Exportação

Setores gaúchos encontram novos mercados após tarifas dos EUA

Setores exportadores do Rio Grande do Sul reagiram rapidamente às sobretarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. No último trimestre, sete segmentos conseguiram redirecionar suas exportações para outros destinos, amenizando o impacto das medidas. Entre eles estão tabaco, armas e munições, veículos, borracha, obras de pedra, ferro e aço, e móveis.

O levantamento técnico, conduzido pelo economista-chefe da CDL POA, Oscar Frank, analisou o comportamento de dez setores diante do novo cenário tarifário. O estudo mostrou que, ao excluir as vendas para os EUA, vários produtos gaúchos conseguiram ampliar sua presença em outros mercados.

Crescimento expressivo em novos destinos

Um dos destaques foi o tabaco, cujas exportações cresceram 61,5% para a Indonésia e impressionantes 15.375% para a Suíça no bimestre de agosto e setembro de 2025, em comparação ao mesmo período do ano anterior. Segundo Frank, o estudo utilizou um cenário hipotético sem o “tarifaço” americano para medir o desempenho real após a aplicação das sobretaxas.

“O tarifaço começou em agosto, mas em julho já observamos um comportamento diferente dos agentes econômicos, que anteciparam embarques. Estimamos o que seria esperado para os meses de julho, agosto e setembro e comparamos com o que de fato ocorreu”, explicou o economista.

Setores mais e menos afetados

De acordo com o levantamento, os sete setores mencionados conseguiram compensar total ou parcialmente as perdas nas vendas aos Estados Unidos. No entanto, o impacto das tarifas foi desigual. Produtos com demanda internacional diversificada se adaptaram melhor, enquanto segmentos dependentes de nichos regulados ou com mercados restritos registraram queda.

Os setores de madeira, calçados e alumínio apresentaram resultados negativos, com redução líquida nas exportações, mesmo ao desconsiderar o comércio com os EUA.

RS entre os estados mais afetados

O Rio Grande do Sul foi um dos estados mais prejudicados pelas tarifas norte-americanas, enfrentando uma alíquota média efetiva de 44,7%, acima da média nacional de 34,6%. A variação entre os estados se explica pela relevância dos produtos afetados e pela participação de cada item na pauta exportadora destinada ao mercado americano entre janeiro e setembro de 2025.

FONTE: Correio do Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Fabio Scremin/APPA

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Comércio Exterior, Evento

Itajaí recebe o XXXII Simpósio de Estudos Tributários da ABDT com foco na Reforma Tributária e Comércio Exterior

Nos dias 06 e 07 de novembro, o Hotel Novotel Itajaí será palco do XXXII Simpósio de Estudos Tributários da ABDT (Academia Brasileira de Direito Tributário), que este ano traz como tema central “Tributação e Comércio Exterior”. O tradicional evento, realizado em parceria com o escritório Macedo & Winter Advogados Associados, chega à quarta edição em Santa Catarina consolidando-se como um dos principais encontros técnicos e acadêmicos do país na área tributária.

O simpósio reunirá autoridades, juristas, advogados, empresários, representantes do poder judiciário, membros do CARF, acadêmicos e profissionais ligados aos setores de importação, exportação, logística, infraestrutura e transportes. Serão dois dias de intenso debate e atualização, com uma programação repleta de painéis temáticos, palestras e momentos de networking com os maiores especialistas do Brasil.

Entre os destaques da programação estão as discussões sobre os impactos e tendências da Reforma Tributária, abordadas de forma didática e objetiva, para orientar empresas e profissionais sobre as mudanças que estão transformando o cenário tributário e o comércio exterior brasileiro.

Para o advogado Victor Macedo, sócio-fundador do escritório Macedo & Winter Advogados Associados e organizador executivo do evento, o Simpósio cumpre um papel estratégico no momento em que o país atravessa profundas transformações legais e econômicas. “O XXXII Simpósio de Estudos Tributários da ABDT cumpre um papel essencial na busca pelo debate de temas vitais para o segmento de comércio exterior, especialmente com as significativas mudanças que a reforma tributária nos impõe. Cito, a título de exemplo, a vedação à concessão de incentivos fiscais atrelados ao novo IBS, e a mudança do critério de repartição das receitas tributárias, antes rateadas entre estado de origem e destino, e agora com a totalidade destinada ao estado onde se dá o consumo (destino). Apenas estes dois pontos da reforma já exigem do setor privado uma releitura atenta de suas operações”, explica. 

O evento contará com a presença de nomes reconhecidos nacionalmente no campo jurídico e empresarial, como Marcos Cintra, Luís Eduardo Schoueri, Gustavo Brigagão, Leandro Paulsen, Rosaldo Trevisan, José Maria Arruda de Andrade, Marcelo Campos, entre outros. A programação ainda inclui painéis temáticos sobre multilateralismo, atualidades do controle aduaneiro, aspectos de contabilização na reforma tributária, impactos no setor portuário, novo Imposto Seletivo e o futuro das importações em Santa Catarina diante das novas regras.

Além do conteúdo técnico, o simpósio se destaca como uma plataforma de integração entre academia e mercado, reforçando o papel da ABDT como referência nacional no debate sobre o direito tributário aplicado. “O Simpósio busca contribuir com esse debate. Estamos felizes e honrados em poder proporcionar esse evento à comunidade do Comex e em especial aqui em Itajaí,” finaliza Victor Macedo. 

As inscrições estão abertas e podem ser feitas através do Sympla, onde também está disponível a programação completa do evento.

📅 Data: 06 e 07 de novembro
📍 Local: Hotel Novotel – Itajaí/SC
🔗 Inscrições e programação completa: disponíveis no Sympla

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Comércio Exterior

Brasil busca solução para tarifas de carne bovina nos EUA

A indústria de carne bovina do Brasil aguarda uma definição sobre as tarifas adicionais aplicadas pelos Estados Unidos nos próximos 60 dias. A previsão foi feita por Roberto Perosa, presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec).

“Eu acredito que, em um prazo entre 30 e 60 dias, isso deve estar equacionado”, declarou Perosa, destacando o otimismo da associação diante das negociações bilaterais após o encontro dos presidentes Lula e Donald Trump, na Malásia, no fim do mês passado.

Queda nas exportações e impacto do aumento de tarifas

As exportações de carne bovina do Brasil para os EUA, atualmente o segundo maior mercado do produto brasileiro após a China, sofreram queda desde agosto, quando foram impostas as taxas adicionais. Perosa afirmou que espera boas notícias em breve, com a possível retirada das tarifas, o que permitiria a retomada do fluxo comercial.

O aumento tarifário elevou o imposto sobre a carne brasileira para 76,4%, sendo 50 pontos percentuais referentes à taxa adicional. Antes, a alíquota já era de 26,4% para exportar aos Estados Unidos.

Negociações bilaterais e outros produtos brasileiros

Além da carne bovina, o Brasil busca a redução de tarifas para outros itens, como o café, reforçando a importância do país norte-americano como maior consumidor mundial e principal importador de grãos brasileiros.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/InfoMoney

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Comércio Exterior

Gestão de riscos ganha destaque na modernização do comércio exterior

O Comitê Nacional de Facilitação de Comércio (Confac) promove nos dias 3 e 4 de novembro, em Brasília (DF), o Seminário de Gerenciamento de Riscos no Comércio Exterior, reunindo representantes de órgãos públicos e do setor privado que atuam nos módulos LPCO (Licenças, Permissões, Certificados e Outros Documentos) e DUIMP (Declaração Única de Importação) do Portal Único de Comércio Exterior.

Eficiência e cooperação entre governo e setor privado

O evento busca demonstrar como a aplicação da gestão de riscos pode aumentar a eficiência operacional, gerar previsibilidade para o governo e empresas, além de reforçar a cooperação entre instituições envolvidas nas operações de importação.

A secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, destacou na abertura que a gestão de riscos é fundamental para equilibrar controle regulatório e competitividade empresarial. “À medida que o comércio se expande, a gestão de riscos se consolida como ferramenta essencial para proteger a sociedade sem comprometer a competitividade das empresas”, afirmou.

Programação com foco em práticas internacionais e inovação tecnológica

A programação inclui apresentações sobre conceitos gerais de gerenciamento de riscos, experiências internacionais com especialistas do Fundo Monetário Internacional (FMI) e da Australian Border Force, além de mesas-redondas sobre o papel dos órgãos no Portal Único e os desafios do canal único. Serão abordados fluxos de trabalho, ferramentas de gestão e boas práticas institucionais.

No segundo dia, a Receita Federal do Brasil (RFB) apresentará exemplos de conformidade, seguidos por painéis sobre tecnologias aplicadas à gestão de riscos, como Big Data, inteligência artificial e automação. O seminário será encerrado com workshops colaborativos voltados à elaboração de planos de ação e fortalecimento da cultura de riscos no comércio exterior.

Confac: integração e modernização do comércio exterior

O Confac, copresidido pela Secretaria de Comércio Exterior e pela Receita Federal, integra a Camex e conta com participação de órgãos como Casa Civil, Ministério das Relações Exteriores, Defesa, Agricultura, Saúde, Anvisa, Inmetro e Ibama.

O comitê é responsável por coordenar ações de facilitação entre diferentes órgãos, promovendo importações e exportações mais ágeis, reduzindo custos e garantindo o cumprimento de compromissos internacionais. Ao integrar governo e setor produtivo, o Confac fortalece a transparência, competitividade e eficiência do comércio exterior brasileiro.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Júlio César Silva/MDIC

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Internacional

Brasil e Paraguai iniciam projeto-piloto de certificado de origem digital no setor automotivo

A partir desta segunda-feira (3 de novembro), Brasil e Paraguai darão início ao projeto-piloto do Certificado de Origem Digital (COD) no setor automotivo, dentro do Acordo de Complementação Econômica nº 74 (ACE-74). A iniciativa representa um marco na modernização e integração comercial entre os dois países.

O certificado de origem, emitido pelas 47 entidades habilitadas pelo governo brasileiro, é essencial para garantir os benefícios tarifários previstos no acordo e assegurar a competitividade da indústria automotiva. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a adoção do documento digital amplia o uso da certificação eletrônica já consolidada no ACE-18 (Mercosul), trazendo mais agilidade, segurança e rastreabilidade às operações de exportação e importação.

Digitalização promete mais eficiência e redução de custos

De acordo com o vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, o projeto reforça o compromisso do Brasil com a facilitação do comércio exterior, a transformação digital e o fortalecimento das cadeias produtivas regionais. Com a digitalização, o tempo de emissão do certificado deve cair de 48 horas para apenas 2 horas, e o custo do processo deve ser reduzido em até 95%.

“O certificado é uma ferramenta que simplifica o dia a dia de quem exporta e importa. A digitalização reduz etapas, amplia a transparência e aumenta a previsibilidade nas transações comerciais”, afirmou a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres.

O Certificado de Origem Digital substituirá totalmente o formato em papel, gerando ganhos de eficiência, sustentabilidade e controle aduaneiro. O piloto será conduzido pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), com implementação definitiva prevista para 1º de dezembro.

Comércio bilateral em alta entre Brasil e Paraguai

O comércio entre Brasil e Paraguai movimentou US$ 7,2 bilhões em 2024, com superávit brasileiro de US$ 273 milhões, segundo dados da Secex. De janeiro a setembro de 2025, as exportações brasileiras para o Paraguai somaram US$ 2,9 bilhões, um aumento de 6,15% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já as importações ficaram em US$ 2,5 bilhões, uma queda de 3,32%.

A indústria de transformação responde por 96% das exportações do Brasil e 48% das importações vindas do país vizinho. Entre os principais produtos exportados estão fertilizantes, máquinas agrícolas, bebidas alcoólicas e automóveis, enquanto o Brasil importa energia elétrica, arroz, soja e equipamentos elétricos. Em 2024, o comércio de veículos automotores, tratores, ciclos e peças — foco do ACE-74 — movimentou US$ 374,5 milhões em exportações brasileiras para o Paraguai.

Integração regional e inovação digital

Com a implementação do Certificado de Origem Digital, Brasil e Paraguai reafirmam o compromisso com a integração econômica regional e com o uso de soluções digitais para aprimorar o comércio exterior. O projeto fortalece o Mercosul, aumenta a competitividade das empresas e impulsiona a eficiência nas trocas bilaterais.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Diplomacia Business

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Internacional

China promete comprar 12 MMT de soja dos EUA, mas volume levanta dúvidas no mercado

O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, afirmou que a China se comprometeu a comprar 12 MMT de soja dos EUA ainda neste ano, além de firmar um acordo mínimo de 25 MMT anuais pelos próximos três anos. A fala, porém, desses 12 MMT, não deixa claro quando os embarques ocorrerão. O anúncio de compra não significa embarque imediato: normalmente, o que a China compra entre outubro e novembro, ela vai receber somente entre janeiro e fevereiro, se for embarque imediato.

Hoje a China tem pouca necessidade de soja adicional, já que acumulou estoques elevados com embarques recordes, sobretudo entre Brasil, Argentina e outros fornecedores.

Sobre o acordo de 25 MMT mínima, este volume na verdade é bem menor do costume de compra da China dos EUA. A quantidade anunciada representa uma redução considerável em relação aos últimos anos, tanto para o lado chinês quanto para as exportações americanas:

*China (importações dos EUA)* | 🇺🇸 *Exportações totais dos EUA*
2024: 22,13 MMT | 25,97 MMT
2023: 23,45 MMT | 26,42 MMT
2022: 28,74 MMT | 30,03 MMT
2021: 31,62 MMT | 27,71 MMT

Para Ronaldo Fernandes, as falas de Bessent representam “mais do mesmo”:
Sinceramente, mais do mesmo. Agora só depois de algo concreto, assinado, ou só se a China disser. Tudo que os EUA falarem agora vai provocar uma reação do mercado, mas pontual, não firma a tendência. O mercado percebeu que os EUA são quem precisam mais do acordo, são os mais prejudicados politicamente. A China não.

O analista lembra que, na primeira guerra comercial, que começou em 2018, o acordo só saiu em janeiro de 2020, num contexto de seca no Brasil e risco de quebra de safra. “Agora o cenário é outro. A China não depende da soja americana como dependia lá atrás”, explica.

Em janeiro e fevereiro de 2025, a China desembarcou 13 MMT, sendo 9 MMT dos EUA e 5 MMT do Brasil (porque ainda aguardava a colheita brasileira). Se ela recebeu esses volumes em janeiro e fevereiro, foram compras feitas, pelo menos, em novembro e dezembro. E vale lembrar que o costume é os recebimentos da China caírem de outubro em diante e só retomarem a partir de abril. Recebimento não é compra  se a China recebeu, o embarque ou a compra foi feito pelo menos dois meses antes. Então, o mais lógico é analisar os volumes recebidos em janeiro e fevereiro para entender o que ainda precisa ser comprado em novembro e dezembro.

Por mais que o mercado reaja bem agora pela retomada das compras da China, se o acordo for oficializado com 25 MMT mínima, é sim uma garantia das compras chinesas, mas o valor mínimo representa menos do que a China já comprava dos EUA. Tudo bem, é um valor de referência, ela pode comprar mais, mas só se o preço valer a pena. A longo prazo, esse volume no acordo não é positivo para Chicago, porque sinaliza menor dependência da soja americana.

Mesmo assim, o anúncio trouxe reação imediata nos preços. A soja brasileira subiu para R$ 145 por saca, ante R$ 140 no dia anterior, como mencionado pelo Ronaldo na madrugada de hoje a falta o acordo é vitória para o brasil ” essa indecisão abre espaço pra soja brasileira, que pode ganhar fôlego nesse intervalo, mas o *relógio já tá correndo, e ninguém sabe quando vem a próxima novidade.

FONTE: Royal Rural
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Eventos

Especialista aborda novas regras da ANTAQ e os impactos do Demurrage em palestra promovida pelo Núcleo de Comércio Exterior da ACII

O Núcleo de Comércio Exterior da Associação Empresarial de Itajaí (ACII) promoveu, na noite desta quinta-feira (30), a segunda turma da palestra “ANTAQ e Demurrage: Novos entendimentos, procedimentos e o impacto real nas suas operações”, realizada na Univali, em Itajaí. O encontro reuniu profissionais do setor portuário, despachantes aduaneiros, advogados, mpresários do comércio exterior e estudantes interessados em compreender as recentes mudanças regulatórias e seus efeitos práticos nas operações logísticas.

O advogado e professor Wagner Coelho, mestre em Administração com ênfase em Logística e especialista em Direito Aduaneiro e Comércio Exterior, conduziu a palestra, que teve como tema central “O que você precisa saber para evitar prejuízos e navegar com segurança nas novas regras da ANTAQ”.

Durante o evento, Wagner apresentou um panorama completo sobre o processo de conteinerização, a evolução das normas que regem a sobre-estadia de contêineres (Demurrage e Detention) e as recentes decisões da ANTAQ — como a Resolução nº 62/2021, o Acórdão 521/2025 e a Portaria SFC/ANTAQ nº 01/2025. O palestrante destacou a importância das novas diretrizes para dar mais transparência, previsibilidade e segurança jurídica às relações entre armadores, agentes intermediários, importadores e exportadores.

Entre os pontos de maior destaque, Wagner explicou as mudanças na contagem do free time, os limites de responsabilidade dos embarcadores e consignatários, e as novas definições sobre abusividade na cobrança de demurrage, conforme o entendimento da agência reguladora. Também abordou decisões recentes que proíbem a responsabilização solidária de despachantes aduaneiros, além de discutir as implicações jurídicas e operacionais dessas atualizações. “O conhecimento sistêmico sobre a conteinerização e sobre a atuação da ANTAQ é essencial para que empresas e profissionais possam atuar de forma segura, eficiente e alinhada às novas exigências regulatórias”, destacou o palestrante.

Ao final, o público participou de um momento de perguntas e troca de experiências, reforçando a importância de eventos como este para o fortalecimento do setor logístico e portuário da região.

TEXTO: REDAÇÃO

IMAGENS: RECONECTA NEWS

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Exportação

Exportações de carne bovina do Brasil em outubro superam total de 2024, aponta Secex

As exportações brasileiras de carne bovina seguem em alta em outubro de 2025. Até a quarta semana do mês, os embarques somaram 276,5 mil toneladas, ultrapassando o total registrado em outubro de 2024, que foi de 270,2 mil toneladas, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgados nesta terça-feira (28).

O desempenho evidencia a forte demanda internacional e a competitividade da carne bovina brasileira no mercado externo.

Crescimento da média diária de exportações

A média diária de exportação atingiu 15,4 mil toneladas, um aumento de 25% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando a média era de 12,2 mil toneladas por dia. Esse avanço reforça o bom momento do setor e a capacidade do Brasil de atender mercados globais em expansão.

Receita das exportações ultrapassa US$ 1,5 bilhão

O faturamento gerado pelos embarques de carne bovina até a quarta semana de outubro alcançou US$ 1,527 bilhão, valor superior ao registrado em outubro de 2024, que foi de US$ 1,259 bilhão.

Na média diária, a receita chegou a US$ 84,88 milhões, representando um crescimento de 48,2% em relação ao mesmo período do ano passado (US$ 57,26 milhões/dia).

Preços médios da carne bovina apresentam valorização

Além do aumento em volume e faturamento, os preços médios da carne bovina também registraram alta. Até a quarta semana de outubro, o valor médio por tonelada foi de US$ 5.525,8, um crescimento de 18,5% em comparação a outubro de 2024 (US$ 4.661,7/tonelada).

O aumento reflete a valorização da proteína brasileira no mercado internacional, impulsionada pela forte demanda de países como China e Oriente Médio, que estão entre os principais compradores.

Brasil se consolida como líder global em proteína animal

Os resultados parciais de outubro confirmam a tendência de forte desempenho das exportações de carne bovina em 2025, tanto em volume quanto em receita, consolidando o Brasil como um dos principais fornecedores globais de proteína animal.

FONTE: Portal do Agronegócio
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal do Agronegócio

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Comércio Internacional

China anuncia novas regras cambiais para impulsionar o comércio internacional e reduzir custos

A Administração Estatal de Câmbio da China anunciou, em 29 de outubro, um conjunto de nove novas medidas voltadas a simplificar e agilizar as transações cambiais internacionais. O objetivo é aumentar a eficiência nas operações financeiras, reduzir custos e reforçar a estabilidade do comércio exterior chinês.

Desde 2022, a China vem conduzindo um projeto-piloto de alta abertura cambial no comércio transfronteiriço, com foco na redução de burocracias e documentos nas operações de conta corrente internacional. Atualmente, o programa já abrange 11 regiões e movimenta cerca de US$ 1,7 trilhão em transações.

A nova etapa permitirá a inclusão de mais empresas, liberando capital e fortalecendo a competitividade global. Um porta-voz da Yangtze Optical Fibre and Cable destacou que a adesão ao projeto pode liberar mais de RMB 100 milhões por ano em fluxo de caixa, contribuindo para a expansão internacional da companhia. As mudanças também permitem que companhias compensem pagamentos de bens e serviços relacionados — como frete, seguro, armazenagem e desembaraço aduaneiro —, o que reduz custos operacionais e acelera as transferências internacionais.

As novas regras também focam em pequenas e médias empresas (PMEs) envolvidas no e-commerce transfronteiriço, setor que segue em alta no país. Dados da alfândega chinesa indicam que o comércio eletrônico internacional alcançou RMB 2,06 trilhões nos três primeiros trimestres de 2025, representando crescimento de 6,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Para fortalecer o setor, os bancos chineses serão estimulados a ampliar o crédito para PMEs indicadas por plataformas de e-commerce e empresas integradoras de comércio exterior, classificando-as como empresas de alta credibilidade. As instituições financeiras também poderão automatizar liquidações cambiais com base em pedidos eletrônicos e dados logísticos, alinhando-se à dinâmica digital do e-commerce. Além disso, serão incentivadas a oferecer atendimento personalizado e serviços de câmbio mais rápidos.

O comércio de serviços da China, segundo maior do mundo, movimentou US$ 509,1 bilhões no primeiro semestre de 2025, um avanço de 6% frente ao ano anterior. As novas diretrizes visam otimizar a gestão financeira de projetos internacionais, especialmente os de engenharia e construção contratados no exterior. As medidas permitirão administração centralizada de fundos e remanejamento mais flexível de recursos, reduzindo a necessidade de financiamentos externos. De acordo com a SINOHYDRO Corporation, as mudanças podem diminuir a imobilização de capital em RMB 500 milhões e reduzir perdas cambiais anuais em RMB 30 milhões, aumentando a competitividade global da empresa. Além disso, as novas regras simplificam adiantamentos e reembolsos de despesas de serviços, permitindo pagamentos diretos a fornecedores de transporte, armazenagem e manutenção.

FONTE: News CN

TEXTO: Redação

IMAGEM: Ding Lei/Xinhua

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Comércio Exterior

Desligamento da DI e LI: tecnologia e integração são essenciais para cumprir o novo cronograma

O cronograma de desligamento da Declaração de Importação (DI) e da Licença de Importação (LI) já está em andamento e marca um dos momentos mais importantes da modernização do comércio exterior brasileiro. A substituição gradual desses documentos pela Declaração Única de Importação (DUIMP) é parte central do Programa Portal Único, que visa simplificar processos, reduzir custos e integrar os diversos órgãos anuentes em um ambiente digital unificado.

O calendário, publicado pela Receita Federal e pela Secretaria de Comércio Exterior, prevê que o desligamento das DI e LI comece em 17 de novembro de 2025, com um processo faseado — ou seja, novas etapas ocorrerão mensalmente, até que todo o sistema atual seja substituído ao longo de 2026.

Mas para os importadores, a transição não é apenas burocrática: ela exige adaptação tecnológica, revisão de processos e integração de dados. E é exatamente nesse ponto que o suporte tecnológico faz toda a diferença. Segundo David Tavares, executivo de negócios da Blue Route, o momento é de grande mudança de paradigma. “Saímos de uma realidade em que diversos documentos são exigidos pela Receita Federal e pelos órgãos anuentes para a importação de um produto, para uma nova fase em que tudo será consolidado em um único documento, a DUIMP. Por isso é fundamental que o importador esteja amparado por sistemas integrados e um modelo de gestão eficiente, que garantam uma transição tranquila para essa nova realidade”, ressalta.

Tecnologia como fator de conformidade

Durante o processo de implementação do Novo Processo de Importação (NPI), muitos importadores adiaram seus projetos por conta das constantes atualizações e mudanças nas orientações dos órgãos envolvidos. Isso gerou insegurança jurídica e atrasos, especialmente na organização do catálogo de produtos, etapa indispensável para a migração ao novo modelo. Para Tavares, uma estrutura tecnológica eficiente permite que as empresas mantenham o controle total das etapas do projeto, com histórico, rastreabilidade e segurança das informações. “Isso garante conformidade com o novo processo e evita retrabalhos, já que todos os registros ficam claros e acessíveis”, destaca.

A contribuição da Blue Route

Com foco em automação, rastreabilidade e controle de riscos, a plataforma da Blue Route foi desenvolvida para atender exatamente às novas exigências do Portal Único. A solução faz a gestão completa do catálogo de produtos, mantendo o alinhamento com as normas do programa OEA (Operador Econômico Autorizado), o que aumenta a confiabilidade e reduz o risco de não conformidades. “Nossa plataforma garante excelência na gestão do catálogo de produtos. O importador ganha visibilidade total das informações e consegue manter seu processo sob controle, dentro das orientações do OEA e das exigências da DUIMP”, explica David Tavares, executivo de negócios da Blue Route.

O futuro é digital e conectado

Com o avanço da digitalização no comércio exterior, a automação não é mais uma opção — é uma necessidade. A nova dinâmica imposta pelo desligamento da DI e LI reforça a urgência de investir em tecnologia, controle de dados e processos integrados. “Meu conselho aos gestores é claro: invistam em tecnologia agora. Ela é indispensável para garantir controle, histórico e gerenciamento de riscos. O tempo é curto, e o cronograma já está em curso — sem tecnologia, será impossível cumprir os prazos e estruturar um catálogo de produtos com excelência”, conclui o David. 

Calendário de desligamento da DI e LI

  • Início do desligamento: 17/11/2025
  • Transição faseada: etapas mensais subsequentes até 2026
  • Documento substituto: DUIMP (Declaração Única de Importação)
  • Programa responsável: Portal Único de Comércio Exterior

ACESSE O CRONOGRAMA COMPLETO AQUI

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TEXTO: REDAÇÃO
IMAGEM: DIVULGAÇÃO

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