Economia

Dólar fecha o primeiro semestre de 2026 a R$ 5,16; veja as perspectivas para a cotação até o fim do ano

A cotação do dólar encerrou junho em R$ 5,16, acumulando queda de 5,95% no primeiro semestre de 2026. Apesar do resultado positivo para o real, o período foi marcado por momentos distintos, alternando fases de valorização da moeda brasileira e aumento da volatilidade provocado pelo cenário internacional.

Especialistas avaliam que os próximos meses devem ser influenciados tanto pelos rumos da economia global quanto pelas condições fiscais e políticas do Brasil.

O que influenciou o dólar no primeiro semestre de 2026?

Entre janeiro e março, o real ganhou força diante do dólar impulsionado pelo bom desempenho das commodities, principalmente o petróleo, além do diferencial de juros favorável ao Brasil em comparação com outras economias.

Esse ambiente contribuiu para a entrada de capital estrangeiro e fortaleceu a moeda brasileira. No entanto, a partir de março, a intensificação das tensões envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos aumentou a busca dos investidores por ativos considerados mais seguros, favorecendo novamente o dólar.

Segundo o economista sênior da Nomad, Vitor Kayo, esse novo cenário elevou a aversão ao risco e pode comprometer parte da valorização acumulada pelo real ao longo do ano.

Juros nos Estados Unidos reforçaram a valorização do dólar

Outro fator apontado por analistas foi a postura mais rígida do Federal Reserve (Fed) em relação à política monetária. O mercado passou a considerar a possibilidade de novos aumentos dos juros americanos, fortalecendo a moeda norte-americana frente às principais divisas.

Na avaliação de Matthew Ryan, estrategista global da Ebury, mesmo após a redução das tensões geopolíticas, o dólar continuou resiliente devido às expectativas de manutenção dos juros elevados nos Estados Unidos.

Bruno Perri, economista-chefe da Forum Investimentos, acrescenta que a redução do diferencial entre os juros brasileiros e americanos também colaborou para o movimento, especialmente após o Copom reduzir a Selic para 14,25%.

Real apresentou forte valorização antes da reversão

Ao longo do semestre, a trajetória do câmbio passou por diferentes fases. O ano começou com o dólar próximo de R$ 5,40, seguido por uma valorização consistente do real, que levou a cotação para a faixa de R$ 5,20 e chegou ao piso de aproximadamente R$ 4,90 em maio.

Entretanto, a mudança do cenário internacional interrompeu esse movimento, elevando novamente a cotação da moeda americana durante junho.

O que esperar do dólar até o fim de 2026?

A expectativa dos especialistas é que o segundo semestre continue marcado por elevada volatilidade cambial. Embora o dólar ainda possa perder força em alguns momentos no mercado internacional, fatores como juros elevados nos Estados Unidos e maior cautela dos investidores tendem a favorecer a moeda americana diante das moedas de países emergentes.

Além do ambiente externo, questões internas também devem influenciar o comportamento do câmbio.

Cenário político e fiscal seguirá no radar

Economistas destacam que a situação fiscal brasileira e o avanço do calendário eleitoral podem aumentar a incerteza dos investidores, reduzindo o fluxo de recursos para o país e pressionando o real.

Nesse contexto, a Nomad projeta que o dólar possa encerrar 2026 próximo de R$ 5,40, retornando gradualmente aos níveis observados no fim de 2025.

Matthew Ryan pondera, porém, que uma eventual desaceleração da inflação nos Estados Unidos e futuras expectativas de redução dos juros poderão enfraquecer o dólar no longo prazo, embora esse processo deva ocorrer de maneira lenta e depender da evolução dos indicadores econômicos.

Mercado prevê estabilidade com oscilações

No mercado brasileiro, Rodrigo Caetano, gerente de investimentos do Sicredi Soma, observa que os contratos futuros negociados na B3 indicam expectativa de relativa estabilidade para o câmbio no curto prazo. Ainda assim, a previsão é de que as oscilações permaneçam elevadas diante das incertezas no cenário econômico global e doméstico.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pixabay

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Economia

Dólar sobe e se aproxima de R$ 5,20 com expectativa de juros mais altos nos EUA

O dólar comercial iniciou os negócios desta sessão em alta e voltou a se aproximar do patamar de R$ 5,20, atingindo os maiores níveis observados desde o final de março. O movimento acompanha o fortalecimento global da moeda norte-americana diante das expectativas de uma política monetária mais rígida nos Estados Unidos.

Por volta das 9h10, o dólar à vista registrava valorização de 0,15%, sendo negociado a R$ 5,1967. No mercado futuro, o contrato com vencimento em julho avançava 0,20%, cotado a R$ 5,2050.

Enquanto isso, o euro comercial seguia em direção oposta, com recuo de 0,08%, sendo negociado a R$ 5,8974.

Índice DXY reforça avanço da moeda americana

O fortalecimento do dólar também foi refletido no comportamento do índice DXY, indicador que acompanha o desempenho da moeda dos Estados Unidos frente a uma cesta composta por seis importantes divisas globais.

No mesmo horário, o índice avançava 0,26%, alcançando 101,68 pontos. O resultado representa o maior nível desde a forte volatilidade registrada nos mercados durante o chamado “Liberation Day”, em abril de 2025.

Dólar avança frente a moedas emergentes

Além da valorização perante moedas de países desenvolvidos, o dólar também apresentou ganhos relevantes frente a diversas moedas emergentes.

Entre os destaques, a moeda norte-americana subia:

  • 0,36% em relação ao peso mexicano;
  • 0,44% frente ao rand sul-africano;
  • 0,18% contra o peso chileno.

O cenário reflete a busca dos investidores por ativos considerados mais seguros, em meio às perspectivas de manutenção de juros elevados na maior economia do mundo.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Scott Eells/Bloomberg

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Economia

Dólar em queda impulsiona importações, mas custos extras ainda pesam no bolso

A queda do dólar comercial para abaixo de R$ 4,90 na primeira semana de maio de 2026 — menor patamar desde janeiro de 2024 — reacendeu o interesse dos brasileiros por importações, viagens ao exterior e contratação de serviços digitais internacionais.

Apesar do cenário favorável no câmbio, especialistas alertam que o valor da moeda americana não é o único fator que define o custo final de uma compra internacional.

Brasileiros movimentam mais de R$ 100 bilhões em gastos no exterior

O avanço do consumo internacional já aparece nos números do mercado. Dados da Abecs apontam que os brasileiros gastaram US$ 18 bilhões no exterior em 2025, crescimento de 14% em comparação ao ano anterior.

Convertido em moeda nacional, o volume alcançou R$ 100,7 bilhões, impulsionado principalmente pelo crescimento do e-commerce internacional, plataformas digitais e assinaturas de serviços estrangeiros.

Com isso, oscilações do dólar passaram a influenciar diretamente decisões de consumo relacionadas a compras online, streaming, viagens e serviços contratados fora do país.

Consumidor passou a analisar o custo total das compras internacionais

Segundo Gustavo Siuves, os consumidores brasileiros deixaram de observar apenas a cotação da moeda e passaram a considerar outros encargos envolvidos nas operações internacionais.

Entre os fatores que influenciam o preço final estão o IOF, tarifas bancárias, taxas de conversão e o modelo utilizado pelas instituições financeiras para calcular o câmbio.

Nos cartões de crédito tradicionais, por exemplo, a conversão costuma ser realizada na data de fechamento da fatura, o que pode gerar diferença entre o valor exibido no momento da compra e o montante efetivamente cobrado.

Câmbio automático ganha espaço nas operações internacionais

Para reduzir essa diferença, algumas plataformas financeiras passaram a adotar sistemas de câmbio automático em operações internacionais. Nesse modelo, a conversão para reais é feita no instante da compra, permitindo que o consumidor visualize previamente o valor final da transação.

De acordo com Siuves, a tecnologia já permite operações internacionais mais rápidas, transparentes e menos dependentes de intermediários financeiros.

Ele destaca ainda que o desafio atual está em ampliar o acesso dessas soluções para pequenas e médias empresas, que historicamente enfrentam custos mais elevados e processos burocráticos no comércio exterior.

Dólar baixo não significa necessariamente compra mais barata

Mesmo com a valorização do real frente à moeda americana, o custo das compras internacionais continua sujeito a diversos encargos adicionais.

Além do câmbio, fatores como tributos, tarifas operacionais e regras de conversão adotadas pelas instituições financeiras seguem impactando diretamente o preço final pago pelos consumidores.

A tendência do mercado é que ferramentas de conversão em tempo real avancem em setores como turismo, serviços digitais e comércio eletrônico internacional, acompanhando o aumento das transações feitas por brasileiros no exterior.

FONTE: Carta Capital
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Carta Capital

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Economia

Como o dólar afeta importação e exportação no Brasil e impacta preços, empresas e consumo

A cotação do dólar segue como um dos principais fatores de influência sobre a economia brasileira em 2026. A variação cambial afeta diretamente o custo de vida, a inflação, os preços de produtos importados e a competitividade das exportações nacionais.

Com a economia global cada vez mais integrada, oscilações no câmbio são rapidamente percebidas por consumidores, empresas e investidores.

Dólar alto pressiona inflação e custo de vida

O impacto da alta do dólar vai muito além das viagens internacionais. A moeda norte-americana influencia desde alimentos e combustíveis até eletrônicos e medicamentos vendidos no Brasil.

Isso acontece porque grande parte dos insumos utilizados pela indústria nacional é cotada em moeda estrangeira. Quando o real perde valor frente ao dólar, os custos de importação aumentam e acabam sendo repassados ao consumidor.

Economistas classificam esse movimento como pass-through cambial, mecanismo que acelera a transmissão da alta do dólar para os preços internos.

Produtos mais afetados pela alta do dólar

Alguns setores sentem os efeitos da valorização cambial de forma quase imediata.

Alimentos e commodities

Produtos como soja, trigo e milho possuem preços internacionais em dólar. Quando a moeda sobe, produtores tendem a priorizar exportações, reduzindo a oferta interna e elevando os preços no mercado brasileiro.

Combustíveis e energia

O preço do diesel e da gasolina acompanha o mercado internacional, impactando diretamente fretes, logística e transporte de mercadorias.

Eletrônicos e medicamentos

A indústria de tecnologia e farmacêutica depende fortemente de componentes importados e princípios ativos comprados no exterior, tornando os produtos mais caros com o dólar elevado.

Exportadores e agronegócio ganham competitividade

Se o câmbio alto pesa no bolso do consumidor, ele também favorece setores exportadores, especialmente o agronegócio brasileiro.

Como commodities agrícolas são negociadas em dólar no mercado internacional, produtores recebem mais em reais quando convertem receitas vindas das exportações.

Além disso, a desvalorização do real torna os produtos brasileiros mais competitivos no exterior, favorecendo vendas para mercados da Europa, Ásia e América do Norte.

Dependência de fertilizantes reduz ganhos do agro

Apesar do aumento nas receitas, o setor agrícola também enfrenta desafios causados pelo dólar elevado.

O Brasil ainda depende da importação de fertilizantes e defensivos agrícolas vindos principalmente da Rússia e da China. Como esses produtos são dolarizados, os custos de produção sobem junto com a moeda americana.

Especialistas apontam que produtores que realizaram compras antecipadas de insumos em períodos de dólar mais baixo conseguiram preservar melhor suas margens de lucro.

Indústria sofre com aumento dos custos de importação

Na indústria nacional, a valorização do dólar representa um forte impacto sobre os custos de produção.

Setores como o automotivo, eletrônico e tecnológico dependem de peças, semicondutores e componentes estrangeiros. Empresas que não conseguem absorver os custos acabam reajustando preços ou reduzindo margens.

A dependência de fornecedores globais também aumenta os riscos de desindustrialização em períodos de forte volatilidade cambial.

Hedge cambial ganha espaço entre empresas

Para reduzir riscos, empresas brasileiras vêm ampliando o uso do chamado hedge cambial, estratégia financeira que protege operações contra oscilações do dólar.

Por meio de contratos futuros e travas de câmbio, companhias conseguem fixar previamente uma cotação para pagamentos futuros em moeda estrangeira.

Nos últimos anos, fintechs e plataformas digitais facilitaram o acesso de pequenas e médias empresas a ferramentas antes restritas às grandes corporações.

Superávit comercial cresce, mas consumo perde força

A valorização do dólar também fortalece a balança comercial brasileira, impulsionando exportações e aumentando a entrada de moeda estrangeira no país.

Ao mesmo tempo, o consumidor brasileiro enfrenta perda de poder de compra devido à inflação provocada pelo encarecimento de produtos e serviços.

Analistas avaliam que o principal desafio econômico de 2026 será equilibrar o crescimento das exportações com a preservação do mercado interno.

Como reduzir impactos da volatilidade cambial

Especialistas recomendam algumas estratégias para empresas e consumidores enfrentarem períodos de forte oscilação do dólar:

  • Diversificar investimentos e manter parte da reserva financeira atrelada ao dólar;
  • Evitar dívidas indexadas à moeda estrangeira;
  • Planejar compras internacionais com antecedência;
  • Priorizar fornecedores nacionais quando possível;
  • Utilizar proteção cambial em operações de importação.

Economia brasileira segue dependente do cenário externo

O comportamento do dólar continuará sendo um dos principais indicadores econômicos acompanhados pelo mercado em 2026.

Enquanto o setor exportador se beneficia do câmbio elevado, consumidores e empresas dependentes de importações seguem enfrentando inflação e aumento de custos.

A capacidade do Brasil de reduzir a dependência de tecnologia e insumos estrangeiros será determinante para diminuir os impactos da volatilidade cambial nos próximos anos.

FONTE: Revista Oeste
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Revista Oeste

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Economia

Yuan registra maior valorização frente ao dólar em três anos

O yuan, moeda oficial da China, alcançou nesta segunda-feira (11) sua maior valorização em relação ao dólar desde março de 2023. A cotação registrada no Sistema de Comércio Cambial chinês ficou em US$ 1 para 6,847 yuans, movimento observado poucos dias antes da visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a Pequim.

A valorização da moeda chinesa ocorre em meio ao fortalecimento do uso do yuan no comércio internacional e à crescente busca por alternativas ao dólar em operações globais.

Participação do yuan cresce nas transações globais

Dados do Banco de Compensações Internacionais mostram que a presença do yuan nas transações financeiras internacionais aumentou significativamente na última década.

Em 2013, a moeda chinesa representava apenas 2,2% das operações globais. Já em 2025, essa participação avançou para 8,6%, refletindo o esforço da China para ampliar a internacionalização de sua moeda.

Entre as iniciativas recentes está a criação de um sistema de pagamento via QR Code entre China e Indonésia, lançado em maio deste ano. A ferramenta permite operações diretamente em moedas locais, reduzindo a dependência do dólar nas transações bilaterais.

Valorização do yuan pode pressionar exportações chinesas

Apesar do fortalecimento internacional da moeda, a valorização do yuan também gera desafios para a economia chinesa. Com a moeda mais forte, produtos exportados pela China tendem a ficar mais caros no mercado externo, o que pode reduzir a competitividade das empresas do país.

Especialistas avaliam que esse movimento exige equilíbrio por parte das autoridades chinesas para evitar impactos negativos sobre setores exportadores, considerados estratégicos para o crescimento econômico.

Dólar enfrenta pressão por incertezas nos EUA

Outro fator que influencia o avanço do yuan é a oscilação da confiança dos investidores em ativos ligados ao dólar.

Nos últimos meses, a moeda norte-americana vem sofrendo pressão em meio a preocupações envolvendo o cenário político em Washington, questionamentos sobre a independência do Federal Reserve e dúvidas sobre a sustentabilidade fiscal de longo prazo dos Estados Unidos.

Esse contexto tem incentivado investidores e países a ampliarem o uso de moedas alternativas em operações internacionais.

Encontro entre Trump e Xi Jinping deve abordar sistema financeiro global

A expansão do uso do yuan e os mecanismos de pagamentos internacionais fora da influência direta do dólar devem integrar as discussões entre Donald Trump e Xi Jinping nos próximos dias.

A viagem do presidente norte-americano a Pequim está prevista para começar na quarta-feira (13), com retorno aos Estados Unidos na sexta-feira (15).

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Informação

Banco Central atualiza regras para pagamentos internacionais e reforça segurança no eFX

O Banco Central anunciou mudanças nas normas que regem os pagamentos internacionais, com foco em ampliar a segurança das operações e garantir maior transparência no uso do serviço de transferências internacionais, conhecido como eFX.

A medida, resultado de consulta pública realizada em 2025, busca alinhar o Brasil às melhores práticas globais de combate a ilícitos financeiros, além de fortalecer a supervisão sobre as operações realizadas por empresas e instituições financeiras.

Serviço eFX passa a ter regras mais rígidas

Com a nova regulamentação, o serviço de transferência internacional (eFX) passa a ser exclusivo de instituições autorizadas pelo Banco Central. Empresas que ainda não possuem essa autorização poderão continuar operando temporariamente, desde que solicitem a regularização até maio de 2027.

O eFX é amplamente utilizado para diferentes finalidades, como compras no exterior, contratação de serviços internacionais e envio de recursos para outros países.

Mais proteção ao usuário e fiscalização reforçada

Entre as exigências estabelecidas, as instituições deverão enviar relatórios mensais detalhados ao Banco Central, aumentando o nível de monitoramento das operações. Além disso, será obrigatório o uso de contas segregadas, destinadas exclusivamente à movimentação de recursos de clientes, o que amplia a proteção financeira dos usuários.

As mudanças reforçam o compromisso com a segurança financeira, reduzindo riscos e garantindo maior confiabilidade nas transações internacionais.

Ampliação para investimentos no exterior

A nova norma também amplia o alcance do serviço eFX ao permitir transferências destinadas a investimentos no mercado financeiro e de capitais, tanto no Brasil quanto no exterior.

Nesse caso, o limite estabelecido é de até US$ 10 mil por operação, facilitando o acesso de investidores a oportunidades internacionais com maior controle regulatório.

Com a atualização, o Banco Central busca modernizar o ambiente de câmbio e pagamentos internacionais, tornando o sistema mais seguro, eficiente e alinhado às exigências globais.

FONTE: Banco Central do Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Folha PE

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Informação

Petróleo impulsiona superávit recorde do Brasil no 1º trimestre

O petróleo consolidou-se como principal motor do superávit comercial brasileiro no início do ano. Entre janeiro e março, o saldo positivo no segmento de óleo e combustíveis atingiu US$ 9,52 bilhões — o maior já registrado — equivalente a 67,2% do superávit total do país no período.

Produção do pré-sal sustenta desempenho

O avanço é reflexo direto do aumento da produção, especialmente após a expansão do pré-sal, que desde 2016 vem garantindo superávits consecutivos nesse segmento. Ainda assim, o país segue dependente da importação de derivados, mantendo déficit nessa categoria.

Nos anos recentes, o setor já vinha ganhando relevância: no primeiro trimestre de 2024 e 2025, os saldos foram de US$ 7,2 bilhões e US$ 6,4 bilhões, respectivamente — números inferiores ao desempenho atual.

Exportações de petróleo seguem em alta em abril

Dados preliminares indicam que o ritmo positivo deve continuar. Na segunda semana de abril, a receita média diária com exportações de petróleo bruto mais que dobrou em relação ao mesmo período de 2025, com alta de 101%.

Esse crescimento foi impulsionado por:

  • aumento de 74,5% no volume exportado;
  • elevação de 15% nos preços internacionais.

A valorização está ligada à alta das commodities, influenciada pelo conflito no Oriente Médio.

Guerra pressiona preços e favorece o Brasil

Analistas avaliam que, mesmo com eventual fim do conflito, os preços do petróleo devem permanecer elevados ao longo de 2026. Isso tende a fortalecer ainda mais o saldo da balança comercial brasileira e impactar positivamente o câmbio.

Segundo especialistas, o cenário atual repete ciclos anteriores de protagonismo de commodities, como soja e minério de ferro, mas agora com o petróleo liderando.

China amplia compras e lidera demanda

A China foi o principal destino do petróleo brasileiro. Em março:

  • respondeu por 64,6% das exportações do produto;
  • ampliou significativamente suas compras;
  • absorveu US$ 3,1 bilhões em petróleo bruto.

O país asiático tem buscado diversificar fornecedores diante das tensões no Golfo Pérsico, elevando a participação do Brasil como parceiro estratégico.

Petróleo supera soja no crescimento das exportações

Embora a soja tenha liderado a receita total em março (US$ 5,9 bilhões), o petróleo foi responsável por 68,5% do crescimento das exportações brasileiras na comparação anual.

No mês:

  • exportações de petróleo somaram US$ 4,8 bilhões;
  • volume embarcado cresceu 75,9%;
  • preços recuaram levemente, mas sem comprometer o resultado.

Projeções indicam superávit maior em 2026

Estimativas apontam revisão significativa no superávit comercial brasileiro. A projeção passou de US$ 68,4 bilhões para cerca de US$ 85 bilhões, impulsionada pela alta do petróleo.

Antes da crise, o barril do Brent era estimado em US$ 60 para 2026. Agora, a previsão gira em torno de US$ 90. Cada aumento de US$ 10 no preço médio pode elevar o saldo comercial em aproximadamente US$ 8,5 bilhões.

Impactos indiretos: inflação e câmbio

Apesar dos ganhos na balança comercial, há efeitos colaterais:

  • aumento no preço de combustíveis, como o diesel, que subiu 13,9% em março;
  • pressão inflacionária;
  • encarecimento de fertilizantes e insumos.

Por outro lado, o cenário favorece a valorização do real frente ao dólar, impulsionada também pelo fluxo de capital estrangeiro para mercados emergentes.

Desafios estruturais permanecem

Especialistas destacam que o Brasil ainda precisa avançar em pontos estratégicos:

  • ampliar a capacidade de refino;
  • reduzir a dependência de derivados importados;
  • investir na produção de fertilizantes;
  • explorar alternativas como o biodiesel.

O momento, segundo analistas, pode ser uma oportunidade para acelerar essas mudanças estruturais.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Finanças

Dólar abaixo de R$ 5: cenário é possível, mas depende de fatores internos e externos

A recente queda do dólar reacendeu discussões no mercado financeiro sobre a possibilidade de a moeda norte-americana voltar a ser negociada abaixo de R$ 5. Apesar do movimento favorável, analistas alertam que o cenário ainda é cercado de incertezas e forte volatilidade.

O dólar atingiu, nesta quarta-feira (8), o menor valor em quase dois anos, sendo cotado na faixa de R$ 5,10. O recuo foi impulsionado principalmente pelo alívio no cenário internacional, após o anúncio de um cessar-fogo temporário de duas semanas entre Estados Unidos e Irã.

Esse movimento trouxe otimismo aos mercados globais e estimulou a reprecificação de ativos, favorecendo moedas de países emergentes como o real.

Histórico recente reforça tendência de queda

A desvalorização do dólar frente ao real não é um fenômeno isolado. Em 2025, a moeda norte-americana acumulou queda de cerca de 11%. Já no início de 2026, antes da escalada do conflito no Oriente Médio, o recuo chegou a aproximadamente 6%.

Mesmo com a alta registrada em março, impulsionada pelo fortalecimento global do dólar, especialistas avaliam que não houve um movimento exagerado de valorização. O real, inclusive, manteve certa estabilidade, oscilando entre R$ 5,20 e R$ 5,30 nos momentos mais críticos.

Fatores que sustentam o real

Entre os principais elementos que ajudam a sustentar o real estão:

  • Entrada de capital estrangeiro no país
  • Diferencial de juros elevado em relação a outras economias
  • Realocação de investimentos para mercados emergentes

Além disso, o preço do petróleo passa a ser um fator relevante. Mesmo com recuos recentes, a expectativa é de que a commodity continue operando com prêmio nos próximos meses. Como o Brasil é um exportador importante, isso contribui para o aumento da entrada de dólares na economia.

Apesar do cenário mais favorável, a queda do dólar para abaixo de R$ 5 depende de uma convergência de fatores positivos, tanto no ambiente internacional quanto no doméstico.

No exterior, seria necessária uma redução mais consistente dos riscos geopolíticos, diminuindo o chamado “prêmio de risco” que impacta tanto o dólar quanto o petróleo.

Já no Brasil, os analistas apontam três pontos fundamentais:

  • Compromisso com a disciplina fiscal
  • Redução das incertezas institucionais
  • Manutenção de juros atrativos para investidores estrangeiros

Incertezas políticas e fiscais limitam otimismo

O cenário interno ainda apresenta desafios relevantes. A proximidade das eleições presidenciais e as dúvidas sobre o equilíbrio fiscal tendem a aumentar a volatilidade do câmbio.

Especialistas destacam que o atual patamar do dólar pode ser temporário, especialmente diante de possíveis mudanças no cenário internacional ou declarações políticas que impactem os mercados.

Além disso, o risco eleitoral ainda não está totalmente refletido nos preços, mas deve ganhar mais peso ao longo do segundo semestre, influenciando diretamente o comportamento da moeda.

Volatilidade deve marcar os próximos meses

A avaliação predominante entre analistas é de que, embora o dólar abaixo de R$ 5 seja possível, esse não é o cenário mais provável no curto prazo. A tendência é de continuidade da volatilidade, com oscilações influenciadas por fatores globais e domésticos.

Fonte: Com informações da CNN Brasil

Texto: Redação

Imagem: Reprodução CNN / Ilustração feita por IA

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Economia

Dólar recua a R$ 5,18 e registra menor fechamento desde maio de 2024

O dólar comercial encerrou a segunda-feira (9) em forte queda e fechou abaixo de R$ 5,20, impulsionado por um ambiente externo mais favorável aos mercados emergentes, como o Brasil. O movimento ganhou força após a China reduzir a compra de títulos do Tesouro dos Estados Unidos (treasuries), o que enfraqueceu a moeda norte-americana no mercado global.

A divisa dos EUA caiu 0,59%, encerrando o dia cotada a R$ 5,1886, o menor valor desde 28 de maio de 2024. No acumulado de 2026, o dólar já registra desvalorização de 5,47% frente ao real.

Ibovespa sobe com apoio de grandes ações

No mercado acionário, o Ibovespa operou em alta, sustentado principalmente pelo desempenho positivo das blue chips. Ações de Petrobras, Vale, Itaú Unibanco e Bradesco lideraram os ganhos do índice.

Por outro lado, os papéis do BTG Pactual figuraram entre as maiores quedas do pregão, após a divulgação do balanço trimestral. Por volta das 17h18, o principal índice da B3 avançava 1,76%, aos 186.127,57 pontos.

Banco Central adota discurso de cautela

No cenário doméstico, investidores também repercutiram declarações do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, durante evento da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), em São Paulo. Segundo ele, a recente melhora dos indicadores não representa uma “volta da vitória” contra a inflação.

Galípolo destacou que o foco da autoridade monetária, neste momento, está na calibragem da política monetária, sinalizando cautela nas próximas decisões.

Mais cedo, o Banco Central divulgou o Boletim Focus, que trouxe nova revisão para baixo na expectativa de inflação.

Boletim Focus reduz projeções de inflação

A mediana das projeções para o IPCA de 2026 caiu de 3,99% para 3,97%, permanecendo 0,53 ponto percentual abaixo do teto da meta, fixado em 4,50%. Há um mês, a estimativa era de 4,05%.

Entre as projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a expectativa subiu de 3,90% para 3,96%. Para 2027, a mediana seguiu estável em 3,80% pela 14ª semana consecutiva.

O IPCA de 2025 fechou em 4,26%, segundo o IBGE, resultado inferior tanto à última mediana do Focus (4,31%) quanto à estimativa do próprio Banco Central (4,4%).

Análise técnica aponta resistência no Ibovespa

De acordo com análise semanal do BB Investimentos, o Ibovespa mantém tendência de alta, mas apresenta sinais de perda de fôlego no curto prazo.

“O comportamento das últimas três semanas indica um padrão de esgotamento do movimento altista, com resistência em torno dos 187,5 mil pontos e suporte imediato na região dos 182 mil pontos”, destacou a instituição em relatório.

Exterior adiciona cautela aos mercados

No cenário internacional, a semana começou com viés negativo nos futuros das bolsas norte-americanas. Para a equipe da Ágora Investimentos, o ambiente externo pode trazer volatilidade adicional aos ativos brasileiros, com investidores à espera da divulgação de indicadores econômicos relevantes.

BTG Pactual divulga lucro recorde

O BTG Pactual anunciou lucro líquido ajustado de R$ 4,60 bilhões no quarto trimestre, alta de 40,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado veio levemente acima da expectativa de analistas consultados pela LSEG, que projetavam R$ 4,56 bilhões.

A receita do maior banco de investimentos da América Latina cresceu 35,1%, alcançando o recorde de R$ 9,09 bilhões. O ROAE (retorno sobre o patrimônio) ficou em 27,6%, ante 23,0% um ano antes.

China reduz exposição a títulos dos EUA

No exterior, um dos principais vetores de impacto foi a decisão da China de orientar seus bancos a frear a compra de treasuries americanos. A medida busca reduzir riscos e evitar concentração excessiva em ativos dos Estados Unidos.

Atualmente, o país asiático detém cerca de US$ 850 bilhões em títulos da dívida norte-americana, sendo aproximadamente US$ 300 bilhões sob responsabilidade de bancos chineses. A mudança de postura reforça a reavaliação estratégica de Pequim no cenário financeiro global.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Amanda Perobelli

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Economia

Dólar cai para R$ 5,20 e registra menor fechamento em dois anos

O dólar à vista encerrou a terça-feira, 27, em queda de 1,41%, cotado a R$ 5,206, atingindo o menor valor de fechamento desde 28 de maio de 2024, quando foi negociado a R$ 5,1534. O movimento reforça a tendência de desvalorização da moeda americana frente ao real observada no início da semana.

Queda acompanhou cenário global

Na segunda-feira, o dólar já havia recuado 0,13%, fechando a R$ 5,28, após atingir R$ 5,261 pela manhã. A perda de força à tarde indicou o início de um movimento que se consolidou nesta terça.

O desempenho acompanha a tendência internacional de enfraquecimento do dólar. O índice DXY, que mede a força da moeda americana frente a seis divisas de países desenvolvidos, caiu 0,86%, atingindo 96,21 pontos e rompendo níveis técnicos relevantes para o mercado.

“O índice DXY rompeu um suporte importante na região dos 97 pontos e caiu para perto de 96,20, refletindo-se também no Brasil, com o dólar voltando para a casa dos R$ 5,20″, explicou William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue.

Diferencial de juros favorece o real

O especialista destaca que o diferencial de taxas de juros entre Brasil e Estados Unidos continua beneficiando o real, especialmente com a aproximação de decisões de política monetária em ambos os países nesta quarta-feira, 28.

“Os juros no Brasil versus os juros nos Estados Unidos seguem elevados, favorecendo operações de carry trade. Isso torna o Brasil atrativo para investidores globais, mesmo com os riscos associados ao mercado local”, acrescentou Alves.

Investidores buscam ativos de maior retorno

O apetite por risco nos mercados internacionais também contribuiu para a valorização do real. Com bolsas em alta e o S&P 500 atingindo novas máximas, investidores têm direcionado recursos para moedas emergentes em busca de maior retorno, em detrimento do dólar.

Dólar à vista e dólar futuro: entenda a diferença

O dólar à vista representa a negociação da moeda para liquidação imediata, normalmente em até dois dias úteis. É amplamente usado por empresas e instituições financeiras em operações de curto prazo, oferecendo transparência e rapidez.

Já o dólar futuro envolve contratos para compra e venda com liquidação em data futura, negociados na Bolsa de Valores. Sua cotação varia conforme expectativas do mercado e pode se distanciar do dólar à vista em períodos de incerteza econômica.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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