com que cerca de 60% da energia consumida na Qinling venha de fontes limpas, reduzindo a necessidade de transporte de combustível por navios e aeronaves — operações consideradas caras, complexas e ambientalmente sensíveis.

Base amplia presença científica chinesa no Mar de Ross

A localização da Estação Qinling fortalece a atuação chinesa em uma área estratégica para pesquisas climáticas e ambientais.

O Mar de Ross é considerado uma das regiões mais relevantes da Antártida para estudos sobre oceanografia, glaciologia, mudanças climáticas e ecossistemas polares.

Com a nova estrutura, a China amplia sua capacidade de coleta de dados científicos e reforça sua presença em uma região onde a pesquisa também possui importância geopolítica.

Projeto pode servir de modelo para áreas isoladas

Além do uso na Antártida, a experiência da Estação Qinling pode contribuir para soluções energéticas em regiões remotas ao redor do mundo.

A integração entre energia eólica, solar, hidrogênio e baterias em ambientes extremos pode ajudar no desenvolvimento de sistemas para ilhas isoladas, regiões montanhosas e comunidades sem acesso estável à rede elétrica.

A operação da base demonstra que a combinação entre fontes renováveis, armazenamento energético e geração emergencial pode garantir fornecimento contínuo mesmo em ambientes severos e de difícil logística.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Sustentabilidade

Porto de Santos lidera avanço da energia limpa nos portos brasileiros

O setor portuário brasileiro tem acelerado investimentos em energia limpa e tecnologias sustentáveis para reduzir as emissões de gases de efeito estufa no transporte marítimo. Responsável por mais de 95% do comércio exterior do Brasil, a atividade marítima enfrenta pressão internacional para diminuir seu impacto ambiental, já que responde por cerca de 3% das emissões globais relacionadas à energia.

Estudos apontam que, sem mudanças estruturais, as emissões do setor podem crescer entre 90% e 130% até 2030, na comparação com os níveis registrados em 2008.

Portos brasileiros ampliam ações de descarbonização

Entre as principais iniciativas adotadas pelos portos nacionais estão a eletrificação de equipamentos, o uso de sistemas de abastecimento elétrico para embarcações atracadas — conhecidos como Onshore Power Supply (OPS) — além do monitoramento de emissões e investimentos em combustíveis de baixo carbono e hidrogênio verde.

O Porto de Santos, maior complexo portuário do Hemisfério Sul, está entre os destaques desse movimento. Desde 2024, o terminal utiliza o sistema OPS para fornecer energia elétrica a rebocadores atracados, substituindo o consumo de diesel.

A energia utilizada é gerada pela Usina Hidrelétrica de Itatinga, localizada em Bertioga (SP), contribuindo diretamente para a redução das emissões de gás carbônico (CO2) nas operações portuárias.

Paranaguá investe em energia solar e logística ferroviária

No Paraná, o Porto de Paranaguá também vem ampliando medidas voltadas à sustentabilidade. Entre os projetos em andamento está a conclusão do Moegão, estrutura que aumentará a capacidade de movimentação ferroviária no terminal.

Além disso, sistemas de energia solar instalados em áreas portuárias ajudam a reduzir as emissões desde 2023, fortalecendo a eficiência operacional e a matriz energética limpa do complexo.

Porto de Suape terá terminal totalmente eletrificado

Em Pernambuco, o Porto de Suape prepara a implantação do primeiro terminal de contêineres 100% eletrificado da América Latina. O projeto prevê equipamentos movidos exclusivamente a energia elétrica, automação operacional e integração digital das operações.

A expectativa é que a nova estrutura entre em funcionamento até o fim deste ano, consolidando o porto como referência em infraestrutura portuária sustentável.

Pecém e Porto do Açu apostam no hidrogênio verde

No Ceará, o Complexo do Pecém avança na criação de um hub de hidrogênio verde, aproveitando o potencial regional de geração de energia renovável. O projeto inclui iniciativas voltadas à produção de amônia verde e expansão da infraestrutura logística para atender à nova demanda energética a partir de 2030.

Já o Porto do Açu, no Rio de Janeiro, trabalha na implementação de um corredor verde voltado ao abastecimento com combustíveis de baixo carbono. O complexo também desenvolve projetos ligados ao hidrogênio e à descarbonização da indústria siderúrgica.

Sustentabilidade se torna prioridade no setor marítimo

Com o aumento das exigências ambientais globais, os portos brasileiros intensificam investimentos em inovação, eficiência energética e redução de emissões. A tendência é que projetos ligados à transição energética, eletrificação e combustíveis renováveis ganhem ainda mais espaço nos próximos anos.

FONTE: A Tribuna
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vanessa Rodrigues/AT/Arquivo

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Portos

Portos brasileiros aceleram transição sustentável para reduzir emissões no transporte marítimo

Responsável por movimentar a maior parte do comércio internacional e mais de 95% das exportações brasileiras, o transporte marítimo também enfrenta pressão crescente para reduzir os impactos ambientais. Atualmente, o setor responde por cerca de 3% das emissões globais de gases de efeito estufa ligadas à energia.

Projeções indicam que, caso o ritmo atual seja mantido, as emissões da navegação mundial poderão atingir entre 90% e 130% dos níveis registrados em 2008 até o ano de 2030.

Portos brasileiros ampliam ações de descarbonização

Nos portos brasileiros, o desafio ambiental envolve não apenas as emissões dos navios, mas também o intenso fluxo de caminhões e trens nas áreas portuárias e as limitações da infraestrutura logística terrestre.

Para enfrentar esse cenário, o Ministério de Portos e Aeroportos vem intensificando políticas voltadas à transição energética, eficiência operacional e adoção de tecnologias limpas.

Entre as principais iniciativas estão a eletrificação de equipamentos, o fornecimento de energia elétrica para embarcações atracadas — sistema conhecido como Onshore Power Supply (OPS) — além de investimentos em combustíveis sustentáveis e projetos de hidrogênio verde.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, o objetivo é fortalecer políticas públicas alinhadas à sustentabilidade e estimular práticas ambientais no setor logístico nacional.

Política de sustentabilidade impulsiona setor portuário

Lançada em 2025, a Política de Sustentabilidade do modal de transporte passou a orientar os setores portuário, aeroportuário e hidroviário com base em critérios ESG — sigla para práticas ambientais, sociais e de governança.

A proposta busca integrar eficiência logística, transparência e responsabilidade socioambiental na infraestrutura brasileira.

De acordo com o secretário nacional de Portos, Alex Ávila, os portos deixaram de ser apenas pontos de circulação de mercadorias e passaram a desempenhar papel estratégico na descarbonização da navegação e no desenvolvimento de novas soluções energéticas.

Portos investem em energia limpa e infraestrutura verde

Diversos complexos portuários do país já colocam em prática projetos sustentáveis.

No Porto de Santos, em São Paulo, o sistema OPS passou a abastecer rebocadores com energia elétrica produzida pela usina hidrelétrica de Itatinga, reduzindo o consumo de diesel e as emissões de CO₂.

Em Paranaguá, no Paraná, os investimentos incluem ampliação da logística ferroviária e instalação de sistemas de energia solar para aumentar a eficiência operacional e diminuir impactos ambientais.

Já o Porto de Suape, em Pernambuco, avança para se tornar o primeiro terminal de contêineres totalmente eletrificado da América Latina, com operação automatizada e equipamentos movidos exclusivamente a energia elétrica.

No Ceará, o Complexo do Pecém aposta na consolidação de um polo de hidrogênio verde, aproveitando o potencial regional de geração de energia renovável. O projeto também prevê produção de amônia verde e expansão da infraestrutura portuária.

Enquanto isso, o Porto do Açu, no Rio de Janeiro, desenvolve iniciativas ligadas à criação de um corredor verde para combustíveis de baixo carbono e projetos de descarbonização da indústria siderúrgica.

Brasil fortalece agenda ESG no setor marítimo

O Ministério de Portos e Aeroportos também vem ampliando ferramentas voltadas à sustentabilidade no setor aquaviário.

Entre elas está o Índice de Desempenho Ambiental da Navegação (IDA-Navegação), desenvolvido em parceria com a Infra S.A., que mede a performance ambiental das embarcações por meio de 39 indicadores.

Outro destaque é o Programa de Descarbonização de Portos (PND-Portos), criado para reduzir gradualmente as emissões de gases de efeito estufa e modernizar a infraestrutura logística nacional.

Segundo o ministro Tomé Franca, os programas serão fundamentais para alinhar o Brasil às melhores práticas internacionais em sustentabilidade e eficiência energética no setor portuário.

Empresas recebem reconhecimento por práticas sustentáveis

Na relação com a iniciativa privada, o governo federal consolidou o chamado Pacto pela Sustentabilidade, iniciativa que reúne empresas comprometidas com ações ESG.

Durante a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), realizada em Belém no ano passado, 36 empresas receberam selos de excelência por projetos voltados à inovação e sustentabilidade no setor de transportes.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa

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Sustentabilidade

Energia solar em Itaipu pode dobrar capacidade e impulsionar diversificação energética

A usina de Itaipu, localizada na fronteira entre Brasil e Paraguai, vem ampliando suas pesquisas em energia solar fotovoltaica como alternativa complementar à geração hidrelétrica. O projeto utiliza o próprio reservatório da usina, que possui cerca de 1,3 mil km² de área, como base para instalação de painéis solares flutuantes.

O lago tem aproximadamente 170 km de extensão e largura média de 7 km, o que abre espaço para estudos sobre o aproveitamento do espelho d’água na produção de eletricidade.

Planta piloto utiliza menos de 10 mil m² do lago

O experimento em andamento conta com 1.584 painéis fotovoltaicos instalados em uma área inferior a 10 mil m², posicionados a cerca de 15 metros da margem paraguaia, em região com profundidade média de 7 metros.

A estrutura tem capacidade de gerar até 1 megawatt-pico (MWp), energia suficiente para abastecer cerca de 650 residências. Toda a produção é destinada ao consumo interno da usina e não está conectada ao sistema hidrelétrico principal.

Projeto funciona como laboratório de pesquisa

A chamada “ilha solar” de Itaipu tem caráter experimental e serve como plataforma de testes para futuras aplicações em escala maior. Os estudos envolvem desde a eficiência dos painéis até impactos ambientais, como comportamento de peixes, variação de temperatura da água e influência de ventos no desempenho da estrutura.

Também são avaliadas a estabilidade dos flutuadores, a fixação no solo e a durabilidade do sistema em ambiente aquático.

Potencial energético pode se aproximar da hidrelétrica

Segundo o superintendente de Energias Renováveis da Itaipu Binacional, Rogério Meneghetti, o potencial teórico da tecnologia é significativo. Ele destaca que, caso cerca de 10% do reservatório fosse coberto por placas solares, a geração poderia se aproximar da capacidade de uma nova usina do porte de Itaipu.

Apesar disso, ele reforça que a hipótese ainda é distante e depende de diversos estudos técnicos e ambientais.

Integração com novas fontes e atualização do tratado

A expansão da energia solar em Itaipu também levanta discussões sobre o Tratado de Itaipu, firmado em 1973 entre Brasil e Paraguai, que regulamenta a operação da usina.

Estimativas preliminares indicam que a instalação de uma capacidade solar de 3 mil MW poderia levar cerca de quatro anos, o equivalente a aproximadamente 20% da potência atual da hidrelétrica.

O investimento inicial do projeto é de US$ 854,5 mil (cerca de R$ 4,3 milhões), executado por um consórcio binacional formado pelas empresas Sunlution (Brasil) e Luxacril (Paraguai).

Itaipu investe em múltiplas fontes de energia

A diversificação energética da usina vai além da solar. O complexo Itaipu Parquetec, em Foz do Iguaçu, desenvolve projetos em hidrogênio verde, baterias e biocombustíveis, consolidando um ecossistema de inovação em energia limpa.

Hidrogênio verde ganha destaque em pesquisas

No Centro Avançado de Tecnologia de Hidrogênio, pesquisadores trabalham com a produção de hidrogênio verde por meio da eletrólise da água, processo que separa hidrogênio e oxigênio sem emissão de dióxido de carbono.

A tecnologia é considerada estratégica para setores como indústria química, siderúrgica, agrícola e transporte.

Segundo o gerente do centro, Daniel Cantani, o espaço funciona como plataforma de testes para empresas e instituições que desenvolvem soluções movidas a hidrogênio.

Um dos projetos já resultou na apresentação de um barco movido a hidrogênio durante a COP30, em Belém, utilizado em ações de coleta seletiva em comunidades ribeirinhas.

Pesquisa em armazenamento de energia avança

Outro eixo de inovação no Itaipu Parquetec envolve o desenvolvimento de sistemas de armazenamento energético, com foco em baterias e células protótipo. As pesquisas buscam soluções para garantir reserva de energia em instalações fixas e industriais.

Biogás transforma resíduos em combustível limpo

A usina também investe na produção de biogás e biometano a partir de resíduos orgânicos gerados internamente e materiais apreendidos em ações de fiscalização.

O processo de biodigestão transforma esses resíduos em energia utilizada em veículos dentro do complexo de Itaipu.

Em quase nove anos, mais de 720 toneladas de resíduos foram processadas, gerando combustível suficiente para percorrer cerca de 480 mil quilômetros — o equivalente a 12 voltas ao redor da Terra.

Futuro aponta para combustíveis avançados

Além do biogás, a planta experimental também desenvolve o bio-syncrude, um óleo sintético que pode ser usado na produção de SAF (combustível sustentável de aviação).

Para especialistas do setor, combustíveis como hidrogênio, SAF e biometano devem ganhar protagonismo na próxima década, impulsionados por novas legislações e metas de transição energética.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Tânia Rêgo/Agência Brasil

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Sustentabilidade

China acelera armazenamento de energia renovável com mega reservatórios

A China energia renovável avança em ritmo acelerado e já superou metas estabelecidas para o setor. O país atingiu, ainda em julho de 2024, a marca de 1.200 GW de capacidade instalada em energia eólica e solar, seis anos antes do previsto.

Até o fim de 2025, esse número ultrapassou 1.840 GW, representando 47,3% da capacidade elétrica total. Pela primeira vez, essas fontes limpas superaram os combustíveis fósseis, como carvão e gás, na matriz energética chinesa.

Desafio agora é armazenar energia em larga escala

Com a expansão rápida das renováveis, surge um novo desafio: garantir a estabilidade do sistema elétrico. Como a geração de energia solar e eólica é intermitente, o país precisa investir em armazenamento de energia e em redes inteligentes capazes de equilibrar oferta e demanda.

Para lidar com essa questão, o governo chinês transformou o armazenamento em prioridade estratégica, apostando em diferentes tecnologias.

Hidrelétricas reversíveis lideram estratégia

A principal aposta da China está no armazenamento hidrelétrico por bombeamento, tecnologia que utiliza reservatórios em diferentes altitudes para armazenar energia.

O funcionamento é simples: o excedente de eletricidade é usado para bombear água para um reservatório superior. Quando há necessidade de energia, a água retorna ao nível inferior, acionando turbinas e gerando eletricidade.

Esse modelo, considerado um dos mais eficientes para armazenamento de energia em larga escala, se beneficia da geografia montanhosa do país.

Atualmente, a China concentra mais projetos desse tipo do que o restante do mundo somado e pretende ampliar significativamente sua capacidade nos próximos anos.

Meta ambiciosa prevê expansão acelerada

O plano chinês prevê adicionar cerca de 100 GW de capacidade em usinas de bombeamento nos próximos cinco anos. Hoje, o país já conta com aproximadamente 59 GW nessa modalidade.

Caso a meta seja atingida, o sistema hidrelétrico reversível deve se consolidar como a principal solução para armazenamento de longa duração no país.

Baterias também avançam em ritmo acelerado

Paralelamente, a China também investe fortemente em armazenamento com baterias. Em 2025, a capacidade instalada cresceu 75% em relação ao ano anterior.

Ao final do mesmo ano, o país alcançou 136 GW nesse tipo de tecnologia — um volume 40 vezes maior do que o previsto em planos anteriores.

As baterias de íon-lítio lideram o mercado, mas há esforços para diversificar soluções, incluindo pesquisas com baterias de íon-sódio, sistemas de ar comprimido, volantes de inércia e armazenamento gravitacional.

Transição energética ganha escala global

O avanço chinês reforça o papel do país na transição energética global, especialmente ao combinar expansão de fontes limpas com soluções robustas de armazenamento.

Essa estratégia é vista como essencial para garantir segurança energética e reduzir a dependência de combustíveis fósseis, ao mesmo tempo em que sustenta o crescimento econômico.

FONTE: Xataka
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Xataka

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Meio Ambiente

Suape avança na transição energética e projeta atingir 50% de energia limpa ainda neste semestre

O Complexo Industrial Portuário de Suape, localizado na Região Metropolitana do Recife, acelera sua agenda de transição energética e trabalha para alcançar, ainda neste semestre, a marca de 50% de energia limpa em sua matriz de consumo elétrico.

Atualmente, 35,95% da energia utilizada pelo complexo já é proveniente de fontes renováveis, resultado de uma estratégia institucional voltada à eficiência energética, à redução das emissões de carbono e à adaptação da infraestrutura portuária às exigências de uma economia de baixo carbono.

Áreas estratégicas já operam com energia renovável

A energia limpa já abastece setores de alta demanda do complexo, como o Centro Administrativo, os Cais 1, 4 e 5, o Pátio Público de Veículos e o Prédio da Autoridade Portuária. Essas unidades concentram atividades administrativas e operacionais essenciais para o funcionamento do porto.

O consumo anual dessas áreas é estimado em 1,46 GWh, volume que, para efeito de comparação, equivale ao consumo mensal de cerca de 7.300 residências populares, considerando uma média de até 200 kWh por domicílio.

Viveiro florestal opera 100% com energia solar

Paralelamente à ampliação do uso de fontes renováveis, Suape também avança em projetos ambientais. O Viveiro Florestal de Suape, com capacidade de produção de aproximadamente 450 mil mudas por ano, é abastecido integralmente por energia solar.

A iniciativa fortalece ações de sustentabilidade no território do complexo, que possui 17,3 mil hectares, sendo que 59% da área está inserida na Zona de Preservação Ecológica (ZPEC).

Sistema inteligente reduz consumo de energia em até 60%

Outro destaque é o investimento em tecnologia para otimizar o uso energético. No Cais 5 e no Pátio Público de Veículos, um sistema inteligente de iluminação ajusta automaticamente a intensidade da luz conforme a necessidade operacional, gerando uma economia estimada de até 60% no consumo de energia dessas áreas.

Para o diretor-presidente de Suape, Armando Monteiro Bisneto, as ações reforçam o compromisso da estatal com um modelo portuário mais sustentável e inovador. “Esse é o caminho e estamos trabalhando fortemente para seguir avançando”, afirmou.

Fonte: Com informações do Complexo Industrial Portuário de Suape.

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGEM: DIVULGAÇÃO INDUSTRIAL PORTUÁRIO SUAPE

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Comércio Internacional

Brasil e Rússia fortalecem cooperação industrial e atração de investimentos

O Brasil e a Rússia deram um passo importante na ampliação da cooperação industrial em encontro realizado nesta quarta-feira (4/2) entre o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e a delegação russa. A reunião antecedeu a agenda de alto nível prevista para quinta-feira (5/2) no Palácio Itamaraty.

O secretário-executivo do MDIC, Márcio Elias Rosa, conduziu o encontro, acompanhado de secretários e subsecretários, incluindo Tatiana Prazeres (Comércio Exterior), Uallace Moreira Lima (Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços) e Guilherme Rosa (Camex). O diálogo abordou parcerias produtivas, intercâmbio tecnológico, atração de investimentos, ampliação do comércio bilateral e aproximação institucional entre setores industriais dos dois países.

Estratégia para fortalecer a indústria brasileira

Segundo Márcio Elias, a cooperação com a Rússia pode ajudar o Brasil a superar gargalos estruturais e reduzir a dependência de insumos estratégicos. “Estamos atraindo investimentos, ampliando a capacidade industrial e gerando emprego e renda. A inovação tecnológica, a agregação de valor e a sustentabilidade são vetores fundamentais para aumentar a competitividade da indústria brasileira”, afirmou.

O secretário destacou setores prioritários, como fertilizantes, agroindústria, máquinas e equipamentos, energia limpa, logística e digitalização industrial, áreas em que a parceria pode gerar tecnologia e valor agregado.

Compromisso russo com projetos conjuntos

A delegação russa foi liderada pelo vice-ministro da Indústria e Comércio, Alexei Gruzdev, e pelo representante comercial Viktor Sheremetker. Gruzdev afirmou que Brasil e Rússia são parceiros estratégicos e reforçou o interesse em ampliar investimentos e projetos industriais conjuntos.

Sheremetker acrescentou que a Rússia está disponível para compartilhar experiências em tecnologia, infraestrutura e segurança produtiva, contribuindo para a modernização da indústria brasileira.

Próximos passos e diálogo estratégico

A cooperação será aprofundada na VIII Reunião da Comissão de Alto Nível Brasil–Rússia (CAN), nesta quinta-feira (5/2), com a participação do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, fortalecendo o diálogo estratégico entre os governos.

O encontro faz parte da estratégia do MDIC de diversificar parcerias internacionais, ampliar mercados e fortalecer a inserção global da indústria brasileira por meio de cooperação técnica, promoção de negócios e atração de investimentos produtivos.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Júlio César Silva/MDIC

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Portos

Porto de Santos investe em logística verde e se consolida como “Porto do Futuro”

O Porto de Santos, no litoral de São Paulo, passa por uma profunda transformação que une tecnologia de ponta e responsabilidade ambiental. Em linha com as diretrizes do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), a Autoridade Portuária de Santos (APS) implementa projetos que incluem redes 5G, Gêmeos Digitais (Digital Twin) e fornecimento de energia limpa para navios atracados.

O objetivo é consolidar o maior complexo portuário do hemisfério sul como um Porto Inteligente (Smart Port), seguindo padrões internacionais de eficiência logística e sustentabilidade energética.

Crescimento alinhado à sustentabilidade

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, as iniciativas em Santos mostram que desenvolvimento e preservação ambiental podem caminhar juntos.
“Estamos vendo a materialização do conceito de ‘Porto do Futuro’. Ao investir em tecnologia como 5G e energia limpa, o Porto de Santos opera com máxima eficiência logística e lidera a agenda de descarbonização”, afirma o ministro.

O secretário nacional de Portos, Alex Ávila, destaca o ganho operacional. “A implementação do VTMIS e dos Gêmeos Digitais eleva o nível de gestão do porto, trazendo segurança e previsibilidade. Transformamos nosso principal ativo logístico em um hub inteligente e sustentável, alinhado aos portos mais avançados do mundo”, explica Ávila.

Monitoramento digital e conectividade

A segurança e fluidez da navegação são pilares da modernização. A APS está em processo de contratação do VTMIS (Vessel Traffic Management Information System), sistema que funciona como uma “torre de controle do mar”, usando radares, câmeras e sensores para monitorar o tráfego de embarcações em tempo real.

A rede privativa 5G e os Gêmeos Digitais permitem simular cenários operacionais, prever manutenções e otimizar o fluxo logístico. Com isso, é possível reduzir gargalos, custos e aumentar a eficiência de toda a cadeia portuária.

Logística de baixo carbono

O Porto de Santos avança também na eletrificação do cais, por meio do sistema Onshore Power Supply, que permite aos navios desligar motores a combustão ao atracarem, conectando-se à rede elétrica do porto. A iniciativa reduz emissões de gases de efeito estufa e o ruído na região.

A energia utilizada é 100% renovável, proveniente da Usina Hidrelétrica de Itatinga, gerida pela APS. O projeto inclui estudos para a produção de hidrogênio verde (H2V), combustível do futuro que poderá abastecer máquinas e veículos do complexo.

Incentivos e políticas verdes

Para estimular a adesão a práticas sustentáveis, a APS prorrogou e ampliou descontos tarifários para navios verdes, avaliados pelo Índice Ambiental de Navios (ESI). A medida beneficia embarcações com menor impacto ambiental e reforça o compromisso do governo federal com a descarbonização da logística.

O Ministério de Portos e Aeroportos destaca que o modelo de Santos serve de referência, provando que é possível aumentar a movimentação de cargas enquanto se investe em inovação tecnológica e proteção ambiental.

FONTE: Santa Portal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa/MPor

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Transporte

Primeiro navio elétrico do mundo estreia na América do Sul e revoluciona transporte marítimo

A América do Sul entrou para a história da navegação com a chegada do primeiro navio elétrico do mundo. Batizada de China Zorrilla, a embarcação passa a operar na rota entre Buenos Aires, na Argentina, e o Uruguai, oferecendo uma alternativa moderna, rápida e ambientalmente responsável para passageiros e veículos.

Tecnologia inédita marca nova era da navegação

Com 130 metros de comprimento, o China Zorrilla se destaca não apenas pelo uso de energia elétrica, mas também por seu porte. Trata-se do maior catamarã de alumínio já construído no planeta, estabelecendo um novo padrão em capacidade e engenharia naval.

O navio opera com oito motores elétricos acoplados a um sistema de propulsão por jato de água. Para sustentar essa operação, a embarcação conta com mais de 40 MWh em baterias, que juntas pesam cerca de 275 toneladas. A recarga completa é viabilizada por carregadores de alta potência instalados nos portos de Buenos Aires e Colônia, permitindo abastecimento total em aproximadamente 80 minutos.

Viagem silenciosa e focada no conforto do passageiro

A experiência a bordo foi pensada para oferecer conforto e tranquilidade. Por ser um navio elétrico com zero emissão de carbono, o China Zorrilla opera sem ruídos de motores a combustão. Os passageiros têm acesso a mais de 3 mil metros quadrados de áreas de lazer, além de uma loja duty-free.

O tempo médio da travessia é de cerca de 90 minutos, combinando eficiência, sustentabilidade e uma jornada mais agradável entre os dois países.

Capacidade supera embarcações tradicionais

Em comparação com outros navios da mesma operadora, o novo modelo representa um salto significativo. Enquanto o tradicional navio Francisco transporta até 950 passageiros, o China Zorrilla tem capacidade para 2,1 mil pessoas e 225 veículos, tornando-se uma das maiores embarcações de transporte de passageiros da região.

Sustentabilidade e investimento verde impulsionam o projeto

O projeto demandou um investimento de aproximadamente 170 milhões de dólares, o equivalente a cerca de R$ 932 milhões, e contou com financiamento sustentável. A iniciativa é considerada a primeira “operação azul” voltada ao transporte marítimo elétrico.

Além de eliminar a emissão de gases poluentes, o navio reduz drasticamente o risco de vazamentos de combustível, contribuindo para a preservação da biodiversidade marinha e reforçando o compromisso ambiental do setor naval.

FONTE: ND+
TEXTO: Redação
IMAGEM: Incat/Reprodução/ND Mais

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Internacional

Chile cria gigante do lítio no Deserto do Atacama para fortalecer transição energética

Nova empresa une Codelco e SQM e consolida estratégia nacional para o lítio

O Chile, segundo maior produtor mundial de lítio, deu um passo decisivo para ampliar sua presença no mercado global do mineral estratégico. A estatal Codelco e a mineradora privada SQM anunciaram a criação de uma nova empresa voltada à exploração de lítio no Deserto do Atacama, principal região produtora do país.

A iniciativa marca a formação da Nova Andino Litio SpA, companhia que ficará responsável pelas atividades de exploração, extração, produção e comercialização do lítio no Salar do Atacama até 2060. A operação foi aprovada pelos órgãos reguladores e deve gerar impacto positivo nos resultados financeiros da Codelco já a partir de 2025.

Parceria público-privada fortalece cadeia do lítio

O acordo estabelece que a nova empresa concentrará toda a gestão da produção de lítio na região, garantindo a continuidade dos contratos vigentes com a agência estatal Corfo e dos novos acordos previstos a partir de 2031. Como parte da negociação, a SQM transferiu à Codelco suas concessões de mineração no Salar de Maricunga, ampliando o controle estatal sobre áreas estratégicas.

A criação da Nova Andino Litio representa um dos principais movimentos da política mineral chilena voltada à transição energética, em um contexto de crescente demanda global por baterias para veículos elétricos e sistemas de armazenamento de energia.

Apoio político e aval internacional

A iniciativa integra a agenda do presidente Gabriel Boric, que busca ampliar o protagonismo do Estado em setores estratégicos, sem abrir mão da participação privada. O acordo superou seu último entrave regulatório em novembro, após a aprovação da China — maior mercado consumidor de lítio do mundo.

A autorização chinesa foi concedida mediante o compromisso de manutenção dos contratos existentes e da garantia de fornecimento contínuo aos clientes do país, em condições consideradas “justas, razoáveis e não discriminatórias”.

Lítio como eixo da transição energética

O lítio é considerado um dos minerais-chave da transição energética global, sendo essencial para baterias de veículos elétricos, sistemas de armazenamento de energia e tecnologias limpas. Com a nova estrutura empresarial, o Chile reforça sua posição estratégica nesse mercado e amplia sua capacidade de atender à crescente demanda internacional.

A expectativa é que a Nova Andino Litio contribua para elevar a competitividade do país, fortalecer a cadeia produtiva local e ampliar a participação chilena no mercado global de minerais críticos.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Morten Andersen/Bloomberg

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