Agricultura

Brasil atinge novo recorde com 350 milhões de toneladas de grãos

Dados são da safra 2024/25, de acordo com a Conab

produção de grãos no Brasil bateu, novamente, recorde, atingindo a marca de 350,2 milhões de toneladas na safra 2024-25. O resultado representa, em termos de volume, uma alta de 16,3% na comparação com a safra 2023/24, quando foram colhidas 324,36 milhões de toneladas.

De acordo com o 12º Levantamento da Safra de Grãos, divulgado nesta quinta-feira (11) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o resultado foi impulsionado, em especial, pela produção de soja, milho, arroz e algodão – responsáveis por 47 milhões das 49,1 milhões de toneladas colhidas a mais na safra atual, se comparada à anterior.

“Esse crescimento verificado na atual safra em relação ao ciclo 2023/24 é atribuído à expansão de 1,9 milhão de hectares na área cultivada, saindo de 79,9 milhões de hectares na temporada passada para 81,7 milhões de hectares em 2024/25, bem como às condições climáticas favoráveis, sobretudo no Centro-Oeste, com destaque para o Mato Grosso”, inforna o boletim da Conab.

Segundo a companhia, o clima favorável influenciou a recuperação na produtividade média nacional das lavouras em 13,7%, sendo estimada em 4.284 quilos por hectare no atual ciclo, enquanto que em 2023/24 ficou em 3.769 kg/ha.

Soja

soja foi o produto mais cultivado, registrando uma produção recorde estimada em 171,5 milhões de toneladas. Este valor corresponde a uma alta de 20,2 milhões de toneladas na comparação com a safra anterior.

Esse “resultado histórico” reflete, segundo a Conab, o aumento da área semeada combinado com a melhora da produtividade média nacional das lavouras.

“Diante de condições climáticas mais favoráveis na maioria das regiões produtoras em relação a 2023/24, o desempenho médio nacional das lavouras no atual ciclo atingiu 3.621 kg/ha, o maior já registrado”, informou a Conab.

Goiás foi o estado que obteve a maior produtividade nesta safra, com 4.183 kg/ha. Já o Rio Grande do Sul, com 2.342 kg/ha, foi a unidade federativa que obteve o menor resultado, uma vez que suas regiões produtoras passaram por altas temperaturas e irregularidades nas precipitações a partir de dezembro até o fim de fevereiro.

Milho e algodão

Outro produto com resultado recorde foi o milho, considerando as 3 safras do grão, estimada em 6.391 quilos por hectare no atual ciclo.

“Com isso, é esperada uma produção total de 139,7 milhões de toneladas na safra 2024/25, aumento de 20,9% em relação a 2023/24 e a maior colheita do produto já registrada pela estatal”, detalha a companhia.

primeira safra tem uma produção estimada em 24,9 milhões de toneladas, o que corresponde a um crescimento de 8,6% na comparação com a safra anterior. Com 97% da área colhida e 3% em maturação, a segunda safra deve registrar crescimento de 24,4% na produção, prevista em 112 milhões de toneladas.

terceira safra de milho está com as lavouras ainda em desenvolvimento. A expectativa é que resulte em uma produção de 2,7 milhões de toneladas.

É também esperado recorde na produção de algodão, com as lavouras produzindo 4,1 milhões de toneladas – resultado que representa alta de 9,7% sobre a safra anterior. Esse aumento decorre a alta de 7,3% da área semeada, bem como pelas condições climáticas favoráveis.

“No final de agosto, já estava colhida 72,8% da área e 27,2% encontrava-se em maturação”, detalhou a Conab.

Arroz e feijão

Com a colheita já encerrada, o arroz totalizou 12,8 milhões de toneladas produzidas. Resultado foi um “expressivo crescimento” de 20,6% sobre 2023/24. Trata-se, de acordo com a companhia, a 4ª maior já registrada, atrás dos volumes obtidos nas temporadas de 2010/2011, de 2004/2005 e de 2003/2004.

“O aumento reflete a expansão de 9,8% na área semeada e as condições climáticas favoráveis, especialmente no Rio Grande do Sul, principal estado produtor”, informou a companhia.

As três safras de feijão está estimada em cerca de 3,1 milhões de toneladas, o que garantirá o abastecimento interno do país.

Culturas de inverno

Com a semeadura já concluída, o trigo foi o produto que, entre as culturas de inverno, mais se destacou. Em termos de área, apresentou redução de 19,9% na comparação com a safra anterior, totalizando 2,4 milhões de hectares no atual ciclo.

Já em termos de produtividade, ele tende a apresentar uma recuperação, saindo de 2.579 quilos por hectare em 2024 para 3.077 kg/ha neste ano.

“Ainda assim, a produção está estimada em 7,5 milhões de toneladas nesta safra, redução de 4,5% em comparação com a temporada passada”, destacou a Conab.

Fonte: Agência Brasil

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Comércio Exterior, Negócios

22 empresas embarcam para missão comercial do Franchising Brasil na Argentina

A delegação irá participar de workshops, de visitas técnicas e da 30ª Expo Franquicias Argentina 2025 em Buenos Aires

Dos dias 9 a 12 de setembro, 22 marcas de franquias brasileiras estarão em Buenos Aires, Argentina, para uma missão comercial. Essa é uma iniciativa do programa Franchising Brasil, uma parceria entre a Associação Brasileira de Franchising (ABF) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), focado na internacionalização de empresas brasileiras do setor de franquias. 

A agenda inclui imersão no mercado de franquias argentino por meio de workshops, visitas técnicas a stakeholders do setor e dois dias de participação na Expo Franquicias 2025. Conta também com o apoio da Embaixada do Brasil, órgãos do governo local e da Associação Argentina de Marcas e Franquias (AAMF).

A missão tem como objetivo expandir o intercâmbio comercial entre os países e reforçar a atuação das marcas brasileiras no mercado internacional. Dentre as 22 franquias que farão parte da delegação, estão: Aramis, Bateras Beat, Bee Delivery, Buddha Spa, Casa do Construtor, Corpo Bueno, Doutor Sofá, Fast4You, Global Franchise, HGM, Ital’in House, Lavateria, Lave & Pegue, Maria Pitanga, Mercadão dos Óculos, New Shoes, Popcorn Gourmet, Rede Vistorias, Space Hunters, Urban Performance, VC.autor e Yungas.

Na agenda do primeiro dia, os participantes se reunirão para um Workshop de Soft Landing na Embaixada do Brasil na Argentina. A partir de conversas e apresentações com advogados, consultores e franqueados locais, o encontro visa capacitar os empresários brasileiros para sua expansão internacional, com foco no mercado argentino. Para finalizar o dia, será realizado um coquetel de boas-vindas da AAMF, evento de networking que reunirá empresários de diversos países e servirá como preparação para os dois dias de feira.

No segundo dia, os participantes terão a oportunidade de visitar a Café Martínez, uma das mais tradicionais redes de cafeterias argentinas; a Arredo, uma rede argentina de casa e decoração; e o Shopping Alto Palermo, um dos shoppings mais emblemáticos de Buenos Aires. O objetivo desta etapa é compreender os desafios enfrentados pelos franqueadores, as adaptações realizadas pelos franqueados e as especificações técnicas exigidas pelos centros comerciais na Argentina.

No terceiro e no quarto dia, os representantes das marcas participarão da Expo Franquicias Argentina 2025, no espaço para eventos La Rural, no pavilhão Ocre. A feira reúne, anualmente, marcas locais e internacionais, consultores, fornecedores e potenciais investidores. O evento já realizou 29 edições de sucesso, consolidando-se como a maior vitrine de negócios de franquias na Argentina.

O Franchising Brasil terá um estande no qual oito empresas terão a oportunidade de ser expositoras, representar suas marcas e fazer reuniões. As empresas visitantes terão uma abertura maior para conhecerem os demais estandes e estabelecer novos contatos.

Bruno Amado, gerente executivo do Franchising Brasil e de Projetos Internacionais da ABF, explica que a participação de marcas brasileiras no evento reforça o compromisso de conectar o franchising brasileiro a novos mercados estratégicos. “A Argentina é um parceiro comercial de grande relevância para o Brasil, e essa missão abre portas para que nossas marcas conheçam de perto o ecossistema local, construam relacionamentos e identifiquem oportunidades de expansão”, afirma. “Essa troca de experiências fortalece não só as empresas participantes, mas também todo o setor de franquias brasileiro”, conclui.

Fonte: Franchising Brasil

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Logística

Antaq edita entendimento regulatório sobre Cobrança de Sobrestadia de Contêineres

Análise conduzida pela agência reguladora identificou falhas sistêmicas que afetam exportadores e importadores

O transporte marítimo conteinerizado é um dos pilares do comércio exterior brasileiro, sustentando cadeias produtivas que dependem de previsibilidade e fluidez logística. Entretanto, desde o final de 2023, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) passou a receber um aumento significativo nas denúncias relacionadas ao transporte marítimo de carga unitizada. Constam nos registros da agência mais de 300 denúncias. Somente em 2025, a média mensal de reclamações já alcança 45 casos.

As denúncias envolvendo a cobrança de sobrestadia (demurrage/detention) decorreram dos inúmeros prejuízos experimentados por exportadores e importadores em razão das dificuldades encontradas para realizar o depósito de contêineres cheios nos terminais e a devolução de unidades vazias nos depots (depósitos de vazios).

Entre as causas que obstam a entrega da carga pelo exportador no terminal para o embarque está a superlotação dos terminais e depósitos (depots) indicados pelos transportadores; falta de janelas para entrega de contêineres, mesmo com bookings confirmados e aumento na omissão de escalas por parte dos armadores.

A análise conduzida pela Antaq identificou falhas sistêmicas que afetam exportadores e importadores, bem como distorções na aplicação da cobrança de sobrestadia do contêiner (demurrage/detention).

Diante desse desarranjo logístico, a Antaq estudou a adoção de um entendimento regulatório que buscasse o equilíbrio nas relações entre os agentes do setor.

Nos termos do normativo da agência que regulamenta a matéria (a Resolução Antaq 62/2021), a sobrestadia não constitui remuneração por serviço, mas um mecanismo de incentivo à devolução célere do contêiner, promovendo a fluidez logística. Esse entendimento é reforçado por organismos internacionais, como a Federal Maritime Commission (FMC) e a Federação Internacional de Associações de Transitários (Fiata), que consideram ilegítima a cobrança quando o atraso decorre de falhas logísticas imputáveis ao transportador ou a terceiros por ele indicados.

Assim, a agência estabeleceu como premissa essencial que a cobrança da sobrestadia do contêiner seria legítima quando a utilização do contêiner além do free time (o período de livre estadia) decorrer de culpa, interesse, opção ou risco do usuário, e não de eventos ou omissões do transportador ou de seus agentes ou até mesmo de problemas logísticos do próprio terminal.

A decisão exarada pela agência no bojo do Acórdão 521/2025, publicada em 6 de agosto, representa um marco regulatório importante ao consolidar entendimentos sobre a incidência legítima da sobrestadia, alinhando a atuação da Antaq com padrões internacionais afetos ao tema.

A referida decisão aprovou, ainda, o estabelecimento de um rito sumário visando conferir maior celeridade e eficiência à solução dos conflitos, o qual consiste em um procedimento simplificado para composição de conflitos envolvendo a cobrança da sobrestadia do contêiner.

A partir das denúncias apresentadas e dos pedidos de cautelares pleiteando a sustação das cobranças abusivas, a Antaq produzirá um “informe” apontando quais as cobranças são consideradas irregulares e chamará as partes para comporem mediante o cancelamento das faturas.

As medidas deliberadas pela agência tendem a produzir três efeitos principais: reduzir litígios por meio da mediação e da negociação direta entre partes; corrigir práticas abusivas na cobrança de sobrestadia, fortalecendo o equilíbrio operacional do setor; e incentivar a eficiência logística ao relacionar a legitimidade da cobrança à existência de condições reais de devolução dos contêineres.

Ao consolidar esses entendimentos, a Antaq contribui para uma relação mais equilibrada entre transportadores e usuários, promovendo segurança jurídica e eficiência logística no transporte marítimo de contêineres.

Fonte: Jota

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Agricultura

Área técnica do Mapa alerta para efeitos do fim da moratória da soja

Na avaliação da equipe do Ministério da Agricultura e Pecuária, a suspensão do acordo pode prejudicar a imagem de sustentabilidade do grão brasileiro no exterior

A área técnica do Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária) elaborou um parecer listando eventuais efeitos da suspensão da chamada moratória da soja sobre as exportações brasileiras. A informação foi divulgada inicialmente pelo jornal Folha de S.Paulo e confirmada pela CNN.

Na avaliação da equipe do Mapa, a moratória da soja se tornou um instrumento de comprovação da sustentabilidade do grão produzido no Brasil. Por essa razão, a suspensão do mecanismo pode ser vista como um retrocesso pelos compradores internacionais.

“O Ministério da Agricultura e Pecuária informa que a nota técnica citada expressa uma análise preliminar e não corresponde a um posicionamento consolidado do ministério, como devidamente explicitado nas conclusões do referido documento”, diz o Mapa em nota enviada à CNN.

Em 18 de agosto, a Superintendência-Geral do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) decidiu suspender, de modo preventivo, os efeitos da moratória da soja. Na ocasião, o órgão antitruste também resolveu instaurar um processo administrativo contra empresas e associações signatárias do acordo.

Uma semana depois, a Justiça Federal de Brasília derrubou em caráter liminar a decisão do Cade, restaurando a vigência do acordo.

A moratória da soja é um acordo privado entre grandes tradings e exportadoras do produto, que impede a comercialização do grão produzido em área desmatada da Amazônia Legal após 2008.

O trato foi firmado após a implementação do Código Florestal e, portanto, impede a compra do grão de áreas mesmo que o corte de vegetação tenha ocorrido obedecendo às leis.

O acordo divide o agronegócio. Por um lado, as tradings argumentam que a moratória foi responsável por frear o desmatamento, melhorando a imagem da soja do Brasil no exterior. Do outro, os produtores de soja criticam o acordo por entenderem que é uma conduta anticoncorrencial.

Fonte: CNN Brasil

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Logística

Brasil deve realizar 1ª concessão de hidrovia no começo de 2026

O projeto para a concessão da Hidrovia do Paraguai já foi encaminhado ao Tribunal de Contas da União

O Brasil tem potencial para explorar mais 20 mil quilômetros de hidrovias e deve realizar no começo de 2026 a primeira concessão de uma delas ao setor privado, informou o diretor do Ministério de Portos e Aeroportos Otto Burlier.

“Temos um potencial de crescimento muito grande nos próximos anos”, avaliou.

Burlier afirmou que o projeto para a concessão da Hidrovia do Paraguai foi encaminhado ao Tribunal de Contas da União (TCU), última etapa antes da publicação do edital para o leilão.

A Hidrovia do Paraguai, que vai de Corumbá (MS) a Porto Murtinho, na foz do rio Apa, fronteira com Paraguai, tem 600 quilômetros de extensão e fica numa área estratégica para o escoamento de cargas no Centro-Oeste, importante região produtora de grãos do Brasil.

“Haverá uma cobrança módica, mas o custo do frete vai cair e vai ser bom para todos”, disse o diretor do ministério de Portos e Aeroportos. “O Brasil precisa explorar mais esse potencial”, adicionou citando que o leilão poderia ocorrer em 2026, ante expectativas anteriores do governo do certame ocorrer no final deste ano.

Dentro desse potencial a ser concessionado pelo governo nos próximos anos, seis hidrovias são apontadas como as mais promissoras: Paraguai, Madeira, Tapajós, Tocantins, Amazonas (Manaus a Barra Norte) e Lagoa Mirim.

Atualmente, apenas 5% das cargas do país são movimentadas através de hidrovias, segundo dados do ministério. A maior parte é movimentada via rodoviária.

Fonte: Modais em Foco

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Notícias, Portos

Dezenas de contêineres caem no mar em porto na Califórnia; vídeo

Algumas das caixas de 12 metros de comprimento estavam começando a submergir no mar, enquanto outras permaneciam flutuando, empilhadas umas sobre outras

Dezenas de contêineres de carga caíram de um navio atracado em um porto da Califórnia nesta terça-feira, interrompendo as operações no terminal de embarque. Vídeos mostram o momento em que os contêineres caíram como dominós de um enorme navio enquanto enormes guindastes de carga se moviam sobre ele no Porto de Long Beach, perto de Los Angeles.

Imagens aéreas mostram vários contêineres amassados ​​após caírem sobre o que parece ser uma embarcação de apoio. Vários reboques de contêineres também podem ser vistos cercando o Mississippi, de bandeira portuguesa.

Ainda não se sabe o que há dentro dos contêineres, mas jornalistas no terminal relataram ter visto sapatos e roupas flutuando na água. Algumas das caixas de 12 metros de comprimento estavam começando a submergir no mar, enquanto outras permaneciam flutuando, empilhadas umas sobre as outras.

Vários contêineres estavam pendurados precariamente na lateral do navio. A Guarda Costeira informou que pelo menos 67 contêineres caíram no mar por volta das 9h, horário local, mas ninguém ficou ferido no incidente.

“As operações de carga foram temporariamente suspensas no terminal enquanto os trabalhadores trabalham para proteger os contêineres”, disse Art Marroquin, porta-voz do porto.

O Porto de Long Beach é um dos mais movimentados dos Estados Unidos, movimentando cerca de US$ 300 bilhões em mercadorias anualmente, de acordo com seu website. É um dos terminais mais importantes para mercadorias da Ásia e se conecta a mais de 200 portos ao redor do mundo.

Fonte: O Globo
Vídeo: ABC7 News Bay Area

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Comércio Exterior, Informação, Logística, Mercado de trabalho, Mercado Internacional, Negócios, Sustentabilidade

Pressão no Comércio Exterior vai muito além das barreiras alfandegadas

Não é novidade que a saúde mental impacta diretamente na produtividade e no desempenho dos colaboradores. Estudos mostram que funcionários que lidam com questões emocionais têm sua performance comprometida e isso reflete na eficiência dos processos e nas relações com parceiros e clientes.

É fundamental que as empresas que operam num setor globalizado comecem a olhar mais atentamente para o bem-estar de seus colaboradores. Implementar políticas de suporte à saúde mental, oferecer horários mais flexíveis ou promover um ambiente onde o diálogo sobre saúde emocional seja incentivado, pode fazer toda a diferença.

Além disso, o impacto da pandemia global fez com que muitas organizações revisassem suas práticas de gestão de pessoas, reconhecendo a importância de oferecer suporte psicológico e emocional a seus times. A gestão de crise, que antes era focada exclusivamente em aspectos operacionais e financeiros, agora precisa incluir a saúde mental dos profissionais como uma prioridade.

Com a entrada da NR-1 em 26 de maio de 2025, as empresas passaram a ter um olhar mais atento as questões gestão de riscos psicossociais, um tema relacionado à saúde mental no trabalho. Fazendo com que as empresas tenham um papel crucial na promoção da saúde mental. Elas buscam desenvolver um ambiente de trabalho onde a saúde emocional seja tratada com a mesma seriedade que a saúde física. Assim criando espaços seguros para que os funcionários possam falar abertamente sobre seus desafios, sem medo de estigmas ou retaliações.

Como não relacionar com a área de comércio exterior a necessidade de saúde mental?

Nossos índices são alarmantes, Stress, Burnout, Depressão, vem junto com um setor muito dinâmico, multicultural e altamente desafiador. Quem atua nessa área de comércio exterior, sabe bem como a pressão é constante, prazos apertados, fusos horários diversos, adaptações a regulamentos internacionais, volatilidade cambial, o mundo em trânsito 24 horas e a necessidade de lidar com diferentes culturas e idiomas diariamente. Todos esses fatores contribuem para um ambiente de trabalho muitas vezes estressante.

Por trás das negociações internacionais e das estratégias logísticas, há um fator que nem sempre recebe a devida atenção, a saúde mental dos profissionais que fazem o comércio global acontecer. Esse campo, apesar de cheio de oportunidades, também pode ser um terreno fértil para o estresse crônico, a ansiedade e o esgotamento emocional.

No setor de comércio exterior, onde a conexão entre países e culturas é o cerne das atividades, é vital reconhecer que as diferenças culturais também afetam como questões de saúde mental são vistas e tratadas. O que pode ser normalizado em um país, pode ser considerado tabu em outro. As empresas que atuam nesse ambiente global precisam estar atentas a essas nuances culturais e desenvolver políticas inclusivas e adaptadas para seus diferentes times.

Cuidar da Mente é Cuidar dos Negócios

A relação entre saúde mental e sucesso profissional é clara. Empresas que cuidam do bem-estar emocional de seus colaboradores veem, em contrapartida, equipes mais engajadas, produtivas e dispostas a inovar. No comércio exterior, onde o ritmo frenético é uma constante, cuidar da mente é um investimento tão importante quanto desenvolver novas estratégias de mercado.

O Setembro Amarelo é um convite para todos nós falarmos sobre saúde mental. Precisamos ouvir, acolher e agir. E, no comércio exterior, essa conversa deve ser ampliada, para que os profissionais saibam que não estão sozinhos ao enfrentar os desafios emocionais dessa área.

Neste mês, convido você a refletir:  no seu ambiente de trabalho, a saúde mental está sendo abordada. Será que esta sendo feito um trabalho efetivo? Como podemos apoiar melhor as equipes e a nós mesmos?

Porque, no final das contas, cuidar da mente também é uma questão de estratégia de negócios – e uma das mais importantes.

O mês de setembro traz o Setembro Amarelo, uma campanha voltada para a conscientização e prevenção ao suicídio, bem como para a promoção de debates sobre a saúde mental. Porem, as empresas devem buscar apoiar as suas equipe durante TODO O ANO. Este é um tema que, infelizmente, ainda é cercado de tabus, especialmente no ambiente corporativo. Mas, cada vez mais empresas e profissionais estão percebendo a importância de cuidar da saúde mental, não apenas como uma questão de bem-estar pessoal, mas também como uma estratégia de sustentabilidade no longo prazo do nosso mercado.

Por: Rê Palmeira
CEO RêConectaNews

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Informação

Lançamento de estudo de Análise Socioeconômica do Comércio Brasil-China

Vai ter lançamento de estudo de Análise Socioeconômica do Comércio Brasil-China e já tem data marcada!

Na próxima quarta-feira (10/9), o MDIC e o CEBC apresentam os dados do principal parceiro comercial do Brasil e responsável por mais de ¼ das exportações.

Confira a fala da secretária da Secex do MDIC, Tatiana Prazeres, sobre a importância dessa iniciativa.

Fonte: MDIC

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Portos

Portos do Paraná registram maior movimentação de agosto da série histórica

Exportações de milho crescem 1.043% e impulsionam resultado positivo

A movimentação de cargas nos portos paranaenses atingiu, em agosto de 2025, o maior volume já registrado para o mês, de acordo com a média histórica. Conforme relatório mensal da Diretoria de Operações, foram movimentadas 7.077.439 toneladas de produtos exportados e importados, número 3% superior ao de agosto de 2024.

No acumulado entre janeiro e agosto, o resultado é ainda mais expressivo: 48.648.592 toneladas, um crescimento de 5% em relação ao mesmo período do ano anterior que atingiu 46.367.569 toneladas.

“Esse crescimento no envio e recebimento de cargas ocorre graças aos investimentos que estamos fazendo na infraestrutura, à gestão e ao planejamento de trabalho iniciados em 2019”, ressalta Luiz Fernando Garcia, diretor-presidente da Portos do Paraná.

Segundo as estatísticas da empresa pública, o volume médio de cargas nos portos de Paranaguá e Antonina deve permanecer próximo das 6 milhões toneladas até dezembro, o que abre espaço para que a movimentação anual supere o recorde anterior. A expectativa é atingir a marca de 70 milhões de toneladas em dezembro de 2025.

Destaques de agosto

O milho foi o principal produto do mês, com 833.052 toneladas embarcadas — alta de 1.043% em relação a agosto de 2024 (72,9 mil toneladas). No acumulado do ano, o crescimento foi de 261%, passando de 581,7 mil toneladas em 2024 para 2,09 milhões em 2025. O milho representou 12% da movimentação de agosto e 13% do total anual.

A safra recorde brasileira e o surgimento de novos compradores internacionais favoreceram esse aumento significativo nas exportações.

As cargas conteinerizadas apresentaram alta de 11%, passando de 787,8 mil toneladas (ago/24) para 875,6 mil toneladas (ago/25).

Outros produtos também registraram alta nas exportações em agosto, como óleo vegetal, com aumento de 19% na comparação com o mesmo mês de 2024. No acumulado, a alta foi de 50%.

O envio de derivados de petróleo aumentou 74% em relação ao ano anterior, e a celulose cresceu 58% em agosto, acumulando 24% a mais no período anual.

Já o açúcar ensacado apresentou elevação de 7%. As vendas externas, que estavam estagnadas em razão da baixa produção de cana-de-açúcar causada por intempéries climáticas, começam a se reposicionar no mercado.

Importações

O volume total de produtos importados se manteve estável em agosto frente a 2024, mas apresentou alta de 5% no acumulado do ano.

“O desempenho demonstra equilíbrio entre exportações e importações. Esse avanço está diretamente ligado à infraestrutura portuária, como o aumento de calado, que permite maior carregamento nos navios”, explica Gabriel Vieira, diretor de Operações Portuárias.

O desembarque de componentes para a produção de solventes e derivados de petróleo teve bom desempenho em agosto, com altas de 34% e 16%, respectivamente.

A cevada soma, no acumulado de 2025, um crescimento de 87%. A forte demanda está associada às indústrias cervejeiras e a uma grande maltaria instalada na região dos Campos Gerais.

Situação semelhante ocorreu com os fertilizantes, que registraram recuo em agosto, mas acumularam alta de 10% no ano, representando 16% de todas as importações.

Balança cambial

Apesar das oscilações do dólar, a balança cambial se manteve estável em relação ao mesmo período de 2024 devido a grande safra brasileira e a demanda internacional. Em alguns momentos, a leve valorização do Real frente ao Dólar, acabou amenizando a diferença entre o preço pago pelo produto e a expectativa dos produtores

Fonte: Portos do Paraná

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Comércio

Novo aumento do percentual do biodiesel preocupa setor sobre durabilidade de caminhões

O Governo brasileiro determinou o aumento no percentual da mistura de biodiesel ao diesel, e o que antes era 14% passou a ser 15% (B15). A medida, aceita pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), entrou em vigor no dia 1° de agosto e as justificativas apresentadas pelo poder brasileiro para essa ação são econômicas e de sustentabilidade. No sentido econômico, as tensões no Oriente Médio desestabilizam o preço do petróleo, o que ocasionalmente provocaria um aumento para a compra de combustíveis para o Brasil. E o motivo ambiental seria que, segundo o Governo, a maior porcentagem de biodiesel ao diesel diminuiria a emissão de poluentes ao meio ambiente. Nesse sentido, o ponto de vista da Federação é que a alta de biocombustíveis gerados no país diminuiria as instabilidades provocadas externamente e aumentaria a sustentabilidade apoiando a indústria nacional.

Em uma nota divulgada em junho deste ano, a Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) expressou preocupação com esse aumento. Ainda em nota, a entidade apontou a reclamação das empresas de transporte e os impactos negativos comprovados, além de apresentar um estudo técnico realizado pela própria NTC&Logística. De acordo com a inspeção, o prazo para troca de filtros de combustível foi encurtado, o que motivou em um aumento de 7% em gastos de manutenção por veículo, resultando impacto de 0,5% no custo integral das operações.

Essa alteração vem acompanhada de discordâncias por parte dos transportadores, uma vez que eles levam em consideração principalmente o bem estar das frotas e pensam em gastos futuros com manutenções em caso de falhas e danos aos caminhões. Alguns apontam a necessidade de considerar outras consequências do que apenas se adaptar a essa medida, é preciso planejamentos e estratégias para implementar e investir.

Para Marcel Zorzin, CEO da Zorzin Logística e presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Carga do ABC (SETRANS), essa ação adotada pelo Governo é compreensível, porém, é preciso precaução antes de tomar decisões, principalmente se elas estão ligadas a questões financeiras ou se irá afetar as demandas e os custos de setores importantes para a economia do país.

“Essa medida precisa ser avaliada com cautela. Entendemos a intenção do Governo em reduzir a dependência de importações e buscar maior estabilidade nos preços internos, especialmente diante das incertezas internacionais. No entanto, qualquer alteração no percentual de mistura exige atenção quanto à sua aplicabilidade no transporte rodoviário de cargas. Na nossa realidade, mudanças como essa impactam diretamente a operação, especialmente no que se refere à manutenção dos veículos e ao desempenho dos motores”, analisa o CEO.

O Transporte Rodoviário de Cargas enfrenta alguns desafios para manter sempre a regularidade. Dessa forma, aplicar mudanças de forma direta sem nenhuma adaptação pode gerar transtornos que avancem os limites financeiros e, consequentemente, tragam prejuízos ao fluxo de caixa das empresas. De acordo com o CEO da Zorzin Logística, esse aumento do biodiesel ao diesel pode, sim, ser prejudicial para os veículos, além de abrir margens para custos adicionais de manutenções e outras necessidades.

“Há riscos técnicos que precisam ser considerados. O aumento do teor de biodiesel, por exemplo, pode causar problemas como entupimentos em filtros, aumento da oxidação e maior formação de borras nos sistemas de injeção, especialmente em veículos mais antigos. Isso, inevitavelmente, leva a mais manutenções preventivas e corretivas, o que impacta tanto o custo quanto a disponibilidade da frota. Em muitos casos, as transportadoras — como é o caso da Zorzin Logística — já têm recorrido ao uso de bactericidas nos tanques de combustíveis dos caminhões para evitar a contaminação por combustíveis inapropriados. Por isso, é fundamental que o setor seja ouvido e que haja acompanhamento técnico contínuo dessas implementações”, afirma Marcel Zorzin.

Com essa modificação, muitas empresas se preparam para reestruturar suas frotas e acompanhar de perto o desempenho dos veículos, como é o caso da Zorzin Logística. “Na Zorzin, sempre buscamos estar um passo à frente. Estamos reforçando o acompanhamento técnico junto aos fabricantes, promovendo treinamentos com as equipes de manutenção e revisando os protocolos internos de monitoramento do desempenho dos combustíveis. Também intensificamos as análises de qualidade dos combustíveis adquiridos e o controle dos intervalos de manutenção, principalmente dos sistemas de filtragem e injeção”, conclui o presidente da SETRANS.

Fonte: Blog do Caminhoneiro

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