Aeroportos

Aeroportos regionais passam a integrar grandes redes de concessionárias

A entrada de aeroportos regionais em redes administradas por grandes concessionárias começa a transformar a forma como esses terminais se conectam ao restante da infraestrutura aeroportuária brasileira.

Além da mudança na gestão, a integração reúne aeroportos de diferentes tamanhos sob uma mesma estrutura, criando possibilidades de compartilhamento de experiência operacional, tecnologia, processos e relações comerciais. A aproximação também pode facilitar o diálogo com companhias aéreas e parceiros interessados em atuar nos mercados regionais.

Uma nova etapa desse processo está prevista com a repactuação da concessão do Aeroporto Internacional de Brasília, que prevê a inclusão de dez aeroportos regionais no contrato a ser levado a leilão em dezembro.

Dez aeroportos regionais serão incorporados

A nova etapa contempla terminais localizados em cinco estados. O grupo é formado por:

  • Alto Paraíso de Goiás e São Miguel do Araguaia, em Goiás;
  • Bonito, Dourados e Três Lagoas, em Mato Grosso do Sul;
  • Juína, Cáceres e Tangará da Serra, em Mato Grosso;
  • Ponta Grossa, no Paraná;
  • Barreiras, na Bahia.

A incorporação amplia o modelo de concessão conjunta, que já teve uma primeira rodada realizada em novembro de 2025.

Primeiro leilão reuniu 13 aeroportos

Na primeira etapa, 13 aeroportos regionais foram incorporados a concessões já existentes.

O Aeroporto Regional de Jericoacoara, no Ceará, passou para a administração da Fraport Brasil, empresa que também opera os aeroportos de Fortaleza e Porto Alegre.

Os demais terminais foram incorporados à concessão da GRU Airport, responsável pela operação do Aeroporto Internacional de São Paulo/Guarulhos.

Os aeroportos incluídos foram:

  • Lençóis e Paulo Afonso, na Bahia;
  • Barreirinhas, no Maranhão;
  • Porto Alegre do Norte, em Mato Grosso;
  • Araripina, Garanhuns e Serra Talhada, em Pernambuco;
  • São Raimundo Nonato, no Piauí;
  • Jericoacoara e Canoa Quebrada, no Ceará;
  • Cacoal e Vilhena, em Rondônia;
  • Araguaína, no Tocantins.

Integração pode ampliar troca de experiências

A reunião de terminais de diferentes portes em uma mesma rede cria condições para a circulação de experiências de gestão e soluções operacionais.

Uma concessionária que administra grandes aeroportos e unidades regionais concentra, em uma estrutura única, mercados, perfis de passageiros e desafios operacionais distintos. Com isso, procedimentos desenvolvidos em terminais de maior movimento podem servir de referência para aeroportos menores.

Essa troca pode envolver áreas como segurança aeroportuária, atendimento ao passageiro, tecnologia, gestão de serviços e relacionamento com empresas que atuam dentro dos aeroportos.

Rede maior pode atrair novos negócios

A integração também amplia a estrutura comercial disponível aos terminais regionais. Restaurantes, lojas, locadoras de veículos e outros serviços podem encontrar novas oportunidades ao fazer parte de uma rede com presença em diferentes mercados.

Os efeitos podem alcançar também o entorno dos aeroportos. O aumento da oferta de serviços e da circulação de passageiros pode aproximar os terminais de empresas, destinos turísticos e atividades econômicas locais.

Dessa forma, a infraestrutura aeroportuária regional pode assumir um papel mais integrado ao desenvolvimento econômico das cidades e regiões atendidas.

Concessionárias podem aproximar aeroportos de grandes centros

Outro possível efeito da integração é a aproximação entre aeroportos regionais e grandes centros de conexão.

Ao administrar terminais de diferentes portes, uma mesma empresa pode ter uma visão mais ampla dos mercados e identificar possibilidades de conectividade entre localidades. Isso pode incluir contatos comerciais com companhias aéreas, avaliação de novos mercados e apresentação de oportunidades de operação.

A criação de uma nova rota, entretanto, continua sendo uma decisão das companhias aéreas, que avaliam fatores como demanda e estratégia comercial. Portanto, a integração entre aeroportos não representa, automaticamente, a abertura de novos voos.

Ela pode, porém, ampliar as condições para que oportunidades de mercado sejam identificadas e apresentadas às empresas aéreas.

Jericoacoara terá ligação com Brasília

O Aeroporto Regional de Jericoacoara é um exemplo dessa integração. A Fraport Brasil assumiu a operação do terminal em 1º de setembro de 2026.

Posteriormente, foi anunciada uma nova ligação entre Jericoacoara e Brasília, com previsão de cinco voos semanais a partir de julho de 2027.

A conexão deverá ampliar as alternativas de deslocamento entre o destino turístico cearense e a capital federal.

Investimentos também estão previstos nos terminais

A integração às grandes redes pode trazer novas perspectivas para a modernização dos aeroportos regionais.

Em Pernambuco, Serra Talhada, Garanhuns e Araripina passaram a fazer parte da concessão da GRU Airport. Na Bahia, Paulo Afonso e Lençóis também foram incorporados à mesma rede.

Os projetos previstos para esses aeroportos incluem melhorias em pistas, pátios, terminais de passageiros e balizamento noturno, além de adequações às normas da aviação civil.

A participação em uma rede maior também coloca os terminais em contato com diferentes fornecedores, parceiros e mercados. Essa estrutura pode contribuir para a identificação de serviços e oportunidades comerciais compatíveis com as características de cada aeroporto.

Mais conectividade para diferentes regiões do país

A expansão das redes de concessão pode ter impacto sobre a própria conectividade aérea brasileira. Os aeroportos regionais funcionam como portas de entrada e saída para localidades afastadas dos principais centros urbanos.

Uma estrutura mais conectada pode facilitar viagens de negócios, deslocamentos turísticos, acesso a serviços e transporte de produtos. Dependendo da oferta existente em cada região, também pode reduzir a necessidade de deslocamentos terrestres prolongados até aeroportos de maior porte.

Ao reunir terminais de diferentes tamanhos sob modelos de gestão integrados, o sistema cria novas possibilidades para que os aeroportos regionais façam parte de uma rede aérea mais abrangente.

Para passageiros e empresas, a expansão dessa estrutura representa mais alternativas de conexão entre diferentes partes do país, respeitando as características e a demanda de cada mercado regional.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/MPor

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Aeroportos

Voos diretos no Brasil: confira as rotas mais curtas e mais longas

A duração de um voo direto no Brasil pode variar bastante. Em um país de dimensões continentais, há trajetos domésticos programados para durar apenas 30 minutos, enquanto outros chegam a quatro horas e meia.

Um levantamento do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), elaborado com base em dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e na programação de setembro de 2026, identificou as rotas domésticas diretas com os menores e maiores tempos de viagem.

Morro de São Paulo e Salvador têm o voo mais curto

A ligação entre Morro de São Paulo, em Cairu (BA), e Salvador (BA) é a mais curta entre as rotas analisadas, com duração programada de apenas 30 minutos.

Na outra ponta, três trajetos aparecem empatados como os mais longos, com previsão de 4h30 de viagem:

  • Recife (PE) – Porto Alegre (RS);
  • Boa Vista (RR) – Campinas/Viracopos (SP);
  • Boa Vista (RR) – Guarulhos (SP).

Assim, a diferença entre o menor e o maior tempo de voo chega a nove vezes.

Recife aparece entre as rotas mais curtas e mais longas

A capital pernambucana é um dos destaques do levantamento por figurar nos dois extremos da lista.

Entre os voos diretos mais rápidos, Recife aparece nas ligações com João Pessoa, Campina Grande e Maceió. Já entre os trajetos mais longos, a cidade está nas rotas para Porto Alegre e Manaus.

O contraste entre os percursos é significativo: o voo entre Recife e João Pessoa tem duração programada de 35 minutos, enquanto a ligação com Porto Alegre chega a 4h30.

Confira as 10 rotas domésticas mais curtas

Segundo o levantamento, estas são as rotas aéreas mais curtas do Brasil em duração programada:

  1. Morro de São Paulo/Cairu (BA) – Salvador (BA): 30 minutos
  2. João Pessoa (PB) – Recife (PE): 35 minutos
  3. Apuí (AM) – Manicoré (AM): 40 minutos
  4. Campina Grande (PB) – Recife (PE): 40 minutos
  5. Brasília (DF) – Goiânia (GO): 45 minutos
  6. Confins (MG) – Divinópolis (MG): 45 minutos
  7. Confins (MG) – Ipatinga (MG): 45 minutos
  8. Bauru (SP) – Campinas/Viracopos (SP): 50 minutos
  9. Salvador (BA) – Aracaju (SE): 50 minutos
  10. Maceió (AL) – Recife (PE): 50 minutos

Região Norte concentra os voos mais longos

As maiores durações estão fortemente concentradas em rotas envolvendo a Região Norte. Oito das dez ligações com maior tempo programado têm origem ou destino em estados da região.

Manaus é a cidade que mais se destaca nesse grupo, com quatro conexões entre as dez mais longas. A capital amazonense aparece nas rotas para Guarulhos, Recife, Rio de Janeiro/Galeão e Campinas/Viracopos.

As 10 rotas diretas mais longas

  1. Recife (PE) – Porto Alegre (RS): 4h30
  2. Boa Vista (RR) – Campinas/Viracopos (SP): 4h30
  3. Boa Vista (RR) – Guarulhos (SP): 4h30
  4. Manaus (AM) – Guarulhos (SP): 4h10
  5. Recife (PE) – Manaus (AM): 4h05
  6. Rio de Janeiro/Galeão (RJ) – Manaus (AM): 4h
  7. Guarulhos (SP) – Macapá (AP): 3h55
  8. Fernando de Noronha (PE) – Guarulhos (SP): 3h55
  9. Confins (MG) – Porto Velho (RO): 3h55
  10. Campinas/Viracopos (SP) – Manaus (AM): 3h50

Aviação doméstica registra crescimento

O levantamento foi divulgado em um momento de expansão do mercado aéreo brasileiro. Entre janeiro e agosto de 2026, os voos domésticos transportaram 68 milhões de passageiros, volume 3,8% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior.

Somente em agosto, foram 8,9 milhões de passageiros em viagens aéreas dentro do país.

A diferença entre os tempos das rotas também evidencia as características da conectividade aérea brasileira. Os trajetos mais curtos atendem principalmente cidades próximas, enquanto os voos de maior duração conectam regiões separadas por milhares de quilômetros.

Programa busca ampliar a aviação regional

Entre as iniciativas voltadas à aviação regional está o AmpliAR, programa que prevê a inclusão de aeroportos regionais em contratos de concessões já existentes.

Na primeira etapa, 13 aeroportos das regiões Norte e Nordeste foram incorporados à iniciativa, ampliando o alcance da infraestrutura aeroportuária nessas áreas.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Matheus Lara/Pexels.

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Tecnologia

Aviação brasileira se prepara para nova fase com reforma tributária e novas tecnologias

A aviação brasileira está entrando em uma nova fase, marcada pela implementação da reforma tributária, pelo avanço de novas tecnologias e pela necessidade de reforçar a segurança das operações. As mudanças estão entre as prioridades do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), que apresentou medidas e projetos em andamento durante o Aviation Infra Summit, realizado pela Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear).

Na abertura do evento, o secretário nacional de Aviação Civil, Daniel Longo, detalhou propostas que estão sendo discutidas para regulamentar a nova estrutura tributária e reduzir possíveis impactos sobre o setor aéreo.

Reforma tributária pode considerar eficiência ambiental

Uma das propostas apresentadas pelo MPor envolve a regulamentação do Imposto Seletivo, com a possibilidade de utilizar critérios ambientais para definir a incidência do tributo sobre aeronaves.

A ideia é estabelecer tratamento diferenciado para modelos mais eficientes, que atendam aos padrões mais recentes de certificação, utilizem integralmente combustível sustentável de aviação (SAF) ou apresentem níveis significativamente menores de emissão de CO₂.

Segundo Daniel Longo, a proposta busca evitar que aeronaves com melhor desempenho ambiental sejam submetidas ao imposto da mesma forma que modelos menos eficientes.

O Ministério também encaminhou ao Ministério da Fazenda uma proposta para retirar a tributação sobre o transporte aéreo internacional em situações nas quais seja aplicado o princípio da reciprocidade, considerando entendimentos do Supremo Tribunal Federal relacionados a atividades regidas por tratados internacionais.

Aviação regional terá benefício tributário

Outro ponto em análise é a regulamentação do benefício fiscal destinado à aviação regional.

A Lei Complementar nº 214/2025 estabeleceu uma redução de 40% nas alíquotas do IBS e da CBS para o segmento. O MPor defende que a aplicação do benefício considere a característica da operação das companhias, e não apenas rotas específicas.

A proposta em discussão prevê que empresas cuja atuação seja predominantemente regional possam ter toda a sua malha considerada para fins de aplicação da redução tributária.

As regras fazem parte da preparação do setor para a implementação da nova estrutura de impostos. Segundo Longo, a regulamentação da reforma tributária é atualmente uma das principais prioridades da Secretaria Nacional de Aviação Civil.

Brasil prepara estrutura para mobilidade aérea avançada

A transformação do setor também envolve o desenvolvimento de novos modelos de transporte. Entre eles estão as aeronaves elétricas de pouso e decolagem vertical, conhecidas como eVTOLs, além dos drones.

Durante o evento, a diretora de Planejamento e Fomento da Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC), Julia Lopes, apresentou iniciativas do governo para preparar o país para a mobilidade aérea avançada.

A estruturação desse novo mercado exige integração entre diferentes áreas, incluindo espaço aéreo, vertiportos, telecomunicações, energia, segurança operacional, combate a incêndios, controle de ruído, saúde e proteção de dados.

A SAC também trabalha na elaboração de uma Política Nacional de Mobilidade Aérea Avançada, que deverá estabelecer diretrizes para o desenvolvimento do segmento e oferecer maior previsibilidade para empresas e investidores.

Novos veículos podem ampliar conexões regionais

A expectativa do governo é que a mobilidade aérea avançada complemente a infraestrutura existente e ajude a conectar cidades e regiões menores a aeroportos regionais e grandes centros.

A integração entre diferentes modais e novas tecnologias poderá ampliar a capilaridade do transporte aéreo e criar alternativas de deslocamento para passageiros.

Para isso, o planejamento precisa considerar desde as características do espaço aéreo e dos locais de operação até questões relacionadas ao impacto ambiental, segurança, ruído e infraestrutura energética.

Governo propõe novas regras para risco de fauna

A segurança operacional também esteve entre os temas discutidos no evento. A SAC apresentou uma proposta para aprimorar o gerenciamento do risco da fauna, questão relacionada à possibilidade de colisões entre aeronaves e animais.

A coordenadora de Segurança Operacional e Carga da SAC, Raquel Rocha, detalhou a proposta de decreto que regulamenta a Lei nº 12.725/2012. A legislação estabelece a Área de Segurança Aeroportuária (ASA), que corresponde a um raio de 20 quilômetros a partir do centro geométrico da maior pista de cada aeroporto.

Programa nacional terá atuação integrada

A proposta cria o Programa Nacional de Gerenciamento do Risco da Fauna e define atribuições para diferentes agentes envolvidos na prevenção de ocorrências.

Entre eles estão órgãos federais, prefeituras, operadores aeroportuários e responsáveis por atividades capazes de atrair animais para áreas próximas aos aeroportos.

O texto também prevê ações de fiscalização, monitoramento e integração entre órgãos públicos. A minuta foi elaborada conjuntamente pelo Ministério de Portos e Aeroportos, Ministério da Defesa e Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.

O documento está em análise na Casa Civil.

A proposta prevê ainda a criação do Comitê Nacional de Gerenciamento do Risco da Fauna, que será coordenado pela SAC e terá representantes da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), do Ministério da Defesa e do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima.

Segurança depende também do entorno dos aeroportos

A estratégia pretende ampliar o gerenciamento do risco para além dos limites físicos dos aeroportos.

Isso ocorre porque a possibilidade de colisões com animais está relacionada também ao uso e à ocupação do solo no entorno dos aeródromos. Atividades que favorecem a presença de fauna nas proximidades podem aumentar os riscos para as operações.

A integração entre segurança aeroportuária, planejamento urbano, fiscalização e gestão ambiental será, portanto, um dos pontos centrais para reduzir ocorrências e garantir maior segurança à aviação brasileira.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa

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Informação

Reforma Tributária: MPor propõe medidas para conter custos e preservar conectividade aérea

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) reuniu representantes do setor aéreo, governos estaduais e municipais e instituições de ensino para avaliar os possíveis efeitos da regulamentação da Reforma Tributária sobre a aviação civil. O debate ocorreu na terça-feira (8), em formato presencial e virtual, e contou com aproximadamente 180 participantes.

Companhias aéreas, empresas de transporte de cargas, operadores de táxi aéreo, indústria aeronáutica, representantes do turismo e especialistas da academia participaram das discussões.

A preocupação central do Ministério é evitar que a nova estrutura de tributação provoque aumento significativo dos custos do transporte aéreo, com possíveis reflexos sobre tarifas, fretes e a oferta de voos, principalmente em mercados com menor demanda.

MPor apresenta propostas para o setor aéreo

A Reforma Tributária, estabelecida pela Emenda Constitucional nº 132 e regulamentada pela Lei Complementar nº 214, está em processo de implementação e altera a estrutura de impostos do país.

Durante o encontro, a Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC) apresentou as propostas elaboradas pelo MPor para que a regulamentação considere as características específicas da aviação brasileira.

O secretário nacional de Aviação Civil, Daniel Longo, afirmou que a mudança representa uma oportunidade de modernização do sistema tributário, mas ressaltou que o transporte aéreo possui particularidades que precisam ser consideradas.

Para o Ministério, uma possível elevação da carga tributária pode comprometer a oferta de serviços e rotas, sobretudo em localidades com menor volume de passageiros.

Além de transportar pessoas, a aviação civil exerce uma função estratégica na logística nacional. O modal é utilizado para abastecer regiões com medicamentos, alimentos, insumos médicos e produtos de alto valor destinados à indústria e ao comércio.

Aviação regional é um dos focos da proposta

A diretora de Política Regulatória da SAC, Clarissa Barros, apresentou a análise técnica do MPor e as sugestões encaminhadas ao Ministério da Fazenda. As medidas estão organizadas em três áreas: aviação doméstica e regional, transporte internacional e de cargas e Imposto Seletivo.

No caso da aviação regional, o Ministério defende que a classificação seja feita considerando o perfil geral de operação das empresas.

Pela proposta, seriam enquadradas como regionais as companhias que tenham mais de 50% de sua malha composta por voos regionais. O critério substituiria a análise baseada exclusivamente em rotas individuais.

Com esse modelo, as empresas poderiam ter acesso à diferenciação tributária de 40% prevista na Lei Complementar nº 214.

A sistemática sugerida segue uma lógica semelhante à utilizada por estados em políticas de incentivo à aviação regional, especialmente nas regras de ICMS aplicadas ao querosene de aviação (QAV).

Regime específico é defendido para voos internacionais

Para o transporte aéreo internacional, o MPor propõe um regime tributário específico fundamentado no princípio da reciprocidade.

A intenção é reduzir possíveis desequilíbrios de concorrência entre empresas brasileiras e estrangeiras e, ao mesmo tempo, preservar a conectividade aérea internacional do país.

Segundo o Ministério, a proposta considera práticas adotadas no mercado internacional e recomendações da Organização da Aviação Civil Internacional (Oaci). Também leva em conta o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a não incidência de ICMS em operações relacionadas ao mercado internacional.

Imposto Seletivo pode incentivar aeronaves mais sustentáveis

Outro ponto discutido foi o Imposto Seletivo. Nesse caso, o MPor propõe critérios associados à sustentabilidade e alinhados à certificação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e às diretrizes do Corsia.

O Corsia é um mecanismo internacional criado para contribuir com a redução e a compensação das emissões de carbono da aviação internacional.

Entre as sugestões apresentadas está a adoção de alíquota zero para determinados tipos de aeronaves. A medida teria como objetivo estimular a renovação da frota nacional e ampliar os investimentos em tecnologias com menor impacto ambiental.

A proposta inclui aeronaves totalmente movidas a combustível sustentável de aviação (SAF), modelos elétricos ou híbridos e aeronaves de pequeno porte, seguindo parâmetros internacionais relacionados à redução de emissões.

Empresas e entidades apontam riscos para tarifas e logística

Representantes do setor produtivo também participaram do debate e apresentaram avaliações sobre os possíveis impactos da nova tributação.

Entre as organizações presentes estavam a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata), a ABR – Aeroportos do Brasil, a Confederação Nacional do Comércio (CNC), a Associação Brasileira das Empresas de Remessa de Carga Expressa (Abraec), a Embraer, o Sindicato Nacional das Empresas de Táxi Aéreo (SNETA) e os Correios.

Os participantes destacaram preocupações relacionadas ao efeito da carga tributária sobre o preço das passagens e dos fretes, além da competitividade das empresas aéreas e da logística de mercadorias.

Outro ponto de atenção é a manutenção de rotas em regiões onde a oferta de serviços aéreos é menor, especialmente nas regiões Norte e Nordeste.

Governo defende integração na regulamentação

A diretora do Departamento de Infraestrutura e Melhoria do Ambiente de Negócios do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Andréa Naritza, ressaltou a necessidade de uma atuação coordenada entre diferentes órgãos federais.

Segundo ela, a harmonização das regras é importante para reduzir o chamado Custo Brasil e fazer com que o novo sistema tributário contribua para aumentar a competitividade, a integração regional e o desenvolvimento econômico.

A discussão também contou com representantes da academia. Professores da Universidade de Brasília e do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP) defenderam uma estrutura tributária compatível com aquela observada nos principais mercados globais da aviação.

A avaliação é de que esse alinhamento pode ser determinante para ampliar a conectividade aérea e a expansão do transporte aéreo no país.

Regulamentação entra na fase final

A SAC informou que os documentos destinados a regulamentar a diferenciação tributária para a aviação regional estão em fase final de elaboração. Também está sendo preparado o ato que definirá oficialmente o conceito de aviação regional.

Depois dessa etapa, caberá ao Ministério da Fazenda e ao Comitê Gestor do IBS elaborar um ato conjunto para estabelecer os efeitos tributários relacionados à medida.

As propostas para o transporte internacional e para o Imposto Seletivo já foram concluídas e encaminhadas ao Ministério da Fazenda para avaliação.

O MPor pretende continuar participando das discussões com o Comitê Gestor do IBS e o Ministério da Fazenda. A pasta deverá fornecer estudos e informações técnicas para que a regulamentação considere as especificidades do transporte aéreo.

A expectativa é preservar a conectividade aérea, fortalecer a integração entre as regiões e garantir que a aviação continue contribuindo para o desenvolvimento econômico e social do Brasil.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Sérgio Francês/MPor

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Informação

Agenda ConectAR impulsiona debate sobre futuro da aviação civil no Brasil

A construção do novo planejamento estratégico da Agência Nacional de Aviação Civil para o período de 2027 a 2030 começou a ser debatida nesta semana durante o evento “Desafios da Aviação Civil para os próximos 5 anos”. O encontro reuniu representantes do governo, órgãos de controle e instituições financeiras para discutir os rumos da aviação civil brasileira.

Entre os participantes esteve Daniel Longo, secretário nacional de Aviação Civil do Ministério de Portos e Aeroportos, que destacou a importância da Agenda ConectAR como eixo central para a modernização do setor.

Agenda ConectAR prevê medidas para fortalecer a aviação

Segundo Daniel Longo, a Agenda ConectAR reúne 38 iniciativas voltadas ao crescimento sustentável da aviação brasileira. O programa inclui ações para redução de custos operacionais, ampliação da conectividade aérea, incentivo à concorrência e fortalecimento da segurança jurídica no setor.

De acordo com o secretário, os próximos anos exigirão maior competitividade e um ambiente economicamente mais sustentável para as empresas aéreas.

“O setor aéreo brasileiro precisa de um ambiente mais competitivo e economicamente sustentável”, afirmou.

Governo quer ampliar diálogo com a sociedade

Durante o painel, o secretário também ressaltou a necessidade de aproximar o setor da população. A proposta é ampliar o entendimento sobre o funcionamento da aviação civil, reduzindo a judicialização e qualificando o debate público sobre os desafios enfrentados pelas companhias e operadores aeroportuários.

Outro ponto abordado foi a adaptação da Anac às políticas públicas definidas pelo Governo Federal, mantendo ao mesmo tempo sua autonomia técnica e administrativa.

Como exemplo, Longo mencionou o programa AmpliAR, voltado ao estímulo de investimentos privados em aeroportos regionais, além das discussões sobre flexibilização das regras para aeroportos autorizados operarem voos regulares.

BNDES destaca desafios no financiamento da aviação regional

Representando o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Maurício Henriques afirmou que a expansão da aviação regional depende da criação de mecanismos de financiamento mais adequados à realidade do segmento.

Segundo ele, embora o banco já financie aeronaves fabricadas no Brasil, ainda existem dificuldades para apoiar a compra de aviões menores e usados, bastante comuns em operações regionais.

Henriques também destacou que temas como descarbonização da aviação e eletrificação já fazem parte do planejamento estratégico da instituição.

“A eletrificação da aviação é um caminho longo, mas precisamos começar a construí-lo agora”, declarou.

TCU reforça importância da estabilidade regulatória

O auditor do Tribunal de Contas da União, Carlos Modena, afirmou que a credibilidade institucional da Anac é um dos principais ativos da aviação civil no país.

Para ele, a manutenção de um ambiente regulatório estável será decisiva para ampliar o acesso da população ao transporte aéreo e garantir o crescimento sustentável do setor.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: João Batista

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Logística

Ministério de Portos e Aeroportos: transição de comando mantém foco em investimentos e logística

O Ministério de Portos e Aeroportos inicia uma nova fase após a saída do ministro Silvio Costa Filho, que deixou o cargo após dois anos e meio de gestão. O período foi marcado por forte expansão da infraestrutura logística no Brasil, com investimentos estratégicos e recordes nos setores portuário e aeroportuário.

Entre 2023 e 2026, a pasta priorizou a atração de recursos para modernização dos modais, impulsionando a movimentação de cargas e o transporte de passageiros. No setor aéreo, melhorias estruturais acompanharam o crescimento da demanda, que se aproximou de 130 milhões de viajantes.

Inclusão e qualidade nos serviços ganharam espaço

A gestão também incorporou iniciativas voltadas à inclusão no transporte aéreo e à humanização dos serviços. Entre os destaques, está a implantação de salas multissensoriais para passageiros com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e a capacitação de equipes para atendimento mais acessível.

Campanhas de enfrentamento à violência de gênero, como “Assédio Não Decola”, ampliaram a conscientização nos terminais. Houve ainda incentivo à formação profissional, com bolsas para cursos técnicos na área de aviação, além de ações voltadas ao transporte seguro de animais.

Conectividade e recordes reforçam papel estratégico

A ampliação da conectividade aérea no Brasil e a interiorização dos investimentos foram marcas da gestão. A modernização do Aeroporto de Congonhas consolidou o terminal como um dos principais hubs regionais.

No setor portuário, os resultados também foram expressivos. Em 2025, o país atingiu 1,34 bilhão de toneladas movimentadas, impulsionado principalmente pela exportação de commodities como soja, petróleo e carne bovina. O desempenho contribuiu para sucessivos superávits na balança comercial.

Indústria naval e concessões avançaram

O fortalecimento da indústria naval brasileira ocorreu com apoio do Fundo da Marinha Mercante, que financiou projetos bilionários. Paralelamente, o ministério avançou na agenda de concessões, com leilões que atraíram investimentos privados para portos e aeroportos.

Tomé Franca assume com foco em continuidade e inovação

A partir desta quarta-feira (1º), o comando da pasta passa para Tomé Franca, que assume com a missão de manter o ritmo de investimentos e ampliar a eficiência logística do país.

Com experiência técnica e participação direta em programas estratégicos, o novo ministro defende a continuidade das políticas públicas e o fortalecimento do diálogo com o mercado.

Planejamento prevê leilões e expansão da infraestrutura

Para 2026, o planejamento inclui novos leilões e projetos estruturantes. No setor aéreo, estão previstas concessões de terminais e expansão da aviação regional no Brasil. Já na área portuária, a meta é ampliar investimentos em complexos estratégicos como Santos e Paranaguá.

Entre as principais obras, destaca-se o túnel Santos-Guarujá, considerado um dos maiores projetos de infraestrutura em andamento no país.

Integração multimodal é prioridade

A nova gestão pretende avançar na integração entre modais de transporte, conectando rodovias, ferrovias, portos e aeroportos. A proposta é reduzir custos logísticos e aumentar a competitividade do Brasil no comércio internacional.

Além disso, o fortalecimento das hidrovias e obras de dragagem fazem parte da estratégia para ampliar o escoamento da produção nacional de forma mais eficiente e sustentável.

Novo ciclo mantém foco em crescimento e competitividade

A transição no Ministério de Portos e Aeroportos ocorre em um cenário de expansão da logística brasileira. A expectativa é que a continuidade dos investimentos e a adoção de soluções inovadoras consolidem o país como um importante hub logístico na América Latina.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa/MPor

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Aeroportos

Aeroportos regionais do Sudeste terão R$ 310 milhões para modernização e segurança operacional

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) anunciou investimentos de R$ 310,1 milhões para a modernização e o reforço da segurança operacional dos aeroportos regionais do Sudeste no ciclo 2026-2027. Os recursos integram a carteira pública de investimentos da pasta e têm como objetivo ampliar a eficiência da aviação regional, considerada estratégica para a integração entre capitais, polos produtivos e cidades do interior.

A região Sudeste concentra grande parte do fluxo aéreo nacional, com papel central no transporte de passageiros, cargas e no suporte à atividade econômica. Diante desse cenário, os aportes buscam enfrentar gargalos históricos, adequar a infraestrutura aeroportuária ao crescimento da demanda e permitir a diversificação das operações aéreas.

Aviação regional como vetor de desenvolvimento

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, os investimentos seguem uma estratégia de desenvolvimento equilibrado. Para ele, fortalecer os aeroportos regionais do Sudeste é essencial para aproximar o interior dos grandes centros urbanos, estimular novos negócios e ampliar oportunidades econômicas.

“A aviação regional é fundamental para garantir crescimento com integração e competitividade, especialmente em uma região que concentra grande parte da atividade econômica do país”, destacou o ministro.

Estudos e projetos estruturam futuras obras

Parte dos recursos, cerca de R$ 13 milhões, será destinada à elaboração de estudos e projetos básicos nos aeroportos de Angra dos Reis e Campos dos Goytacazes, no Rio de Janeiro, além de Salinas, Varginha e Patos de Minas, em Minas Gerais. Essa fase é considerada essencial para garantir intervenções mais eficientes, alinhadas às características operacionais de cada terminal e com maior agilidade na execução das obras.

Estações meteorológicas ampliam segurança dos voos

Outro eixo relevante do programa é a instalação de estações meteorológicas, com investimento de R$ 33,6 milhões. Os equipamentos serão implantados nos aeroportos de Pará de Minas, Pouso Alegre, Teófilo Otoni e Ubaporanga (MG), além de Americana e Piracicaba (SP) e Paraty (RJ).

A ampliação da cobertura meteorológica contribui diretamente para a regularidade dos voos, o planejamento aéreo e a tomada de decisões operacionais, especialmente em uma região com alta densidade de tráfego.

Obras e novo aeroporto ampliam capacidade regional

A carteira de investimentos também prevê obras de infraestrutura aeroportuária em Varginha (MG) e no eixo Rio Claro–Piracicaba (SP), onde está prevista a implantação de um novo aeroporto. A iniciativa deve ampliar a capacidade regional e criar condições para novos fluxos de passageiros e cargas.

O secretário nacional de Aviação Civil, Daniel Longo, ressaltou o caráter técnico das ações. Segundo ele, o foco está em planejamento, infraestrutura e dados, pilares que aumentam a segurança operacional e a eficiência da malha aérea regional, especialmente em um ambiente operacional complexo como o Sudeste.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Aeroportos

Investimentos em aeroportos do Nordeste somam R$ 424,2 milhões em novo pacote federal

O Nordeste será contemplado com R$ 424,2 milhões em investimentos em aeroportos, dentro da nova carteira pública de empreendimentos do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) para o ciclo 2026/2027. O montante integra um pacote nacional estimado em quase R$ 1,8 bilhão, voltado ao fortalecimento da infraestrutura aeroportuária regional e à ampliação da conectividade aérea.

Estudos, projetos e obras em aeroportos regionais

Os recursos destinados à região serão aplicados em diferentes frentes. Estão previstos estudos e projetos básicos para os aeroportos de Feira de Santana (BA), para o novo aeroporto de Conde (BA) e para o terminal de Iguatu (CE).

Também será realizada a instalação de estações meteorológicas nos aeroportos de Patos (PB), Sobral (CE), Balsas (MA) e Gurupi (TO), medida essencial para reforçar a segurança operacional e a regularidade dos voos.

Além disso, já há verbas destinadas para obras e melhorias de infraestrutura nos aeroportos de Barra do Corda (MA), Bacabal (MA), Santa Inês (MA), Picos (PI) e Ilhéus (BA).

Planejamento para crescimento e desenvolvimento regional

De acordo com o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o objetivo é preparar os aeroportos regionais para acompanhar o crescimento da demanda e impulsionar o desenvolvimento local. “Estamos estruturando uma carteira consistente, com foco em segurança, eficiência e no fortalecimento das cidades atendidas pelos aeroportos”, afirmou.

O secretário nacional de Aviação Civil, Daniel Longo, destacou que o investimento antecipado em estudos e projetos garante mais agilidade e qualidade na execução das obras. Segundo ele, a adoção de tecnologias modernas reduz riscos e melhora os resultados das intervenções.

Metodologia BIM amplia eficiência das obras

A nova carteira pública de investimentos prevê 34 empreendimentos em 31 aeroportos, distribuídos por 16 estados brasileiros. Um dos diferenciais do programa é a aplicação da Metodologia BIM (Building Information Modelling) em cerca de 65% dos projetos, alinhada à Estratégia BIM BR e à Lei nº 14.133/2021, que rege as contratações públicas.

A metodologia BIM utiliza modelos digitais inteligentes que integram informações como custos, prazos, materiais e manutenção, permitindo maior precisão no planejamento e na execução das obras. Essa abordagem contribui para a redução de erros, aumento da eficiência e melhor gestão dos empreendimentos ao longo de todo o seu ciclo de vida.

Aviação regional como vetor de desenvolvimento

Com os novos investimentos, o Nordeste reforça sua posição estratégica na aviação regional, ampliando a conectividade, estimulando o desenvolvimento econômico e fortalecendo a integração entre cidades de médio e pequeno porte.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Fernando Santos Cunha Filho

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Aeroportos

Modernização do Aeroporto de Varginha avança com assinatura de termo para instalação do PAPI

Sistema de aproximação aumenta a segurança operacional e integra novo pacote de investimentos na aviação regional

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) assinou o Termo de Compromisso que autoriza a implantação do sistema PAPI no Aeroporto Major Brigadeiro Trompowsky, em Varginha (MG). A tecnologia, essencial para orientar pilotos durante a aproximação final, garantirá pousos mais seguros e precisos. O investimento de R$ 1.576.882,20, proveniente do Fundo Nacional de Aviação Civil (Fnac), contempla a compra, instalação e homologação do equipamento nas cabeceiras 22/04.

Tecnologia traz segurança e abre caminho para melhorias futuras

A instalação do PAPI representa um avanço imediato na infraestrutura do aeroporto e confirma Varginha como parte da nova carteira de investimentos da Secretaria de Aviação Civil (SAC). Em parceria com o LabTrans/UFSC, o governo desenvolve o Projeto Básico para orientar futuras obras de ampliação e modernização, com conclusão prevista para 2027.

O ministro Silvio Costa Filho ressaltou o impacto regional da iniciativa. “Varginha é um polo estratégico que influencia diretamente 53 municípios. O PAPI não é apenas um equipamento — é um passo para ampliar conectividade, segurança e desenvolvimento”, afirmou.

Município e autoridades reforçam importância do investimento

O prefeito Leonardo Ciacci destacou que o avanço tecnológico trará benefícios diretos à população. “É nos municípios que a vida acontece. Esses investimentos precisam continuar chegando para gerar mais qualidade de vida”, declarou.

Presente ao evento, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, também valorizou a entrega. Para ele, o novo sistema fortalecerá a segurança operacional do aeroporto e impulsionará toda a aviação regional.

Aeroporto ganha força como polo econômico e logístico

Com operação regular e classificado no cenário Base do Plano Aeroviário Nacional (PAN), o Aeroporto de Varginha movimenta cerca de 100 mil passageiros por ano — número que pode dobrar até 2035 com a modernização da infraestrutura e a ampliação da conectividade aérea.

Parlamentares e autoridades reforçaram que o investimento reforça o compromisso do Governo Federal com a aviação regional. A deputada federal Greyce Elias destacou que o PAPI aumentará a segurança e a capacidade operacional, fatores essenciais para atrair investimentos, turismo e novas oportunidades.

Reconhecida como um dos principais centros logísticos do sul de Minas, Varginha se destaca pela produção e exportação de café e pela movimentação econômica que impulsiona empregos e renda. Com a modernização, o aeroporto se consolida como porta de entrada para negócios, turismo e circulação regional, elevando o padrão de segurança e eficiência das operações.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Jonilton Lima

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Aeroportos

Aviação regional no Sul do Brasil já representa um terço do tráfego aéreo em 2025

Setor registra 33,77% da movimentação nacional; capitais lideram, mas aeroportos regionais ampliam a conectividade e impulsionam turismo e economia.

A aviação regional no Sul do Brasil consolidou seu crescimento em 2025 e já responde por 33,77% de todo o tráfego aéreo nacional. O avanço é resultado da combinação entre a movimentação intensa nas capitais — Porto Alegre, Curitiba e Florianópolis — e a expansão dos aeroportos de menor porte, que fortalecem o turismo, os negócios e a logística em cidades estratégicas.

Capitais lideram fluxo de passageiros

Somente em agosto, o Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, registrou 599,4 mil passageiros. Curitiba aparece em seguida, com 495,2 mil embarques e desembarques, e Florianópolis contabilizou 310,4 mil passageiros no período.
Esses terminais seguem como os principais hubs da aviação regional no Sul do Brasil, com operações domésticas e internacionais cada vez mais estruturadas.

Aeroportos regionais reforçam integração

Além das capitais, aeroportos regionais vêm ganhando protagonismo na conectividade aérea. Entre os destaques, estão:

  • Navegantes – 180 mil passageiros
  • Maringá – 78,7 mil
  • Londrina, Joinville e Chapecó – entre 44 mil e 57 mil passageiros cada

Esses terminais têm papel estratégico na integração entre os estados, no escoamento da produção local e no estímulo ao turismo regional.

Investimentos federais e parcerias aceleram expansão

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, a evolução do setor reflete os investimentos realizados em infraestrutura. Ele destaca que a modernização dos aeroportos melhora a qualidade dos serviços, aumenta a conectividade e favorece o desenvolvimento econômico das regiões atendidas.

Entre as ações em andamento estão:

  • R$ 13,6 milhões destinados a sistemas de aproximação de precisão (PAPIs) em 13 aeroportos regionais;
  • Melhorias estruturais voltadas à segurança operacional;
  • Concessões e parcerias público-privadas para manutenção e ampliação de terminais, como:
    • Passo Fundo (R$ 66,24 milhões)
    • Santo Ângelo (R$ 35,99 milhões)
  • Obras de acesso para facilitar o transporte de cargas e passageiros.

Voos internacionais fortalecem conexões

A expansão da aviação regional no Sul do Brasil também se estende ao mercado internacional. Em agosto, Florianópolis concentrou 52,47% da movimentação aérea internacional da região, seguida por Porto Alegre (31,27%) e Curitiba (13,26%).

Com fluxo voltado ao turismo, logística e negócios, os terminais do Sul intensificam a integração com grandes centros econômicos do Brasil e do exterior.

Com informações do Ministério de Portos e Aeroportos.

TEXTO: REDAÇÃO
IMAGEM: Julio Cavalheiro/Divulgação

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