Economia

Desdolarização: Brasil reduz reservas em dólar e amplia aposta em ouro e yuan

Participação do dólar nas reservas cai para 78%

O Brasil reduziu em 12% a presença do dólar em suas reservas internacionais nos últimos sete anos, em um movimento de diversificação que acompanha a tendência global de desdolarização.
Segundo o Banco Central (BC), em 2018 o dólar representava 89% das reservas; hoje, corresponde a 78%. No mesmo período, a fatia de ouro aumentou 400%, passando de 0,7% para 3,5%. Já o yuan chinês, adquirido pela primeira vez em 2019, alcançou 5,3% das reservas brasileiras, superando o euro (5,2%) e ficando atrás apenas da moeda americana.

Composição das reservas internacionais do Brasil de 2015 a 2024. Fonte: Banco Central

Tendência global de diversificação

O movimento não é exclusivo do Brasil. Globalmente, a participação do dólar nas reservas caiu de 60% em 2015 para 46% em 2025 — o menor nível desde 1995. Essa redução reflete preocupações com a dívida pública dos Estados Unidos, hoje em torno de 120% do PIB, e com o cenário geopolítico mais fragmentado.

Segundo analistas, o risco de “repressão financeira” e a perda de atratividade dos títulos do Tesouro americano estão acelerando a busca por alternativas. O ETF TLT, que replica esses papéis, acumula queda de 50% desde 2020.

Composição das reservas internacionais mantidas por bancos centrais. Fontes: FMI, BCE e World Gold Council

Militarização do dólar eleva risco geopolítico

A utilização do dólar como instrumento de política externa, por meio de sanções e congelamento de ativos, também tem incentivado países a reduzir sua exposição. O bloqueio de US$ 300 bilhões das reservas da Rússia foi interpretado por nações como a China como alerta para buscar alternativas fora da órbita americana.

Nesse contexto, a demanda por ouro disparou. De acordo com o Banco Central Europeu (BCE), o metal já responde por 20% das reservas oficiais globais, superando o euro (16%). Além disso, os estoques oficiais de ouro, que já somam 36 mil toneladas, se aproximam dos níveis recordes dos anos 1960. Entre os países, a Polônia liderou a acumulação de ouro no 1º trimestre de 2025, enquanto a China segue comprando de forma contínua, consolidando-se como um dos maiores compradores mundiais.

Acumulação de ouro por bancos centrais em 2025. Fonte: World Gold Council

Em 2025, o ouro acumula valorização de 47,6%, enquanto o índice DXY — que mede a força do dólar — registra queda de 9,4%.

Gráfico do desempenho do ouro em comparação com o DXY em 2025. Fonte: TradingView

Hegemonia do dólar ainda não foi ameaçada

Apesar das mudanças, especialistas destacam que o dólar continua sendo o pilar do sistema financeiro internacional. Ele aparece em 88% das transações cambiais e responde por quase metade da capitalização global de ações.
A falta de uma alternativa robusta limita o impacto da desdolarização. Iniciativas do BRICS, como a criação de uma moeda comum ou maior uso do yuan, esbarram em questões de liquidez, credibilidade e ausência de um sistema unificado.

Criptoativos e o futuro das reservas

O Bitcoin ainda não é considerado uma reserva internacional. Para o BC brasileiro, a criptomoeda é volátil demais para desempenhar esse papel, embora investidores privados a utilizem como hedge.
Nos Estados Unidos, a política pró-cripto do governo Trump tem priorizado o uso de stablecoins, que, pela Lei GENIUS, precisam ser lastreadas em títulos do Tesouro. Isso reforça a demanda pelo dólar e fortalece sua posição no sistema global.

Analistas avaliam que o processo de desdolarização não levará à substituição da moeda americana por outro ativo dominante, mas sim a um cenário multipolar, em que ouro, moedas regionais e ativos digitais coexistem como alternativas de liquidez.

FONTE: Cointelegraph Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Cointelegraph

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Economia

Dólar pode cair para R$ 4,90 nos próximos meses, avalia economista do Bradesco

O dólar deve permanecer próximo de R$ 5 e pode até recuar para R$ 4,90 nos próximos meses, segundo projeção do economista-chefe do Bradesco, Fernando Honorato Barbosa. A análise foi apresentada durante evento da Abimaq (Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos), em São Paulo, na última sexta-feira (30).

Real fortalecido diante da fraqueza global do dólar

De acordo com Honorato, a trajetória recente do real reflete a fraqueza internacional da moeda americana. Ele estima que cerca de 70% da valorização do real desde o início do ano está ligada a esse movimento global.

“Vejo mais chances do dólar ficar próximo a R$ 5, ou até um pouco abaixo, nos próximos seis a nove meses, do que alcançar R$ 5,50”, destacou.

O economista acrescentou que, caso a moeda brasileira acompanhasse de forma mais direta o comportamento de outros países emergentes, a cotação estaria entre R$ 4,60 e R$ 4,90.

Crítica à moeda do Brics

Honorato também criticou a possibilidade de criação de uma moeda única do Brics — grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Para ele, a proposta seria “muito ruim” e deveria ser evitada pelo Brasil.

“Acho que o Brasil deveria fugir dessa ideia como o diabo foge da cruz”, afirmou.

Segundo o economista, a volatilidade gerada por governos como o de Donald Trump nos Estados Unidos faz com que países latino-americanos se aproximem ainda mais da China.

Inflação e política monetária

Sobre a política monetária, Honorato avaliou que a desaceleração da atividade doméstica e um câmbio mais estável devem abrir espaço para o início de um ciclo de cortes na Selic.

No entanto, ele considera “praticamente impossível” que a inflação brasileira atinja a atual meta de 3%. “É muito improvável, porque temos um governo que gasta bastante e incentiva a demanda”, explicou.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pixabay

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Economia

Dólar hoje recua na abertura dos negócios no Brasil

Na quinta-feira, o dólar à vista fechou em alta de 0,23% no Brasil, para R$ 5,3400

O dólar comercial opera em baixa ante real nesta sexta-feira, enquanto no exterior a divisão oscila em baixa em meio à expectativa de que o Federal Reserve (Fed) siga cortando juros nos próximos meses, mesmo com a paralisação parcial do governo dos EUA ameaçando atrapalhar a atuação dos agentes, ao congelar a divulgação de dados econômicos.

Qual a cotação do dólar?

Às 9h22, o dólar à vista tinha queda de 0,19%, para R$ 5,330 na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento tinha alta de 0,08%, a R$ 5,3835.

No mesmo horário, no exterior o índice do dólar — que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisões fortes — caiu 0,04%, para 97,783.

Na quinta-feira, o dólar à vista fechou em alta de 0,23% no Brasil, para R$ 5,3400.

Dólar comercial

  • Compra: R$ 5,329
  • Venda: R$ 5,330

Dólar Turismo

  • Venda: R$ 5,368
  • Compra: R$ 5,548

FONTE: Reuters e InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Dimas Ardian/Bloomberg

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Economia

Dólar hoje cai a R$ 5,33, acompanhando exterior após a divulgação de inflação nos EUA

Na quinta-feira, o dólar à vista fechou em alta de 0,70%, aos R$5,3650.

Após dois dias de alta firme, o dólar fechou a sexta-feira em baixa no Brasil, acompanhando o recuo da moeda norte-americana no exterior após o índice de inflação PCE, indicador bastante observado pelo banco central norte-americano, ficar em linha com o esperado pelo mercado.

O PCE registrou um ganho de 0,3% no mês, colocando a taxa de inflação anual em 2,7%. Já o núcleo do PCE, que desconsidera preços de alimentos e energia do indicador cheio, foi de 2,9% na base anual, após subir 0,2% no mês. Os números vieram em linha com o esperado por economistas consultados pela Reuters.

Qual a cotação do dólar hoje?

O dólar à vista encerrou a sessão em baixa de 0,49%, aos R$5,3386. Na semana a divisa acumulou alta de 0,34% e, no ano, queda de 13,60%.

Às 17h03 na B3 o dólar para outubro — atualmente o mais líquido no Brasil – cedia 0,55%, aos R$5,3405.

Dólar comercial

  • Compra: R$ 5,338
  • Venda: R$ 5,338

Dólar Turismo

  • Compra: R$ 5,388
  • Venda: R$ 5,568

O que aconteceu com dólar hoje?

Após fechar em alta na véspera, o dólar abriu em leve baixa e mantém a tendência negativa até o momento. Embora o Fed tenha como meta a inflação de 2%, é improvável que os dados do PCE alterem a percepção dos formuladores de políticas, que na semana passada indicaram expectativa de mais duas reduções de 0,25 ponto percentual até o final do ano.

Mais cedo, o Banco Central informou que o Brasil registrou um déficit em transações correntes de US$ 4.669 bilhões em agosto. Em 12 meses, o déficit acumulado totalizou o equivalente a 3,51% do Produto Interno Bruto (PIB). O resultado foi melhor que o esperado pelos economistas ouvidos pela Reuters, que projetaram um déficit de US$ 5,5 bilhões em agosto.

O rombo do mês passado foi mais do que compensado pelo saldo de investimentos diretos no país (IDP), de US$ 7.989 bilhões.

Fonte: InfoMoney

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Economia

Ibovespa bate novo recorde e dólar cai com iminente corte de juros nos EUA

Trump pediu nesta segunda que o presidente do Fed, Jerome Powell, promova um corte “maior” nas taxas básicas de juros; Ibovespa sobe

Ibovespa fechou em alta nesta segunda-feira (15), renovando máximas históricas e voltando a rondar os 144 mil pontos, embalado principalmente pela expectativa de queda nos juros dos Estados Unidos nesta semana, enquanto, no Brasil, números de atividade favoreceram apostas de corte da Selic no começo de 2026.

No fechamento, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, subiu 0,9%, a 143.546,50 pontos, novo recorde para fechamento, tendo marcado 144.193,58 pontos na máxima do dia, renovando também o topo histórico intradia.

Na mínima, ficou em 142.292,21 pontos. O volume financeiro somou R$17 bilhões.

O dólar à vista, por sua vez, fechou em baixa de 0,59%, a R$ 5,3220 na venda.

Trump pediu nesta segunda que o presidente do Fed, Jerome Powell, promova um corte “maior” nas taxas básicas de juros e apontou para o mercado imobiliário em uma postagem nas mídias sociais antes da reunião do banco central dos EUA nesta semana.

O Comitê de Mercado Aberto (Fomc) do Federal Reserve divulga na quarta-feira, às 15h de Brasília, decisão de política monetária, com as apostas no sentido de um corte de 0,25 ponto percentual na taxa atual, que está em uma faixa de 4,25% a 4,50%.

O desfecho da reunião de dois dias será acompanhado das projeções econômicas da autoridade monetária e seguido pela coletiva à imprensa do chair do BC norte-americano, Jerome Powell, às 15h30.

“Isso pode ajudar a manter a autoestima no mercado brasileiro”, afirmou Felipe Paletta, estrategista da EQI Research.

No Brasil, a semana também tem decisão de juros, mas com expectativa de que o Banco Central mantenha a taxa Selic em 15% ao ano. Investidores devem voltar as atenções para o comunicado da decisão, analisando a visão do BC sobre a atividade e a inflação no país em busca de sinais sobre os próximos movimentos.

Nesta segunda-feira, o IBC-Br, calculado pelo BC e visto como um sinalizador do PIB, mostrou retração de 0,5% em julho ante o mês anterior, segundo dado dessazonalizado, ante previsão de recuo de 0,2%. Em paralelo, a pesquisa Focus mostrou queda nas projeções para a inflação neste ano e para a Selic em 2026.

“A composição dos indicadores de atividade aponta para uma desaceleração consistente com o atual ciclo de política monetária”, afirmou a analista de macroeconomia Sara Paixão, da InvestSmart XP.

“Esse contexto, somado à expectativa de retomada dos cortes de juros nos Estados Unidos, à valorização do real frente ao dólar e à melhora nas projeções de inflação, reforça a perspectiva de início do ciclo de corte da Selic pelo Copom no começo de 2026”, acrescentou.

“Há um mercado bastante alinhado e comprando cada vez mais essa tese de juros em queda no Brasil”, reforçou o estrategista da EQI, destacando o efeito do IBC-Br na curva futura de juros, que reverberou na bolsa paulista.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do BC anuncia sua decisão também na quarta-feira, mas após o fechamento do mercado.

“Os riscos aumentaram na direção de um corte antecipado ainda em 2025, o que pode ocorrer caso se verifique uma valorização ainda mais expressiva da taxa de câmbio ou uma desaceleração mais acentuada da atividade”, afirmaram economistas do Itaú Unibanco chefiados por Mario Mesquita.

“Em contrapartida, uma revisão expressiva no hiato do produto pelo Banco Central em direção a uma atividade mais aquecida poderia atenuar os riscos de uma flexibilização antecipada, algo que nos parece menos provável dadas as informações recentes sobre o ritmo de atividade econômica.”

Fonte: CNN Brasil

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Comércio Exterior

Tarifaço dos EUA pode ampliar volatilidade do dólar e exigir mais proteção cambial das empresas brasileiras

O recente anúncio de novas tarifas comerciais pelos Estados Unidos, conhecido como “tarifaço”, tende a trazer reflexos importantes para o câmbio e para a estratégia de empresas brasileiras com exposição ao dólar. Segundo o consultor econômico Guacyro Filho, da Advanced Corretora, o impacto ocorre em diferentes fases e exige atenção redobrada de exportadores, importadores e investidores.

Dois ciclos distintos para o dólar

De acordo com Guacyro Filho, no curto prazo a tendência é de desvalorização do dólar frente a outras moedas, já percebida nas últimas semanas. “A notícia das tarifas gera incerteza, eleva o risco e estimula uma migração para outros ativos que não os Treasuries americanos”, explica.

Já em um segundo ciclo, condicionado ao início da flexibilização dos juros pelo Federal Reserve (Fed) e à conclusão dos acordos tarifários, o cenário pode se inverter. “Se a arrecadação dos EUA aumentar de forma relevante, veremos reflexos positivos para o dólar e ativos americanos”, completa o consultor.

Impacto direto em exportadores e importadores

Para os exportadores, a volatilidade pode tanto abrir oportunidades quanto dificultar a formação de preços. Já os importadores devem adotar estratégias de proteção mais robustas para evitar surpresas negativas no custo de reposição.

Pressões adicionais para o Brasil

A crise diplomática recente entre Brasil e Estados Unidos acrescenta um componente político ao debate tarifário, o que amplia a incerteza. Apesar de o comércio ser superavitário para os americanos, a tensão tende a impactar o câmbio e o fluxo de capitais. O consultor lembra que o capital estrangeiro chega ao Brasil principalmente via Tesouro Nacional (atraído pela alta Selic), mercado acionário e câmbio. Porém, grande parte das operações ocorre em posições vendidas de futuros, caracterizando um perfil especulativo. “Capital especulativo é aquele investimento que chega pela manhã e vai embora antes do after market”, ressalta.

Nesse ambiente, cresce a busca por “flight to quality”, ou seja, a migração para ativos considerados mais seguros, como o dólar. Isso pressiona moedas emergentes, incluindo o real, e altera fluxos globais de commodities, com impacto direto sobre setores como aço e soja.

Estratégia americana e impactos globais

Guacyro Filho destaca que a lógica do “America First”, iniciada ainda no governo Trump, segue orientando a política comercial norte-americana. A ideia é priorizar a indústria e os trabalhadores locais por meio de medidas de proteção, desregulação e energia mais barata. “Isso pode beneficiar setores específicos dos EUA no curto prazo, mas gera incerteza global e aumenta custos e volatilidade nas cadeias de comércio, inclusive para o Brasil”, afirma.

Como empresas podem se proteger

Para atravessar esse cenário, o consultor recomenda que empresas intensifiquem o uso de estratégias de hedge. Instrumentos como NDF (Non-Deliverable Forward) e travas cambiais podem reduzir a exposição e dar previsibilidade ao caixa.

  • Trava cambial: fixa antecipadamente o custo operacional, vinculada à documentação da mercadoria.
  • NDF: oferece mais flexibilidade, sem necessidade de vinculação à mercadoria, ajustando-se no final do contrato.

“O melhor momento para estruturar essas proteções é em períodos de menor volatilidade, quando as taxas são mais atrativas”, ressalta Guacyro Filho.

A visão da Advanced

Para a Advanced, a mensagem principal neste momento é de cautela estratégica. “O contexto global pede atenção redobrada, mas também abre espaço para decisões inteligentes. Informação de qualidade e gestão ativa de riscos fazem toda a diferença na travessia de mercados voláteis”, afirma o consultor.

A corretora reforça seu compromisso em oferecer soluções personalizadas, inteligência de mercado e acompanhamento próximo, ajudando clientes a transformar incertezas em oportunidades e vantagem competitiva.

Saiba mais em: https://www.advancedcorretora.com.br/ 

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Economia, Finanças, Tributação

Dólar cai e Bolsa bate recorde com Tarcísio de Freitas e PIB dos EUA

Na véspera, dólar terminou o dia em baixa de 0,32%, cotado a R$ 5,416. Ibovespa, principal índice da Bolsa, subiu 1,04%, aos 139 mil pontos

O dólar operava em queda nesta quinta-feira (28/8), em um dia no qual os investidores monitoram dados sobre o desempenho da economia dos Estados Unidos no segundo trimestre deste ano e repercutem os resultados financeiros da Nvidia, gigante norte-americana na fabricação de chips para computadores e dispositivos móveis.
No cenário doméstico, as atenções se voltam a dados como o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) de agosto, à pesquisa de confiança do setor de serviços e à reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN). O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, participa de um evento sobre os 5 anos do Open Finance, em Brasília.

Dólar

  • Às 14h49, o dólar caía 0,24%, a R$ 5,404.
  • Mais cedo, às 13h01, a moeda norte-americana recuava 0,11% e era negociada a R$ 5,411.
  • Na cotação máxima do dia até aqui, o dólar bateu R$ 5,432. A mínima é de R$ 5,397.
  • Na véspera, o dólar terminou o dia em baixa de 0,32%, cotado a R$ 5,416.
  • Com o resultado, a moeda dos EUA acumula perdas de 3,29% em agosto e de 12,35% frente ao real em 2025.

Ibovespa

  • O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores do Brasil (B3), operava em forte alta no pregão.
  • Às 14h53, o Ibovespa disparava 1,74%, aos 141,6 mil pontos.
  • Na pontuação máxima do pregão até aqui, o indicador bateu 142.138,27 pontos, novo recorde intradiário.
  • No dia anterior, o indicador fechou o pregão em alta de 1,04%, aos 139,2 mil pontos.
  • Com o resultado, a Bolsa brasileira acumula ganhos de 4,61% no mês e de 15,73% no ano.

Tarcísio à frente de Lula

O Ibovespa sobe impulsionado pela divulgação de uma pesquisa eleitoral que mostrou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em uma simulação de segundo turno em eventual disputa pelo Palácio do Planalto.

De acordo com um levantamento divulgado pela AtlasIntel, Tarcísio – apontado como o nome preferido por grande parte do mercado financeiro para as eleições de 2026 – teria 48,4% das intenções de voto em uma suposta disputa contra Lula, que ficaria com 46,6%.

A pesquisa também mostrou que a aprovação de Lula voltou a cair após um período de recuperação, indo de 50,2% para 47,9%. A desaprovação é de 51%, ante 49,7% do levantamento anterior.

Por volta das 10h30 (pelo horário de Brasília), o Ibovespa subia 1%, aos 140,6 mil pontos. Pouco antes das 11 horas, o Ibovespa avançava 1,53%, aos 141,3 mil pontos.

Até então, a máxima histórica intradiária (durante o pregão) havia sido alcançada no dia 4 de julho deste ano, com 141.264 pontos.

Nova leitura do PIB dos EUA

O principal destaque desta quinta-feira foi a divulgação da segunda leitura sobre o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA referente ao segundo trimestre de 2025.

No período entre abril e junho deste ano, a maior economia do mundo registrou alta de 3,3%, segundo dados do Departamento do Comércio do governo norte-americano.

Divulgada no mês passado, a primeira leitura dos dados havia apontado um crescimento um pouco menor, de 3%.

O resultado veio em linha com as estimativas de analistas do mercado, que projetavam expansão de 3,2% no segundo trimestre.

No primeiro trimestre deste ano, o PIB dos EUA recuou 0,5%.

Balanço da Nvidia, gigante dos chips

A Nvidia, gigante norte-americana na fabricação de chips para computadores e dispositivos móveis, viu suas ações caírem na noite dessa quarta-feira (27/8), nas negociações após o fechamento do mercado nos EUA (o chamado “after market”).

Na divulgação do balanço financeiro referente ao segundo trimestre deste ano, a companhia informou que não fechou nenhuma venda do seu chip de inteligência artificial H20 para clientes da China no período, acusando o golpe em meio à guerra comercial deflagrada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

Em abril, Trump havia proibido a comercialização desse tipo de produto para os chineses. O republicano, contudo, recuou neste mês, mas parcialmente. Ele liberou a venda mediante o repasse de 15% da receita obtida pela empresa com o comércio desses semicondutores com clientes na China.

No balanço, no entanto, a Nvidia reportou lucro líquido de US$ 26,4 bilhões no segundo trimestre, montante que representou um crescimento de 59% em relação ao mesmo período do ano passado. O ganho por ação diluído ajustado foi de US$ 1,05, superando o consenso do mercado, que previa US$ 1,01.

Apesar do resultado, as ações da empresa caíram. Elas chegaram a baixar 5% “no after market”. A queda nos papéis da Nvidia fez com que a companhia perdesse cerca de US$ 110 bilhões em valor de mercado.

Antes da abertura das bolsas de valores nos EUA, nesta quinta-feira (28/8), as ações da empresa recuavam cerca de 1,8%, por volta das 8h40 (pelo horário de Brasília).

Diante dos números divulgados pela empresa, o mercado também ficou com um pé atrás para os dados do segmento de data centers, que inclui chips e sistemas voltados para computação de inteligência artificial. Esse setor registrou receita de US$ 41,1 bilhões, alta de 56% sobre o ano anterior, mas ficou abaixo dos US$ 41,3 bilhões aguardados por analistas.

Além disso, a empresa projetou que as vendas no terceiro trimestre fiscal (até outubro) devem ficar em cerca de US$ 54 bilhões. Parte do mercado, previa US$ 60 bilhões. Essa divergência provoca especulações sobre uma eventual diminuição no ritmo de investimentos de empresas na área de inteligência artificial, que tem sido massivo até aqui.

Fonte: Metrópoles

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Economia

Queda do dólar alivia inflação de alimentos, mas volta dos importados ainda é tímida

Embora a cotação do dólar tenha tido desvalorização recente, importadores ainda se mantém cuidadosos; economistas avaliam cenário e as variáveis que afetam os preços dos alimentos

A recente apreciação do real frente ao dólar fez com que o preço dos alimentos caísse, impulsionado pelo efeito da moeda norte-americana na cadeia produtiva, pelo tarifaço dos EUA – na troca de mercados internacionais pelo doméstico — e pela sazonalidade das safras.

A queda do dólar, no entanto, ainda não impactou a importação de produtos alimentícios e bebidas, segundo Adilson Carvalhal Junior, presidente da Associação Brasileira dos Importadores e Exportadores de Alimentos e Bebidas (BFBA).

Isso porque os valores atuais da moeda norte-americana, apesar de terem registrado queda recente, ainda não atingiram o patamar do início do ano passado. Ou seja, o brasileiro até pode estar sentindo alívio momentâneo no bolso e se animar em levar para casa um pacote de pistache ou um vinho importado, mas isso devido à percepção recente da variação de preços.

A inflação geral medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPCA) vem recuando desde fevereiro deste ano, quando registrou 1,31%, chegando a 0,26% em julho, percentual abaixo do esperado. Na análise por setor, a inflação de alimentos e bebidas chegou à -0,27% em julho, após atingir +1,17% em março.

PeríodoIPCAAlimentos e bebidas
Julho0,26-0,27
Junho0,24-0,18
Maio0,260,26
Abril0,430,82
Março0,561,17
Fevereiro1,310,7
Janeiro0,160,96

Já a cotação média do dólar em janeiro de 2024 foi de R$ 4,91, ultrapassou a barreira de R$ 5 em abril, chegou a R$ 6 em dezembro e, desde fevereiro deste ano, vem se movimento em uma trajetória descendente, chegando à média de R$ 5,45 até 19 de agosto, segundo dados do Banco Central.

PeríodoCotação média (R$)
jan./244,91
fev./244,96
mar./244,98
abr./245,12
mai./245,13
jun./245,38
jul./245,54
ago./245,55
set./245,54
out./245,62
nov./245,8
dez./246,09
jan./256,02
fev./255,76
mar./255,74
abr./255,78
maio/255,66
jun./255,54
jul./255,52
ago/25*5,45

Impacto do dólar na cadeia de alimentos

A cotação do dólar impacta na cadeia de alimentos porque o Brasil tem uma forte dependência de produtos importados, explica Ricardo Pastore, coordenador do núcleo de estudos de varejo da ESPM.

“O dólar influencia na inflação e o Brasil tem dependência de produtos importados porque muitos componentes na linha de produção vêm de fora e impactam no preço final”, afirma Pastore.

Além disso, muitos produtos brasileiros são dolarizados, commodities como a carne bovina e o café, por exemplo. “É um produto do dia a dia da família brasileira mas, se o preço sobe em dólar, o produtor tende a preferir exportar, tirando o produto do mercado interno”, diz.

No caso da cadeia de alimentos in natura, o dólar impacta na importação de fertilizantes para produzir toda cadeia de grãos, como soja e milho. Há também o peso do dólar sobre os combustíveis, já que importamos gasolina – o que interfere no preço do frete.

Segundo André Braz, coordenador de Índices de Preços da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a desvalorização do dólar e a queda na inflação de alimentos são reflexo das tarifas de Donald Trump, dos efeitos climáticos e da sazonalidade da safra. Como este conjunto de variáveis se entrelaça, é difícil filtrar o que vem somente do câmbio, segundo Braz.

E os preços, vão cair mais?

Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, afirma que a fraqueza do dólar, refletida no índice DXY, traduz o reposicionamento de investidores diante de sinais de desaceleração da economia americana. “Indicadores mais fracos de inflação e emprego aumentaram as apostas de que o Federal Reserve poderá iniciar cortes de juros em setembro, reduzindo a atratividade dos Treasuries de curto prazo e pressionando a moeda americana”, afirma.

No Brasil, a Selic em 15% sustenta o “apetite” pelo real, na explicação de Shahini. “Além disso, o arrefecimento das tensões tarifárias contribui para um clima de menor incerteza, favorecendo os fluxos para ativos de risco”, analisa.

Mas, segundo Shahini, o anúncio do pacote de apoio aos exportadores brasileiros no contexto do tarifaço dos EUA gerou dúvidas em relação ao impacto fiscal, recolocando a pauta orçamentária no centro das atenções. “Esse fator limitou a valorização mais expressiva do real nos últimos dias e permanece como potencial fonte de pressão sobre a taxa de câmbio daqui para frente”, avalia.

Ele também traz para a análise a decisão do STF envolvendo a Lei Magnitsky, que reacendeu dúvidas sobre a aplicação de normas estrangeiras no Brasil. “Isso levantou questionamentos sobre segurança jurídica e autonomia das instituições financeiras, aumentando a percepção de risco local e reforçando o movimento defensivo no câmbio, com maior busca por proteção no dólar”, afirma.

Fonte: InfoMoney

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Economia, Informação, Tributação

Dólar alcança R$ 5,50 e bolsa cai 2,1% após decisão de Dino

Dúvidas sobre Lei Magnitsky pesaram contra ações de bancos na bolsa

Em um dia marcado por tensões em torno da aplicação da Lei Magnitsky, usada pelos Estados Unidos para sancionar o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, o dólar aproximou-se de R$ 5,50. A bolsa teve a segunda maior queda do ano, puxada por ações de bancos.

O dólar comercial encerrou esta terça-feira (19) vendido a R$ 5,499, com alta de R$ 0,065 (+1,19%). A cotação chegou a operar em estabilidade nos primeiros minutos de negociação, mas disparou para R$ 5,47 ainda durante a manhã. Na máxima do dia, por volta das 16h30, chegou a ultrapassar R$ 5,50.

No maior nível desde 5 de agosto, a moeda estadunidense acumula queda de 1,82% em agosto. Em 2025, a divisa recua 11,02%.

O mercado de ações também teve um dia tenso. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 134.432 pontos, com queda de 2,1%. O indicador está no menor patamar também desde 5 de agosto.

As ações de bancos puxaram as perdas nesta terça, devido a dúvidas sobre possíveis sanções a instituições financeiras brasileiras que não aplicarem as restrições contra Moraes. As maiores perdas foram registradas em bancos com filiais nos Estados Unidos.

Ao analisar decisão da Justiça do Reino Unido sobre indenização a vítimas do desastre de Mariana e Brumadinho (MG), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino esclareceu que leis estrangeiras não valem automaticamente no Brasil, precisando ser confirmadas pela Justiça brasileira.

Embora não cite a Lei Magnitsky, a decisão de Dino poderia proteger cidadãos brasileiros da legislação estadunidense, usada pelo governo de Donald Trump para sancionar o ministro Alexandre de Moraes, do STF, restringindo seu acesso a serviços financeiros. A sanção faz parte das ações adotadas pelos Estados Unidos contra importações e autoridades brasileiras para interferir no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no processo da trama golpista, que está em fase final.

Entre as sanções previstas estão o bloqueio de contas bancárias, de bens e interesses em bens dentro da jurisdição em solo norte-americano, além da proibição de entrada no país. Essa última medida já havia sido aplicada a Moraes e outros ministros do STF.

Além disso, um efeito indireto, mesmo para quem não possui bens no país, seria a possibilidade de interrupção de serviços como os relacionados à operadoras de cartão de crédito e serviços digitais, de empresas que operem sob leis americanas ou mantenham relações bancárias nos EUA, uma vez que seriam, em tese, obrigadas a respeitar a sanção.

Em despacho no início da tarde, Dino reafirmou não haver eficácia automática de leis estrangeiras em território nacional, mas esclareceu que decisões de tribunais internacionais vigoram no Brasil.

Fonte: Agencia Brasil

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Informação

Pix do BRICS? Conheça o BRICS Pay, sistema que promete reduzir dependência do dólar

Brasil lidera o BRICS Pay, sistema global inspirado no Pix que promete reduzir a dependência do dólar e transformar o comércio internacional. Entenda como funciona

O bloco econômico BRICS, formado por Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul e novos membros como Egito, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Irã e Indonésia, está perto de lançar o BRICS Pay, uma plataforma de pagamentos digitais internacionais inspirada no Pix brasileiro.

O BRICS Pay foi desenvolvido com tecnologia blockchain e capacidade para processar até 20 mil transações por segundo. A plataforma promete operações rápidas, seguras e de baixo custo, conectando bancos centrais e instituições financeiras dos países participantes.

A proposta é permitir que as transações comerciais ocorram diretamente em moedas locais, como real, yuan e rúpia, eliminando a necessidade de conversão para o dólar.

Pix como modelo e Brasil no centro da inovação

O sucesso do Pix, lançado pelo Banco Central do Brasil em 2020 e responsável por movimentar R$ 7 trilhões somente no primeiro trimestre de 2025, serviu como referência para a criação do BRICS Pay. A experiência brasileira com pagamentos instantâneos foi decisiva para a concepção de um modelo adaptado ao comércio exterior.

Objetivos estratégicos do BRICS Pay

  • Reduzir a dependência do dólar nas transações internacionais
  • Facilitar o comércio em moedas locais
  • Fortalecer a autonomia financeira frente a sanções
  • Aumentar a competitividade das exportações

Resposta a pressões internacionais

A criação do BRICS Pay acontece em um momento de tensões com países ocidentais. Nos Estados Unidos, autoridades veem o sistema como uma ameaça à supremacia do dólar, que participa de 84% das transações globais.

O ex-presidente Donald Trump chegou a ameaçar impor tarifas de até 100% a países que deixarem de usar a moeda americana.

Economistas como Sergey Glazyev, conselheiro russo para integração econômica, afirmam que a plataforma representa um marco para o Sul Global e um passo importante para reduzir riscos de bloqueios financeiros.

O Pix dos BRICS: Integração com sistemas já existentes

O BRICS Pay pretende unificar redes de pagamento instantâneo de cada país, como o Pix no Brasil, o SBP na Rússia, o UPI na Índia, o IBPS na China e o PayShap na África do Sul. A interoperabilidade entre esses sistemas permitirá transações em tempo real e ampliará o alcance do comércio intrabloco.

Potencial e desafios

Projeções indicam que, até 2030, o BRICS Pay poderá movimentar centenas de bilhões de dólares por ano, rivalizando com o sistema SWIFT. Apesar disso, a iniciativa enfrenta obstáculos como integração tecnológica, harmonização tributária e pressões políticas externas.

O Brasil, que assumirá a presidência rotativa do BRICS em 2026, terá papel fundamental para viabilizar a plataforma e consolidar sua posição como referência global em soluções de pagamento digital.

Fonte: Melhor Investimento

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