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Robô de combate a incêndio é testado no Porto de Paranaguá

Equipamento amplia a capacidade de resposta a emergências e pode reduzir riscos para equipes de segurança

Com foco na adoção de tecnologias voltadas ao reforço da segurança, a Portos do Paraná apresentou às instituições integrantes do Plano de Ajuda Mútua (PAM) um robô de combate a incêndio durante a assembleia geral do grupo, realizada no último dia 24 de abril. A iniciativa integra a estratégia da autoridade portuária de buscar soluções inovadoras, especialmente na área de segurança operacional.

“Trouxemos a apresentação deste equipamento justamente para demonstrar às empresas o que há de mais moderno no mercado para combate e prevenção de incêndios”, explicou o assessor da Diretoria de Meio Ambiente da Portos do Paraná e coordenador do PAM, Felipe Zacharias.

O equipamento, ainda recente no mercado brasileiro, pesa 850 quilos e tem capacidade para arrastar até 450 quilos, o que amplia significativamente a vazão de água e auxilia o trabalho dos brigadistas e do Corpo de Bombeiros. “Um ser humano segura até 16 galões por minuto (GPM), enquanto duas pessoas conseguem até 24 GPM. O robô, dependendo da potência da bomba disponível, pode chegar a 1.260 GPM, com alcance de 80 a 85 metros”, destacou Wantuil Silva, diretor da WTB Guoxing Brasil, empresa responsável pelo equipamento.

Características do robô
Além de atuar no combate a incêndios, o robô conta com detectores de fumaça, sensores de gases e quatro câmeras com resolução em 4K, que permitem identificar áreas de risco, pontos críticos e possíveis vítimas. De acordo com o fabricante, o equipamento, inicialmente movido a diesel, passou a operar com sistema 100% elétrico, o que trouxe avanços significativos, especialmente na atuação em ambientes com atmosfera explosiva.

O robô pode ser operado remotamente a uma distância de até 1 quilômetro, e o visor do controle apresenta informações técnicas em tempo real. A tecnologia embarcada permite atuar com maior eficiência em incidentes envolvendo materiais inflamáveis, gases tóxicos, ambientes com baixa concentração de oxigênio ou com elevada presença de fumaça, além de acessar estruturas com risco de colapso, reduzindo a exposição dos profissionais a situações perigosas. “É possível enviar o robô para ambientes contaminados, preservando a segurança das equipes envolvidas”, concluiu Zacharias. A apresentação do equipamento despertou o interesse dos participantes e poderá, futuramente, integrar o conjunto de recursos disponíveis para situações críticas.

Plano de Ajuda Mútua (PAM)
A Norma Regulamentadora nº 29 (NR-29) estabelece a existência do Plano de Ajuda Mútua (PAM), uma associação voluntária que reúne empresas do setor portuário e o poder público, com o objetivo de fortalecer a prevenção de incêndios e outros incidentes, além de atuar de forma integrada no atendimento a emergências. As ações contam com recursos humanos e materiais previamente disponibilizados, sob coordenação da Comissão de Gerenciamento e das autoridades competentes.

Porto de Paranaguá é referência em atendimento de emergência
Em 2025, a Portos do Paraná reestruturou o Centro de Prontidão e Resposta a Emergências (CPRE), com investimentos superiores a R$ 27 milhões na modernização da estrutura e dos equipamentos. O CPRE é preparado para atuar no combate a incêndios, vazamentos de óleo, combustíveis e produtos químicos líquidos e gasosos, além de realizar resgates de pessoas e animais.

O centro conta com um moderno caminhão de bombeiros do tipo Auto Bomba Tanque (ABT), com capacidade para 11.600 litros de água e 400 litros de Líquido Gerador de Espuma (LGE), utilizado no combate a incêndios em líquidos inflamáveis. O veículo também possui canhão monitor com vazão de 3.785 litros por minuto e sistema que permite o bombeamento de água do mar durante as operações.

Além disso, o CPRE dispõe de diversos equipamentos para diferentes tipos de ocorrência, como barreiras de contenção e absorção, recolhedores de óleo, tanques de armazenamento, caminhão para atendimento a emergências químicas, seis embarcações de diferentes portes e outros veículos que garantem a eficácia no atendimento a emergências.

FONTE: Portos do Paraná
IMAGEM: Claudio Neves/Gcom Portos do Paraná

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Incêndio no Porto de Itajaí leva à criação de comissão para reforçar segurança operacional

Após o incêndio que destruiu um guindaste móvel de grande porte no terminal da JBS, na noite de sábado, a Superintendência do Porto de Itajaí instaurou uma Comissão de Investigação Administrativa e Preventiva. A iniciativa foi oficializada por portaria e começou a atuar após reunião com a equipe técnica realizada na segunda-feira.

O grupo terá como principal objetivo analisar os fatos, identificar as circunstâncias e determinar as causas do acidente. Além disso, a comissão deverá apresentar recomendações de segurança portuária, incluindo ações preventivas e corretivas para evitar novos incidentes.

Segundo a administração, a medida reforça o compromisso com a segurança das operações, a proteção de trabalhadores e a continuidade das atividades no porto.

Operações seguem sem interrupções

Apesar do ocorrido, o Porto de Itajaí informou que a movimentação de cargas continua normalmente, sem impactos nas operações programadas. Questionamentos sobre possíveis efeitos ambientais e prejuízos econômicos ainda não foram detalhados pela superintendência.

O guindaste atingido possuía cerca de 12 mil litros de óleo diesel, além de óleo hidráulico. Como medida preventiva, foi instalada uma barreira de contenção no rio Itajaí-Açu, próximo ao berço de atracação, para minimizar riscos de contaminação.

Gestão destaca compromisso com prevenção

De acordo com o superintendente Artur Antunes Pereira, a criação da comissão evidencia a prioridade dada à segurança operacional no porto. Ele ressaltou que a apuração técnica permitirá compreender todos os fatores envolvidos e aprimorar protocolos existentes.

Resposta rápida mobilizou equipes de emergência

O combate ao incêndio contou com a atuação do Corpo de Bombeiros Militar, brigada interna e apoio de um rebocador da praticagem. A ocorrência seguiu o Plano de Controle de Emergências, que estabelece procedimentos para situações como incêndios, explosões e vazamentos de substâncias perigosas.

Diante da gravidade, foi acionado o Plano de Auxílio Mútuo (PAM) do Complexo Portuário, classificado como nível 3 — quando há necessidade de suporte externo.

Empresa afirma que não houve vítimas

A JBS Terminais informou que o incêndio foi rapidamente controlado e não houve feridos nem danos às cargas. A empresa também destacou que o equipamento não estava em operação no momento do incidente.

O Corpo de Bombeiros confirmou que o guindaste, do tipo MHC (Mobile Harbor Crane), estava em manutenção quando o fogo começou. Imagens do local indicam que não havia embarcação atracada durante a ocorrência.

FONTE: DIARINHO
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CBMSC

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