Comércio Internacional

Canal do Panamá reduz capacidade por seca e aumenta pressão sobre fretes internacionais

A seca no Canal do Panamá voltou a impactar a logística marítima global. A partir de 25 de julho, a Autoridade do Canal do Panamá suspenderá os leilões diários do terceiro período de reservas para as eclusas Panamax. A decisão, informada pela agência de transporte marítimo Norton Lilly, foi motivada pela queda no nível de água do Lago Gatún e pelo risco de intensificação do fenômeno El Niño.

Com a medida, a capacidade diária de reservas será reduzida de 36 para 34 embarcações. Até o momento, não há previsão para o encerramento da restrição.

Histórico de restrições reforça vulnerabilidade da hidrovia

A nova limitação ocorre após uma sequência de episódios semelhantes registrados em 2023 e 2024. Naqueles anos, a escassez de água obrigou a adoção de restrições de calado e à diminuição do número diário de navios autorizados a cruzar o canal, afetando diretamente o comércio internacional.

No início de 2026, a Autoridade do Canal havia indicado uma recuperação das operações, com maior previsibilidade no planejamento logístico e sem reajustes tarifários. Entretanto, a retomada das restrições demonstra que a infraestrutura continua vulnerável às condições climáticas, especialmente diante das previsões relacionadas ao El Niño.

Problemas em rotas estratégicas elevam impacto no transporte marítimo

O cenário ganha ainda mais relevância porque coincide com dificuldades em outros importantes corredores marítimos. As tensões envolvendo Irã e Estados Unidos reduziram drasticamente a movimentação no Estreito de Ormuz, enquanto os ataques do grupo Houthi no Mar Vermelho seguem obrigando companhias marítimas a redirecionar embarcações pelo Cabo da Boa Esperança.

A combinação desses fatores amplia a pressão sobre as principais rotas do transporte marítimo, elevando custos logísticos, aumentando os prazos de entrega e pressionando os fretes internacionais.

Brasil pode enfrentar aumento de custos e atrasos nas operações

Para o Brasil, o Canal do Panamá é uma das principais ligações comerciais com a Ásia e a costa oeste dos Estados Unidos, além de desempenhar papel importante no escoamento de commodities agrícolas.

Com a suspensão do terceiro período de reservas, a disputa por vagas disponíveis nos dois primeiros períodos tende a aumentar, encarecendo as reservas antecipadas. Navios que não conseguirem confirmar um slot poderão enfrentar filas de espera ou optar por rotas alternativas, como o desvio pelo Cabo da Boa Esperança, solução que aumenta significativamente o tempo de viagem e os custos operacionais.

Agronegócio e indústria estão entre os setores mais afetados

Os efeitos da medida devem ser sentidos principalmente pelo agronegócio exportador e pelas empresas que importam insumos industriais, segmentos que dependem de cronogramas logísticos rigorosos.

Além do risco de atrasos nas entregas, a instabilidade nos prazos pode ampliar a exposição cambial em contratos vinculados à data de recebimento das cargas. O cenário também pode levar empresas a revisar cláusulas contratuais relacionadas à força maior e aos limites de tolerância para atrasos logísticos.

FONTE: FUP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FUP

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Informação

Petróleo sobe cerca de 3% e Brent ultrapassa US$ 94 com tensão no Oriente Médio

Os preços internacionais do petróleo encerraram esta quarta-feira (22) em forte alta, acumulando o quarto avanço seguido. O movimento foi impulsionado pelo aumento das preocupações com possíveis interrupções no fornecimento global da commodity, diante da escalada das tensões no Oriente Médio.

O contrato do Brent, referência para o mercado internacional, voltou a superar a marca de US$ 94 por barril, enquanto o WTI também registrou valorização próxima de 3%.

Brent e WTI registram ganhos expressivos

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do WTI para setembro avançou 2,95%, com alta de US$ 2,49, encerrando o dia cotado a US$ 86,83 por barril.

Já o Brent, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, fechou em alta de 3,36%, equivalente a US$ 3,06, alcançando US$ 94,07 por barril.

Mercado acompanha risco de bloqueio em rota estratégica

O principal fator por trás da valorização continua sendo o cenário geopolítico. Investidores monitoram a possibilidade de interrupções no transporte de petróleo após indicações de que o grupo iemenita Houthi pode bloquear parte da navegação no Estreito de Bab-el-Mandeb, uma das principais rotas marítimas para o comércio mundial de energia.

A região é considerada estratégica por servir como alternativa ao Estreito de Ormuz, outro importante corredor para o escoamento de petróleo.

Segundo estimativa divulgada pelo jornal espanhol El Economista, um eventual fechamento de Bab-el-Mandeb poderia reduzir em até 7% a oferta global da commodity.

Estados Unidos e Irã ampliam clima de incerteza

As tensões entre Estados Unidos e Irã também seguem pressionando o mercado.

O presidente norte-americano Donald Trump voltou a endurecer o discurso ao afirmar que poderá atacar infraestruturas estratégicas iranianas caso Teerã promova novos ataques contra embarcações que transitam pelo Estreito de Ormuz.

Em resposta, o porta-voz das Forças Armadas do Irã, general Abolfazl Shekarchi, declarou que a produção de mísseis estratégicos do país permanece ativa e afirmou que um grande centro de dados localizado nos Emirados Árabes Unidos teria sido destruído durante o conflito.

Putin minimiza impactos sobre setor energético russo

Também nesta quarta-feira, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou que as dificuldades enfrentadas pelo país no mercado de combustíveis são passageiras.

Segundo o líder russo, os principais setores da economia continuam operando com resiliência, apesar das pressões externas sobre as áreas de energia, combustíveis e outras atividades estratégicas.

Aumento dos estoques nos EUA surpreende mercado

Apesar da forte valorização do petróleo, dados divulgados pelo Departamento de Energia dos Estados Unidos (DoE) mostraram crescimento nos estoques de petróleo do país.

Na última semana, as reservas aumentaram 2,01 milhões de barris, totalizando 411,675 milhões de barris. O resultado contrariou as expectativas do mercado, já que analistas consultados pelo The Wall Street Journal projetavam uma redução de aproximadamente 1 milhão de barris no período.

Mesmo com esse avanço nos estoques, as preocupações com a oferta global continuam predominando e sustentam a alta das cotações internacionais do petróleo.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Lisi Niesner

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Agronegócio

Soja brasileira mantém competitividade mesmo com novas compras da China nos Estados Unidos

Mesmo com a soja dos Estados Unidos sendo negociada a valores superiores aos da produção brasileira, a China continua fechando novos contratos de importação com os norte-americanos. Nesta segunda-feira, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) informou a venda de 374 mil toneladas da safra 2026/27, sendo 264 mil toneladas destinadas à China e outras 110 mil toneladas para compradores não identificados.

No mercado, parte dessas aquisições é interpretada como uma decisão de caráter político e estratégico, já que o produto norte-americano segue menos competitivo em relação à soja brasileira.

Até o momento, compradores chineses já reservaram 427 navios de soja dos Estados Unidos, com embarques concentrados entre setembro e outubro. Do Brasil, foram contratados 47 navios, além de cinco provenientes de Argentina, Uruguai e Canadá.

Logística favorece embarques antecipados dos Estados Unidos

Segundo o estrategista sênior de agricultura da Marex, Eduardo Vanin, os embarques programados para setembro correspondem à soja cultivada na região do Delta, nos Estados Unidos, onde o plantio ocorre mais cedo, permitindo colheita e exportação antecipadas.

Além disso, essa produção utiliza os portos do Golfo, que oferecem uma logística mais eficiente e custos menores em comparação com outras regiões produtoras do país.

Brasil segue competitivo e garante bons preços

Apesar dessa vantagem logística inicial, Vanin avalia que a soja brasileira continuará mais competitiva ao longo da temporada. Segundo ele, mesmo operando com um desconto em relação ao ano anterior, o Brasil mantém preços atrativos devido ao elevado custo da soja norte-americana.

O especialista destaca que os prêmios praticados nos Estados Unidos permanecem elevados tanto no mercado interno quanto nas exportações, além do preço internacional da commodity estar acima do observado no Brasil. Esse cenário favorece as vendas brasileiras durante a janela de exportação entre setembro e dezembro.

Custos nos EUA limitam queda dos preços da soja americana

Na avaliação do analista, dificilmente a soja produzida nos Estados Unidos ficará mais barata do que a brasileira nos próximos meses.

Entre os fatores que sustentam essa expectativa estão o aumento dos custos logísticos, com fretes ferroviários e hidroviários em alta, a maior demanda pelos portos do Pacífico e o crescimento da indústria de processamento de soja no país. As margens positivas do esmagamento também contribuem para manter os preços elevados.

Outro fator apontado é a permanência das tarifas sobre a soja americana, que reduzem ainda mais sua competitividade. Mesmo sem essas barreiras comerciais, a projeção é de que a soja brasileira continue apresentando preços mais atrativos para o mercado internacional.

Exportações brasileiras devem permanecer fortes em 2026

A expectativa da Marex é que o Brasil encerre 2026 exportando cerca de 113 milhões de toneladas de soja, podendo alcançar 114 milhões de toneladas. Desse total, aproximadamente 86 a 87 milhões de toneladas deverão ter como destino a China.

Segundo Vanin, parte das compras chinesas de soja norte-americana tende a abastecer estoques estratégicos e empresas estatais de processamento, sem representar uma substituição significativa das exportações brasileiras.

Importações chinesas recuam, mas compras do Brasil aumentam

Dados divulgados pela Administração Geral das Alfândegas da China mostram que as importações totais de soja do país caíram 21% em junho, na comparação com o mesmo mês de 2025.

Na direção oposta, os embarques brasileiros registraram crescimento de 13,7%, passando de 10,62 milhões para 12,08 milhões de toneladas no período. No acumulado do primeiro semestre, as importações chinesas de soja do Brasil aumentaram 9,8%, totalizando 34,75 milhões de toneladas, reforçando a liderança brasileira no principal mercado consumidor da commodity.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Informação

Preços de transferência: Receita Federal prepara fiscalização em exportadoras e multinacionais

A Receita Federal deve iniciar, nos próximos meses, as primeiras auditorias voltadas ao novo regime de preços de transferência, instituído pela Lei nº 14.596/2023. A expectativa é que as fiscalizações tenham impacto não apenas na área tributária, mas também na gestão de empresas exportadoras, importadoras e multinacionais que atuam em cadeias globais de suprimentos.

Especialistas apontam que o novo modelo exigirá maior controle sobre operações internacionais, reforçando a necessidade de documentação consistente, políticas de precificação bem definidas e práticas de governança alinhadas às novas regras.

Commodities devem ser prioridade nas auditorias

Entre os principais focos da Receita estão as operações envolvendo commodities e empresas brasileiras que registram prejuízos recorrentes enquanto suas controladoras no exterior concentram boa parte dos lucros do grupo econômico.

As commodities representam cerca de 60% das exportações do Brasil, abrangendo produtos como minério de ferro, petróleo, açúcar, café, celulose e grãos.

Com a nova legislação, o conceito de commodity foi ampliado. Além de produtos negociados em bolsas internacionais, passam a ser considerados também aqueles cujos preços são definidos por índices publicados por agências especializadas e entidades reconhecidas mundialmente.

Registro mensal amplia controle da Receita

Segundo Denise Beccare, sócia de tributos internacionais da RSM Brasil, o monitoramento desse segmento será reforçado com a criação do Registro de Transações com Commodities (RTC), uma obrigação acessória de envio mensal para empresas enquadradas nas novas regras.

De acordo com a especialista, inconsistências nas informações ou o descumprimento da entrega poderão gerar penalidades semelhantes às previstas para as demais normas de preços de transferência.

Para empresas ligadas ao comércio exterior, a medida amplia as exigências relacionadas à rastreabilidade das operações, comprovação dos critérios de precificação e fortalecimento da governança corporativa.

Distribuidoras de risco limitado entram no radar

Outro grupo que deve receber atenção especial da fiscalização são as chamadas distribuidoras de risco limitado, estrutura bastante utilizada por multinacionais para importar e distribuir produtos no mercado brasileiro.

Nesse modelo, a subsidiária nacional costuma desempenhar funções comerciais e logísticas, enquanto riscos financeiros, cambiais e estratégicos permanecem sob responsabilidade da matriz no exterior.

A Receita deverá analisar casos em que essas empresas operam de forma contínua com baixa rentabilidade ou prejuízo, enquanto as controladoras apresentam resultados elevados fora do país.

Segundo Denise Beccare, a fiscalização buscará identificar se a subsidiária brasileira realmente atua apenas como distribuidora ou se, na prática, assume riscos e funções que justificariam uma remuneração maior no Brasil. A análise deverá privilegiar a realidade das operações, e não apenas a estrutura contratual.

Setores como tecnologia, máquinas e equipamentos, autopeças, químicos e eletrônicos aparecem entre os mais suscetíveis às novas verificações.

Receita amplia análise sobre cadeias globais

As auditorias também devem concentrar esforços na avaliação dos estudos de benchmarking utilizados pelas empresas para demonstrar que os preços praticados entre companhias do mesmo grupo seguem condições equivalentes às observadas entre empresas independentes.

Além disso, a Receita pretende intensificar o acompanhamento das margens de lucro por segmento econômico utilizando o Painel Receita, ferramenta que permite comparar indicadores financeiros entre empresas de um mesmo setor.

O monitoramento deverá alcançar também operações envolvendo ativos intangíveis, como tecnologia, propriedade intelectual, marcas e desenvolvimento de software, áreas que passaram a receber tratamento mais detalhado com o novo modelo.

Transfer pricing ganha papel estratégico

Na avaliação da especialista, o novo regime transforma o transfer pricing em um instrumento estratégico para as empresas, indo além do simples cumprimento das obrigações fiscais.

A tendência é que a Receita avalie com maior profundidade o perfil funcional das empresas brasileiras, considerando os riscos efetivamente assumidos em suas operações. Quanto maior a participação na cadeia de valor, maior poderá ser a expectativa de geração de resultados tributáveis no país.

Diante desse cenário, especialistas recomendam que empresas revisem suas políticas de preços de transferência, fortaleçam a documentação das operações internacionais e adequem seus processos internos para reduzir riscos fiscais durante as futuras fiscalizações.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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Economia

Dólar fecha o primeiro semestre de 2026 a R$ 5,16; veja as perspectivas para a cotação até o fim do ano

A cotação do dólar encerrou junho em R$ 5,16, acumulando queda de 5,95% no primeiro semestre de 2026. Apesar do resultado positivo para o real, o período foi marcado por momentos distintos, alternando fases de valorização da moeda brasileira e aumento da volatilidade provocado pelo cenário internacional.

Especialistas avaliam que os próximos meses devem ser influenciados tanto pelos rumos da economia global quanto pelas condições fiscais e políticas do Brasil.

O que influenciou o dólar no primeiro semestre de 2026?

Entre janeiro e março, o real ganhou força diante do dólar impulsionado pelo bom desempenho das commodities, principalmente o petróleo, além do diferencial de juros favorável ao Brasil em comparação com outras economias.

Esse ambiente contribuiu para a entrada de capital estrangeiro e fortaleceu a moeda brasileira. No entanto, a partir de março, a intensificação das tensões envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos aumentou a busca dos investidores por ativos considerados mais seguros, favorecendo novamente o dólar.

Segundo o economista sênior da Nomad, Vitor Kayo, esse novo cenário elevou a aversão ao risco e pode comprometer parte da valorização acumulada pelo real ao longo do ano.

Juros nos Estados Unidos reforçaram a valorização do dólar

Outro fator apontado por analistas foi a postura mais rígida do Federal Reserve (Fed) em relação à política monetária. O mercado passou a considerar a possibilidade de novos aumentos dos juros americanos, fortalecendo a moeda norte-americana frente às principais divisas.

Na avaliação de Matthew Ryan, estrategista global da Ebury, mesmo após a redução das tensões geopolíticas, o dólar continuou resiliente devido às expectativas de manutenção dos juros elevados nos Estados Unidos.

Bruno Perri, economista-chefe da Forum Investimentos, acrescenta que a redução do diferencial entre os juros brasileiros e americanos também colaborou para o movimento, especialmente após o Copom reduzir a Selic para 14,25%.

Real apresentou forte valorização antes da reversão

Ao longo do semestre, a trajetória do câmbio passou por diferentes fases. O ano começou com o dólar próximo de R$ 5,40, seguido por uma valorização consistente do real, que levou a cotação para a faixa de R$ 5,20 e chegou ao piso de aproximadamente R$ 4,90 em maio.

Entretanto, a mudança do cenário internacional interrompeu esse movimento, elevando novamente a cotação da moeda americana durante junho.

O que esperar do dólar até o fim de 2026?

A expectativa dos especialistas é que o segundo semestre continue marcado por elevada volatilidade cambial. Embora o dólar ainda possa perder força em alguns momentos no mercado internacional, fatores como juros elevados nos Estados Unidos e maior cautela dos investidores tendem a favorecer a moeda americana diante das moedas de países emergentes.

Além do ambiente externo, questões internas também devem influenciar o comportamento do câmbio.

Cenário político e fiscal seguirá no radar

Economistas destacam que a situação fiscal brasileira e o avanço do calendário eleitoral podem aumentar a incerteza dos investidores, reduzindo o fluxo de recursos para o país e pressionando o real.

Nesse contexto, a Nomad projeta que o dólar possa encerrar 2026 próximo de R$ 5,40, retornando gradualmente aos níveis observados no fim de 2025.

Matthew Ryan pondera, porém, que uma eventual desaceleração da inflação nos Estados Unidos e futuras expectativas de redução dos juros poderão enfraquecer o dólar no longo prazo, embora esse processo deva ocorrer de maneira lenta e depender da evolução dos indicadores econômicos.

Mercado prevê estabilidade com oscilações

No mercado brasileiro, Rodrigo Caetano, gerente de investimentos do Sicredi Soma, observa que os contratos futuros negociados na B3 indicam expectativa de relativa estabilidade para o câmbio no curto prazo. Ainda assim, a previsão é de que as oscilações permaneçam elevadas diante das incertezas no cenário econômico global e doméstico.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pixabay

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Exportação

Exportações de Mato Grosso em maio: soja perde ritmo, enquanto milho e algodão batem recordes

As exportações de Mato Grosso apresentaram movimentos distintos em maio de 2026. Enquanto a soja registrou desaceleração nos embarques, impulsionada pela menor demanda chinesa, o milho e o algodão alcançaram resultados expressivos e renovaram marcas históricas. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e foram analisados pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

O cenário reforça a relevância do estado no comércio exterior brasileiro, especialmente no escoamento de commodities agrícolas.

Menor demanda da China reduz embarques de soja

Mato Grosso exportou 4,55 milhões de toneladas de soja em maio, volume 14,95% inferior ao registrado no mesmo período de 2025. O principal fator para a retração foi a redução das compras pela China, principal destino da oleaginosa produzida no estado.

No quinto mês de 2026, os chineses adquiriram 2,79 milhões de toneladas, uma queda de 22,74% na comparação anual.

Além do enfraquecimento da demanda externa, parte da produção permaneceu no mercado interno. O aumento do processamento da soja para obtenção de óleo, utilizado na fabricação de biodiesel, contribuiu para absorver uma parcela maior da oferta disponível.

Apesar da redução pontual em maio, o desempenho acumulado entre janeiro e maio segue robusto. No período, Mato Grosso embarcou 19,85 milhões de toneladas, o maior volume exportado para os cinco primeiros meses do ano nos últimos cinco anos.

Segundo o Imea, oscilações no fluxo de exportação são comuns durante o intervalo entre safras. Para 2026, a estimativa é de que o estado exporte 32,11 milhões de toneladas de soja, número que representa crescimento de 0,31% em relação ao volume registrado em 2025.

Exportações de milho superam resultado da safra anterior

O milho também teve participação relevante no comércio exterior brasileiro em maio. O Brasil exportou 249,31 mil toneladas do cereal, volume inferior ao registrado em abril, mas significativamente superior ao observado no mesmo mês do ano passado.

Mato Grosso respondeu por quase metade dos embarques nacionais ao exportar 121,03 mil toneladas. O resultado corresponde ao quinto maior volume já registrado para meses de maio na série histórica estadual.

Na comparação com a divulgação anterior, os embarques cresceram 207,36%. Já no acumulado da safra 2024/25, o estado alcançou 24,03 milhões de toneladas exportadas, superando em 1,68% todo o volume embarcado durante a safra 2023/24.

Com os números atuais, a temporada ocupa a terceira posição entre os maiores volumes de exportação de milho já registrados em Mato Grosso.

Algodão alcança melhor resultado da história para maio

O destaque do mês ficou com o algodão, que atingiu um novo recorde para o período. Mato Grosso embarcou 194,42 mil toneladas da pluma, respondendo por 66,77% de todas as exportações brasileiras do produto em maio.

Entre os principais compradores, Bangladesh liderou as aquisições com 45 mil toneladas, seguido pelo Paquistão, que importou 35,83 mil toneladas.

A China, embora tenha reduzido o ritmo de compras nos últimos meses e perdido a liderança mensal, continua sendo o principal destino do algodão mato-grossense na temporada atual. Entre agosto de 2025 e maio de 2026, o país asiático recebeu 381,15 mil toneladas, enquanto Bangladesh acumulou 326,31 mil toneladas.

Temporada do algodão caminha para novo recorde

No acumulado da temporada, Mato Grosso já exportou 1,82 milhão de toneladas de algodão, renovando o recorde do período pelo segundo ano consecutivo.

As projeções do Imea indicam que os embarques entre agosto de 2025 e julho de 2026 deverão alcançar 2,08 milhões de toneladas, consolidando mais uma safra histórica para a cadeia produtiva da fibra no estado.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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Agronegócio

Acordo Mercosul-Canadá avança e pode ampliar exportações do agronegócio brasileiro

As tratativas para um acordo comercial entre Mercosul e Canadá avançaram durante a mais recente rodada de negociações realizada em Toronto. O encontro resultou em progressos em cinco capítulos considerados essenciais para a ampliação das relações econômicas entre os dois mercados.

Os avanços envolvem temas como barreiras tarifárias, regras de origem, medidas sanitárias e fitossanitárias, facilitação de comércio e acesso a insumos produtivos. O cenário é visto como positivo para o fortalecimento das trocas comerciais e para a expansão das exportações do bloco sul-americano.

Agronegócio brasileiro pode ser um dos principais beneficiados

Entre os setores com maior potencial de ganho está o agronegócio brasileiro, especialmente devido às discussões relacionadas às exigências sanitárias e fitossanitárias.

Essas normas são determinantes para a entrada de produtos agropecuários em mercados internacionais e influenciam diretamente a comercialização de itens como carne bovina, frango, grãos e frutas.

Com a possível conclusão do acordo, exportadores brasileiros poderão ter acesso facilitado ao mercado canadense, considerado um dos mais relevantes devido ao seu elevado poder de consumo.

Redução de tarifas pode aumentar competitividade das commodities

O Canadá mantém demanda constante por produtos alimentícios, proteínas animais e commodities agrícolas. Nesse contexto, um entendimento comercial entre os blocos pode reduzir ou até eliminar tarifas aplicadas atualmente sobre diversos produtos exportados pelo Mercosul.

A medida beneficiaria especialmente as vendas externas de soja, carnes e produtos processados, ampliando a competitividade dos produtores brasileiros em um mercado estratégico da América do Norte.

Carne bovina e frango estão entre os produtos mais impactados

As negociações também concentram atenção nas tarifas que incidem sobre a carne bovina brasileira e a carne de frango. Atualmente, esses encargos são considerados obstáculos relevantes para o aumento da participação brasileira no mercado canadense.

Caso haja redução ou eliminação dessas barreiras, os exportadores nacionais poderão competir em condições mais favoráveis com fornecedores já consolidados, como Estados Unidos e Austrália, ampliando oportunidades para o setor pecuário brasileiro.

Expectativa é de fortalecimento do comércio internacional

O avanço das negociações reforça a perspectiva de um acordo capaz de impulsionar o comércio exterior, diversificar mercados e criar novas oportunidades para produtores e empresas dos países integrantes do Mercosul.

Além de ampliar o fluxo comercial, o entendimento pode contribuir para reduzir custos de importação de insumos agrícolas e fortalecer a integração econômica entre os dois blocos.

FONTE: Space Money
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Space Money

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Logística

Frete rodoviário acumula alta de quase 17% em 12 meses no Brasil

O frete rodoviário de cargas voltou a registrar aumento no Brasil em abril, impulsionado pela forte movimentação da safra agrícola, maior demanda por caminhões nas rotas de exportação e elevação dos custos operacionais das transportadoras.

Segundo o Índice Frete.com de Preços (IFP), calculado pela Frete.com, o valor médio nacional do frete atingiu R$ 0,431 por tonelada por quilômetro rodado, avanço de 6,93% em relação a março e de 16,8% na comparação com abril do ano passado.

Safra agrícola pressiona logística nacional

O crescimento das operações ligadas ao escoamento de grãos continua sendo um dos principais fatores de pressão sobre o setor de transporte rodoviário. A alta demanda por caminhões em corredores agrícolas e portuários reduziu a oferta de veículos em diversas regiões do país.

Além disso, as transportadoras seguem enfrentando aumento de despesas com combustível, manutenção, pneus e financiamento de frota, cenário que contribui diretamente para o encarecimento do frete.

As tensões internacionais também seguem impactando os custos logísticos, principalmente devido aos reflexos sobre o petróleo, a navegação global e as cadeias de suprimentos.

Sudeste lidera maior custo médio de frete

De acordo com o levantamento, o Sudeste apresentou o maior valor médio de frete em abril, chegando a R$ 0,472 por tonelada/km rodado. A região concentra grande parte da atividade industrial brasileira e os acessos aos principais portos do país, especialmente o Porto de Santos.

Na sequência aparecem as regiões Sul e Nordeste, com médias de R$ 0,417 e R$ 0,368, respectivamente. Já o Centro-Oeste e o Norte registraram os menores valores do período.

O comportamento do mercado reforça a pressão logística nas rotas utilizadas para transporte de soja, milho, farelo e fertilizantes.

Transporte de commodities segue aquecido

Segundo Charles Monteux, CRO da Frete.com, o avanço da safra agrícola continua influenciando diretamente a formação dos preços no setor.

De acordo com ele, a movimentação intensa da produção rural mantém elevada a disputa por capacidade logística, principalmente em trajetos de longa distância e corredores estratégicos de exportação.

Caminhões baú registram maior valor médio

Entre os implementos monitorados pelo indicador, os caminhões do tipo baú apresentaram o maior valor médio de frete em abril, alcançando R$ 0,677 por tonelada/km rodado.

As operações voltadas ao transporte de commodities agrícolas seguem entre as mais aquecidas do mercado. O levantamento mostra que os fretes realizados por graneleiros e caçambas acumulam altas de 12,5% e 16,3%, respectivamente, no primeiro quadrimestre deste ano na comparação com o mesmo período de 2025.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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Indústria

Escassez de ácido sulfúrico ameaça indústria global e pressiona agronegócio e tecnologia

A intensificação do conflito no Oriente Médio e as restrições no Estreito de Ormuz provocaram uma forte turbulência no mercado internacional de ácido sulfúrico, considerado um dos insumos mais importantes da economia mundial. Conhecido como o “sangue da indústria”, o composto químico é essencial para diversos setores produtivos e sua falta já acende um alerta em cadeias estratégicas ao redor do planeta.

Crise afeta fertilizantes, chips e baterias

A redução na oferta global do produto impacta diretamente a fabricação de fertilizantes agrícolas, elevando os custos de produção no campo e pressionando os preços dos alimentos. Ao mesmo tempo, segmentos ligados à tecnologia, como a produção de semicondutores e chips eletrônicos, também enfrentam dificuldades de abastecimento.

Outro setor atingido é a mineração de metais utilizados em baterias elétricas, fundamentais para a indústria de veículos eletrificados e armazenamento de energia. Especialistas apontam que o problema deixou de ser regional e se transformou em uma ameaça global para a segurança industrial e econômica.

Dependência logística expõe fragilidade do mercado

A crise também revelou a vulnerabilidade das cadeias internacionais de suprimentos e a forte dependência de rotas comerciais consideradas estratégicas. Empresas de diferentes países passaram a enfrentar aumento expressivo nos custos operacionais para garantir o fornecimento mínimo do insumo químico.

Em vários mercados, indústrias já operam sob risco de paralisações e redução de produção, cenário que compromete margens de lucro e amplia a insegurança em setores considerados essenciais para a economia global.

Estratégia e diversificação ganham importância em 2026

Diante do cenário de instabilidade, cresce a pressão para que empresas adotem medidas de resiliência estratégica. Entre as alternativas avaliadas estão a diversificação de fornecedores, a busca por substitutos químicos e o fortalecimento de parcerias regionais para reduzir a dependência de mercados instáveis.

A nova realidade do comércio internacional reforça a necessidade de adaptação rápida das companhias frente à fragilidade das commodities essenciais e aos riscos geopolíticos que impactam diretamente a indústria mundial.

FONTE: Maxiquim
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Shutterstock

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Exportação

Exportação de soja do Brasil bate recorde histórico em abril, aponta Secex

O Brasil registrou em abril de 2026 o maior volume de exportação de soja dos últimos cinco anos. Dados da Secretaria de Comércio Exterior mostram que os embarques alcançaram 16,75 milhões de toneladas no mês, alta de 9,7% em relação ao mesmo período de 2025.

O resultado supera o antigo recorde histórico, registrado em abril de 2021, quando o país exportou 16,1 milhões de toneladas da commodity.

Safra recorde impulsiona embarques de soja

Mais cedo, a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais já havia projetado exportações próximas de 16,2 milhões de toneladas, também indicando um desempenho histórico para o setor.

Segundo a entidade, o forte ritmo de exportações ocorre em meio ao pico do escoamento da safra brasileira, que já teve cerca de 95% da área cultivada colhida.

O Brasil, líder global na produção e exportação de soja, deve colher uma safra recorde próxima de 180 milhões de toneladas em 2026.

Soja gera US$ 7 bilhões em receitas para o país

Principal produto do agronegócio brasileiro, a soja movimentou aproximadamente US$ 7 bilhões em receitas de exportação em abril, crescimento anual de 18,8%.

O desempenho reforça a relevância do grão para a balança comercial brasileira e para o avanço do comércio exterior do país.

Petróleo e minério de ferro também avançam

Além da soja, outros produtos importantes da pauta exportadora registraram crescimento em abril.

As exportações de petróleo renderam US$ 4,8 bilhões, alta de 10,6% em relação ao ano passado. O avanço foi impulsionado pela valorização internacional dos preços em meio às tensões geopolíticas envolvendo o Irã. Apesar disso, o volume exportado caiu 10,6%, totalizando 8,17 milhões de toneladas.

Já o minério de ferro ocupou a terceira posição entre os produtos com maior geração de receitas no mês, somando cerca de US$ 2,5 bilhões. O crescimento de 19,5% foi influenciado tanto pelo aumento de preços quanto pelo avanço no volume exportado, que chegou a 34,57 milhões de toneladas.

Algodão dispara e açúcar recua nas exportações

Entre os destaques positivos, os embarques de algodão brasileiro cresceram 54,9% em abril, alcançando 370,4 mil toneladas.

As exportações de carne bovina in natura avançaram 4,3%, enquanto os embarques de carnes de aves tiveram leve alta de 0,5%.

O café apresentou pequena retração de 0,9% no período, somando 171,5 mil toneladas exportadas.

Na contramão, o açúcar registrou queda de 23,6% frente a abril de 2025, totalizando 1,18 milhão de toneladas. O recuo ocorre em um cenário de maior direcionamento da produção de cana para o etanol na safra 2026/27.

Brasil amplia força no mercado global de commodities

O país segue como maior exportador mundial de soja, café, açúcar, algodão e carnes bovina e de frango. O Brasil também mantém posição estratégica no mercado internacional de minério de ferro e petróleo.

FONTE: Forbes
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Diego Vara

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