Aeroportos

E-commerce impulsiona uso de aeroportos como hubs logísticos no Brasil

O crescimento acelerado do e-commerce no Brasil vem transformando os aeroportos em peças estratégicas para operações de logística e distribuição de mercadorias. Empresas do varejo digital têm ampliado investimentos em hubs aéreos, rotas cargueiras e integração entre centros de distribuição para acelerar entregas em diferentes regiões do país.

O movimento acompanha iniciativas do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), que busca estimular novos usos econômicos da infraestrutura aeroportuária por meio dos programas Investe+ Aeroportos e AmpliAR.

Comércio eletrônico amplia demanda por logística aérea

Nos últimos anos, gigantes do varejo online passaram a fortalecer suas estruturas de transporte aéreo no Brasil. O objetivo é garantir entregas mais rápidas e ampliar a cobertura logística nacional, especialmente em regiões distantes dos grandes centros urbanos.

Em 2026, o Mercado Livre anunciou investimentos de R$ 57 bilhões no país e confirmou a expansão de sua rede logística, que deve alcançar 42 centros de distribuição. A companhia também ampliou a capacidade operacional do Air Hub em Guarulhos (SP) e reforçou a frota cargueira em parceria com a GOLLOG.

A Amazon seguiu estratégia semelhante ao anunciar Brasília (DF) como novo hub aéreo em parceria com a Latam Cargo Brasil. A iniciativa amplia a capacidade de distribuição para estados das regiões Norte e Centro-Oeste.

Brasília ganha papel estratégico na distribuição nacional

Segundo a Amazon, a escolha de Brasília ocorreu devido à posição geográfica da capital federal e à forte conectividade aérea da região. O novo centro logístico deve acelerar entregas e melhorar a eficiência operacional em áreas consideradas de difícil acesso.

As operações incluem voos diretos para estados como Amazonas, Pará, Rondônia, Acre, Roraima, Amapá, Tocantins, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

Com isso, cresce também a importância da integração entre aeroportos, rodovias e centros logísticos, fortalecendo a infraestrutura de transporte de cargas no país.

Programa Investe+ Aeroportos busca ampliar uso econômico da infraestrutura

A expansão das operações ligadas ao comércio eletrônico está alinhada ao programa Investe+ Aeroportos, criado pelo MPor para incentivar empreendimentos comerciais, industriais e logísticos em áreas localizadas dentro ou no entorno dos aeroportos brasileiros.

A proposta é transformar os sítios aeroportuários em polos de negócios e desenvolvimento regional, atraindo investimentos e ampliando receitas para o setor.

Entre os projetos previstos estão centros logísticos, hotéis, hospitais, shoppings, oficinas de manutenção aeronáutica, escolas e espaços de eventos.

Aeroportos regionais ganham espaço na logística nacional

Outra iniciativa do governo é o programa AmpliAR, que pretende fortalecer a conectividade aérea regional ao incorporar aeroportos menores aos contratos de concessionárias responsáveis por grandes terminais.

A estratégia busca ampliar investimentos e melhorar a integração da malha aeroportuária brasileira, permitindo que cidades fora dos grandes centros também recebam operações logísticas.

Alguns aeroportos já incluídos no programa ocupam posições estratégicas para circulação de mercadorias e conexão regional.

Em Paulo Afonso (BA), por exemplo, o terminal facilita a ligação do interior nordestino com hubs como Recife (PE), Salvador (BA) e Maceió (AL). Já Araguaína (TO) se destaca pela localização entre as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Serra Talhada (PE) fortalece a conectividade do sertão nordestino, enquanto Cacoal (RO) amplia sua integração regional após investimentos em modernização da infraestrutura aeroportuária.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/MPor

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Logística

Carga aérea ganha foco em estudo do governo com visitas a centros logísticos em São Paulo

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) avançou nas análises sobre o setor de carga aérea no Brasil após realizar visitas técnicas a terminais aeroportuários e centros logísticos em São Paulo. A iniciativa foi conduzida em parceria com pesquisadores do Laboratório de Transportes e Logística (Labtrans), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

A ação faz parte de um estudo que busca identificar gargalos, oportunidades e desafios do transporte aéreo de cargas, segmento considerado estratégico diante do crescimento acelerado do comércio eletrônico no país.

Viracopos e Guarulhos concentram grande parte da movimentação

Durante três dias, técnicos do ministério e especialistas da UFSC acompanharam operações nos Terminais de Carga Aérea (TECA) dos aeroportos de Viracopos e Guarulhos. Juntos, os dois terminais responderam por 38% da movimentação nacional de carga aérea em 2025.

Além dos aeroportos, a equipe visitou centros logísticos de grandes operadores do setor, como Amazon, DHL, Latam Airlines e Cainiao, braço logístico da AliExpress. Também entrou no roteiro a Ajun, empresa responsável pelo transporte de encomendas ligadas a plataformas digitais como Shein, Temu e Shopee.

Crescimento do e-commerce impulsiona logística aérea

O avanço do e-commerce vem ampliando a necessidade de operações mais rápidas e integradas, aumentando a relevância da logística aérea para garantir prazos menores de entrega e fortalecer a conexão entre mercados nacionais e internacionais.

A pesquisa de campo foi estruturada em quatro pilares principais: infraestrutura, sustentabilidade, segurança operacional e expansão do comércio eletrônico.

Durante as visitas, os técnicos acompanharam processos de importação e exportação, desembaraço aduaneiro e modelos operacionais utilizados por empresas do setor logístico.

Integração logística busca reduzir custos e otimizar operações

Entre os modelos avaliados pela equipe está a parceria entre a Amazon e a Azul Linhas Aéreas. O sistema permite que as cargas sejam preparadas, inspecionadas e paletizadas pela empresa de comércio eletrônico antes do embarque, seguindo os padrões exigidos pela companhia aérea.

Na prática, o modelo reduz etapas operacionais, melhora o fluxo da cadeia logística e contribui para a redução de custos no transporte de mercadorias.

Estudo deve apoiar políticas públicas para o setor

Segundo o secretário Nacional de Aviação Civil, Daniel Longo, a análise desses modelos pode servir de referência para modernizar os processos ligados à logística aeroportuária e ao transporte aéreo de encomendas no Brasil.

De acordo com ele, o governo busca compreender o funcionamento dessas operações para discutir medidas com órgãos reguladores, operadores e empresas do setor, com foco na simplificação de procedimentos e na redução de custos para consumidores e empresas.

O estudo conduzido pelo MPor pretende avaliar como o país pode se preparar para o aumento das encomendas movimentadas por plataformas digitais e operadores logísticos. A expectativa é que os dados levantados sirvam de base para políticas públicas voltadas ao fortalecimento da infraestrutura, ampliação da competitividade e modernização da logística aérea nacional.

FONTE: Plantão News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Plantão News

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Informação

Receita Federal realiza Operação E-Commerce contra irregularidades em São Paulo

A Receita Federal iniciou na terça-feira (12) a Operação E-Commerce no estado de São Paulo. A ação fiscalizatória tem como foco a apuração de possíveis irregularidades ligadas ao comércio eletrônico, especialmente em depósitos utilizados para fulfillment, espaços de self storage e centros de armazenamento vinculados ao setor.

Operação deve durar 20 dias

Segundo a Receita Federal, a operação terá duração estimada de 20 dias e mobiliza cerca de 50 servidores.

A expectativa do órgão é que as apreensões realizadas ao longo da ação possam alcançar aproximadamente R$ 30 milhões em mercadorias.

Depósitos de cigarros eletrônicos e medicamentos são alvo

Logo no primeiro dia da operação, equipes da Receita identificaram dois depósitos com armazenamento de cigarros eletrônicos e outros dois utilizados para medicamentos.

Além disso, aproximadamente 280 mil encomendas destinadas ao e-commerce foram bloqueadas e passarão por análise durante o processo de fiscalização.

Receita mira produtos irregulares vendidos online

O avanço do e-commerce no Brasil nos últimos anos também elevou o uso das plataformas digitais para comercialização de produtos irregulares, segundo a Receita Federal.

Durante a operação, os fiscais devem intensificar a retenção de mercadorias sem comprovação de importação regular, incluindo produtos eletrônicos, bebidas e itens falsificados.

A ação também busca combater a venda de produtos proibidos no país e reforçar o controle sobre operações logísticas ligadas ao comércio eletrônico.

Fiscalização reforça controle no setor logístico

A Receita Federal afirma que o objetivo da operação é ampliar o monitoramento sobre a cadeia logística do e-commerce e identificar possíveis fraudes tributárias e aduaneiras.

Os trabalhos concentram-se principalmente em estruturas de armazenagem utilizadas por empresas e operadores do setor digital.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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Logística

Shopee amplia logística com maior galpão do Brasil e intensifica disputa no e-commerce

A Shopee deu um passo decisivo no mercado brasileiro ao fechar o maior contrato de locação de galpão logístico já registrado no país. A estrutura, com cerca de 220 mil metros quadrados, está localizada em Guarulhos, às margens da Rodovia Presidente Dutra — um dos principais corredores de transporte do Brasil.

O movimento reforça a estratégia da empresa de acelerar entregas e ampliar sua eficiência operacional, elevando a concorrência com gigantes como Mercado Livre e Amazon.

Contrato antecipado revela disputa por infraestrutura

Um dos pontos mais relevantes da operação é que a Shopee assinou o contrato antes mesmo da conclusão da obra. Em um cenário de baixa disponibilidade de espaços logísticos — cerca de 8% em São Paulo — a decisão demonstra antecipação estratégica.

Ao garantir o ativo previamente, a empresa não apenas assegura capacidade de expansão, como também limita o acesso de concorrentes a estruturas similares em localização privilegiada.

Localização estratégica reduz custo da última milha

A escolha de Guarulhos é considerada estratégica por sua proximidade com grandes centros consumidores e conexão direta com importantes rotas rodoviárias.

Essa localização favorece a chamada logística de última milha, etapa final da entrega e uma das mais caras do processo. Quanto menor a distância até o consumidor, maior a eficiência e menor o custo operacional.

Investimento prioriza eficiência e velocidade

O valor de locação gira em torno de R$ 45 por metro quadrado, indicando que a decisão vai além do custo imediato. A aposta está na redução do custo por entrega ao longo do tempo, por meio de escala logística, otimização de rotas e maior velocidade de processamento.

O empreendimento pertence à empresa Mark Logistics, controlada pela gestora ARIS Management, e foi projetado para operações de grande volume.

Expansão acelerada supera 1 milhão de m²

Desde 2020, a Shopee vem ampliando sua presença no Brasil com rapidez. Atualmente, a empresa soma pelo menos 16 centros de distribuição e ultrapassa 1 milhão de metros quadrados em área logística.

Esse crescimento coloca a plataforma entre as maiores operações do país, atrás apenas do Mercado Livre em infraestrutura logística.

Modelos como cross docking e fulfillment aceleram entregas

Para otimizar operações, a empresa combina diferentes modelos logísticos. O cross docking permite que produtos sejam rapidamente redirecionados sem necessidade de armazenamento prolongado.

Já o modelo de fulfillment centraliza o estoque de vendedores nos centros da Shopee, garantindo maior controle sobre embalagem, separação e envio — o que contribui para reduzir prazos e padronizar processos.

Rede descentralizada amplia capilaridade

Além dos centros de distribuição, a Shopee conta com mais de 3 mil pontos físicos espalhados pelo Brasil. Esses locais funcionam como pontos de coleta, retirada e devolução, aumentando a capilaridade logística.

Essa estratégia descentralizada aproxima a operação do consumidor final e reduz a dependência de grandes hubs.

Prazos menores elevam concorrência no setor

Os efeitos da expansão já são percebidos nos prazos de entrega. Na região metropolitana de São Paulo, parte significativa dos pedidos chega em até dois dias, com uma parcela entregue no dia seguinte.

Esse avanço pressiona concorrentes a reagirem com melhorias em frete, prazos e benefícios, elevando o nível de exigência no setor de e-commerce.

Impacto direto no consumidor e no mercado

Com entregas mais rápidas e maior previsibilidade, o consumidor tende a se beneficiar de uma experiência mais eficiente. Ao mesmo tempo, a disputa entre grandes players intensifica a competitividade por preço e serviço.

A estratégia da Shopee indica uma mudança no foco do mercado: a infraestrutura logística passa a ser um dos principais diferenciais competitivos no comércio eletrônico.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Logística

Trabalho temporário cresce 4,5% em 2025 impulsionado pela logística do e-commerce

O trabalho temporário no Brasil encerrou 2025 em alta, com mais de 2,5 milhões de contratos firmados, o que representa um crescimento de 4,5% em comparação com 2024. Os dados são da Associação Brasileira do Trabalho Temporário (ASSERTTEM), que também aponta que cerca de 500 mil trabalhadores desse total foram efetivados ao longo do ano.

Último trimestre concentra avanço das contratações

Entre outubro e dezembro de 2025, período marcado por maior aquecimento do mercado, foram registrados 522 mil contratos temporários. O volume corresponde a um avanço de 5,1% em relação ao mesmo trimestre de 2024, quando houve 497 mil admissões, segundo levantamento da entidade.

Logística e comércio eletrônico lideram crescimento

De acordo com a ASSERTTEM, o principal motor da expansão do emprego temporário em 2025 foi o comércio eletrônico, especialmente nas áreas de logística e distribuição. O desempenho do setor reflete o avanço da digitalização e a mudança no comportamento do consumidor, que seguem ampliando a demanda por mão de obra flexível.

Além do e-commerce, as grandes redes de varejo também tiveram papel relevante nas contratações, assim como a agroindústria e o turismo, segmentos que mantiveram um ritmo consistente de admissões ao longo do ano.

Flexibilidade explica uso crescente do modelo

Para a associação, o resultado confirma a relevância do regime de trabalho temporário como ferramenta estratégica de gestão de pessoas. O modelo tem sido utilizado para lidar com oscilações econômicas, sazonalidade e a necessidade de flexibilidade operacional em diferentes setores da economia.

Segundo o presidente da ASSERTTEM, Alexandre Leite Lopes, o movimento foi puxado principalmente pelas demandas típicas do fim de ano. “O aumento do consumo, a logística ligada ao e-commerce, o turismo e as datas sazonais tiveram papel central nesse desempenho”, afirmou em nota.

Desempenho individual aumenta chances de efetivação

Lopes destacou ainda que o baixo nível de desemprego no país impõe desafios à contratação de trabalhadores temporários, sobretudo em funções operacionais. Ainda assim, ele ressaltou que as agências de trabalho temporário têm experiência para apoiar as empresas na seleção de profissionais adequados.

O presidente da entidade também afirmou que o desempenho do trabalhador é decisivo para a efetivação. “As empresas valorizam profissionais responsáveis, engajados e dispostos a aprender. Quem demonstra comprometimento tem chances reais de ser efetivado ao fim do contrato ou em um momento posterior”, concluiu.

FONTE: Info Money
TEXTO: Redação
IMAGEM: Shutterstock

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Logística

Recuo da FedEx no Brasil escancara crise das transportadoras com custos elevados e infraestrutura deficiente

O encerramento das entregas domésticas da FedEx no Brasil, anunciado no início do mês, evidencia problemas estruturais que vêm afastando grandes transportadoras do país. A decisão da multinacional americana se soma a uma sequência de saídas registradas nos últimos anos, impulsionadas por custos logísticos elevados, infraestrutura deficiente e insegurança operacional.

De acordo com o Índice de Desempenho Logístico do Banco Mundial, que avalia a qualidade da infraestrutura ligada ao comércio e ao transporte, o Brasil obteve nota 3,2 em uma escala que vai até 5, refletindo dificuldades históricas do setor.

Subinvestimento em infraestrutura limita competitividade

Para Cláudio Frischtak, ex-economista do Banco Mundial e sócio-gestor da Inter.B Consultoria, a saída da FedEx não é um episódio isolado. Segundo ele, o país enfrenta um subinvestimento crônico em infraestrutura, aliado à complexidade do sistema tributário.

“O Brasil investe cerca de um terço do que deveria em transporte. Estamos falando de portos, aeroportos e rodovias, com um nível de investimento muito abaixo do necessário”, avalia.

Frischtak observa que a FedEx optou por deixar especificamente a operação de última milha, mantendo atividades voltadas a entregas internacionais e soluções de supply chain, segmentos que oferecem maior previsibilidade de receita. Já a última etapa da entrega ao consumidor final envolve margens reduzidas e riscos elevados.

Reposicionamento global e peso do mercado brasileiro

Segundo Paulo Resende, diretor do Núcleo de Infraestrutura e Logística da Fundação Dom Cabral (FDC), a decisão também reflete um reposicionamento estratégico global da empresa. A FedEx vem concentrando esforços em operações B2B, logística integrada e cadeias globais de suprimentos.

Apesar de manter entregas domésticas em outros países, o Brasil apresenta fatores específicos que pesaram na decisão. “O país tem o maior custo logístico entre as 20 maiores economias do mundo. Esse custo representa 13,85% do PIB, sem considerar estoques. Nos Estados Unidos, é 8,8%. Na Índia, 9,8%”, destaca Resende.

Dependência rodoviária e déficit de mão de obra

O consultor Marco Antonio Oliveira Neves, proprietário da Tigerlog, lembra que a FedEx adquiriu a Rapidão Cometa em 2012, apostando em escala e rentabilidade no mercado brasileiro — expectativa que não se concretizou.

Para Neves, falhas regulatórias, baixo cumprimento das normas e a dependência excessiva do transporte rodoviário tornam o ambiente pouco atrativo. Mais de 65% das mercadorias no Brasil circulam por estradas, muitas em más condições, elevando gastos com diesel, pneus e manutenção, além de aumentar o tempo de viagem.

Outro gargalo crítico é a escassez de motoristas profissionais. “Existe um déficit enorme. Muitas transportadoras têm caminhões parados por falta de condutores. A profissão perdeu atratividade por salários, descontos, longos períodos longe da família e más condições de trabalho”, afirma.

Insegurança e roubo de cargas elevam custos

A insegurança logística é outro fator decisivo. Resende aponta que o risco de roubo de cargas obriga empresas a ampliar gastos com segurança e seguros. Dados da NTC&Logística indicam que, em 2024, foram registrados 10.478 roubos de carga, com prejuízo estimado em R$ 1,2 bilhão.

Além disso, as indenizações de seguros de transporte somaram R$ 904 milhões no primeiro trimestre de 2025, alta de 46,5% na comparação anual. “No Brasil, investe-se muito para evitar o roubo: rastreamento, bloqueio remoto, travamento de motor, seguro do veículo e da carga”, explica Resende.

E-commerce muda dinâmica do setor

Na avaliação de especialistas, o avanço acelerado do comércio eletrônico transformou profundamente o mercado. A última milha tornou-se altamente competitiva, com margens mínimas, informalidade e pressão sobre preços.

Resende observa que grandes varejistas passaram a investir em logística própria, contratando transportadoras apenas para trechos específicos. A entrega final ficou concentrada em operadores regionais, enquanto a inteligência logística passou a ser controlada por plataformas como Mercado Livre, Amazon e Shopee.

“Empresas que não têm foco em e-commerce tendem a se realocar. No Brasil, isso significa menos players e operações mais concentradas”, afirma.

Neves acrescenta que o crescimento do e-commerce também pressionou o mercado de galpões logísticos, elevando preços e reduzindo espaço para operadores tradicionais. “Hoje, a entrega é feita por carros, vans ou motoristas cadastrados em aplicativos. Antes, isso era papel exclusivo das transportadoras”, conclui.

FONTE: O Globo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/O Globo

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Logística

Galpões logísticos ganham impulso com Reforma Tributária e mantêm demanda aquecida em 2026

O mercado de galpões logísticos encerrou 2025 em forte expansão e deve ganhar um novo impulso em 2026, especialmente nas regiões próximas à capital paulista. A expectativa do setor é de que a Reforma Tributária amplifique a procura por imóveis logísticos, sobretudo no raio de até 30 quilômetros de São Paulo, principal polo de consumo do país.

Estoque cresce e vacância segue baixa

De acordo com dados do Grupo EREA, especializado em real estate logístico, o estoque total de condomínios logísticos no Brasil atingiu 43,7 milhões de metros quadrados em 2025, crescimento de 8% em relação ao ano anterior. A taxa de vacância permaneceu em patamar reduzido, em 7,3%, sinalizando um mercado ainda pressionado pela demanda.

Nos recortes mais disputados da Grande São Paulo, o avanço foi ainda mais expressivo. O estoque no Raio de 30 km cresceu 10%, alcançando 12,3 milhões de m², enquanto no Raio de 15 km a alta foi de 18%, totalizando 1,6 milhão de m².

Novos projetos se concentram perto da capital

O volume de novo estoque aumentou 43% no país, chegando a 3,4 milhões de m² em 2025. O destaque ficou novamente com a capital paulista: no Raio de 30 km, os lançamentos avançaram 89%, para 1,2 milhão de m², e no Raio de 15 km houve uma expansão expressiva de 1.109%, atingindo 300 mil m².

Aluguéis sobem acima da inflação

Segundo Clarissa Etcheverry, sócia-fundadora do Grupo EREA, a tendência é de continuidade na valorização dos aluguéis. Em 2025, os preços de locação de galpões logísticos subiram, em média, 11% no país. Como o IPCA acumulado foi de 4,26%, o ganho real ficou em 6,7% acima da inflação.

Na Grande São Paulo, a pressão foi ainda maior. No Raio de 30 km, os valores avançaram 17%, o que representa 12,7% de ganho real. O preço médio pedido nessas regiões chegou a R$ 44,40 por metro quadrado, refletindo a disposição dos inquilinos em pagar mais para reduzir custos operacionais e de transporte.

E-commerce e operadores logísticos lideram locações

Os principais motores da demanda seguem sendo o e-commerce e os operadores logísticos (3PL). Juntos, esses segmentos responderam por mais de 50% das locações de galpões no Brasil em 2025, com participações de 34% e 35%, respectivamente.

Quanto mais próximo da capital paulista, maior a concentração desses setores. No Raio de 30 km, o e-commerce ficou com 54% das locações, enquanto os operadores logísticos responderam por 19%. Já no Raio de 15 km, o e-commerce representou 45%, e os 3PL, 36%.

Projeções indicam mercado firme em 2026

Apesar de um cenário macroeconômico desafiador, marcado por juros elevados e tensões no comércio internacional, o Grupo EREA projeta manutenção da demanda aquecida. Para o estoque futuro especulativo, o preço pedido no Raio de 30 km já alcança R$ 44/m², bem acima da média de R$ 35,60/m² registrada em 2025.

No Raio de 15 km, a expectativa é de elevação para R$ 45,40/m², frente aos R$ 44,40/m² do ano anterior. Em nível nacional, a previsão é de 3,1 milhões de m² adicionados ao estoque em 2026, uma queda de 9% em relação a 2025, mas com maior foco nas áreas mais estratégicas.

São Paulo segue como principal termômetro do setor

Nos arredores da capital, o cenário se inverte. A estimativa é de crescimento de 15% nos lançamentos no Raio de 30 km, para 1,35 milhão de m², e de 21% no Raio de 15 km, para 303 mil m². A taxa de pré-locação reforça o aquecimento: 61% do novo estoque do Raio de 30 km já está pré-alocado ou em negociação avançada.

Reforma Tributária deve redesenhar a logística

Para os executivos do EREA, o principal catalisador de mudanças em 2026 será a Reforma Tributária, que promove a transição da tributação na origem para o destino final do consumo. Historicamente, indústrias e varejistas se instalaram em regiões distantes dos grandes centros para aproveitar incentivos fiscais, mesmo com custos logísticos mais elevados.

Com a redução gradual desses benefícios, a eficiência logística tende a se tornar decisiva. A proximidade dos grandes mercados consumidores deve ganhar ainda mais peso nas decisões de localização.

Segundo Leandro Bassoi, CEO do EREA, empresas já avaliam quando deixará de ser vantajoso manter operações distantes dos centros urbanos. A expectativa é de uma reorganização progressiva das operações logísticas entre 2026 e 2033, período de transição da reforma, com maior concentração em regiões como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e outros grandes polos de consumo.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Grupo EREA

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Logística

Fim de ano pressiona logística e eleva risco de congestionamentos nos hubs

Com a proximidade do fim do ano, a logística brasileira entra em um dos períodos mais críticos do calendário. Entidades do setor estimam que o volume de cargas nos centros de distribuição pode crescer até 35% entre 15 de dezembro e 5 de janeiro, o que aumenta significativamente o risco de congestionamentos logísticos nos principais hubs do país.

O cenário se agrava em um momento de forte demanda por entregas rápidas, impulsionadas pelo varejo digital. Ao mesmo tempo, cresce a exigência por conformidade fiscal, criando um ambiente de maior complexidade operacional. Transportadoras que atuam nas regiões metropolitanas do Sudeste relatam retenções que chegam a 72 horas, especialmente em corredores com alta concentração de cargas.

Pressão operacional e gargalos fiscais

O aumento do fluxo acontece em um contexto em que a infraestrutura logística e os sistemas fiscais ainda não acompanham, na mesma velocidade, o ritmo imposto pelo comércio eletrônico. Esse descompasso tem provocado gargalos que vão além da movimentação física das mercadorias.

Um dos pontos mais sensíveis está na emissão de documentos fiscais, etapa essencial para a liberação das cargas. Erros ou lentidão nesse processo podem travar completamente a operação. “Quando os hubs operam no limite, qualquer falha fiscal vira um gargalo imediato. A doca não gira, o caminhão não sai e toda a cadeia sente o impacto”, afirma Ewerton Caburon, CEO da Emiteaí.

Segundo ele, a velocidade na emissão fiscal, quando integrada aos sistemas de gestão e transporte, é decisiva para manter o fluxo operacional. “Emitir corretamente e em até um minuto não é apenas eficiência, é uma condição para que a operação continue rodando no pico do fim de ano”, destaca.

Custos operacionais sob pressão

Além dos atrasos, os congestionamentos impactam diretamente os custos do setor. Levantamentos de institutos especializados apontam um aumento médio de 12% nos custos operacionais durante o período de maior movimento.

Esse crescimento está associado a fatores como tempo excessivo de espera dos veículos, necessidade de reentregas, uso intensivo de mão de obra e equipamentos, além de penalidades contratuais por atrasos ou falhas de conformidade fiscal.

Integração entre logística e tecnologia

Para especialistas, a eficiência logística atual depende de uma integração cada vez maior entre transporte, armazenagem e sistemas digitais. Um relatório recente da Associação Brasileira de Logística indica que, até o fim do ano, a maioria das empresas do setor deve adotar sistemas integrados de gestão, com foco na redução de perdas e ganho de produtividade.

De acordo com Caburon, a operação logística moderna exige que documentos e mercadorias avancem no mesmo ritmo. “Não existe logística de ponta a ponta sem um fluxo documental tão ágil quanto a entrega física. Quando isso não acontece, o resultado são filas de caminhões parados e prejuízo para toda a cadeia”, conclui.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Comércio Exterior

Seguro de transporte de cargas deve movimentar R$ 2,7 bilhões em volume segurado em 2025

O seguro de transporte de cargas deve registrar forte expansão em 2025. De acordo com levantamento da Federação Nacional de Seguros Gerais (FenSeg), o volume segurado em operações de carga tem projeção de alcançar R$ 2,7 bilhões até o fim do ano. O avanço reflete um cenário de maior complexidade logística, com crescimento do e-commerce, ampliação das operações e exigências regulatórias mais rigorosas.

O aumento da exposição a riscos operacionais e financeiros tem levado empresas a buscar coberturas mais robustas, capazes de proteger mercadorias ao longo de toda a cadeia logística.

Roubo de carga e comércio exterior pressionam o mercado

Segundo a BWIN TECH Seguros, especializada em soluções para transporte nacional e internacional, três fatores sustentam a alta na contratação de seguros: o crescimento dos sinistros por roubo de carga, a expansão das rotas de comércio exterior e o fortalecimento das práticas de compliance e gestão de riscos nas empresas.

Para Anderson Lemos, CEO da companhia, o setor passa por um processo claro de amadurecimento.

As empresas passaram a enxergar o seguro não apenas como uma obrigação contratual, mas como parte essencial da estratégia de continuidade operacional, diante de um ambiente logístico mais dinâmico e desafiador.

Logística mais complexa exige apólices personalizadas

A evolução do mercado também está ligada à transformação das operações logísticas. O aumento das operações multimodais, a presença de hubs internacionais e a circulação crescente de cargas sensíveis ampliaram o nível de risco envolvido no transporte.

Nesse contexto, a procura por apólices personalizadas cresce, exigindo análises técnicas mais detalhadas, uso intensivo de dados e acompanhamento contínuo das operações para garantir eficiência e previsibilidade.

Tecnologia aproxima logística, seguros e compliance

Outro fator decisivo para a expansão do setor é o uso de soluções digitais. A BWIN TECH destaca que a tecnologia tem tornado os processos mais ágeis e transparentes, desde a emissão de apólices até o gerenciamento de sinistros.

Com sistemas integrados, gestores conseguem visualizar riscos, impactos financeiros e pontos críticos em toda a cadeia logística, facilitando a tomada de decisão e o alinhamento entre as áreas de logística, seguros e compliance.

Apólices especializadas ganham espaço

O crescimento do volume segurado acompanha a busca por coberturas capazes de lidar com diferentes tipos de risco, como roubo qualificado, avarias, falhas operacionais, eventos climáticos extremos e fatores internacionais que afetam prazos e rotas.

Esse movimento reforça o papel estratégico do seguro de cargas como ferramenta de proteção financeira e operacional em um mercado cada vez mais globalizado.

FONTE: Mundo do Marketing
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Logística

Black Friday impulsiona crescimento das operações logísticas e fortalece e-commerce no Brasil

A Associação Brasileira dos Operadores Logísticos (Abol) registrou um avanço significativo no volume de operações durante a Black Friday 2025. Segundo levantamento da entidade, as atividades de armazenagem, distribuição, controle de estoque e transporte de cargas cresceram, em média, 13% em comparação com o ano anterior. O tíquete médio dos produtos movimentados também aumentou, embora em ritmo menor, entre 5% e 6%.

Para Marcella Cunha, diretora executiva da Abol, o evento já está consolidado na estratégia das empresas que atendem tanto o e-commerce quanto o varejo tradicional. Ela ressalta que a edição deste ano reforçou a maturidade na relação entre operadores e consumidores, com maior compreensão dos desafios impostos pelo pico de demanda.

E-commerce lidera avanço nas vendas

O crescimento das operações logísticas foi impulsionado principalmente pelo comércio eletrônico. Dados do Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA) apontam que as vendas no varejo total subiram 1,9% na data promocional. O desempenho foi puxado por um salto de 16,1% no e-commerce, que alcançou recorde de transações, compensando a queda de 1,9% no varejo físico.

Para dar conta do aumento expressivo no tráfego de mercadorias, as empresas ampliaram equipes temporárias e reforçaram turnos de trabalho. A ID Logistics informou que todos os clientes de e-commerce atingiram — e até superaram — as expectativas de vendas.

Segmentos marítimos e cabotagem mantêm ritmo forte

No modal marítimo, a Santos Brasil destacou que o fluxo de bens de consumo permaneceu aquecido ao longo do ano. A empresa registrou alta de 3% nas importações de longo curso provenientes da Ásia e um crescimento expressivo de 19% na cabotagem, em comparação com 2024. A rota Manaus–Sudeste se destacou, especialmente no transporte de linhas brancas e produtos ligados à Black Friday.

Segundo a operadora, segmentos como o têxtil e o esportivo foram os principais responsáveis pelo aumento do volume movimentado.

FONTE: Estadão Conteúdo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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