Portos

Tecon Santos amplia capacidade de armazenagem e chega a 2,9 milhões de TEUs por ano

O Tecon Santos, terminal operado pela Santos Brasil no Porto de Santos (SP), concluiu mais uma etapa do projeto de ampliação e modernização, elevando sua capacidade anual para 2,9 milhões de TEUs. A expansão ocorre em um período estratégico para o comércio exterior brasileiro, próximo à chamada peak season do segundo semestre, quando aumentam as importações para datas como Black Friday e Natal, além do escoamento da produção de commodities agrícolas.

A nova capacidade foi alcançada com a incorporação de uma área de 4 mil metros quadrados ao pátio operacional do terminal. O espaço antes era ocupado pelo antigo prédio administrativo da companhia, demolido em maio para dar lugar à ampliação da área de armazenagem.

Nova área adiciona 137 mil TEUs de capacidade ao terminal

Localizada na região central do Tecon Santos, a área passou por obras de adequação e agora contribui com aproximadamente 137 mil TEUs de capacidade dinâmica, ampliando a estrutura disponível para movimentação de contêineres no Porto de Santos.

O projeto de expansão do terminal começou em 2019 e prevê investimentos totais próximos de R$ 3 bilhões, com a meta de alcançar uma capacidade operacional de 3 milhões de TEUs por ano.

Até o momento, a Santos Brasil já aplicou mais de R$ 2,5 bilhões no programa de modernização.

Investimentos antecipam demanda do comércio exterior

Para Charles Thibault, diretor de Terminais da Santos Brasil, os aportes realizados refletem uma estratégia de longo prazo para acompanhar o crescimento das operações internacionais brasileiras.

“Nosso compromisso é preparar a infraestrutura antes que a demanda se materialize, garantindo capacidade ao Porto de Santos, eficiência operacional e serviço premium para os nossos clientes”, afirmou o executivo.

Segundo Thibault, a expansão permite que o Tecon Santos responda atualmente por quase metade da capacidade de movimentação de contêineres do porto.

Nova sede administrativa será construída até 2027

Como parte do processo de modernização, a Santos Brasil também iniciará no quarto trimestre deste ano a construção de uma nova sede administrativa.

O edifício será instalado próximo à portaria terrestre do terminal e terá cinco andares, cerca de 1,2 mil metros quadrados de área construída e capacidade para acomodar até 450 colaboradores.

A previsão é que a nova estrutura seja concluída até o final de 2027, substituindo as instalações administrativas anteriores por um espaço mais moderno e sustentável.

Terminal amplia uso de equipamentos elétricos e operação remota

Além da expansão física, o Tecon Santos avançou na modernização dos equipamentos utilizados nas operações portuárias.

Neste mês, cinco dos oito RTGs elétricos fabricados pela ZPMC iniciaram operação remota no terminal. Os equipamentos chegaram da China no início do ano, junto com dois novos portêineres.

Os novos RTGs se somam às oito primeiras unidades elétricas já utilizadas pelo terminal. A tecnologia permite operação à distância, iniciativa implantada de forma pioneira no Brasil pelo Tecon Santos no final de 2024.

Segundo a empresa, o sistema aumenta a segurança operacional e melhora as condições ergonômicas dos profissionais responsáveis pela operação dos equipamentos.

Renovação da frota reduzirá emissões de carbono

A Santos Brasil prevê a aquisição de outros 30 RTGs elétricos nos próximos anos, substituindo equipamentos convencionais movidos a diesel.

Com a renovação completa da frota, a expectativa é reduzir em 97% as emissões de carbono associadas a esses equipamentos, evitando o lançamento de cerca de 713 toneladas de CO₂ por mês na atmosfera.

Os novos portêineres, que já operam manualmente, também serão os primeiros do Brasil preparados para operar remotamente.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Transporte

CMA CGM amplia lucro no segundo trimestre com alta dos fretes e força do transporte marítimo

A CMA CGM, uma das maiores empresas globais de transporte marítimo e logística, encerrou o segundo trimestre com forte avanço nos resultados financeiros. O aumento dos fretes marítimos e a manutenção da demanda internacional ajudaram a compensar os impactos operacionais causados pelo agravamento das tensões geopolíticas no Oriente Médio.

No período, a companhia registrou receita de US$ 15,7 bilhões, crescimento de 19,2% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. O Ebitda avançou 31%, alcançando US$ 3 bilhões, enquanto o lucro líquido atribuído ao grupo passou de US$ 520 milhões para US$ 770 milhões.

Transporte marítimo lidera crescimento da companhia

O principal destaque do balanço foi a divisão de transporte de contêineres, que segue como o maior gerador de resultados da CMA CGM.

A empresa movimentou 6,33 milhões de TEUs no trimestre, volume 6% superior ao registrado no mesmo período de 2025. A receita do segmento chegou a US$ 10 bilhões, alta de 22%, enquanto o Ebitda da área cresceu mais de 42%, somando US$ 2,26 bilhões.

Segundo a companhia, o desempenho foi impulsionado pela elevação dos preços dos fretes internacionais e pela continuidade de volumes expressivos de carga nas principais rotas comerciais.

Demanda global sustenta mercado de contêineres

A CMA CGM informou que fatores como consumo aquecido, reposição de estoques e antecipação de embarques diante de possíveis alterações tarifárias contribuíram para manter a procura por transporte marítimo internacional.

Esse cenário ajudou a reduzir os efeitos negativos provocados pela instabilidade no Oriente Médio, que aumentou custos operacionais, elevou despesas com seguros e causou atrasos em algumas rotas.

O presidente do conselho e CEO da CMA CGM, Rodolphe Saadé, afirmou que a companhia apresentou resultados sólidos mesmo diante de um ambiente global mais incerto.

Segundo ele, a diversificação das operações — incluindo logística, terminais portuários e transporte aéreo de cargas — ampliou a capacidade da empresa de responder rapidamente às mudanças do mercado.

Empresa mantém alternativas logísticas diante das tensões internacionais

Apesar dos impactos causados pelos conflitos no Oriente Médio, a companhia afirmou que a valorização dos fretes e a flexibilidade de sua rede internacional compensaram parte dos custos adicionais.

A empresa também manteve o uso de soluções de transporte multimodal para garantir o fluxo de mercadorias destinadas aos mercados do Golfo, combinando diferentes modais para reduzir impactos nas operações.

CEVA Logistics cresce, mas enfrenta pressão nas margens

Fora do segmento marítimo, a CEVA Logistics, braço de logística do grupo, registrou receita trimestral de US$ 5 bilhões, avanço de 8,5% na comparação anual.

Apesar do crescimento da receita, o Ebitda da unidade recuou devido à redução das margens no setor de agenciamento de cargas e ao desempenho mais fraco da indústria automotiva.

Já as áreas de terminais portuários, carga aérea e demais negócios apresentaram crescimento expressivo. A receita desses segmentos aumentou quase 48%, chegando a US$ 1,48 bilhão, beneficiada por aquisições recentes e pelo desempenho positivo das operações portuárias.

CMA CGM e Stonepeak criam empresa para administrar terminais

A divulgação dos resultados ocorreu junto à conclusão de uma importante operação de infraestrutura logística. A CMA CGM e a gestora de investimentos Stonepeak finalizaram a criação da United Ports LLC, empresa responsável pela administração de nove grandes terminais de contêineres em cinco países.

Como parte do acordo, a Stonepeak realizou um investimento de US$ 2,4 bilhões para adquirir 25% de participação no negócio. A CMA CGM permaneceu com o controle operacional da companhia.

As empresas também planejam novos investimentos em expansão da capacidade dos terminais, projetos de eletrificação portuária e desenvolvimento de estruturas logísticas.

Incertezas globais continuam no radar do setor

Mesmo com o desempenho positivo, a CMA CGM destacou que o cenário internacional permanece marcado por incertezas, especialmente devido às tensões geopolíticas, mudanças nas políticas comerciais e novas tarifas que podem alterar as cadeias globais de suprimentos.

A companhia afirmou que sua diversificação de negócios, estrutura financeira e capacidade de adaptação da rede global são fatores importantes para enfrentar a volatilidade do mercado e manter o atendimento aos clientes nas principais rotas do comércio mundial.

FONTE: Global Trade Mag
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Logística

Brado e TCP ampliam ferrovia em Paranaguá e elevam capacidade logística do terminal

A Brado Logística e a TCP, administradora do Terminal de Contêineres de Paranaguá, concluíram em julho a ampliação da infraestrutura ferroviária dentro do pátio operacional do terminal. A nova estrutura deve elevar em aproximadamente 20% a capacidade de movimentação de cargas por ferrovia, além de tornar as operações mais ágeis e eficientes.

A expansão contempla a implantação de uma terceira linha férrea e uma nova área de manobras, reforçando a integração entre o porto e importantes polos produtivos do Paraná.

Segundo Fabio Mattos, gerente comercial da TCP, o ramal ferroviário atende cidades estratégicas como Ortigueira, Cambé e Cascavel, responsáveis por grande parte da produção e exportação de carne de frango, papel e celulose.

Com a nova configuração, a capacidade anual de transporte de contêineres cheios passa de 55 mil para cerca de 66 mil unidades, ampliando o atendimento aos clientes que utilizam o modal ferroviário.

Projeto fortalece a logística do Paraná

Para Vinicius Cordeiro, gerente executivo de Comercial e Novos Negócios da Brado, a entrega da obra representa um novo momento para a logística paranaense, ao ampliar a conexão entre produtores, indústrias e mercados nacionais e internacionais.

De acordo com o executivo, a ampliação permitirá oferecer soluções logísticas mais eficientes e sustentáveis, especialmente para o agronegócio e para o setor industrial, segmentos que demandam maior capacidade de transporte para acompanhar o crescimento da produção.

A expectativa é que a maior integração entre ferrovia e porto aumente a competitividade dos produtos do Paraná, proporcionando mais previsibilidade e eficiência no escoamento das cargas.

Terminal ganha terceira linha férrea e amplia operações simultâneas

A TCP é o único terminal portuário da Região Sul com ligação ferroviária direta ao pátio operacional. Com a conclusão da obra, foram incorporados 757 metros adicionais de trilhos, incluindo uma terceira linha férrea e uma nova área destinada às manobras.

Antes da ampliação, o terminal operava com duas linhas, permitindo que um trem entrasse enquanto outro deixava o pátio, com operações limitadas a 41 contêineres por movimentação.

Agora, dois trens poderão realizar operações de carga e descarga ao mesmo tempo, enquanto um terceiro deixa o terminal, aumentando significativamente a produtividade da operação ferroviária.

Mudanças reduzem impactos no trânsito da Avenida Portuária

A nova configuração também traz benefícios para o fluxo de veículos na região portuária.

Anteriormente, as composições chegavam a Paranaguá com 82 vagões, mas precisavam ser divididas em dois trechos para cruzar a passagem de nível da Avenida Portuária, interrompendo o trânsito em duas etapas.

Com a ampliação da ferrovia, os trens passam a cruzar a via em uma única composição, mantendo velocidade reduzida e eliminando as longas interrupções registradas anteriormente, o que melhora tanto a operação ferroviária quanto a mobilidade urbana.

Transporte ferroviário ganha protagonismo nas exportações

A TCP destaca que o transporte ferroviário vem se consolidando como uma alternativa estratégica para a logística de cargas, oferecendo mais segurança, menor risco de avarias e maior previsibilidade nos prazos de entrega.

Em 2024, dos 310 mil contêineres de exportação movimentados pelo terminal, aproximadamente 52 mil — cerca de 17% do total — foram transportados pela Brado por meio da ferrovia.

Investimentos somam R$ 500 milhões em cinco anos

A expansão ferroviária faz parte de um amplo plano de modernização da TCP. Nos últimos cinco anos, a empresa investiu aproximadamente R$ 500 milhões na ampliação da infraestrutura e na modernização das operações.

Para acompanhar o aumento da demanda ferroviária, o terminal passou a operar com três guindastes RTG (Rubber Tyred Gantry), um equipamento a mais que anteriormente. Os equipamentos também foram eletrificados por meio da instalação de barramentos elétricos, medida que reduz em cerca de 771 toneladas por ano as emissões de carbono da operação.

Os investimentos incluíram ainda novos Terminal Tractors (TTs) e adequações no gate de acesso, permitindo maior fluidez para a terceira linha ferroviária e melhor desempenho na movimentação de cargas.

Brado amplia ativos para aumentar produtividade

Além das intervenções realizadas pela TCP, a Brado Logística investiu em novos ativos e componentes destinados à implantação da infraestrutura ferroviária.

Entre as melhorias estão a instalação de novos trilhos, três aparelhos de mudança de via (AMVs) e reforços estruturais, permitindo maior capacidade de manobra, redução do tempo de espera das composições e aumento da produtividade operacional.

Segundo a empresa, o conjunto de investimentos amplia a confiabilidade das operações e melhora a capacidade de resposta às demandas crescentes do mercado.

Para a TCP, a modernização fortalece a integração entre os diferentes modais de transporte, amplia a competitividade do terminal e contribui para tornar mais eficiente a cadeia logística do comércio exterior brasileiro.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Comércio Exterior

Portos do Sul e Sudeste devem concentrar impactos do tarifaço dos EUA sobre exportações brasileiras

Os portos das regiões Sul e Sudeste devem sentir os maiores reflexos das novas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. A avaliação é do Observatório de Infraestrutura de Transportes, do Instituto Brasileiro de Infraestrutura (IBI), que aponta concentração dos impactos nos principais polos exportadores do país.

De acordo com o presidente do IBI, Mario Povia, os efeitos da medida tendem a ser mais intensos no Porto de Santos (SP) e nos terminais localizados no Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Espírito Santo, estados que concentram o embarque de diversos produtos atingidos pelas sobretaxas.

Exportações de produtos industriais estão entre as mais afetadas

Segundo o instituto, os portos dessas regiões são responsáveis pelo escoamento de mercadorias como madeira de pinus, móveis, máquinas, plásticos, produtos têxteis, calçados, papel, açúcar, tabaco e rochas ornamentais, segmentos diretamente impactados pela política tarifária norte-americana.

Levantamento do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostra que cerca de 23% das exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos foram atingidas pelas novas tarifas. Em contrapartida, aproximadamente 52,7% dos produtos enviados ao mercado norte-americano ficaram de fora da medida, graças às exceções anunciadas pelo governo dos EUA.

Isenções reduzem impacto sobre a movimentação portuária

Apesar das restrições comerciais, especialistas avaliam que o sistema portuário brasileiro deve sofrer impactos limitados. Isso porque boa parte das cargas transportadas em contêineres foi contemplada pelas isenções.

Entre os produtos preservados estão carnes, café, celulose, pescados e frutas, mercadorias de maior valor agregado que representam parcela importante da movimentação conteinerizada brasileira.

Na avaliação do IBI, esse cenário tende a manter o ritmo das operações nos portos, concentrando os prejuízos apenas em determinadas cadeias produtivas e regiões, sem comprometer o desempenho geral da infraestrutura portuária nacional.

Setor de transporte também prevê reflexos em outros modais

Embora as isenções amenizem parte dos efeitos sobre as exportações, representantes do setor de transporte alertam para consequências indiretas em diferentes modais logísticos.

A gerente executiva da Confederação Nacional do Transporte (CNT), Fernanda Schwantes, afirma que os principais impactos devem atingir produtos manufaturados e semimanufaturados. Ainda assim, ela reconhece que as exceções concedidas pelos Estados Unidos oferecem certo alívio para o agronegócio e para segmentos estratégicos da indústria brasileira.

Mesmo com esse cenário, a redução no volume de cargas destinadas ao mercado norte-americano pode afetar empresas de transporte rodoviário, ferroviário, marítimo e aéreo, em razão da diminuição do fluxo de mercadorias.

Empresas de logística podem enfrentar atrasos e queda na receita

Além da redução nas exportações, a CNT destaca que disputas comerciais dessa natureza costumam provocar atrasos nos processos aduaneiros, necessidade de renegociação de contratos e busca por novos mercados consumidores, fatores que aumentam os desafios para transportadoras e operadores logísticos.

O governo federal anunciou linhas de financiamento por meio do Programa Brasil Soberano para apoiar empresas exportadoras e fornecedores impactados pelas tarifas e pela instabilidade no Golfo Pérsico. No entanto, segundo a entidade, o pacote não contempla de forma direta o setor de transporte e logística, que sofre os efeitos da retração das exportações sem acesso específico às medidas de apoio.

Fonte: Com informações da CNN Brasil.

Texto: Redação

Imagem: Reprodução CNN / Reuters

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Portos

Porto de Tuas avança com megamuralha submarina e promete ser o maior porto automatizado do mundo

A construção do Porto de Tuas, em Singapura, entra em uma nova etapa com a implantação de uma gigantesca megamuralha submarina, considerada uma das maiores obras de engenharia marítima em execução no mundo. A estrutura será essencial para viabilizar a expansão do complexo portuário, que tem como objetivo se tornar o maior porto totalmente automatizado do planeta.

Blocos gigantes sustentam expansão no mar

Para formar a base da nova área portuária, equipes de engenharia estão instalando enormes caixões de concreto no leito marinho. Cada estrutura possui dimensões semelhantes às de um edifício de aproximadamente dez andares e atua como elemento de contenção para proteger a área recuperada do avanço do mar.

Quando posicionados e preenchidos parcialmente, esses blocos criam uma extensa barreira marítima capaz de sustentar a futura infraestrutura do terminal. Em determinadas fases da obra, a muralha poderá atingir cerca de 17,7 quilômetros de extensão.

Projeto transforma a costa de Singapura desde 2014

As obras do Porto de Tuas tiveram início em 2014, com intervenções de dragagem e recuperação de áreas costeiras. Desde então, Singapura vem ampliando sua faixa marítima para receber um complexo portuário de nova geração, projetado para atender ao crescimento do comércio internacional nas próximas décadas.

Novo porto terá capacidade para 65 milhões de contêineres

Quando estiver concluído, o empreendimento ocupará uma área de aproximadamente 1.337 hectares, equivalente a mais de 3 mil campos de futebol.

A infraestrutura contará com 66 berços de atracação e cerca de 26 quilômetros de cais, preparados para receber alguns dos maiores navios porta-contêineres em operação no mundo.

A capacidade estimada é de 65 milhões de TEUs por ano — unidade utilizada para medir a movimentação de contêineres no transporte marítimo — consolidando o terminal entre os maiores centros logísticos globais.

Inteligência artificial comandará as operações

Além da dimensão da obra, o grande diferencial do Porto de Tuas será o elevado nível de automação.

O complexo utilizará inteligência artificial, guindastes elétricos e veículos autônomos para realizar o transporte de contêineres entre os navios, os pátios de armazenamento e as áreas operacionais.

Grande parte das atividades será monitorada por um centro de controle remoto, permitindo maior eficiência operacional, redução de custos e aumento da produtividade nas operações portuárias.

Conclusão está prevista para 2040

A expectativa é que todas as etapas do projeto sejam finalizadas até 2040. Com a entrada em operação completa do Porto de Tuas, Singapura pretende ampliar ainda mais sua relevância no comércio marítimo internacional, consolidando-se como um dos principais hubs de logística portuária do mundo.

FONTE: Diário do Litoral
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Logística

TCP conclui ampliação da ferrovia no Terminal de Contêineres de Paranaguá e eleva capacidade operacional

A TCP, administradora do Terminal de Contêineres de Paranaguá, e a Brado Logística finalizaram, em julho, as obras de expansão da infraestrutura ferroviária dentro do terminal paranaense. A modernização deve aumentar em cerca de 20% a capacidade de movimentação de cargas por ferrovia, além de tornar as operações mais ágeis e eficientes.

Nova linha férrea amplia transporte de contêineres

Com a implantação de uma terceira linha ferroviária e de uma nova área de manobras, o terminal passa a ampliar sua capacidade anual de transporte de contêineres cheios de 55 mil para aproximadamente 66 mil unidades.

O ramal ferroviário conecta o Porto de Paranaguá aos municípios de Ortigueira, Cambé e Cascavel, importantes polos de produção de papel, celulose e carne de frango, fortalecendo o escoamento da produção para o mercado externo.

Segundo Fabio Mattos, gerente comercial da TCP, o investimento representa um ganho relevante de produtividade para os clientes atendidos por esses corredores logísticos.

Infraestrutura fortalece logística do Paraná

Para a Brado Logística, a entrega da obra marca uma nova fase para o transporte multimodal no estado. De acordo com Vinicius Cordeiro, gerente executivo Comercial e de Novos Negócios da empresa, a expansão amplia as conexões entre produtores e mercados nacionais e internacionais, oferecendo uma alternativa mais eficiente e sustentável para o transporte de cargas.

O executivo destaca que a melhoria é especialmente importante para o agronegócio e para o setor industrial paranaense, que demandam soluções logísticas capazes de acompanhar o crescimento da produção e ampliar a competitividade das exportações.

Operação ferroviária ganha mais agilidade

A TCP é o único terminal portuário da região Sul com ligação ferroviária direta ao pátio de operações. Com a expansão, foram adicionados 757 metros de trilhos, incluindo a terceira linha e uma nova área destinada às manobras ferroviárias.

Antes da ampliação, o terminal operava com duas linhas, permitindo a movimentação de um trem por vez durante as operações de carga e descarga. Agora, será possível realizar o atendimento simultâneo de dois trens enquanto uma terceira composição deixa o terminal, aumentando a fluidez operacional.

Menos impactos no trânsito da Avenida Portuária

Outra mudança importante ocorre na circulação ferroviária dentro de Paranaguá. Anteriormente, os trens precisavam ser divididos em duas composições menores para atravessar a passagem de nível da Avenida Portuária, interrompendo o trânsito em duas ocasiões.

Com a nova configuração, os trens poderão cruzar a via em composição completa, reduzindo o número de bloqueios, diminuindo o tempo de espera para motoristas e garantindo maior fluidez tanto para o transporte ferroviário quanto para o tráfego urbano.

Investimentos somam R$ 500 milhões nos últimos cinco anos

A ampliação faz parte de um plano de modernização da TCP, que investiu aproximadamente R$ 500 milhões em infraestrutura e ampliação da capacidade operacional nos últimos cinco anos.

Para acompanhar o aumento da movimentação ferroviária, o terminal passou a operar com três guindastes RTG, todos eletrificados por meio da instalação de barramentos elétricos. A iniciativa reduz em cerca de 771 toneladas por ano as emissões de carbono relacionadas à operação desses equipamentos.

Além disso, a empresa incorporou novos Terminal Tractors (TTs) e promoveu adaptações no gate de acesso para atender à terceira linha ferroviária e melhorar o fluxo interno de cargas.

Brado reforça investimentos para ampliar eficiência

A Brado Logística também realizou aportes em equipamentos e componentes ferroviários essenciais para a expansão da infraestrutura. Entre as melhorias estão a instalação de novos trilhos e de três aparelhos de mudança de via (AMVs), que ampliam a capacidade de manobras, reduzem o tempo de espera das composições e aumentam a produtividade do terminal.

Segundo a empresa, os investimentos elevam a confiabilidade da operação e oferecem maior capacidade de resposta ao crescimento da demanda por transporte ferroviário.

Para Washington Renan Bohnn, gerente de operações logísticas da TCP, a ampliação fortalece a integração entre os modais de transporte, aumenta a eficiência das operações e contribui para tornar a cadeia logística do comércio exterior brasileiro mais competitiva.

FONTE: TCP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Portos

Porto de Suape movimenta 13,7 milhões de toneladas e registra crescimento de 25,6% no semestre

O Porto de Suape encerrou o primeiro semestre de 2026 com um desempenho expressivo na movimentação de cargas. Entre janeiro e junho, o complexo industrial portuário movimentou 13.726.969 toneladas, volume 25,6% superior ao registrado no mesmo período de 2025.

Os dados fazem parte do balanço operacional encaminhado mensalmente à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), responsável pela consolidação das estatísticas do setor portuário brasileiro.

Granéis líquidos lideram operações no terminal

Os granéis líquidos responderam pela maior parte da movimentação no semestre, com participação de 66,6% do total. Em seguida aparecem as cargas conteinerizadas, que representaram 25,7% das operações.

Já os granéis sólidos corresponderam a 5,8% da carga movimentada, enquanto a carga geral solta respondeu por 1,9%.

Atualmente, o Porto de Suape ocupa a quarta colocação entre os portos públicos do Brasil em volume de cargas e permanece entre os principais hubs logísticos do Nordeste.

Número de atracações também cresce em 2026

Além do aumento na movimentação de mercadorias, o complexo registrou expansão no fluxo de embarcações. No primeiro semestre foram contabilizadas 832 atracações, resultado 14,3% superior ao observado no mesmo intervalo do ano passado.

Segundo o diretor-presidente do Complexo de Suape, Armando Monteiro Bisneto, o desempenho demonstra a diversidade operacional do porto e reforça sua relevância para atender às cadeias produtivas nacionais. Ele destaca ainda que os indicadores servem como base para o planejamento de investimentos em infraestrutura e para o aprimoramento da eficiência das operações.

Petróleo impulsiona crescimento dos granéis líquidos

A movimentação de granéis líquidos, formada principalmente por petróleo e derivados processados pela Refinaria Abreu e Lima, instalada no complexo, alcançou 9.142.864 toneladas no semestre. O volume representa crescimento de 40,1% em relação ao mesmo período de 2025.

Na operação de contêineres, foram registrados 333.786 TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), mantendo estabilidade frente ao resultado obtido no ano anterior.

Granéis sólidos e veículos apresentam desempenho positivo

As operações com granéis sólidos, que incluem cargas como trigo, clínquer e coque, totalizaram 799.510 toneladas, alta de 39% na comparação anual.

Já a movimentação de veículos chegou a 33.779 unidades, com predominância de automóveis produzidos no Polo Automotivo da Stellantis, em Goiana, na Zona da Mata Norte de Pernambuco.

Para o diretor de Desenvolvimento e Gestão Portuária de Suape, José Constantino, o acompanhamento contínuo dos indicadores operacionais é fundamental para orientar decisões sobre infraestrutura e direcionar investimentos capazes de atender ao crescimento da demanda logística.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

Porto Itapoá abre escritório em Xangai para ampliar negócios com a China

O Porto Itapoá, um dos terminais portuários de maior crescimento no Brasil, abriu um escritório de representação em Xangai, na China, com o objetivo de ampliar oportunidades comerciais e atrair novos negócios internacionais.

A iniciativa faz parte de uma parceria com a InvestSC, Agência de Investimentos do Estado de Santa Catarina, que atua na aproximação entre empresas estrangeiras e o mercado catarinense. A executiva responsável pela atuação na Ásia, Carolina Canale, será uma das responsáveis pelo relacionamento regional.

Parceria aproxima Santa Catarina do mercado asiático

A estratégia começou a ser construída em novembro do ano passado, quando o CEO do Porto Itapoá, Ricardo Arten, participou da delegação catarinense na inauguração do escritório de representação de Santa Catarina em Xangai, principal centro econômico da China.

O escritório do porto funcionará no mesmo prédio da representação estadual, facilitando a integração das ações voltadas à atração de investimentos chineses e ao suporte a empresas catarinenses que ampliam operações no mercado asiático.

A atuação conjunta terá como foco identificar companhias chinesas interessadas em investir em Santa Catarina e auxiliar empresas do estado que utilizam o terminal para suas operações de exportação para a China.

China lidera movimentação de cargas no Porto Itapoá

A expansão internacional ocorre em um momento de crescimento operacional do terminal catarinense. Em junho de 2026, o Porto Itapoá registrou o maior volume mensal de movimentação de contêineres desde o início das operações, há 15 anos, alcançando 74 mil unidades no período.

Segundo Ricardo Arten, o resultado reflete os investimentos realizados na ampliação da capacidade, melhorias de infraestrutura e ganhos de eficiência operacional.

“Alcançar o maior volume mensal da história justamente no mês em que o terminal completa 15 anos tem um significado especial”, afirmou o executivo.

Mercado chinês tem papel estratégico nas operações

No primeiro semestre de 2026, a China foi o principal parceiro comercial do Porto Itapoá. O país respondeu por 49,4% das importações movimentadas pelo terminal e por 17,9% das exportações.

Entre os destinos das cargas exportadas, os Estados Unidos aparecem na segunda posição, representando 16,5% do total movimentado.

A abertura do escritório em Xangai reforça a estratégia do porto de ampliar sua presença internacional e aproveitar o crescimento das relações comerciais entre Santa Catarina, Brasil e o mercado asiático.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NSC

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Portos

Porto de Suape cresce 26,9% em 2026 e reforça protagonismo na logística brasileira

O Porto de Suape registrou crescimento de 26,9% em 2026, fortalecendo sua posição entre os maiores complexos portuários do Brasil. O desempenho é resultado de uma estratégia de expansão sustentada por mais de R$ 2 bilhões em investimentos privados, além de melhorias na infraestrutura e no aumento da capacidade operacional.

O avanço confirma a importância do terminal pernambucano para o comércio exterior brasileiro e reforça sua relevância na movimentação de cargas e contêineres.

Desempenho de 2024 abriu caminho para o crescimento

A evolução observada em 2026 tem como base os resultados alcançados nos últimos anos. Em 2024, o complexo portuário movimentou 24,8 milhões de toneladas, o segundo maior volume registrado em seus 46 anos de operação, de acordo com o Anuário Estatístico da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Naquele ano, a movimentação cresceu 3,6% em relação a 2023, enquanto o número de embarcações atracadas chegou a 1.628, avanço de 7,9% no período.

Movimentação de contêineres bate recorde

O principal destaque foi o desempenho do Tecon Suape, que alcançou um recorde de 646.804 TEUs em 2024, volume 23,4% superior ao registrado no ano anterior.

Esse crescimento foi impulsionado pela chegada dos navios da classe New Panamax, considerados os maiores autorizados a cruzar o Canal do Panamá, com cerca de 366 metros de comprimento.

A primeira operação desse porte ocorreu em julho de 2024, com a atracação do MSC Orion. Meses depois, a rota semanal Santana passou a conectar diretamente o Nordeste brasileiro a Singapura, ampliando a integração do porto com importantes mercados internacionais.

Outros segmentos também registraram avanço

Além dos contêineres, outras operações apresentaram resultados positivos.

A movimentação de carga geral aumentou 19,3%, impulsionada pelo transporte de equipamentos industriais, produtos siderúrgicos, fertilizantes e grãos.

Já os granéis sólidos alcançaram 1,22 milhão de toneladas, crescimento de 7,9%, com destaque para cargas de trigo, clínquer e coque de petróleo.

Investimentos fortalecem infraestrutura e capacidade operacional

A expansão do Porto de Suape é sustentada por um amplo programa de investimentos privados superior a R$ 2 bilhões.

Entre os principais resultados está o aumento de 55% na capacidade de movimentação de contêineres, além da execução de obras voltadas à modernização da infraestrutura portuária.

As melhorias incluem a conclusão da dragagem do canal externo, o início das obras de dragagem do canal interno e o avanço da quarta e última etapa da recuperação do molhe de proteção.

Obras ampliam competitividade do porto

As intervenções aumentam a segurança das operações e permitem a atracação de embarcações com maior calado, ampliando a capacidade logística do complexo.

Com essa estrutura, o porto passa a oferecer melhores condições para armadores e operadores de comércio exterior, fortalecendo sua competitividade e ampliando a conectividade com rotas internacionais.

FONTE: FUP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FUP

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Portos

Porto de Fortaleza registra alta na movimentação de cargas e projeta novo recorde em 2026

O Porto de Fortaleza encerrou o primeiro semestre de 2026 com resultados acima das expectativas e reforçou a perspectiva de um ano histórico para a movimentação de cargas. Entre janeiro e junho, passaram pelo terminal 2,59 milhões de toneladas, volume 10,06% superior ao registrado no mesmo período de 2025 e 6,87% acima da meta estabelecida pela Companhia Docas do Ceará (CDC).

Além do desempenho operacional, a administração do porto prevê um avanço expressivo no turismo marítimo. Para a temporada de cruzeiros 2026/2027, a expectativa é de um crescimento de 70% no número de escalas, passando de cinco para nove navios entre outubro e abril, com estimativa de aproximadamente 14 mil passageiros.

Segundo o presidente da CDC, Quintino Vieira, o aumento reflete a recuperação do setor e o fortalecimento de Fortaleza como destino no roteiro dos cruzeiros marítimos.

Trigo, combustíveis e contêineres impulsionam a movimentação

O crescimento foi registrado em praticamente todos os segmentos de carga. A carga geral avançou 30,14%, impulsionada principalmente pelo transporte de equipamentos destinados ao setor de energia eólica, como pás e maquinários.

Já a movimentação de contêineres aumentou 14,57%, enquanto os granéis líquidos cresceram 7,63%. Os granéis sólidos agrícolas tiveram alta de 9,93% e os granéis sólidos minerais avançaram 1,40%, alcançando recorde mensal em maio deste ano.

A meta da CDC é movimentar 5,083 milhões de toneladas até o fim de 2026, superando em 2,51% o desempenho do ano anterior. No entanto, o resultado do primeiro semestre já ultrapassa o ritmo inicialmente previsto.

Porto lidera movimentação de trigo no Brasil

Os combustíveis, incluindo diesel, gasolina, GLP e querosene de aviação (QAV), representam 48,4% de toda a carga movimentada no semestre.

Os granéis sólidos respondem por outros 36,3% do volume, com destaque para o trigo, que corresponde a boa parte da movimentação agrícola.

De acordo com a Companhia Docas do Ceará, o Porto de Fortaleza movimenta cerca de 1,2 milhão de toneladas de trigo por ano, consolidando-se como o maior terminal brasileiro nesse segmento, à frente de outros importantes portos nacionais. O desempenho é atribuído à presença de três grandes moinhos instalados dentro da área portuária.

Grande parte do trigo chega da Argentina, por meio dos portos de Rosário, San Lorenzo e San Pedro. Já o coque de petróleo é importado dos Estados Unidos e da Colômbia, enquanto combustíveis são recebidos principalmente do México e do Caribe.

Nas exportações, as frutas destinadas ao mercado europeu, especialmente ao porto de Roterdã, na Holanda, continuam entre os principais produtos embarcados.

Outro fator apontado pela administração para manter o crescimento é a nova rota de cabotagem, iniciada em abril pelo grupo CMA CGM em parceria com a Mercosul Line.

Terminal de passageiros recebe investimento de R$ 6 milhões

O Terminal Marítimo de Passageiros passou por uma requalificação em seu acesso viário, com investimento de R$ 6 milhões realizado pela concessionária ABA Infra.

A obra teve como objetivo melhorar a segurança, facilitar o fluxo de veículos e oferecer mais conforto a passageiros, turistas, organizadores de eventos e operadores logísticos.

Além da intervenção, a CDC também executa a modernização do sistema de iluminação em LED em toda a área portuária e amplia a estrutura de videomonitoramento.

Embora o terminal seja utilizado para diferentes tipos de eventos, sua principal função continua sendo receber navios de cruzeiro durante a temporada turística, tradicionalmente realizada entre outubro e abril.

Atratividade turística ainda é desafio para ampliar cruzeiros

Apesar de possuir estrutura capaz de receber embarcações de grande porte, a administração do porto reconhece que o principal obstáculo para aumentar o número de escalas não está na infraestrutura.

Segundo a CDC, os desafios estão relacionados ao fortalecimento da atratividade turística de Fortaleza, aos custos operacionais e à integração da capital cearense com outras rotas internacionais de cruzeiros.

Plano de expansão prevê novos terminais e melhorias no canal

Nos próximos cinco anos, a Companhia Docas do Ceará pretende ampliar a capacidade operacional do porto por meio do arrendamento de três novos terminais: dois voltados para granéis sólidos minerais e um destinado à movimentação de contêineres e carga geral.

Outra frente de investimento envolve melhorias na infraestrutura aquaviária. Estudos conduzidos pela Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico e Engenharia da USP permitiram ampliar o calado operacional do Canal Oeste de 8 para 11,75 metros, possibilitando a atracação de navios maiores independentemente da maré.

Também está em processo de atualização junto à Marinha do Brasil um novo canal natural, denominado Canal Norte-Sul, com profundidade de até 12 metros. Além disso, a largura do Canal Oeste foi ampliada de 160 para 220 metros, aumentando a segurança e a eficiência das operações.

Mesmo com os investimentos, a administração reconhece que a expansão física do porto possui limitações por estar inserido em área urbana. Por isso, a estratégia de crescimento está concentrada na modernização da infraestrutura existente, na melhoria da eficiência operacional e na atração de investimentos privados.

FONTE: Movimento Econômico
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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