Exportação

Antes do tarifaço, exportações do café bateram recorde no Brasil

O Brasil encerrou o ano-safra 2024/2025 com o maior valor da história obtido com exportações de café. Segundo o relatório estatístico mensal do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), o país arrecadou US$ 14,728 bilhões com os embarques do grão ao exterior, uma alta de 49,5% em relação ao recorde anterior, registrado na safra 2023/2024.

O crescimento da receita ocorreu apesar da redução de 3,9% no volume total exportado. Foram embarcadas 45,58 milhões de sacas de 60 quilos para 115 países. O desempenho foi o terceiro maior da história em volume, atrás apenas das safras de 2023/24 e 2020/21.

Segundo o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, os preços foram o principal fator para o resultado histórico.

“Os preços, principalmente no segundo semestre de 2024, foram bastante impulsionados por menores potenciais produtivos nos principais produtores mundiais, fato que se observou ao longo de praticamente os últimos cinco anos, quando extremos climáticos afetaram cafezais de Brasil, Vietnã, Colômbia e Indonésia. Isso proporcionou uma elevação significativa no valor do café e potencializou a receita cambial recorde de nossas exportações”, afirmou.

Confira a seguir um histórico das exportações brasileiras de café em grão via contêiner partir de janeiro de 2022. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:

Exportações Brasileiras de Café em Grão | Jan 2022 a Mai 2025 | TEU

Ferreira também ressaltou que o desempenho ocorreu apesar de um cenário de dificuldades logísticas e geopolíticas.

“A terceira marca na história das exportações brasileiras de café é significativa, uma vez que foi alcançada diante de conflitos geopolíticos […] e de um cenário de infraestrutura defasada nos portos do Brasil, que geram sucessivos atrasos e alterações de escala, resultando em não consolidação de embarques e enormes prejuízos aos exportadores brasileiros devido a taxas imprevistas de sobre-estadia e armazenagem extra”, acrescentou.

O relatório destaca ainda que mais da metade das exportações brasileiras de café teve como destino o continente europeu. A União Europeia importou mais de 20 milhões de sacas. Os Estados Unidos lideraram entre os países individualmente, com 7,46 milhões de sacas, seguidos por Alemanha, Itália, Bélgica e Japão.

O café arábica representou 76,4% das exportações do ciclo, seguido por café robusta (14,4%), solúvel (9,1%) e torrado e moído (0,1%). O preço médio por saca exportada ficou em US$ 323,05, contra US$ 207,54 da safra anterior.

Os cafés diferenciados, com certificações de qualidade ou sustentabilidade, somaram 8,9 milhões de sacas e geraram US$ 3,29 bilhões — alta de 63,2% na comparação com o ciclo 2023/2024.

Apesar do desempenho recorde, o setor enfrenta incertezas com o cenário internacional. Exportadores demonstram preocupação com a possível aplicação de um tarifaço de 50% sobre o café verde em alguns mercados, sem que o produto esteja incluído na lista de exceções. O tema tem sido motivo de mobilização entre entidades do setor, que temem impacto direto na competitividade do café brasileiro no exterior.

Fonte: CNN Brasil

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Economia

Ata do Copom reforça mensagem de que Selic ficará inalterada em 15% no início de 2026

Segundo o documento, diretores do Banco Central têm acompanhado os anúncios referentes à imposição pelos EUA de tarifas comerciais ao Brasil

Os diretores do Banco Central (BC) sinalizaram nesta terça-feira, 5, que os juros permanecerão inalterados em 15% ao ano até o início de 2026. Segundo os membros do Comitê de Política Monetária (Copom), apesar das surpresas baixistas da inflação no curto prazo, o cenário segue marcado por expectativas desancoradas, projeções de inflação elevadas, resiliência na atividade econômica e pressões no mercado de trabalho. As informações foram divulgadas na ata da última reunião do colegiado.

“O Comitê avalia que, após um ciclo rápido e firme de elevação de juros, antecipa-se, como estratégia de condução de política monetária, continuar a interrupção do ciclo de alta para observar os efeitos do ciclo empreendido. Ressaltou-se que, determinada a taxa apropriada de juros, ela deve permanecer em patamar significativamente contracionista por período bastante prolongado devido às expectativas desancoradas. O Comitê enfatiza que seguirá vigilante, que os passos futuros da política monetária poderão ser ajustados e que não hesitará em prosseguir no ciclo de ajuste caso julgue apropriado”, informou o BC.

Os membros do Copom também afirmaram que têm acompanhado, com particular atenção, os anúncios referentes à imposição pelos Estados Unidos de tarifas comerciais ao Brasil, reforçando a postura de cautela em cenário de maior incerteza. A política fiscal expansionista do governo é outra fonte de preocupação do colegiado.

“Além disso, [o Copom] segue acompanhando como os desenvolvimentos da política fiscal impactam a política monetária e os ativos financeiros. O cenário segue sendo marcado por expectativas desancoradas, projeções de inflação elevadas, resiliência na atividade econômica e pressões no mercado de trabalho. Para assegurar a convergência da inflação à meta em ambiente de expectativas desancoradas, exige-se uma política monetária em patamar significativamente contracionista por período bastante prolongado”, informaram os diretores do BC. 

Para os membros do Copom, o mercado de crédito tem dado sinais de desaceleração, diante dos juros altos. Além disso, no crédito às pessoas físicas, há um aumento do comprometimento da renda familiar com o serviço das dívidas e um aprofundamento do fluxo de crédito negativo, ou seja, maior pagamento do que contratação de dívida por parte das pessoas físicas, segundo os diretores do BC.

“Em contraposição ao mercado de crédito, o mercado de trabalho segue dinâmico. Tanto do ponto de vista de renda, com ganhos reais consistentemente acima da produtividade, como do emprego, com redução expressiva da taxa de desemprego para níveis historicamente baixos, o mercado de trabalho tem dado bastante suporte ao consumo e à renda”, informaram os membros do Copom.

Fonte: Exame

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Portos

Novo porto seco de R$ 500 milhões pode tornar município brasileiro o centro logístico mais importante do país, com capacidade para 2 mil caminhões por dia e 250 empregos diretos

Com investimento de R$ 500 milhões e capacidade para receber até 2 mil caminhões por dia, o novo Porto Seco de Foz do Iguaçu promete transformar a cidade paranaense no centro logístico mais importante do Brasil. Anunciado oficialmente no dia 4 de agosto de 2025, o projeto, liderado pela Multilog e apoiado pelo Governo do Paraná e pela Receita Federal, será o maior porto seco da América Latina e simboliza uma revolução na infraestrutura alfandegária da Tríplice Fronteira entre Brasil, Paraguai e Argentina.

A construção da nova estrutura não só aumentará em 30% a capacidade operacional da atual unidade como também gerará 250 empregos diretos, fortalecendo a economia local e regional. Com previsão de entrega para dezembro de 2026, a obra é considerada um marco logístico e comercial para o país.

Novo porto seco em Foz do Iguaçu: investimento e estrutura de ponta

O investimento bilionário da Multilog, uma das maiores operadoras logísticas do país, foi impulsionado pela necessidade de ampliar a capacidade de escoamento de cargas e otimizar o controle alfandegário na Tríplice Fronteira. Com área total de 550 mil metros quadrados, o novo complexo contará com:

  • 197 mil m² de pátios de manobra e estacionamento para caminhões
  • 7,2 mil m² de área coberta para armazenagem e vistoria
  • 600 m² de câmaras frias com docas exclusivas para produtos perecíveis
  • Sistemas automatizados de pesagem, identificação de veículos e acesso
  • Tecnologia de vigilância com câmeras e scanners de inspeção não invasiva

A estrutura também foi projetada com foco no conforto dos motoristas, oferecendo áreas de descanso, sanitários e espaços para permanência segura, algo raramente priorizado em grandes centros logísticos.

Foz do Iguaçu como centro logístico mais importante do Brasil

Segundo o presidente da Multilog, Djalma Vilela, o novo porto seco é três vezes maior do que a estrutura atual e “representa uma nova fronteira logística para Foz do Iguaçu”, projetada para atender não apenas à demanda brasileira, mas também para atrair parte da carga do Paraguai, que atualmente utiliza o Porto de Montevidéu (Uruguai).

Com a construção de um terminal de contêineres, Foz do Iguaçu poderá redirecionar o fluxo de mercadorias paraguaias para o Porto de Paranaguá, no litoral do Paraná. Isso representa uma redução de 400 km em relação à rota tradicional até Montevidéu, aumentando a competitividade regional e consolidando a cidade como um hub logístico estratégico do Mercosul.

Porto Seco, logística e desenvolvimento regional

O projeto do Porto Seco está integrado a um amplo pacote de obras de infraestrutura promovido pelo Governo do Paraná para transformar a mobilidade na região Oeste do estado. Entre as iniciativas estão:

  • Duplicação da Rodovia das Cataratas
  • Construção da Perimetral Leste, que desvia o tráfego pesado da área urbana
  • Nova Ponte da Integração Brasil-Paraguai, já em fase final
  • Concessões rodoviárias estratégicas para atrair mais investimentos

Segundo o governador Ratinho Junior, a obra “vai trazer muito mais tranquilidade e eficiência no escoamento e na entrada de cargas no Paraná, facilitando o comércio exterior e a fiscalização na Tríplice Fronteira”.

Multilog aposta em hub logístico do Mercosul

Com atuação em 35 unidades pelo país, 2,2 milhões de metros quadrados de áreas de armazenagem e presença consolidada no Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Rio Grande do Sul, a Multilog tem se posicionado como a principal operadora de recintos alfandegados do Brasil.]

A empresa detém a certificação de Operador Econômico Autorizado (OEA), o que lhe permite atuar com agilidade e segurança nos principais centros logísticos industriais e aduaneiros.

Com o novo Porto Seco de Foz do Iguaçu, a Multilog dá mais um passo em seu plano de consolidação como líder na logística de fronteira e comércio exterior, mirando também o crescimento das exportações e importações no Cone Sul.

Impacto econômico: movimentação e faturamento devem dobrar

Em 2024, o Porto Seco atual de Foz do Iguaçu movimentou 8,6 milhões de toneladas de carga, gerando um faturamento de US$ 8,6 bilhões (R$ 47,4 bilhões). Com o novo terminal, a expectativa é duplicar essa capacidade, atraindo novos fluxos comerciais e dinamizando a cadeia de abastecimento da região.

O empreendimento também deve desafogar o trânsito urbano na cidade, visto que a nova estrutura está localizada fora do centro, às margens da BR-277, um dos principais corredores logísticos do Sul do Brasil.

A licença de operação para o início das obras foi concedida pelo Instituto Água e Terra (IAT), que garantiu que o processo seguiu todos os trâmites técnicos e ambientais. A construção será dividida em duas fases, com a primeira concentrando R$ 240 milhões na implantação do pátio de caminhões e área de armazenagem.

Segundo o diretor-presidente do IAT, Everton Souza, o desenvolvimento econômico precisa estar aliado ao cumprimento rigoroso das regras ambientais. O licenciamento ágil, mas técnico, foi uma das prioridades para viabilizar a obra sem atrasos.

Foz do Iguaçu no centro da nova geografia logística do Brasil

A construção do maior porto seco da América Latina em Foz do Iguaçu representa uma mudança estrutural na logística brasileira.

Com investimentos pesados, tecnologia de ponta, localização estratégica e apoio estatal, o projeto não apenas moderniza o sistema alfandegário da Tríplice Fronteira, como reposiciona Foz do Iguaçu como o epicentro logístico do Brasil e do Mercosul.

Além dos ganhos econômicos diretos, como os 250 empregos gerados e o crescimento da arrecadação, o novo Porto Seco promete transformar a cidade em um polo de comércio exterior, conectando de forma mais eficiente os fluxos logísticos entre Brasil, Paraguai, Argentina e outros mercados internacionais.

Fonte: Click Petróleo e Gás

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Portos

Com a saída do último navio antes do tarifaço nesta terça, o que esperar das rotas do Porto do Pecém

Atualmente, o Porto do Pecém conta com quatro rotas de longo curso de contêineres

último navio do Porto do Pecém, no Ceará, com destino aos Estados Unidos antes da entrada em vigor do tarifaço de 50% sobre os produtos brasileiros, parte nesta terça-feira (5). Diante dos impactos da medida na economia cearense, questiona-se se as rotas marítimas que incluem a plataforma também serão afetadas devido à possível queda nas exportações.

Augusto Fernandes, CEO da JM Negócios Aduaneiros, empresa especializada em despacho aduaneiro e frete internacional, teme que um possível impacto futuro do tarifaço seja a redução da rota.

“O fluxo de carga nos possibilita que os navios encostem aqui. Perdendo esse fluxo, como os armadores manteriam a rota para os Estados Unidos, se não há demanda? Isso custa muito para todo o ecossistema do comércio internacional; levam anos para conseguir isso”, avalia.

Contudo, o Porto do Pecém descarta a possibilidade de descontinuidade da linha. Já outra especialista avalia que ainda é prematuro considerar uma possível redução (veja análise completa abaixo).

Como estão as rotas atuais do Pecém

Atualmente, o Porto do Pecém conta com quatro rotas (serviços) de longo curso de contêineres, sendo duas para a Europa, uma para a Ásia e outra para os Estados Unidos

Chamada “Serviço Tango”, a rota para os Estados Unidos não é operada por um navio fixo e ocorre, em média, uma vez por semana, segundo o Porto do Pecém.

Os dias em que as viagens são realizadas também variam de acordo com marés e programação dos portos, entre outros fatores.

Especialista avalia que rotas devem ser mantidas após exclusão do aço 

Para Ana Rita Freitas, coordenadora do curso de Comércio Exterior da Universidade de Fortaleza (Unifor), é cedo para pensar em uma possível redução na frequência de viagens entre Estados Unidos e Porto do Pecém. “Considerando o aço, o cenário de junho continua. Considerando os porta-contêineres, os armadores estão preocupados porque, no curto prazo, pelo menos, deve ter uma redução por conta da incerteza”, avalia.

“Mas ainda é cedo, ainda estão na mesa de negociação todos esses pontos. Mas a preocupação dos embarcadores é válida”, afirma Ana Rita.

Ela destaca que, em junho, os EUA já haviam anunciado uma taxa para o aço do mundo todo, exceto do Reino Unido. “Com essa isenção de agora, nosso aço segue competitivo dentro do mercado e, de fato, é o nosso principal produto exportado”, avalia.

Além disso, ela lembra ser necessário considerar que o Ceará também importa produtos dos Estados Unidos por meio dessa rota.

“O tarifaço ainda está na mesa de negociação; ainda há questões a serem analisadas”, reforça Ana Rita, destacando também que, paralelamente, é importante olhar para outros mercados que podem surgir nesse contexto.

“A gente pode e deve verificar outros países de destino para os nossos produtos”, enfatiza.

Ana Rita Freitas destaca ainda que os navios que fazem transporte de contêineres são diferentes dos navios que transportam aço (graneleiros). “

Próximos navios 

No último dia 27, partiu do equipamento cearense o navio de contêiner Wieland, de bandeira portuguesa, transportando produtos cearenses. A previsão de chegada ao Porto de Nova York é esta terça-feira (5).

Na quarta-feira (6), por sua vez, deve chegar ao Porto do Pecém o navio Monte Linzor (bandeira singapurense), vindo do Rio de Janeiro e, após parar no Pecém, seguirá para os Estados Unidos. Essa será a última embarcação a partir do Ceará antes do tarifaço, que deve entrar em vigor no dia 7 de agosto.

Apesar do trânsito de nove dias entre Pecém e o Porto de Nova York, conforme o decreto de Donald Trump, produtos embarcados em até sete dias após o decreto ficam isentos, mesmo que cheguem após 7 de agosto.

Entre os produtos que a embarcação levará para os EUA estão peixe, água de coco, castanha de caju, couro bovino, calçados, inhame, lagosta, manga, acerola, melão, mel, entre outros.

Fonte: Diário do Nordeste

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Comércio Exterior

EUA vão impor inicialmente “tarifa pequena” sobre importações de produtos farmacêuticos, diz Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira que o país vai inicialmente aplicar uma “pequena tarifa” sobre as importações de produtos farmacêuticos antes de aumentá-la para 150% em 18 meses e, posteriormente, para 250%, em um esforço para estimular a produção nacional.

“Em um ano, no máximo um ano e meio, a tarifa subirá para 150% e depois para 250%, porque queremos que os produtos farmacêuticos sejam fabricados em nosso país”, disse Trump em uma entrevista à CNBC.

Ele não especificou a alíquota inicial das tarifas sobre produtos farmacêuticos. Trump disse neste mês que as tarifas sobre produtos farmacêuticos poderiam chegar a 200%.

Trump também disse que planeja anunciar tarifas sobre semicondutores e chips “na próxima semana”, mas não deu mais detalhes.

Os Estados Unidos vêm realizando uma revisão de segurança nacional do setor farmacêutico, e a indústria vem se preparando para possíveis tarifas específicas para o setor. O governo não anunciou quando os resultados dessa investigação serão divulgados.

Um acordo entre os Estados Unidos e a UE estabelece que as tarifas sobre produtos farmacêuticos e semicondutores são atualmente zero, mas se os Estados Unidos aumentarem as tarifas após sua investigação de importação, elas serão limitadas a 15%.

Fonte: Terra

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Comércio Exterior, Importação, Mercado Internacional

Com queda acentuada nas importações, déficit comercial dos EUA cai a US$ 60,2 bi em junho

déficit comercial dos Estados Unidos diminuiu em junho devido a uma queda acentuada nas importações de bens de consumo, na mais recente evidência das marcas que o presidente Donald Trump está causando no comércio global com a imposição de tarifas sobre produtos importados.

O déficit comercial geral diminuiu 16,0% em junho, para US$60,2 bilhões, informou o Departamento de Comércio nesta terça-feira. Dias depois de informar que o déficit comercial de mercadorias caiu 10,8%, atingindo o valor mais baixo desde setembro de 2023, o governo disse que o déficit total, incluindo serviços, também foi o mais baixo desde setembro de 2023.

As exportações de bens e serviços totalizaram US$277,3 bilhões, abaixo dos mais de US$278 bilhões em maio, enquanto as importações totais foram de US$337,5 bilhões, contra US$ 350,3 bilhões em maio.

A diminuição do déficit comercial contribuiu fortemente para a recuperação do Produto Interno Bruto dos EUA durante o segundo trimestre, relatado na semana passada, revertendo as perdas do primeiro trimestre, quando as importações aumentaram à medida que os consumidores e as empresas anteciparam as compras para superar a imposição das tarifas por Trump.

A economia expandiu no segundo trimestre a uma taxa anualizada de 3,0% depois de contrair 0,5% nos primeiros três meses do ano, mas o número mascarou indicações subjacentes de que a atividade está enfraquecendo.

Trump emitiu na semana passada, antes do prazo autoimposto de 1º de agosto, uma enxurrada de avisos informando dezenas de parceiros comerciais sobre os impostos de importação mais altos a serem adotados sobre suas exportações de mercadorias para os EUA.

Fonte: Istoé Dinheiro

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Comércio Exterior, Exportação

Embraer propõe produzir KC-390 nos EUA em troca de zerar tarifas de exportação

Companhia brasileira também informou que vai investir US$ 500 milhões para expansão de suas instalações na Flórida.

Em busca de zerar as tarifas de exportação para aviação, a Embraer anunciou nesta terça-feira (5) que pretende investir até US$ 500 milhões para produzir o KC-390 nos EUA, caso o país compre o avião cargueiro. Um montante do mesmo valor será investido nos próximos cinco anos na expansão das instalações da empresa na Flórida.

O presidente da Embraer, Francisco Gomes Neto, afirmou que a produção do avião militar nos Estados Unidos pode gerar 2,5 mil empregos adicionais no país. Acrescentou ainda que a companhia sinalizou como “oportunidade de investimento local para a tarifa retornar para zero”.

“Estamos em conversas avançadas com um parceiro relevante nos Estados Unidos para esse projeto. Continuamos acreditando e defendendo firmemente o retorno à política de tarifa zero para a indústria aeroespacial global”, afirmou.

Mesmo com aviões civis isentos do adicional de 40% que eleva para 50% a tarifa sobre produtos brasileiros nos EUA, o presidente da Embraer afirma que as taxas americanas (de 10% desde abril) “continuam sendo uma grande preocupação”.

Em balanço divulgado ao mercado, a companhia anunciou prejuízo líquido de R$ 53,4 milhões, contrastando com o lucro de R$ 415,7 milhões no segundo trimestre de 2024, com receitas avançando cerca de 31%.

A Embraer segue esperando uma receita total no ano de US$ 7 bilhões a US$ 7,5 bilhões, com uma margem Ebit ajustada de 7,5% a 8,3% e um fluxo de caixa livre ajustado de pelo menos 200 milhões de dólares.

“Até o momento, temos 20% do impacto das tarifas já sendo sentidas no nosso fluxo de caixa — e é por isso que esperamos um impacto maior no segundo semestre deste ano. Por isso que temos um Ebit moderado só para reafirmar nossas estimativas”, disse Neto.

Recorde de receita

A Embraer destacou que registrou receita de R$ 10,3 bilhões no segundo trimestre de 2025. O valor representa uma alta de 30,9% na comparação com o mesmo período de 2024.

De acordo com fabricante brasileira, o valor da receita no segundo trimestre deste ano representa um “recorde histórico” para o período.

Na apresentação do balanço, a companhia também reiterou previsões de entregas de aviões para este ano, com expectativa de envio a clientes de 77 a 85 aeronaves comerciais e entre 145 e 155 jatos executivos.

KC-390

O KC-390 é um projeto da Força Aérea Brasileira (FAB) que, em 2009, contratou a Embraer para realizar o desenvolvimento da aeronave. Ao todo, 11 países selecionaram o KC-390, entre eles o Brasil, Portugal e Coreia do Sul,

Segundo a Embraer, o modelo pode ser usado em diversas missões, como transporte e lançamento de cargas e tropas, evacuação aeromédica, busca e salvamento, ajuda humanitária, missões de resposta a desastres, combate a incêndios e reabastecimento aéreo.

O avião cargueiro é capaz de transportar até 26 toneladas a uma velocidade de 470 nós (870 km/h), com capacidade de operar em pistas não pavimentadas ou danificadas.

A fuselagem acomoda cargas de grandes dimensões, com acesso por meio da rampa. A aeronave, cuja produção ocorre na fábrica da Embraer em Gavião Peixoto, pode ser reabastecida em voo.

Fonte: G1

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Portos

Draga do porto estaria operando até Cordeiros

Trabalho ainda não é parte do projeto de hidrovia em estudo pelo estado

A draga Njord, que faz a manutenção do canal portuário no rio Itajaí-açu, está operando em trecho do rio acima do complexo Portuário de Itajaí. O trabalho, porém, ainda não faz parte do projeto do governo estadual de implantação da hidrovia a montante do porto até a BR 101.

A dragagem atenderia aos TUPs [Terminais de Uso Privado] que estão acima do porto. A draga tem sido vista indo até o trecho do parque náutico Odílio Garcia, no bairro Cordeiros. A Superintendência do Porto não deu detalhes das operações.

O rio Itajaí-açu está ganhando melhorias na sinalização náutica do canal portuário, com investimento em conservação de boias luminosas, faróis, reparos metálicos e fornecimento de peças. O contrato tem duração de 20 meses, com serviços pra modernização da sinalização e segurança da navegação.

Estudo para hidrovia

O projeto pra implantação da hidrovia no rio Itajaí-açu segue em estudos técnicos e de viabilidade pelo governo de SC. Os levantamentos hidrográficos, entre batimetria, sondagem e sísmica, já foram concluídos, e agora está na fase de modelagem e hidrodinâmica, e projeto de dragagem. A conclusão deve levar mais de 90 dias, segundo a secretaria estadual de Portos. Os estudos farão um diagnóstico da situação do rio, apontando as ações e investimentos necessários, entre eles o aprofundamento do canal navegável.

A hidrovia abrange o trecho do rio acima do porto até a ponte da BR 101, entre Itajaí e Navegantes, somando cerca de 10 quilômetros que poderiam ser usados pra transporte de cargas e passageiros. O projeto melhoraria o acesso aos TUPs e estaleiros da região. A obra ajudaria na prevenção de enchentes, pois a dragagem aumentaria a capacidade de vazão do rio.

Fonte: Diarinho

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Comércio Exterior

Minerais críticos e terras raras podem entrar em negociações com EUA

Ministro Fernando Haddad admitiu possibilidade nesta segunda-feira

Os minerais críticos e as terras raras podem entrar nas negociações tarifárias com os Estados Unidos, disse nesta segunda-feira (4) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Segundo ele, um acordo sobre os dois temas pode ser assinado com o governo estadunidense.

“Temos minerais críticos e terras raras. Os Estados Unidos não são ricos nesses minerais. Podemos fazer acordos de cooperação para produzir baterias mais eficientes”, disse Haddad em entrevista à BandNews nesta tarde.

Atualmente, os minerais críticos, como lítio e nióbio, são usados para a produção de baterias elétricas e em processadores de inteligência artificial (IA). Desde maio, o governo discute um novo marco regulatório para a IA e datacenters (centros de processamento de dados).

Plano de contingência

Em relação ao plano de contingência para ajudar setores afetados pelo tarifaço do governo Trump, Haddad afirmou que as medidas estão prontas e devem ser anunciadas até quarta-feira (6), data marcada para as tarifas entrarem em vigor. Nesta segunda, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou que o plano está concluído e, entre outras medidas, inclui linhas especiais de crédito e ajuda para compras governamentais.

Novas exceções

Haddad não descartou a possibilidade de outros produtos serem incluídos na lista de exceções dos Estados Unidos até quarta-feira (6). O ministro reiterou que o Brasil continuará negociando e que os termos atuais impostos pelo governo estadunidense são inaceitáveis, mas podem melhorar.

“Creio que alguma coisa [ampliação da lista de exceções] ainda pode acontecer até o dia 6. Pode acontecer, mas estou dizendo que não trabalhamos com data fatídica. Não vamos sair da mesa de negociação até que possamos vislumbrar um acordo, que precisa de interesses em comum. Nesses termos, o Brasil, evidentemente, não vai fazer um acordo, porque não tem o menor sentido na taxação que está sendo imposta ao país”, declarou Haddad.

Um dos possíveis setores beneficiados pode ser o café. Após reunião com Alckmin nesta segunda-feira, o presidente do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Marcio Ferreira, disse haver 50% de chances de o setor ser excluído da tarifa de 50%.

Fonte: Agência Brasil

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Comércio Exterior

Tarifaço: setores reclamam de demora em socorro após reunião com governo

Executivos relatam “frustração” enquanto não há data para anúncio e indicam medidas ventiladas não atendem a preocupações do curto prazo

Executivos que se reuniram com membros do governo Lula na segunda-feira (4) reclamam de demora da gestão federal para apresentar um plano de contingência voltado a socorrer as empresas que serão prejudicadas pelas tarifas de 50% dos Estados Unidos, que entram em vigor no próximo dia 6.

Um presidente de associação que conversou com a CNN disse que, após a reunião, o clima entre os empresários era de “frustração”.

Segundo representantes presentes — além de faltar sinalização sobre uma data para o socorro —, as medidas ventiladas pelo governo durante a conversa — como utilização de compras governamentais e busca por novos mercados — atenderiam os segmentos especialmente no médio e longo prazo.

Sobre compras governamentais, por exemplo, um executivo afirma que, na percepção dos setores, a medida pode demorar entre 30 e 60 dias para se concretizar, enquanto as mercadorias perecíveis que embarcariam para os Estados Unidos precisam de uma solução imediata.

O governo federal ventila a possibilidade de comprar — ou autorizar gestões estaduais a fazê-lo — itens que deixem de ser exportados devido às taxas.

Outro problema, segundo os empresários, seria que os produtos por vezes levam sabor e embalagens características da encomenda e haveria impasses para distribuí-lo no mercado interno.

Os executivos deixaram a reunião com a percepção de que as negociações diplomáticas foram de fato destravadas, mas avaliam que a expansão da lista de exceções ou redução da alíquota de 50% não será imediata. Também por isso, reclamam da alegada demora.

Questionado sobre a frustração dos setores, após o encontro, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), disse que o plano será apresentado “em questão de dias”.

“Estamos terminando um trabalho conjunto, de vários ministérios, o plano de contingência. E em questão de dias isso estará resolvido”, afirmou.

Fonte: CNN Brasil

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