Logística

Biocombustíveis devem transformar a logística brasileira nos próximos anos, avalia VLI

O avanço dos biocombustíveis tende a redesenhar o cenário da logística brasileira, criando novas demandas de transporte e impulsionando investimentos em infraestrutura. A avaliação é da VLI, que aponta a expansão dos combustíveis renováveis como um dos principais fatores de mudança na movimentação de cargas no país.

A análise faz parte do Relatório de Sustentabilidade 2025 da companhia, divulgado nesta segunda-feira (15), que destaca a evolução da matriz produtiva nacional e o surgimento de novos corredores logísticos voltados a produtos de maior valor agregado.

Crescimento dos combustíveis renováveis impulsiona investimentos

Segundo a empresa, as transformações já influenciam o planejamento estratégico e os projetos de expansão da companhia, especialmente no Corredor Norte, considerado uma das principais apostas para o crescimento das operações nos próximos anos.

A VLI avalia que o fortalecimento do mercado de combustíveis renováveis, aliado à criação de novos fluxos internos de cargas, exigirá uma estrutura logística mais eficiente e integrada para atender à crescente demanda.

Novo terminal em Tocantins amplia capacidade de transporte

Entre os projetos destacados no relatório está a construção de um novo terminal de combustíveis em Palmeirante, no Tocantins, desenvolvido em parceria com a Ultracargo.

Instalada ao lado do Terminal Integrador de Palmeirante (TIPA), a estrutura contará com um desvio ferroviário exclusivo e instalações voltadas ao abastecimento dos mercados do Tocantins e do nordeste de Mato Grosso.

De acordo com a companhia, o empreendimento possui potencial para movimentar aproximadamente 1 milhão de toneladas por ano, fortalecendo a integração entre os modais de transporte da região.

Expansão em Marabá elimina gargalos operacionais

Outro investimento citado pela empresa é a ampliação da capacidade logística em Marabá, no Pará, realizada em conjunto com a Ipiranga e a operadora da base local.

A iniciativa permitirá eliminar limitações de armazenagem e abrir espaço para um crescimento estimado em cerca de 300 mil toneladas anuais na movimentação de produtos.

Corredor Norte ganha protagonismo na matriz logística

Tradicionalmente ligado ao escoamento da produção agrícola, o Corredor Norte vem ampliando sua atuação para diferentes segmentos da economia.

A rota conecta regiões produtoras do Matopiba, Mato Grosso, Goiás e Pará ao Terminal Portuário São Luís, no Maranhão, e atualmente também atende operações relacionadas a fertilizantes, combustíveis, celulose e minerais.

Segundo o CEO da VLI, Fábio Marchiori, a companhia se prepara para uma nova configuração da demanda logística nacional, impulsionada pelas mudanças na matriz de cargas e pela expansão dos biocombustíveis.

Palmeirante se consolida como hub logístico estratégico

O relatório também destaca a evolução do complexo logístico de Palmeirante, que movimentou 530 mil toneladas em 2025.

Com capacidade instalada de 1,5 milhão de toneladas, o terminal vem se consolidando como um importante hub logístico do Arco Norte, integrando operações de cargas agrícolas, fertilizantes e combustíveis em uma mesma plataforma multimodal.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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Agronegócio, Comércio Exterior, Economia

Soja Cai em Chicago Porque China Sinaliza Menos Apetite Pelo Grão dos EUA

A soja de Chicago caiu nesta segunda-feira (25), depois de atingir máximas de dois meses na sexta-feira (22), com os participantes do setor perdendo a confiança de que os compradores chineses comprariam a soja dos Estados Unidos, enquanto os comerciantes avaliaram as isenções concedidas às refinarias de petróleo dos EUA para o uso de biocombustíveis à base de soja.

A soja mais ativa da bolsa de Chicago fechou com queda de 10,75 centavos, a US$10,4775 por bushel.

No domingo, o embaixador de Pequim em Washington disse que o protecionismo dos EUA estava prejudicando a cooperação agrícola com a China e alertou que os agricultores não deveriam arcar com o preço da guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo.

“Normalmente, em setembro, a China compra de 14% a 15% de suas necessidades de soja”, disse Dan Basse, presidente da AgResource. “Eles não vão comprar toneladas nos próximos dias, quando nem sequer estão conversando.”

Em relação ao milho, o cereal se firmou depois que um tour de safra previu a colheita dos EUA abaixo das estimativas do Departamento de Agricultura dos EUA. O trigo subiu com o apoio dos futuros do milho e as esperanças de vendas de exportação dos EUA, com os preços robustos do Mar Negro.

Espera-se que o Departamento de Agricultura dos EUA reduza suas classificações das safras de milho e soja dos EUA em um relatório semanal nesta segunda-feira, disseram analistas em uma pesquisa da Reuters, embora os agricultores ainda estejam preparados para produzir grandes colheitas.

O milho fechou com alta de 0,75 centavos, a US$ 4,1225 por bushel, e o trigo fechou com alta de 2,5 centavos mais alto, a US$5,2975 por bushel.

Na sexta-feira, a Agência de Proteção Ambiental dos EUA aprovou a maioria dos pedidos em atraso de pequenas refinarias de petróleo para isenções do uso obrigatório de biocombustíveis, levantando preocupações sobre a redução da demanda por combustíveis renováveis, geralmente produzidos a partir da soja.

A consultoria Pro Farmer previu na sexta-feira que os agricultores dos EUA colheriam uma safra recorde de milho, embora sua estimativa tenha colocado a safra abaixo das projeções do USDA, acrescentando um toque de alta ao mercado.

Fonte: Forbes Brasil

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