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Dragagem no Porto de Itajaí: draga gigante chega para recuperar calado operacional

A operação de dragagem no Porto de Itajaí ganha reforço nesta quinta-feira (27) com a chegada da draga Utrecht, uma das maiores embarcações do tipo em atividade no Brasil. O equipamento será utilizado para recuperar o calado operacional do complexo portuário de Itajaí e Navegantes, comprometido após semanas de acúmulo de sedimentos no canal de acesso.

Draga Utrecht reforça operação no canal portuário

De acordo com a programação da superintendência portuária, a embarcação deve atracar em Itajaí durante a manhã. A Utrecht veio do porto de Rio Grande (RS) e atua no modelo “hopper”, sistema que realiza a sucção de sedimentos acumulados no fundo do rio.

A chegada da draga ocorre após a retomada dos trabalhos de manutenção do canal, iniciados em 4 de abril. Na primeira etapa, a operação utilizou a draga de injeção Njord, responsável pela dispersão da chamada lama fluída, permitindo que o material fosse levado pela correnteza.

Retirada de sedimentos sólidos deve ampliar profundidade do canal

Segundo o Porto de Itajaí, a nova fase da operação será focada na remoção de sedimentos sólidos. Diferentemente da etapa anterior, o material retirado será transportado para descarte em área específica no alto-mar, localizada a cerca de seis quilômetros da costa catarinense.

A expectativa é de que o serviço permita restabelecer integralmente as profundidades previstas em contrato. Atualmente, o canal opera abaixo das cotas ideais.

Porto busca recuperar profundidade prevista em contrato

A última medição homologada pela Marinha do Brasil apontou redução de 40 centímetros no canal interno e de 30 centímetros na bacia de evolução 1. O projeto de dragagem portuária prevê profundidades variando entre 14 metros e 13,5 metros.

A Utrecht já participou de outras operações em Itajaí nos anos de 2019, 2024 e 2025. Com 159 metros de comprimento e capacidade para armazenar até 18 mil metros cúbicos de material dragado, a embarcação costuma permanecer cerca de duas semanas na região, realizando até 12 viagens diárias.

Porto de Itajaí responde notificação da Antaq

A perda de profundidade no canal levou a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) a emitir um auto de infração contra o Porto de Itajaí. A superintendência portuária argumenta, porém, que a situação foi causada principalmente pela presença de lama fluída, condição que, segundo a administração, não comprometeu a navegabilidade nem a segurança das manobras de navios.

Ainda conforme o porto, medições recentes indicam que o acesso aquaviário já teria retomado os níveis operacionais adequados. Os dados devem ser encaminhados à Marinha para atualização da Menor Profundidade Observada (MPO).

Canal segue operacional, afirma superintendência

Mesmo durante o período de redução do calado, o Porto de Itajaí informou que o canal permaneceu monitorado e operando dentro dos parâmetros de segurança definidos pela Marinha do Brasil.

Com a chegada da Utrecht, a expectativa da autoridade portuária é reforçar a manutenção das profundidades mínimas necessárias para garantir operações seguras e eficientes no complexo portuário.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: João Batista

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Navio naufragado há 130 anos será removido do canal do Porto de Itajaí em SC

A administração do Porto de Itajaí anunciou o início das etapas para viabilizar a retirada dos destroços do navio Pallas, embarcação naufragada há mais de um século no canal de acesso portuário entre Itajaí e Navegantes, em Santa Catarina.

O superintendente do porto, Artur Antunes Pereira, informou nesta quarta-feira (14) que o contrato para elaboração do estudo técnico da remoção deve ser assinado nos próximos dias. A medida é considerada estratégica para ampliar a capacidade operacional do complexo portuário catarinense.

Destroços do navio dificultam navegação no canal portuário

Segundo registros históricos, o Pallas afundou em 1893 durante a Revolta Armada, conflito militar que marcou os primeiros anos da República no Brasil. A embarcação permanece submersa no Rio Itajaí-Açu e, mesmo fragmentada em duas partes, ainda interfere na navegação de grandes navios que acessam os portos da região.

De acordo com a superintendência, a retirada da estrutura permitirá melhorar as condições de navegabilidade e abrir espaço para a operação de embarcações de maior porte no canal portuário.

Apesar da relevância da obra para a logística marítima e o setor de infraestrutura portuária, ainda não existe uma previsão oficial para o início ou conclusão dos trabalhos.

Navio Pallas foi construído na Inglaterra

Fabricado na Inglaterra em 1891, o Pallas era um paquete movido a vapor, considerado moderno para a época. A embarcação fazia o transporte de passageiros e cargas frigorificadas entre Rio de Janeiro e Buenos Aires, realizando escalas em Itajaí, possivelmente para abastecimento.

O naufrágio aconteceu em 25 de outubro de 1893. Historiadores apontam que o comandante teria se recusado a apoiar os revoltosos da Revolta Armada, episódio que teria motivado ataques contra o navio. Antes de afundar, a embarcação também foi saqueada e perdeu diversos objetos de valor.

Entenda o que foi a Revolta Armada

A Revolta Armada ocorreu entre 1893 e 1894 e foi liderada por setores da Marinha brasileira contrários ao governo do então presidente Floriano Peixoto.

Os militares exigiam novas eleições presidenciais após a renúncia de Deodoro da Fonseca, alegando irregularidades na sucessão do poder.

O conflito teve confrontos importantes no Rio de Janeiro e em Santa Catarina, incluindo batalhas navais e bombardeios. Ao final, o governo federal conseguiu conter a rebelião e consolidar o regime republicano recém-estabelecido no país.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/SPI

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Dragagem do canal portuário de Itajaí e Navegantes será retomada após contratação emergencial

A dragagem do canal de acesso portuário de Itajaí e Navegantes deve ser retomada após cerca de um mês sem manutenção do calado. A Companhia Docas do Estado da Bahia (Codeba) concluiu a contratação emergencial do consórcio DTA-Chec, responsável por executar os serviços pelos próximos seis meses.

O contrato, publicado nesta terça-feira pela autoridade portuária, prevê investimento de R$ 44.784.168,97 para a retomada imediata das atividades de manutenção da profundidade do canal portuário, essencial para garantir a segurança da navegação e a continuidade das operações logísticas na região.

Perda de profundidade preocupa operações portuárias

Durante o período sem dragagem, o canal do rio Itajaí-Açu apresentou redução de profundidade. Levantamento técnico realizado no fim de fevereiro apontou perda de 1,2 metro na bacia de evolução e cerca de 0,5 metro no canal interno, níveis abaixo das cotas mínimas operacionais.

A diminuição do calado compromete a segurança da navegação de navios de grande porte e pode afetar a eficiência das atividades portuárias nos terminais de Itajaí e Navegantes, dois importantes polos logísticos do Sul do país.

Atualmente, a homologação das Menores Profundidades Observadas (MPO) permanece válida até 22 de março, conforme determinação da delegacia da Capitania dos Portos em Itajaí. A expectativa é que a retomada da dragagem do canal portuário restabeleça as cotas mínimas de operação, estimadas entre 14 metros no canal externo e 13,5 metros no canal interno, incluindo bacias de evolução e berços de atracação.

Dragas serão mobilizadas imediatamente

Para executar o serviço, o consórcio contratado deverá mobilizar de forma imediata a draga TSHD Han Jun 6009, embarcação do tipo hopper utilizada para sucção e transporte de sedimentos. O equipamento possui capacidade de armazenamento de 6.500 metros cúbicos.

Outra embarcação, a TSHD Hang Jun 4019, com capacidade de 4.200 metros cúbicos, poderá ser deslocada para a operação em até dez dias. Ambas as dragas partirão do Rio de Janeiro.

Além desses equipamentos, a empresa disponibilizou a draga Amazone, com capacidade de 2.771 metros cúbicos, atualmente empregada nas obras de alargamento da praia de Piçarras, projeto que já alcançou cerca de 70% de execução.

Licitação busca garantir manutenção por período maior

Mesmo com a contratação emergencial concluída, a Codeba mantém em andamento uma licitação para manutenção da dragagem por um período de um ano. O objetivo é assegurar a continuidade dos serviços até que seja definida a concessão do canal portuário pelo governo federal, garantindo estabilidade operacional ao complexo portuário da região.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: Arquivo/João Batista

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Colisão no Porto de Santos: Marinha investiga velocidade, comunicação e manobras de navio e balsas

A Marinha do Brasil instaurou inquérito para apurar as causas da colisão entre um navio porta-contêineres e duas balsas no canal do Porto de Santos, no litoral paulista. A investigação será conduzida pela Capitania dos Portos de São Paulo (CPSP).

Segundo o Capitão de Mar e Guerra Leandro Gomes Mendes, o procedimento irá analisar elementos testemunhais, periciais e documentais para esclarecer o que provocou o acidente.

O que será apurado no inquérito

O caso está sendo tratado por meio de um Inquérito Administrativo sobre Acidentes e Fatos da Navegação (IAFN), aberto na terça-feira (17). Entre os principais pontos que serão investigados estão:

  • se o navio e as balsas estavam aptos à navegação;
  • cumprimento das normas nacionais e internacionais;
  • possíveis falhas humanas;
  • velocidade das embarcações no momento da colisão;
  • existência e registro de comunicação via rádio;
  • autorizações e tratativas prévias para as manobras realizadas.

Embora as Normas e Procedimentos das Capitanias dos Portos (NPCP) estabeleçam prioridade para embarcações de maior porte, devido à manobra restrita, o capitão ressaltou que a conclusão depende da análise técnica completa.

Dinâmica do acidente no canal

O acidente ocorreu na noite de segunda-feira (16), quando o navio deixava o canal em direção à área de fundeio por não haver vaga para atracação. Durante a manobra, a embarcação atingiu as balsas FB-15 e FB-14.

A FB-15 rebocava a FB-14, que estava fora de operação, em deslocamento sentido Guarujá. Quatro tripulantes — o comandante e três marinheiros — saltaram ao mar instantes antes do impacto. Não houve feridos.

As balsas estavam sem passageiros ou veículos no momento da colisão.

Resgate mobilizou equipes e populares

Imagens registradas por testemunhas mostram os tripulantes nadando até o cais após pularem na água. Pessoas que estavam em terra auxiliaram no resgate, lançando boias e coletes e ajudando a puxar os marinheiros para a margem.

A Praticagem enviou lanchas de apoio, e todos foram retirados da água em segurança.

Discussão sobre autorização de atracação

Outro ponto que poderá ser analisado é a ausência de espaço para atracação do navio no momento da manobra.

A Autoridade Portuária de Santos (APS) informou que, em caso de terminais privados, cabe à própria operadora verificar a disponibilidade de berço, equipamentos e metragem adequada para receber a embarcação, com margem de segurança.

A APS destacou que sua atuação nesses casos se dá por meio da análise documental no sistema Porto Sem Papel (PSP), que reúne anuências de órgãos como a própria autoridade portuária, Anvisa, Polícia Federal e Capitania dos Portos.

A verificação direta da compatibilidade entre o tamanho do navio e o cais ocorre apenas em estruturas públicas. A DP World, responsável pelo terminal envolvido, não se manifestou sobre o episódio.

Investigação segue sem conclusões antecipadas

De acordo com a Capitania dos Portos, não é possível apontar responsabilidades antes da conclusão do IAFN. O comandante destacou que a prioridade de navegação para navios de grande porte não é suficiente para encerrar a análise.

O relatório final deverá esclarecer as circunstâncias da colisão no Porto de Santos, identificar eventuais falhas e indicar medidas para evitar novos acidentes no maior complexo portuário da América Latina.

FONTE: G1
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/G1

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Codeba aprova licitação de R$ 87,5 milhões para dragagem do canal portuário de Itajaí

A Companhia Docas da Bahia (Codeba) aprovou a abertura de uma licitação para dragagem do canal portuário do rio Itajaí-Açu, com valor estimado em R$ 87,5 milhões e prazo de execução de 12 meses. A decisão foi tomada pelo conselho administrativo da estatal, que atualmente responde pela gestão provisória do Porto de Itajaí.

Contratação será por pregão eletrônico

O processo licitatório será realizado por pregão eletrônico, com critério de julgamento pelo menor preço. A proposta do novo edital surge diante da proximidade do encerramento do contrato vigente, que tem execução até 15 de fevereiro e vigência contratual até março.

Canal mantém profundidades homologadas

Atualmente, as profundidades mínimas do canal portuário estão homologadas pela Marinha do Brasil até 22 de março, sendo 14 metros no canal externo e 13,5 metros nas bacias de evolução e berços de atracação. A manutenção desses parâmetros é considerada essencial para a operação segura do porto.

Serviço é realizado pela Van Oord

A dragagem de manutenção segue sendo executada pela empresa Van Oord, que atua com a draga Njord nas atividades de rotina e utiliza dragas de grande porte por sucção em campanhas específicas de aprofundamento do canal.

Expectativa é de lançamento do edital nesta semana

O superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos Gama, aguardava o lançamento do edital até a última sexta-feira, o que não ocorreu. Com a publicação oficial da autorização da Codeba na mesma data, a expectativa agora é de que o edital de dragagem seja divulgado ao longo desta semana.

Processo avança após mudança de gestão

A licitação vinha sendo solicitada desde meados do ano passado, mas não avançou durante a gestão da Autoridade Portuária de Santos (APS). Após o encerramento da administração da APS em Itajaí, o tema passou a ser tratado diretamente com a Codeba a partir de dezembro, o que acelerou a análise técnica e a aprovação do processo.

Contrato será temporário até concessão definitiva

A contratação prevista terá caráter temporário, assegurando a continuidade da dragagem enquanto o governo federal conclui o projeto de concessão do canal de acesso portuário. O modelo definitivo está em análise no Tribunal de Contas da União (TCU) e deve ser lançado até março.

O futuro edital de concessão terá prazo de 25 anos e prevê investimentos de aproximadamente R$ 311 milhões.

FONTE: Diarinho
TEXTO: Redação
IMAGEM: João Batista

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