Transporte

Acordo Alas amplia integração do transporte aéreo na América do Sul com novas adesões

A integração do transporte aéreo na América do Sul ganhou um novo impulso nesta quarta-feira (22). Uruguai e Bolívia oficializaram a adesão ao Acordo de Liberalização Aérea Sul-Americana (Alas) junto ao Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), elevando para seis o número de países participantes.

Com a entrada dos dois novos integrantes, o acordo passa a reunir Brasil, Argentina, Chile, Paraguai, Uruguai e Bolívia, fortalecendo o diálogo para ampliar a cooperação entre os mercados de aviação civil da região.

Grupo de trabalho irá harmonizar regras da aviação

Como primeira etapa do acordo, os países participantes criarão um grupo de trabalho que terá prazo de 12 meses para elaborar estudos e propostas voltados à harmonização das normas do setor.

Entre os temas que serão analisados estão segurança operacional, segurança da aviação civil, regulação econômica, defesa da concorrência, direitos dos passageiros e outros aspectos considerados estratégicos para promover uma integração gradual do mercado aéreo sul-americano.

As propostas servirão de base para futuras decisões dos governos que integram o Alas.

Brasil firma acordos sobre a 7ª Liberdade do Ar

Além da adesão ao acordo regional, Brasil, Uruguai e Bolívia assinaram acordos bilaterais que passam a incluir a chamada 7ª Liberdade do Ar.

Essa modalidade permite que uma companhia aérea autorizada por determinado país opere voos internacionais entre dois países estrangeiros, sem que o voo tenha origem ou destino em seu território de registro.

Na prática, a medida amplia a flexibilidade operacional das empresas aéreas e cria novas oportunidades para a expansão de rotas internacionais.

Integração busca fortalecer competitividade regional

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, a ampliação do Alas representa mais um passo na construção de um ambiente regulatório mais integrado para a aviação sul-americana.

De acordo com o ministro, a iniciativa também contribui para fortalecer as relações econômicas, sociais e culturais entre os países da região, além de aumentar a competitividade da América do Sul no mercado internacional.

Acordo segue aberto para novos participantes

O Acordo Alas foi criado por meio de um Memorando de Entendimento assinado inicialmente por Brasil, Argentina, Chile e Paraguai no início deste mês.

A iniciativa continua aberta à adesão de outros países sul-americanos interessados em participar do processo de integração da aviação regional, ampliando a cooperação e o desenvolvimento do transporte aéreo no continente.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Sérgio Frances

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Internacional

Brasil assina acordo de integração aérea com Argentina, Chile e Paraguai para criar o Céu Único Sul-Americano

Brasil, Argentina, Chile e Paraguai deram um passo em direção à integração do transporte aéreo na América do Sul. Os quatro países assinaram, nesta terça-feira (14), em Assunção, no Paraguai, o Memorando de Entendimento do Alas (Acordo de Liberalização Aérea Sul-Americana), iniciativa que prevê a construção gradual do chamado Céu Único Sul-Americano.

O projeto busca criar um ambiente de maior integração entre os mercados aéreos da região, seguindo modelos já adotados em blocos como a União Europeia, além de iniciativas semelhantes na África e na Oceania.

Objetivo é ampliar voos e facilitar a conectividade entre os países

O memorando representa o primeiro compromisso formal para ampliar a conectividade aérea entre os países participantes. A proposta prevê, de forma gradual, a redução de barreiras regulatórias e a ampliação das oportunidades para a prestação de serviços de transporte aéreo.

Entre as metas estabelecidas estão o aumento da oferta de voos, a modernização das regras de acesso aos mercados e o fortalecimento da integração regional, sempre respeitando a legislação vigente de cada país.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, a iniciativa abre caminho para uma rede de cidades mais conectadas na América do Sul. Ele destacou que os acordos firmados com Paraguai e Argentina para a implementação da 7ª Liberdade do Ar, além dos estudos sobre outras liberdades aeronáuticas, poderão ampliar a integração entre os países nos próximos anos.

Uruguai deverá aderir ao acordo posteriormente

Embora não tenha assinado o memorando nesta etapa, o Uruguai informou que pretende integrar a iniciativa após concluir os procedimentos administrativos internos.

Os países signatários também deixaram aberta a possibilidade de adesão de outras nações sul-americanas interessadas em participar do projeto de integração aérea.

Grupo de trabalho terá prazo de um ano para apresentar propostas

O documento prevê a criação do Grupo de Trabalho Alas, formado por representantes das autoridades aeronáuticas dos países participantes.

O colegiado terá até 12 meses para desenvolver propostas voltadas à implementação gradual do Céu Único Sul-Americano. Entre os principais temas que serão discutidos estão:

  • Harmonização regulatória entre os países;
  • Reconhecimento mútuo de certificados e licenças aeronáuticas;
  • Facilitação do transporte aéreo e fortalecimento dos direitos dos passageiros;
  • Ações voltadas à sustentabilidade ambiental;
  • Desenvolvimento da infraestrutura aeroportuária e dos sistemas de navegação aérea.

Brasil atualiza acordos bilaterais com Paraguai e Argentina

Durante a agenda oficial em Assunção, o governo brasileiro também assinou memorandos de entendimento separados com Paraguai e Argentina para atualizar os Acordos Bilaterais de Serviços Aéreos.

Os documentos passam a produzir efeitos imediatos, permitindo a aplicação das novas regras enquanto os acordos definitivos seguem os procedimentos legais necessários para sua atualização. No Brasil, esse processo ainda dependerá da aprovação do Congresso Nacional.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Aeroportos

China constrói aeroporto de R$ 24 bilhões em ilha artificial para receber 80 milhões de passageiros por ano

A China avança na construção de um dos projetos de infraestrutura mais ambiciosos do mundo: o Dalian Jinzhouwan International Airport, um aeroporto erguido sobre uma ilha artificial na Baía de Jinzhou, no Mar de Bohai. Com investimento estimado em US$ 4,3 bilhões (cerca de R$ 24 bilhões), o terminal tem inauguração prevista para 2035 e deverá se tornar o maior aeroporto offshore do planeta.

Localizado a aproximadamente 4,5 quilômetros da costa de Dalian, na província de Liaoning, o empreendimento ocupará uma área de cerca de 20 quilômetros quadrados. O espaço supera a extensão dos aeroportos internacionais de Hong Kong e de Kansai, no Japão, ambos construídos sobre aterros marítimos.

Novo aeroporto terá quatro pistas e terminal de grande porte

Quando estiver totalmente concluído, o aeroporto contará com quatro pistas e um terminal de aproximadamente 900 mil metros quadrados.

A expectativa é que o complexo tenha capacidade para movimentar até 80 milhões de passageiros por ano, além de processar cerca de 1 milhão de toneladas de cargas e registrar aproximadamente 540 mil operações aéreas anuais.

Na fase inicial de funcionamento, o terminal deverá operar com duas pistas. A capacidade de atendimento nessa primeira etapa ainda varia conforme as projeções divulgadas por diferentes fontes.

Obra utiliza mais de 3 mil pilares para garantir estabilidade

A construção da ilha artificial exige soluções avançadas de engenharia para assegurar a estabilidade da estrutura sobre o fundo do mar.

De acordo com o projeto, a fundação é sustentada por mais de 3 mil estacas cravadas na rocha abaixo do leito oceânico, algumas ultrapassando 80 metros de profundidade.

Além da instalação das estacas, foram realizadas intervenções para estabilizar o solo e garantir suporte suficiente para as pistas, o terminal e toda a infraestrutura aeroportuária.

Projeto integra plano de expansão da aviação chinesa

O Dalian Jinzhouwan International Airport faz parte da estratégia da China para ampliar sua rede de transporte aéreo ao longo das próximas décadas.

Atualmente, o país possui mais de 260 aeroportos em operação e pretende elevar esse número para cerca de 450 até 2035, acompanhando o aumento da demanda por voos domésticos e internacionais.

O projeto também prevê a implantação de novas conexões ferroviárias, linhas de metrô e acessos rodoviários para integrar o novo terminal ao centro urbano de Dalian.

Enquanto amplia sua infraestrutura aeroportuária, a China acompanha movimentos semelhantes em outras regiões. A Arábia Saudita, por exemplo, desenvolve um megaprojeto de aeroporto com seis pistas, integração a áreas residenciais, comerciais e de lazer, além de capacidade estimada para atender até 180 milhões de passageiros por ano.

Novo terminal substituirá aeroporto centenário

O novo empreendimento foi planejado para substituir o Aeroporto Internacional de Dalian Zhoushuizi, inaugurado há aproximadamente um século e considerado insuficiente para atender ao crescimento da demanda na região.

Segundo autoridades chinesas, o aeroporto atual opera com apenas uma pista e está cercado por áreas urbanizadas e montanhas, fatores que impedem sua expansão e limitam futuras operações.

Além das restrições de espaço, a localização do terminal também apresenta desafios operacionais durante condições meteorológicas desfavoráveis, reforçando a necessidade de construção de uma nova estrutura.

FONTE: Gazeta do Povo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Aeroporto Internacional de Dalian

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Aeroportos

Centro-Oeste supera 5,1 milhões de passageiros e alcança maior movimentação aérea desde 2018

A aviação no Centro-Oeste manteve o ritmo de crescimento em 2026 e registrou o melhor desempenho dos últimos oito anos. Entre janeiro e maio, os aeroportos da região movimentaram 5,1 milhões de passageiros, resultado 5,3% superior ao verificado no mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 4,84 milhões de embarques e desembarques.

O volume representa o maior fluxo de viajantes desde 2018 e reforça a recuperação do setor aéreo após os impactos provocados pela pandemia.

Mercado doméstico impulsiona crescimento da aviação

Levantamento do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), elaborado com base no painel de demanda e oferta da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), aponta que o avanço foi puxado principalmente pelos voos nacionais.

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, o mercado doméstico respondeu por 4,92 milhões de passageiros, crescimento de 5,6% na comparação anual. Já os voos internacionais transportaram 178,1 mil passageiros, mantendo um desempenho elevado e mais de 70% acima do registrado em 2022, período em que o setor ainda enfrentava os reflexos da crise sanitária.

Alta dos custos não freia demanda por viagens

O resultado ganha destaque em um cenário de aumento das despesas operacionais das companhias aéreas. Mesmo com a elevação do preço do querosene de aviação (QAV) e outros custos do setor, a procura pelo transporte aéreo segue em expansão.

Na avaliação do Ministério de Portos e Aeroportos, o desempenho demonstra a relevância da aviação para a mobilidade da população, o fortalecimento do turismo e o desenvolvimento dos negócios na região.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, os investimentos em infraestrutura aeroportuária, ampliação da conectividade e fortalecimento da aviação regional têm contribuído para ampliar o acesso ao transporte aéreo e estimular a economia do Centro-Oeste.

Brasília lidera movimentação entre os aeroportos

Principal centro de conexões do país, o Aeroporto Internacional de Brasília concentrou a maior parte da movimentação regional, com 6,83 milhões de passageiros no acumulado do ano. O terminal segue como peça-chave na integração entre todas as regiões brasileiras, além de fortalecer as ligações internacionais.

Na sequência aparece o Aeroporto de Goiânia, que recebeu 1,48 milhão de passageiros, impulsionado pelo crescimento econômico de Goiás, especialmente nas atividades ligadas ao agronegócio e ao turismo corporativo.

Já o Aeroporto de Campo Grande ultrapassou a marca de 1 milhão de usuários, consolidando sua importância como porta de entrada para o Pantanal e para uma das principais regiões produtoras do país.

Recuperação confirma fortalecimento da aviação regional

Os números mostram uma recuperação consistente da aviação no Centro-Oeste. Em 2021, durante o período mais crítico da pandemia, os aeroportos da região registraram apenas 2,39 milhões de passageiros entre janeiro e maio.

Cinco anos depois, o movimento mais que dobrou, refletindo a retomada da confiança dos viajantes, o crescimento da demanda por voos e o fortalecimento da infraestrutura aeroportuária.

O desempenho de 2026 reforça o papel estratégico do Centro-Oeste na aviação brasileira, impulsionado pela força do agronegócio, pelo turismo de lazer e negócios e pela posição de Brasília como principal hub de conexões aéreas do país.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Aeroporto de Brasília

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Transporte

Latam Cargo acelera entregas e atinge 90% de cargas em até 48h no Brasil

A Latam Cargo registrou avanço significativo na eficiência logística no Brasil e passou a entregar 90% das cargas em até 48 horas entre março e maio deste ano. O desempenho supera os 82% registrados no mesmo período do ano anterior e reforça a estratégia de expansão da companhia no mercado nacional.

Eficiência logística cresce com investimentos em infraestrutura e automação

O resultado é atribuído a um conjunto de ações que inclui investimentos em infraestrutura logística, automação de processos e ampliação da malha aérea. No período analisado, o volume de cargas entregues dentro do prazo subiu mais de 10%, enquanto o total transportado avançou 11% na comparação anual.

Entre os destaques operacionais estão os segmentos de cargas gerais, com alta de 10%, e eletroeletrônicos, que cresceram 28%, impulsionados pela maior demanda e pela ampliação da capacidade operacional.

Expansão da malha aérea impulsiona desempenho da carga aérea

A melhora no desempenho também está ligada à expansão de 7% da malha doméstica de passageiros da Latam. A medida ampliou a disponibilidade de espaço nos porões das aeronaves para o transporte de cargas, fortalecendo a integração logística entre regiões do país.

A estratégia busca reduzir prazos de entrega e aumentar a competitividade da operação de transporte aéreo de cargas, especialmente em setores como indústria, varejo e e-commerce.

Regiões Norte e Nordeste lideram avanço operacional

Os maiores ganhos foram registrados nas rotas que conectam o Norte e Nordeste ao restante do Brasil. Nessas regiões, a participação de entregas em até 48 horas subiu de 80% para cerca de 90% no período.

Além disso, os envios dentro do prazo cresceram 18%, enquanto o volume transportado aumentou 14%. O destaque ficou novamente com os eletroeletrônicos, que avançaram 47%, e as cargas gerais, com alta de 19%.

Investimentos reforçam capacidade logística em Guarulhos e Manaus

Para sustentar o crescimento, a companhia ampliou sua estrutura logística, com foco no Terminal de Cargas de Guarulhos (TECA GRU). A área dedicada ao comércio eletrônico foi expandida, elevando em 47% a capacidade do segmento.

Outro avanço foi o reforço da rota Guarulhos–Manaus, que passou de 10 para até 12 frequências semanais, adicionando cerca de 110 toneladas de capacidade por semana.

A empresa também implantou um sistema automatizado de triagem com capacidade para processar até 72 mil pacotes por dia e ampliou em 2,9 mil m² a estrutura do terminal.

Mercado e expansão internacional da Latam Cargo

Segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a Latam Cargo manteve liderança no mercado doméstico de transporte de cargas em porões de aeronaves de passageiros, com 39,2% de participação em abril de 2026.

No cenário internacional, a companhia conecta o Brasil a mais de 15 países, com uma rede superior a 70 destinos. Entre as rotas recentes estão conexões como Miami–São José dos Campos, Brasília–Miami e Amsterdã–Curitiba, ampliando as opções para importadores e exportadores.

Expansão da frota e novos profissionais reforçam operação

A Latam também avança em sua estratégia de crescimento com a preparação para operação dos jatos Embraer E195-E2, voltados à aviação regional. Em abril, mais de 50 pilotos e copilotos foram contratados e já passam por treinamento.

Em maio, a companhia abriu um banco de talentos para copilotos interessados em atuar na nova aeronave, antecipando a demanda por profissionais para sustentar a expansão da operação.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Latam

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Transporte

Carga aérea doméstica cresce em maio, mas setor registra queda no acumulado de 12 meses

O transporte de carga aérea doméstica no Brasil apresentou leve avanço em maio de 2026. De acordo com dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), foram movimentados 40,69 milhões de quilos entre cargas e correspondências, volume 0,6% superior ao registrado no mesmo mês de 2025, quando o setor transportou 40,46 milhões de quilos.

Embora o resultado demonstre estabilidade e mantenha o mercado em um patamar elevado para o período, ele não foi suficiente para reverter a desaceleração observada no desempenho anual.

Acumulado de 12 meses aponta retração de 4,3%

Entre junho de 2025 e maio de 2026, o transporte aéreo de cargas somou 461,03 milhões de quilos, representando uma redução de 4,3% em comparação com os 481,83 milhões de quilos registrados nos 12 meses anteriores.

Apesar desse recuo recente, a série histórica mostra evolução consistente do setor. O volume transportado em maio deste ano supera os cerca de 39,6 milhões de quilos registrados em maio de 2012 e os 36,4 milhões de quilos movimentados em maio de 2005, evidenciando o crescimento estrutural da atividade ao longo das últimas décadas.

Gol amplia liderança no mercado de carga aérea

Entre as companhias aéreas, a Gol Linhas Aéreas consolidou a liderança no segmento de carga aérea doméstica, impulsionada por um crescimento anual de 21,2% e pelo aumento de sua participação no mercado.

A Latam Airlines permaneceu na segunda colocação, registrando uma leve expansão no volume transportado, enquanto a Azul Linhas Aéreas apresentou retração próxima de 10% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Operadores cargueiros apresentam desempenhos distintos

No segmento das empresas especializadas em cargas, a ABSA Cargo Airline, integrante do grupo Latam, manteve a posição de principal operadora cargueira do país, mesmo após uma redução de 5,6% no volume movimentado em maio.

Entre os demais operadores, a Modern Logistics registrou crescimento de 54%, enquanto a Braspress Air Cargo apresentou a maior expansão percentual do mês, favorecida por uma base de comparação menor.

Já a Sideral Linhas Aéreas teve o desempenho mais negativo, com retração superior a 60% no comparativo anual.

Participação das empresas no acumulado de 12 meses

No período de junho de 2025 a maio de 2026, a Gol liderou o mercado com 38,3% de participação, acompanhada de crescimento de 19,6%.

Na sequência aparecem:

  • Latam Airlines – 22,8% de participação e alta de 7,9%;
  • Azul Linhas Aéreas – 23,3% do mercado, porém com queda de 16,5%;
  • ABSA Cargo Airline – 7,3% de participação e retração de 14,9%.

No mesmo intervalo, Sideral, Modern Logistics e Total Linhas Aéreas também registraram redução no volume transportado, enquanto a Braspress Air Cargo manteve forte ritmo de crescimento, ainda sobre uma participação relativamente pequena no mercado.

Ranking da carga aérea doméstica em maio de 2026

  1. Gol Linhas Aéreas – 16,78 milhões de kg;
  2. Latam Airlines – 9,00 milhões de kg;
  3. Azul Linhas Aéreas – 8,88 milhões de kg;
  4. ABSA Cargo Airline – 3,13 milhões de kg;
  5. Sideral Linhas Aéreas – 909,9 mil kg;
  6. Total Linhas Aéreas – 791,1 mil kg;
  7. Modern Logistics – 603,1 mil kg;
  8. Braspress Air Cargo – 566,4 mil kg.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Shutterstock

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Comércio Internacional

Compras na China impulsionam comércio global de serviços, aponta relatório

A expansão da tendência de compras na China vem se consolidando como um importante fator de crescimento para o comércio global de serviços, segundo relatório divulgado pelo Instituto Xinhua. O estudo destaca que o aumento do fluxo de consumidores e turistas internacionais está fortalecendo diversos segmentos da economia e ampliando a participação chinesa no mercado mundial de serviços.

Intitulado “Compras na China: Compartilhando Novas Oportunidades de Desenvolvimento Aberto”, o documento foi apresentado nesta sexta-feira e analisa os impactos da estratégia sobre o turismo, o comércio e atividades relacionadas.

Exportações de serviços de viagem registram forte crescimento

De acordo com o levantamento, as exportações de serviços de viagem da China alcançaram 393,98 bilhões de yuans (cerca de US$ 57,8 bilhões) em 2025, representando um crescimento de 49,5% em comparação com o ano anterior.

O desempenho fez do segmento o mais dinâmico entre todas as categorias de exportação de serviços do país, refletindo o aumento da demanda internacional por viagens e experiências de consumo em território chinês.

Turismo fortalece economia e amplia oportunidades

O relatório destaca que o movimento de compras na China tem contribuído diretamente para elevar as receitas do setor de turismo, ao mesmo tempo em que melhora a estrutura do comércio de serviços do país.

Além do impacto econômico interno, a presença crescente de visitantes estrangeiros também ajuda a estimular a recuperação do mercado global de turismo, criando novas oportunidades para empresas e destinos ligados à cadeia internacional de serviços.

Setores como aviação, seguros e finanças também são beneficiados

O estudo aponta ainda que a expansão dessa tendência gera efeitos positivos em diferentes áreas da economia. Entre os segmentos favorecidos estão a aviação, os seguros, os serviços financeiros e outras atividades que dão suporte às viagens internacionais.

Segundo o Instituto Xinhua, esse movimento fortalece a integração entre mercados e amplia a cooperação no setor de serviços, contribuindo para o crescimento da economia global.

FONTE: Xinhua
TEXTO: Redação
IMAGEM: Xinhua/Guo Cheng

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Aeroportos

Governo libera R$ 661 milhões em crédito para fortalecer capital de giro das companhias aéreas

O Governo Federal disponibilizou R$ 661 milhões em crédito para reforçar o capital de giro das companhias aéreas, em uma iniciativa voltada a reduzir os impactos do aumento do querosene de aviação (QAv) sobre o setor. A operação foi formalizada nesta sexta-feira (26), com a assinatura dos contratos de empréstimo entre o Banco do Brasil e quatro empresas do segmento.

As maiores beneficiadas foram as companhias Gol e Azul, que contrataram R$ 330 milhões cada, valor máximo autorizado pela resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN).

Linhas de crédito têm prazo de seis meses

Os financiamentos concedidos possuem prazo de pagamento de até seis meses e taxa de juros equivalente a 100% do CDI.

Além das grandes companhias, as empresas regionais Abaeté e Rima também aderiram à linha emergencial. Os empréstimos somaram R$ 819 mil e R$ 634 mil, respectivamente, respeitando o limite de até 1,6% do faturamento bruto registrado em 2025 por cada empresa.

Medida busca reduzir impactos da alta do combustível

O objetivo da iniciativa é garantir liquidez imediata às empresas aéreas em um período de forte pressão sobre os custos operacionais, principalmente em razão da valorização do querosene de aviação, um dos principais componentes das despesas do setor.

Os recursos serão administrados pelo Banco do Brasil, enquanto o risco das operações será integralmente assumido pela União. O modelo segue a mesma lógica de programas emergenciais adotados pelo governo em situações excepcionais, como as ações implementadas durante as enchentes no Rio Grande do Sul, para assegurar a continuidade de serviços considerados essenciais.

Financiamento é temporário e deverá ser reembolsado

O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, ressaltou que a linha de crédito não representa um repasse de recursos a fundo perdido.

Segundo ele, trata-se de um financiamento reembolsável, criado em caráter emergencial e destinado exclusivamente ao capital de giro das empresas. A medida busca preservar a regularidade das operações, manter a malha aérea nacional e evitar impactos operacionais provocados pelo aumento extraordinário dos custos.

Governo quer preservar conectividade aérea

De acordo com o Ministério de Portos e Aeroportos, a nova linha de crédito integra o conjunto de ações voltadas à manutenção da conectividade aérea no país.

A expectativa é que o reforço financeiro contribua para reduzir os efeitos da alta do combustível sobre as companhias, ajudando a preservar a oferta de voos, a estabilidade do setor e os serviços prestados aos passageiros.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Aeroportos

Terremotos danificam pistas do Aeroporto Internacional Simón Bolívar

Os fortes terremotos na Venezuela, com magnitudes superiores a 7, provocaram sérios danos à infraestrutura do Aeroporto Internacional Simón Bolívar, em Maiquetía, próximo a La Guaira. As pistas de pouso e decolagem apresentaram rachaduras profundas, deformações no pavimento e fissuras que levaram à suspensão das operações no principal terminal aéreo do país.

Equipes avaliam estabilidade da estrutura

Técnicos responsáveis pela manutenção do aeroporto concentram os trabalhos na inspeção da pista secundária e da pista auxiliar. O objetivo é verificar se houve subsidência ou deslocamento do solo na região costeira, o que poderia comprometer a segurança das operações futuras, especialmente em situações de emergência.

As avaliações também incluem análises da estrutura do pavimento para determinar a extensão dos danos provocados pelos tremores.

Controle de tráfego aéreo também foi afetado

Além dos problemas nas pistas, o Centro de Controle de Área de Maiquetía teve suas atividades interrompidas após os terremotos.

As autoridades aeronáuticas emitiram um comunicado internacional informando a suspensão dos serviços de controle de tráfego aéreo. Segundo o aviso, os sistemas de comunicação sofreram impactos, enquanto parte da equipe técnica não conseguiu acessar as instalações devido aos danos causados pelo desabamento de estruturas no terminal de passageiros e pelos cortes de energia registrados no estado de La Guaira.

FONTE: CBN
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CBN

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Informação

Nova rota da Latam para Bruxelas amplia transporte de cargas e fortalece conexão entre Brasil e Europa

A Latam iniciou a operação de sua nova rota sem escalas entre São Paulo/Guarulhos e Bruxelas, passando a ser a única companhia aérea com voos diretos ligando Brasil e Bélgica. Além de ampliar as opções para passageiros, a novidade representa um reforço significativo na logística internacional, com mais de 100 toneladas semanais de capacidade para transporte de cargas entre os dois países.

A ligação é realizada três vezes por semana com aeronaves Boeing 787-9 e conecta diretamente o maior aeroporto do Brasil a um dos principais centros logísticos da Europa. O voo inaugural registrou ocupação máxima dos 300 assentos disponíveis.

Operação fortalece exportações e movimentação de cargas

A nova rota cria uma alternativa estratégica para o envio de cargas brasileiras para a Europa, especialmente para mercados da Europa Ocidental e do Norte. Entre os produtos que podem ser beneficiados estão mercadorias industriais, itens farmacêuticos, produtos perecíveis e cargas de alto valor agregado.

No sentido inverso, a expectativa é ampliar o transporte de produtos farmacêuticos europeus para o Brasil. A Bélgica ocupa posição relevante na cadeia global de distribuição desse segmento, sendo considerada uma das principais portas de entrada para medicamentos e insumos especializados.

Segundo Derick Barboza, diretor de Aeroportos da Latam Brasil, a nova operação reforça a presença da companhia em mercados estratégicos e amplia as oportunidades para passageiros e embarcadores.

Bruxelas se consolida como importante hub logístico europeu

Com a inclusão de Bruxelas em sua malha internacional, a companhia amplia as possibilidades de conexão a partir do Aeroporto Internacional de Guarulhos, principal centro de operações da empresa no país.

Além de ser sede de importantes instituições da União Europeia, a capital belga desempenha papel fundamental na distribuição de cargas para diversos países do continente. Sua localização estratégica facilita o acesso a mercados como Alemanha, França, Holanda e países nórdicos, tornando-se uma opção atrativa para operadores logísticos e exportadores.

De acordo com a GRU Airport, a nova ligação também deve impulsionar o fluxo de passageiros entre Brasil e Bélgica, atualmente estimado em cerca de 100 viajantes por dia.

Latam chega ao décimo destino europeu com voos diretos

Com a inauguração da rota para Bruxelas, a Latam passa a operar voos diretos do Brasil para dez cidades europeias: Amsterdã, Barcelona, Bruxelas, Frankfurt, Lisboa, Londres, Madri, Milão, Paris e Roma.

A expansão ocorre em um momento de crescimento da aviação internacional brasileira. Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) apontam avanço contínuo na demanda por viagens ao exterior, impulsionado pela recuperação do setor aéreo e pela ampliação da oferta de voos para destinos estratégicos.

Com a nova operação, a companhia passa a oferecer conexões sem escalas para 27 destinos internacionais a partir do Brasil.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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