Economia

Países da União Europeia ainda não cumprem requisitos para adotar o euro, aponta Comissão Europeia

A Comissão Europeia informou que os países da União Europeia que ainda utilizam moedas nacionais e têm a obrigação de adotar o euro no futuro continuam sem atender aos critérios exigidos para ingressar na zona da moeda única. A avaliação faz parte do relatório bienal divulgado nesta quarta-feira (24).

Atualmente, o euro é a moeda oficial de 21 dos 27 países do bloco e é utilizado por mais de 350 milhões de pessoas.

Critérios para adoção do euro seguem sem ser alcançados

Entre os países que ainda não utilizam a moeda estão Suécia, Polônia, Hungria, Romênia, República Tcheca e Dinamarca. Apenas a Dinamarca possui uma cláusula formal que a isenta da obrigação de aderir ao euro. Os demais assumiram esse compromisso ao ingressarem na União Europeia.

Para integrar a zona do euro, os países precisam cumprir uma série de exigências econômicas e legais. Entre elas estão inflação controlada, taxas de juros reduzidas, estabilidade da moeda nacional, déficit público dentro dos limites estabelecidos pelo bloco, dívida pública inferior a 60% do PIB — ou em trajetória de queda — e adequação da legislação do banco central às normas do Banco Central Europeu (BCE).

Questões políticas também influenciam adesão

Segundo a Comissão Europeia, em alguns casos a demora na adoção da moeda única está relacionada a decisões políticas internas. Governos que não têm interesse imediato em aderir ao euro acabam postergando medidas necessárias para atender aos critérios exigidos.

A Suécia e a República Tcheca, por exemplo, cumprem praticamente todas as condições, mas ainda não ingressaram no Mecanismo de Taxas de Câmbio II (ERM2), etapa obrigatória que exige a permanência da moeda nacional no sistema por pelo menos dois anos para comprovar sua estabilidade. Ambos os governos também ainda não adaptaram integralmente suas legislações sobre bancos centrais às regras do BCE.

Romênia e Polônia ainda enfrentam obstáculos econômicos

A Romênia demonstra interesse em adotar o euro, porém permanece distante das metas relacionadas à inflação, equilíbrio fiscal, taxas de juros, estabilidade cambial e compatibilidade jurídica. O único requisito já atendido pelo país é o limite da dívida pública.

Já a Polônia também cumpre apenas o critério referente ao endividamento. Os demais requisitos continuam pendentes e, por razões políticas, o governo não demonstra intenção de acelerar o processo de adesão à moeda única.

FONTE: Folha de São Paulo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Dado Ruvic/Reuters

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Economia

Bancos da zona do euro apertam crédito empresarial, aponta Banco Central Europeu

Os bancos da zona do euro passaram a endurecer as condições de crédito para empresas no último trimestre e indicam que novas restrições podem ocorrer ao longo do ano. O movimento é atribuído ao aumento da incerteza econômica, especialmente relacionada às políticas comerciais, segundo a pesquisa trimestral de empréstimos bancários divulgada pelo Banco Central Europeu (BCE) nesta terça-feira (3).

Expansão do crédito segue abaixo do nível pré-pandemia

Embora o volume de empréstimos a empresas e famílias venha crescendo de forma gradual nos últimos anos, o ritmo ainda permanece inferior ao observado antes da pandemia. Para o BCE, o dado reforça que a expansão econômica da zona do euro, apesar de resiliente, continua em patamar moderado.

“As preocupações com as perspectivas das empresas e da economia em geral, somadas à menor tolerância ao risco dos bancos, contribuíram para o endurecimento dos critérios de concessão de crédito”, destacou o BCE, com base em consulta a 153 grandes bancos do bloco.

Política comercial influencia concessão de empréstimos

De acordo com o levantamento, metade das instituições financeiras afirmou que a incerteza em torno da política comercial já impactou negativamente os empréstimos, sobretudo pela redução do apetite ao risco e pela demanda mais fraca por crédito. Esses fatores, segundo os bancos, devem continuar pressionando o mercado ao longo deste ano.

O aperto no crédito corporativo foi mais evidente em países como Alemanha e França, enquanto Itália e Espanha não registraram mudanças relevantes nas condições de financiamento para empresas.

Hipotecas seguem em trajetória oposta

Na contramão do crédito empresarial, os bancos continuaram a flexibilizar as condições para hipotecas, com destaque para o mercado francês. Ainda assim, parte dessa flexibilização pode ser revista no primeiro trimestre, de acordo com as projeções das próprias instituições.

Apesar disso, a demanda por financiamentos imobiliários apresentou leve crescimento e tende a se manter, impulsionada pela melhora nas perspectivas do mercado imobiliário, mesmo com a confiança do consumidor exercendo impacto negativo.

Setores com maior e menor demanda por crédito

Os bancos esperam aumento da demanda por empréstimos na maioria dos setores da economia. As exceções ficam por conta da indústria automobilística, do comércio atacadista, do varejo e do segmento de imóveis comerciais, onde a procura por crédito deve permanecer mais contida.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: ALEXANDRE LALLEMAND/Unsplash

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Inflação da zona do euro sobe para 2,2% e reduz chances de cortes de juros pelo BCE

A inflação da zona do euro voltou a acelerar em novembro, subindo para 2,2% após registrar 2,1% no mês anterior, segundo dados divulgados pela Eurostat. O avanço inesperado reforça a percepção de que o Banco Central Europeu (BCE) deve manter as taxas de juros estáveis por mais tempo.

Comportamento dos preços e núcleo da inflação
Mesmo próxima da meta de 2% do BCE, a inflação tem sido influenciada pela queda nos preços de energia, que ajuda a compensar pressões persistentes nos preços internos — especialmente no setor de serviços. Já o núcleo da inflação, que exclui itens voláteis como alimentos e combustíveis, permaneceu em 2,4%. Os serviços continuam puxando os preços para cima, enquanto os bens duráveis apresentam avanço mais moderado.

Expectativas do BCE e impacto nos mercados
Os dados confirmam a avaliação do próprio BCE de que a inflação está, em grande parte, controlada. Com isso, as autoridades monetárias ganham mais tempo para monitorar a evolução dos preços antes de sinalizar novos movimentos na política monetária. Nos mercados, há praticamente consenso de que não haverá corte na taxa de depósito de 2% na reunião de 18 de dezembro. Para 2025, investidores atribuem apenas uma chance em quatro de qualquer flexibilização.

Perspectivas para juros em 2025
O BCE reduziu juros em 2 pontos percentuais até junho deste ano, mas desde então opta por mantê-los inalterados. Ainda assim, analistas esperam que o debate sobre novos cortes volte a ganhar força no início de 2025, quando a inflação pode cair abaixo da meta diante da continuidade da redução dos custos de energia.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Fabian Bimmer

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