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Algodão em Mato Grosso avança com clima seco e melhora na sanidade das lavouras

A janela de tempo firme registrada entre os dias 5 e 11 de abril favoreceu o avanço das atividades no campo e impulsionou o desenvolvimento do algodão em Mato Grosso. A ausência de chuvas permitiu a intensificação do manejo agrícola, contribuindo para a sanidade das lavouras e o cumprimento do calendário fitossanitário.

De acordo com a Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão, o período seco foi decisivo para garantir a entrada de máquinas nas áreas cultivadas e manter o controle de pragas e doenças.

Clima favorece manejo e desenvolvimento das lavouras

Nas regiões Norte e Noroeste, o desenvolvimento do algodão segue dentro da normalidade. Já no Centro e Sul do estado, o cenário é considerado positivo tanto para áreas de plantio antecipado quanto para a segunda safra de algodão.

Mesmo com a pressão constante de pragas, as condições climáticas recentes ajudaram a manter o bom desempenho das lavouras.

Eliminação de plantas voluntárias ganha prioridade

Com o solo mais seco e firme, os produtores intensificaram o combate às chamadas plantas “tigueras”, especialmente nas regiões Centro-Leste e Vale do Araguaia.

Essas plantas voluntárias são um dos principais focos de pragas, e sua eliminação é essencial para evitar a disseminação de insetos nas áreas comerciais. A prática é considerada estratégica dentro do manejo integrado de pragas.

Monitoramento reforçado contra pragas

O controle fitossanitário segue rigoroso em todo o estado, com atenção especial ao bicudo-do-algodoeiro e à mancha-alvo, duas das principais ameaças à cultura.

Em áreas com maior densidade de plantio, os produtores intensificaram o uso de defensivos agrícolas e a limpeza das propriedades. A menor umidade nas folhas e as condições favoráveis do solo contribuíram para aumentar a eficiência das aplicações.

Expectativa positiva para a produtividade

Com o manejo em dia e boas condições climáticas, a expectativa de produtividade permanece elevada. Segundo a Ampa, as lavouras apresentam bom desenvolvimento, com plantas sustentando adequadamente a carga de frutos.

O cenário atual indica melhora na qualidade do algodão em comparação ao ciclo anterior, reforçando o potencial produtivo da safra no estado.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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Seca no Sul de Mato Grosso ameaça produtividade do algodão e acende alerta no campo

A seca no Sul de Mato Grosso já preocupa produtores e pode impactar diretamente a produtividade do algodão na safra atual. A diminuição das chuvas na região vem reduzindo a umidade do solo, cenário que afeta principalmente áreas de segunda safra e lavouras com plantio tardio.

Baixa umidade compromete desenvolvimento do algodoeiro

De acordo com levantamento da Ampa, a escassez de água no solo ocorre em um momento crítico do ciclo da cultura. Nessa fase, a disponibilidade hídrica é essencial para garantir o desenvolvimento adequado das estruturas reprodutivas.

A falta de umidade pode prejudicar o enchimento das maçãs do algodoeiro — etapa decisiva para o rendimento final da lavoura. Enquanto isso, outras regiões do estado apresentam condições mais equilibradas, com clima favorável à continuidade das atividades no campo.

Outras regiões mantêm ritmo de manejo

Fora da área mais afetada, o cenário é mais positivo. A presença de períodos de sol permitiu a retomada de práticas importantes, como adubação de cobertura e aplicação de reguladores de crescimento.

Apesar do desenvolvimento considerado dentro da normalidade em grande parte do estado, especialistas alertam que a chegada do período de estiagem exige atenção redobrada. O estresse hídrico segue como principal risco, podendo comprometer até mesmo lavouras já estabelecidas.

Monitoramento de pragas segue intensificado

Além das condições climáticas, o controle fitossanitário continua sendo prioridade entre os produtores. O destaque vai para o combate ao bicudo-do-algodoeiro, considerado a principal ameaça à cultura.

O monitoramento é realizado com o uso de armadilhas, enquanto a aplicação de defensivos tem sido intensificada para conter o avanço da praga sobre flores e maçãs em formação.

Outros insetos, como lagartas e pulgões, permanecem sob controle e dentro dos níveis considerados normais. Ainda assim, a recomendação técnica é manter o manejo rigoroso até o fim do ciclo produtivo, evitando prejuízos.

Alerta reforça vulnerabilidade ao clima

O cenário no Sul de Mato Grosso reforça a sensibilidade da cultura do algodão às variações climáticas. A evolução da seca na região serve como alerta, sobretudo para áreas mais expostas, como as de segunda safra e plantios tardios.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Israel Baumann/ Canal Rural Mato Grosso

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