Internacional

Bloqueio ômega intensifica onda de calor extrema na Europa e eleva número de mortes

A forte onda de calor na Europa Ocidental continua provocando impactos severos em diversos países. Na França, mais de 40 mortes já foram registradas em meio às temperaturas extremas. Especialistas apontam que o cenário é sustentado por um fenômeno meteorológico conhecido como bloqueio ômega, responsável por prolongar períodos de calor intenso.

O padrão atmosférico tem chamado a atenção de meteorologistas devido à sua capacidade de manter massas de ar quente estacionadas sobre uma mesma região por vários dias ou até semanas.

O que é o bloqueio ômega?

O chamado bloqueio ômega recebe esse nome por causa da sua semelhança com a letra grega Ω. O fenômeno ocorre quando uma área de alta pressão atmosférica fica posicionada entre dois sistemas de baixa pressão.

Na prática, essa configuração cria uma espécie de barreira que impede o deslocamento normal dos sistemas meteorológicos. Em condições comuns, a corrente de jato transporta massas de ar de oeste para leste de forma contínua. Durante o bloqueio ômega, porém, esse fluxo sofre alterações significativas, fazendo com que os sistemas permaneçam praticamente estacionários.

Além disso, ventos mais fracos e diferenças de temperatura na atmosfera contribuem para a manutenção desse padrão climático.

Como o fenômeno favorece o calor extremo?

Sob a influência da alta pressão, o tempo tende a permanecer seco e ensolarado. A formação de nuvens é reduzida, permitindo maior incidência de radiação solar e favorecendo o aumento das temperaturas.

Esse é o cenário observado atualmente em países como França e Espanha, onde os termômetros já ultrapassaram os 40°C em diversas localidades.

Enquanto isso, as regiões localizadas nas áreas de baixa pressão que cercam o bloqueio costumam registrar condições opostas, com temperaturas mais amenas e aumento das chuvas.

No Reino Unido, por exemplo, o Met Office, serviço meteorológico britânico, informou que o país está situado na zona de transição entre o ar quente associado à alta pressão e massas de ar mais frias vindas do noroeste. Como resultado, o sul e o leste enfrentam calor intenso, enquanto o norte e o oeste apresentam clima mais fresco e úmido.

Mudanças climáticas podem agravar as ondas de calor?

Embora os cientistas ainda debatam se as mudanças climáticas estão aumentando a frequência dos eventos de bloqueio ômega, existe consenso de que o aquecimento global tem tornado as ondas de calor mais frequentes e severas.

De acordo com estudos climáticos, as emissões de gases de efeito estufa provenientes da queima de carvão, petróleo e gás elevaram a temperatura média do planeta em aproximadamente 1,3°C desde o período pré-industrial.

Esse aumento da temperatura de base faz com que eventos de calor extremo atinjam níveis ainda mais elevados. Segundo a pesquisadora Clair Barnes, do Imperial College London, as atuais ondas de calor europeias estão entre 2°C e 4°C mais intensas do que seriam em um cenário sem a influência do aquecimento provocado pela atividade humana.

Dessa forma, quando fenômenos atmosféricos como o bloqueio ômega se estabelecem, seus efeitos podem ser potencializados, resultando em temperaturas recordes e impactos mais graves para a população.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters

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Comércio Internacional

Tempestades e neve paralisam operações de contêineres em portos europeus

Condições climáticas extremas, com tempestades intensas e fortes nevascas, vêm provocando interrupções nas operações de contêineres em portos da Europa. O mau tempo levou ao fechamento temporário de terminais e à redução da produtividade portuária, segundo informações divulgadas pelas companhias marítimas Maersk e Hapag-Lloyd.

Impactos se espalham pelo oeste e sudoeste da Europa

De acordo com a Maersk, os efeitos mais severos foram registrados no sudoeste e no oeste do continente, gerando reflexos nos fluxos logísticos com destino e origem no norte da Europa. Países como Portugal e Espanha enfrentaram alertas meteorológicos severos, enquanto a Itália decretou estado de emergência em regiões do sul após tempestades que causaram alagamentos na semana passada.

Terminais fechados e operações reduzidas

Em comunicado aos clientes, a Maersk informou que ainda não há previsão para a normalização dos serviços impactados. Segundo a empresa, as condições adversas obrigaram navios a buscar abrigo e levaram terminais a suspender atividades ou operar com capacidade limitada.

Os fechamentos atingiram portos ao longo da costa oeste da Espanha e de Marrocos, avançando pelo Golfo da Biscaia até o Reino Unido. A companhia alertou que, diante da imprevisibilidade do clima, atrasos e paralisações devem continuar afetando navios e terminais na região.

Hapag-Lloyd também relata prejuízos

A armadora alemã Hapag-Lloyd confirmou impactos relevantes nas operações. Em comunicado por e-mail, a empresa afirmou estar enfrentando reduções significativas de produtividade em razão das condições meteorológicas desfavoráveis.

Incidente com contêineres no Mediterrâneo

Na semana passada, a francesa CMA CGM informou que um de seus navios perdeu 58 contêineres no mar após enfrentar condições climáticas mais severas do que o previsto nas proximidades de Malta. A companhia acrescentou que outras unidades sofreram danos no convés, reforçando os riscos impostos pelo clima extremo ao transporte marítimo internacional.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Internacional

Nevasca provoca maior onda de cancelamentos de voos nos EUA desde a pandemia

Uma forte nevasca nos Estados Unidos provocou, neste domingo (25), o pior dia de cancelamentos de voos no país desde o início da pandemia de COVID-19. O levantamento foi feito pela empresa de análise do setor aéreo Cirium, que monitora operações aeroportuárias em todo o mundo.

Ao todo, mais de 17 mil voos foram cancelados durante a passagem do temporal. As rotas internacionais também sofreram impacto expressivo: cerca de um terço dos voos internacionais com destino aos EUA não saiu do papel ao longo do dia, segundo os dados da Cirium.

Principais aeroportos registram paralisação quase total

Os maiores aeroportos norte-americanos enfrentaram interrupções generalizadas. Em Nova York, mais de 80% dos voos foram cancelados nos aeroportos de LaGuardia, JFK, Newark e Filadélfia. Já o Aeroporto Nacional Reagan, em Washington, registrou um índice ainda mais alto, com mais de 90% das operações suspensas.

A Delta Air Lines informou, durante a noite, que a retomada dos voos ocorrerá apenas “onde for seguro”, reforçando as preocupações com as condições climáticas extremas.

Mesmo com o avanço do calendário, a expectativa é de que esta segunda-feira (26) continue marcada por transtornos no transporte aéreo, com novos cancelamentos e dificuldades de deslocamento em diversas regiões do país.

Tempestade deixa ao menos 10 mortos em diferentes estados

Além do impacto na aviação, a tempestade de inverno também resultou em mortes. De acordo com um levantamento da NBC News, ao menos 10 pessoas morreram em decorrência das condições climáticas severas.

Na Louisiana, dois homens morreram por hipotermia na paróquia de Caddo, conforme informou o Departamento de Saúde do estado. As identidades não foram divulgadas, mas o legista local confirmou a relação direta das mortes com a tempestade.

No Tennessee, o Departamento de Saúde registrou três mortes relacionadas ao clima, ocorridas nos condados de Crockett, Haywood e Obion. Autoridades também confirmaram uma morte no Texas e outra no Kansas.

Em Nova York, pelo menos cinco pessoas foram encontradas mortas ao ar livre no sábado (24), em meio a temperaturas congelantes. O prefeito Zohran Mamdani afirmou que as causas ainda estão sob investigação, mas ressaltou que o episódio evidencia um problema recorrente. Segundo ele, “todos os anos, nova-iorquinos sucumbem ao frio”.

Já na Geórgia, o meteorologista sênior do estado, Will Lanxton, classificou o fenômeno como “talvez a maior tempestade de gelo observada em mais de uma década”, destacando a gravidade do evento climático.

FONTE: CBN
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CBN

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