Negócios

Brastemp e Consul: dona das marcas amplia investimentos no Brasil após reestruturação na Argentina e México

A Whirlpool, fabricante das marcas Brastemp, Consul e KitchenAid, está promovendo uma nova reorganização de sua estrutura industrial nas Américas. Após encerrar a produção de lavadoras na Argentina, a companhia anunciou agora o fechamento gradual de uma fábrica no México, enquanto reforça sua operação brasileira com um investimento superior a R$ 400 milhões.

A estratégia faz parte de um plano global voltado à redução de custos, aumento da eficiência operacional e concentração da produção em unidades consideradas estratégicas. Nesse cenário, o Brasil passa a ocupar uma posição de destaque dentro da operação latino-americana da empresa.

Whirlpool encerrará fábrica no México até 2027

A unidade da Supsa, localizada em Apodaca, no México, terá suas atividades encerradas de forma gradual até o segundo trimestre de 2027. Atualmente, a fábrica é responsável pela produção de refrigeradores.

Segundo a empresa, a decisão integra um processo de reestruturação industrial. A fabricação será redistribuída entre a planta de Ramos Arizpe, também em território mexicano, e outras unidades da rede global de manufatura da companhia.

A Whirlpool esclareceu que a produção da fábrica mexicana não será transferida diretamente para o Brasil. Ainda assim, o anúncio coincide com o fortalecimento da operação brasileira, que vem recebendo novos investimentos e atribuições estratégicas.

A reestruturação no México deve gerar um custo estimado em US$ 165 milhões, sendo aproximadamente US$ 70 milhões em desembolsos futuros. Parte dessas despesas deverá ser reconhecida pela empresa ao longo de 2026.

Brasil recebe investimento de mais de R$ 400 milhões

Enquanto reduz operações em outros países, a Whirlpool amplia sua presença no Brasil. A fábrica de Rio Claro, no interior de São Paulo, receberá mais de R$ 400 milhões para expansão, modernização e aumento da capacidade produtiva.

Com o aporte, a unidade passará a fabricar as lavadoras front-load, incluindo modelos de máquinas de lavar e lava e seca, equipamentos de maior valor agregado e crescente demanda no mercado.

Além da ampliação das linhas de produção, o projeto prevê forte investimento em automação industrial, consolidando a planta paulista como uma das mais relevantes da empresa na América Latina.

Produção deixa a Argentina e passa para Rio Claro

A fábrica de Rio Claro também assumirá a produção que era realizada na unidade de Pilar, na região metropolitana de Buenos Aires.

Inaugurada em 2022, a planta argentina tinha capacidade para fabricar até 300 mil máquinas de lavar por ano. No entanto, menos de três anos depois, a Whirlpool optou por encerrar as atividades industriais no país e transferir a linha produtiva para o Brasil.

A migração foi oficializada em abril de 2026 e incluiu a aquisição de ativos industriais e equipamentos da unidade argentina para adaptação da fábrica paulista.

Mesmo após o fechamento da planta de Pilar, a empresa informou que continuará abastecendo o mercado argentino por meio de outras operações do grupo e de sua estrutura local de distribuição.

Automação e nacionalização de componentes fortalecem fábrica brasileira

O projeto de expansão em Rio Claro vai além da transferência da produção. A Whirlpool pretende elevar a eficiência da fábrica com a instalação de mais de 20 robôs industriais.

Outro destaque é a nacionalização da cadeia produtiva. A expectativa é que cerca de 95% dos componentes utilizados nas novas lavadoras sejam fabricados no Brasil, reduzindo a dependência de peças importadas e minimizando impactos de oscilações cambiais, atrasos logísticos e desafios no comércio internacional.

As primeiras unidades produzidas na nova estrutura devem sair da linha de montagem a partir de setembro de 2026.

Expansão deve gerar cerca de 2,8 mil empregos

O investimento também deve impulsionar a economia da região de Rio Claro. A estimativa da Whirlpool é de criação de aproximadamente 2,8 mil empregos diretos e indiretos durante a expansão da operação.

O anúncio contou com a presença do vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, além de autoridades estaduais, representantes municipais e executivos da companhia.

Reorganização fortalece papel do Brasil na América Latina

A reestruturação industrial da Whirlpool evidencia uma mudança na distribuição de suas operações nas Américas. Enquanto unidades na Argentina foram encerradas e uma fábrica no México será desativada, o Brasil concentra investimentos, tecnologia e parte relevante da produção regional.

Com a ampliação da fábrica de Rio Claro, a operação brasileira passa a desempenhar um papel ainda mais estratégico para as marcas Brastemp e Consul, consolidando-se como um dos principais polos industriais da companhia no continente.

FONTE: Portal Tempo Novo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação

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Tecnologia

Gigante de SC investe R$ 350 milhões em nova fábrica automatizada e cria 950 empregos

A Aurora Coop, cooperativa fundada em Chapecó (SC), concluiu a ampliação do Frigorífico Aurora São Gabriel do Oeste (FASGO), em Mato Grosso do Sul. O projeto recebeu investimento de R$ 350 milhões e marca uma nova etapa da empresa, com forte aposta em automação industrial, modernização da produção e tecnologias voltadas ao aumento da eficiência.

A inauguração da nova estrutura está prevista para 2 de julho de 2026, em São Gabriel do Oeste.

Capacidade de produção cresce 60%

Com a expansão, a unidade amplia sua capacidade de abate de suínos de 3.200 para 5 mil animais por dia, um crescimento de 60%. O aumento coloca o frigorífico entre os maiores do Centro-Oeste no processamento da proteína suína.

Além do reforço na produção, a ampliação terá reflexos no mercado de trabalho. A expectativa é de criação de cerca de 950 vagas de emprego diretas, com prioridade para trabalhadores de São Gabriel do Oeste e municípios vizinhos.

Automação e robôs impulsionam a modernização da fábrica

O investimento contempla a substituição completa da linha de abate, que passa a operar com maior velocidade, precisão e melhores condições ergonômicas para os colaboradores.

A nova fase da planta também prepara a unidade para futuras aplicações de robotização em etapas específicas da produção, além da instalação de equipamentos industriais de última geração e novos sistemas de processamento.

Do total investido, aproximadamente R$ 125 milhões foram destinados à aquisição de máquinas e equipamentos, R$ 130 milhões às obras civis e outros R$ 95 milhões às instalações industriais.

Segundo a cooperativa, as melhorias também fortalecem os padrões de segurança alimentar, qualidade dos produtos e sustentabilidade dos processos.

Produção de industrializados será ampliada

Com a modernização da unidade, a Aurora Coop também expandirá a fabricação de produtos derivados da carne suína.

A expectativa é elevar a produção diária de itens como presuntos, produtos cozidos, defumados, embutidos frescos e banha, fazendo com que a capacidade de industrializados ultrapasse 400 toneladas por dia.

A produção abastecerá tanto o mercado brasileiro quanto os mercados internacionais onde a cooperativa já possui habilitação para exportação, incluindo países da Ásia, Europa, América Latina e Oriente Médio.

Investimento fortalece a economia regional

Além de ampliar a produção, o projeto deverá impulsionar a economia da região centro-norte de Mato Grosso do Sul, com expectativa de movimentar centenas de milhões de reais em atividades ligadas à cadeia produtiva.

A unidade opera integrada ao sistema de produção da cooperativa, que reúne produtores rurais e cooperativas filiadas responsáveis pelo fornecimento de suínos para o frigorífico.

Obras ampliaram estrutura e reforçaram sustentabilidade

As obras começaram em 2022 e mobilizaram mais de 250 trabalhadores nos períodos de maior atividade, além da participação de diversas empresas terceirizadas.

A expansão acrescentou mais de 9,5 mil metros quadrados à planta industrial. Entre as novas estruturas estão restaurante industrial, vestiários, ambulatório, áreas administrativas, setores de processamento e a ampliação da estação de tratamento de efluentes.

A cooperativa também adotou um novo sistema de tratamento de resíduos por lodos ativados, tecnologia que melhora a eficiência ambiental da operação, reduz a emissão de gases de efeito estufa e eleva a qualidade do tratamento dos efluentes.

Plano de expansão da Aurora Coop segue em ritmo acelerado

A ampliação do frigorífico faz parte da estratégia nacional de crescimento da Aurora Coop, que vem ampliando sua capacidade industrial e fortalecendo sua presença no mercado global de proteínas.

Nos últimos anos, a cooperativa destinou bilhões de reais à expansão de suas operações, com investimentos em novas unidades, modernização industrial e geração de milhares de empregos em diferentes estados brasileiros.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Aurora Coop

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Indústria

Fim da taxa das blusinhas preocupa indústria e pode afetar empregos, alerta CNI

A decisão do governo federal de acabar com a cobrança de imposto sobre compras internacionais de até US$ 50, conhecida popularmente como “taxa das blusinhas”, gerou reação da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Para a entidade, a medida pode prejudicar a indústria brasileira, reduzir postos de trabalho e ampliar a vantagem competitiva de fabricantes estrangeiros, principalmente da China.

Segundo o presidente da CNI, Ricardo Alban, a isenção tributária para produtos importados cria um cenário desigual para empresas nacionais, especialmente nos setores de vestuário e comércio.

CNI critica concorrência com produtos estrangeiros

De acordo com a entidade, permitir a entrada de mercadorias importadas sem tributação favorece fabricantes internacionais de baixo custo e impacta diretamente a produção nacional.

A CNI argumenta que a medida beneficia principalmente empresas chinesas que atuam no comércio eletrônico, enquanto indústrias brasileiras continuam sujeitas à elevada carga tributária.

Para Ricardo Alban, a retirada do imposto enfraquece a competitividade da produção interna e desestimula investimentos no país.

Entidade aponta risco para micro e pequenas empresas

A confederação afirma que o fim da cobrança pode atingir principalmente micro e pequenas empresas brasileiras, que enfrentam dificuldades para competir com produtos importados de menor valor.

Segundo a avaliação da CNI, o atual cenário internacional é marcado por disputas comerciais e políticas de proteção econômica adotadas por diversos países. Nesse contexto, a entidade considera contraditória a redução de mecanismos de equilíbrio concorrencial no mercado brasileiro.

Taxação começou em 2023

A cobrança sobre compras internacionais de até US$ 50 começou a ser aplicada em 2023, inicialmente com a incidência do ICMS estadual sobre encomendas vindas do exterior.

Já em 2024, plataformas estrangeiras de comércio eletrônico passaram a recolher também uma alíquota de 20% referente ao imposto federal de importação.

Estudo aponta impacto econômico positivo da taxação

A CNI destacou ainda que estudos recentes indicam que a tributação ajudou a evitar a entrada de cerca de R$ 4,5 bilhões em produtos importados no Brasil.

Segundo a entidade, a medida também contribuiu para preservar mais de 135 mil empregos e movimentar aproximadamente R$ 20 bilhões na economia nacional.

A confederação reforçou que não é contrária às importações, mas defende regras equilibradas de concorrência entre produtos nacionais e estrangeiros.

FONTE: Correio Braziliense
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Importação

Taxa das blusinhas preserva empregos e reduz importações, aponta CNI

A chamada taxa das blusinhas, que incide sobre compras internacionais de pequeno valor, tem gerado efeitos relevantes na economia do Brasil. Levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) indica que, apesar da resistência inicial de consumidores, a medida contribuiu para frear importações, estimular a produção local e preservar empregos.

Mais de 135 mil empregos foram mantidos

De acordo com o estudo, a tributação evitou cerca de R$ 4,5 bilhões em compras no exterior e ajudou a manter aproximadamente 135,8 mil empregos no país. Além disso, cerca de R$ 19,7 bilhões circularam na economia brasileira, reforçando a atividade interna.

Os dados foram calculados com base na comparação entre a projeção de importações para 2025 e o volume efetivamente registrado após a implementação da medida.

Queda no volume de encomendas internacionais

A incidência do imposto provocou uma redução significativa no número de remessas:

  • Diminuição de 10,9% entre 2024 e 2025
  • Queda de 23,4% no primeiro semestre de 2025 em relação ao mesmo período de 2024
  • Total de pacotes caiu de 179,1 milhões em 2024 para 159,6 milhões em 2025

Sem a cobrança, a expectativa era que o volume ultrapassasse 205 milhões de encomendas, evidenciando o impacto direto da política sobre o consumo externo.

Como funciona a taxa

A regra estabelece um Imposto de Importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50. A medida entrou em vigor em agosto de 2024 dentro do programa Remessa Conforme, criado para regulamentar o e-commerce internacional.

O recolhimento ocorre no momento da compra, o que facilita a fiscalização e reduz práticas irregulares.

Combate à concorrência desleal

Segundo a CNI, a taxação ajudou a equilibrar a disputa entre produtos nacionais e importados, especialmente diante da forte presença de itens vindos da Ásia. Antes da medida, mercadorias de baixo valor frequentemente entravam no país com tributação reduzida ou irregular, o que prejudicava a indústria brasileira.

Redução de fraudes e maior controle

Outro efeito observado foi a diminuição de práticas como subfaturamento, fracionamento de pedidos e uso indevido de isenções fiscais. Com o novo modelo, plataformas internacionais passaram a recolher os tributos diretamente na venda, aumentando a transparência e o controle.

Arrecadação federal cresce com a medida

A mudança também elevou a arrecadação de impostos sobre importações de pequeno valor. O montante subiu de R$ 1,4 bilhão em 2024 para R$ 3,5 bilhões em 2025, reforçando o caixa público.

Proteção à indústria e geração de renda

Para a CNI, o principal benefício da taxação de importados é o fortalecimento da produção nacional. A medida contribui para manter empregos, gerar renda e melhorar a competitividade do setor industrial brasileiro.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Agência Brasil

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Sustentabilidade

IDB Invest financia Paracel para criar primeiro polo industrial de florestas sustentáveis no Paraguai

O IDB Invest aprovou um financiamento de até US$ 165 milhões para a Paracel S.A., destinado ao desenvolvimento do primeiro polo industrial de florestas sustentáveis do Paraguai. O projeto deve gerar cerca de 7.000 empregos diretos e indiretos, impulsionando a economia regional.

O aporte financeiro viabilizará a construção de infraestrutura essencial e é um passo fundamental para consolidar a cadeia de valor florestal do país, além de apoiar a instalação da futura fábrica de celulose da Paracel e o desenvolvimento de novas indústrias ligadas ao setor madeireiro.

Compromisso com o crescimento e o setor privado

Anunciada em Assunção, a operação reforça o compromisso do IDB Invest com o crescimento do Paraguai e com o fortalecimento do setor privado como motor do desenvolvimento econômico na América Latina e no Caribe. O financiamento combina recursos próprios do IDB Invest com capital de terceiros, mostrando o interesse de investidores internacionais no projeto.

Segundo Ilan Goldfajn, presidente do Grupo BID:
“Projetos como o da Paracel mostram o potencial do setor privado para gerar crescimento, emprego e desenvolvimento regional no Paraguai. O IDB Invest contribui criando condições e apoiando investimentos que fortalecem a base produtiva e abrem novas oportunidades de desenvolvimento.”

James Scriven, CEO do IDB Invest, acrescentou:
“Nosso financiamento apoiará a construção da infraestrutura essencial para este polo industrial florestal e ajudará a mobilizar capital privado em um dos investimentos mais significativos da história do país.”

Desenvolvimento sustentável e cadeia florestal consolidada

Para o presidente da Paracel, Per Olofsson:
“A aprovação deste financiamento é um passo decisivo para o avanço da fábrica de celulose e do polo industrial no Paraguai. Com mais de 90 milhões de árvores plantadas e uma base florestal competitiva certificada por padrões internacionais, o apoio do IDB Invest garante os recursos necessários para consolidar a cadeia de valor florestal, gerar empregos, atrair novos investimentos e promover o desenvolvimento sustentável no norte do país.”

O projeto será implementado de forma faseada, com a construção de ativos estratégicos como porto e terminal fluvial, linhas de transmissão elétrica, vias de acesso e infraestrutura logística. Essas iniciativas melhorarão a conectividade regional, reduzirão custos logísticos e facilitarão a instalação de novas atividades industriais ligadas ao setor florestal.

Potencial regional e sustentabilidade

Localizado no departamento de Concepción, região com alto potencial produtivo e recursos florestais abundantes, o polo industrial aproveitará as vantagens competitivas do Paraguai, como acesso à energia, logística eficiente e regime de Zona de Livre Comércio. O projeto visa fortalecer a competitividade do setor florestal e ampliar sua integração em mercados regionais e globais.

A operação segue rigorosos padrões ambientais, sociais e de governança (ESG), alinhados às melhores práticas internacionais. O IDB Invest apoiará o projeto por meio de um Plano de Ação Ambiental e Social, além de iniciativas voltadas ao fortalecimento institucional, eficiência energética e resiliência, promovendo sustentabilidade integrada desde o início.

Modelo “Originate-to-Share”

O financiamento da Paracel exemplifica o modelo de negócios “Originate-to-Share” do IDB Invest, que mobiliza capital privado para projetos que fomentam crescimento econômico, geram empregos formais e fortalecem a integração do Paraguai em cadeias de valor regionais e globais por meio do setor privado.

FONTE: IDB Invest
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/IDB Invest

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Importação

Sobretaxa sobre poliamida 6 ameaça competitividade do setor têxtil brasileiro

O governo brasileiro anunciou uma sobretaxa provisória de US$ 1,97 por quilo sobre o fio de poliamida 6 (PA6) importado por quatro empresas, incluindo a Yiwu Huading Nylon Co., principal fornecedora do insumo no país. A medida gerou preocupação imediata entre empresários da cadeia têxtil nacional, já que o insumo é essencial para a confecção de roupas esportivas, moda praia, meias e lingerie e não possui produção local.

Para as empresas que utilizam o fio de poliamida 6, a taxação eleva o custo de produção de US$ 3 para US$ 4,97, prejudicando a competitividade e ameaçando milhares de empregos. Renato José Benvenuti, vice-presidente da RVB Malhas, de Brusque (SC), alerta: “O valor sobre aplicado compromete a produção de volumes competitivos. Na prática, não será possível manter as linhas de produtos à base de poliamida no portfólio”.

Impacto na balança comercial e no varejo

O Relatório Setorial Brasil Têxtil 2025, elaborado pela IEMI – Inteligência de Mercado, aponta que o país registra déficit superior a US$ 885 milhões na balança comercial de filamentos como poliéster e poliamida/nylon. As exportações somam US$ 54,8 milhões, enquanto as importações chegam a quase US$ 940 milhões.

Com a elevação dos custos e a redução da oferta de PA6, Benvenuti alerta para a possível migração do varejo para produtos importados, sem barreiras comerciais, enfraquecendo a indústria nacional. “O varejo deverá substituir produtos fabricados no Brasil por peças prontas da Ásia, comprometendo toda a cadeia produtiva”, afirma.

Sustentabilidade e produção em risco

Empresas de diferentes regiões do país também manifestam preocupação. Daniel Pereira de Souza, vice-presidente da CPS – Cia. de Produção Sustentável S.A. (DelRio), do Ceará, destaca: “A aplicação de sobretaxas em um insumo sem equivalente nacional representa um grande risco para nossa produção. Além de aumentar os custos, pode comprometer a entrega e o abastecimento do mercado”.

Segundo a Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção), o setor engloba 25,3 mil empresas, gera 1,3 milhão de empregos diretos e movimenta R$ 32,9 bilhões em salários, consolidando o Brasil como a quinta maior indústria têxtil do mundo.

Taxa aplicada não considera diferenças técnicas do insumo

O valor usado para a medida antidumping considera a poliamida 6.6 (PA6.6), mais robusta e complexa, enquanto o mercado brasileiro utiliza PA6, com processo industrial mais simples e custo menor, voltado à moda e vestuário. Especialistas afirmam que a medida não reflete as características técnicas do material consumido nacionalmente e pode comprometer inovação, eficiência produtiva e sustentabilidade do setor.

Dependência de importações aumenta risco de desabastecimento

O Brasil depende integralmente da importação de poliamida 6, essencial para manter a cadeia têxtil ativa. Mauro de Oliveira Ferraz, gerente de Supply Chain da Diklatex (Joinville/SC), confirma que a sobretaxa impactou o volume de produção e o desenvolvimento de novos produtos.

Especialistas pedem equilíbrio nas políticas comerciais

O economista Mohamed Amal, professor da FURB, destaca que medidas que penalizam fornecedores sem substituto local podem gerar mais custos, perda de empregos e queda de competitividade. “O equilíbrio entre comércio justo e proteção da base produtiva deve ser prioridade”, afirma.

Gabriel Sens, CEO da LIVE! (Jaraguá do Sul/SC), reforça: “Decisões devem preservar a continuidade das operações, o emprego e a competitividade do setor. Avaliar o papel da poliamida 6 na economia brasileira é essencial para manter o país competitivo, sustentável e inovador”.

FONTE: Terra
TEXTO: Redação
IMAGEM: Unsplah+ / DINO

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Informação

Nauterra impulsiona a economia azul em Itajaí

Itajaí se destaca em Santa Catarina por sua diversificação na economia azul, que engloba não apenas atividades portuárias, turísticas e de construção naval, mas também a pesca e o setor alimentício. Um dos principais protagonistas desse cenário é a Nauterra, empresa espanhola proprietária da marca Gomes da Costa, considerada a maior enlatadora de pescado do mundo. Com fábricas, centros de embalagens e distribuição instalados na cidade, a companhia promove práticas sustentáveis, gera empregos e conecta a pesca brasileira ao mercado internacional.

Crescimento impulsionado pelo mercado nacional

O Brasil exerce papel central na consolidação da Nauterra como referência global. A Gomes da Costa, líder de vendas no país, representa 47,25% do volume global, fortalecendo a presença da empresa na América Latina.

Segundo Jair de Azevedo, diretor industrial da Nauterra – Divisão América, a unidade em Itajaí é estratégica para atingir esses números. “A fábrica tem capacidade para produzir até 86 mil toneladas de produtos acabados, incluindo sardinhas, atum, patês e saladas, além de operar integrada à unidade de embalagens, que fabrica 856 milhões de recipientes por ano. Essa escala é crucial para atender tanto a demanda interna quanto as exportações”, afirmou.

Geração de empregos e impacto social

A unidade produz diariamente mais de 2 milhões de latas de sardinha e atum, sendo também o maior empregador privado de Itajaí, com cerca de 3,2 mil colaboradores. A planta responde por quase metade do volume global da Nauterra, cujo faturamento mundial atingiu 727 milhões de euros no último ano.

A empresa também investe em impacto social. Em 2024, 19,14% dos recursos destinados a iniciativas sociais apoiaram programas de voluntariado, campanhas solidárias e doações de conservas, beneficiando mais de 1,2 mil pessoas.

Inovação, sustentabilidade e rastreabilidade

A Nauterra acompanha tendências do mercado e adaptou seu portfólio para oferecer produtos prontos, nutritivos e convenientes. Implementou ainda um sistema de rastreabilidade online, permitindo ao consumidor conferir a origem do pescado.

Em termos de sustentabilidade, a empresa reduziu o uso de matéria-prima nas embalagens, otimizou o consumo de aço nas latas e nos anéis de abertura, e gerencia resíduos de forma eficiente, recuperando 98,86% dos não perigosos, garantindo certificação Lixo Zero nas fábricas do Brasil e da Espanha.

Exportações e expansão internacional

A partir de Itajaí, a Nauterra exporta sardinha e atum para países do Mercosul, como Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, e para outras nações da América Latina, incluindo Equador e El Salvador. “O Brasil é o maior mercado da Nauterra, respondendo por 47% das vendas globais. A expansão para novos mercados é um pilar estratégico, impulsionada pela inovação”, destacou Jair.

Competitividade e certificações

A empresa fortalece sua posição global investindo em eficiência e inovação, ampliando a capacidade fabril e otimizando processos para reduzir perdas. A Nauterra também diversifica suas fontes de matéria-prima, prioriza atum certificado e sustentável, audita fornecedores e mantém certificações ISO 9001 e ISO 45001, reforçando a confiança nos produtos e consolidando sua liderança no mercado internacional.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Nauterra

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Comércio, Internacional

Alckmin lidera missão multissetorial à Índia para buscar mais comércio, investimentos, empregos e cooperação em áreas estratégicas

Vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, inicia nesta quarta-feira (15/10) missão oficial à República da Índia, com foco em aumentar o fluxo bilateral de comércio e investimentos, além de gerar empregos em ambos os países.

A missão ocorrerá em Nova Delhi entre 15 e 17 de outubro de 2025 e implementará os objetivos traçados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o Primeiro-Ministro da Índia, Narendra Modi, durante visita de Estado ao Brasil, em 8 de julho passado. Também marca uma nova etapa da Parceria Estratégica Brasil-Índia, estabelecida em 2006, e ocorre em contexto de forte crescimento do intercâmbio comercial.

“Estou indo à Índia com o espírito de abrir mercados e aumentar o comércio. Nós podemos ter muita complementaridade econômica e investimentos recíprocos”, disse Alckmin. “Vamos também preparar a visita do presidente Lula à Índia, prevista para fevereiro do ano que vem”, completou.

De janeiro a maio deste ano, as exportações brasileiras para a Índia aumentaram 14,8% (atingindo US$ 2,395 bilhões), enquanto as importações cresceram 31,8%, quando comparadas ao mesmo período do ano passado.

A Índia já é um dos principais parceiros comerciais do Brasil. Ocupa posição estratégica como 11º destino das exportações brasileiras e sexto fornecedor ao Brasil em 2024. “O objetivo é expandir ainda mais o fluxo de comércio bilateral, que já é o sétimo maior do Brasil”, disse Alckmin.

MISSÃO MULTISSETORIAL PÚBLICO-PRIVADA – A comitiva inclui os ministros da Saúde, Alexandre Padilha; e da Defesa, José Múcio Monteiro; além de líderes empresariais de diversas áreas.

Também estarão presentes autoridades e representantes dos ministério das Relações Exteriores (MRE); da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA); de Minas e Energia (MME); do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) e da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Participarão da delegação representantes da Agência Espacial Brasileira (AEB), Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (APEX-Brasil), Anvisa, Fundação Oswaldo Cruz e Petrobras.

O programa da visita prevê reuniões de trabalho com os ministros da Defesa, Rajnath Singh; do Comércio e da Indústria, Piyush Goyal; dos Assuntos Estrangeiros, Dr. S. Jaishankar; do Petróleo e Gás Natural, Hardeep Singh Puri; e outras altas autoridades.

DIÁLOGO EMPRESARIAL BRASIL-ÍNDIA – No dia 16 de outubro, está prevista a participação do vice-presidente no Diálogo Empresarial Brasil-Índia, fórum coordenado pelo Departamento de Promoção Comercial, Investimentos e Agricultura do Itamaraty, com o apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). Participam do evento a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Federação das Câmaras de Comércio e Indústria da Índia (FICCI).

Do lado brasileiro, participarão empresários dos setores de alimentos, bebidas, agronegócio, construção, tecnologia, química e saúde, máquinas e equipamentos, energia e moda. “É uma missão de trabalho para abrir comércio, investimentos e gerar emprego em ambos os países. O Brasil está de portas abertas para fazer mais, melhor e mais rápido com a Índia”, disse Alckmin.

No âmbito da programação, a CNI e a FICCI celebrarão a assinatura de Memorando de Entendimento para a criação do Fórum Empresarial de Líderes Brasil-Índia. O novo mecanismo permanente de diálogo entre os setores privados dos dois países terá como propósito aprofundar as relações econômicas e comerciais, estimular parcerias estratégicas e apresentar recomendações conjuntas aos governos em temas prioritários, como inovação, transição energética, infraestrutura e facilitação de investimentos. A primeira reunião das empresas integrantes do mecanismo será organizada em 2026, por ocasião da visita presidencial à Índia.

DECISÃO POLÍTICA DE APROFUNDAR PARCERIA ESTRATÉGICA – Em 2025, Brasil e Índia celebram 76 anos de relações diplomáticas. Ambos mantêm, desde 2006, uma Parceria Estratégica e cooperam intensamente em fóruns como BRICS, G20 e IBAS (fórum de diálogo e cooperação trilateral entre Índia, Brasil e África do Sul).

A missão de Alckmin à Índia continua a implementação do que foi decidido entre o presidente Lula e o primeiro-ministro Narendra Modi durante a visita de Estado do líder indiano ao Brasil, em 8 de julho passado. A essa visita, seguiu-se um telefonema entre os dois líderes, em 7 de agosto passado, quando acertaram sobre a missão de Alckmin à Índia e reforçaram a meta de elevar o comércio bilateral para US$ 20 bilhões até 2030. Também concordaram em iniciar negociações para a ampliação do Acordo de Comércio Preferencial Mercosul-Índia ainda este ano.

A missão brasileira buscará aprofundar a cooperação ao longo dos cinco eixos estratégicos definidos pelos líderes brasileiro e indiano: defesa e segurança; segurança alimentar e nutricional; transição energética e mudança do clima; transformação digital e tecnologias emergentes; e parcerias industriais em áreas estratégicas.

EXPANSÃO DO ACORDO MERCOSUL-ÍNDIA – Um dos pontos centrais da agenda é a ampliação do acordo de preferências tarifárias Mercosul-Índia, que hoje cobre apenas cerca de 450 linhas tarifárias. A Câmara de Comércio Exterior (CAMEX) já aprovou o mandato para a negociação de um cronograma de ampliação dessas preferências, permitindo maior diversificação de produtos com redução de tarifas. Brasil e Índia têm ingredientes essenciais para a transição energética: tecnologia, escala e inclusão. Podemos crescer juntos e de forma sustentável”, destacou o vice-presidente.

DESTAQUES DA AGENDA:

Complexo Industrial da Saúde: reforço da cooperação com a indústria farmacêutica indiana, especialmente na produção de genéricos e insumos médicos, para fortalecer o SUS e diversificar fornecedores.

Biocombustíveis e transição energética: Brasil e Índia, ao lado dos Estados Unidos, lideram o potencial global de produção de combustível sustentável de aviação (SAF). A Índia busca atingir 20% de etanol na gasolina, e o Brasil já tem experiência consolidada com etanol e biodiesel.

Defesa e indústria aeronáutica: a Embraer inaugura seu escritório regional em Nova Delhi durante a missão, abrindo espaço para novas parcerias em tecnologia e produção conjunta.

Agroindústria e segurança alimentar: ampliação das exportações de proteínas e produtos agroindustriais brasileiros para o mercado indiano.

Transformação digital: cooperação em infraestruturas públicas digitais e data centers, inspirada nas soluções tecnológicas indianas.

COMÉRCIO

Em 2024, o comércio com a Índia totalizou US$ 12 bilhões, um acréscimo de 4,7% em relação a 2023, o que manteve a Índia na posição de 10º maior parceiro comercial do Brasil. As exportações foram de US$ 5,26 bilhões, sendo a Índia o 13º destino de exportações brasileiras. As importações foram de US$ 6,8 bilhões, o que fez da Índia a 6ª maior origem de importações pelo Brasil

Em 2024, os principais produtos exportados para a Índia foram: açúcares e melaço (31%), petróleo bruto (23%), gorduras e óleos vegetais (14%), e algodão (3,5%). Na pauta de importações, predominaram compostos químicos (18%), combustíveis derivados de petróleo (6,8%), inseticidas (6,6%) e medicamentos (6,3%). Entre setembro de 2023 e setembro de 2025, foram realizadas cerca de 90 missões brasileiras de promoção comercial e de investimentos à Índia, buscando oportunidades de negócios, notadamente nas áreas de defesa, agricultura e energia.

ECONOMIA

A Índia, país mais populoso do mundo, superou o Reino Unido em PIB nominal, tendo alcançado a posição de quinta maior economia do mundo. Prevê-se que se torne a 4ª economia até 2026, superando o Japão. O governo indiano tem planos de tornar a Índia uma “nação desenvolvida” até 2047, ano em que o país celebrará 100 anos de independência.

Segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), a Índia é o segundo maior produtor agrícola do mundo (atrás da China), em termos de valor da produção, e o Brasil, o quarto. Em termos de exportação agrícola, o Brasil é o terceiro do mundo, e a Índia, o nono.

FONTE: MDIC
IMAGEM: Reprodução/MDIC

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Industria

Indústria catarinense demite quase 400 trabalhadores e culpa tarifaço dos EUA

De acordo com relatos, muitos dos colaboradores não tinham qualquer indicação prévia de que seriam demitidos.

A cidade de São Bento do Sul (SC) foi surpreendida nesta quarta-feira (17) por uma onda de demissões em massa na indústria moveleira Artefama, uma das mais tradicionais do município. Segundo informações de sindicatos e ex-funcionários, cerca de 350 trabalhadores foram desligados em um único dia, em uma medida classificada como “dolorosa, porém necessária” pela própria empresa.

De acordo com relatos, muitos dos colaboradores não tinham qualquer indicação prévia de que seriam demitidos. Vídeos e áudios circulam nas redes sociais e em grupos de WhatsApp com imagens de funcionários se despedindo na porta da empresa e comentando a surpresa com a decisão. “Confirmamos que alguns desligamentos ocorreram hoje”, disse a empresa em nota oficial. “Pedimos, porém, muito respeito neste momento. Estamos falando de histórias, famílias e vidas”.

A empresa ressaltou que continua comprometida com a cidade e que aposta em um “novo ciclo de crescimento”, mesmo diante do cenário adverso no mercado internacional.

Motivo: tarifaço dos EUA

O presidente do Sindusmobil (Sindicato das Indústrias da Construção e do Mobiliário), Luiz Carlos Pimentel, afirmou que a medida é reflexo direto das novas tarifas de importação impostas pelos Estados Unidos contra móveis brasileiros. O chamado “tarifaço” foi instituído pelo governo de Donald Trump (Republicanos), que retomou medidas protecionistas para produtos considerados concorrência desleal ao setor moveleiro norte-americano.

A Artefama, que tem os EUA como principal mercado de exportação, afirmou em comunicado: “As mudanças recentes no mercado internacional reduziram de forma significativa nossas vendas”. Ainda segundo a empresa, foi necessário “reduzir grande parte de nossa equipe para manter a operação viável e preparar a empresa para um novo ciclo de crescimento”.

Impacto para São Bento do Sul

A cidade é um dos principais polos moveleiros de Santa Catarina e teve destaque nas exportações em 2024, com mais de US$ 84 milhões em vendas internacionais de móveis. A expectativa de retomada esbarra na instabilidade causada pelas tarifas e na dificuldade de abertura de novos mercados em tempo hábil.

O sindicato dos trabalhadores (Siticom) afirma que ainda não recebeu a lista completa dos demitidos e aguarda o prazo legal de até 10 dias para homologações. A situação mobilizou entidades empresariais, órgãos públicos e a comunidade local.

Governo tenta conter crise

O governo federal, por meio do pacote “Brasil Soberano”, anunciou medidas emergenciais para conter os impactos do tarifaço, incluindo:

  • Linha de crédito de R$ 30 bilhões para empresas exportadoras afetadas
  • Apoio à adaptação de processos e inovação tecnológica
  • Abertura de compras governamentais para absorver parte da produção prejudicada

Já o governo de Santa Catarina liberou:

  • Crédito acumulado de ICMS de exportação
  • Postergação do ICMS por três meses
  • Linhas de crédito em reais e dólares com juros subsidiados pelo Estado
  • Cobertura de custos fixos para empresas com faturamento de até R$ 300 milhões e impacto direto nas exportações

Segundo Pimentel, embora os incentivos sejam bem-vindos, “não resolvem o problema na raiz”. Ele alertou que, para muitas empresas, a única saída no curto prazo é a redução de custos operacionais — o que inclui demissões.

Fonte: Jornal Razão

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Comércio Exterior

Fazenda: tarifaço pode cortar 0,2 p.p. do PIB e 138 mil empregos

Estimativa da equipe econômica compreende agosto de 2025 a dezembro de 2026; técnicos dizem que MP contra o tarifaço amenizou o impacto

As tarifas de até 50% impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros devem reduzir o PIB em 0,2 ponto percentual entre agosto de 2025 e dezembro de 2026 e gerar a perda de cerca de 138 mil empregos. Os cálculos estão no Boletim Macrofiscal da Secretaria de Política Econômica (SPE), divulgado nesta quinta-feira (11).

“As tarifas devem levar à queda de 0,2 ponto percentual no PIB comparativamente ao cenário de referência. Esse impacto está associado à retração da demanda externa e seus efeitos, principalmente, sobre o investimento”, destaca o documento.

O estudo estima que aproximadamente 40% do total exportado para os EUA em 2024 passou a ser tributado com alíquota de 50%, atingindo segmentos como minerais não metálicos, máquinas, eletrônicos, móveis e agropecuária.

A indústria de transformação concentra a maior parte da perda de empregos, com 71,5 mil postos a menos, seguida por serviços (51,8 mil) e agropecuária (14,7 mil).

O impacto sobre a inflação é considerado pequeno, de apenas 0,1 ponto percentual, já que a redução da demanda externa aumenta a disponibilidade de produtos no mercado interno.

Para mitigar os efeitos, o governo lançou o Plano Brasil Soberano, que prevê linhas de crédito com subsídio, deferimento de tributos e compras governamentais.

Segundo as simulações da SPE, as medidas podem reduzir pela metade a perda do PIB, para 0,1 ponto percentual, e preservar 73 mil empregos.

“Com o plano, o impacto das tarifas no PIB é reduzido pela metade, passando de -0,2 pp para -0,1 pp entre agosto de 2025 e dezembro de 2026. No mercado de trabalho, a perda estimada cai de 138 mil para 65 mil empregos”, aponta o boletim.

Fonte: CNN Brasil

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