Economia

Saída de dólares no Brasil em 2025 é a segunda maior da série histórica

O Brasil encerrou 2025 com a segunda maior saída líquida de dólares da história, segundo dados preliminares divulgados pelo Banco Central (BC). O fluxo cambial acumulado no ano ficou negativo em US$ 33,316 bilhões, resultado inferior apenas ao observado em 2019, quando a evasão alcançou US$ 44,768 bilhões.

Apesar do volume expressivo de saída de recursos, o real apresentou valorização ao longo do ano, sustentado pelo patamar elevado dos juros no país e pela desvalorização global do dólar.

Canal financeiro lidera a saída de recursos

O principal fator por trás do resultado negativo foi o canal financeiro, que registrou saída líquida de US$ 82,467 bilhões em 2025, o segundo maior número da série histórica, atrás apenas do ano anterior. Esse canal reúne operações como investimentos estrangeiros diretos e em carteira, remessas de lucros, pagamento de juros e outras transações financeiras.

Já o canal comercial apresentou entrada líquida de US$ 49,151 bilhões, valor que não foi suficiente para neutralizar a forte evasão observada na conta financeira. O saldo positivo ficou abaixo do recorde de 2007 e também inferior ao resultado de 2024.

Importações reduzem entrada de dólares

De acordo com o Banco Central, o crescimento das importações foi determinante para a menor entrada de divisas pela via comercial. O volume de câmbio contratado para compras externas atingiu US$ 238 bilhões, o segundo maior patamar da série histórica, superado apenas por 2022.

No mesmo período, as exportações somaram US$ 287,5 bilhões. Diferentemente da balança comercial, que considera apenas operações efetivamente realizadas, o fluxo cambial inclui também pagamentos antecipados e adiantamentos de contratos de câmbio.

Real se valoriza mesmo com fluxo negativo

Mesmo diante da saída expressiva de dólares no mercado à vista, o real se apreciou em 2025. O movimento foi favorecido pelos juros elevados no Brasil e pelo enfraquecimento do dólar no cenário internacional, fatores que estimularam posições favoráveis à moeda brasileira no mercado de derivativos, compensando o fluxo cambial negativo.

A atuação do Banco Central no mercado à vista foi limitada. A autoridade monetária realizou apenas duas intervenções de US$ 1 bilhão, por meio do chamado “casadão”, mecanismo que combina a venda de dólares das reservas internacionais com swaps cambiais reversos. A estratégia permite aliviar a taxa de juros em dólar sem impacto direto sobre o câmbio.

Dezembro concentra remessas ao exterior

Em dezembro, o fluxo cambial ficou negativo em US$ 13,562 bilhões, abaixo do registrado no mesmo mês de 2024, quando a saída chegou a US$ 27 bilhões. O resultado refletiu uma evasão de US$ 20,982 bilhões pela conta financeira, parcialmente compensada por uma entrada de US$ 7,421 bilhões pela conta comercial.

Tradicionalmente, o último mês do ano concentra remessas internacionais para pagamento de dividendos. Em 2025, esse movimento foi intensificado por empresas e investidores que buscaram se antecipar ao fim da isenção do imposto de renda sobre remessas ao exterior, que passou a valer a partir de janeiro de 2026.

Fluxo cambial antecipa dados do balanço de pagamentos

As relações financeiras entre residentes e não residentes são oficialmente mensuradas pelo balanço de pagamentos, divulgado mensalmente pelo Banco Central. O fluxo cambial, no entanto, funciona como uma prévia desses números, ao registrar operações como adiantamentos e liquidações antecipadas de contratos.

O indicador é dividido entre fluxo comercial, que acompanha exportações e importações, e fluxo financeiro, que engloba investimentos, empréstimos e transações no mercado financeiro. Em 2025, os dados confirmam que a fuga de dólares esteve concentrada principalmente no canal financeiro.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: © Valter Campanato/Agência Brasil

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Economia

Dólar cai pela quarta sessão consecutiva e fecha abaixo de R$ 5,40.

Dólar hoje acompanha alívio no mercado e cenário externo mais estável.

O dólar voltou a recuar frente ao real nesta terça-feira, registrando a quarta queda consecutiva e encerrando o dia abaixo de R$ 5,40. O movimento refletiu um ambiente mais favorável aos ativos brasileiros, com redução das tensões em torno da crise na Venezuela e maior apetite ao risco por parte dos investidores.

No mercado à vista, a moeda norte-americana fechou em queda de 0,43%, cotada a R$ 5,3819, acumulando desvalorização de 3,50% nas últimas quatro sessões.

Dólar futuro recua na B3

Por volta das 17h03, o dólar futuro com vencimento em fevereiro — o mais negociado atualmente — operava em baixa de 0,60%, aos R$ 5,4155, acompanhando o movimento observado no mercado à vista.

Efeito Venezuela perde força no câmbio

Na sessão anterior, o dólar chegou a ganhar força após o ataque dos Estados Unidos à Venezuela, que resultou na prisão de Nicolás Maduro e levantou preocupações sobre possíveis impactos econômicos. No entanto, ao longo do dia, o mercado passou a reduzir a percepção de risco, levando a moeda a inverter o sinal.

Nesta terça-feira, o dólar iniciou o pregão com leves altas, mas passou a cair ainda no fim da manhã, repetindo o comportamento do dia anterior.

Segundo Thiago Avallone, especialista em câmbio da Manchester Investimentos, a expectativa inicial era de maior aversão ao risco nas moedas sul-americanas. “Após o ataque dos EUA à Venezuela, eu esperava saída de investidores de moedas como o real, mas o mercado aparentemente absorveu bem o evento”, avaliou.

Mínima do dia e Ibovespa em alta

Após atingir a máxima de R$ 5,4185 ainda na primeira hora de negociações, o dólar à vista recuou até a mínima de R$ 5,3633 no fim da manhã. No mesmo período, o Ibovespa avançava mais de 1%, reforçando o cenário positivo para os mercados locais.

Cenário externo segue misto

No exterior, o dólar apresentava valorização frente às moedas fortes, enquanto mostrava comportamento misto diante de divisas emergentes, como o peso chileno e o peso mexicano. O índice do dólar (DXY), que mede o desempenho da moeda frente a uma cesta de seis divisas, subia 0,18%, aos 98,565 pontos.

Agenda econômica no radar

Para o restante da semana, o foco dos investidores se volta à divulgação dos dados de inflação no Brasil, prevista para sexta-feira, além dos indicadores do mercado de trabalho dos Estados Unidos, que serão conhecidos entre quarta e quinta-feira.

Balança comercial reforça fundamentos

Durante a tarde, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) informou que o Brasil encerrou 2025 com superávit de US$ 68,293 bilhões na balança comercial, o terceiro melhor resultado anual da série histórica, impulsionado por exportações recordes e maior crescimento das importações. Para 2026, a projeção oficial é de saldo positivo entre US$ 70 bilhões e US$ 90 bilhões.

Ainda nesta terça-feira, o Banco Central realizou a venda de 50 mil contratos de swap cambial para a rolagem do vencimento previsto para 2 de fevereiro.

Fonte: Com informações do mercado financeiro e dados oficiais.
Texto: Redação

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Exportação

Exportações brasileiras para os EUA caem 6,6% em 2025 após tarifaço de Trump

As exportações do Brasil para os Estados Unidos recuaram 6,6% em 2025, totalizando US$ 37,716 bilhões, em um ano fortemente impactado pelo tarifaço do governo Donald Trump. Em 2024, as vendas ao mercado norte-americano haviam alcançado US$ 40,368 bilhões. No sentido oposto, as importações de produtos dos EUA cresceram 11,3% e somaram US$ 45,246 bilhões, ante US$ 40,652 bilhões no ano anterior.

Com esse movimento, o Brasil fechou 2025 com déficit de US$ 7,530 bilhões na balança comercial com os Estados Unidos. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

Tarifas ainda atingem parte relevante das exportações

O desempenho negativo reflete os efeitos das tarifas impostas durante o governo Trump. Embora em novembro tenha sido anunciada a retirada da sobretaxa adicional de 40% sobre parte dos produtos brasileiros, 22% das exportações para os EUA, o equivalente a US$ 8,9 bilhões, continuam sujeitas às tarifas adotadas em julho, segundo cálculos do Mdic.

Dentro desse grupo, há produtos que pagam apenas a sobretaxa de 40% e outros que acumulam esse percentual com a tarifa-base de 10%. Além disso, 15% das exportações, cerca de US$ 6,2 bilhões, seguem submetidas exclusivamente à taxa de 10%.

Outro ponto de pressão vem das tarifas da Seção 232, aplicadas a produtos considerados estratégicos para a segurança nacional dos Estados Unidos. Essas medidas atingem 27% das vendas brasileiras, aproximadamente US$ 10,9 bilhões. Apenas 36% das exportações brasileiras ao mercado norte-americano estão livres de encargos adicionais.

Desempenho em dezembro mantém tendência de queda

Mesmo após a redução parcial das tarifas, as exportações brasileiras para os EUA caíram 7,2% em dezembro, somando US$ 3,449 bilhões, contra US$ 3,717 bilhões no mesmo mês de 2024. Foi a quinta retração mensal consecutiva desde a imposição da sobretaxa de 50% anunciada em julho.

As importações de produtos norte-americanos, por sua vez, tiveram queda de 1,5% em dezembro na comparação anual.

Governo aposta no diálogo com Washington

Em entrevista coletiva, o vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin afirmou que o governo brasileiro mantém a estratégia de negociação e diálogo com os Estados Unidos. Segundo ele, as conversas já permitiram reduzir o número de itens afetados pelas tarifas.

Alckmin ressaltou que o objetivo agora é avançar na flexibilização das tarifas que ainda atingem 22% da pauta exportadora brasileira. Ele destacou o relacionamento entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump como um fator que pode destravar novos acordos, incluindo temas como tarifas, barreiras não tarifárias, terras raras, datacenters e o regime especial para centros de dados, o Redata.

China e União Europeia compensam perdas

Enquanto o comércio com os Estados Unidos perdeu força, o Brasil ampliou as trocas com outros parceiros estratégicos. As exportações para a China cresceram 6% em 2025 e alcançaram US$ 100,021 bilhões. As importações chinesas avançaram 11,5%, somando US$ 70,930 bilhões, o que garantiu superávit de US$ 29,091 bilhões para o Brasil.

Já o comércio com a União Europeia teve crescimento mais moderado. As exportações brasileiras ao bloco subiram 3,2%, totalizando US$ 49,810 bilhões, enquanto as importações avançaram 6,4%, para US$ 50,290 bilhões, resultando em déficit de US$ 480 milhões. Em dezembro, mês marcado pelo adiamento da assinatura do acordo Mercosul–União Europeia, as vendas brasileiras ao bloco europeu registraram alta expressiva de 39% na comparação anual.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: © MAPA/Divulgação

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Comércio Exterior

Balança comercial registra recorde em dezembro, mas superávit cai em 2025

A balança comercial brasileira encerrou 2025 com saldo positivo de US$ 68,293 bilhões. Apesar de ser o melhor resultado já registrado para um mês de dezembro desde o início da série histórica, em 1989, o superávit anual ficou 7,9% abaixo do apurado em 2024. O desempenho foi impactado principalmente pelo avanço das importações e pela queda nos preços das commodities, como o petróleo.

Os dados foram divulgados nesta terça-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). Mesmo com a retração, o resultado de 2025 representa o terceiro maior superávit da história do comércio exterior brasileiro.

Histórico recente da balança comercial

Os maiores saldos já registrados ocorreram em:

  • 2023: superávit de US$ 98,903 bilhões
  • 2024: superávit de US$ 74,177 bilhões

Em 2025, tanto as exportações brasileiras quanto as importações alcançaram níveis recordes.

Exportações e importações batem recorde

Mesmo diante do aumento de tarifas imposto pelos Estados Unidos e da desvalorização de commodities no mercado internacional, as exportações somaram US$ 348,676 bilhões, crescimento de 3,5% em relação a 2024.

As importações, impulsionadas pela expansão da economia interna, avançaram em ritmo mais acelerado e totalizaram US$ 280,382 bilhões, alta de 6,7% no mesmo período.

Projeções oficiais foram superadas

O saldo final ficou acima das expectativas do governo. A projeção inicial do Mdic apontava superávit de US$ 60,9 bilhões em 2025, com exportações estimadas em US$ 344,9 bilhões.

As importações, por outro lado, ficaram abaixo da previsão de US$ 284 bilhões, o que contribuiu para um resultado comercial melhor do que o esperado no fechamento do ano.

Resiliência do comércio exterior brasileiro

Durante entrevista coletiva, o vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin destacou o desempenho do comércio exterior do Brasil, mesmo em um cenário internacional adverso.

Segundo ele, o volume exportado cresceu 5,7% em 2025, enquanto o comércio global avançou 2,4%. O resultado, de acordo com o ministro, evidencia a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional.

Dezembro tem melhor resultado da série histórica

Somente em dezembro, a balança comercial registrou superávit de US$ 9,633 bilhões, alta de 107,8% na comparação com o mesmo mês de 2024. O valor superou o recorde anterior, de dezembro de 2023.

No mês, os números foram:

  • Exportações: US$ 31,038 bilhões, alta de 24,7%
  • Importações: US$ 21,405 bilhões, crescimento de 5,7%

Desempenho por setores

Em dezembro, as exportações cresceram em todos os segmentos da economia:

  • Agropecuária: +43,5%, com aumento de 35,2% no volume e 6,7% no preço médio
  • Indústria extrativa: +53%, com alta de 58,1% no volume e queda de 3,2% nos preços
  • Indústria de transformação: +11%, com avanço de 14,9% no volume e retração de 4,2% no preço médio

Produtos que impulsionaram as exportações

Entre os principais destaques do mês estão:

  • Agropecuária: soja (+73,9%), café não torrado (+52,9%) e milho não moído (+46%)
  • Indústria extrativa: petróleo bruto (+74%) e minério de ferro (+33,7%)
  • Indústria de transformação: carne bovina (+70,5%) e ouro não monetário (+88,7%)

No caso do petróleo, a retomada das atividades das plataformas após manutenção programada em novembro foi decisiva para o crescimento.

Importações acompanham retomada econômica

O aumento das importações reflete a recuperação da atividade econômica, com maior consumo e expansão dos investimentos. Entre os principais produtos importados em dezembro estão:

  • Agropecuária: soja (+4.979,1%) e trigo e centeio não moídos (+24,6%)
  • Indústria extrativa: fertilizantes brutos (+222,4%) e carvão não aglomerado (+26,3%)
  • Indústria de transformação: combustíveis (+42,9%) e medicamentos, inclusive veterinários (+47,7%)

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: © Petrobras/Divulgação

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Comércio Exterior

Superávit comercial do Brasil atinge US$ 68,3 bilhões em 2025 e governo projeta até US$ 90 bilhões em 2026

O superávit comercial do Brasil em 2025 alcançou US$ 68,293 bilhões, consolidando o terceiro melhor resultado anual da série histórica. O desempenho foi impulsionado por exportações recordes e por um avanço mais intenso das importações, segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Além do balanço de 2025, o governo federal apresentou as projeções para a balança comercial em 2026, estimando um saldo positivo que pode variar entre US$ 70 bilhões e US$ 90 bilhões.

Projeções para exportações e importações em 2026

De acordo com o MDIC, o próximo ano deve ser encerrado com exportações brasileiras entre US$ 340 bilhões e US$ 380 bilhões. Já as importações estão projetadas na faixa de US$ 270 bilhões a US$ 290 bilhões, cenário que sustenta a expectativa de manutenção de um superávit elevado.

O resultado de 2025 superou as previsões oficiais. Em outubro, o ministério estimava um saldo positivo de US$ 60,9 bilhões, valor inferior ao efetivamente registrado.

Exportações e importações batem recorde em 2025

O desempenho da balança comercial brasileira em 2025 foi marcado por US$ 348,7 bilhões em exportações, o maior valor já registrado, e por US$ 280,4 bilhões em importações, também em nível histórico.

As vendas externas cresceram 3,5% em relação a 2024, impulsionadas principalmente pelo aumento do volume embarcado, mesmo diante da queda nos preços médios. As importações avançaram ainda mais, com alta de 6,7% na comparação anual.

Tarifas dos EUA impactam comércio bilateral

O comércio com os Estados Unidos foi afetado pelo aumento de tarifas imposto em agosto do ano passado. Segundo o MDIC, as exportações brasileiras para os EUA recuaram 6,6% em 2025, reduzindo a participação do país no total exportado de 12,0% para 10,8%.

A tarifa de 50% sobre produtos brasileiros levou o governo a adotar medidas emergenciais, como linhas de crédito e alívio tributário. Ao longo do ano, negociações resultaram na ampliação das exceções à tarifa, mas, em novembro, cerca de 22% das exportações para os EUA ainda estavam sujeitas à sobretaxa.

China amplia participação nas exportações brasileiras

Em sentido oposto, as exportações para a China registraram crescimento de 6% em 2025. Com isso, o país asiático passou a responder por 28,7% das vendas externas do Brasil, ante 28,0% no ano anterior, mantendo-se como o principal destino das exportações brasileiras.

Agropecuária lidera crescimento por setor

Na análise setorial, a agropecuária apresentou o maior avanço nas exportações, com alta de 7,1%, seguida pela indústria de transformação, que cresceu 3,8%. Já a indústria extrativa registrou retração de 0,7% no período.

Resultado de dezembro reforça saldo positivo

O superávit anual foi reforçado pelo desempenho de dezembro, quando a balança comercial registrou saldo positivo de US$ 9,633 bilhões. No mês, as exportações somaram US$ 31,037 bilhões, enquanto as importações totalizaram US$ 21,405 bilhões.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Jorge Silva

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Evento

Seminário – Porto de Itajaí: Reabertura, Impactos e o Novo Ciclo de Desenvolvimento do Brasil

O Porto de Itajaí será palco de um seminário estratégico que marca a retomada das operações e aponta os próximos passos para o fortalecimento do setor portuário nacional. O evento reúne autoridades, gestores públicos e representantes do setor produtivo para debater os impactos da reabertura e as perspectivas de crescimento para o Brasil.

SEMINÁRIO – PROGRAMAÇÃO OFICIAL

Porto de Itajaí: Reabertura, Impactos e o Novo Ciclo de Desenvolvimento do Brasil

Local: Auditório do Porto de Itajaí

8h30 | Café da manhã de boas-vindas

Recepção e credenciamento dos convidados

9h | Abertura oficial e atos institucionais

ATO 1 — ENTREGA DE EQUIPAMENTOS À GUARDA PORTUÁRIA
Primeiro ato administrativo da relação institucional entre o Porto de Itajaí e a Companhia das Docas do Estado da Bahia

ATO 2 — ASSINATURA DO CONVÊNIO DE GESTÃO TRANSITÓRIA
Entre o Porto de Itajaí e a Companhia das Docas do Estado da Bahia – Codeba
* Registro fotográfico oficial com autoridades e imprensa

9h30 às 10h30 | Mesa de Debates

Porto de Itajaí: Reabertura, Impactos e o Novo Ciclo de Desenvolvimento do Brasil

João Paulo Tavares Bastos
Superintendente do Porto de Itajaí

  • Apresentação dos números positivos do Porto de Itajaí: faturamento, movimentação de cargas, folha de pagamento e despesas administrativas
  • Principais ações e projetos estratégicos para 2026

Antonio Gobbo
Diretor-Presidente da Companhia das Docas do Estado da Bahia – Codeba

  • Balanço da movimentação de cargas e contêineres dos portos de Salvador, Aratu e Ilhéus
  • Apresentação institucional da Autoridade Portuária da Bahia

Ana Paula Lima
Deputada Federal – Representante da Liderança do Governo na Câmara dos Deputados

  • Atualização do Projeto de Lei do Sistema Portuário Brasileiro
  • Impactos do novo marco legal na relação Porto/Cidade

Alex Ávila
Secretário Nacional de Portos – Ministério de Portos e Aeroportos

  • Record de movimentação de cargas e contêineres nos portos da Região Sul
  • Principais projetos do Ministério de Portos e Aeroportos para o primeiro semestre de 2026

Décio Lima
Presidente do Sebrae Nacional

  • A relação Porto e Cidade
  • Encadeamento produtivo das micro e pequenas empresas
  • Programas de inovação e exportação (PEIEX – Sebrae/Apex)
  • Programa Rotas da Inovação – case inédito do Porto de Itajaí

11h | Encerramento

Para participar do seminário, se increva no link ao lado: https://forms.gle/vdQ2qAaSN6yqAgXS8

FONTE E IMAGEM: Porto de Itajaí

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Economia

Bancos reforçam expectativa de queda dos juros em março, aponta pesquisa da Febraban

As instituições financeiras reforçaram a expectativa de que o Banco Central inicie o ciclo de queda dos juros em março, segundo a mais recente Pesquisa de Economia Bancária e Expectativas, divulgada pela Febraban nesta quinta-feira (1º). O movimento ganhou força após o tom mais duro adotado pela autoridade monetária na última reunião de 2025.

O levantamento mostra que aumentou o número de bancos que enxergam março como o ponto de partida para a redução da taxa Selic, hoje em 15% ao ano, o maior patamar desde 2006.

Diminui aposta em corte já em janeiro

Enquanto cresce a expectativa por um início de flexibilização em março, caiu a parcela de instituições que esperavam um corte já em janeiro. O percentual recuou de 45,5% para 30%, indicando maior cautela do mercado quanto ao ritmo de afrouxamento monetário.

A pesquisa ouviu 20 bancos entre os dias 17 e 19 de dezembro.

Projeções indicam juros mais baixos até o fim do ano

Apesar da postura cautelosa, o mercado segue projetando redução relevante da Selic ao longo de 2026. Segundo o Boletim Focus, a taxa básica deve encerrar o ano em 12,25%.

De acordo com Rubens Sardenberg, diretor de Economia, Regulação Prudencial e Riscos da Febraban, o debate agora gira em torno da velocidade desse movimento.
“Por ora, as expectativas seguem conservadoras e apontam para um ritmo moderado de cortes, mesmo com a Selic em nível elevado”, avaliou.

Inflação segue acima da meta, mas com viés de desaceleração

Em relação à inflação, 50% dos participantes acreditam que o índice em 2026 ficará alinhado ao consenso do mercado, ainda acima da meta oficial, pressionado por estímulos fiscais e expansão do crédito.

Por outro lado, 35% dos analistas projetam inflação abaixo do consenso, indicando uma possível continuidade do processo de desaceleração. O Banco Central trabalha com meta de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Atividade econômica mostra sinais de melhora

O levantamento também apontou melhora nas expectativas para o crescimento econômico em 2026. A fatia de analistas que projetam avanço de 1,8% do PIB subiu de 36,4% para 55%.

Ao mesmo tempo, diminuiu de 45,5% para 30% o grupo que esperava crescimento abaixo do consenso do mercado, indicando maior otimismo com a atividade econômica.

Crédito desacelera, mas segue em patamar elevado

A maioria dos bancos projeta que a carteira de crédito encerrará 2025 com crescimento de 9,2%, desacelerando gradualmente para 8,2% em 2026. Mesmo assim, o ritmo segue elevado, sustentado principalmente pelo crédito direcionado.

A projeção anterior apontava alta de 8,9% em 2025, mas foi revisada para cima com o avanço do crédito direcionado, que passou de 10,1% para 10,9%. O principal motor segue sendo o crédito para pessoas jurídicas, cuja expansão estimada subiu de 13,6% para 15,3%, impulsionada por programas governamentais.

No segmento das famílias, a expectativa de crescimento também avançou, de 8,4% para 8,7%, refletindo a resiliência do crédito habitacional, apesar da perda de fôlego no crédito rural.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Adriano Machado

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Comércio

Superávit da balança comercial pode chegar a US$ 67 bilhões em 2026, apontam projeções

A balança comercial brasileira deve registrar um superávit de US$ 67 bilhões em 2026, segundo a mediana de 46 projeções reunidas por consultorias, entidades e instituições financeiras. O número representa leve avanço em relação aos US$ 63,6 bilhões estimados para 2025, indicando manutenção de um resultado robusto, porém com crescimento mais contido.

A expectativa é de que o setor externo continue sustentando a economia, mesmo diante de preços de commodities mais estáveis e de importações ainda elevadas. Após o recorde histórico de US$ 98,9 bilhões em 2023, o comércio exterior brasileiro entrou em um processo de normalização.

Exportações seguem fortes, mas longe dos picos recentes

Depois do saldo de US$ 74,2 bilhões registrado em 2024, economistas avaliam que o desempenho tende a se acomodar em níveis mais próximos da média histórica. O resultado oficial de 2025 será divulgado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) em 6 de janeiro, servindo de base para ajustes nas projeções de 2026.

O cenário desenhado combina exportações com preços mais moderados e importações ainda resilientes, refletindo uma economia que cresce, porém em ritmo mais lento.

Commodities seguem centrais, mas preços preocupam

Entre as projeções mais otimistas está a da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), que estima um superávit de US$ 77,4 bilhões em 2026, acima dos US$ 63,8 bilhões previstos para 2025.

Segundo o presidente da entidade, José Augusto de Castro, o desempenho não deve vir de um salto nos preços, mas de volumes exportados relativamente elevados. A atenção recai principalmente sobre petróleo, soja e minério de ferro, responsáveis por cerca de 34% da receita das exportações brasileiras.

Castro avalia que não há sinais de um novo ciclo de alta das commodities. A produção de petróleo tende a crescer, mas os preços permanecem pressionados, assim como os da soja, que deve manter relevância, porém abaixo do pico esperado para 2025.

Comércio global mais fraco limita avanços

A perspectiva de desaceleração do comércio internacional também pesa sobre as projeções. A Organização Mundial do Comércio (OMC) revisou recentemente a expectativa de crescimento do comércio global para 2025, para 2,4%, mas prevê desaceleração acentuada em 2026, com avanço de apenas 0,5%.

Esse cenário reduz o impulso externo e aumenta a dependência do Brasil em relação ao comportamento das grandes economias, especialmente a China.

China, soja e efeitos da guerra comercial

Para o economista André Valério, do Inter, as exportações brasileiras de soja foram impulsionadas no fim de 2025 por compras atípicas da China, em meio às tensões comerciais com os Estados Unidos.

Segundo ele, parte desse movimento tende a se dissipar, já que Pequim tem sinalizado retomada das compras junto aos norte-americanos. Isso deve limitar novos recordes em 2026, mesmo com ganho pontual de mercado pelo Brasil.

Além disso, Valério destaca que não há sinais claros de recuperação forte da demanda chinesa, o que dificulta um novo ciclo de valorização das commodities.

Preços mistos e atenção às exportações para os EUA

A economista-chefe do PicPay, Ariane Benedito, avalia que 2026 será marcado por um ambiente de preços mistos, em que o desempenho dependerá mais dos volumes exportados do que de ganhos de preço.

Ela observa que as exportações brasileiras para os Estados Unidos foram prejudicadas em 2025 pelas tarifas adotadas pelo governo Donald Trump, e que uma eventual reaproximação comercial pode favorecer os resultados em 2026 e 2027.

Segundo suas projeções, o superávit deve alcançar US$ 65 bilhões em 2025, US$ 68,4 bilhões em 2026 e US$ 76,4 bilhões em 2027, mantendo o setor externo como pilar de estabilidade macroeconômica.

Tarifas do México elevam risco para exportações

Outro fator de atenção é a decisão do México de elevar tarifas de importação para produtos do Brasil e de outros países sem acordo comercial. A medida, em vigor desde 1º de janeiro de 2026, afeta segmentos como automóveis, autopeças, têxteis, calçados, eletrodomésticos, siderurgia, plásticos e móveis.

O movimento adiciona risco especialmente às exportações de aço e amplia a pressão sobre o saldo comercial brasileiro.

Acordo UE-Mercosul pode ajudar, mas sem efeito imediato

O acordo entre União Europeia e Mercosul, com expectativa de assinatura em janeiro, é visto como positivo, mas com impacto gradual. Analistas avaliam que seus efeitos não devem alterar de forma relevante o desempenho da balança já em 2026.

Ao mesmo tempo, cresce o número de medidas protecionistas no mundo, o que reforça a importância da diplomacia comercial brasileira.

Importações devem perder fôlego, mas seguir elevadas

Do lado das importações, a AEB projeta queda de 2,7% em 2026 frente a 2025, após três anos de crescimento contínuo. A avaliação é que o impulso começa a se esgotar.

Ainda assim, parte das compras externas permanece ligada a bens de capital, insumos e equipamentos. Caso haja queda de juros e manutenção do investimento estrangeiro direto, as importações devem continuar em patamar elevado.

Superávit segue forte, porém sem grandes saltos

As projeções para 2026 variam entre US$ 43,5 bilhões e US$ 85 bilhões, mas a mediana aponta para um resultado sólido e estável. O Brasil deve manter um superávit relevante, sustentado por exportações consistentes e importações moderadas, embora sem o fôlego observado nos anos anteriores.

O desempenho final dependerá principalmente do comportamento das commodities, da demanda chinesa e do avanço — ou recuo — das políticas protecionistas globais.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Ricardo Stuckert/PR

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Economia

CNI critica corte linear de incentivos e diz que país não avança em justiça tributária

Presidente da CNI questiona redução de benefícios fiscais
O presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban, criticou o projeto sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva que prevê um corte linear de 10% nos benefícios tributários federais. Para ele, a medida não promove justiça tributária e penaliza principalmente as pequenas empresas, responsáveis por grande parte dos empregos no país.

Em entrevista à CNN Money, Alban afirmou que a decisão ignora diferenças estruturais entre setores e impõe um ônus desproporcional a quem já enfrenta maior dificuldade para competir.

Proposta alternativa da indústria foi apresentada ao governo
Segundo o dirigente, a CNI apresentou alternativas durante a tramitação do projeto no Congresso Nacional. A proposta defendia uma divisão mais equilibrada do esforço fiscal entre os Três Poderes, com cortes menores e distribuídos entre Executivo, Legislativo e Judiciário.

De acordo com Alban, essa alternativa permitiria reduzir o impacto para algo entre 4% e 5%, preservando a atividade produtiva e evitando distorções no sistema tributário. “Um corte linear de 10% é totalmente incompatível com o conceito de justiça tributária”, afirmou.

Insegurança jurídica preocupa setor produtivo
Outro ponto destacado foi a ausência de um período de transição para a aplicação das novas regras. O presidente da CNI alertou que isso gera insegurança jurídica e dificulta o planejamento das empresas.

Diante desse cenário, a entidade avalia recorrer à Justiça para questionar aspectos da nova legislação, especialmente prazos e impactos imediatos sobre contratos e investimentos.

Foco excessivo em arrecadação é alvo de críticas
Para Alban, o governo segue priorizando o aumento da arrecadação, sem avançar de forma consistente no controle dos gastos públicos. Ele reforçou que a carga tributária acaba recaindo sobre o consumidor final e o trabalhador.

“Não é a empresa que paga imposto. Ela apenas arrecada. Quem paga, de fato, é o assalariado e o consumidor”, destacou.

Riscos fiscais e desafios estruturais
O presidente da CNI avalia que o país repete erros do passado ao adotar medidas fiscais de curto prazo, sem enfrentar problemas estruturais. Entre eles, citou a necessidade de revisar a reforma da Previdência e de reavaliar o financiamento de políticas públicas como o Sistema Único de Saúde (SUS), que considera essencial, porém financeiramente pressionado.

Orçamento precisa ser mais eficiente, diz CNI
Para Alban, o Brasil precisa construir uma estrutura orçamentária mais racional, que evite efeitos em cascata sobre os custos de produção. Segundo ele, esse tipo de distorção acaba sendo repassado aos preços finais, impactando toda a economia.

“O desafio é criar um orçamento que não gere multiplicadores de custo ao longo da cadeia produtiva”, concluiu.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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Economia

Dólar em 2025 recua mais de 11% e encerra o ano abaixo de R$ 5,60

Desempenho do dólar ao longo de 2025
O dólar comercial acumulou queda de 11,17% em 2025 frente ao real. A moeda norte-americana iniciou o ano em baixa e, no primeiro pregão, em 2 de janeiro, foi cotada a R$ 6,16. Já no encerramento do ano, na terça-feira (30), o dólar terminou negociado a R$ 5,588 na compra e na venda.

Cenário global pesou sobre a moeda americana
Apesar de fatores internos terem favorecido a valorização do real, o principal movimento veio do exterior. O dólar perdeu força globalmente ao longo do ano. O índice DXY, que mede o desempenho da moeda dos Estados Unidos frente a uma cesta de divisas internacionais, acumulou queda de quase 9%, atingindo 98,44 pontos em dezembro, uma das maiores baixas do ranking global.

Segundo o economista Gustavo Rostelato, da Armor Capital, o enfraquecimento do dólar no mundo foi determinante. Ele destaca que o carrego do real também contribuiu para o movimento, embora esse efeito deva perder força com o início do ciclo de cortes de juros no Brasil.

Influência da política americana e expectativas econômicas
Para especialistas, a desvalorização global do dólar esteve diretamente ligada ao cenário político e econômico dos Estados Unidos. De acordo com Tadeu Arantes, head de alocação da Ghia Multi Family Office, a combinação entre incertezas fiscais, política comercial mais agressiva e expectativa de desaceleração da economia americana afetou a confiança nos ativos dolarizados.

Ele afirma que a instabilidade institucional e a possibilidade de novos cortes de juros nos EUA reduziram a demanda internacional pela moeda, sobretudo no início do ano.

Juros altos no Brasil impulsionaram o real
No mercado doméstico, o diferencial de juros foi decisivo. O Brasil manteve uma das maiores taxas de juros reais do mundo, favorecendo operações de carry trade e atraindo capital estrangeiro.

Para Alison Correia, analista de investimentos e cofundador da Dom Investimentos, esse fator foi central para a entrada expressiva de recursos até novembro. Segundo ele, a taxa de juros elevada tornou o país especialmente atrativo para investidores internacionais.

Fim de ano trouxe volatilidade ao câmbio
Na reta final de 2025, o dólar voltou a ganhar força, especialmente a partir de 5 de dezembro. O movimento foi impulsionado pelo anúncio da pré-candidatura de Flávio Bolsonaro, que gerou redução de posições estrangeiras em ativos brasileiros. A tendência se intensificou após pesquisas indicarem baixa chance de o candidato impedir a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, levando o dólar a orbitar a faixa de R$ 5,50 no fim do ano.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Dimas Ardian/Bloomberg

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