Comércio

Fim da “taxa das blusinhas” impulsiona compras internacionais e gera alerta na indústria têxtil

O volume de pequenas encomendas internacionais em plataformas de comércio eletrônico registrou um salto expressivo no Brasil após a revogação do imposto sobre compras de até US$ 50, popularmente conhecido como a “taxa das blusinhas”. O tributo, que antes era de 20%, foi zerado por meio de medida provisória convertida em lei em setembro.

De acordo com dados do programa Remessa Conforme analisados pela Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção), o impacto no fluxo de mercadorias foi imediato:

  • Média anterior (jan-abr): 15,4 milhões de encomendas e US$ 308 milhões movimentados por mês.
  • Pós-isenção (maio-agosto): O volume saltou para picos de até 28 milhões de pacotes mensais, estabilizando-se acima de 26 milhões.
  • Valores financeiros: Os montantes declarados subiram para uma média mensal de US$ 520 milhões no quadrimestre seguinte.

Comparativo anual e concorrência das plataformas

O crescimento fica ainda mais evidente na comparação anual. Em agosto, as declarações de remessas internacionais alcançaram 26,5 milhões de pacotes — alta de 74% frente aos 15,2 milhões registrados no mesmo mês do ano anterior. Em termos de faturamento, o salto foi de 79%, passando de US$ 294 milhões para US$ 526 milhões.

O avanço de gigantes asiáticas do e-commerce global acirra a disputa com o varejo e a indústria nacional, que enfrentam um cenário de forte concorrência estrangeira.

O impacto na produção nacional e o alerta da Abit

Diante do crescimento das importações por meio de plataformas de comércio eletrônico, a Abit voltou a cobrar equidade tributária e regulatória. A entidade aponta que os produtos estrangeiros de baixo valor chegam ao consumidor com vantagens competitivas, enquanto a cadeia produtiva local precisa arcar com rigorosos encargos trabalhistas, ambientais, sanitários e de segurança.

A entidade destaca que essa assimetria regulatória, somada à retração do consumo interno, afeta diretamente o mercado têxtil brasileiro:

  • Dados do IBGE indicam quedas de 6,8% na produção têxtil e de 8,2% na confecção em comparação anual.
  • Fábricas relatam redução na produção, corte de postos de trabalho e adiamento de novos investimentos.

Para a associação, o cenário caminha na contramão de outras grandes economias globais que têm endurecido o controle sobre as importações de baixo valor para proteger suas bases produtivas. A entidade reforça que a falta de igualdade fiscal estimula a importação em detrimento da produção interna, transferindo renda, empregos e arrecadação para o exterior.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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Informação

Varejo brasileiro registra queda recorde em agosto, enquanto e-commerce avança

O varejo brasileiro registrou nova retração em agosto de 2026, enquanto o e-commerce manteve trajetória de crescimento. Segundo o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA), as vendas do setor recuaram 2,0% em termos reais na comparação com agosto de 2025.

Com o resultado, o varejo chegou ao 15º mês consecutivo de queda real, evidenciando um cenário de maior pressão sobre o consumo no país.

Agosto tem pior desempenho para o varejo desde 2020

O resultado registrado em agosto foi o mais negativo para o mês desde 2020. A retração também superou as quedas observadas nos períodos anteriores.

Em julho de 2026, o recuo havia sido de 1,4%, enquanto agosto de 2025 apresentou redução de 1,5%. O novo resultado, portanto, reforça a sequência de desempenho negativo do comércio varejista.

E-commerce cresce enquanto lojas físicas avançam em ritmo menor

A diferença entre os canais de venda ficou ainda mais evidente em agosto. Enquanto o comércio eletrônico apresentou crescimento nominal de 5,1%, o varejo físico avançou apenas 1,2%.

A diferença entre os desempenhos chegou a 3,9 pontos percentuais, indicando uma maior força das vendas pela internet em relação às lojas físicas.

O cenário mostra uma mudança no comportamento do consumidor, que vem ampliando sua presença nos canais digitais mesmo diante da retração registrada pelo varejo como um todo.

Consumidor muda hábitos de compra

Os números de agosto reforçam a transformação na dinâmica do consumo no Brasil. A expansão do e-commerce contrasta com a dificuldade enfrentada pelo varejo tradicional, sinalizando que os canais digitais seguem ganhando espaço nas decisões de compra.

Enquanto o setor acumula meses de retração real, as vendas pela internet apresentam desempenho mais favorável, ampliando a distância em relação ao comércio físico.

FONTE: Correio Braziliense
TEXTO: Redação
IMAGEM: Minervino Júnior/CB/D.A.Press

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Informação

Governo realiza audiência pública sobre pirataria e produtos irregulares em plataformas digitais

O governo federal está realizando nesta segunda-feira (14/9) uma audiência pública sobre pirataria e a comercialização de produtos irregulares em plataformas digitais. O encontro discute os desafios para combater a venda de mercadorias falsificadas, contrafeitas, pirateadas, contrabandeadas ou comercializadas em desacordo com as normas brasileiras.

A iniciativa reúne órgãos públicos e representantes de diferentes setores ligados ao comércio eletrônico, com o objetivo de receber contribuições para o aperfeiçoamento das políticas de enfrentamento ao mercado ilícito no ambiente digital.

Audiência reúne órgãos envolvidos no combate à pirataria

Entre os responsáveis pela organização está o Conselho Nacional de Combate à Pirataria e aos Delitos contra a Propriedade Intelectual (CNCP), que conta com a participação da Secretaria de Competitividade e Política Regulatória (SCPR), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Também participam da organização o Comitê Técnico de Infraestrutura da Qualidade (CTIQ), do Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Conmetro); a Secretaria Nacional de Direitos Digitais, do Ministério da Justiça e Segurança Pública; e a Secretaria de Políticas Digitais, da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

Comércio eletrônico amplia desafios para fiscalização

O crescimento do comércio digital aumentou a oferta e a circulação de produtos pela internet, mas também criou novas oportunidades para a comercialização de mercadorias que não atendem às exigências legais.

Entre os problemas estão produtos adulterados, falsificados, pirateados e contrabandeados, além daqueles vendidos sem cumprir requisitos relacionados a produção, registro, certificação, autorização, rotulagem, rastreabilidade e comercialização.

De acordo com o edital que convocou a audiência, os efeitos desse mercado vão além da proteção da propriedade intelectual.

Produtos irregulares podem afetar consumidores e arrecadação

A comercialização de mercadorias irregulares pode gerar impactos em diferentes áreas, incluindo a segurança dos consumidores, a saúde pública e a conformidade dos produtos.

O problema também pode afetar a arrecadação tributária, a concorrência entre empresas e a efetividade das ações de prevenção e repressão ao mercado ilícito. A fiscalização e a vigilância de mercado também estão entre os pontos relacionados ao tema.

A audiência busca, portanto, reunir informações e propostas que possam contribuir para o desenvolvimento de medidas mais eficientes de combate à comercialização irregular em plataformas digitais.

FONTE: MDIC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gerada com IA

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Comércio Exterior

Fim da “taxa das blusinhas” aumenta pressão sobre indústria e varejo brasileiro

A aprovação no Congresso do fim da chamada “taxa das blusinhas” deve ampliar a pressão competitiva sobre empresas brasileiras, especialmente nos segmentos que disputam consumidores com plataformas internacionais de comércio eletrônico.

O Senado aprovou nesta quinta-feira (3), em votação simbólica, a medida provisória que elimina o Imposto de Importação sobre compras internacionais de até US$ 50, aproximadamente R$ 260. A proposta já havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados e agora segue para sanção presidencial.

A isenção está em vigor desde maio, quando a medida foi editada pelo governo federal.

Como fica o imposto sobre compras internacionais

Com a mudança, deixa de ser cobrada a alíquota federal de 20% sobre remessas de pequeno valor realizadas por plataformas participantes do programa Remessa Conforme.

O ICMS, imposto de competência estadual, continua sendo aplicado às operações.

Para compras acima de US$ 50 e de até US$ 3 mil, o texto aprovado permite reduzir o Imposto de Importação de 60% para 30%.

Durante a tramitação, a relatora da proposta na comissão mista, senadora Leila Barros (PDT-DF), incluiu ainda a isenção do imposto para medicamentos destinados ao tratamento de doenças raras e negligenciadas, desde que não exista produto similar fabricado no Brasil.

Governo terá de avaliar efeitos da desoneração

A nova regra determina que o Ministério da Fazenda acompanhe os impactos econômicos provocados pela desoneração.

A avaliação deverá considerar indicadores como emprego, renda, preços e atividade industrial. O primeiro levantamento deverá ocorrer três meses depois da entrada em vigor das novas regras.

Posteriormente, as análises serão realizadas a cada seis meses, além de uma avaliação anual sobre a manutenção do benefício.

O objetivo é acompanhar os efeitos da política de importação e verificar como a mudança interfere na economia brasileira.

Plataformas terão novas obrigações de controle

A medida também aumenta as exigências de conformidade para plataformas digitais e operadores logísticos.

As empresas deverão implementar mecanismos capazes de identificar possíveis irregularidades, como subfaturamento de mercadorias, divisão artificial de encomendas e ocultação de informações sobre remetentes.

Também fazem parte das exigências o rastreamento de vendedores, o registro das operações, o monitoramento de movimentações consideradas suspeitas e a cooperação com a Receita Federal.

Varejo nacional enfrenta maior concorrência internacional

A retirada do imposto federal reacende a disputa entre varejistas brasileiros e plataformas internacionais, principalmente em categorias com produtos de baixo valor agregado e pouca diferenciação.

Nesses segmentos, o preço costuma ter grande influência na decisão de compra. Por isso, pequenos e médios negócios podem enfrentar maior pressão sobre as margens.

Para Hugo Vasconcelos, especialista em vendas on-line e sócio-fundador da Pronix, os impactos não serão iguais para todas as empresas.

Segundo ele, fatores como categoria de produto, estrutura de custos e nível de profissionalização devem determinar o grau de exposição de cada vendedor à concorrência internacional.

O especialista avalia que empresas brasileiras ainda podem encontrar vantagens competitivas em fatores como prazo de entrega, disponibilidade imediata, reputação nas plataformas e estratégias promocionais.

Vendedores precisarão analisar produtos mais vulneráveis

Com a nova configuração do mercado, a recomendação é que os vendedores revisem seus portfólios e identifiquem quais produtos estão mais expostos à concorrência estrangeira.

A análise, porém, não deve considerar apenas o preço praticado por concorrentes internacionais. É necessário observar dados de demanda, conversão, comportamento de busca, prazo de entrega e margem operacional.

A avaliação individual de cada produto pode ajudar os negócios a identificar onde ainda existe espaço para competir e quais itens podem representar maior risco para a rentabilidade.

Reforma Tributária adiciona outro desafio

Além da mudança nas regras de importação, empresas que atuam no comércio exterior precisarão considerar os efeitos da Reforma Tributária.

A partir de 2027, as importações estarão sujeitas à CBS e ao IBS, o que deverá exigir adaptações em sistemas, processos fiscais e formação de preços.

Para a advogada Mérces da Silva Nunes, sócia do Silva Nunes Advogados e especialista em Direito Tributário, a análise não deve se limitar à comparação entre aumento ou redução da carga tributária.

O ponto central, segundo ela, será entender como diferentes cenários tributários poderão alterar a competitividade entre produtos nacionais e importados.

Empresas que trabalham com margens reduzidas podem sofrer impactos relevantes caso ocorram mudanças no custo tributário dos concorrentes internacionais.

Empresas devem antecipar planejamento tributário

Diante das mudanças, varejistas, importadores e marketplaces precisarão avaliar antecipadamente diferentes cenários.

Entre as medidas recomendadas estão a realização de simulações tributárias, revisão de contratos e fornecedores e análise da capacidade tecnológica dos sistemas utilizados pela empresa.

A preparação antecipada também poderá reduzir riscos durante a transição para o novo modelo de tributação do consumo.

Oposição critica benefício para produtos importados

A aprovação da medida também recebeu críticas no Congresso. Parlamentares da oposição argumentaram que a redução dos tributos pode beneficiar empresas estrangeiras em detrimento dos produtores brasileiros.

O deputado federal Gilson Marques (Novo-SC) defendeu que produtos nacionais deveriam receber tratamento equivalente ao concedido às mercadorias importadas.

Para Hugo Vasconcelos, entretanto, o cenário exige uma avaliação baseada em dados, evitando tanto o alarmismo quanto a minimização dos efeitos da concorrência internacional.

A recomendação é identificar quais categorias já sofrem pressão sobre as margens e quais ainda apresentam vantagens competitivas relacionadas à logística, reputação e eficiência operacional.

Fim da taxa muda estratégia do comércio eletrônico

A retirada do Imposto de Importação sobre compras de até US$ 50 vai além da redução do custo de determinadas encomendas internacionais.

A medida pode acelerar mudanças no comércio eletrônico brasileiro, aumentando a importância de indicadores como preço, conversão, comportamento do consumidor e rentabilidade por produto.

Para empresas nacionais, o novo cenário reforça a necessidade de acompanhar continuamente o mercado e ajustar portfólio, preços e estratégias comerciais. A combinação entre maior concorrência internacional e as mudanças previstas pela Reforma Tributária deverá tornar o planejamento financeiro e tributário ainda mais relevante.

FONTE: Brazil Economy

TEXTO: Redação

IMAGEM: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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Economia

Mercado Livre movimenta R$ 73,1 bilhões e amplia impacto na economia brasileira

O Mercado Livre estima ter gerado um impacto econômico de R$ 73,1 bilhões no Brasil em 2025, entre efeitos diretos e indiretos. O valor corresponde a aproximadamente 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, segundo o Relatório de Impacto Efeito Meli 2026, divulgado nesta segunda-feira (31/8).

Do total calculado, R$ 30 bilhões representam o impacto direto da empresa na economia, enquanto outros R$ 43,1 bilhões são atribuídos aos efeitos indiretos provocados pela atividade do ecossistema.

O levantamento considera a atuação da companhia nas áreas de comércio eletrônico, logística e serviços financeiros e aponta que, para cada R$ 1 de valor agregado diretamente pelo Mercado Livre, outros R$ 1,40 são gerados nas cadeias produtivas relacionadas à operação.

Mercado Livre amplia atuação e fortalece PMEs

O crescimento da plataforma tem sido acompanhado pela expansão de sua infraestrutura no país. A empresa passou a operar com uma rede logística própria, incluindo frota aérea, e ampliou sua capacidade de entrega expressa.

Segundo o relatório, o ecossistema do Mercado Livre tinha cerca de 627 mil pequenas e médias empresas (PMEs) e empreendedores vendendo ativamente na plataforma em 2025.

Para 60% desses negócios, o marketplace é o principal canal de vendas. Além disso, sete em cada dez afirmam que a plataforma representou sua primeira experiência de comercialização pela internet.

Os microempreendedores individuais (MEIs) correspondem a 40% dos vendedores considerados no levantamento, mostrando a participação significativa de negócios de menor porte no ecossistema.

Plataforma amplia acesso à inteligência artificial

O estudo foi elaborado a partir de mais de 90 mil entrevistas realizadas nas operações do Mercado Livre no Brasil, Argentina, Chile e México. No Brasil, foram ouvidos 22,8 mil parceiros.

Um dos dados destacados pelo levantamento é o uso de inteligência artificial por pequenos negócios. Metade das PMEs brasileiras que utilizam o Mercado Livre teria tido o primeiro contato com a tecnologia por meio da plataforma.

Fundado em 1999, o Mercado Livre se consolidou como uma das principais empresas de e-commerce e tecnologia financeira da América Latina, com presença em 18 países.

Ecossistema está associado a mais de 413 mil empregos

A operação brasileira do Mercado Livre também teve impacto sobre o mercado de trabalho. Em 2025, foram criados 61,1 mil empregos diretos relacionados à companhia, enquanto outros 352 mil postos indiretos foram associados às atividades do ecossistema.

Ao todo, o número supera 413 mil empregos, equivalente a cerca de 0,4% das vagas ocupadas no país.

A expansão da plataforma também aumentou o alcance geográfico das vendas. Três em cada cinco encomendas comercializadas em 2025 atravessaram fronteiras estaduais.

Além disso, 61% das PMEs brasileiras que vendem pelo Mercado Livre conseguiram chegar a cidades onde anteriormente não tinham clientes.

Rede logística chega a um em cada quatro municípios

A estrutura de logística do Mercado Livre também ganhou escala. Em 2025, a companhia contava com 137 centros logísticos ativos, incluindo centros de distribuição, bases e instalações de apoio.

A rede era complementada por aproximadamente 5.950 unidades Meli Places.

Com essa estrutura, a empresa afirma estar presente em um a cada quatro municípios brasileiros, ampliando a capacidade de distribuição dos produtos vendidos por pequenos negócios.

Mercado Livre movimenta bilhões no Distrito Federal

No Distrito Federal, mais de 7 mil PMEs utilizaram o marketplace para vender seus produtos em 2025.

As vendas realizadas por esses negócios representaram quase 1% do total de vendas brutas do comércio varejista da unidade federativa. Para metade dos comerciantes locais, a plataforma é o principal canal de vendas.

As PMEs que comercializaram produtos pelo Mercado Livre no DF empregaram aproximadamente 77 mil pessoas, sendo que 35% delas estavam envolvidas em atividades relacionadas ao marketplace.

O crescimento das vendas também levou comerciantes a ampliar suas equipes. No ano passado, cerca de 3,6 mil empresas locais fizeram novas contratações. Ao todo, 800 PMEs criaram 1,7 mil empregos diretos para atender à demanda gerada pela plataforma.

Logística do DF recebe novos centros

A estrutura logística da empresa no Distrito Federal também foi ampliada. Foram ativados três novos centros, que somaram 19,4 mil metros quadrados de área operacional.

Com a expansão, 74% dos produtos comercializados pelas PMEs do DF passaram a ser enviados para consumidores localizados em outros estados.

Na área financeira, quase 69,7 mil empresas e empreendedores do Distrito Federal utilizaram o Mercado Pago para receber pagamentos em 2025.

As transações movimentaram mais de R$ 6 bilhões. No crédito, foram realizadas mais de 218 mil operações destinadas a PMEs e empreendedores, totalizando mais de R$ 220 milhões.

Mercado Pago movimenta R$ 410 bilhões

O braço financeiro do grupo também apresentou forte movimentação no país. Em 2025, cerca de 4,7 milhões de empresas e empreendedores processaram pagamentos por Pix e máquinas de cartão utilizando o Mercado Pago.

O volume movimentado superou R$ 410 bilhões, equivalente a aproximadamente 3,4% de todos os pagamentos digitais realizados pelo comércio brasileiro.

Na área de crédito, o Mercado Pago concedeu R$ 15 bilhões em empréstimos para pequenas e médias empresas, distribuídos em 12,4 milhões de operações.

Empresa destaca efeito sobre a cadeia econômica

Para Leandro Cuccioli, vice-presidente sênior de Estratégia, Relações com Investidores e Sustentabilidade do Mercado Livre, os resultados mostram que a atividade do comércio digital produz efeitos que vão além da relação entre consumidor e plataforma.

Segundo ele, o crescimento das PMEs, a geração de empregos e a adoção de ferramentas de inteligência artificial fazem parte de uma cadeia econômica que se movimenta a partir das vendas realizadas pela internet.

FONTE: Correio Braziliense
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Mercado Livre

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Comércio

Shopee completa seis anos no Brasil e transforma o e-commerce com Datas Duplas e social commerce

A Shopee comemora, em 2026, seis anos de atuação no Brasil consolidando uma trajetória de forte crescimento no mercado de e-commerce. Desde o início das operações, em julho de 2020, a plataforma ampliou sua presença no país e reúne atualmente mais de 3 milhões de vendedores brasileiros, entre micro, pequenas e médias empresas, além de lojas oficiais de grandes marcas.

Com uma proposta voltada à democratização das compras online, a empresa de origem singapurense ajudou a introduzir novos hábitos de consumo e fortaleceu um modelo de campanhas promocionais que passou a influenciar todo o setor.

Datas Duplas criaram novos períodos de alta nas vendas

Um dos principais diferenciais da plataforma foi a popularização das chamadas Datas Duplas, campanhas promocionais realizadas em datas como 7.7, 9.9 e 11.11. A iniciativa ampliou o calendário do varejo digital brasileiro, criando oportunidades de vendas além de períodos tradicionais, como Black Friday e Natal.

Segundo a empresa, desde o início da operação foram promovidas 68 campanhas desse tipo, com mais de R$ 420 milhões distribuídos em cupons de desconto. Na edição 7.7 de 2026, as vendas cresceram 35% em comparação ao mesmo período do ano anterior, com destaque para os segmentos de Casa e Construção, Beleza e Moda Feminina.

Investimentos em logística reduziram prazos de entrega

Para acompanhar o crescimento da demanda, a empresa intensificou os investimentos em infraestrutura logística nos últimos anos. Atualmente, algumas entregas são realizadas em até dois dias na capital paulista, enquanto o serviço também foi expandido para 75 municípios dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

A estrutura da plataforma conta hoje com 22 centros de distribuição, mais de 200 hubs logísticos e cerca de 3 mil agências, permitindo maior agilidade nas entregas e melhor experiência para consumidores e lojistas.

Marketing fortaleceu a marca no país

Em entrevista à EXAME, o diretor de marketing da Shopee, Felipe Piringer, afirmou que a empresa ainda identifica espaço para expansão do comércio eletrônico no Brasil. Segundo ele, além de consolidar a marca nacionalmente, a adoção das Datas Duplas por concorrentes demonstra a influência da estratégia criada pela plataforma.

Outro fator que contribuiu para a popularização da marca foi o investimento em campanhas publicitárias com forte presença nas redes sociais, jingles e participações de celebridades como Xuxa, Ludmilla, Ronaldinho Gaúcho e Terry Crews.

Social commerce ganha força entre consumidores

De acordo com o executivo, o comportamento de compra mudou significativamente nos últimos anos. Hoje, muitos consumidores descobrem produtos por meio de lives, vídeos curtos e conteúdos publicados nas redes sociais, fortalecendo o conceito de social commerce.

A Shopee afirma realizar mais de 10 mil transmissões ao vivo diariamente. Durante a campanha 6.6, esse número chegou a 32 mil lives em um único dia, enquanto na ação 7.7 foram registradas 38 mil transmissões. Estudos internos da empresa apontam que vendedores que utilizam esse recurso podem aumentar o faturamento em até dez vezes.

Grandes eventos também impulsionam o comércio online

A empresa destaca que acontecimentos de grande repercussão, como a Copa do Mundo, impactam diretamente o comportamento do consumidor. Durante o torneio, por exemplo, a procura por antenas digitais registrou crescimento expressivo, refletindo também no aumento das vendas da categoria.

Segundo a plataforma, acompanhar essas mudanças de consumo em tempo real permite reforçar estoques e ampliar ofertas para atender à demanda.

Apoio aos vendedores segue como prioridade

A base de vendedores continua sendo considerada um dos principais pilares da operação. Para fortalecer esse ecossistema, a empresa oferece treinamentos, cursos, ferramentas de anúncios, vídeos e transmissões ao vivo voltados ao desenvolvimento dos empreendedores que utilizam a plataforma.

Além da capacitação, a expansão logística também busca oferecer melhores condições para que os parceiros ampliem suas vendas e atendam os consumidores com mais eficiência.

Inovação é o principal desafio para os próximos anos

Para a Shopee, acompanhar a rápida evolução do mercado continuará sendo o maior desafio da operação no Brasil. A empresa afirma investir constantemente em novos formatos de compra e em soluções voltadas à experiência do consumidor.

Entre as novidades lançadas recentemente está o Shopee VIP, programa de assinatura mensal que oferece benefícios exclusivos aos usuários e segue a tendência dos clubes de fidelidade adotados pelo varejo digital.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Exame

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Importação

Importações batem recorde em junho após fim da taxa das blusinhas

As importações de pequenas encomendas registraram um novo recorde em junho, impulsionadas pelo fim da chamada taxa das blusinhas. De acordo com dados do Programa Remessa Conforme, da Receita Federal, as compras realizadas em sites internacionais somaram R$ 2,6 bilhões no mês.

O resultado representa o maior volume mensal desde que a Receita passou a divulgar a série histórica com dados mensais. O montante fica atrás apenas dos acumulados bimestrais de abril e maio de 2024, que alcançaram R$ 2,69 bilhões, e de junho e julho de 2024, quando o total chegou a R$ 3,13 bilhões.

Fim da taxa impulsionou crescimento das remessas

A chamada taxa das blusinhas entrou em vigor em agosto de 2024 e estabelecia a cobrança de 20% de imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50. Para produtos com valor entre US$ 50,01 e US$ 3 mil, a alíquota era de 60%.

A cobrança permaneceu em vigor até a primeira quinzena de maio deste ano, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou uma medida provisória que zerou o imposto para esse tipo de compra.

Os reflexos foram imediatos. Ainda em maio, o volume de remessas internacionais aumentou quase 30% em relação ao mês anterior. Em junho, o crescimento foi ainda maior, chegando a aproximadamente 37%.

Os números divulgados pela Receita Federal consideram exclusivamente as compras realizadas por meio do Programa Remessa Conforme.

Programa Remessa Conforme agiliza a liberação de encomendas

Criado para modernizar o controle das compras internacionais, o Remessa Conforme determina que os tributos sejam recolhidos no momento da aquisição do produto.

Com o pagamento antecipado dos impostos, a Receita Federal consegue realizar a conferência das encomendas antes da chegada ao país, reduzindo o tempo de processamento e tornando a entrega ao consumidor mais rápida.

Além do recolhimento antecipado dos tributos federais, o programa também prevê o pagamento dos impostos estaduais pelas empresas participantes.

Setor produtivo critica mudança nas regras

Embora a suspensão da taxa das blusinhas tenha sido bem recebida por consumidores, a decisão provocou reação de entidades representativas da indústria e do comércio nacional.

Organizações do setor privado divulgaram um manifesto defendendo que a medida provisória fosse devolvida pelo Congresso Nacional. Segundo as entidades, a isenção amplia a diferença de custos entre empresas instaladas no Brasil e plataformas internacionais.

No documento, as associações argumentam que companhias brasileiras precisam cumprir exigências tributárias, trabalhistas, ambientais e de defesa do consumidor, enquanto concorrentes estrangeiras operariam com uma estrutura de custos mais reduzida.

As entidades afirmam que a busca por isonomia tributária significa garantir que todos os agentes econômicos estejam sujeitos às mesmas regras fiscais. O manifesto resume esse posicionamento com a frase: “Se baixar para estrangeiro, tem que baixar para brasileiro”.

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) também manifestou preocupação, avaliando que a retirada da cobrança pode aumentar a concorrência com empresas estrangeiras e impactar a geração de empregos e a competitividade da indústria nacional.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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Internacional

China amplia carga aérea internacional com 92 novas rotas no primeiro semestre

A China reforçou sua presença no mercado global de carga aérea ao inaugurar 92 novas rotas internacionais durante o primeiro semestre deste ano. A expansão acrescentou mais de 210 voos semanais de ida e volta à malha logística do país, segundo dados divulgados pela Federação Chinesa de Logística e Compras.

O avanço faz parte da estratégia chinesa de fortalecer sua infraestrutura de transporte de cargas e atender ao crescimento da demanda do comércio internacional.

Europa e Ásia concentram maior número de novas operações

Das novas rotas implantadas, 41 ligam a China a países da Ásia, enquanto outras 38 têm como destino a Europa. A expansão também contemplou 11 ligações com a América do Norte, além da abertura de uma rota para a América do Sul e outra para a África.

A ampliação da malha aérea fortalece a conectividade entre os principais mercados consumidores e amplia a capacidade de movimentação de mercadorias em escala global.

Comércio eletrônico impulsiona transporte de cargas

Entre os principais produtos transportados nas novas rotas estão mercadorias relacionadas ao comércio eletrônico transfronteiriço, além de manufaturados de alto padrão, produtos de elevado valor agregado, componentes eletrônicos e autopeças.

O crescimento desse perfil de carga acompanha a expansão das exportações chinesas e a necessidade de entregas mais rápidas para diferentes mercados internacionais.

Rede internacional segue em expansão

De acordo com a Federação Chinesa de Logística e Compras, a estrutura da rede internacional de carga aérea da China continua em ritmo acelerado de crescimento ao longo de 2026.

As companhias especializadas em transporte aéreo de cargas têm intensificado as operações nos principais corredores entre a Ásia e a Europa e ampliado, gradualmente, os serviços em rotas transoceânicas e de longa distância, fortalecendo a posição do país na logística global.

FONTE: Portal Portuario
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuario

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Transporte

Latam Cargo acelera entregas e atinge 90% de cargas em até 48h no Brasil

A Latam Cargo registrou avanço significativo na eficiência logística no Brasil e passou a entregar 90% das cargas em até 48 horas entre março e maio deste ano. O desempenho supera os 82% registrados no mesmo período do ano anterior e reforça a estratégia de expansão da companhia no mercado nacional.

Eficiência logística cresce com investimentos em infraestrutura e automação

O resultado é atribuído a um conjunto de ações que inclui investimentos em infraestrutura logística, automação de processos e ampliação da malha aérea. No período analisado, o volume de cargas entregues dentro do prazo subiu mais de 10%, enquanto o total transportado avançou 11% na comparação anual.

Entre os destaques operacionais estão os segmentos de cargas gerais, com alta de 10%, e eletroeletrônicos, que cresceram 28%, impulsionados pela maior demanda e pela ampliação da capacidade operacional.

Expansão da malha aérea impulsiona desempenho da carga aérea

A melhora no desempenho também está ligada à expansão de 7% da malha doméstica de passageiros da Latam. A medida ampliou a disponibilidade de espaço nos porões das aeronaves para o transporte de cargas, fortalecendo a integração logística entre regiões do país.

A estratégia busca reduzir prazos de entrega e aumentar a competitividade da operação de transporte aéreo de cargas, especialmente em setores como indústria, varejo e e-commerce.

Regiões Norte e Nordeste lideram avanço operacional

Os maiores ganhos foram registrados nas rotas que conectam o Norte e Nordeste ao restante do Brasil. Nessas regiões, a participação de entregas em até 48 horas subiu de 80% para cerca de 90% no período.

Além disso, os envios dentro do prazo cresceram 18%, enquanto o volume transportado aumentou 14%. O destaque ficou novamente com os eletroeletrônicos, que avançaram 47%, e as cargas gerais, com alta de 19%.

Investimentos reforçam capacidade logística em Guarulhos e Manaus

Para sustentar o crescimento, a companhia ampliou sua estrutura logística, com foco no Terminal de Cargas de Guarulhos (TECA GRU). A área dedicada ao comércio eletrônico foi expandida, elevando em 47% a capacidade do segmento.

Outro avanço foi o reforço da rota Guarulhos–Manaus, que passou de 10 para até 12 frequências semanais, adicionando cerca de 110 toneladas de capacidade por semana.

A empresa também implantou um sistema automatizado de triagem com capacidade para processar até 72 mil pacotes por dia e ampliou em 2,9 mil m² a estrutura do terminal.

Mercado e expansão internacional da Latam Cargo

Segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a Latam Cargo manteve liderança no mercado doméstico de transporte de cargas em porões de aeronaves de passageiros, com 39,2% de participação em abril de 2026.

No cenário internacional, a companhia conecta o Brasil a mais de 15 países, com uma rede superior a 70 destinos. Entre as rotas recentes estão conexões como Miami–São José dos Campos, Brasília–Miami e Amsterdã–Curitiba, ampliando as opções para importadores e exportadores.

Expansão da frota e novos profissionais reforçam operação

A Latam também avança em sua estratégia de crescimento com a preparação para operação dos jatos Embraer E195-E2, voltados à aviação regional. Em abril, mais de 50 pilotos e copilotos foram contratados e já passam por treinamento.

Em maio, a companhia abriu um banco de talentos para copilotos interessados em atuar na nova aeronave, antecipando a demanda por profissionais para sustentar a expansão da operação.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Latam

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Aeroportos

E-commerce impulsiona aeroportos e transforma logística de cargas no Brasil

O crescimento acelerado do e-commerce está redefinindo o papel dos aeroportos brasileiros. Antes voltados principalmente ao transporte de passageiros, os terminais passaram a ocupar posição estratégica na logística de cargas, funcionando como centros de armazenagem, distribuição e conexão entre empresas e consumidores em todo o país.

A busca por entregas mais rápidas e a expansão das operações de grandes varejistas digitais têm impulsionado investimentos em infraestrutura aeroportuária e fortalecido o transporte aéreo como peça-chave da cadeia logística.

Movimentação de carga aérea segue em alta

Os números mais recentes confirmam essa tendência. Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) mostram que os aeroportos brasileiros movimentaram 115,3 mil toneladas de carga em abril, crescimento de 4,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O mercado doméstico registrou avanço de 4,8%, alcançando 37,6 mil toneladas, enquanto as operações internacionais cresceram 4%, totalizando 77,7 mil toneladas.

Embora represente uma parcela menor do volume total transportado no país, o transporte aéreo de cargas concentra produtos de maior valor agregado e com elevada necessidade de rapidez na entrega, como medicamentos, eletrônicos, autopeças, equipamentos industriais e itens comercializados pela internet.

Gigantes do varejo ampliam hubs logísticos

O fortalecimento da logística aérea é impulsionado principalmente pelas grandes plataformas de comércio eletrônico.

O Mercado Livre, por exemplo, anunciou investimentos de R$ 57 bilhões no Brasil em 2026 e segue ampliando sua estrutura operacional. Entre os projetos estão a expansão do hub aéreo localizado em Guarulhos (SP) e o reforço das operações realizadas em parceria com a Gollog.

A Amazon também avançou na estratégia de distribuição aérea ao transformar Brasília (DF) em um importante centro logístico operado em conjunto com a Latam Cargo Brasil.

A posição geográfica da capital federal permite atender com maior agilidade consumidores das regiões Norte e Centro-Oeste, áreas historicamente mais desafiadoras para a distribuição de mercadorias.

Além das gigantes do varejo digital, empresas como Azul Cargo Express, Latam Cargo e Gollog vêm ampliando rotas, frota e capacidade operacional para atender à crescente demanda por entregas expressas.

Brasil lidera movimentação de carga aérea na América Latina

O fortalecimento do setor acompanha uma tendência observada em toda a região. Segundo a Associação Latino-Americana e do Caribe de Transporte Aéreo (ALTA), o Brasil permaneceu na liderança da movimentação internacional de cargas aéreas na América Latina em 2025, com 880,9 mil toneladas processadas.

A rota entre Brasil e Estados Unidos continua sendo a principal do segmento. No entanto, o avanço do varejo online vem alterando o perfil das cargas transportadas.

Produtos ligados ao comércio eletrônico passaram a ocupar espaço crescente em um mercado que tradicionalmente era dominado por mercadorias industriais e farmacêuticas.

Aeroportos ampliam atuação como centros de negócios

A transformação vai além da logística. Inspirados no conceito internacional de aerotrópole, os aeroportos brasileiros estão diversificando suas atividades e atraindo novos empreendimentos.

Áreas próximas aos terminais vêm recebendo investimentos em centros de distribuição, condomínios empresariais, parques industriais, hotéis, serviços e espaços comerciais.

Essa expansão é incentivada pelo programa Investe+ Aeroportos, do Ministério de Portos e Aeroportos, que busca estimular a participação da iniciativa privada em projetos localizados dentro e no entorno dos aeroportos.

A proposta é transformar essas áreas em polos de desenvolvimento econômico, gerando receitas adicionais e fortalecendo a integração dos terminais com as cadeias produtivas regionais.

Aeroportos regionais ganham protagonismo

A expansão do comércio eletrônico também tem impulsionado a interiorização da logística aérea.

Para reduzir prazos de entrega e aproximar estoques dos consumidores, empresas vêm direcionando investimentos para aeroportos localizados fora dos grandes centros urbanos.

Nesse cenário, cidades como Araguaína (TO), Paulo Afonso (BA), Serra Talhada (PE) e Cacoal (RO) passaram a desempenhar papel relevante na conexão entre polos produtivos regionais e os principais mercados consumidores do país.

O movimento também recebe apoio do governo federal por meio do programa AmpliAR, que busca fortalecer aeroportos regionais e integrá-los às redes administradas pelas concessionárias responsáveis pelos grandes terminais.

Nova fase da logística brasileira

A expansão dos hubs cargueiros e dos centros de distribuição instalados em áreas aeroportuárias evidencia uma mudança estrutural na logística nacional.

Com a evolução do comércio eletrônico e o aumento da demanda por entregas rápidas, os aeroportos deixaram de ser apenas pontos de embarque e desembarque para assumir uma função estratégica na movimentação de mercadorias, tornando-se peças fundamentais para o crescimento da economia digital brasileira.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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