Tecnologia

Gigante de SC investe R$ 350 milhões em nova fábrica automatizada e cria 950 empregos

A Aurora Coop, cooperativa fundada em Chapecó (SC), concluiu a ampliação do Frigorífico Aurora São Gabriel do Oeste (FASGO), em Mato Grosso do Sul. O projeto recebeu investimento de R$ 350 milhões e marca uma nova etapa da empresa, com forte aposta em automação industrial, modernização da produção e tecnologias voltadas ao aumento da eficiência.

A inauguração da nova estrutura está prevista para 2 de julho de 2026, em São Gabriel do Oeste.

Capacidade de produção cresce 60%

Com a expansão, a unidade amplia sua capacidade de abate de suínos de 3.200 para 5 mil animais por dia, um crescimento de 60%. O aumento coloca o frigorífico entre os maiores do Centro-Oeste no processamento da proteína suína.

Além do reforço na produção, a ampliação terá reflexos no mercado de trabalho. A expectativa é de criação de cerca de 950 vagas de emprego diretas, com prioridade para trabalhadores de São Gabriel do Oeste e municípios vizinhos.

Automação e robôs impulsionam a modernização da fábrica

O investimento contempla a substituição completa da linha de abate, que passa a operar com maior velocidade, precisão e melhores condições ergonômicas para os colaboradores.

A nova fase da planta também prepara a unidade para futuras aplicações de robotização em etapas específicas da produção, além da instalação de equipamentos industriais de última geração e novos sistemas de processamento.

Do total investido, aproximadamente R$ 125 milhões foram destinados à aquisição de máquinas e equipamentos, R$ 130 milhões às obras civis e outros R$ 95 milhões às instalações industriais.

Segundo a cooperativa, as melhorias também fortalecem os padrões de segurança alimentar, qualidade dos produtos e sustentabilidade dos processos.

Produção de industrializados será ampliada

Com a modernização da unidade, a Aurora Coop também expandirá a fabricação de produtos derivados da carne suína.

A expectativa é elevar a produção diária de itens como presuntos, produtos cozidos, defumados, embutidos frescos e banha, fazendo com que a capacidade de industrializados ultrapasse 400 toneladas por dia.

A produção abastecerá tanto o mercado brasileiro quanto os mercados internacionais onde a cooperativa já possui habilitação para exportação, incluindo países da Ásia, Europa, América Latina e Oriente Médio.

Investimento fortalece a economia regional

Além de ampliar a produção, o projeto deverá impulsionar a economia da região centro-norte de Mato Grosso do Sul, com expectativa de movimentar centenas de milhões de reais em atividades ligadas à cadeia produtiva.

A unidade opera integrada ao sistema de produção da cooperativa, que reúne produtores rurais e cooperativas filiadas responsáveis pelo fornecimento de suínos para o frigorífico.

Obras ampliaram estrutura e reforçaram sustentabilidade

As obras começaram em 2022 e mobilizaram mais de 250 trabalhadores nos períodos de maior atividade, além da participação de diversas empresas terceirizadas.

A expansão acrescentou mais de 9,5 mil metros quadrados à planta industrial. Entre as novas estruturas estão restaurante industrial, vestiários, ambulatório, áreas administrativas, setores de processamento e a ampliação da estação de tratamento de efluentes.

A cooperativa também adotou um novo sistema de tratamento de resíduos por lodos ativados, tecnologia que melhora a eficiência ambiental da operação, reduz a emissão de gases de efeito estufa e eleva a qualidade do tratamento dos efluentes.

Plano de expansão da Aurora Coop segue em ritmo acelerado

A ampliação do frigorífico faz parte da estratégia nacional de crescimento da Aurora Coop, que vem ampliando sua capacidade industrial e fortalecendo sua presença no mercado global de proteínas.

Nos últimos anos, a cooperativa destinou bilhões de reais à expansão de suas operações, com investimentos em novas unidades, modernização industrial e geração de milhares de empregos em diferentes estados brasileiros.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Aurora Coop

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Tecnologia

Acordo Mercosul-UE impulsiona exportação de tecnologia brasileira para a indústria da moda

A entrada em vigor do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia abre novas oportunidades para empresas brasileiras que atuam na cadeia da moda. Mais do que ampliar as exportações de roupas, calçados e produtos manufaturados, o tratado cria um ambiente favorável para a venda de tecnologia, automação industrial, rastreabilidade e soluções voltadas à eficiência produtiva.

Com acesso facilitado a um dos maiores mercados consumidores do mundo, o Brasil passa a fortalecer também sua posição como fornecedor de inovação para a indústria têxtil internacional.

Mercado europeu amplia espaço para soluções brasileiras

Em vigor desde 1º de maio, o acordo reduziu ou eliminou tarifas sobre mais de 5 mil categorias de produtos, o equivalente a 54,3% das linhas tarifárias contempladas. Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), mais de 80% das exportações brasileiras destinadas à União Europeia passaram a entrar no bloco com tarifa de importação zerada já nesta primeira fase.

O tratado conecta o Brasil a um mercado formado por mais de 700 milhões de consumidores e cria novas possibilidades para empresas que desenvolvem tecnologias voltadas à produtividade e à transformação digital da indústria.

Além da redução de custos comerciais, o cenário favorece fornecedores capazes de entregar soluções alinhadas às exigências de sustentabilidade, rastreabilidade e eficiência operacional.

Indústria da moda movimenta US$ 190 bilhões por ano

A oportunidade é considerada estratégica diante da dimensão do setor europeu. Dados da Euratex apontam que a indústria de têxtil e vestuário da União Europeia movimenta cerca de US$ 190 bilhões por ano, reúne aproximadamente 1,2 milhão de trabalhadores e quase 200 mil empresas distribuídas pelos 27 países do bloco.

Ao mesmo tempo em que enfrenta forte concorrência de fabricantes asiáticos, o mercado europeu busca acelerar processos de digitalização e atender normas ambientais cada vez mais rigorosas, ampliando a demanda por tecnologias capazes de otimizar a produção.

Tecnologia brasileira ganha protagonismo

Nesse contexto, empresas brasileiras especializadas em soluções para a indústria da moda enxergam espaço para ampliar sua presença internacional.

A Audaces, multinacional de origem ítalo-brasileira fundada em Santa Catarina, atua hoje em mais de 120 países desenvolvendo softwares, equipamentos, inteligência artificial e sistemas de automação para integrar todas as etapas da produção de vestuário, desde o desenvolvimento das coleções até o corte das peças.

Segundo o CEO global da empresa, Matheus Fagundes, o novo ambiente comercial favorece não apenas a exportação de produtos, mas também de conhecimento e inovação.

A companhia afirma que suas soluções permitem reduzir em até 20% o desperdício de matéria-prima, além de aumentar a produtividade e oferecer maior precisão aos processos industriais.

Brasil busca ampliar presença global

Criada em 1992, a Audaces tornou-se uma das principais fornecedoras de tecnologia para o setor de confecção no Brasil. Atualmente, sete em cada dez peças produzidas no país utilizam alguma solução desenvolvida pela empresa durante o processo produtivo.

Com mais de 100 mil profissionais utilizando diariamente suas plataformas, a companhia estabeleceu uma meta ambiciosa: conquistar até 70% do mercado global de tecnologias multiplataforma para a indústria da moda até 2030.

Para atingir esse objetivo, a empresa pretende investir cerca de R$ 1 bilhão até o fim da década em pesquisa, desenvolvimento, novos produtos, expansão internacional, marketing e ampliação de participação de mercado.

Sustentabilidade e rastreabilidade se tornam diferenciais

O acordo entre Mercosul e União Europeia também eleva o nível de exigência para empresas que desejam exportar ao bloco europeu.

Além da competitividade em custos, fabricantes precisarão demonstrar controle sobre a origem das matérias-primas, redução de desperdícios, conformidade ambiental e rastreabilidade dos processos produtivos.

Nesse cenário, plataformas digitais e sistemas integrados passam a desempenhar papel fundamental ao fornecer indicadores capazes de apoiar certificações, auditorias e o cumprimento das chamadas barreiras não tarifárias impostas pela legislação europeia.

Santa Catarina fortalece vocação em tecnologia para a moda

A trajetória da Audaces reflete uma transformação da economia catarinense, tradicionalmente ligada à produção de roupas e tecidos. Além da indústria têxtil, o estado vem consolidando um polo de empresas especializadas no desenvolvimento de tecnologias para o próprio setor de confecção.

A empresa mantém sua fábrica em Palhoça, na Grande Florianópolis, e inaugurou recentemente uma nova sede corporativa na capital catarinense, voltada à integração entre clientes, universidades, startups e parceiros de inovação.

Em 2025, a companhia também ampliou sua presença internacional com novos canais de distribuição na Colômbia, México e Índia, reforçando a estratégia de expansão global.

Inovação deve impulsionar competitividade internacional

Para especialistas do setor, o novo acordo comercial representa uma oportunidade para que o Brasil deixe de atuar apenas como exportador de produtos e passe a ganhar espaço como fornecedor de tecnologia para a indústria da moda.

A combinação entre inteligência artificial, automação, digitalização e processos sustentáveis tende a aumentar a competitividade das empresas brasileiras em mercados mais exigentes, consolidando o país como referência em soluções voltadas à transformação da cadeia global de vestuário.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Exame

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Tecnologia

Greve na Hyundai Motor: sindicato usa ameaça de paralisação contra implantação do robô Atlas humanoide

A Hyundai Motor enfrenta uma crescente tensão trabalhista após seu sindicato sinalizar que pode recorrer a uma greve na Hyundai como forma de pressionar a montadora a garantir proteção de empregos diante da implantação do robô humanoide Atlas nas linhas de produção.

Votação massiva autoriza paralisação

Mais de 86% dos cerca de 40 mil trabalhadores sindicalizados votaram a favor de uma paralisação na última quarta-feira. O resultado abre caminho para um embate direto envolvendo reajustes salariais, segurança no emprego e a introdução de tecnologias de automação.

Na quinta-feira, o sindicato também conquistou respaldo legal para avançar com a greve, após uma comissão estatal de mediação trabalhista suspender o processo de arbitragem entre as partes.

Automação e inteligência artificial entram no centro da disputa

Tradicionalmente focadas em salários e benefícios, as negociações anuais da montadora passaram a incluir um novo eixo central: a automação industrial e o impacto da inteligência artificial (IA) no emprego.

A Hyundai Motor Group anunciou planos para implementar gradualmente o robô Atlas, desenvolvido pela Boston Dynamics, em suas principais fábricas no mundo. A medida, no entanto, gerou forte resistência sindical.

Expansão do robô Atlas preocupa trabalhadores

O cronograma da empresa prevê o uso do Atlas a partir de 2028 na fábrica Hyundai Motor Group Metaplant America, localizada na Geórgia, nos Estados Unidos. A tecnologia deve ser aplicada inicialmente para aumentar a eficiência produtiva e, posteriormente, expandida para outras unidades.

O sindicato, porém, vê o avanço da robótica como uma ameaça direta aos postos de trabalho e incluiu na pauta de negociação a exigência de “garantia de emprego e condições de trabalho relacionadas à IA”.

Reivindicações salariais e bônus milionário

Além das preocupações com automação, os trabalhadores também pedem um bônus de desempenho equivalente a 30% do lucro líquido da montadora em 2024, o que pode ultrapassar 3 trilhões de won (cerca de US$ 1,94 bilhão).

A possibilidade de paralisação surge como uma ferramenta de pressão em meio às negociações estagnadas.

Pressão econômica e cenário global desafiador

A eventual greve na Hyundai Motor representa um risco adicional para a empresa em um momento de incerteza no comércio internacional.

No primeiro trimestre, a montadora registrou receita de 45,94 trilhões de won, alta de 3,4% em relação ao ano anterior. No entanto, o lucro operacional caiu 30,8%, impactado por tarifas nos Estados Unidos.

Além disso, a concorrência crescente de fabricantes chineses, especialmente no setor de veículos elétricos, intensifica a pressão sobre a montadora sul-coreana.

Desafio para a gestão: emprego versus automação

Para a administração da Hyundai, o principal impasse está na exigência sindical de manter garantias de emprego mesmo com a expansão da robótica e da IA.

Historicamente, as negociações trabalhistas da empresa se concentravam em salários, bônus e benefícios de aposentadoria. Agora, porém, o debate avança para questões estruturais de longo prazo, envolvendo o futuro do trabalho diante da automação industrial.

FONTE: Korea Times
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Korea Times

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Investimento

Fischer Eletrodomésticos aposta em expansão industrial e mira R$ 1 bilhão em receita no Brasil

A Fischer Eletrodomésticos, indústria de Santa Catarina conhecida por popularizar o cooktop no Brasil, iniciou uma nova fase de expansão com a meta de alcançar R$ 1 bilhão em faturamento até 2028. Atualmente, a companhia já produz mais de 200 mil itens por mês, conta com cerca de 800 colaboradores e registrou receita de R$ 670 milhões em 2025.

Para sustentar o crescimento, a empresa anunciou um plano de investimentos de R$ 20 milhões em 2026, voltado à modernização da estrutura fabril, revisão de processos industriais e ampliação do portfólio de produtos.

Expansão industrial e foco em eficiência produtiva

Com sede em Brusque (SC), a cerca de 120 km de Florianópolis, a Fischer atua em um mercado altamente competitivo, dominado por multinacionais, mas consolidou posição de destaque em nichos como cooktops e fornos elétricos.

Segundo a diretora comercial e de marketing, Karin Fischer, o crescimento anual gira entre 8% e 9%, sustentado por ganhos de eficiência e inovação. A estratégia da companhia inclui reforço em tecnologia, automação e produtividade industrial. Hoje, parte das linhas de produção opera com ciclos inferiores a um minuto por unidade, refletindo o avanço da automação industrial na fábrica.

Produção nacional e modernização da fábrica em Brusque

O parque fabril da empresa ocupa cerca de 140 mil metros quadrados e concentra praticamente toda a operação industrial. Aproximadamente 85% dos produtos são fabricados no Brasil, reforçando o perfil de indústria nacional de eletrodomésticos.

O novo ciclo de investimentos seguirá a mesma lógica de modernização adotada nos últimos anos. “O maior investimento está na indústria. Estamos revisando máquinas, processos e portfólio para ampliar capacidade e agregar novas funcionalidades aos produtos”, afirma Karin Fischer.

Nos últimos oito anos, a Fischer praticamente dobrou de tamanho sem ampliar de forma proporcional o quadro de funcionários. O avanço foi impulsionado por investimentos contínuos em tecnologia, produtividade e eficiência fabril. A estratégia reforça a aposta da empresa em modernização industrial como motor de crescimento, mantendo competitividade no segmento de eletrodomésticos no Brasil.

Da oficina de bicicletas à liderança em cooktops

A origem da Fischer remonta a 1961, quando Ingo Fischer abriu uma oficina de bicicletas em Brusque. O espaço funcionava durante o dia para reparos e, à noite, também servia para manutenção de eletrodomésticos, como geladeiras e fornos, ao lado do irmão Nivert. Em 1966, o negócio foi formalizado como Irmãos Fischer, dando início à expansão da empresa familiar.

O primeiro salto de crescimento ocorreu com a produção de equipamentos para a indústria pesqueira e frigoríficos do Sul do país. A empresa fabricava desde estruturas em aço inox até máquinas industriais para processamento de alimentos. Depois, passou a atuar com produtos seriados, como fornos elétricos de bancada, carrinhos de mão e betoneiras para construção civil.

A entrada definitiva no setor de eletrodomésticos aconteceu nos anos 2000, quando a Fischer lançou os primeiros cooktops fabricados no Brasil, em um mercado até então dominado por importados e voltado a consumidores de maior poder aquisitivo. “Nós ajudamos a tornar a cozinha planejada mais acessível ao consumidor brasileiro”, destaca Karin Fischer.

Transformação da cozinha impulsiona novos produtos

A empresa acompanha a mudança do papel da cozinha nas residências brasileiras, que deixou de ser um espaço secundário para se tornar parte central de projetos arquitetônicos e de decoração. Esse movimento impulsionou a demanda por linhas built-in, com eletrodomésticos embutidos e maior integração ao ambiente.

Hoje, a Fischer oferece um portfólio amplo para cozinhas planejadas, incluindo cooktops, fornos de embutir, micro-ondas, coifas e depuradores. A companhia também aposta em soluções multifuncionais como diferencial competitivo no mercado de linha branca.

Entre os lançamentos recentes está uma cervejeira que também pode funcionar como adega ou frigobar, além de fornos com funções adicionais, como air fryer. “A multifuncionalidade é uma prioridade. Buscamos sempre ampliar o que cada produto pode oferecer além da função principal”, afirma a executiva.

Embora tenha forte presença no setor de cozinhas, a Fischer hoje opera em três frentes principais. A primeira é a divisão de eletrodomésticos, responsável pela maior parte do portfólio, com mais de 185 tipos de produtos. A segunda linha de negócios envolve equipamentos para a construção civil, como betoneiras e carrinhos de mão. Já a terceira aposta em sistemas construtivos modulares, com painéis de aço termoacústicos utilizados em projetos de habitação, escolas e unidades de saúde, que podem ser montados em poucos dias. Essa diversificação reduz a dependência de um único mercado e abre novas possibilidades de crescimento.

Meta é se tornar empresa bilionária até 2028

Ao completar 60 anos, a Fischer aposta na combinação entre inovação, tradição industrial e diversificação para sustentar sua próxima fase de expansão.

A empresa pretende transformar sua trajetória — iniciada em uma pequena oficina no interior de Santa Catarina — em uma operação com faturamento bilionário nos próximos anos, consolidando sua presença no mercado brasileiro de eletrodomésticos e indústria manufatureira.

FONTE: Exame
IMAGEM: Reprodução/Exame

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Indústria

FIESC na Hannover Messe 2026 reforça inovação e presença industrial brasileira

A participação da FIESC na Hannover Messe 2026 marca o fortalecimento da indústria catarinense em um dos maiores eventos globais de tecnologia. A feira ocorre entre 20 e 24 de abril, na Alemanha, reunindo líderes do setor industrial, inovação e transformação digital.

Missão empresarial amplia visibilidade do Brasil

A Federação das Indústrias de Santa Catarina integra a missão empresarial brasileira coordenada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). A ação inclui um estande institucional do Brasil e a apresentação de soluções inovadoras desenvolvidas no país.

Entre os destaques está o nanossatélite Catarina, projeto liderado pelo SENAI/SC, que simboliza o avanço da indústria tecnológica brasileira e o investimento em pesquisa aplicada.

Além disso, representantes de Santa Catarina participam da comitiva oficial, ampliando a inserção do estado em discussões estratégicas sobre o futuro da indústria global.

Nanossatélite Catarina-A2 pronto para lançamento

O nanossatélite Catarina-A2, desenvolvido pelo Instituto SENAI de Inovação em Sistemas Embarcados, já superou testes rigorosos que simulam o ambiente espacial. Com isso, o equipamento está preparado para ser lançado.

A tecnologia será utilizada para coleta de dados e comunicação, com aplicações diretas em áreas como meteorologia, defesa civil e agronegócio — setores essenciais para o desenvolvimento econômico.

Brasil ganha protagonismo na indústria global

Nesta edição, o Brasil ocupa a posição de país-parceiro oficial da Hannover Messe, o que amplia sua visibilidade internacional. O evento reúne empresas, governos e instituições para debater temas como inteligência artificial, automação industrial e sustentabilidade.

A feira também abre portas para negócios internacionais e parcerias estratégicas, consolidando o país como um player relevante no cenário da inovação industrial.

Catarinense concorre a prêmio internacional

Santa Catarina também se destaca com a presença da empresária Luciane Fornari, de Concórdia, finalista do Engineer Woman Award 2026. O prêmio reconhece lideranças femininas na engenharia e será entregue no dia 23 de abril durante o evento.

Fornari é fundadora da Fornari Indústria e cofundadora da PlanET Biogás Brasil, com mais de duas décadas de atuação no desenvolvimento de soluções voltadas ao agronegócio e às energias renováveis.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Tecnologia

Corrida pela mão de obra robótica redefine economia global

A ascensão da China como potência econômica foi construída sobre um dos maiores deslocamentos populacionais da história recente. Milhões deixaram o campo rumo às cidades industriais, saindo da pobreza extrema para integrar uma engrenagem produtiva marcada por jornadas intensas e condições rígidas de trabalho.

Esse contingente humano foi decisivo para a transformação do país em centro da manufatura global. Em 1980, o Produto Interno Bruto chinês era estimado em cerca de US$ 191 bilhões. Quatro décadas depois, supera US$ 18 trilhões. A nação deixou para trás o perfil de exportadora de bens de baixo valor agregado e passou a disputar a liderança em comércio internacional e tecnologia avançada.

Envelhecimento populacional pressiona crescimento

O modelo, no entanto, enfrenta limites. A China registra quatro anos consecutivos de queda populacional. Em 2025, os nascimentos somaram 7,92 milhões — o menor índice desde 1949. No mesmo período, a população total encolheu 3,39 milhões de pessoas.

O envelhecimento acelerado e a redução da força de trabalho criam um desafio estrutural: manter o ritmo de expansão econômica sem o chamado bônus demográfico que sustentou as últimas décadas.

Robôs assumem papel central na estratégia econômica

Diante da escassez de trabalhadores, o investimento em robótica deixou de ser complementar e se tornou prioridade estratégica. O governo chinês estabeleceu que os robôs humanoides e sistemas automatizados serão um dos principais motores econômicos entre 2026 e 2030.

A evolução tecnológica ficou evidente durante a Gala do Festival da Primavera de 2026, quando humanoides demonstraram movimentos complexos de kung fu, com equilíbrio e precisão comparáveis aos de humanos.

O avanço chinês também influencia a reorganização global de capital, à medida que grandes potências ampliam aportes em automação industrial e inteligência artificial como substitutas da mão de obra tradicional.

Tesla aposta em robôs como principal negócio

Nos Estados Unidos, a Tesla também sinaliza essa mudança de paradigma. A companhia afirmou que o robô humanoide Optimus poderá se tornar seu principal produto, superando inclusive o segmento de veículos elétricos em relevância estratégica.

O CEO Elon Musk projeta que, no futuro, a quantidade de robôs humanoides poderá ultrapassar a população mundial.

Impactos econômicos da nova revolução tecnológica

A consolidação da mão de obra robótica aponta para transformações profundas:

  • Fim da mão de obra barata como principal vantagem competitiva entre países
  • Substituição acelerada do capital humano por ativos tecnológicos
  • Robótica como novo eixo de crescimento econômico

O investimento em robôs já não é visto como aposta futurista, mas como resposta pragmática ao esgotamento do modelo baseado em trabalho abundante e de baixo custo.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/InfoMoney

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Tecnologia

Robôs humanoides em fábrica de aço nos EUA marcam avanço da automação industrial

A entrada de robôs humanoides na indústria do aço nos Estados Unidos inaugura uma nova fase da automação industrial e reacende o debate sobre o futuro do trabalho nas fábricas. Um programa piloto firmado no estado da Louisiana levará essas máquinas para o chão de fábrica, com foco em manufatura avançada, inteligência artificial incorporada e transformação da força de trabalho.

Acordo leva humanoides para fábrica na Louisiana

A empresa de robótica Persona AI assinou um Memorando de Entendimento com o Estado da Louisiana para iniciar testes com robôs humanoides na unidade da SSE Steel Fabrication, localizada na paróquia de St. Bernard. A iniciativa prevê a atuação das máquinas em um ambiente real de produção de aço, ao lado de trabalhadores humanos.

O projeto conta com o apoio da Louisiana Innovation, braço da Louisiana Economic Development, e da Greater New Orleans Inc., com o objetivo de posicionar o estado como referência em manufatura avançada com IA.

Testes no chão de fábrica e coleta de dados

Durante o programa piloto, os robôs humanoides serão avaliados em operações industriais pesadas, permitindo analisar como percebem o ambiente, se deslocam e executam tarefas em conjunto com pessoas. A proposta é coletar dados operacionais reais, ampliando o uso dessas tecnologias para além de ambientes controlados de laboratório.

Para Josh Fleig, diretor de Inovação da Louisiana Economic Development, o projeto representa um exemplo de inovação aplicada, capaz de gerar referências práticas para o desenvolvimento de tecnologias industriais de próxima geração.

Movimento global e investimentos no setor

O uso de robôs humanoides na indústria acompanha uma tendência global. A Persona AI recebeu recentemente um investimento de US$ 3 milhões da sul-coreana POSCO DX, sinalizando o interesse crescente do setor siderúrgico e industrial nessas soluções.

Outras empresas também avançam nesse caminho. A Hyundai, por exemplo, já implementou iniciativas semelhantes em fábricas nos Estados Unidos e apresentou um robô humanoide na CES 2026, movimento que gerou críticas de sindicatos preocupados com possíveis impactos sobre empregos.

Tecnologia pensada para ambientes humanos

Diferentemente dos robôs industriais tradicionais, os humanoides da Persona AI são projetados para atuar em espaços feitos para pessoas. Eles utilizam ferramentas comuns, caminham em terrenos irregulares e se adaptam a mudanças constantes no ambiente, características que ampliam sua aplicação em indústrias pesadas, como a siderurgia.

Segundo Justin Airhart, diretor de operações da SSE Steel Fabrication, a parceria permite testar tecnologias emergentes diretamente no chão de fábrica, com foco em segurança, produtividade e sustentabilidade da força de trabalho.

Trabalhos 4D e próximos passos do projeto

A Persona AI desenvolve seus robôs para os chamados empregos 4D — tarefas monótonas, perigosas, em declínio e sujas. A proposta é um modelo colaborativo, no qual as máquinas assumem atividades manuais repetitivas, enquanto os humanos se concentram em funções de maior valor agregado.

Nesta fase, o programa piloto irá treinar robôs humanoides soldadores para aplicações em fabricação industrial e construção naval. Autoridades estaduais e regionais veem a iniciativa como o primeiro passo para ampliar o uso da robótica humanoide na Louisiana, com novas informações previstas à medida que o projeto evoluir.

FONTE: Click Petróleo e Gás
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CPG

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Tecnologia

China entrega primeira leva de robôs humanoides para trabalho 24h na indústria

A fabricante chinesa UBTECH realizou a primeira entrega em grande escala de seu robô humanoide voltado para manufatura, logística e inspeção industrial. O lote inaugural do modelo Walker S2 ganhou destaque internacional após a divulgação de um vídeo em que centenas de unidades aparecem marchando de forma sincronizada em Shenzhen.

Vídeo viral levanta dúvidas, mas empresa garante autenticidade
As imagens mostram fileiras de robôs alinhados, executando movimentos coordenados antes de seguirem até contêineres de transporte no galpão da empresa. A repercussão global incluiu questionamentos sobre possível manipulação digital — especulação mencionada pelo jornal britânico The Sun, que ouviu especialistas em efeitos visuais.
A UBTECH, porém, negou qualquer edição e divulgou novas fotos, com funcionários ao lado dos humanoides, para comprovar a veracidade do material.

Humanoides projetados para operação contínua
Desenvolvido para atuar 24 horas por dia, o Walker S2 foi apresentado como uma solução de automação capaz de substituir tarefas repetitivas e de alta demanda nas linhas industriais. Somente em 2025, a empresa já acumulou mais de US$ 112 milhões em pedidos, incluindo encomendas individuais superiores a US$ 35 milhões.
Segundo o The Sun, unidades já foram enviadas para grandes fabricantes chinesas, como BYD, Geely, FAW-Volkswagen, DongFeng e Foxconn. O avanço comercial impulsionou o valor das ações da UBTECH, que subiu mais de 150% na bolsa de Hong Kong.

Tecnologia de equilíbrio e autonomia avançada
Documentos técnicos da UBTECH detalham os recursos que permitem autonomia e estabilidade ao modelo. O Walker S2 possui bateria removível com sistema de troca rápida, sensores de pressão nos pés, algoritmos de equilíbrio em tempo real e capacidade de se deslocar com segurança por diferentes superfícies.
O robô conta ainda com módulos de inteligência artificial embarcada, permitindo executar movimentos de precisão, manuseio de objetos, inspeções e transporte interno em ambientes industriais.

Nova fase da automação industrial
A UBTECH apresenta o Walker S2 como parte da “próxima era da manufatura inteligente”, destacando sua integração direta às linhas produtivas e seu papel no avanço da automação nas fábricas chinesas.

FONTE: UOL
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/YouTube/UOL

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Negócios

WEG anuncia mudanças na diretoria e cria nova vice-presidência para acelerar expansão internacional

A WEG anunciou uma ampla reorganização em sua diretoria executiva, com o objetivo de fortalecer a estratégia de crescimento internacional e impulsionar a inovação tecnológica. As alterações passam a valer a partir de 1º de janeiro de 2026 e incluem a criação de uma nova vice-presidência e ajustes nas atribuições de cargos que se reportam diretamente à presidência.

De acordo com comunicado ao mercado, os atuais diretores executivos que integram o comitê executivo passarão a ter status de vice-presidentes. As mudanças não alteram a estrutura estatutária da administração, mas buscam aprimorar a governança e a eficiência operacional da multinacional catarinense.

Nova vice-presidência de tecnologia

Entre as principais novidades está a criação da Vice-Presidência de Tecnologia, que terá como foco “definir diretrizes estratégicas para o desenvolvimento tecnológico e identificar sinergias entre produtos e soluções”, segundo a WEG.

A nova área será responsável por dar suporte a todas as unidades de negócio da companhia e será liderada por José Bastos Grillo, atual diretor da unidade de Negócio Digital & Sistemas.

Unificação de unidades e reforço na automação

Outra mudança relevante é a unificação das divisões de Automação e Digital & Sistemas, que formarão uma nova unidade de negócio. A liderança ficará a cargo de Manfred Peter Johann, atual diretor da unidade de Automação.

Dentro dessa estrutura, será criada uma nova diretoria de vendas voltada para os segmentos de drives e controles, sob o comando de Elder Jurandir Stringari, profissional com ampla experiência no setor e atualmente diretor da Divisão Internacional.

Novos nomes na liderança internacional

Com a movimentação, Anderson Fernandes assumirá o lugar de Elder na Divisão Internacional. Engenheiro elétrico e colaborador da WEG desde 1997, Fernandes possui trajetória consolidada nas áreas comercial internacional e de máquinas elétricas de grande porte.

Ele também liderou a WEG Electric Machinery, nos Estados Unidos, em 2014, e desde 2019 atua como diretor global de vendas da unidade de Energia, responsável por negócios de motores e geradores de alta tensão.

Estratégia de expansão global

Segundo a WEG, o objetivo das mudanças é “otimizar recursos e estruturas — industriais, comerciais e administrativas — e sustentar o plano de expansão internacional da companhia”. A empresa reforça que as alterações fazem parte de uma estratégia de longo prazo voltada à inovação, competitividade global e crescimento sustentável.

FONTE: NSC Total
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/WEG

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Logística

O modelo de locação que está revolucionando a intralogística nacional

Esteiras Motorizadas: a solução que nasceu da necessidade de automatizar sem investir milhões.

A Esteiras Motorizadas surgiu com uma proposta inovadora em um mercado dominado pela venda de equipamentos. Muitas empresas precisam de automação, mas não possuem orçamento para aquisição. O modelo tradicional de venda exclui negócios que necessitam dessas ferramentas, e foi a partir desse cenário que nasceu a ideia da locação de equipamentos: gerar ganhos financeiros sem investimento, oferecendo soluções inteligentes, produtivas e acessíveis. Dessa forma, as empresas podem aumentar a produtividade de suas operações de imediato.

A locação como resposta à realidade econômica brasileira

A condição econômica do Brasil impulsionou essa decisão. Investir milhões em automação não é viável para a maioria das companhias, e o modelo de locação permite acesso imediato à tecnologia, sem custos de aquisição, reduzindo despesas e acelerando resultados. Assim, a locação garante competitividade e torna o avanço tecnológico possível para empresas de diferentes portes.

Com anos de experiência em operações de intralogística e foco em soluções produtivas e acessíveis, a Esteiras Motorizadas se consolidou como pioneira na locação de equipamentos para automação intralogística. A empresa desenvolveu simuladores que demonstram, de forma prática, os benefícios da locação em comparação à compra e à operação manual x automatizada, transmitindo segurança e confiança na tomada de decisão. O resultado é evidente: redução de custos, aumento da produtividade e melhores condições de trabalho, sem necessidade de capital imobilizado.

As soluções oferecidas são completas e seguras, voltadas especialmente a operações de cargas batidas como: descarga, carregamento, checkout de e-commerce, separação de rotas e montagem de kits. O serviço inclui avaliação “in loco”, implantação com acompanhamento técnico, apoio em cálculos de ganhos operacionais, manutenção preventiva e projetos personalizados. Todos os equipamentos seguem as normas da NR12, garantindo segurança e conformidade legal.

Resultados reais que comprovam ganhos operacionais

Os impactos são comprovados. Em um caso real, o tempo de descarga em uma operação de luvas de contêineres caiu de 12 horas para 4h30 com o uso dos nossos equipamentos, resultando em aumento da produtividade e economia. Em média, os resultados alcançam um saving líquido de R$ 100 mil por ano com redução de custos de mão de obra, além de ganhos como menor absenteísmo, aumento da capacidade instalada e melhor ergonomia.

Diante da escassez de mão de obra, especialmente em regiões com baixo desemprego como o sul do país, a automação tornou-se obrigatória. Empresas que não investirem nesse caminho terão dificuldades em se manter competitivas. O modelo de locação da Esteiras Motorizadas democratiza o acesso à automação, tornando-a viável até para empresas menores.

Inovação e proximidade com o mercado

Por ser jovem, a empresa não se prende a modelos tradicionais e atua próxima aos clientes, oferecendo soluções alinhadas às reais necessidades do mercado. Reconhecida como pioneira no modelo de locação para intralogística no Brasil, a Esteiras Motorizadas já trabalha lado a lado com grandes players e mira a expansão nacional, investindo em novas tecnologias voltadas à inteligência operacional.

Para a empresa, a automação não é mais uma opção, mas um caminho obrigatório para o crescimento e a competitividade. O diferencial está em oferecer um modelo acessível e sustentável, que transforma operações logísticas de forma inteligente, garantindo melhores resultados para todo o setor.

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