Aeroportos

Movimentação de passageiros aéreos no Sul bate recorde histórico em janeiro

A movimentação de passageiros aéreos na Região Sul do Brasil atingiu um novo recorde em janeiro, alcançando 1.315.356 viajantes nos aeroportos da região. O volume representa o melhor resultado já registrado para o primeiro mês do ano desde o início da série histórica da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), iniciada em 2000.

O desempenho reforça o crescimento da aviação civil brasileira e evidencia a importância dos aeroportos do Sul como polos de turismo, negócios e integração regional.

Porto Alegre lidera movimentação de passageiros

Entre os principais terminais da região, o Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, registrou a maior movimentação, com 660.510 passageiros entre embarques e desembarques.

Na sequência aparecem o Aeroporto Internacional de Florianópolis, com 645.985 passageiros, e o Aeroporto Internacional Afonso Pena, na região de Curitiba, que contabilizou 501.450 viajantes no período.

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o resultado reflete a retomada da economia e o fortalecimento do setor aéreo. Segundo ele, o crescimento indica maior confiança dos consumidores e aumento das viagens tanto a lazer quanto a trabalho.

Destinos turísticos impulsionam fluxo regional

O levantamento da Anac também destaca a relevância de destinos turísticos na movimentação aérea do Sul. Entre os aeroportos com maior fluxo estão Foz do Iguaçu, que registrou 243.629 passageiros, e Navegantes, com 209.899 viajantes.

Ao todo, 23 aeroportos da Região Sul operaram voos comerciais em janeiro, formando uma rede estratégica de conexões aéreas que contribui para o crescimento do turismo, da atividade empresarial e da logística regional.

Além do fortalecimento do setor turístico, o dinamismo econômico da região — impulsionado por um agronegócio forte e uma indústria diversificada — gera intenso fluxo de viagens corporativas, ampliando a demanda pelo transporte aéreo.

Integração aérea com países do Mercosul

Outro destaque é a forte integração aérea com países da América do Sul, especialmente com integrantes do Mercosul.

Entre os destinos internacionais partindo da região, a Argentina lidera com 54% dos passageiros, seguida pelo Chile, responsável por 31% do fluxo internacional.

Juntos, esses dois destinos concentraram 138.447 passageiros de um total de 157.195 viajantes internacionais registrados em janeiro nos aeroportos do Sul.

Completam a lista dos principais destinos o Panamá, com 5,15%, Portugal, com 4,5%, e Peru, com 3%.

Os números indicam que os estados do Sul atuam como um hub estratégico de conexões internacionais, reduzindo a dependência de escalas em grandes centros como São Paulo ou Rio de Janeiro.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

Ler Mais
Aeroportos

Aviação civil brasileira bate recorde de passageiros em 2025 e amplia investimentos em inclusão e sustentabilidade

Movimentação aérea alcança marca histórica
A aviação civil brasileira encerrou 2025 com resultados inéditos. Ao longo do ano, cerca de 130 milhões de passageiros utilizaram o transporte aéreo no país, estabelecendo um recorde histórico. Os dados refletem a consolidação da retomada do setor e o fortalecimento do papel estratégico da aviação na integração nacional.

Segundo números da Anac e do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), o crescimento é consistente: nos últimos três anos, mais de 30 milhões de novos passageiros passaram a voar no Brasil. No mercado internacional, foram 28,5 milhões de viajantes, alta de 13,7% em relação a 2024 e avanço de 20% na comparação com 2019, período anterior à pandemia.

Investimentos fortalecem aeroportos e aviação regional
Para sustentar a expansão da demanda, a infraestrutura aeroportuária foi tratada como prioridade. Inserido no Novo PAC, o setor recebeu uma carteira de projetos que soma R$ 1,8 bilhão, destinada a melhorias em 31 aeroportos de 16 estados, com foco na interiorização da aviação e no aumento da segurança operacional.

A confiança do mercado também se traduziu em aportes financeiros. Em 2025, o setor registrou R$ 2,6 bilhões em investimentos privados, além de R$ 608,4 milhões em recursos públicos diretos.

Entre as iniciativas estruturantes, o programa AmpliAR avançou com o leilão de 13 aeroportos regionais, principalmente na Amazônia Legal e no Nordeste. O primeiro certame garantiu R$ 731 milhões em investimentos, impulsionando o desenvolvimento econômico local e ampliando o acesso ao transporte aéreo.

Outro destaque foi o Investe+Aeroportos, que reforçou a segurança jurídica e a atratividade comercial dos terminais concedidos. Até o fim de 2025, foram aprovados 19 empreendimentos, totalizando R$ 4,5 bilhões em investimentos, incluindo centros logísticos, oficinas de manutenção aeronáutica e terminais VIP.

Aviação sustentável ganha impulso em 2025
O ano também marcou um avanço decisivo na aviação sustentável. Em dezembro, foi firmado o primeiro programa de financiamento estruturado do setor com recursos do Fundo Nacional da Aviação Civil (Fnac), em parceria com o BNDES. O acordo prevê a liberação de R$ 4 bilhões para crédito competitivo voltado à inovação, à aquisição de aeronaves nacionais e ao desenvolvimento do combustível sustentável de aviação (SAF).

No campo regulatório, avançou a implementação do Programa Nacional de Combustível Sustentável de Aviação (ProBioQAV), previsto na Lei do Combustível do Futuro. A política estabelece metas graduais de redução de emissões de carbono a partir de 2027, com objetivo de cortar 10% das emissões até 2037.

Inclusão social e cidadania no centro da agenda
Além dos números e obras, a agenda de 2025 foi marcada por ações de inclusão social. O MPor lançou o Programa de Atendimento ao Passageiro com Transtorno do Espectro Autista (TEA), que viabilizou a implantação de 22 salas multissensoriais em aeroportos brasileiros, superando metas do Plano Viver sem Limites. A iniciativa também criou 12 espaços de acomodação e promoveu a capacitação de profissionais para atendimento humanizado.

A campanha “Assédio Não Decola”, desenvolvida em parceria com a Anac e concessionárias, ampliou ações educativas e canais de denúncia para combater a importunação sexual e o feminicídio no ambiente aéreo.

Na formação profissional, um acordo com o Senat garantiu 74 bolsas gratuitas para o curso de Mecânico de Manutenção Aeronáutica, direcionadas a jovens de baixa renda, ampliando o acesso a carreiras no setor.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook