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Porto de Santos prioriza combustível para evitar desabastecimento em meio à crise global

O Porto de Santos adotou uma medida excepcional ao autorizar a atracação prioritária de um navio carregado com aproximadamente 20 mil toneladas de gasolina. A decisão ocorre em meio aos impactos da guerra no Oriente Médio, que tem afetado a logística e a distribuição global de combustíveis.

A carga transportada equivale a cerca de 600 caminhões-tanque e foi considerada estratégica para evitar riscos de escassez no mercado brasileiro.

Conflito internacional pressiona cadeia de suprimentos

A instabilidade no fornecimento está relacionada às restrições no Estreito de Ormuz, rota essencial para o transporte de petróleo e derivados. O cenário tem provocado incertezas no comércio internacional e pressionado a segurança energética de diversos países, incluindo o Brasil.

Diante desse contexto, a Autoridade Portuária de Santos (APS) avaliou pedidos de prioridade com base no risco de desabastecimento.

Autorização seguiu critérios técnicos rigorosos

Segundo o presidente da APS, Anderson Pomini, a decisão levou em conta o interesse público e a necessidade de garantir o fornecimento de combustíveis.

A autorização foi concedida após solicitação de uma distribuidora, diante da possibilidade concreta de falta de gasolina no estado de São Paulo. O navio MH Ibuki foi, então, liberado para atracação prioritária.

Operação de cabotagem reforça abastecimento

A embarcação partiu do Terminal Marítimo de Madre de Deus, na Bahia, e realizou uma operação de cabotagem até o litoral paulista. A descarga foi concluída no fim de março, totalizando 17.974 toneladas de gasolina tipo A no terminal da Alemoa, em Santos.

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) confirmou o risco de desabastecimento, o que embasou a decisão da autoridade portuária.

Critérios evitam favorecimento entre empresas

A Diretoria de Operações da APS informou que diversos pedidos semelhantes vêm sendo analisados. No entanto, nem todos são aprovados.

Um pedido recente de outra empresa foi negado, já que havia seis embarcações com o mesmo tipo de carga aguardando na fila. Segundo o diretor Beto Mendes, a prioridade não pode comprometer a ordem logística entre cargas equivalentes.

Expectativa por estabilidade no cenário internacional

A autoridade portuária segue monitorando os impactos do conflito internacional sobre o Brasil e espera que o recente cessar-fogo no Oriente Médio seja mantido, reduzindo a pressão sobre o abastecimento e os preços dos combustíveis.

FONTE: Portal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portal Portuário

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