Indústria

ECONOMIA – SC concentra 61% da indústria da pesca do Brasil e lidera geração de empregos no setor

Santa Catarina movimenta R$ 3,8 bilhões por ano na indústria do pescado e concentra 61% de toda a atividade industrial da pesca no Brasil. O estado também lidera a geração de empregos no setor, reunindo 20,9% dos postos de trabalho do país, e alcança uma produtividade média de R$ 184,5 mil por trabalhador, consolidando-se como a principal referência nacional da economia do mar.

Os números foram apresentados durante a programação da EXPOMAR 2026 e evidenciam a força de uma cadeia produtiva integrada, que alia competitividade, inovação e sustentabilidade. Santa Catarina também registra cerca de US$ 47 milhões em exportações de pescados e mantém posição estratégica no abastecimento do mercado nacional.

Para Gizelle Perão, coordenadora para Assuntos de Pesca do Conselho de Alimentos e Bebidas da FIESC, o próximo desafio é acelerar os investimentos em tecnologia e modernização da atividade pesqueira.

“A demanda por pescado cresce no Brasil e no mundo, mas precisamos ampliar nossa capacidade produtiva. Isso passa pela renovação da frota, acesso ao crédito e incorporação de novas tecnologias que aumentem a eficiência da pesca com responsabilidade ambiental”, afirmou Gizelle.

Ela destaca que o Brasil ainda consome, em média, 12 quilos de pescado por habitante ao ano, abaixo da média mundial de 20 quilos, indicando amplo potencial de expansão do mercado interno. Na região de Itajaí e Navegantes, responsável por aproximadamente 80% da pesca extrativa industrial brasileira, estão concentradas as maiores indústrias conserveiras do país, que produzem cerca de 1 bilhão de latas de pescado por ano.

Dados do Observatório FIESC apontam que o crescimento do setor acompanha uma transformação no comportamento do consumidor.

“O pescado passou a ocupar um papel estratégico na alimentação. A procura por proteínas mais saudáveis, alimentos naturais e produtos com rastreabilidade amplia as oportunidades para uma indústria preparada para inovar e agregar valor”, afirma a especialista Thamiris da Costa.

Economia do Mar

A aquicultura também reforça esse protagonismo. Em 2024, o valor da produção catarinense foi quase três vezes superior ao registrado em 2013. O estado ocupa o 5º lugar nacional em valor de produção de pescados, lidera o país na produção de ostras e vieiras, com 2.481 toneladas, e é o 4º maior produtor brasileiro de tilápia, com 47.112 toneladas produzidas em 2025.

Outro diferencial competitivo é a estrutura da cadeia produtiva. Cerca de 41,6% dos principais insumos utilizados pela indústria são produzidos em Santa Catarina, fortalecendo a competitividade das empresas e reduzindo a dependência de fornecedores externos.

Esse ambiente também impulsiona o mercado de trabalho. Entre 2006 e 2026, o número de empregos na fabricação e preservação de produtos do pescado dobrou, acumulando saldo de 10.652 vagas diretas.

Principais indicadores

R$ 3,8 bilhões movimentados anualmente pela indústria do pescado
61% da indústria brasileira da pesca está concentrada em Santa Catarina
20,9% dos empregos nacionais do setor estão no estado.
10.652 empregos diretos gerados entre 2006 e 2026
R$ 543,7 milhões em valor de produção da aquicultura
1º lugar nacional na produção de ostras e vieiras
47.112 toneladas de tilápia produzidas em 2025
US$ 47 milhões em exportações de pescados
80% da pesca extrativa industrial brasileira concentra-se na região de Itajaí e Navegantes

FOTO E TEXTO: Assessoria de imprensa Fiesc

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Economia

Economia do Mar em Santa Catarina responde por 8,5% dos empregos formais

A Economia do Mar em Santa Catarina se consolida como um dos principais motores de geração de empregos no estado. Atualmente, o setor reúne cerca de 250 mil trabalhadores com carteira assinada, o equivalente a 8,5% de toda a força de trabalho formal catarinense.

Setor impulsiona criação de vagas

Entre março de 2025 e fevereiro de 2026, as atividades ligadas ao uso econômico do mar abriram quase 6 mil novos postos formais. O número representa 13% do saldo total de empregos criados em Santa Catarina no período.

Os dados fazem parte do Informativo Mensal de Emprego, elaborado pela Secretaria de Estado do Planejamento (Seplan/SC) com base nas informações do Novo Caged, divulgadas em março de 2026.

Incentivo público fortalece a atividade

O governo estadual destaca a relevância histórica e econômica do setor. Iniciativas como o Programa Pescados SC buscam ampliar a produtividade por meio da oferta de equipamentos e crédito facilitado, reforçando a importância da pesca, da aquicultura e das atividades marítimas para a renda de milhares de famílias.

Santa Catarina supera média nacional

O desempenho catarinense na geração de empregos ligados ao mar está acima da média brasileira, que foi de 12% no período. Somente em fevereiro de 2026, o estado registrou 1.929 novos vínculos formais no setor, o que corresponde a 11% das vagas criadas no país nesse segmento.

Além disso, Santa Catarina lidera nacionalmente em áreas como pesca (45% dos empregos formais) e processamento de pescado (27%). O estado também ocupa posição de destaque na indústria naval, fabricação de equipamentos e produção de itens voltados à atividade pesqueira.

Diversificação e valor agregado em alta

A Economia do Mar catarinense não se limita às atividades tradicionais. Segmentos como logística, engenharia, serviços especializados e armazenamento de cargas têm ganhado espaço, indicando maior diversificação e agregação de valor à cadeia produtiva.

Entre os destaques na geração de empregos estão:

  • Armazenamento, carga e descarga: +1.744 vagas
  • Manutenção de máquinas e equipamentos: +1.206 vagas
  • Fabricação de produtos alimentícios: +967 vagas

Micro e pequenas empresas foram responsáveis por 65% das contratações, enquanto médias e grandes empresas responderam por 35%. A distribuição por gênero ficou equilibrada: 51% homens e 49% mulheres.

Crescimento consistente na última década

Dados da RAIS mostram que, entre 2014 e 2024, o número de empregos na Economia do Mar cresceu 25% em Santa Catarina — um avanço superior à média nacional (15%). No mesmo período, o setor ganhou quase 50 mil novos trabalhadores formais.

O número de estabelecimentos também avançou, saltando de 15.871 para 23.515 unidades, alta de 48%. Já a massa salarial mensal atingiu cerca de R$ 1,158 bilhão, crescimento de 20% em relação a 2014.

Regiões concentram empregos, mas interior cresce

A maior parte dos empregos está concentrada em três regiões:

  • Grande Florianópolis: 28%
  • Foz do Rio Itajaí: 18%
  • Nordeste catarinense: 15%

Apesar disso, regiões do interior apresentaram crescimento expressivo, como o Extremo Oeste e a região de Laguna, indicando a expansão territorial da atividade.

Os municípios com maior número de trabalhadores formais no setor são Florianópolis, Joinville e Itajaí, que juntos somam mais de 82 mil vínculos.

Economia do Mar ganha protagonismo estratégico

A expansão da Economia Azul, conceito que engloba o uso sustentável dos recursos marinhos, reforça o papel estratégico do setor para o desenvolvimento econômico e social de Santa Catarina. A diversificação produtiva e o avanço tecnológico contribuem para tornar a economia mais resiliente e inovadora.

FONTE: Guararema News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Guararema News

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