Comércio Exterior

Facisc reúne representantes de 16 países para fortalecer parcerias internacionais em SC

A Facisc (Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina) promove, na tarde desta sexta-feira (28), em Florianópolis, um encontro estratégico com integrantes do corpo consular de 16 países presentes no estado. A iniciativa tem como foco ampliar conexões, estimular novas parcerias internacionais e fortalecer a presença catarinense no comércio exterior.

Debate ocorre em meio a mudanças no comércio global
O evento acontece em um momento marcado por transformações significativas no comércio internacional. Santa Catarina enfrenta impactos diretos do tarifaço dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, sobretudo os industriais — justamente aqueles mais exportados pelo estado. A articulação com os consulados pretende abrir portas e diversificar mercados, reduzindo riscos e ampliando oportunidades.

Entre os países representados, estão Alemanha, Argentina, Áustria, Cazaquistão, Costa Rica, Finlândia, Hungria, Luxemburgo, Marrocos, Ordem de Malta, Paraguai, Portugal, Reino Unido, Romênia, Suíça e Uruguai.

Exportações catarinenses mostram reação
Uma análise da balança comercial realizada pela Facisc aponta que os exportadores catarinenses têm buscado rapidamente alternativas diante da maior taxação norte-americana. As exportações de outubro cresceram 5% em relação ao mesmo mês de 2024, indicando adaptação rápida e busca por novos destinos.

O setor madeireiro foi um dos destaques: as vendas de madeira serrada avançaram 28%, com expansão para mercados como Índia, Emirados Árabes, Marrocos e Espanha.

Carnes abrem novos mercados após restrições
Outro exemplo de diversificação vem das exportações de carnes de aves. Durante o embargo chinês decorrente do caso de gripe aviária no Rio Grande do Sul, empresas catarinenses fecharam negócios com importadores da Coreia do Sul, Gabão, Moçambique e Reino Unido.
A carne suína também registrou alta, impulsionada pelo aumento das vendas para Canadá, Vietnã, Geórgia e República do Congo.

Diversificação como estratégia de crescimento
Segundo o diretor de Relações Internacionais da Facisc, Evaldo Niehues Jr., os resultados positivos estão diretamente ligados à busca ativa por novos mercados. Para ele, o encontro com representantes consulares reforça essa estratégia:
Santa Catarina mostra resiliência ao ampliar parcerias justamente quando alguns mercados se fecham. A diversificação não é apenas uma alternativa; é uma estratégia inteligente que já traz resultados importantes para nossa economia”, afirma.

Apoio do governo catarinense
O movimento empresarial conta com o apoio do governo do estado, por meio da Secretaria de Articulação Internacional e Projetos Especiais. O secretário Paulo Bornhausen destaca que ampliar parcerias internacionais reduz vulnerabilidades e fortalece o setor produtivo catarinense no cenário global.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NSC Total

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Comércio

Black Friday 2025 deve impulsionar economia, bater recorde histórico e pressionar logística do comércio exterior

A última sexta-feira de novembro chegou e a Black Friday 2025 já movimenta os setores do varejo, da indústria e da logística internacional. Segundo projeções da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a campanha deste ano deve alcançar R$ 5,4 bilhões em vendas, resultado que, se confirmado, representará a maior movimentação da série histórica iniciada em 2010 e um crescimento de 2,4% em comparação com 2024. Já uma pesquisa de mercado da Neotrust, a previsão é muito mais otimista e aponta crescimento de 17%, podendo chegar a R$ 11 bilhões em produtos vendidos. 

Os segmentos com maior peso no faturamento devem ser hipermercados e supermercados (R$ 1,32 bilhão), eletroeletrônicos e utilidades domésticas (R$ 1,24 bilhão) e móveis e eletrodomésticos (R$ 1,15 bilhão). Vestuário (R$ 0,95 bilhão) e produtos de beleza e bem-estar (R$ 0,38 bilhão) também permanecem entre os destaques. Ainda de acordo com a CNC, 70% das categorias avaliadas apresentam grande potencial de redução real de preços, com quedas que chamam a atenção em papelaria, livros, joias e bijuterias, perfumaria, utilidades domésticas e higiene pessoal.

Com consumidores cada vez mais atentos e desconfiados de falsas promoções, o planejamento de compra se tornou parte essencial do evento. O levantamento do Procon-SP mostrou que o comportamento do brasileiro ainda é influenciado por “gatilhos” como opinião pública, ofertas por tempo limitado e parcelamento sem juros. No entanto, especialistas reforçam que uma estratégia mais ativa pode ampliar a economia.

O presidente da Associação Brasileira de Profissionais de Educação Financeira (Abefin), Reinaldo Domingos, orienta. “Embora monitorar o preço seja essencial, acompanhar os picos de promoções e os períodos estratégicos de descontos pode ampliar significativamente a economia. Muitas lojas estendem a Black Friday por vários dias ou liberam promoções em horários estratégicos, como manhãs ou noites de determinados dias.”

A força do e-commerce e comportamento do consumidor

A popularização da Black Friday no Brasil se intensificou nos últimos anos e agora envolve praticamente todos os segmentos, do alimentício ao turismo. Um estudo da Méliuz aponta que mais de 90% dos brasileiros pretendem realizar alguma compra em 2025, número 20% superior ao levantado no ano anterior.

O comércio eletrônico permanece como protagonista — inicialmente impulsionado durante a pandemia e hoje consolidado como principal canal de vendas em diversas categorias. Lojas físicas e digitais devem atuar de forma integrada, com estratégias omnichannel e incentivos logísticos, como frete grátis e retirada no mesmo dia.

Impactos e desafios na logística e no comércio exterior

O crescimento da Black Friday não se limita à economia interna: ele pressiona toda a cadeia logística global. As semanas que antecedem o evento coincidem com a Peak Season, período de maior demanda mundial por transporte de cargas, principalmente devido às encomendas para abastecer o consumo de final de ano.

Com o Brasil apresentando forte dependência de produtos manufaturados importados — sobretudo da China — o fluxo internacional tende a atingir seu ápice no trimestre. Apenas em 2022, as importações brasileiras de produtos chineses aumentaram 32,8% em relação ao ano anterior, reforçando essa tendência.

O efeito é imediato para o setor de comércio exterior:

  • maior competição por espaço em navios e aeronaves,
  • pressão sobre prazos de entrega,
  • aumento de custos logísticos,
  • necessidade de planejamento antecipado para evitar ruptura de estoque.

Empresas que atuam com importação analisam a data com atenção redobrada, já que atrasos podem resultar em perda de oportunidades de venda durante o pico de consumo.

Uma data de oportunidades — e de responsabilidade financeira

Com promoções cada vez mais agressivas e marketing altamente persuasivo, Black Friday se tornou um dos eventos mais aguardados pelo consumidor brasileiro. Ainda assim, especialistas lembram que planejamento evita endividamento. O ideal é acompanhar preços ao longo dos meses, definir um limite de gastos e priorizar itens úteis e necessários.

Fontes consultadas

  • Infomoney — dados e declarações da CNC, Procon-SP e Abefin
  • CNC — projeções econômicas para a Black Friday 2025
  • UXCOMEX — panorama de comércio exterior e logística internacional
  • Méliuz — estudo de intenção de compra dos consumidores brasileiros
  • Forbes – dados de pesquisa da Neotrust

TEXTO: REDAÇÃO
IMAGENS: ILUSTRATIVAS / FREEPIK

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Portos

Porto de Sines entra no radar de Suape para parceria estratégica transatlântica

O Complexo Industrial Portuário de Suape iniciou tratativas para uma parceria estratégica com o Porto de Sines, em Portugal. Localizado em Setúbal e reconhecido como o maior porto artificial do país, Sines possui águas profundas capazes de receber embarcações de até 350 mil toneladas. Além disso, é o porto europeu mais próximo do Nordeste brasileiro, com distância náutica inferior à de Roterdã, Antuérpia e Vigo.

Em 2024, Sines movimentou 1,9 milhão de TEUs, alcançando seu recorde histórico — desempenho bem acima dos 646.804 TEUs de Suape, que também registrou seu melhor resultado anual. O porto português figura entre os 15 maiores da União Europeia, ocupando a 14ª posição.

Sinergias logísticas e industriais
Armando Monteiro Bisneto, presidente de Suape, esteve em Lisboa para participar da 4ª edição da CONIBEN e, durante a viagem, visitou o Porto de Sines. Segundo o executivo, chamou atenção a semelhança entre os complexos: ambos integram áreas portuárias e industriais, possuem polos de energia, infraestrutura ferroviária em expansão e projetos em energias renováveis, além de manterem refinarias.

Bisneto afirmou que, ao retornar ao Brasil, terá uma reunião com os gestores portugueses para formalizar o diálogo. Para ele, Sines pode se tornar um aliado estratégico na integração logística transatlântica, ampliando a competitividade de Suape.

Concorrência regional e expansão de rotas
A movimentação de Suape ocorre em um momento em que o Porto do Pecém (CE) já avança na cooperação com Sines desde 2024. Durante o Brasil Export daquele ano, o então CEO da administração portuária portuguesa apresentou Sines como a “porta atlântica” das exportações brasileiras. Os acordos firmados com o Pecém e a CSN envolvem ligação ferroviária pela Transnordestina, operação no terminal de minérios da CSN no Ceará e a futura instalação de uma siderúrgica em território português — movimentos que devem impulsionar o fluxo de minérios e grãos do Brasil para a Europa.

Hub europeu para frutas brasileiras
Em abril de 2024, Sines firmou um protocolo com a Abrafrutas, que representa cerca de 80% das exportações brasileiras de frutas frescas. A proposta é transformar a região em um hub logístico e industrial para recebimento, processamento e distribuição de manga, melancia, uva e mamão, atendendo mercados da Península Ibérica, norte da África e outros destinos da União Europeia.

Para Suape, avançar nessa aproximação pode abrir portas para atrair cargas do Vale do São Francisco, hoje escoadas por outros portos nordestinos.

Sines como gateway europeu
A localização de Sines na Costa Atlântica reduz o tempo de travessia e torna os custos logísticos mais competitivos. Durante a Intermodal South America, em São Paulo, o porto foi novamente apresentado como gateway europeu para cargas brasileiras, reforçando sua relevância no comércio transatlântico.

CONIBEN: protagonismo pernambucano
A 4ª edição da Conferência Ibero-Brasileira de Energia acontece nesta semana, em Lisboa, reunindo lideranças do Brasil, Portugal e Espanha para discutir transição energética, descarbonização, energias renováveis, armazenamento e inovação tecnológica. A coordenação da edição de 2025 está a cargo do pernambucano Reive Barros, diretor da Acropólis Energia.

Tecnologia assistiva e inclusão no mercado de trabalho
O 2º Seminário Pernambucano de Tecnologia Assistiva discutirá soluções para ampliar a participação de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. Especialistas abordarão formação profissional, práticas acessíveis e ferramentas tecnológicas que reduzem barreiras. O evento, promovido pela Proacessi Consultoria, acontece nos dias 9 e 10 de dezembro, na Uninassau – Derby.

Crescimento do mercado global da música
Segundo MIDiA Research e Mordor Intelligence, o mercado musical mundial deve alcançar US$ 110 bilhões até 2032. A expansão do setor independente, projetada para crescer 6,4% ao ano até 2030, reforça o protagonismo das chamadas “eu-quipes”, em que artistas atuam de forma mais autônoma. A produtora Thainá Pitta, com experiência em eventos como AFROPUNK e The Town, lidera o projeto Independentes, que oferece suporte técnico e direção artística a profissionais do setor, atuando entre Salvador, São Paulo e Rio.

FONTE: Folha de Pernambuco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Folha de Pernambuco

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Comércio

EUA ampliam pressão com investigação da Seção 301, e Brasil teme novo impacto após tarifaço

A recente redução do tarifaço dos Estados Unidos não dissipou a preocupação do governo brasileiro. O motivo agora é a investigação da Seção 301, aberta por Washington e considerada a mais abrangente já direcionada ao Brasil, segundo o Itamaraty.

Fernando Pimentel, diretor do Departamento de Política Comercial do Ministério das Relações Exteriores, afirma que a apuração americana representa um risco significativo. Ele destaca que os Estados Unidos costumam usar esse mecanismo de forma segmentada, mas desta vez o alcance é extraordinário.

“Possivelmente, esta é a maior 301 de todos os tempos… O Brasil é alvo de uma investigação amplíssima, com seis temas extremamente vastos”, declarou Pimentel durante o Encontro Empresarial BR-US 2025, promovido pela Amcham.

Seção 301 mira seis áreas estratégicas
A investigação iniciada em julho analisa supostas práticas desleais do Brasil em seis frentes principais:

  • comércio digital e serviços de pagamento, incluindo o Pix;
  • tarifas preferenciais;
  • aplicação de leis anticorrupção;
  • propriedade intelectual;
  • mercado de etanol;
  • desmatamento ilegal.

Para o Itamaraty, a amplitude da apuração aumenta os riscos, mesmo que o Brasil tenha apresentado respostas técnicas robustas.

“Responder bem não garante um desfecho favorável. Há grande discricionariedade na negociação”, alertou Pimentel.

Risco de repetir o impacto do tarifaço
O diplomata reforçou que o país precisa tratar o tema com urgência para evitar um novo choque comercial.
“Não faz sentido resolver o tarifaço e enfrentar outra 301 meses depois. Pelo escopo, podemos ver tudo isso se repetir”, disse.

A fase de apresentações e argumentos já foi concluída após audiência pública em setembro, na qual empresas brasileiras e americanas se manifestaram. Agora, o processo aguarda o início das consultas formais, etapa que depende da definição de datas pelo governo dos EUA.

A investigação não tem prazo definido, mas a expectativa é que avance nos próximos meses.

O que é a Seção 301
Criada na Lei de Comércio dos EUA de 1974, a Seção 301 autoriza o governo americano a retaliar países que imponham barreiras comerciais consideradas injustas. As investigações são conduzidas pelo USTR, órgão ligado diretamente à Presidência dos EUA.

A regra exige que o país investigado tenha oportunidade de negociar antes que medidas punitivas sejam aplicadas. Se não houver acordo, Washington pode recorrer a organismos internacionais, como a OMC, ou adotar sanções unilaterais.

O mecanismo já foi usado em casos emblemáticos:

  • China (2018): acusada de violar regras de propriedade intelectual, resultando em tarifas que desencadearam a guerra comercial.
  • Ucrânia (2001): punida por falhas no combate à pirataria de CDs.
  • Brasil (1989): investigado por restrições à importação de mais de mil produtos; o caso foi resolvido diplomaticamente.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Exame

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Notícias

Fogo no navio “One Henry Hudson” evidencia vulnerabilidade das cargas e necessidade de seguro especializado

O incêndio no navio porta-contêineres One Henry Hudson, no último dia 21 de novembro, expõe com clareza um dos maiores desafios do comércio exterior: a imprevisibilidade dos riscos no transporte internacional. O navio estava atracado no porto de Port of Los Angeles – o porto mais movimentado da América do Norte, quando sofreu um incêndio à bordo. 

Em cada rota, mercadorias estão sujeitas a incêndios, explosões, colisões, naufrágios, furtos, manuseio incorreto, avarias causadas pelo clima e até roubos — situações capazes de resultar em perda parcial ou total da carga. Para importadores e exportadores, essas mercadorias representam investimento real e capital aplicado; por isso, um sinistro como o ocorrido em Los Angeles pode significar não apenas prejuízo irreparável, mas comprometer a continuidade do negócio. 

Por que o seguro de cargas é imprescindível

O seguro surge, então, como ferramenta indispensável para garantir segurança financeira e previsibilidade, transferindo o risco para a seguradora e assegurando compensação em caso de danos. Mais do que proteção patrimonial, operar com seguro transmite credibilidade e profissionalismo aos parceiros internacionais, reforça relações comerciais e reduz o risco de litígios quando há perdas. Por essa razão, especialistas em logística e seguros marítimos afirmam que, no comércio exterior moderno, a cobertura deixou de ser apenas recomendável — ela se tornou essencial. Segundo Paola Lima, coordenadora do setor de Comex da BWIN TECH Corretora de Seguros, a importância de contratar o seguro é exatamente para evitarmos situações que fogem do nosso controle. “Por vezes os clientes podem apostar tudo que possuem em um embarque, e estes eventos que o fazem perder sua “grande aposta” e sair no prejuízo irão gerar dor de cabeça e estresse desnecessário. Pode levar anos para se reestruturar e nesta hora se o Agente de Carga não possuir a devida contratação do seguro e corretores parceiros, também sairá no prejuízo. O seguro irá suportar isso, não é apenas seguro, são os sonhos de alguém, a dor de cabeça que pode ficar com quem entende do negócio e se preocupa e garantir que a operação seja realizada com excelência do início ao fim, tornando tudo mais fluído e descomplicado.” explica. 

Como a BWIN TECH ajuda a mitigar riscos e proteger operações

No Brasil, um dos principais parceiros para quem busca segurança nas operações de transporte internacional é a BWIN TECH. A empresa é uma corretora especializada em seguros de transporte e gestão de riscos, com mais de 20 anos de experiência. 

Entre os serviços oferecidos pela BWIN TECH, destacam-se:

  • Análise detalhada de riscos e perfil do negócio – A BWIN TECH avalia cada operação considerando tipo da carga, rota, modal, valor e particularidades do embarque, para definir a cobertura mais adequada. 
  • Soluções personalizadas de seguro – A corretora oferece apólices avulsas (para embarques únicos) e apólices abertas (para empresas com operações frequentes), adaptando-se às necessidades específicas de cada cliente. 
  • Consultoria logística estratégica e gestão de riscos integrados – A BWIN TECH não fornece apenas o seguro, mas orienta sobre práticas de logística e mitigação de risco, promovendo segurança operacional do início ao fim da cadeia. 
  • Suporte em caso de sinistro – Em eventos como incêndios, explosões ou perdas totais, a empresa auxilia no acionamento da cobertura, assegurando que o cliente tenha respaldo profissional e ágil para recuperar seu investimento. 

Dessa forma, a atuação da BWIN TECH se torna diferencial competitivo: ela transforma o seguro de cargas em componente estratégico, reduz vulnerabilidades e traz tranquilidade a quem opera no comércio exterior. “É importante também, analisar se sua apólice está bem desenhada para sua operação, com a devida cobertura para estes incidentes, para o container e principalmente para a operação como um todo, é de extrema importância averbar o seguro completo com as coberturas que são disponibilizadas pela seguradora tais como Despesas 10%, Lucros Esperados 10%, para que o ressarcimento seja o mais próximo do prejuízo”, destaca Paola Lima. 

Como foi o incidente da noite de 21 de novembro

Segundo informações divulgadas na imprensa internacional, o incêndio teria começado com um suposto curto-circuito elétrico, começaram abaixo do convés e se alastraram por diversos níveis da embarcação, provocando uma explosão no meio do convés. A carga incluía materiais perigosos, o que levou autoridades a emitir ordem de abrigo (shelter-in-place) para comunidades vizinhas e a definir uma zona de segurança de uma milha náutica ao redor do navio. 

Mais de 100 bombeiros foram chamados para combater o incêndio no Porto de Los Angeles, o porto mais movimentado da América do Norte. A embarcação de 336 metros de comprimento é operada pela One Ocean Express, uma empresa de transporte marítimo com sede em Cingapura. Antes de Los Angeles, o navio esteve recentemente no Japão, parando em Kobe, Nagoya e Tóquio.

Apesar de os 23 tripulantes escaparem ilesos, cerca de 100 contêineres foram consumidos – um prejuízo que, dependendo do valor da mercadoria, pode representar perdas que superam milhões de dólares. 

Lição para importadores e exportadores

O incêndio no navio One Henry Hudson expõe como – mesmo com procedimentos de segurança, documentação rigorosa e transporte regular – eventos imprevisíveis podem colocar tudo a perder: carga, tempo, dinheiro e credibilidade. Quando se lida com transporte internacional, não basta depender da sorte ou boas práticas logísticas.

Para quem importa ou exporta mercadorias – especialmente cargas sensíveis ou de alto valor – ignorar o seguro de carga é um risco que pode custar caro. A contratação de seguro internacional, por meio de uma corretora especializada como a BWIN TECH, passa a ser uma obrigação de mercado, e não um extra.

Além disso, contar com suporte técnico, consultoria e uma cobertura adequada significa transformar uma operação vulnerável em uma operação resiliente – capaz de resistir a crises, recuperar-se de imprevistos e seguir operando com confiança.

FONTE: Infomoney / BWIN Tech

IMAGEM: CNN/ESPANHOL

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Comércio Exterior

ATENÇÃO: Secex e Receita Federal atualizam cronograma oficial de desligamento do Siscomex LI/DI

A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e a Receita Federal (RFB) atualizaram o cronograma de desligamento do Siscomex LI/DI, etapa que amplia a adoção obrigatória do LPCO e da Duimp no Portal Único de Comércio Exterior. A mudança integra o avanço do Novo Processo de Importação (NPI), que busca modernizar e unificar rotinas do comércio exterior brasileiro.

Aprovação e requisitos do cronograma
O planejamento foi aprovado pelo Comitê Executivo do Siscomex. No entanto, sua implementação definitiva depende de validações do setor privado, conduzidas no âmbito do Subcomitê de Cooperação do CONFAC, seguindo o Plano de Ação definido durante a 10ª Reunião do grupo.

Datas de obrigatoriedade para LPCO e Duimp
Segundo o cronograma, as datas estabelecem quando o registro do LPCO e da Duimp passará a ser obrigatório nas operações de importação. A exigência valerá sempre que as avaliações do setor privado não identificarem falhas sistêmicas impeditivas, conforme previsto no Plano de Ação.

A partir dessas datas, os importadores deixarão de poder utilizar o Siscomex LI/DI, ficando obrigatoriamente vinculados aos sistemas do Portal Único para realizar suas operações.

*Produtos sujeitos ao controle administrativo de órgãos anuentes devem observar as situações:

  1. Mercadorias com apenas um órgão anuente: o desligamento da Licença de Importação (LI) ocorrerá na data indicada na tabela acima, exceto nos casos de impossibilidade de Duimp listados na última coluna da tabela.
  2. Mercadorias com mais de um órgão anuente: o desligamento da LI ocorrerá somente na data indicada na tabela acima que corresponda ao momento em que todos os órgãos anuentes tenham efetuado o desligamento, exceto nos casos de impossibilidade de Duimp listados na última coluna da tabela.
  3. LI deferidas pelos anuentes antes da data de desligamento: poderão ser vinculadas às Declarações de Importação (DI) mesmo após a data de desligamento.
  4. LI deferidas que necessitem de substituição: poderão ser substituídas mesmo após a data de desligamento.
  5. Nacionalização de Depósito Especial, cuja Admissão tenha sido por meio de Dl deve cumprir com o cronograma previsto para 01/12/2026.
  6. NCM do INMETRO que serão desligados em janeiro de 2026, por serem agrupamentos por modelo: 36050000, 38130090, 38190000, 39172300, 39233010, 39233090, 65061000, 73043110, 73043190, 73043910, 73110000, 73110000, 73110000, 76130000, 84241000, 84272010, 84272090, 84281000, 84811000, 87150000, 87150000, 87163900, 87164000, 90262010, 94012000, 94016100, 94016900, 94017100, 94017100, 94017900, 94018000, 94018000, 94032090, 94035000, 94037000, 94037000, 94037000, 94038200, 94038300, 94038900 e 95030010.

Como forma de facilitar o entendimento do Cronograma, foi elaborado fluxograma para verificação diária das regras de DUIMP obrigatória, DI obrigatória ou DUIMP opcional.

Atenção para as operações que ainda não estão disponíveis para registro de Duimp, cuja importação deverá ser efetuada por LI/DI. A figura abaixo destaca com o “X” as operações que não estão disponíveis para registro de Duimp:

Nota 1: Entidades cuja natureza jurídica se enquadre no “Grupo 1 – Administração Pública – da Tabela de Natureza Jurídica da Comissão Nacional de Classificação”, continuarão realizando o registro de importações por Declaração de Importação (DI). O ligamento para esse grupo se dará em etapa futura.

Caso haja identificação de erros impeditivos, que inviabilizem o avanço do cronograma, as datas serão revistas e atualizadas, garantindo a segurança nas operações e previsibilidade ao setor afetado.

A Secex e RFB reafirmam seu compromisso com a comunidade de comércio exterior, assegurando que a migração das importações para o Portal Único de Comércio Exterior seja conduzida de forma planejada, gradual e segura.

FONTE: Siscomex
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Exportação

Acordo da Aladi impulsiona exportações brasileiras de cosméticos na América Latina

O Brasil e dez países da Associação Latino-Americana de Integração (Aladi) concluíram, em Montevidéu, a negociação técnica do Acordo de Alcance Parcial voltado à eliminação de obstáculos técnicos ao comércio de cosméticos, itens de higiene pessoal e perfumaria. A medida prevê maior alinhamento regulatório entre os membros, simplificação de exigências e a remoção de barreiras que dificultavam a circulação desses produtos no bloco.

Segundo a Aladi, o mercado latino-americano de beleza movimenta mais de US$ 55 bilhões, tornando a integração regulatória fundamental para acelerar o fluxo comercial.

Convergência regulatória reduz custos e amplia competitividade
Com a implementação do acordo, empresas brasileiras do setor de beleza e cuidados pessoais devem se beneficiar com a redução de prazos e custos operacionais, maior previsibilidade nas operações e condições mais favoráveis para expansão das vendas. O processo negociador brasileiro contou com a participação da Secretaria de Comércio Exterior do MDIC, do Ministério das Relações Exteriores e da Anvisa, em diálogo constante com representantes do setor privado.

O entendimento firmado recebeu adesão de dez dos treze países-membros da Aladi: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Cuba, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai.

Regras simplificadas e padrões unificados
Entre os principais compromissos assumidos estão a eliminação da exigência de documentos como o certificado de venda livre, a adoção de padrões internacionais, a simplificação de procedimentos administrativos, a harmonização da rotulagem e a adoção de práticas de vigilância de mercado baseadas em risco.

O vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, afirmou que o acordo fortalece a competitividade das empresas brasileiras. Para ele, a medida reduz custos, estimula a inovação e abre espaço para ampliar a presença do Brasil no mercado latino-americano de cosméticos. “Estamos fortalecendo a competitividade industrial, incentivando investimentos e abrindo caminho para mais exportações”, destacou.

Exportações seguem em ritmo crescente na região
Em 2024, as vendas brasileiras de cosméticos para os países da Aladi somaram US$ 677,9 milhões, representando 77% das exportações do setor. Os dez países participantes do acordo foram responsáveis por US$ 533,3 milhões desse total. Entre janeiro e outubro de 2025, as exportações já atingiram US$ 556,6 milhões, refletindo a importância da integração regional.

Próximas etapas para a entrada em vigor
Com o encerramento das negociações técnicas, inicia-se agora a fase jurídico-administrativa, que deve ser concluída até o fim de janeiro de 2026. A assinatura do acordo ocorrerá na sequência, e sua implementação terá início 15 dias após a segunda notificação oficial à Secretaria-Geral da Aladi. Os demais países poderão aderir de forma gradativa, conforme finalizarem seus trâmites internos.

O que é a Aladi
Criada pelo Tratado de Montevidéu de 1980, a Aladi reúne 13 países latino-americanos com o objetivo de promover a integração econômica regional. Seus Acordos de Alcance Parcial permitem que grupos de países avancem em temas específicos, abrindo espaço para futuras adesões e integração ampliada.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Portos

Porto de Itajaí fortalece parceria com Xangai após visita de comitiva chinesa

A Superintendência do Porto de Itajaí recebeu uma comitiva empresarial de Xangai, apresentada pela operadora global G2 Ocean, reconhecida internacionalmente por suas soluções de transporte marítimo e sua frota de embarcações multifuncionais. A reunião marcou mais um passo na ampliação da relação comercial entre Brasil e China, com foco direto no fortalecimento dos laços entre Itajaí e o principal centro econômico chinês.

China e Brasil buscam expandir operações pelo porto catarinense
O encontro teve como objetivo discutir a abertura de novas operações, a integração de logística internacional e a atração de investimentos estratégicos. A visita é resultado de uma agenda construída ao longo de novembro, iniciada em Xangai durante reunião conduzida por Marcelo Peres, assessor executivo do Porto de Itajaí. O diretor-administrativo, Celso Zuchi, reforçou o potencial da estrutura catarinense para receber cargas de alto valor agregado e avançar em novas parcerias comerciais.

Histórico de operações e novas oportunidades
Os representantes chineses já possuem experiência no Porto de Itajaí, especialmente em operações ligadas à BYD, além de movimentações de produtos siderúrgicos, contêineres e cargas de alto valor. A visita confirma o interesse em aumentar o fluxo bilateral e consolidar novas oportunidades na cadeia logística.

O encontro contou também com a participação de Antonio Carlos Guimarães, representante da SC Portos, fortalecendo a articulação estadual voltada à internacionalização da logística catarinense.

Porto vive fase de retomada e expansão
Segundo o superintendente João Paulo Tavares Bastos, o momento marca um novo ciclo para o porto. Para ele, Itajaí vive uma fase de “confiança e crescimento”, com a retomada de operações, atração de cargas mais qualificadas e ampliação das conexões internacionais. O dirigente destacou que a aproximação com Xangai e outros parceiros chineses fortalece a capacidade do porto de gerar empregos, impulsionar a economia local e recolocar Itajaí na rota dos grandes investimentos globais.

FONTE: Porto de Itajaí
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Porto de Itajaí

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Exportação

Exportação de gado vivo: como funcionam a quarentena e a identificação obrigatória dos animais

A volta ao Uruguai do navio que levava quase 3 mil bovinos para a Turquia reacendeu o debate sobre a exportação de gado vivo. A embarcação Spiridon II não recebeu autorização para desembarcar parte dos animais devido à ausência de brincos ou chips eletrônicos, itens exigidos pelas autoridades turcas. Casos como esse não são inéditos, embora exportadores brasileiros afirmem que são exceções e que cada país segue regras próprias.

Brasil adota normas rígidas de controle sanitário
No Brasil, empresas que desejam enviar bovinos vivos ao exterior precisam atender a protocolos definidos pelo Ministério da Agricultura e às exigências sanitárias do país importador. Uma das etapas obrigatórias é a instalação de um estabelecimento de pré-embarque, área da fazenda onde os animais permanecem em quarentena para prevenção e controle de doenças. O local deve receber aprovação de fiscais federais, e o isolamento é acompanhado no início e no fim do período.

Segundo o presidente da Associação Brasileira dos Exportadores de Gado (Abeg), Lincoln Silveira Bueno, o processo segue padrões rigorosos e eventuais falhas são pontuais. Ele afirma que “99,9% dos embarques chegam ao destino em segurança, cumprindo todas as normas”.

Quarentena, exames e identificação eletrônica
O ponto de partida para a exportação é verificar se o país comprador possui um certificado zoossanitário internacional específico. Esse documento determina exames, tratamentos e a duração mínima da quarentena, que nunca pode ser inferior a sete dias. Todos os bovinos passam por análises laboratoriais e devem possuir identificação eletrônica individual.

Durante as vistorias, fiscais também conferem as guias de trânsito animal, para confirmar a origem do rebanho. Alguns países limitam a compra de animais de determinadas regiões do Brasil, o que reforça a necessidade de controle documental.

Transporte marítimo exige navios autorizados e cuidados de bem-estar
O Ministério da Agricultura estabelece ainda orientações para o transporte marítimo e aéreo. No caso dos navios, a viagem só pode ocorrer em embarcações aprovadas pela Capitania dos Portos e conduzidas por profissionais treinados. As normas incluem oferta adequada de alimento, água potável, medicamentos e condições de bem-estar. Antes do embarque, um veterinário oficial inspeciona as instalações e pode solicitar ajustes.

Demanda internacional se mantém, mas tende a cair
Dados da Associação Brasileira de Exportadores de Animais Vivos (Abreav) mostram que o Brasil embarcou pouco mais de 1 milhão de bovinos no ano passado, um recorde histórico. A expectativa é de estabilidade em 2025 e queda acima de 20% em 2026, reflexo da redução de abates e da alta no preço do boi, fatores que podem direcionar compradores para outros fornecedores.

A maior parte dos animais é enviada a países muçulmanos, onde prevalece o consumo de carne fresca e a exigência de abate supervisionado por autoridade religiosa. Além de bovinos prontos para abate, o Brasil exporta bezerros, bois magros para engorda e animais destinados à reprodução. México, França e Austrália também figuram entre os principais exportadores globais.

Atividade enfrenta críticas, mas é considerada legal
Organizações não-governamentais contestam a exportação de animais vivos, alegando riscos de maus-tratos durante o transporte. O tema ganhou destaque após um navio que saiu de Rio Grande (RS) ser expulso do porto da Cidade do Cabo, na África do Sul, devido ao forte odor que indicava condições inadequadas para os 19 mil bovinos a bordo.

Apesar das críticas, o Tribunal Regional Federal da 3ª Região decidiu no início do ano que a atividade está em conformidade com a legislação brasileira.

Brasil amplia mercados para envio de bovinos vivos
Nos últimos meses, o país abriu novos mercados para diferentes finalidades. Líbano e Tanzânia autorizaram importações de bovinos e bubalinos para reprodução, enquanto a Turquia passou a permitir também a compra de animais reprodutivos, além daqueles destinados ao abate ou engorda.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Getty Images

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Importação

Brasil avança para encerrar impasse sobre importação de biocombustíveis dos EUA

O governo brasileiro considera que as pendências envolvendo a importação de biocombustíveis dos Estados Unidos estão praticamente solucionadas. A avaliação foi feita pelo vice-presidente e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin, que apontou avanços nas negociações, embora sem detalhar as medidas adotadas.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, as declarações de Alckmin se referem à flexibilização de regras do RenovaBio, política que estimula o uso de etanol, biodiesel e outros biocombustíveis para reduzir emissões e ampliar a descarbonização do setor de transportes.

Mudanças no RenovaBio reduzem pressão dos EUA
O governo norte-americano vinha classificando o RenovaBio como uma barreira não tarifária. No relatório anual de barreiras ao comércio, a gestão Donald Trump afirmou que as exigências brasileiras colocavam produtores dos EUA em desvantagem e pediu ajustes regulatórios.

Até junho, exportadores estrangeiros dependiam de um intermediário brasileiro para obter certificação e emitir créditos de descarbonização dentro do programa. Com a nova resolução da ANP, publicada em meados daquele mês, empresas internacionais passaram a poder se certificar diretamente. De acordo com o ministério, a mudança já equiparou as condições de participação dos exportadores norte-americanos no mercado brasileiro.

Negociações bilaterais incluem temas tecnológicos
Durante evento da Câmara Americana de Comércio (Amcham), Alckmin destacou que as discussões entre Brasil e Estados Unidos também envolvem outras questões não tarifárias, como regras para data centers, acesso a terras raras e demandas de grandes empresas de tecnologia. Ele afirmou ainda que o Brasil segue engajado no diálogo após Washington isentar mais de 200 produtos da tarifa adicional de 50% aplicada anteriormente.

No mesmo encontro, o diretor de política comercial do Itamaraty, Fernando Pimentel, disse que ainda não houve pedidos formais dos EUA no âmbito das negociações. O Brasil aguarda consultas previstas na investigação da Seção 301, aberta no início do ano para analisar políticas brasileiras relacionadas ao Pix, ao mercado de etanol, ao combate ao desmatamento ilegal e à proteção da propriedade intelectual.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Adriano Machado

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