Exportação

Exportações de soja e carnes do Brasil crescem em maio, aponta Secex

As exportações brasileiras de soja seguem em ritmo acelerado em maio e já apresentam crescimento expressivo em relação ao mesmo período do ano passado. Dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram avanço também nos embarques de carnes e algodão, impulsionados pela forte demanda internacional e pela produção elevada no campo.

Embarques de soja avançam com safra recorde

Até a terceira semana de maio, a média diária de exportações de soja alcançou 758,8 mil toneladas, número 13% superior ao registrado em maio de 2025, quando o volume médio foi de 671,4 mil toneladas por dia.

No acumulado parcial do mês, o Brasil já embarcou 11,38 milhões de toneladas do grão. A expectativa do mercado é que o volume final ultrapasse as 14,10 milhões de toneladas exportadas no mesmo mês do ano passado, considerando os últimos dias úteis ainda pendentes de contabilização.

O desempenho reflete o escoamento da safra recorde de soja, que mantém o país entre os maiores exportadores agrícolas do mundo.

Volume ainda abaixo do recorde registrado em abril

Apesar da alta em maio, o ritmo atual de embarques ainda permanece abaixo do recorde histórico alcançado em abril de 2026. Na ocasião, a Secex registrou exportações de 16,75 milhões de toneladas de soja em um único mês.

O cenário reforça o forte desempenho do agronegócio brasileiro em 2026, especialmente nas commodities agrícolas voltadas ao mercado externo.

Exportações de carnes também disparam

As vendas externas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada apresentaram crescimento de 30,7% na média diária, atingindo 13.565 toneladas por dia.

Com isso, os embarques do mês devem superar a marca de 200 mil toneladas exportadas.

A carne de frango também registrou forte expansão. Segundo os dados da Secex, a média diária avançou 35%, chegando a 23.168 toneladas. Mesmo antes do fechamento completo do mês, os embarques já se aproximam de 350 mil toneladas.

Algodão cresce e café mantém estabilidade

Outro destaque do período foi o avanço das exportações de algodão, que cresceram 67,8% na média diária, alcançando 15.356 toneladas. O desempenho acompanha o escoamento de grandes estoques enquanto a colheita nacional ainda está em fase inicial.

Já o café verde apresentou estabilidade. A média diária de exportações ficou em 8.080 toneladas em maio de 2026, levemente abaixo das 8.106 toneladas registradas no mesmo período do ano anterior.

O setor cafeeiro inicia a nova colheita em meio a estoques reduzidos, embora haja expectativa de uma das maiores safras da história para este ano.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Agronegócio

Exportações de café para a China disparam e Brasil se prepara para atender demanda histórica

O avanço do consumo de café na China está redesenhando o mercado global e abrindo uma nova fronteira para o agronegócio brasileiro. Em apenas seis anos, as exportações brasileiras de café para o país asiático cresceram mais de 12 vezes, enquanto o Brasil projeta uma safra recorde de 66 milhões de sacas para o ciclo 2026/27.

O movimento reforça a posição brasileira como principal fornecedor mundial do grão e coloca a China no centro das atenções da cadeia produtiva do café.

China impulsiona crescimento do mercado global de café

A China se consolidou como o mercado de café que mais cresce no mundo. Atualmente, o país reúne cerca de 300 milhões de consumidores e mais de 200 mil cafeterias em funcionamento, em um cenário impulsionado pela urbanização, mudança de hábitos e influência do estilo de vida ocidental entre os jovens.

Entre abril de 2020 e março de 2021, o Brasil exportou US$ 32,9 milhões em café para o mercado chinês. Já em março de 2026, esse volume financeiro saltou para US$ 402,8 milhões, evidenciando a forte expansão da demanda chinesa pelo produto brasileiro.

Safra recorde fortalece capacidade de exportação do Brasil

Para atender ao aumento da demanda internacional, o Brasil inicia a colheita 2026/27 com expectativa de recorde histórico na produção de café.

Segundo estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra deve alcançar 66 milhões de sacas, um crescimento de 17% em comparação ao ciclo anterior. A previsão inclui aproximadamente 44 milhões de sacas de café arábica e 22 milhões de sacas de conilon.

O setor atribui o avanço às condições climáticas favoráveis, ao aumento da produtividade e à expansão da área plantada, que se aproxima de 2 milhões de hectares.

Durante o 25º Seminário Internacional do Café, realizado em Santos, representantes do mercado destacaram o otimismo com os próximos embarques, principalmente para a Ásia.

Produção brasileira cresce sem necessidade de desmatamento

Um dos pontos mais destacados pelo setor cafeeiro é a capacidade de expansão sustentável da produção brasileira.

Nas últimas décadas, o Brasil mais que dobrou a produção de café utilizando praticamente a mesma área cultivada. O avanço ocorreu por meio da renovação de cafezais, uso de variedades mais produtivas e adoção de tecnologias de manejo agrícola.

Especialistas afirmam que o país ainda possui áreas aptas para expansão do cultivo sem necessidade de desmatamento, tema cada vez mais relevante para compradores internacionais preocupados com critérios ambientais e sustentabilidade.

Mercado chinês representa mudança estratégica para o café brasileiro

A entrada da China como grande compradora de café brasileiro é vista pelo setor como uma transformação estrutural no comércio global do produto. Com uma população de quase 1,4 bilhão de habitantes, qualquer mudança de hábito alimentar no país gera impacto direto nas cadeias globais de produção e exportação.

Além do aumento no consumo, o governo chinês também vem ampliando a habilitação de empresas brasileiras aptas a exportar café ao país. Em agosto de 2025, a Embaixada da China no Brasil autorizou 183 novas empresas do setor para atuação no mercado chinês.

A expectativa é de que a demanda continue crescendo nos próximos anos, exigindo do Brasil maior capacidade logística, eficiência operacional e manutenção da qualidade para atender contratos de longo prazo.

Fonte: Com informações do TIMES BRASIL.

Texto: Redação

Imagem Ilustrativa: Reprodução SouAgro.net

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Tecnologia

Cooxupé investe em logística digital para fortalecer exportações de café brasileiro

A Cooxupé, maior cooperativa de café arábica do Brasil, iniciou um processo de transformação tecnológica para otimizar sua operação logística e reduzir impactos causados por crises globais nas cadeias de suprimentos. A estratégia inclui a adoção de um sistema digital desenvolvido pela Flowls para integrar e monitorar embarques internacionais em tempo real.

A medida busca eliminar processos manuais e a dependência de planilhas, considerados gargalos históricos no setor de exportação de café.

Cooperativa quer reduzir custos e ampliar previsibilidade

Com mais de 20 mil cooperados e presença comercial em cerca de 50 países, a Cooxupé movimenta anualmente mais de 5 milhões de sacas de café. O volume coloca a cooperativa em posição comparável à produção anual de alguns países exportadores.

Apesar da escala, a operação enfrentava desafios relacionados à comunicação entre sistemas internos, transportadoras, terminais portuários e armadores.

Segundo a cooperativa, a digitalização da cadeia logística permitirá maior previsibilidade nos embarques, redução de atrasos e mais eficiência operacional.

Porto de Santos concentra principais gargalos

A logística do café brasileiro para exportação depende fortemente do Porto de Santos, responsável por cerca de 80% do escoamento do produto.

O setor convive há anos com problemas ligados ao tempo de espera, falta de integração de dados e dificuldades de acompanhamento em tempo real das cargas.

Com a nova plataforma, a Cooxupé pretende reduzir a chamada “assimetria de informação”, situação em que falhas ou atrasos na atualização de dados acabam gerando custos extras, multas e problemas contratuais.

“A logística é uma das bases da nossa expansão. Controle e previsibilidade são essenciais para manter a excelência operacional”, afirmou Deivison Ricciardi.

Integração tecnológica melhora gestão de embarques

O sistema implantado conecta diretamente o ERP da cooperativa às informações de terminais portuários e armadores marítimos.

Na prática, a ferramenta permite identificar possíveis atrasos com antecedência e automatizar o gerenciamento de exceções na operação logística.

Entre os principais impactos apontados pela empresa estão:

  • Automatização de alertas sobre status de navios;
  • Redução de lead time no transporte rodoviário e aduaneiro;
  • Integração digital entre despachantes, agentes e operadores logísticos;
  • Centralização das informações em um único fluxo operacional.

Para Anna Valle, a iniciativa representa um avanço importante para o mercado de commodities agrícolas.

“Transformar dados logísticos em inteligência operacional reduz custos e aumenta a competitividade do café brasileiro no mercado internacional”, destacou.

Digitalização acompanha exigências do mercado global

A modernização logística ocorre em um momento em que compradores internacionais ampliam a cobrança por rastreabilidade, eficiência operacional e sustentabilidade nas cadeias de fornecimento.

Ao otimizar rotas, reduzir tempos de espera e melhorar o controle dos embarques, a Cooxupé busca alinhar sua operação às novas exigências do comércio global de commodities.

A expectativa do setor é que investimentos em tecnologia logística se tornem cada vez mais estratégicos para manter a competitividade do agronegócio brasileiro no exterior.

FONTE: Compre Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Compre Rural

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Comércio

Brasil e Itália ampliam cooperação no setor cafeeiro e comércio agrícola

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, se reuniu nesta quarta-feira (6) com o embaixador da Itália no Brasil, Alessandro Cortese, e com o presidente da Illycaffè, Andrea Illy. O encontro tratou de temas ligados à cadeia produtiva do café, comércio bilateral e cooperação técnica entre os dois países.

Durante a reunião, André de Paula destacou a importância do fortalecimento das relações comerciais com parceiros estratégicos, como a Itália, especialmente no agronegócio e no setor cafeeiro.

Brasil reforça liderança na produção de café

Andrea Illy ressaltou o papel do Brasil como principal fornecedor de café arábica da empresa italiana e destacou a relevância do país na produção global do grão. Segundo ele, o foco da companhia está na qualidade do produto exportado e na compra direta junto aos produtores brasileiros.

O executivo também afirmou que a empresa mantém programas de capacitação voltados à agricultura regenerativa, manejo sustentável e gestão das propriedades rurais, oferecendo incentivos financeiros aos produtores que alcançam padrões superiores de qualidade.

Acordo Mercosul-União Europeia amplia oportunidades

O embaixador Alessandro Cortese destacou que o acordo entre o Mercosul e a União Europeia pode facilitar o avanço das relações comerciais entre Brasil e Itália, especialmente no setor agrícola.

Já o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luís Rua, afirmou que a redução gradual de tarifas até 2034 poderá beneficiar empresas ligadas a insumos, maquinários e cápsulas de café.

Sustentabilidade e clima estiveram no centro das discussões

As mudanças climáticas e os desafios para a produção agrícola também fizeram parte da pauta. O governo brasileiro apresentou iniciativas como o Plano ABC+, voltado à agropecuária de baixa emissão de carbono, e o programa Caminho Verde Brasil, que busca recuperar áreas degradadas e ampliar a produção sustentável.

A assessora especial do ministério, Sibelle Andrade, destacou ainda o trabalho da Embrapa na disseminação de tecnologias ligadas à agricultura sustentável e à transferência de conhecimento técnico para outros países.

FONTE: Ministério da Agricultura e Pecuária
TEXTO: Redação
IMAGEM: Carlos Silva/Mapa

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Agronegócio

Bangladesh recebe primeiro embarque de café verde do Brasil e amplia mercado consumidor

O Bangladesh recebeu, na segunda-feira (2 de fevereiro de 2026), o primeiro embarque de café verde em grãos do Brasil, abrindo caminho para a ampliação do consumo do produto no país asiático.

A chegada da carga foi acompanhada pelo adido agrícola brasileiro em Daca, Silvio Testasecca. A importação foi realizada pela North End Coffee Roasters, empresa que atua com destaque no mercado local, operando 15 cafeterias e mantendo, na capital, um centro integrado de produção, distribuição e treinamento.

Consumo de café verde tende a crescer no país

Atualmente, o café solúvel lidera o consumo no Bangladesh. No entanto, a entrada do café verde brasileiro no mercado local deve estimular a diversificação do consumo e o crescimento do segmento de cafés especiais.

Um dos fatores que favorecem essa projeção é a política tarifária. A taxa aplicada ao café verde importado do Brasil é a mesma praticada para produtos provenientes de Singapura — país que, até o momento, responde por cerca de 70% do café importado pelo Bangladesh.

Setor de cafeterias reúne marcas globais e locais

O mercado de cafeterias no Bangladesh apresenta forte dinamismo, reunindo redes internacionais e marcas regionais consolidadas. Entre os principais nomes estão Gloria Jean’s, Crimson Cup, Barcode Café, Columbus Coffee Shop, Barista, Coffee World e o Café São Paulo, o que reforça o potencial de expansão do consumo de café em grãos no país.

Brasil amplia presença no comércio agropecuário com Bangladesh

Além do avanço no setor cafeeiro, o Brasil mantém posição relevante como fornecedor agrícola do Bangladesh. No último ano, o país asiático importou mais de US$ 2,7 bilhões em produtos agropecuários brasileiros, com destaque para o complexo sucroalcooleiro, complexo soja, cereais, farinhas e preparações à base de milho.

FONTE: Datamar News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Agronegócio

Agro sustenta a balança comercial brasileira em 2025 com base em grãos e proteínas

Em um ano marcado por oscilações no comércio internacional, o agronegócio voltou a ocupar papel central na balança comercial brasileira. Em 2025, o setor respondeu por quase metade de tudo o que o país exportou, ocupando um papel central na sustentação da balança comercial e amortecendo movimentos de queda em outros segmentos da economia.

O desempenho do agro se destacou não apenas pelo valor exportado, mas pela capacidade de manter volumes elevados mesmo em um cenário de ajuste nos preços internacionais. O avanço das exportações ocorreu com aumento físico dos embarques, enquanto os preços médios apresentaram variação negativa, o que indica uma pauta sustentada por escala e regularidade logística.

Esse comportamento ajuda a explicar por que o saldo comercial brasileiro permaneceu positivo ao longo do ano. As exportações do agronegócio somaram US$ 169,2 bilhões em 2025, enquanto as importações do setor ficaram em US$ 20,2 bilhões. O resultado foi um superávit de US$ 149,07 bilhões, responsável por grande parte do saldo comercial do país.

Ao longo do ano, o fluxo de embarques manteve ritmo constante, com destaque para o último trimestre. Em dezembro, as exportações agropecuárias atingiram US$ 14 bilhões, maior valor já registrado para o mês, reforçando o peso do setor mesmo em um período tradicionalmente marcado por menor atividade comercial.

Soja, carnes e café organizam a pauta exportadora

A composição da pauta exportadora explica a estabilidade do desempenho ao longo de 2025. A soja em grãos permaneceu como principal produto do agronegócio brasileiro, com embarques de 108,2 milhões de toneladas e receita de US$ 43,5 bilhões. O crescimento ocorreu principalmente em volume, refletindo a capacidade produtiva e logística do país.

As carnes ampliaram participação ao longo do ano, com destaque para a carne bovina. As exportações do produto alcançaram US$ 17,9 bilhões, com aumento expressivo em volume embarcado e ampliação do número de mercados compradores. A abertura de novos destinos contribuiu para a diversificação geográfica das vendas e reduziu a dependência de poucos parceiros comerciais.

O café também ganhou espaço na pauta exportadora em 2025, com receitas de US$ 16 bilhões. Nesse caso, o desempenho esteve mais associado à valorização internacional do produto do que à expansão de volumes, mostrando como diferentes cadeias do agro responderam de forma distinta ao cenário externo.

Do ponto de vista dos destinos, a China manteve a liderança como principal compradora do agronegócio brasileiro, concentrando cerca de um terço das exportações do setor. União Europeia e Estados Unidos vieram na sequência, reforçando o perfil diversificado da demanda e a inserção do Brasil em diferentes mercados consumidores.

Ao encerrar 2025 com volumes elevados, superávit robusto e uma pauta concentrada em grãos e proteínas, o agronegócio entra em 2026 como principal referência do comércio exterior brasileiro. O conjunto de resultados aponta para uma estrutura exportadora baseada em escala produtiva, regularidade logística e demanda externa consistente.

TEXTO E IMAGEM: PROCESS CERTIFICAÇÕES

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Exportação

Exportação de café do Brasil recua em volume em 2025, mas alcança recorde histórico de receita

As exportações de café do Brasil somaram 40,04 milhões de sacas de 60 quilos em 2025, o que representa uma queda de 20,8% em relação ao ano anterior. Apesar do recuo no volume embarcado, o setor alcançou um recorde de receita, com faturamento de US$ 15,586 bilhões, alta de 24,1% na comparação anual. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (19) pelo Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).

Receita atinge maior nível da série histórica

O resultado financeiro registrado em 2025 é o maior desde o início do levantamento da entidade, em 1990. Ao longo do ano, o café brasileiro foi exportado para 121 países, reforçando a liderança do Brasil no mercado internacional do produto.

Segundo o presidente do Cecafé, Márcio Ferreira, o desempenho é explicado principalmente pela valorização dos preços ao longo do ano e pelos investimentos contínuos do setor em qualidade, tecnologia e inovação. “O patamar elevado dos preços médios e o cuidado do produtor com a qualidade aumentam o valor do café brasileiro, que hoje atende mais de 120 mercados e responde por mais de um terço do market share global”, afirmou.

Clima, estoques e tarifas pressionam volume exportado

A redução no número de sacas exportadas já era esperada, de acordo com Ferreira. O cenário foi influenciado pelos embarques recordes de 2024, que diminuíram os estoques disponíveis, além dos impactos climáticos sobre a safra de 2025. “A combinação entre menor estoque e problemas climáticos limitou a oferta do produto ao longo do ano”, explicou.

Outro fator relevante foi o impacto das tarifas de 50% aplicadas pelos Estados Unidos ao café brasileiro durante parte de 2025. Conforme o Cecafé, nos quase quatro meses de vigência do chamado tarifaço, entre agosto e novembro, os embarques para o mercado norte-americano recuaram 55%, com maior impacto sobre o café verde. O café solúvel, segundo a entidade, segue sujeito à taxação.

Alemanha lidera ranking de destinos

Entre os principais destinos das exportações brasileiras, a Alemanha assumiu a liderança em 2025, com a importação de 5,4 milhões de sacas, o equivalente a 13,5% do total exportado. Apesar da posição, o volume representa uma queda de 28,8% em relação a 2024.

Os Estados Unidos, tradicionalmente no topo do ranking, ficaram na segunda colocação. O país importou 5,3 milhões de sacas, correspondendo a 13,4% dos embarques, com recuo de 33,9% na comparação anual, reflexo direto das tarifas impostas ao produto brasileiro.

Arábica segue dominante nas exportações

No recorte por tipo de produto, o café arábica manteve a liderança absoluta, com 32,3 milhões de sacas exportadas, o que representa 80,7% do total em 2025. Em seguida aparece o café canéfora (conilon e robusta), com 3,9 milhões de sacas (10%).

O segmento de café solúvel respondeu por 3,6 milhões de sacas, equivalente a 9,2%, enquanto o café torrado e torrado e moído teve participação residual, com 58.474 sacas, cerca de 0,1% do total exportado no ano.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcello Casal jr/Agência Brasil

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Comércio

Brasil lidera o mercado mundial de café enquanto Índia avança no segmento premium

O café brasileiro segue como pilar do mercado global e sustenta uma liderança construída ao longo de décadas. Ao mesmo tempo, o crescimento acelerado da indústria cafeeira da Índia começa a atrair a atenção de analistas e investidores, especialmente por estratégias focadas no mercado premium. Apesar do movimento indiano, o Brasil mantém ampla vantagem em volume, estrutura produtiva e influência sobre os preços internacionais.

Avanço da indústria cafeeira da Índia chama atenção

Nos últimos anos, a produção de café na Índia registrou expansão relevante, impulsionada por variedades específicas de grãos e por um reposicionamento estratégico no comércio internacional. Projeções setoriais divulgadas até 2024 indicam que o mercado indiano deve crescer 8,9% até 2028.

Como reflexo direto, o mercado de café da Índia pode alcançar cerca de US$ 3,2 bilhões, o equivalente a aproximadamente R$ 16 bilhões. Em horizontes mais longos, estimativas apontam que a produção indiana pode chegar a 9 milhões de toneladas até 2047, reforçando o planejamento de expansão do país.

Ainda assim, especialistas destacam que esse avanço ocorre a partir de uma base produtiva menor, o que reduz impactos imediatos sobre o equilíbrio global entre oferta e demanda.

Brasil mantém domínio histórico no mercado de café

Enquanto a Índia cresce, o Brasil segue como maior produtor e exportador de café do mundo. O país lidera o setor há décadas, apoiado em uma cadeia produtiva robusta, infraestrutura consolidada e presença estratégica nos principais mercados consumidores.

Dados amplamente utilizados pelo mercado internacional mostram que a produção brasileira de café gira em torno de 69,9 milhões de sacas por ano. Cada saca corresponde a 60 quilos, padrão internacional que evidencia a escala e a regularidade da oferta nacional.

Além do volume, o Brasil exerce papel central na formação dos preços globais do café, combinando diversidade de grãos, previsibilidade de produção e capacidade logística.

Ranking global evidencia vantagem brasileira

O cenário internacional reforça a distância entre o Brasil e seus concorrentes. De acordo com dados consolidados entre 2020 e 2024, os maiores produtores e exportadores de café são:

Brasil: cerca de 69,9 milhões de sacas
Vietnã: aproximadamente 31,3 milhões de sacas
Colômbia: cerca de 11,6 milhões de sacas
Indonésia: em torno de 11,0 milhões de sacas
Etiópia: aproximadamente 8,5 milhões de sacas
Índia: entre 6 e 7 milhões de sacas
Honduras: cerca de 5 milhões de sacas
Peru: aproximadamente 4 milhões de sacas
México: em torno de 3,8 milhões de sacas

Os números, recorrentes em relatórios e análises do mercado cafeeiro internacional, confirmam a liderança isolada do Brasil.

Crescimento da Índia não ameaça hegemonia brasileira

Apesar do avanço indiano no médio e longo prazo, o Brasil permanece em patamar superior em volume, influência e estabilidade produtiva. As projeções até 2028 e 2047 indicam expansão da Índia, mas sem força suficiente para alterar, no curto ou médio prazo, a hegemonia brasileira no mercado mundial de café.

Dessa forma, o setor acompanha com atenção a evolução da produção indiana, enquanto o café do Brasil continua como principal referência global e base para o equilíbrio do mercado internacional.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Comércio Exterior

Tarifa de 40% dos EUA ameaça competitividade do café brasileiro, alerta Cecafé

A manutenção da tarifa de 40% imposta pelos Estados Unidos ao café brasileiro deixa o Brasil em desvantagem direta frente a concorrentes isentos desse custo, afirma Marcos Matos, diretor-geral do Cecafé. A avaliação foi feita ao programa Mercado Aberto, do Canal UOL. Exportadores estão preocupados com a possibilidade de perda de espaço no mercado americano, historicamente um dos mais relevantes para o setor.

Safra menor amplia dificuldades
Com a previsão de uma safra nacional reduzida, o impacto das tarifas se agrava. Especialistas temem que torrefadoras e indústrias nos EUA passem a adotar novos blends e fornecedores, tornando a mudança permanente. Para Matos, ampliar a lista de produtos com isenção tarifária é mais viável do que tentar zerar temporariamente todas as tarifas.

Concorrência direta preocupa o setor
O diretor do Cecafé destacou que o problema não está apenas no valor da tarifa, mas na comparação com os concorrentes. Enquanto países competidores operam com tarifa zerada, o café brasileiro enfrenta o peso de 40%, o que amplia a distância em termos de competitividade. Segundo ele, esses países já avançam em contratos de curto, médio e longo prazo, além de fortalecer relações comerciais que podem se consolidar no futuro.

Matos alerta que consumidores estrangeiros podem se acostumar aos novos perfis sensoriais dos cafés importados de outros mercados, o que tornaria o prejuízo atual ainda maior — e até irreversível.

Mercado americano segue estratégico
Apesar da desaceleração das vendas causada pela safra menor, o Brasil ainda exporta para 120 países. Matos reforça, porém, que não é possível abrir mão do mercado americano, onde estão sediadas grandes empresas que atuam globalmente. Para ele, a prioridade das negociações bilaterais deve ser a defesa de produtos estratégicos, como o café.

FONTE: UOL
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/UOL

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Exportação

Brasil bate recorde de exportações de café para a Rússia em outubro e fatura quase R$ 400 milhões

O Brasil registrou um recorde histórico nas exportações de café para a Rússia em outubro, movimentando US$ 74,4 milhões (cerca de R$ 398 milhões), segundo dados da alfândega brasileira compilados pela Sputnik Brasil. O resultado representa um salto expressivo nas vendas externas, consolidando o país como maior produtor e exportador de café do mundo.

Exportações de café crescem seis vezes em um mês

O volume exportado à Rússia aumentou quase seis vezes em relação a setembro e 30% na comparação anual, impulsionando o país ao sétimo lugar entre os principais importadores do café brasileiro. A Alemanha continua na liderança, com US$ 267,3 milhões em compras, seguida pelos Estados Unidos (US$ 140,2 milhões) e Itália (US$ 118,4 milhões).

Em termos de quantidade física, as exportações somaram 11,8 mil toneladas, alta de 5,5 vezes em relação ao mês anterior, mas queda de 2,5% frente a outubro de 2024. Especialistas explicam que essa leve retração é resultado da alta de 25% no preço do café arábica, variedade na qual o Brasil se destaca mundialmente.

Receita acumulada supera desempenho do ano anterior

Apesar da queda pontual no volume, o desempenho financeiro das exportações segue em ritmo acelerado. De janeiro a outubro, as empresas russas compraram 57,7 mil toneladas de café brasileiro, movimentando US$ 362,4 milhões — valor 72% superior ao registrado no mesmo período de 2024, quando o total foi de US$ 211,8 milhões.

Fortalecimento das relações comerciais entre Brasil e Rússia

O resultado confirma a diversificação geográfica das exportações brasileiras e o estreitamento das relações comerciais com a Rússia, especialmente no setor agroindustrial. Para analistas, o cenário favorável deve se manter, embora a volatilidade dos preços internacionais e as variações cambiais continuem sendo fatores de atenção para os próximos meses.

Com a demanda russa aquecida e os preços do café em alta, produtores brasileiros buscam aproveitar o bom momento e monitoram atentamente o clima e a oferta global, que podem influenciar as próximas safras.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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