Importação

Shein, Shopee e compras internacionais de até US$ 50 ficam sem imposto federal

Consumidores brasileiros que fazem compras internacionais pela internet terão uma mudança na tributação de produtos de baixo valor. Foi sancionado, na quinta-feira (10), o Projeto de Lei de Conversão (PLV) 13 de 2026, que elimina o Imposto de Importação de 20% sobre remessas de até US$ 50, cerca de R$ 257.

A medida encerra a cobrança que ficou conhecida popularmente como “taxa das blusinhas” e atinge compras realizadas em plataformas estrangeiras, como Shein e Shopee, por meio de remessas postais.

Com a nova regra, a alíquota federal para essa faixa de valor passa de 20% para zero.

Como fica o imposto para compras de até US$ 50

A principal alteração beneficia as chamadas pequenas compras internacionais. Uma encomenda de US$ 50, por exemplo, deixa de ter os US$ 10 referentes ao Imposto de Importação de 20% que incidiam sobre essa faixa.

A isenção, porém, se refere especificamente ao Imposto de Importação. Isso significa que o fim da “taxa das blusinhas” não garante que todas as compras de até US$ 50 estarão livres de qualquer outro tributo que possa ser aplicado.

Ao defender a mudança, Lula afirmou que a cobrança penalizava principalmente consumidores que fazem pequenas encomendas do exterior. Para o presidente, a medida representa uma correção na forma como essas operações eram tributadas.

Compras de até R$ 3 mil também terão imposto reduzido

A nova legislação também modifica a tributação para remessas de valor superior. Mercadorias de até R$ 3 mil por remessa passam a ter uma alíquota de importação de 30%, ante os atuais 60%.

A alteração, portanto, não se limita às compras de baixo valor e modifica diferentes faixas do regime de tributação de importados.

Governo poderá limitar quantidade e frequência das encomendas

Apesar da isenção para compras de até US$ 50, a legislação prevê mecanismos para evitar que o benefício seja utilizado em operações comerciais ou de revenda.

O governo poderá estabelecer regras sobre a quantidade e a frequência das compras, além de considerar a forma como a importação é realizada e a participação das plataformas no programa de conformidade da Receita Federal.

Também poderão ser criados mecanismos para combater o fracionamento artificial de remessas. A prática ocorre quando uma operação é dividida em várias encomendas para tentar enquadrá-las individualmente nos limites do regime simplificado.

O ministro da Fazenda também poderá alterar as alíquotas do Imposto de Importação abrangidas pela legislação.

Medicamentos sem similar no Brasil terão isenção

A mudança teve origem na Medida Provisória 1.357, publicada pelo governo em maio. O texto passou por alterações no Congresso antes de ser aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado e convertido em lei.

Durante a tramitação, os parlamentares incluíram uma regra que concede isenção do Imposto de Importação para medicamentos sem similar nacional.

A legislação ainda prevê o acompanhamento dos impactos econômicos provocados pelas novas regras. O Ministério da Fazenda deverá promover avaliações periódicas com representantes de setores como têxtil e vestuário, calçados, brinquedos, acessórios e cosméticos.

O modelo de tributação diferenciada também deverá ser analisado anualmente pelo Congresso Nacional.

Fim da “taxa das blusinhas” divide consumidores e comércio

A tributação das encomendas internacionais de pequeno valor vinha gerando divergências entre consumidores, plataformas de comércio eletrônico e empresas brasileiras.

Representantes da indústria e do comércio nacional defendem que a redução dos impostos sobre produtos importados pode ampliar a concorrência com mercadorias estrangeiras, principalmente as fabricadas na China. Na avaliação desses setores, o cenário poderia pressionar empresas brasileiras e afetar empregos.

Durante a cerimônia de sanção, Lula contestou a ideia de que a mudança tenha impacto significativo sobre a economia nacional. Segundo o presidente, o volume financeiro das encomendas de até US$ 50 seria pequeno diante do tamanho do comércio brasileiro.

Com a sanção presidencial, as novas regras passam a fazer parte da legislação de forma definitiva, encerrando a dependência da medida provisória que deu origem às alterações na tributação de compras internacionais.

FONTE: Âncora 1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Âncora 1

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Comércio Exterior

Fim da “taxa das blusinhas” aumenta pressão sobre indústria e varejo brasileiro

A aprovação no Congresso do fim da chamada “taxa das blusinhas” deve ampliar a pressão competitiva sobre empresas brasileiras, especialmente nos segmentos que disputam consumidores com plataformas internacionais de comércio eletrônico.

O Senado aprovou nesta quinta-feira (3), em votação simbólica, a medida provisória que elimina o Imposto de Importação sobre compras internacionais de até US$ 50, aproximadamente R$ 260. A proposta já havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados e agora segue para sanção presidencial.

A isenção está em vigor desde maio, quando a medida foi editada pelo governo federal.

Como fica o imposto sobre compras internacionais

Com a mudança, deixa de ser cobrada a alíquota federal de 20% sobre remessas de pequeno valor realizadas por plataformas participantes do programa Remessa Conforme.

O ICMS, imposto de competência estadual, continua sendo aplicado às operações.

Para compras acima de US$ 50 e de até US$ 3 mil, o texto aprovado permite reduzir o Imposto de Importação de 60% para 30%.

Durante a tramitação, a relatora da proposta na comissão mista, senadora Leila Barros (PDT-DF), incluiu ainda a isenção do imposto para medicamentos destinados ao tratamento de doenças raras e negligenciadas, desde que não exista produto similar fabricado no Brasil.

Governo terá de avaliar efeitos da desoneração

A nova regra determina que o Ministério da Fazenda acompanhe os impactos econômicos provocados pela desoneração.

A avaliação deverá considerar indicadores como emprego, renda, preços e atividade industrial. O primeiro levantamento deverá ocorrer três meses depois da entrada em vigor das novas regras.

Posteriormente, as análises serão realizadas a cada seis meses, além de uma avaliação anual sobre a manutenção do benefício.

O objetivo é acompanhar os efeitos da política de importação e verificar como a mudança interfere na economia brasileira.

Plataformas terão novas obrigações de controle

A medida também aumenta as exigências de conformidade para plataformas digitais e operadores logísticos.

As empresas deverão implementar mecanismos capazes de identificar possíveis irregularidades, como subfaturamento de mercadorias, divisão artificial de encomendas e ocultação de informações sobre remetentes.

Também fazem parte das exigências o rastreamento de vendedores, o registro das operações, o monitoramento de movimentações consideradas suspeitas e a cooperação com a Receita Federal.

Varejo nacional enfrenta maior concorrência internacional

A retirada do imposto federal reacende a disputa entre varejistas brasileiros e plataformas internacionais, principalmente em categorias com produtos de baixo valor agregado e pouca diferenciação.

Nesses segmentos, o preço costuma ter grande influência na decisão de compra. Por isso, pequenos e médios negócios podem enfrentar maior pressão sobre as margens.

Para Hugo Vasconcelos, especialista em vendas on-line e sócio-fundador da Pronix, os impactos não serão iguais para todas as empresas.

Segundo ele, fatores como categoria de produto, estrutura de custos e nível de profissionalização devem determinar o grau de exposição de cada vendedor à concorrência internacional.

O especialista avalia que empresas brasileiras ainda podem encontrar vantagens competitivas em fatores como prazo de entrega, disponibilidade imediata, reputação nas plataformas e estratégias promocionais.

Vendedores precisarão analisar produtos mais vulneráveis

Com a nova configuração do mercado, a recomendação é que os vendedores revisem seus portfólios e identifiquem quais produtos estão mais expostos à concorrência estrangeira.

A análise, porém, não deve considerar apenas o preço praticado por concorrentes internacionais. É necessário observar dados de demanda, conversão, comportamento de busca, prazo de entrega e margem operacional.

A avaliação individual de cada produto pode ajudar os negócios a identificar onde ainda existe espaço para competir e quais itens podem representar maior risco para a rentabilidade.

Reforma Tributária adiciona outro desafio

Além da mudança nas regras de importação, empresas que atuam no comércio exterior precisarão considerar os efeitos da Reforma Tributária.

A partir de 2027, as importações estarão sujeitas à CBS e ao IBS, o que deverá exigir adaptações em sistemas, processos fiscais e formação de preços.

Para a advogada Mérces da Silva Nunes, sócia do Silva Nunes Advogados e especialista em Direito Tributário, a análise não deve se limitar à comparação entre aumento ou redução da carga tributária.

O ponto central, segundo ela, será entender como diferentes cenários tributários poderão alterar a competitividade entre produtos nacionais e importados.

Empresas que trabalham com margens reduzidas podem sofrer impactos relevantes caso ocorram mudanças no custo tributário dos concorrentes internacionais.

Empresas devem antecipar planejamento tributário

Diante das mudanças, varejistas, importadores e marketplaces precisarão avaliar antecipadamente diferentes cenários.

Entre as medidas recomendadas estão a realização de simulações tributárias, revisão de contratos e fornecedores e análise da capacidade tecnológica dos sistemas utilizados pela empresa.

A preparação antecipada também poderá reduzir riscos durante a transição para o novo modelo de tributação do consumo.

Oposição critica benefício para produtos importados

A aprovação da medida também recebeu críticas no Congresso. Parlamentares da oposição argumentaram que a redução dos tributos pode beneficiar empresas estrangeiras em detrimento dos produtores brasileiros.

O deputado federal Gilson Marques (Novo-SC) defendeu que produtos nacionais deveriam receber tratamento equivalente ao concedido às mercadorias importadas.

Para Hugo Vasconcelos, entretanto, o cenário exige uma avaliação baseada em dados, evitando tanto o alarmismo quanto a minimização dos efeitos da concorrência internacional.

A recomendação é identificar quais categorias já sofrem pressão sobre as margens e quais ainda apresentam vantagens competitivas relacionadas à logística, reputação e eficiência operacional.

Fim da taxa muda estratégia do comércio eletrônico

A retirada do Imposto de Importação sobre compras de até US$ 50 vai além da redução do custo de determinadas encomendas internacionais.

A medida pode acelerar mudanças no comércio eletrônico brasileiro, aumentando a importância de indicadores como preço, conversão, comportamento do consumidor e rentabilidade por produto.

Para empresas nacionais, o novo cenário reforça a necessidade de acompanhar continuamente o mercado e ajustar portfólio, preços e estratégias comerciais. A combinação entre maior concorrência internacional e as mudanças previstas pela Reforma Tributária deverá tornar o planejamento financeiro e tributário ainda mais relevante.

FONTE: Brazil Economy

TEXTO: Redação

IMAGEM: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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Comércio

Fim da “taxa das blusinhas” pode prejudicar indústria e varejo, alerta Fiemg

A Fiemg (Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais) defende a manutenção da tributação sobre importações de pequeno valor e alerta para possíveis impactos negativos do fim da chamada “taxa das blusinhas” sobre a economia brasileira.

A avaliação foi apresentada pela economista da entidade, Juliana Gagliardi, durante participação no Bastidores CNN. Segundo ela, a retirada da cobrança pode ampliar a entrada de produtos estrangeiros e aumentar a pressão sobre a indústria nacional e o comércio varejista.

O que muda com o fim da “taxa das blusinhas”

A chamada “taxa das blusinhas” foi criada pela Lei nº 14.902 com o objetivo de reduzir a diferença de competitividade entre produtos importados e mercadorias fabricadas no Brasil. A medida estabeleceu uma cobrança de imposto sobre determinadas compras internacionais de até US$ 50.

Agora, a MP 1.357, que está em vigor e é discutida no Congresso, prevê a redução dessas tarifas para zero.

Na avaliação de Juliana Gagliardi, a tributação tinha como principal função estabelecer condições mais equilibradas de concorrência entre produtos nacionais e estrangeiros.

A economista também destacou que as empresas brasileiras já enfrentam obstáculos relacionados ao chamado “custo Brasil”, que envolve fatores como burocracia, carga tributária elevada e deficiências na infraestrutura logística.

Indústria e varejo podem ser afetados

Para a Fiemg, a ampliação da entrada de produtos importados de baixo valor pode aumentar a pressão sobre empresas brasileiras.

Segundo Juliana Gagliardi, a chegada de mercadorias estrangeiras em condições consideradas assimétricas pode prejudicar tanto a indústria nacional quanto o varejo, favorecendo a substituição de produtos fabricados no país por itens importados.

A economista avalia que a tributação ajudava a criar um ambiente de maior equilíbrio competitivo para os produtores brasileiros, mesmo diante de outros fatores adversos, como juros elevados, desaceleração da economia e medidas comerciais adotadas pelos Estados Unidos.

Tributação não resolve sozinha os problemas do Brasil

Apesar de defender a manutenção da cobrança sobre importações de pequeno valor, Juliana Gagliardi ressalta que a medida, isoladamente, não é suficiente para melhorar a competitividade das empresas brasileiras.

Na avaliação da economista, o país precisa avançar em reformas estruturais, investimentos em infraestrutura e melhorias no ambiente de negócios, além das questões relacionadas à tributação.

A proposta, segundo ela, é criar condições para que as empresas nacionais possam se reorganizar, reduzir desvantagens competitivas e permanecer atuantes no mercado diante do aumento da concorrência internacional.

FONTE: CNN Brasil

TEXTO: Redação

IMAGEM: Reprodução/CNN

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Comércio

Correios passam a entregar compras de lojas do Paraguai em todo o Brasil

Os Correios começaram a realizar a entrega no Brasil de produtos comprados pela internet em duas lojas de Ciudad del Este, no Paraguai. A iniciativa envolve a Cellshop e a New Zone Importados, empresas conhecidas pela comercialização de eletrônicos na cidade paraguaia localizada na fronteira com Foz do Iguaçu (PR).

A nova operação permite que consumidores brasileiros façam pedidos diretamente nos sites das lojas e recebam as mercadorias em endereços de diferentes regiões do país. O transporte será feito pelo Correios Packet, serviço destinado ao envio de encomendas internacionais.

Como funciona a compra de produtos do Paraguai

Com a parceria, o consumidor poderá adquirir pela internet itens comercializados pelas duas varejistas paraguaias sem precisar atravessar a fronteira para fazer a compra.

Segundo os Correios, a modalidade amplia o acesso dos brasileiros ao comércio eletrônico paraguaio e pode beneficiar também os lojistas, ao facilitar a entrada de seus produtos no mercado brasileiro.

A utilização da estrutura logística da estatal também tem potencial para reduzir custos e tornar as operações de entrega mais simples para as empresas participantes.

Expansão das importações preocupa varejo brasileiro

A ampliação das vendas de produtos paraguaios pela internet ocorre em um cenário de forte debate sobre a concorrência de produtos importados com a indústria e o varejo nacionais.

Entidades do comércio brasileiro já alertaram para os possíveis efeitos do crescimento das compras internacionais. De acordo com levantamento da Confederação Nacional do Comércio (CNC), a manutenção da isenção tributária pode colocar em risco cerca de 100 mil empregos.

A discussão ganhou destaque com a chamada “taxa das blusinhas”, que modificou a cobrança de impostos sobre compras internacionais de pequeno valor, especialmente aquelas de até US$ 50.

Parceria ajuda plano de recuperação dos Correios

A entrada dos Correios nesse modelo de operação também está relacionada ao esforço da estatal para ampliar receitas e melhorar sua situação financeira.

A empresa acumulou um prejuízo de R$ 5,4 bilhões no primeiro trimestre deste ano, enquanto o resultado negativo de 2025 chegou a R$ 8,5 bilhões, segundo os dados apresentados no texto.

Nesse contexto, ampliar a atuação no segmento de encomendas internacionais faz parte da estratégia de reestruturação e busca por novas fontes de receita.

Lojas paraguaias participam do Remessa Conforme

As duas empresas envolvidas na parceria estão autorizadas a comercializar seus produtos para consumidores brasileiros e fazem parte do Remessa Conforme, programa da Receita Federal voltado ao comércio eletrônico internacional.

O sistema exige que empresas participantes forneçam antecipadamente informações relacionadas às importações, permitindo maior controle das operações e dos tributos incidentes sobre as encomendas.

Desde maio, o imposto federal de importação para compras de até US$ 50 feitas por plataformas enquadradas nas regras do programa está zerado, embora a medida tenha caráter temporário.

A isenção do imposto federal, porém, não elimina a cobrança do ICMS, tributo estadual que continua incidindo sobre as compras internacionais.

Com a nova parceria, os Correios passam a ocupar um papel direto na expansão das compras online em lojas de Ciudad del Este, enquanto os varejistas paraguaios ganham uma nova porta de acesso ao consumidor brasileiro.

FONTE: Tribuna Paraná
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gerada por IA

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Importação

Importações batem recorde em junho após fim da taxa das blusinhas

As importações de pequenas encomendas registraram um novo recorde em junho, impulsionadas pelo fim da chamada taxa das blusinhas. De acordo com dados do Programa Remessa Conforme, da Receita Federal, as compras realizadas em sites internacionais somaram R$ 2,6 bilhões no mês.

O resultado representa o maior volume mensal desde que a Receita passou a divulgar a série histórica com dados mensais. O montante fica atrás apenas dos acumulados bimestrais de abril e maio de 2024, que alcançaram R$ 2,69 bilhões, e de junho e julho de 2024, quando o total chegou a R$ 3,13 bilhões.

Fim da taxa impulsionou crescimento das remessas

A chamada taxa das blusinhas entrou em vigor em agosto de 2024 e estabelecia a cobrança de 20% de imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50. Para produtos com valor entre US$ 50,01 e US$ 3 mil, a alíquota era de 60%.

A cobrança permaneceu em vigor até a primeira quinzena de maio deste ano, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou uma medida provisória que zerou o imposto para esse tipo de compra.

Os reflexos foram imediatos. Ainda em maio, o volume de remessas internacionais aumentou quase 30% em relação ao mês anterior. Em junho, o crescimento foi ainda maior, chegando a aproximadamente 37%.

Os números divulgados pela Receita Federal consideram exclusivamente as compras realizadas por meio do Programa Remessa Conforme.

Programa Remessa Conforme agiliza a liberação de encomendas

Criado para modernizar o controle das compras internacionais, o Remessa Conforme determina que os tributos sejam recolhidos no momento da aquisição do produto.

Com o pagamento antecipado dos impostos, a Receita Federal consegue realizar a conferência das encomendas antes da chegada ao país, reduzindo o tempo de processamento e tornando a entrega ao consumidor mais rápida.

Além do recolhimento antecipado dos tributos federais, o programa também prevê o pagamento dos impostos estaduais pelas empresas participantes.

Setor produtivo critica mudança nas regras

Embora a suspensão da taxa das blusinhas tenha sido bem recebida por consumidores, a decisão provocou reação de entidades representativas da indústria e do comércio nacional.

Organizações do setor privado divulgaram um manifesto defendendo que a medida provisória fosse devolvida pelo Congresso Nacional. Segundo as entidades, a isenção amplia a diferença de custos entre empresas instaladas no Brasil e plataformas internacionais.

No documento, as associações argumentam que companhias brasileiras precisam cumprir exigências tributárias, trabalhistas, ambientais e de defesa do consumidor, enquanto concorrentes estrangeiras operariam com uma estrutura de custos mais reduzida.

As entidades afirmam que a busca por isonomia tributária significa garantir que todos os agentes econômicos estejam sujeitos às mesmas regras fiscais. O manifesto resume esse posicionamento com a frase: “Se baixar para estrangeiro, tem que baixar para brasileiro”.

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) também manifestou preocupação, avaliando que a retirada da cobrança pode aumentar a concorrência com empresas estrangeiras e impactar a geração de empregos e a competitividade da indústria nacional.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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Importação

Fim da taxa das blusinhas impulsiona importações em 85% e amplia pressão sobre varejo nacional

As importações internacionais realizadas por meio do Remessa Conforme registraram crescimento de 85% em apenas dois meses após o fim da chamada taxa das blusinhas, extinta em maio de 2026. Os dados são da Receita Federal e apontam um avanço significativo nas compras de produtos do exterior.

De acordo com um relatório do Citi, obtido pelo Valor Econômico, esse aumento pode gerar impactos negativos para empresas brasileiras do setor de vestuário listadas na bolsa de valores. A avaliação é de que a ampliação das compras em plataformas estrangeiras intensifica a disputa por preços e reduz a competitividade das redes nacionais.

Mudança nas regras de tributação favoreceu compras internacionais

A alteração ocorreu com a edição da Medida Provisória nº 1.357/2026, que eliminou a cobrança de 20% sobre encomendas internacionais de até US$ 50. O Congresso Nacional prorrogou a validade da medida provisória até setembro.

Para compras com valores entre US$ 50 e US$ 3.000, permanece a alíquota de 60%, com desconto fixo de US$ 30 no cálculo do imposto. As novas regras passaram a valer em 13 de maio de 2026.

Volume de importações cresce mês a mês

Os números da Receita Federal mostram uma expansão acelerada das operações pelo Remessa Conforme.

Até abril, o valor acumulado das importações era de R$ 1,4 bilhão. Em maio, esse montante avançou para R$ 1,9 bilhão. Já no encerramento de junho, o total alcançou R$ 2,6 bilhões, representando um crescimento de 36% em comparação com o mês anterior.

Concorrência com plataformas estrangeiras preocupa o mercado

Na avaliação do Citi, o cenário repete um comportamento observado em períodos anteriores, quando empresas internacionais, como a Shein, ampliaram sua presença no mercado brasileiro beneficiadas por condições tributárias mais favoráveis.

Segundo o banco, esse movimento tende a aumentar a concorrência baseada em preços, afetando principalmente as grandes redes de varejo de moda no Brasil.

Entre as empresas consideradas mais expostas ao novo cenário estão Renner, C&A e Marisa, que podem enfrentar maior pressão competitiva diante do avanço das plataformas internacionais.

Ações já refletem parte dos riscos, avalia Citi

Apesar das preocupações, o Citi destaca que parte desse risco já estaria incorporada aos preços das ações das varejistas.

Atualmente, a Renner é negociada em torno de oito vezes a relação entre o preço da ação e o lucro projetado para 2027. Já a C&A apresenta múltiplo próximo de seis vezes o mesmo indicador, sugerindo que o mercado já precificou parte dos desafios esperados para o setor.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Comércio

Fim da taxa da blusinha preocupa indústria têxtil e acende alerta para desindustrialização

A decisão do governo federal de eliminar novamente o Imposto de Importação para compras internacionais de até US$ 50 voltou a gerar preocupação entre representantes da indústria nacional. O tema esteve no centro de um debate promovido pela Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC), com participação da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT) e integrantes do Conselho da Indústria Têxtil, Confecções, Couro e Calçados.

Segundo as entidades, a mudança pode ampliar a pressão sobre a competitividade das empresas brasileiras, especialmente em segmentos que já enfrentam elevados custos de produção.

Medida reduz tributação sobre compras internacionais

A alteração foi estabelecida por meio da Medida Provisória nº 1.357/2026, que retirou a cobrança federal de 20% aplicada às remessas internacionais de pequeno valor realizadas por plataformas vinculadas ao programa Remessa Conforme.

Com a nova regra, compras de até US$ 50 passam a recolher apenas o ICMS estadual. Já os produtos que ultrapassam esse limite continuam sujeitos à tributação federal.

Setor aponta desigualdade competitiva

Para a analista de Comércio Exterior da ABIT, Jaqueline Arruda, a medida pode aprofundar a diferença de tratamento tributário entre produtos importados e aqueles fabricados no Brasil.

De acordo com a especialista, a redução de impostos sobre mercadorias estrangeiras, sem uma revisão dos custos que incidem sobre a produção nacional, tende a ampliar o desequilíbrio competitivo. Entre os possíveis impactos estão a redução de investimentos, queda na produção e reflexos negativos sobre a geração de empregos.

Congresso terá decisão final sobre a medida

Publicada em junho, a medida provisória possui validade de até 120 dias. Caso não seja aprovada pelo Congresso Nacional dentro desse período, perderá seus efeitos legais.

O prazo para análise pelos parlamentares se encerra em setembro, quando o futuro da proposta será definido.

Santa Catarina acompanha debate com atenção

A discussão ganha relevância especial em Santa Catarina, estado que possui uma das mais importantes cadeias de indústria têxtil e de confecção do país.

O segmento representa cerca de 20% dos empregos industriais catarinenses e concentra empresas de destaque nacional, tornando o tema estratégico para a economia regional.

Novas exigências no Remessa Conforme

Além da questão tributária, o setor acompanha as mudanças recentes no programa Remessa Conforme. A Receita Federal publicou a Portaria Coana nº 193, que aumentou os critérios de conformidade exigidos das plataformas participantes.

Entre as novas determinações está a possibilidade de exclusão de empresas que não alcancem índice mínimo de 98% de conformidade em suas operações.

Entidades reforçam defesa da produção nacional

A mobilização da indústria também inclui manifestações públicas em defesa da manutenção da tributação sobre remessas internacionais de pequeno valor.

Recentemente, a FIESC declarou apoio a uma nota divulgada pela ABIT sobre o tema. Em artigo intitulado “Desindustrialização com frete grátis”, o presidente da entidade, Gilberto Seleme, argumentou que a proposta amplia a diferença competitiva entre produtos importados e a produção brasileira, com possíveis consequências para o emprego, os investimentos e o desenvolvimento industrial do país.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marisol

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Informação

Portal Compras Internacionais abre espaço para empresas de courier ampliarem atendimento ao consumidor

A Receita Federal iniciou uma nova fase de expansão do Portal Compras Internacionais, plataforma disponível em seu site oficial que reúne orientações para consumidores que realizam compras no exterior. Nesta etapa, a Coordenação-Geral de Administração Aduaneira (Coana) está convidando empresas de transporte expresso internacional (courier) a disponibilizarem conteúdos informativos e canais de atendimento para integração direta ao ambiente digital.

A proposta busca tornar o portal uma referência centralizada para quem precisa acompanhar encomendas internacionais ou solucionar problemas relacionados às entregas, reunindo informações práticas fornecidas pelas próprias transportadoras.

Iniciativa fortalece comunicação entre empresas e consumidores

Desenvolvida em parceria com o setor privado, a ação permitirá que os usuários encontrem orientações claras sobre rastreamento de pedidos, procedimentos operacionais e formas de contato com as empresas responsáveis pelo transporte das mercadorias.

Além de facilitar o acesso às informações, a iniciativa representa uma oportunidade para que as transportadoras ampliem a visibilidade de seus serviços e aproximem seus canais de suporte dos consumidores.

Participação será aberta a todas as empresas habilitadas

De acordo com a Receita Federal, o espaço será disponibilizado de forma igualitária para todas as empresas de courier habilitadas e listadas nos Atos Declaratórios Executivos (ADE) vinculados ao Programa Remessa Conforme.

As informações e marcas enviadas pelas transportadoras serão incorporadas ao portal oficial, garantindo tratamento isonômico entre os operadores do setor. A adesão é voluntária, e as empresas poderão contribuir com conteúdos completos ou apenas com os módulos que façam sentido para suas operações.

Guias práticos serão divididos em dois módulos

Os materiais deverão seguir o modelo já utilizado pelos Correios e serão organizados em dois eixos principais:

Cadê Meu Pacote?

Neste módulo, as empresas deverão apresentar um passo a passo explicando como o consumidor pode utilizar o código de rastreamento para acompanhar suas encomendas nos sistemas da transportadora.

Deu Ruim!

A segunda seção será destinada à resolução de problemas frequentes relacionados às compras internacionais. Entre os temas previstos estão atrasos na entrega, retenção ou devolução de mercadorias, regularização documental e outras situações recorrentes.

Além dos guias textuais, as empresas deverão informar dados estruturados de atendimento, incluindo:

  • Endereço da página principal;
  • Link direto para rastreamento;
  • Canal de atendimento ao cliente;
  • Formato padrão dos códigos de rastreio utilizados.

Empresas devem observar os prazos de envio

Para garantir a integração das informações dentro do cronograma estabelecido pela equipe técnica da Aduana, as contribuições deverão ser encaminhadas até o dia 3 de junho de 2026.

A previsão é que os conteúdos aprovados sejam publicados no Portal Compras Internacionais até 12 de junho de 2026, durante os trabalhos da reunião técnica programada para Curitiba.

Materiais enviados após a data limite continuarão sendo aceitos, mas deverão ser incorporados apenas em futuras atualizações da plataforma.

Como enviar as informações

Toda a documentação necessária, incluindo tabelas estruturadas e roteiros de orientação, deve ser encaminhada para o endereço eletrônico da Aduana: relatorioremessa.df.coana@rfb.gov.br.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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Importação

Receita Federal atualiza Portal Compras Internacionais com novas regras para compras do exterior

A Receita Federal promoveu uma atualização no Portal Compras Internacionais após as mudanças recentes na tributação de encomendas vindas do exterior. A principal novidade envolve a reformulação da Calculadora de Impostos, que agora aplica automaticamente as regras em vigor para compras internacionais.

Nova calculadora já considera benefícios e descontos

Com a atualização, consumidores que realizam compras internacionais passam a contar com cálculos mais precisos e automáticos no sistema. Entre as mudanças implementadas estão:

  • Alíquota zero para compras de até US$ 50;
  • Desconto de US$ 30 para encomendas acima desse valor;
  • ✅ Inclusão automática do cálculo do ICMS.

A medida busca facilitar a compreensão dos tributos cobrados em importações feitas por pessoas físicas.

Portal reúne orientações sobre tributação e Remessa Conforme

Além da nova calculadora, o Portal Compras Internacionais recebeu uma reformulação completa nas áreas informativas. O ambiente agora oferece conteúdos atualizados sobre tributação de importações, funcionamento do programa Remessa Conforme, simulação de impostos e respostas para dúvidas frequentes dos usuários.

Segundo a Receita Federal, o objetivo é tornar o processo de compra internacional mais transparente e acessível aos consumidores brasileiros.

Receita Federal anuncia novas ferramentas digitais

Entre os próximos recursos previstos para a plataforma estão um vídeo explicativo sobre as regras de importação, ampliação da seção de perguntas frequentes (FAQ) e a criação de um chatbot com inteligência artificial para atendimento ao público.

Os cidadãos já podem acessar o portal atualizado e conferir todas as mudanças relacionadas às novas regras para encomendas internacionais.

FONTE: Receita Federal
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Receita Federal

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Economia

Dólar em queda impulsiona importações, mas custos extras ainda pesam no bolso

A queda do dólar comercial para abaixo de R$ 4,90 na primeira semana de maio de 2026 — menor patamar desde janeiro de 2024 — reacendeu o interesse dos brasileiros por importações, viagens ao exterior e contratação de serviços digitais internacionais.

Apesar do cenário favorável no câmbio, especialistas alertam que o valor da moeda americana não é o único fator que define o custo final de uma compra internacional.

Brasileiros movimentam mais de R$ 100 bilhões em gastos no exterior

O avanço do consumo internacional já aparece nos números do mercado. Dados da Abecs apontam que os brasileiros gastaram US$ 18 bilhões no exterior em 2025, crescimento de 14% em comparação ao ano anterior.

Convertido em moeda nacional, o volume alcançou R$ 100,7 bilhões, impulsionado principalmente pelo crescimento do e-commerce internacional, plataformas digitais e assinaturas de serviços estrangeiros.

Com isso, oscilações do dólar passaram a influenciar diretamente decisões de consumo relacionadas a compras online, streaming, viagens e serviços contratados fora do país.

Consumidor passou a analisar o custo total das compras internacionais

Segundo Gustavo Siuves, os consumidores brasileiros deixaram de observar apenas a cotação da moeda e passaram a considerar outros encargos envolvidos nas operações internacionais.

Entre os fatores que influenciam o preço final estão o IOF, tarifas bancárias, taxas de conversão e o modelo utilizado pelas instituições financeiras para calcular o câmbio.

Nos cartões de crédito tradicionais, por exemplo, a conversão costuma ser realizada na data de fechamento da fatura, o que pode gerar diferença entre o valor exibido no momento da compra e o montante efetivamente cobrado.

Câmbio automático ganha espaço nas operações internacionais

Para reduzir essa diferença, algumas plataformas financeiras passaram a adotar sistemas de câmbio automático em operações internacionais. Nesse modelo, a conversão para reais é feita no instante da compra, permitindo que o consumidor visualize previamente o valor final da transação.

De acordo com Siuves, a tecnologia já permite operações internacionais mais rápidas, transparentes e menos dependentes de intermediários financeiros.

Ele destaca ainda que o desafio atual está em ampliar o acesso dessas soluções para pequenas e médias empresas, que historicamente enfrentam custos mais elevados e processos burocráticos no comércio exterior.

Dólar baixo não significa necessariamente compra mais barata

Mesmo com a valorização do real frente à moeda americana, o custo das compras internacionais continua sujeito a diversos encargos adicionais.

Além do câmbio, fatores como tributos, tarifas operacionais e regras de conversão adotadas pelas instituições financeiras seguem impactando diretamente o preço final pago pelos consumidores.

A tendência do mercado é que ferramentas de conversão em tempo real avancem em setores como turismo, serviços digitais e comércio eletrônico internacional, acompanhando o aumento das transações feitas por brasileiros no exterior.

FONTE: Carta Capital
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Carta Capital

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