Trafico

Receita Federal e Polícia Federal intensificam combate ao tráfico internacional de armas

A Receita Federal do Brasil e a Polícia Federal realizaram uma nova operação conjunta contra o tráfico internacional de armas por meio de remessas expressas enviadas ao país.

A ação foi desencadeada após trabalhos de inteligência, análise de risco e cooperação internacional conduzidos pela Aduana brasileira com apoio da U.S. Customs and Border Protection, órgão de proteção de fronteiras norte-americano.

Fiscalização identificou peças de armas em encomendas internacionais

Durante procedimentos de fiscalização no Aeroporto Internacional de Viracopos, equipes da Receita Federal localizaram remessas suspeitas contendo partes e componentes de armas de fogo escondidos em encomendas internacionais.

A partir da identificação das cargas, as autoridades brasileiras iniciaram uma investigação integrada para aprofundar as apurações e identificar possíveis envolvidos no esquema criminoso.

Cooperação internacional fortalece ações de inteligência

Segundo a Receita Federal, a operação contou com apoio de estruturas especializadas em segurança aduaneira e cooperação internacional, incluindo o Centro de Inteligência Estratégica instalado em Santos.

O trabalho conjunto reforça a importância do compartilhamento de informações e do uso de tecnologia, análise de dados e inteligência aduaneira no enfrentamento ao comércio ilegal de armas, munições e acessórios.

Operação teve desdobramentos no Rio Grande do Sul

Com base nas informações levantadas durante a investigação, a Polícia Federal realizou uma atuação operacional direcionada ao destinatário da carga em Porto Alegre.

As autoridades informaram que detalhes adicionais da operação não serão divulgados neste momento para preservar as medidas investigativas ainda em andamento.

Segurança pública e controle de fronteiras

De acordo com a Aduana brasileira, operações desse tipo são fundamentais para fortalecer a segurança pública, combater organizações criminosas transnacionais e proteger a integridade das fronteiras do país.

A atuação integrada entre órgãos nacionais e internacionais também amplia a capacidade de monitoramento do comércio exterior e das remessas internacionais consideradas de risco.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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ANVISA

Anvisa debate colaboração internacional na regulação de medicamentos em evento no Rio

A Anvisa promoverá, em parceria com entidades do setor farmacêutico, o evento “ICH Collaboration Opportunities for Brazil”, no próximo dia 1º de junho, no Hotel Windsor Barra, no Rio de Janeiro. A iniciativa vai discutir caminhos para ampliar a cooperação internacional na regulação de medicamentos e fortalecer a participação brasileira em fóruns globais do setor.

O encontro será realizado a partir das 17h15 e contará com representantes da indústria farmacêutica, especialistas em regulamentação sanitária e instituições internacionais ligadas ao segmento.

Evento reúne autoridades e indústria farmacêutica

A programação acontece paralelamente à reunião do International Council for Harmonisation of Technical Requirements for Pharmaceuticals for Human Use (ICH) no Brasil.

Além da Anvisa, participam da organização a Interfarma, o Sindusfarma e a International Federation of Pharmaceutical Manufacturers and Associations (IFPMA).

O principal objetivo do evento é promover o intercâmbio de experiências sobre harmonização regulatória, além de incentivar especialistas brasileiros a atuarem em iniciativas internacionais voltadas ao alinhamento de requisitos técnicos para medicamentos.

Debate deve fortalecer alinhamento regulatório

Durante o encontro, os participantes irão discutir estratégias de colaboração global e oportunidades para ampliar a integração do Brasil em processos internacionais de regulamentação sanitária.

A expectativa é que o debate contribua para avanços na regulação de medicamentos, no fortalecimento da indústria farmacêutica nacional e na aproximação com padrões internacionais adotados pelo ICH.

Inscrições estão abertas para participação remota

Interessados em acompanhar o evento de forma online podem realizar inscrição por meio de formulário eletrônico disponibilizado pela organização.

Evento: ICH Collaboration Opportunities for Brazil
Data: 1º de junho de 2026
Horário: a partir das 17h15
Local: Hotel Windsor Barra
Inscrições: https://forms.cloud.microsoft/r/k6yU5z8FLV 

FONTE: Anvisa
TEXTO: Redação
IMAGEM: Magnific

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Comércio

Brasil e Itália ampliam cooperação no setor cafeeiro e comércio agrícola

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, se reuniu nesta quarta-feira (6) com o embaixador da Itália no Brasil, Alessandro Cortese, e com o presidente da Illycaffè, Andrea Illy. O encontro tratou de temas ligados à cadeia produtiva do café, comércio bilateral e cooperação técnica entre os dois países.

Durante a reunião, André de Paula destacou a importância do fortalecimento das relações comerciais com parceiros estratégicos, como a Itália, especialmente no agronegócio e no setor cafeeiro.

Brasil reforça liderança na produção de café

Andrea Illy ressaltou o papel do Brasil como principal fornecedor de café arábica da empresa italiana e destacou a relevância do país na produção global do grão. Segundo ele, o foco da companhia está na qualidade do produto exportado e na compra direta junto aos produtores brasileiros.

O executivo também afirmou que a empresa mantém programas de capacitação voltados à agricultura regenerativa, manejo sustentável e gestão das propriedades rurais, oferecendo incentivos financeiros aos produtores que alcançam padrões superiores de qualidade.

Acordo Mercosul-União Europeia amplia oportunidades

O embaixador Alessandro Cortese destacou que o acordo entre o Mercosul e a União Europeia pode facilitar o avanço das relações comerciais entre Brasil e Itália, especialmente no setor agrícola.

Já o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luís Rua, afirmou que a redução gradual de tarifas até 2034 poderá beneficiar empresas ligadas a insumos, maquinários e cápsulas de café.

Sustentabilidade e clima estiveram no centro das discussões

As mudanças climáticas e os desafios para a produção agrícola também fizeram parte da pauta. O governo brasileiro apresentou iniciativas como o Plano ABC+, voltado à agropecuária de baixa emissão de carbono, e o programa Caminho Verde Brasil, que busca recuperar áreas degradadas e ampliar a produção sustentável.

A assessora especial do ministério, Sibelle Andrade, destacou ainda o trabalho da Embrapa na disseminação de tecnologias ligadas à agricultura sustentável e à transferência de conhecimento técnico para outros países.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Carlos Silva/Mapa

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Negócios

Itajaí atrai embaixadores e se destaca como polo de negócios internacionais na indústria de defesa

A passagem de uma comitiva formada por 22 embaixadores por Itajaí, nesta quarta-feira, evidenciou o potencial do município para ampliar negócios internacionais. O destaque da agenda foi o setor de indústria de defesa, que vem ganhando relevância estratégica na economia local.

Representantes de países como Eslováquia e Coreia do Sul identificaram possibilidades concretas de cooperação após conhecerem o projeto das fragatas classe Tamandaré, desenvolvido pela Marinha do Brasil no estaleiro TKMS Estaleiro Brasil Sul, localizado no bairro Murta. A programação foi coordenada pela prefeitura, em conjunto com os ministérios da Defesa e das Relações Exteriores.

Parcerias industriais e tecnológicas em foco

A embaixadora da Eslováquia no Brasil, Katarina Tonkova, ressaltou que a visita abriu caminhos para futuras colaborações. Segundo ela, há sinergia entre setores como logística, metal-mecânico e automotivo, que já possuem forte presença tanto no país europeu quanto em Santa Catarina.

Ela também indicou interesse em aprofundar as relações comerciais: a intenção é retornar ao município para avançar em acordos industriais e fortalecer o intercâmbio econômico.

Interesse asiático amplia horizonte de investimentos

O embaixador da Coreia do Sul, Young Han Choi, destacou a relevância do projeto naval brasileiro. Para ele, a dimensão do litoral do Brasil torna iniciativas como as fragatas fundamentais para a segurança nacional.

O diplomata apontou ainda que a Coreia do Sul possui alta competitividade na área e vê espaço para cooperação internacional, troca de conhecimento e ampliação de investimentos estrangeiros no Brasil.

Itajaí se consolida como polo estratégico

A visita internacional reforça o posicionamento de Itajaí como um emergente polo da indústria de defesa, com capacidade de atrair novos aportes, gerar empregos e ampliar sua inserção global. O município já entregou uma das quatro fragatas previstas pela Marinha do Brasil.

Recentemente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, durante viagem à Alemanha, a construção de mais quatro embarcações militares, ampliando ainda mais o alcance do projeto.

Impacto global e fortalecimento da economia local

Para o CEO do consórcio Águas Azuis, Fernando Queiroz, o programa das fragatas projeta Itajaí no cenário internacional ao evidenciar a produção nacional de alta tecnologia.

Já o presidente do Conselho de Defesa da Fiesc, César Olsen, destacou o papel estratégico do setor, tanto do ponto de vista econômico quanto tecnológico. Segundo ele, iniciativas como essa demonstram a capacidade da indústria naval brasileira e fortalecem a competitividade do país no exterior.

FONTE: DIARINHO
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/DIARINHO

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Trafico

Apreensão de cocaína em Portugal: cooperação internacional intercepta 1 tonelada da droga

Uma operação integrada entre a Receita Federal do Brasil e a Autoridade Tributária e Aduaneira de Portugal resultou na apreensão de aproximadamente uma tonelada de cocaína em Portugal durante o mês de abril. A ação evidencia o avanço da cooperação aduaneira internacional no enfrentamento ao crime organizado.

Primeira apreensão ocorreu no Porto de Santos

O caso teve início em 4 de fevereiro, quando a Receita Federal localizou 240 quilos de cocaína no Porto de Santos. A droga estava escondida em um carregamento de 20 toneladas de óleo de soja, armazenado em latas de 18 litros.

O contêiner tinha como destino final Portugal, mas faria escala no Porto de Tanger Med, no Marrocos — rota frequentemente monitorada em operações de combate ao narcotráfico.

Análise de risco foi decisiva para identificar a carga

A identificação da irregularidade ocorreu por meio de técnicas avançadas de gestão de risco aduaneiro. Imagens de escâner revelaram inconsistências na densidade e na disposição da carga, incompatíveis com o produto declarado.

Além disso, a Receita Federal analisou perfis comerciais, logísticos e financeiros dos envolvidos na operação. A combinação desses fatores indicou desvios relevantes, justificando uma inspeção detalhada que confirmou a presença do entorpecente.

Alerta internacional permitiu nova apreensão

Com base nas evidências coletadas, as autoridades brasileiras acionaram a Autoridade Tributária e Aduaneira de Portugal por meio de canais de inteligência.

O alerta indicava que até dez contêineres vinculados à mesma operação poderiam estar contaminados com drogas. A informação permitiu que os agentes portugueses realizassem uma fiscalização direcionada.

No dia 23 de abril, durante a inspeção de contêineres com carga de açúcar provenientes da América do Sul, foi apreendida cerca de uma tonelada de cocaína, além da prisão de três suspeitos.

Integração entre países amplia eficácia das operações

O intercâmbio de dados entre aduanas é considerado essencial para combater o tráfico transnacional de drogas. A troca de informações em tempo real possibilita ações mais rápidas e precisas, aumentando as chances de interceptação de cargas ilícitas.

Cooperação internacional é estratégia consolidada

A operação reforça o histórico de colaboração da Receita Federal com autoridades estrangeiras. Parcerias desse tipo são frequentemente fortalecidas por meio de treinamentos, eventos e acordos internacionais.

Esse modelo de atuação conjunta tem contribuído para apreensões relevantes no Brasil e no exterior, elevando a eficiência no combate a crimes aduaneiros e respeitando as legislações de cada país.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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Economia

Rede dos Bancos Centrais dos Países de Língua Portuguesa (BCPLP) é criada para fortalecer cooperação financeira internacional

Durante as Reuniões de Primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Grupo Banco Mundial, representantes de diversos bancos centrais oficializaram a criação da Rede dos Bancos Centrais dos Países de Língua Portuguesa (BCPLP). A iniciativa reúne instituições de Angola, Brasil, Cabo Verde, Estados da África Ocidental (Guiné-Bissau), Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

O objetivo é ampliar a cooperação econômica e financeira internacional entre países que compartilham a língua portuguesa, fortalecendo a articulação técnica e institucional entre os membros.

Cooperação estratégica entre bancos centrais lusófonos

A criação da rede representa um passo importante na consolidação de um espaço permanente de diálogo entre os bancos centrais dos países lusófonos. A proposta busca estruturar e dar continuidade às ações conjuntas já existentes, ampliando o intercâmbio de informações e experiências.

Segundo os participantes, a iniciativa reforça a capacidade de atuação conjunta e contribui para o alinhamento de posições em fóruns internacionais e multilaterais.

Presidência rotativa e agenda de temas econômicos

A BCPLP funcionará com uma presidência rotativa anual, permitindo que cada banco central conduza a agenda de discussões com foco em temas prioritários de sua realidade econômica.

Entre os objetivos está o aprofundamento de debates sobre política monetária, estabilidade financeira e desenvolvimento econômico.

A primeira reunião oficial da rede está prevista para novembro de 2026, em Luanda. Já a primeira presidência será exercida pelo Banco de Portugal em 2027.

Grupos técnicos e troca de experiências

Além dos encontros de alto nível, a estrutura da rede prevê a criação de grupos de trabalho técnicos voltados à análise de temas específicos da agenda econômica.

A proposta é estimular a troca de boas práticas entre bancos centrais, promovendo maior integração institucional e cooperação operacional entre os países participantes.

Também será instituído um comitê de política econômica, responsável por discutir desafios comuns às economias lusófonas e propor encaminhamentos conjuntos.

Integração reforça relevância da lusofonia

Com a criação da rede, os bancos centrais reforçam o compromisso com a cooperação estratégica e com o fortalecimento da presença dos países de língua portuguesa no cenário financeiro global.

A iniciativa busca ampliar a relevância da lusofonia em debates econômicos internacionais, promovendo maior articulação entre as economias envolvidas.

FONTE: Banco Central do Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/BCB

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Comércio

Parceria estratégica Brasil-Reino Unido fortalece comércio e investimentos até 2030

O Brasil e o Reino Unido deram um novo passo na relação diplomática ao formalizar uma parceria estratégica com vigência entre 2026 e 2030. O acordo foi assinado em 26 de março pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e pela secretária do Exterior britânica, Yvette Cooper.

A iniciativa eleva o nível de cooperação entre os dois países, consolidando um alinhamento mais amplo em áreas prioritárias.

Cooperação abrange comércio, segurança e sustentabilidade

O plano estabelece o fortalecimento da colaboração em diferentes frentes, incluindo diálogo político, comércio e investimentos, segurança e defesa, além de ações voltadas à transição energética e ao desenvolvimento sustentável.

Outro ponto de destaque é o incentivo às conexões interpessoais, promovendo intercâmbios e maior integração entre as sociedades brasileira e britânica.

Relação histórica e crescimento do comércio bilateral

Em 2025, Brasil e Reino Unido celebraram 200 anos de relações diplomáticas. O intercâmbio comercial entre os países alcançou US$ 7,8 bilhões, com saldo positivo de aproximadamente US$ 230 milhões para o Brasil.

Os dados reforçam a relevância do comércio bilateral como pilar da parceria entre as duas economias.

Investimentos reforçam laços econômicos

O Reino Unido figura entre os principais investidores estrangeiros no Brasil, com um estoque de cerca de US$ 35,8 bilhões em 2024.

Ao mesmo tempo, o país europeu também se destaca como destino de investimentos brasileiros no exterior, que somaram aproximadamente US$ 6,9 bilhões no mesmo período.

Expectativa de aprofundamento das relações

A nova parceria estratégica Brasil-Reino Unido deve impulsionar ainda mais o fluxo de negócios, ampliar oportunidades de cooperação e fortalecer a presença dos dois países no cenário global.

A expectativa é que o acordo contribua para o crescimento econômico sustentável e para o avanço de agendas comuns nos próximos anos.

FONTE: Ministério das Relações Exteriores
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Infomoney

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Comércio Exterior

15º Plano Quinquenal da China aponta novas oportunidades de desenvolvimento

As Duplas Sessões Nacionais da China de 2026, realizadas pela Assembleia Popular Nacional e pelo Comitê Nacional da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês, concluíram-se em 12 de março com a aprovação do 15º Plano Quinquenal de Desenvolvimento.

O documento define 20 indicadores principais e 16 metas estratégicas para os próximos cinco anos, delineando ações para fortalecer a economia, o social e a governança do país. O plano reforça a capacidade da China de manter estabilidade econômica em meio a desafios internacionais e reafirma o papel da “Governança da China” como modelo contemporâneo.

Continuidade histórica e crescimento sustentável

Desde 1953, 14 planos quinquenais orientaram o desenvolvimento do país, conduzindo a China da reconstrução econômica à consolidação como potência global. Nos últimos cinco anos, a economia chinesa cresceu em média 5,4% ao ano, respondendo por cerca de 30% do crescimento global, e ultrapassou 140 trilhões de yuans em 2025.

O 15º Plano Quinquenal mantém as diretrizes do plano anterior, alinhando estratégias de longo prazo com execução contínua, garantindo previsibilidade política e capacidade de implementação, fundamentais para sustentar o crescimento econômico do país.

Foco no bem-estar da população

O plano prioriza o desenvolvimento centrado no povo, dedicando sete dos 20 indicadores à melhoria da qualidade de vida. Entre os objetivos estão emprego, renda, educação e saúde.

Em 2026, o orçamento público geral nacional alcançará 30 trilhões de yuans, com investimentos superiores a 4,5 trilhões de yuans em educação, seguridade social e emprego. A política busca equilibrar infraestrutura física e capital humano, promovendo uma distribuição mais justa dos frutos do crescimento econômico.

Inovação tecnológica e fortalecimento industrial

A modernização econômica da China dará destaque à inovação e à consolidação da base industrial. O plano projeta crescimento anual de mais de 7% nos investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento, com o setor digital representando 12,5% do PIB.

Indústrias estratégicas como aeroespacial, biomedicina, circuitos integrados e energias do futuro receberão atenção especial, enquanto tecnologias emergentes como inteligência artificial incorporada e interface cérebro-computador serão impulsionadas. Em 2025, modelos chineses de IA de código aberto tiveram recorde global de downloads, e robôs humanoides foram destaque em eventos culturais e tecnológicos.

Abertura econômica e cooperação internacional

O 15º Plano Quinquenal reforça a abertura e inclusão, defendendo o comércio global, a fluidez das cadeias de suprimentos e a liberalização de investimentos. Em 2025, mais de 50% do comércio exterior da China ocorreu com parceiros do projeto Cinturão e Rota, envolvendo 160 países e regiões.

O país busca não apenas consolidar-se como “fábrica do mundo”, mas também como “mercado do mundo”, oferecendo oportunidades de desenvolvimento global e estimulando a cooperação internacional.

Desenvolvimento pacífico e comunidade global compartilhada

A estratégia chinesa reafirma a prioridade pelo desenvolvimento pacífico, coordenando segurança e crescimento e defendendo soluções globais conjuntas para desafios como guerras, pobreza e desigualdade. O conceito de “comunidade com futuro compartilhado para a humanidade” já tem apoio de mais de 100 países e amplia a visão de prosperidade comum e segurança global.

O início do 15º Plano Quinquenal abre oportunidades de fortalecer a cooperação sino-brasileira, especialmente nos estados do Sul e em São Paulo, consolidando parcerias estratégicas, desenvolvimento conjunto e benefícios compartilhados para os povos de ambos os países.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Xinhua

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Comércio

Acordo Mercosul-Índia é prioridade para ampliar comércio e avançar rumo ao livre-comércio

A ampliação do acordo Mercosul-Índia foi apontada como prioridade pelo presidente brasileiro durante participação no Fórum Empresarial Brasil-Índia, realizado em Nova Délhi neste sábado (21.fev.2026). A sinalização é de que o atual Acordo de Comércio Preferencial, em vigor desde 2009, pode evoluir para um acordo de livre-comércio entre os dois blocos.

Segundo o chefe do Executivo, duas economias do porte de Brasil e Índia necessitam de um marco regulatório “mais amplo e ambicioso”, capaz de impulsionar o intercâmbio comercial e fortalecer a cooperação estratégica.

Potencial econômico e aproximação do Sul Global

Durante o discurso, o presidente destacou que a distância geográfica não reduz o potencial da parceria bilateral. Ele também defendeu maior articulação entre países do Sul Global, com foco na integração política, econômica, científica e tecnológica.

A avaliação é de que há um interesse recíproco crescente e que a relação ainda não atingiu todo o seu potencial, especialmente considerando o tamanho das duas economias.

Meta é elevar comércio bilateral a US$ 30 bilhões

O governo brasileiro reafirmou a meta de elevar o comércio bilateral Brasil-Índia para US$ 30 bilhões até 2030. A previsão inicial era de US$ 20 bilhões.

Em 2025, as trocas comerciais entre os dois países somaram US$ 15,2 bilhões. Para o presidente, o número ainda está abaixo do que poderia ser alcançado por economias de grande porte e com mercados consumidores expressivos.

Comitiva reforça compromisso com a Índia

A visita oficial contou com a presença de 10 ministros e 315 empresários brasileiros. O tamanho da delegação foi citado como demonstração do interesse estratégico do Brasil na ampliação das relações comerciais e institucionais.

Em declaração conjunta, o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, afirmou ter ficado impressionado com a dimensão da comitiva brasileira.

Agenda incluiu cúpula de inteligência artificial

Nos dias 19 e 20 de fevereiro, o presidente participou de uma cúpula global sobre inteligência artificial (IA) em Nova Délhi — a primeira vez que um chefe de Estado brasileiro esteve presente em um evento internacional de alto nível dedicado exclusivamente ao tema.

A viagem retribui a visita feita por Narendra Modi ao Brasil em julho de 2025. Desde o início do atual mandato, os dois líderes já se encontraram quatro vezes. Esta foi a quarta ida do presidente brasileiro à Índia e a segunda nesta gestão.

Durante o encontro bilateral, foram assinados oito acordos de cooperação nas áreas de saúde, defesa, energia e tecnologia, ampliando a agenda estratégica entre os países.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Saúde

Brasil busca parceria com Índia para produção de remédios e vacinas

O governo brasileiro formalizou, nesta quarta-feira (18), o interesse em avançar em uma parceria Brasil–Índia na área da saúde, com foco na produção de medicamentos e vacinas. A iniciativa foi apresentada durante agenda oficial em Nova Délhi, onde o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, integra a comitiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em compromissos internacionais.

A proposta envolve a cooperação entre instituições públicas e empresas dos dois países, com ênfase na fabricação de medicamentos oncológicos e tratamentos voltados para doenças tropicais, consideradas desafios relevantes para nações do Sul Global.

Cooperação entre sistemas públicos de saúde

Durante encontro com os ministros indianos Jagat Prakash Nadda (Saúde e Bem-Estar da Família) e Prataprao Jadhav (Medicina Tradicional), Padilha também defendeu a ampliação do intercâmbio de experiências relacionadas aos sistemas públicos de saúde.

O objetivo é fortalecer políticas de acesso gratuito a serviços de saúde, ampliando a capacidade de atendimento e a oferta de tratamentos à população. Segundo o ministro brasileiro, Brasil e Índia compartilham características estratégicas, como forte estrutura científica e papel de destaque entre países em desenvolvimento.

A agenda inclui ainda o convite para que a Índia participe da Coalizão Global para Produção Local e Regional, Inovação e Acesso Equitativo, iniciativa que busca estimular a produção local de medicamentos, fomentar a inovação em saúde e promover maior acesso equitativo a tratamentos.

Inteligência artificial e saúde digital

Outro ponto debatido entre as autoridades foi o uso de tecnologias digitais e inteligência artificial na saúde para aprimorar a gestão dos sistemas públicos.

De acordo com Padilha, o intercâmbio na área de saúde digital pode contribuir para a modernização do Sistema Único de Saúde (SUS), ampliando o acesso da população e qualificando o atendimento prestado.

Biblioteca digital de medicina tradicional

A comitiva brasileira também apresentou a proposta de criação de uma biblioteca digital de medicina tradicional, reunindo evidências científicas, protocolos clínicos, registros históricos e boas práticas relacionadas às práticas integrativas e complementares em saúde.

A iniciativa pretende organizar e sistematizar informações técnicas, incentivando a troca de conhecimento entre os dois países e fortalecendo políticas públicas baseadas em evidências.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Rafael Nascimento/MS

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