Informação

Operação Fluxo Oculto amplia combate ao crime organizado no setor de combustíveis

A Receita Federal e órgãos parceiros deflagraram nesta quinta-feira (28) a Operação Fluxo Oculto, nova fase das investigações contra uma organização criminosa suspeita de atuar em esquemas de fraude fiscal, lavagem de dinheiro e adulteração de combustíveis em diversos estados do país.

A ação é coordenada em conjunto com o Ministério Público de São Paulo, por meio do Gaeco, além da Sefaz/SP, ANP, Procuradoria-Geral do Estado e das Polícias Civil e Militar.

Nova fase aprofunda investigações sobre esquema bilionário

A Operação Fluxo Oculto é considerada a segunda etapa da Operação Carbono Oculto, apontada pelas autoridades como uma das maiores ações integradas já realizadas no Brasil contra o crime organizado no setor de combustíveis.

O principal objetivo desta fase é enfraquecer financeiramente o grupo investigado, ampliar a coleta de provas e identificar novos participantes do esquema criminoso.

As investigações apontam que a organização utilizava empresas e estruturas financeiras para ocultar recursos obtidos por meio de sonegação fiscal, comercialização irregular de combustíveis e lavagem de dinheiro.

Mandados são cumpridos em cinco estados

Ao todo, estão sendo executados 59 mandados de busca e apreensão em empresas e residências localizadas nos estados de São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

As diligências ocorrem em cidades como São Paulo, Santos, Paulínia, Sorocaba, Belo Horizonte, Cascavel e Rio de Janeiro.

Mais de 135 servidores da Receita Federal participam da operação, entre auditores-fiscais, analistas-tributários e equipes administrativas, além de agentes dos órgãos parceiros envolvidos na investigação.

Fintechs são apontadas como “bancos paralelos” da organização

Um dos focos centrais da operação é a atuação de fintechs utilizadas para movimentar recursos ilícitos e dificultar o rastreamento financeiro.

Segundo a Receita Federal, seis novas instituições de pagamento foram identificadas durante o aprofundamento das investigações. Essas empresas teriam funcionado como uma espécie de sistema financeiro paralelo da organização criminosa.

As fintechs eram usadas para compensações financeiras entre distribuidoras, postos de combustíveis, fundos de investimento e operadores ligados ao grupo investigado.

Entre 2022 e 2025, as seis empresas movimentaram mais de R$ 26 bilhões, segundo os investigadores.

Depósitos em dinheiro e criptoativos levantaram suspeitas

As autoridades identificaram operações consideradas incompatíveis com a atividade regular das instituições de pagamento.

Entre os indícios investigados estão depósitos elevados em espécie, movimentações por meio de “contas bolsão” e transferências para outras plataformas financeiras com o objetivo de criar camadas de ocultação patrimonial.

Uma única fintech investigada teria recebido mais de R$ 1 bilhão em depósitos em dinheiro vivo entre 2022 e 2024.

As investigações também apontaram operações de pelo menos R$ 365 milhões em criptoativos envolvendo empresas suspeitas de lavagem de dinheiro ligadas a outras organizações criminosas.

Receita Federal amplia fiscalização sobre instituições de pagamento

Até 2025, instituições de pagamento não eram obrigadas a entregar a declaração e-Financeira à Receita Federal, documento que reúne informações sobre movimentações financeiras.

Após mudanças implementadas na sequência da Operação Carbono Oculto, mais de 450 empresas passaram a fornecer os dados ao Fisco.

Segundo os investigadores, essas informações têm sido fundamentais para rastrear operações suspeitas e ampliar o combate aos crimes financeiros.

Das seis fintechs investigadas nesta nova fase, três já apresentaram declarações que somam aproximadamente R$ 8 bilhões em movimentações financeiras apenas em 2025. As demais poderão ser autuadas pela omissão das informações obrigatórias.

Esquema de adulteração de combustíveis causou prejuízo milionário

Outra linha de investigação envolve a adulteração de combustíveis com uso irregular de nafta petroquímica.

De acordo com a Receita Federal, empresas de fachada simulavam compras do produto para uso industrial, mas a substância acabava desviada para terminais de armazenamento e misturada a combustíveis automotivos.

O combustível adulterado era posteriormente distribuído para postos revendedores ligados ao grupo investigado.

As autoridades estimam que apenas esse esquema tenha causado prejuízo superior a R$ 200 milhões em tributos supostamente sonegados nos últimos dois anos.

Fundos de investimento também são investigados

As investigações identificaram ainda o uso de fundos de investimento para ocultar os beneficiários finais dos recursos obtidos com as fraudes.

Quatro fundos, além de duas administradoras e duas gestoras de recursos, são alvo da operação.

Juntos, os fundos investigados possuem patrimônio estimado em R$ 205 milhões. Segundo os investigadores, o crescimento patrimonial dessas estruturas superou 200% em pouco mais de um ano.

Drive de Imagens

Imagens da operação, tabela com número de mandados cumpridos em cada cidade e infográfico detalhando o esquema serão disponibilizados no drive neste link.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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Notícias

Operação em São Paulo investiga organização chinesa ligada ao PCC por lavagem de R$ 1,1 bilhão

Uma operação em São Paulo realizada nesta quinta-feira (12) mobilizou a Polícia Civil, o Ministério Público e a Secretaria da Fazenda para desarticular uma organização criminosa chinesa ligada ao PCC, suspeita de lavagem de dinheiro por meio da comercialização de produtos eletrônicos. O esquema teria operado a partir da capital paulista, com alcance em todo o país.

As investigações apontam que o grupo movimentou ao menos R$ 1,1 bilhão em apenas sete meses, valor considerado expressivo pelas autoridades.

Empresas de fachada e notas fiscais pulverizadas

De acordo com os investigadores, as vendas eram realizadas por uma plataforma principal, enquanto os pagamentos eram desviados para empresas de fachada, utilizadas como contas de passagem. Na sequência, as notas fiscais eram emitidas por outras pessoas jurídicas, fragmentando as operações para dificultar o rastreamento dos recursos.

A polícia identificou que uma das empresas envolvidas pertence a um integrante do PCC, que atuava como laranja no esquema. O grupo também utilizava membros de facções criminosas como sócios ocultos e beneficiários de imóveis de alto valor, com o objetivo de ocultar e blindar o patrimônio.

Mandados são cumpridos em SP e SC

A ofensiva conta com cerca de 100 policiais do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), que cumprem 20 mandados de busca e apreensão e três mandados de prisão em São Paulo e Santa Catarina.

Bens e valores são bloqueados pela Justiça

Promotores do Grupo de Atuação Especial de Persecução Patrimonial (GAEPP) obtiveram na Justiça o sequestro de até R$ 1,1 bilhão em ativos ligados à organização. Entre os bens bloqueados estão imóveis de luxo avaliados em pelo menos R$ 25 milhões, automóveis de alto padrão, dezenas de contas bancárias em nome de laranjas e diversas aplicações financeiras.

As autoridades afirmam que a operação busca enfraquecer a estrutura financeira do grupo e avançar no combate à lavagem de dinheiro associada ao crime organizado.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/TV Globo

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Logística

Em 24 horas: roubo de eletrônicos e tentativa frustrada à carga de defensivos acendem alerta no setor logístico

Uma tentativa de roubo a uma carga de defensivos agrícolas avaliada em R$ 5 milhões foi frustrada na manhã do dia 05 de janeiro, no Rodoanel Mário Covas, em São Paulo. O caminhão havia saído do Porto de Santos e seguia para Paulínia, quando foi abordado por criminosos, mas a ação foi impedida graças à atuação dos agentes de escolta armada, que reagiram à investida.

Durante a ocorrência, houve troca de tiros entre os criminosos e a equipe de segurança. Um dos agentes ficou ferido, mas a carga foi preservada. O caso reforça o nível de violência e organização das quadrilhas especializadas em roubos de cargas de alto valor no estado.

Carga de computadores é roubada um dia antes na capital paulista

Diferente do desfecho ocorrido no Rodoanel, no dia anterior (04 de janeiro) uma carga de computadores da HP, avaliada em R$ 3 milhões, foi roubada após o motorista e a escolta serem rendidos por um grupo fortemente armado.

O crime aconteceu por volta das 6h da manhã, a cerca de 500 metros da empresa de onde o caminhão saiu, localizada na Vila Mariana, zona sul de São Paulo. O veículo seguia com destino a Santana do Parnaíba, na Região Metropolitana.

O caso foi registrado no 30º Distrito Policial da Polícia Civil de São Paulo e está sendo investigado pelo DEIC/DIVEA (Departamento Estadual de Investigações Criminais – Divisão de Investigações sobre Crimes contra o Patrimônio).

Especialista alerta para risco iminente a cargas de alto valor

Para Fabio Barbosa, especialista em segurança, Diretor do GT da ABINEE – Associação Brasileira da Indústrias Elétrica e Eletrôncia e Board Member da TAPA Americas, a sequência de ocorrências em um curto intervalo de tempo é um sinal claro de alerta para o setor. “Considerando o roubo ocorrido ontem e esta nova tentativa hoje, fica claro que precisamos reforçar imediatamente os protocolos de gestão de riscos logísticos, pois é possível que, nas próximas 48 horas, novas cargas de alto valor estejam sob ameaça de atuação criminosa.”

Fabio reforça ainda a importância da atuação integrada entre empresas, entidades setoriais e auditorias especializadas. “Seguiremos discutindo o fortalecimento dos protocolos, processos, auditoria TAPA e o networking proporcionado pela ABINEE, a fim de elevarmos ainda mais o nível de segurança das nossas operações.”

Roubos de carga em 2025: crime persiste apesar de queda em algumas regiões

Os casos registrados em São Paulo reforçam um cenário já apontado por dados nacionais de 2025. Embora algumas regiões do país apresentem queda nos índices de roubo de cargas, o crime segue persistente e com expansão para novas rotas e modalidades, especialmente envolvendo produtos de alto valor agregado, como eletrônicos, defensivos agrícolas e insumos industriais.

Matéria publicada pelo ReConecta News mostra que o crime organizado tem adaptado suas estratégias, atuando cada vez mais próximo aos pontos de origem das cargas e utilizando armamento pesado, o que eleva o risco para motoristas, escoltas e operadores logísticos.

Segurança logística segue como prioridade estratégica

Especialistas do setor alertam que investimentos em gestão de risco, inteligência logística, escolta especializada, auditorias e integração entre empresas são fundamentais para mitigar perdas e proteger vidas. Os episódios recentes em São Paulo mostram que, mesmo com avanços, o combate ao roubo de cargas segue sendo um dos principais desafios da logística brasileira.

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGENS: REPRODUÇÃO BRASIL URGENTE/BAND

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Logística

Roubos de Carga no Brasil em 2025: queda em algumas áreas, mas crime persiste e se espalha pelo país

O roubo de cargas continua sendo um dos principais desafios para a segurança pública, apesar de sinais de retração em algumas regiões e iniciativas de combate por parte das forças de segurança. Dados oficiais e levantamentos de setor mostram que a criminalidade ainda afeta fortemente as rotas logísticas, com variações significativas entre estados e modalidades de operação.

Distribuição geográfica e tendências de 2025

Segundo o relatório “Análise de Roubo de Cargas”, elaborado pela NSTECH — empresa especializada em soluções para supply chain — o Sudeste permaneceu como a região com maior concentração de roubos de carga no primeiro semestre de 2025, apesar de ter perdido participação relativa em relação ao mesmo período de 2024. 

  • Sudeste: concentrou 62,4% dos prejuízos com roubos de cargas no país entre janeiro e junho — queda de 18,2 pontos percentuais em comparação com 2024. 
  • Nordeste: registrou 21,3% dos prejuízos, um aumento de 5,5 pontos percentuais no mesmo comparativo, sinalizando dispersão dos crimes para outras regiões. 

Levantamentos mais detalhados do terceiro trimestre de 2025 indicaram que, embora o Sudeste ainda lidere em números absolutos, outras regiões como Norte e Nordeste passaram a responder por parcelas maiores das ocorrências. 

Casos emblemáticos e variações estaduais

  • No estado do Rio de Janeiro, os dados do Instituto de Segurança Pública (ISP) mostraram um aumento de 99% nos roubos de cargas em fevereiro de 2025 quando comparado ao mesmo mês em 2024 — passando de 160 ocorrências para 319. 
  • Já no estado de São Paulo, maior pista logística do país, o número de roubos de carga registrou queda expressiva ao longo de 2025. De acordo com o balanço oficial divulgado em dezembro, houve uma redução de 25,2% nos casos entre janeiro e novembro, atingindo o menor índice dos últimos 25 anos.
    Mesmo assim, um levantamento econômico aponta que o Estado teve cerca de 2.726 ocorrências entre janeiro e agosto de 2025, uma média de 11 roubos ou furtos de cargas por dia, com maior incidência em itens como cigarros, bebidas e eletroeletrônicos. 

Em contraste com essas duas realidades estaduais, municípios como Jundiaí (SP) celebraram resultados inéditos em 2025 — com zero ocorrências de roubo de carga em setembro, um feito atribuído ao reforço de ações de inteligência e policiamento. 

Perfil dos crimes e fatores de risco

O padrão dos roubos de cargas em 2025 mostra algumas características marcantes:

  • Predominância noturna: o relatório da NSTECH registrou um aumento de 14,3 pontos percentuais em roubos noturnos, com picos às sextas-feiras, o que evidencia a necessidade de estratégias específicas de policiamento em horários de maior vulnerabilidade. 
  • Evolução tecnológica dos crimes: além dos métodos tradicionais de abordagem, cibercrime associado ao roubo de cargas começou a aparecer como vetor emergente, com quadrilhas usando ataques digitais para desviar veículos e fraudar sistemas de gerenciamento de fretes, embora relatórios ainda sejam mais preliminares neste aspecto. 

Impactos econômicos e sociais

O roubo de cargas não é apenas uma questão de segurança pública — ele também tem forte impacto econômico. Dados de 2024, frequentemente referenciados por analistas do setor, indicam que o país registrou mais de 10 mil roubos de carga no ano passado, com prejuízos estimados em cerca de R$ 1,2 bilhão para o setor logístico. 

Empresários apontam que os custos associados à insegurança — como contratação de escoltas, tecnologia de rastreamento e seguros mais caros — acabam sendo incorporados no preço final de produtos, elevando o custo logístico do país como um todo.

O que esperar para 2026

Especialistas do setor e autoridades de segurança esperam que as políticas integradas de combate ao roubo de cargas, com uso de tecnologia, inteligência policial e cooperação entre estados e iniciativa privada, possam reforçar a tendência de queda iniciada em algumas regiões em 2025. Ainda assim, a dispersão geográfica do crime e a possível incorporação de métodos digitais por redes criminosas apontam para um desafio contínuo.

Fontes

  • nstech – Relatório de Análise de Roubo de Cargas (2025)
  • Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística)
  • MundoLogística
  • Instituto de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro (ISP-RJ)
  • Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP)
  • Agência SP – Governo do Estado de São Paulo
  • Tecnologística
  • IstoÉ Dinheiro
  • SEGS – Portal Nacional de Seguros, Transportes e Logística

EDITORIAL: Este conteúdo foi produzido com o apoio de inteligência artificial, sob curadoria, revisão e validação editorial da equipe do ReConecta News, com base em fontes públicas, dados oficiais e práticas jornalísticas.

IMAGEM: CRIADA POR IA

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Trafico

Polícia Federal desarticula esquema de tráfico internacional de drogas no Porto de Salvador

A Polícia Federal prendeu, nesta quarta-feira (4/2), um integrante de uma organização criminosa que utilizava o Porto de Salvador para enviar grandes quantidades de drogas para o exterior. As investigações revelaram que o suspeito manipulava de forma estratégica a cadeia logística, permitindo que mercadorias lícitas fossem contaminadas com cocaína, destinada principalmente à Europa. Até o momento, cerca de 1,7 tonelada de entorpecentes foram apreendidas.

Métodos sofisticados do crime

A ação contou com o apoio da Polícia Militar da Bahia e decorreu de um trabalho intenso da Polícia Federal. As investigações mostraram que o esquema envolvia técnicas avançadas para introduzir a droga em contêineres de exportação. Durante operações distintas, foram encontrados e apreendidos centenas de quilos de cocaína em cada ocorrência, evidenciando a complexidade da organização criminosa.

Importância da repressão ao tráfico

A Polícia Federal destaca que o combate ao tráfico internacional de drogas é essencial, já que esse crime financia outras atividades ilícitas, alimenta a violência e prejudica a credibilidade do comércio exterior brasileiro. A prisão do suspeito e as apreensivas quantidades de drogas apreendidas mostram a eficácia das ações integradas e o compromisso do Estado em impedir que portos nacionais sejam usados como rota para o tráfico internacional.

FONTE: Tribuna da Bahia
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Portos

Facções criminosas disputam portos do Ceará para ampliar tráfico internacional de drogas

Um relatório da Polícia Civil do Ceará, divulgado em agosto deste ano, revela a intensificação da disputa entre facções criminosas pelo controle de áreas próximas aos principais portos do Ceará, com foco na ampliação do tráfico internacional de drogas.

De acordo com o documento, a facção carioca Comando Vermelho (CV) vem protagonizando confrontos nos últimos meses para assumir o domínio de bairros localizados no entorno do Porto do Mucuripe, em Fortaleza, considerado o segundo mais relevante do estado.

Conflito envolve facção local e expansão territorial

A ofensiva do CV ocorre contra integrantes da facção cearense Guardiões do Estado (GDE), que até então mantinham o controle da região portuária. A disputa é vista pelas autoridades como parte de uma estratégia de expansão territorial e fortalecimento das atividades ilícitas ligadas ao comércio de entorpecentes.

Segundo a Polícia Civil, o Comando Vermelho já exerce domínio sobre áreas próximas ao Porto do Pecém, o maior complexo portuário do Ceará, e agora tenta consolidar presença também no Mucuripe para ampliar suas rotas criminosas.

Portos do Ceará atraem interesse do crime organizado

O relatório ressalta que a localização estratégica dos portos cearenses, com conexões diretas para a Europa e os Estados Unidos, transforma o estado em um importante hub logístico para o narcotráfico internacional.

Essa posição geográfica privilegiada aumenta o interesse de organizações criminosas, que veem nos portos uma porta de saída para drogas destinadas a mercados externos, elevando os desafios das forças de segurança no combate ao crime organizado.

FONTE: Diário do Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/G1

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Logística

Aviação geral entra no radar como novo risco à segurança logística global

A segurança das cadeias de suprimentos internacionais passou a enfrentar um novo ponto de atenção. O uso crescente da aviação geral para o transporte ilícito de mercadorias vem sendo apontado por autoridades como um fator emergente de risco para a segurança logística global.

Segundo a Organização Mundial das Aduanas (OMA), esse segmento aéreo se tornou uma área vulnerável dentro da estrutura do comércio internacional. O avanço dessas operações ilegais afeta diretamente a rastreabilidade das cargas, a gestão de riscos aduaneiros e a integridade dos fluxos logísticos globais.

Aeródromos secundários ampliam brechas de fiscalização

Diferentemente da aviação comercial regular, a aviação geral — que engloba aeronaves privadas, executivas e de pequeno porte — costuma operar a partir de aeródromos secundários ou localizados em regiões remotas. Em muitos desses locais, a presença permanente de autoridades aduaneiras e de sistemas de controle é limitada ou inexistente.

Esse cenário cria um ambiente propício para a atuação do crime organizado transnacional. Rotas mais rápidas, discretas e com menor probabilidade de fiscalização tornam esses aeródromos atrativos para atividades ilícitas.

Avaliações recentes de autoridades aduaneiras e agências de segurança internacional indicam que diversas aeronaves conseguem pousar, reabastecer e decolar sob vigilância mínima. O problema é agravado por falhas tecnológicas, como cobertura de radar incompleta e uso de sistemas de monitoramento defasados.

Em alguns casos, foram identificados voos sem transpondedor ativo ou realizados em baixa altitude, estratégia que dificulta a detecção pelos meios tradicionais de controle aéreo. Embora a OMA ressalte que a aviação geral não seja o principal canal do contrabando global, o órgão destaca que ela oferece vantagens logísticas relevantes para operações ilegais.

Drogas, armas e divisas circulam por rotas aéreas irregulares

Por essas rotas aéreas circulam narcóticos, drogas sintéticas, armas, divisas e outros bens ilícitos. Essas operações comprometem a segurança dos corredores logísticos internacionais e geram distorções nos sistemas de controle do comércio exterior.

A utilização desse modal aéreo representa um desafio adicional para os mecanismos tradicionais de fiscalização, exigindo novas estratégias de prevenção e resposta.

Cooperação internacional e tecnologia no combate ao risco

Diante desse cenário, a OMA intensificou ações de cooperação internacional para reforçar o controle da aviação geral. A meta é integrar esse segmento de forma mais eficaz aos sistemas de gestão de risco aduaneiro e logístico.

Um dos principais instrumentos é o Projeto COLIBRI, lançado em 2019 com financiamento da União Europeia. A iniciativa concentra esforços na América Latina, no Caribe e na África Ocidental e Central, regiões consideradas estratégicas no trânsito aéreo irregular.

Em 2023, a OMA ampliou essa atuação com o Projeto de Detecção de Drogas Sintéticas, apoiado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos. O programa estendeu o alcance operacional para a América Central e o Caribe, em resposta ao aumento do tráfico de substâncias sintéticas.

Ambas as iniciativas têm como foco aprimorar a avaliação de riscos, fortalecer a capacidade operacional em aeroportos de aviação geral e estimular maior coordenação interinstitucional.

Geoportal fortalece inteligência e tomada de decisão

Um dos avanços mais relevantes foi o lançamento do Geoportal, plataforma de geointeligência desenvolvida em 2022. A ferramenta permite coletar e analisar dados de geolocalização em tempo real, facilitando a identificação de padrões de voo suspeitos.

De acordo com a OMA, o uso ativo da plataforma cresceu 85%, consolidando o Geoportal como um recurso central para a tomada de decisões operacionais.

Desde o início dos programas, foram realizadas 30 sessões de capacitação, 14 missões nacionais de mentoria e diversas operações conjuntas. Ao todo, mais de 930 profissionais de 25 países participaram das ações.

FONTE: Todo Logística News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Todo Logística News

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Comércio Exterior

Lula pede a Trump revisão completa das tarifas sobre produtos brasileiros

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a solicitar ao governo dos Estados Unidos uma revisão ampla das tarifas aplicadas a produtos brasileiros. O pedido foi feito durante uma ligação na terça-feira (2), na qual Lula conversou diretamente com o presidente norte-americano Donald Trump.
Segundo o Palácio do Planalto, Lula reconheceu a decisão recente dos EUA de retirar a tarifa adicional de 40% para itens como carne, café e outros produtos agrícolas, mas ressaltou que ainda persistem barreiras que precisam ser eliminadas. O Brasil, afirmou, deseja “avançar rápido” nas tratativas.

Origem das tarifas e mudança no cenário político
As tarifas extras foram anunciadas por Trump em julho, justificadas por ele como resposta a uma “emergência nacional”. À época, o presidente americano alegou que políticas brasileiras prejudicavam empresas dos EUA e citou ainda uma suposta “perseguição” ao ex-presidente Jair Bolsonaro, então prestes a ser julgado pelo STF.
A tensão começou a diminuir após o encontro entre Lula e Trump em Nova York, durante a Assembleia Geral da ONU, quando o norte-americano afirmou ter tido uma “química excelente” com o petista.
Em outubro, no primeiro telefonema oficial entre os dois, Lula já havia solicitado a retirada das tarifas. O assunto voltou à mesa durante um novo encontro, na Malásia, quando Trump sinalizou que buscaria uma negociação rápida.

EUA retiram tarifas de 40% para parte dos produtos
Em novembro, a Casa Branca anunciou a eliminação das sobretaxas de 40% sobre alguns produtos brasileiros, incluindo café, carne bovina, frutas, petróleo e peças de aeronaves. A decisão foi vista pelo governo brasileiro como um avanço, embora ainda haja setores afetados que aguardam revisão.

Cooperação no combate ao crime organizado
Além da pauta comercial, Lula e Trump discutiram ações conjuntas de segurança pública e enfrentamento ao crime organizado. O tema ganhou força no Brasil após a megaoperação realizada em outubro no Rio de Janeiro, considerada a mais letal da história do estado, com mais de 120 mortos em ações contra o Comando Vermelho.
Nos Estados Unidos, a preocupação envolve o avanço do narcotráfico na região do Caribe, o que levou o país a enviar embarcações militares para reforçar o patrulhamento.
No telefonema, Lula defendeu ampliar a cooperação bilateral, e Trump teria demonstrado “disposição total” para trabalhar ao lado do Brasil. A expectativa é que os dois voltem a conversar “em breve” para avaliar o andamento das iniciativas.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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Notícias

Operação Fronteira RFB alcança recorde histórico em apreensões

A edição 2025 da Operação Fronteira RFB terminou com resultados inéditos: mais de 400 servidores da Receita Federal, junto a centenas de agentes federais, estaduais e municipais, retiraram de circulação cerca de R$ 160 milhões em mercadorias ilegais, mais que o dobro do registrado na edição anterior, que somou R$ 78 milhões.

Combate a drogas e contrabando

Durante os 11 dias de operação, foram apreendidas 3,5 toneladas de drogas, causando prejuízo estimado em R$ 47 milhões ao crime organizado. Além disso, 27 pessoas foram presas e 160 veículos usados em atividades de contrabando e descaminho foram confiscados.

Importância da integração entre órgãos

O secretário especial da Receita Federal, Robinson Sakiyama Barreirinhas, destacou a relevância da atuação conjunta. “Essa operação só foi possível com a participação das Forças Armadas, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e demais órgãos federais, estaduais e municipais. A integração é fundamental para combater o crime organizado”, afirmou.

Um exemplo da eficiência da operação foi a interdição de um prédio de 20 andares em Belo Horizonte, usado para distribuição de mercadorias contrabandeadas. Estima-se que cerca de R$ 50 milhões em produtos estavam armazenados no local. A superintendente-adjunta da Receita em Minas Gerais, Viviane Lopes, ressaltou que a investigação da cadeia logística, desde importação até distribuição, é essencial para combater a concorrência desleal e recuperar tributos não pagos.

Foco no rastreamento financeiro

Barreirinhas reforçou que rastrear recursos financeiros é tão importante quanto a apreensão de mercadorias. “Atacar o pilar financeiro do crime organizado, incluindo lavagem de dinheiro, é o caminho para combater essas organizações. Estamos avançando na regulamentação do uso de criptomoedas e na criação de delegacia especializada em fraudes estruturadas, como demonstrou a Operação Carbono Oculto”, explicou.

Estratégia e legado da Operação

O coordenador-geral de Combate ao Contrabando e Descaminho, Raphael Eugênio de Souza, destacou a relevância do Programa de Proteção Integrada de Fronteiras (PPIF), que integra 18 órgãos e permite ações coordenadas entre União, Estados e Municípios. “A operação deixa um legado de trabalho conjunto que fortalece o combate às organizações criminosas”, afirmou.

Fabiano Coelho, subsecretário de Administração Aduaneira, enfatizou que a ampliação da operação para portos, aeroportos e recintos alfandegados no interior do país contribuiu para os resultados recordes, com prisões e apreensões realizadas sem disparo de tiros. O superintendente da 1ª Região Fiscal, Daniel Belmiro, ressaltou que o planejamento desde maio, com uso de drones, helicópteros e cooperação internacional, permitiu interceptar comboios com drogas vindas do Paraguai.

Proteção à sociedade e segurança pública

Entre outras ações, a operação confiscou aproximadamente 215 mil litros de bebidas falsificadas e mais de mil pistolas ilegais. Barreirinhas lembrou que impedir a entrada desses produtos é crucial para proteger a sociedade e a segurança pública, reforçando o papel da Receita Federal na proteção das fronteiras.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Diogo Zacarias/MF

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Notícias

Argentina mobiliza tropas na fronteira com SC após megaoperação no Rio de Janeiro

Após a megaoperação policial no Rio de Janeiro, que resultou em pelo menos 121 mortes, o governo da Argentina enviou entre 150 e 200 soldados para a fronteira com o Brasil. O destacamento foi posicionado em Bernardo de Irigoyen, na província de Misiones, que faz divisa com Santa Catarina.

A equipe conta com radares, drones, helicópteros e sistemas avançados de comunicação, atuando em conjunto com as forças federais e provinciais argentinas.

A ministra da Segurança argentina, Patricia Bullrich, afirmou:
“Estamos reforçando as fronteiras para proteger os argentinos de qualquer repercussão que possa surgir dos conflitos no Rio de Janeiro.”

Além da Argentina, o Paraguai também intensificou o controle nas fronteiras, com reforço de policiamento determinado pelo presidente Santiago Peña nos departamentos de divisa com o Brasil.

Megaoperação no Rio deixa centenas de mortos

A operação no Rio de Janeiro mobilizou 2,5 mil agentes com o objetivo de cumprir 100 mandados de prisão contra integrantes de uma facção criminosa, incluindo 30 fora do estado, que estariam escondidos em favelas.

Até o momento, 121 mortes foram registradas, incluindo quatro policiais civis, três policiais militares, dois traficantes vindos da Bahia e quatro moradores locais. Entre as vítimas, três inocentes foram atingidos: um homem em situação de rua, uma mulher em uma academia — já liberada — e um homem em um ferro-velho.

Foram presas 81 pessoas e apreendidos 75 fuzis, duas pistolas e nove motos, segundo informações do governo do Rio de Janeiro e do Gaeco/MPRJ.

Repercussões e segurança internacional

A operação, considerada a mais letal da história do Rio, gerou preocupação internacional e levou países vizinhos a reforçar medidas de segurança fronteiriça. O uso de tecnologia de vigilância e apoio logístico tem sido fundamental para monitorar possíveis movimentações criminosas além das fronteiras brasileiras.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Tânia Rego, Agência Brasil

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