Comércio, Logística, Portos

Porto Itapoá é o maior movimentador de contêineres do Sul do Brasil

A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) divulgou os dados de movimentação portuária referentes ao primeiro trimestre de 2025. Segundo a agência, o Porto Itapoá foi o segundo maior movimentador de contêineres do Brasil no período, com mais de 202 mil unidades registradas. O resultado coloca o terminal catarinense atrás apenas do complexo de Santos e como líder absoluto no Sul do país.

O aumento na movimentação no trimestre foi de 37% em comparação com o mesmo período de 2024, quando o terminal havia movimentado pouco mais de 146 mil contêineres. O número representa mais do que três vezes a média nacional de crescimento, que foi de 10% na comparação entre os períodos.

“Os dados da ANTAQ confirmam o avanço consistente do Porto Itapoá no cenário nacional. Esse resultado vem de uma gestão focada em eficiência, inovação e investimentos estratégicos em infraestrutura”, afirma Ricardo Arten, CEO do Porto Itapoá.

Confira a seguir um histórico da movimentação de contêineres no Porto de Itapoá. O gráfico foi elaborado a partir de dados do DataLiner:

Movimentação de contêineres no Porto de Itapoá | Jan 2022 – Mar 2025 | TEUs

Expansão e liderança

O desempenho do primeiro trimestre reforça a evolução observada ao longo de 2024, quando o terminal movimentou um total de 660.742 contêineres, consolidando-se como líder em movimentação no estado de Santa Catarina e o terceiro maior do país.

Para sustentar esse ritmo de crescimento, o Porto Itapoá anunciou, ainda em 2024, a Fase IV de expansão, que prevê investimentos de R$ 500 milhões ao longo dos próximos 12 meses.
O projeto inclui a ampliação de 120 mil m² de pátio, prevista para estar disponível até 2026, além da incorporação de um novo portêiner – o oitavo do terminal – e a aquisição de 12 RTGs híbridos com operação remota, que se somarão aos 10 já existentes, sendo os primeiros desse tipo na América do Sul.

Também está prevista a chegada de nove novos tratores de terminal (TTs), que reforçarão a maior frota elétrica do Brasil, atualmente com 20 veículos movidos 100% por energia renovável; além disso, será adicionado um scanner de última geração, complementando os dois já em operação, e haverá a ampliação do cais em mais 400 metros de comprimento. Essa obra, já licenciada pelo IBAMA, permitirá a atracação simultânea de três navios de grande porte, aumentando ainda mais a capacidade operacional do Porto Itapoá.

No dia 21 de março, o Governo de Santa Catarina, por meio do Porto de São Francisco do Sul, e o Porto Itapoá assinaram um contrato inédito de Parceria Público-Privada (PPP) para a dragagem e aprofundamento do canal de acesso à Baía da Babitonga. O evento realizado no Porto Itapoá contou com a presença do governador Jorginho Mello, consolidando um marco inédito na infraestrutura portuária e costeira do Brasil. Na ocasião, também foi lançado o edital para seleção da empresa responsável pela execução do projeto.

A obra, com investimento estimado em R$ 300 milhões, permitirá a atracação e operação de navios com até 366 metros de comprimento – tornando o Porto Itapoá o primeiro do Brasil com capacidade para navios desse porte com carga máxima.
A iniciativa não só melhora a segurança da navegação e a eficiência logística, como também fortalece o turismo e a proteção costeira da região. Um diferencial do projeto é a destinação dos sedimentos dragados para a recuperação das praias de Itapoá, ampliando a faixa de areia – feito inédito no país.

O modelo de financiamento da obra, que integra esforços do poder público e da iniciativa privada, terá o Porto Itapoá como responsável pela maior parte dos custos. O retorno do investimento virá com o aumento da movimentação gerado pela entrada de navios maiores, com maior capacidade de contêineres, que hoje não atracam nos portos da Babitonga por conta da profundidade do canal.

Desenvolvimento econômico e inovação ambiental

Com a ampliação da profundidade do canal de 14 para 16 metros, os portos da Baía da Babitonga poderão receber navios de grande porte, aumentando significativamente a eficiência logística e consolidando a região. Atualmente, o complexo portuário da Babitonga pode receber navios com até 336 metros de comprimento e capacidade para até 10 mil TEUs (unidade de medida equivalente a um contêiner de 20 pés). Com a obra, essa capacidade será ampliada para 16 mil TEUs.

Para Ricardo Arten, a obra representa um avanço estratégico para o desenvolvimento econômico local e estadual:

“A modernização do canal, permitindo a entrada de navios de até 366 metros, vai impulsionar ainda mais os portos da Babitonga, que já vêm batendo recordes de movimentação, aumentando nossa competitividade no cenário global. Com o aumento da capacidade operacional, espera-se a geração de novos empregos diretos e indiretos, além de um impacto positivo em nível nacional.”

A expectativa é que as obras comecem em 2025 e sejam concluídas até 2026.

Fonte: Datamar News

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Logística, Portos

JBS compra guindastes gigantes pra movimentação de contêineres

Novos equipamentos serão usados no atendimento de novas linhas

A JBS Terminais, arrendatária do terminal de contêineres do Porto de Itajaí, recebeu dois novos guindastes gigantes que vão ajudar a atender à demanda de novas linhas. Os equipamentos são do tipo móvel (MHC), modelo ESP.9, da Konecranes Gottwald, com capacidade de 125 toneladas e alcance de até 61 metros.

Segundo a JBS Terminais, o investimento foi de US$ 12 milhões, cerca de R$ 68,2 milhões, e faz parte do plano contínuo de expansão e qualificação da infraestrutura do terminal. Os guindastes são de última geração e estão prontos pra movimentar até 20 fileiras de contêineres com segurança e agilidade.

Com os novos equipamentos, a empresa deve melhorar a eficiência operacional. “Os novos MHCs ampliam nossa performance com menor impacto ambiental. São equipamentos versáteis, com alta autonomia energética e capacidade de atender diferentes tipos de carga”, destacou a empresa.

Os guindastes serão usados no atendimento de novas linhas do terminal. O serviço GS1, que faz ligação direta da América do Sul com o golfo norte-americano, foi anunciado no início do mês pela JBS. A linha terá atracação semanal em Itajaí, com operações pela Hapag-Lloyd, One e MSC.

Outro novo serviço é a linha Puma operada pela Mercosul Line, do grupo CMA CGM, que vai conectar Itajaí a portos estratégicos ao longo da costa leste da América do Sul. A linha será a oitava operação semanal em Itajaí, com previsão de iniciar nas próximas semanas, alavancando a movimentação de contêineres no terminal.

Fonte: Diarinho

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Comércio, Logística

Movimentação de contêineres cresce 22,3% no primeiro trimestre em SC

Portos catarinenses movimentaram o equivalente a 718,4 mil unidades de 20 pés no ano; Itapoá é 3º no país

Os portos de Santa Catarina foram responsáveis pela movimentação do equivalente a 718,4 mil contêineres de 20 pés (TEUs) de janeiro a março deste ano, um incremento de 22,3% em relação a igual período do ano anterior. Os embarques foram responsáveis por 51,4% da movimentação de contêineres e os produtos desembarcados por 48,6%. Os dados são da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

O Porto Itapoá foi o terminal catarinense com a maior movimentação no período, e a terceira no país, alcançando 366,6 mil de contêineres no primeiro trimestre do ano, um incremento de 38,1%.

Na Portonave, a movimentação de contêineres de janeiro a março atingiu 263,7 mil unidades de 20 pés, o que representou um recuo de 13,6% frente ao mesmo período de 2024. Mesmo com a queda, a Portonave foi responsável pela 4ª maior movimentação do país. O terminal portuário de Navegantes está em obras, com um dos berços de atracação fechado para movimentação.

O Porto de Itajaí segue em sua retomada, com a movimentação de 58,6  mil contêineres. Já o Porto de Imbituba vem ganhando espaço, e no acumulado do ano até março registrou aumento de 76,4% na movimentação, ao alcançar 29,5 mil TEUs.

Considerando apenas o mês de março, os portos catarinenses movimentaram 247,16 mil contêineres, um incremento de 23,3% em relação ao mesmo mês de 2024.

Fonte: FIESC

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Portos gaúchos registram aumento das movimentações no primeiro bimestre de 2025

O complexo portuário do Rio Grande do Sul encerrou o primeiro bimestre de 2025 com uma movimentação de 6.895.687 toneladas, um aumento de 19,11%, em relação ao mesmo período do ano passado.

Em paralelo a isso, o Porto do Rio Grande e seu distrito industrial registraram 6.735.155 toneladas, a melhor movimentação dos últimos dez anos nos primeiros 60 dias do novo ano. Os granéis sólidos respondem por grande parte desse quantitativo, alcançando 57,1%. As cargas gerais são a segunda categoria mais movimentada e representam 35,1%. Já os granéis líquidos somam 7,1%. O número de navios e barcaças que circularam pelas três unidades também aumentou: Rio Grande recebeu no período 515 embarcações, Pelotas 65 e Porto Alegre outras 14.

No Porto do Rio Grande, o aumento de 24,32% nas movimentações foi puxado pela alta de cargas como milho (32.718,04%), sulfatos (715,91%), carnes (63,43%), fosfatos (50,93%), soja em grão (36,57%) e celulose (16,97%). Quanto à movimentação de contêineres, a variação positiva foi de 38,54%, passando de 111.501 TEUs, em 2024, para 154.479 TEUs, em 2025.

O gráfico abaixo revela quais foram as principais cargas de exportação e importação do Porto do Rio Grande nos doze meses de 2024, de acordo com dados do DataLiner. Clique no link abaixo para solicitar uma demonstração.

Principais Cargas em Contêineres do Porto do Rio Grande | 2024 | TEUs

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração) 

Em relação à origem das importações, a China é o país que lidera o ranking no período entre janeiro e fevereiro, com 339.240 toneladas. Na sequência aparecem a Argentina (307.207t), os Estados Unidos (71.760t), o Marrocos (71.001t) e o Uruguai (67.204t), nesta ordem. Já as exportações tiveram como destino o Vietnã (642.316t), a China (559.512t), a Indonésia (341.636t), a Arábia Saudita (335.906t) e os Estados Unidos (167.342t), respectivamente.

No Porto de Pelotas, a movimentação total do período foi de 123.130 toneladas. As toras de madeira seguem respondendo pela maioria das operações, alcançando 112.113 toneladas. Já o clínquer, que é o cimento em sua fase bruta de fabricação, registrou 11.017 toneladas.

No Porto de Porto Alegre, as movimentações somaram 37.402 toneladas. Os insumos para a produção de fertilizantes são as principais cargas da unidade e somaram no período 21.352 toneladas. Na sequência aparece o trigo (10.743t), o sal (5.302t) e o clínquer (5t).

FONTE: Datamar News
Portos gaúchos registram aumento das movimentações no primeiro bimestre de 2025 – DatamarNews

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DP World e Maersk fazem acordo para operação no Porto de Santos

A DP World Brasil firmou acordo com a Maersk, empresa de transporte marítimo e logística, para operação no terminal de Santos.

Pela parceria comercial, a DP World expandirá a capacidade e volumes, enquanto a Maersk assegura atendimento no longo prazo, com nível de serviço mínimo acordado. O acordo de longo prazo estabelece a implementação de seis serviços e oito escalas semanais ao longo de 2025, com previsão de crescer para sete serviços e dez escalas semanais a partir do segundo ano, após a primeira fase de expansão de capacidade a ser realizada pela DP World, quando o terminal atingirá o volume de 1,7 milhão de TEU.

O gráfico a seguir coloca em perspectiva as exportações e importações de contêineres entre janeiro de 2022 e janeiro de 2024 no Porto de Santos. Essas informações vêm do DataLiner, um produto de inteligência da Datamar.

Exportações e Importações de Contêineres | Porto de Santos | Jan 2022 – Jan 2024 | TEUs

“É mais um passo estratégico da DP World, reforçando nossa presença no terminal de Santos e abrindo caminhos para novas oportunidades de expansão no Brasil. Esse acordo com a Maersk não só nos permite ampliar nossa capacidade operacional para movimentação de contêineres, como também assegura um serviço robusto e sustentável de longo prazo”, afirma Márcio Medina, vice-presidente comercial da DP World Brasil.

Paulo Ruy, head regional de Terminais e Aquisições Portuárias para a América Latina da Maersk, afirmou que o acordo garante capacidade de serviço para a Maersk em Santos. “Está alinhado com nossa estratégia de assegurar operações confiáveis e eficientes para nossos clientes na região”.

Fonte: A tribuna
DP World e Maersk fazem acordo para operação no Porto de Santos

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Problemas no escoamento de cargas pelos portos mobiliza indústria em busca de soluções

CNI reuniu usuários de transportes marítimos e Antaq para debater dificuldades da indústria para a exportação de cargas industriais, que vêm causando prejuízos aos setores

Cancelamentos de rotas, atrasos nos navios, omissão de escalas e filas excessivas são alguns dos muitos problemas enfrentados pela indústria para escoar cargas nos portos brasileiros. Esses transtornos têm causado enormes prejuízos para o setor produtivo nacional.

Nos últimos meses de 2024 e neste começo de ano, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) tem sido procurada por uma série de entidades representantes de setores industriais, com relatos de problemas nos portos e no transporte marítimo.

Para se ter ideia do tamanho do problema, 71% dos navios de contêineres que transportaram café tiveram atrasos ou mudanças de escalas com impacto nas exportações do produto, em dezembro do ano passado. Isso corresponde a 206 de 290 porta-contêineres, segundo dados do Boletim Detention Zero (DTZ).

O diretor de Relações Institucionais da CNI, Roberto Muniz, ressalta que os portos são o principal elo da cadeia logística da indústria nacional, respondendo por 96% das mercadorias exportadas pelo Brasil em toneladas.

“A movimentação de cargas em contêineres chegou a 13,9 milhões de TEUs em 2024, o dobro da registrada em 2010. Esse tipo de carga exerce um papel relevante para a economia de um país, especialmente por incluir produtos manufaturados e de maior valor agregado. É o caso das exportações de carnes refrigeradas, produtos de madeira e celulose, café e produtos químicos”, destaca Muniz.

Problemas no escoamento de cargas pelos portos mobiliza indústria  em busca de soluções

De acordo com Ramon Cunha, de forma geral, a situação para exportação de produtos em contêineres piorou muito no país desde o segundo semestre do ano passado.

“A indústria exportadora tem uma previsão de que o navio vai buscar a carga, mas o transportador por algum motivo cancela, informando com tempo insuficiente para o empresário se programar. Outro problema é o atraso e omissão da escala pelo transportador, passando direto pelo porto onde está a carga, o que, além do prejuízo pelo adiamento no transporte da carga, resulta em cobranças indevidas por tempo adicional de uso do contêiner”, detalha o especialista da CNI.

A CNI apresentou em reunião neste mês de fevereiro as principais reclamações e demandas dos embarcadores industriais à Antaq. A reunião técnica contou com a participação virtual do superintendente de Regulação da Agência, José Renato Fialho, e mais de 20 representantes de associações, federações das indústrias e empresas.

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Importações via contêineres da China crescem 30,7% em 2024

Dados recém-divulgados pela Datamar sobre a movimentação brasileira de contêineres do ano completo de 2024 apontam que as importações brasileiras para a China cresceram 30,7% no ano passado, enquanto as exportações registraram uma leve alta de 2,7%.

A China segue como principal parceira comercial do Brasil, tanto para importações como para exportações. Quase 50% das importações brasileiras são originárias da China. Foram 1.595.302 TEUs importados em 2024 contra 1.220.337 TEUs em 2024. Para efeito de comparação, as importações brasileiras dos Estados Unidos, segundo maior parceiro comercial brasileiro, foram de 325.493 TEUs.

Confira abaixo um histórico das importações brasileiras da China. Os dados são do DataLiner:

Importações de contêineres para a China| Jan 2021 – Dez 2024 | TEUs

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração) 

Os produtos que impulsionam esse aumento são: reatores, com um crescimento de quase 50%, equipamentos elétricos, que cresceram 21,7%, e veículos e peças automotivas, com um aumento notável de 103%.

Exportações

A China também é o principal destino das exportações brasileiras. No entanto, em 2024, o crescimento dos embarques foi modesto: 2,7%.

As carnes continuam sendo a mercadoria mais exportada ao país asiático, embora com uma queda de 4% nos volumes em relação a 2023. Os embarques de polpa de madeira também caíram: 2,7%. Em contrapartida, os embarques de algodão tiveram um aumento significativo de 10,8%.

Confira abaixo um histórico das exportações brasileiras para a China a partir de 2019. Os dados são do DataLiner:

Exportações para a Chin | Jan 2021 – Dez 2024 | TEUs

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração) 

Perspectivas

E como deve ficar o comércio entre Brasil e EUA em 2025? A tendência é que continue crescendo, já que com a guerra comercial traçada entre China e Estados Unidos com a eleição de Donald Trump e o aumento das alíquotas de importação de produtos chineses em 10% anunciada no último dia 01, o país asiático deve buscar novos parceiros comerciais, aumentando as compras do Brasil.

FONTE: DatamarNews
DataLiner: Importações via contêineres da China crescem 30,7% em 2024 – DatamarNews

 

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Decisão da Justiça pode acabar com uma das maiores dores de cabeça de importadores e exportadores

Superior Tribunal de Justiça manteve decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo definindo que é ilegal a cobrança de demurrage em casos de retenção ilegal da unidade pela Alfândega da Receita Federal

 

Em decisão que se tornou definitiva nesta semana, o Superior Tribunal de Justiça manteve decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo definindo que é ilegal a cobrança de o deu demurrage de contêineres em de casos de retenção ilegal da unidade de carga pela Alfândega da Receita Federal. Demurrage é uma taxa cobrada pelos armadores (donos dos navios e contêineres) quando o tempo contratado para a devolução do contêiner é excedido. A demurrage se dã na importação e a detention na exportação.

No caso em questão, o dono da carga foi acionado judicialmente pelo armador, que cobrava, a título de demurrage, US$ 410,7 mil. 0 argumento era de que os contêineres utilizados no transporte não foram devolvidos dentro do prazo contratualmente estipulado. No entanto, a defesa da importadora, feita pelo advogado Bruno Barcellos Pereira, do escritório capixaba Bergi Advocacia demonstrou que a retenção e apreensão dos contêineres se-deu por decisão da Receita Federal, impossibilitando a restituição no prazo determinado. Ao analisar o caso, os desembargadores do TJSP entenderam que a responsabilidade pelo atraso na devolução não poderia ser atribuída à importadora, uma vez que a retenção decorreu de decisão administrativa, portanto, caso de força maior.

“A decisão é relevante porque a Justiça reconhece que não se pode cobrar taxas de quem não deu causa. O caso em questão tem a ver com a Alfândega da Receita Federal, mas há uma série de outras situações ao longo da cadeia do comércio internacional que acabam desaguando em demurrage o detention, hoje, essas taxas estão entre os maiores custos dos nossos importadores e exportadores”, explicou Bruno Barcellos Pereira.

Na visão dele, a decisão da 16 Câmara de Direito Privado do TJSP, que não tem mais recursos, estabelece um importante precedente para importadores, exportadores e operadores logísticos no Brasil. “A prática de cobrança abusiva de demurrage por transportadoras e armadores vinha sendo alvo de criticas e litígios frequentes, pois onerava indevidamente empresas que, por decisões alheias à sua vontade, eram impedidas de restituir os contêineres dentro do prazo contratual. A partir deste julgamento, a tendência é que novas demandas sejam impulsionadas para impedir cobranças indevidas e exigir maior responsabilidade das transportadoras na gestão de suas unidades de carga, e da Aduana na retenção das unidades de carga”

Importante dizer que, por Santos ser o grande hub de logística portuária do Brasil, as decisões do tribunal de São Paulo neste tipo de matéria têm ampla repercussão.

FONTE:  A GAZETA
Decisão da Justiça pode acabar com uma das maiores dores de cabeça de importadores e exportadores | A Gazeta

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Brasil registra redução nas exportações para a China

De acordo com o relatório CEBC-Alerta, realizado pelo Conselho Empresarial Brasil-China, as exportações do Brasil para a China apresentaram uma queda significativa em 2024, impulsionada pela redução de 19% no faturamento das vendas de soja.

Esse declínio foi resultado de uma diminuição tanto no volume embarcado (-2,6%) quanto no preço (-20%) do produto, que continua sendo um dos principais itens exportados para o mercado chinês. A soja teve sua participação na pauta de exportações do Brasil para a China reduzida em 3,9 pontos percentuais, fechando o ano com 33% do total exportado.

Apesar dessa queda, a China manteve-se como o principal destino das exportações brasileiras de soja, absorvendo 73% do total exportado em 2024. No entanto, o cenário foi mais positivo para outros produtos. O petróleo, por exemplo, se destacou como o principal produto exportado pelo Brasil para o mundo, com uma participação de 13% nas exportações totais. O faturamento com as exportações de petróleo cresceu 5,2%, e a China se manteve como o maior destino dessas exportações, com 45% do total enviado para o exterior. O valor das vendas de petróleo para o mercado chinês teve um pequeno aumento de 1% em relação ao ano anterior.

O gráfico abaixo revela o padrão de exportações de contêineres do Brasil para a China entre janeiro de 2021 e novembro de 2024. Os dados vêm do DataLiner da Datamar.

Exportações de contêineres para a China | Jan 2021 – Nov 2024 | TEUS

Fonte: DataLiner (clique aqui para solicitar uma demonstração) 

Além da China, outros países também se destacaram nas exportações de petróleo. Os Estados Unidos ficaram em segundo lugar, com uma participação de 13%, seguidos pela Espanha, com 11%. Dessa forma, a China segue como o principal parceiro comercial do Brasil em termos de exportações, especialmente no setor de petróleo, demonstrando sua importância estratégica no comércio internacional do Brasil.

Fonte: Agro Link
Brasil registra redução nas exportações para a China

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Movimentação no Porto de Itajaí registra queda em 2024

O Porto de Itajaí encerrou 2024 com uma movimentação total de cargas de 14,17 milhões de toneladas, o que representa uma redução de 5% em relação ao volume registrado no ano anterior, de 14,97 milhões de toneladas.

A movimentação de contêineres também apresentou recuo, totalizando 1,279 milhão de TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), uma redução de 1% em comparação com os 1,296 milhão de TEUs movimentados em 2023.

As operações de contêineres foram retomadas no Porto de Itajaí somente no segundo semestre de 2024. Confira as operações de exportação de contêineres no Porto de Itajaí de janeiro a novembro, a partir de 2021.

Exportação de Contêineres | Porto de Itajaí | Jan-Nov 2021 a Jan-Nov 2024 | TEUs

Sob a gestão da Autoridade Portuária de Santos (APS), o Porto de Itajaí inicia uma nova fase, considerada promissora pela administração federal. Segundo Anderson Pomini, presidente da APS, o foco está em “impor uma visão estratégica voltada para a elevação da governança, modernização da infraestrutura portuária e ampliação da movimentação de cargas no Porto de Itajaí”. O superintendente interino, André Bonini, reforça que “a expectativa para 2025 é implementar melhorias estruturais que aumentem a competitividade do porto, promovendo maior eficiência operacional e atração de novos negócios”.

Apesar da retração registrada em 2024, o Porto de Itajaí mantém sua relevância como um dos principais complexos portuários do Brasil. Os números refletem sua importância para a economia regional e nacional, enquanto a administração aposta em novos investimentos e parcerias para estimular a recuperação e impulsionar o crescimento nos próximos anos.

Fonte: Porto de Itajaí 
Movimentação no Porto de Itajaí registra queda em 2024

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