Comércio, Portos

Produtores argentinos são apresentados aos portos do Paraná

Comitiva está no Brasil para intercâmbio e visitas técnicas

A Portos do Paraná recepcionou, nesta terça-feira (20), um grupo de 27 produtores argentinos da província de Córdoba, vinculados à Associação de Cooperativas Argentinas (ACA). Eles estão realizando um intercâmbio no Brasil e aproveitaram a oportunidade para conhecer de perto o complexo portuário paranaense. A maioria dos visitantes é ligada à produção de soja, milho e trigo, e pôde observar como é feita a movimentação de cargas nos Portos de Paranaguá e Antonina.

“Mostramos a eles um pouco do que é a Portos do Paraná. Falamos sobre as principais cargas que passam por aqui, o processo logístico e apresentamos os investimentos que estão sendo feitos e os que ainda serão iniciados para impulsionar ainda mais nossas operações”, destacou o assistente administrativo André Lobo, responsável pela apresentação institucional à comitiva argentina.

De acordo com Geferson Ecker, guia e responsável pela vinda dos argentinos, a ACA é uma das maiores representantes do setor produtivo do país vizinho. “Eles têm 136 entidades associadas e estão no Brasil para entender o mercado de grãos. Estamos realizando visitas a cooperativas brasileiras, ao Porto de Paranaguá e a cerealistas. A ideia é compreender como está o mercado brasileiro neste período”, explicou.

Para o conselheiro da Cooperativa Unión de Justiniano Posse, da província de Córdoba, a maior surpresa tem sido a grandiosidade das produções no Paraná e também do Porto de Paranaguá. “Excelente a visita, excelente a atenção do Porto. No nosso caso, a principal produção envolve grãos: soja, milho e trigo. Algumas cooperativas são fortes também na produção de arroz. Temos alguma diversidade e viemos para entender como funciona a produção no Brasil e ver se podemos melhorar algo copiando o que é feito aqui”, afirmou.

Para a assessora da Diretoria de Desenvolvimento Empresarial, Anielle Silveira, receber grupos interessados na atividade portuária é muito importante para a Portos do Paraná. “Estamos sempre abertos a recepcionar comitivas como esta da Argentina, para apresentar a atuação dos Portos de Paranaguá e Antonina e fortalecer as relações com a comunidade empresarial e o setor produtivo”, finalizou.

Fonte: Portos do Paraná

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Industria, Internacional, Mercado Internacional, Negócios

Nissan considera fechamento de fábricas na Argentina e outros países, dizem fontes

A Nissan está considerando planos para fechar fábricas no Japão e no exterior, incluindo na Argentina e México, disseram fontes no sábado, como parte de um plano de corte de custos que a empresa sinalizou no início da semana passada.

A montadora está pensando em fechar a fábrica japonesa de Oppama, onde a Nissan iniciou a produção em 1961, e a fábrica de Shonan, operada pela Nissan Shatai, na qual a Nissan tem 50% de participação, disseram as fontes, o que a deixaria a companhia com apenas três instalações de fabris no Japão.

No exterior, além de Argentina e México, a Nissan está considerando encerrar a produção em fábricas na África do Sul e Índia, disse uma das fontes.

A terceira maior montadora do Japão revelou amplos cortes de custos na terça-feira, dizendo que reduzirá sua força de trabalho em cerca de 15% e cortará as fábricas de 17 para 10 em todo o mundo.

O jornal Yomiuri, que noticiou pela primeira vez o possível fechamento de fábricas no Japão e no exterior, disse que duas instalações no México estão sendo consideradas.

“Neste momento, não faremos mais comentários sobre esse assunto”, disse a Nissan em comunicado à imprensa. “Estamos comprometidos em manter a transparência com nossas partes interessadas e comunicaremos quaisquer atualizações relevantes, conforme necessário.”

Em declaração no sábado, a Nissan disse que havia anunciado anteriormente que consolidaria a produção das picapes Nissan Frontier e Navara do México e da Argentina em um único centro de produção centralizado em torno da fábrica de Civac, no México.

O fechamento de fábricas no Japão marca a primeira ação do tipo pela montadora japonesa desde o encerramento da fábrica de Murayama em 2001.

A fábrica de Oppama tem capacidade anual de cerca de 240 mil carros por ano e empregava cerca de 3.900 trabalhadores no final de outubro. Em 2010, ela se tornou a primeira fábrica da Nissan a começar a produzir o Leaf, amplamente considerado o primeiro veículo elétrico do mercado de massa do mundo.

A fábrica de Shonan, que produz vans comerciais, tem uma capacidade anual de cerca de 150 mil unidades e emprega cerca de 1.200 pessoas.

Fonte: MSN

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Internacional, Mercado Internacional, Negócios

Nota de crédito da Argentina sobe, e Fitch aponta avanço na estabilização do país

A pontuação de crédito da Argentina foi elevada para ‘CCC+’ pela Fitch Ratings nesta segunda-feira (12). A agência de classificação de risco citou o reflexo do lançamento “de um novo programa do FMI e a importante liberalização do mercado de câmbio que reforçaram a liquidez externa e a durabilidade do programa de estabilização econômica do presidente Javier Milei“.

Em nota, a Fitch ressaltou que a recuperação econômica argentina e a desinflação superaram as expectativas e os desenvolvimentos aumentaram a capacidade do governo Milei de efetuar os pagamentos da dívida a curto prazo.

Apesar de a inflação do país ter subido para 3,7% em março após cinco meses abaixo dos 3%, a Fitch disse que a “liberalização cambial não parece ter representado um retrocesso para a inflação, pois não implicou em uma depreciação significativa e teve repasse limitado, pois é um regime mais sustentável que ajudou a acalmar o comportamento dos agentes formadores de preços”.

É esperado que a inflação da Argentina caia para abaixo de 2% até o quarto trimestre de 2025, segundo a agência.

A Fitch ressaltou ainda que as eleições legislativas de meio de mandato em outubro serão um ponto determinante para a dinâmica das reservas internacionais e do acesso ao mercado, já que são um teste do apoio do projeto econômico de Milei.

A agência afirma que a economia argentina vem se recuperando rapidamente e aumentando a renda real. As reformas microeconômicas e os esforços de desregulamentação, além de investimentos em energia e mineração, estão melhorando as perspectivas econômicas e, portanto, é esperada uma forte recuperação do PIB de 5,6% em 2025.

Fonte: CNN Brasil

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Agronegócio, Comércio Exterior, Internacional

China busca produtos agrícolas da Argentina para substituir importados dos EUA

A China assinou uma carta de intenção com exportadores na Argentina para comprar cerca de US$ 900 milhões (R$ 5,1 bilhões) em soja, milho e óleo vegetal. É a mais recente indicação de que o país asiático está evitando adquirir esses produtos dos Estados Unidos durante a guerra comercial promovida pelo presidente Donald Trump.

Autoridades chinesas estiveram em Buenos Aires na quarta-feira para assinar o acordo não vinculativo, segundo duas pessoas familiarizadas com o assunto ouvidas pela agência Bloomberg, que não puderam ser identificadas por discutirem conversas privadas. O jornal argentino Clarín foi o primeiro a noticiar o acordo.

A China já é o maior comprador de soja não processada da Argentina, assim como do grão brasileiro. Além disso, Pequim, que já era cliente do óleo de soja argentino, abriu seu mercado parra o milho do país sul-americano no ano passado.

Embora não seja o primeiro acordo desse tipo, um compromisso tão grande e antecipado da China por produtos agrícolas argentinos é incomum. E sua concretização em meio à escalada da guerra comercial é um sinal de que a China está disposta a manter as tarifas sobre importações dos EUA — em retaliação aos tributos impostos por Trump aos produtos chineses exportados para o mercado americano — e, em vez disso, buscar produtos agrícolas na América do Sul.

A trading chinesa Cofco International afirmou hoje, em um comunicado de sua assessoria de imprensa em Buenos Aires, que chegou a um entendimento com a Sinograin, empresa estatal responsável pela gestão das reservas estratégicas de alimentos da China, para “ampliar o fornecimento de commodities agrícolas da Argentina para a China e explorar uma cooperação de longo prazo.”

Paralelamente, o Fufeng Group Ltd. da China está interessado em construir uma planta de processamento de milho, informou a Sociedade Rural Argentina em um post no X (antigo Twitter) no mês passado.

Fonte: O Globo

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ANVISA, Internacional

Anvisa participa de oficina na fronteira entre Argentina e Paraguai

Atividade faz parte de projeto para fortalecer a segurança sanitária em cidades de fronteiras dos países do Mercosul.

Entre os últimos dias 22 e 24 de abril, servidores da Anvisa participaram de uma oficina para elaboração do Plano de Contingência Bilateral para emergências de saúde pública. Outro objetivo do evento, realizado na cidade de Encarnação (Paraguai), foi planejar um simulado de campo entre as cidades gêmeas de Posadas (Argentina) e Encarnação.

A reunião contou com a presença de representantes da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas/OMS) e do Ministério da Saúde do Brasil, além de autoridades de saúde da Argentina, do Paraguai e do Uruguai.

O Projeto Fronteiras Saudáveis e Seguras no Mercosul busca trazer alternativas para superar os desafios do acesso universal à saúde das populações fronteiriças, além de promover a integração regional entre as cidades de fronteira, que compartilham uma estreita relação econômica, cultural e epidemiológica.

No âmbito do fortalecimento dos Planos de Contingência para eventos de saúde pública, por meio desse projeto, foi realizado um simulado inédito, em outubro de 2023, para testagem do Plano de Contingência da Tríplice Fronteira em Foz do Iguaçu (PR).

Assista aqui ao vídeo do simulado.

Até o final deste ano, está prevista, ainda, a realização de simulados de campo nas fronteiras entre Encarnação e Posadas, e entre Santana do Livramento (Brasil) e Rivera (Uruguai).

Fonte: Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa

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Comércio, Importação

Assoreamento em Paso Bermejo freia importação de soja

O assoreamento no Paso Bermejo, na confluência dos rios Paraguai e Paraná, gerou um gargalo logístico que restringe a importação de soja paraguaia para a Argentina.

Essa situação coloca em risco a atividade industrial do país antes da chegada da colheita local, segundo alertou Luis Zubizarreta, presidente da Câmara de Portos Privados Comerciais.

A intensa sedimentação provocada pela vazão do rio Bermejo obriga a divisão dos comboios de barcaças para atravessar o trecho, gerando uma congestão que afeta mais de 500 embarcações. Esse atraso impacta diretamente as plantas de moagem, que processam soja importada sob regime de importação temporária para reexportação de farelo e óleo — produtos nos quais a Argentina é líder mundial.

Zubizarreta advertiu que o atraso gera custos adicionais. Os armadores, que normalmente realizam dez viagens mensais, agora mal conseguem completar sete, encarecendo o frete fluvial e a logística em geral. Embora os fenômenos de cheia e assoreamento sejam comuns nesta época do ano, a gravidade atual é considerada “extraordinária”, evidenciando a necessidade urgente de investimentos em infraestrutura.

A nova licitação da Hidrovia aparece como elemento-chave. Melhorar a profundidade do rio permitiria aliviar os gargalos logísticos e otimizar a carga dos navios, reduzindo em até 10 dólares por tonelada os custos logísticos.

Zubizarreta também destacou a contradição estrutural: a Argentina possui uma das maiores capacidades industriais de moagem de soja, mas enfrenta capacidade ociosa devido à elevada carga tributária, que desestimula a produção local. Assim, a soja paraguaia e brasileira torna-se vital para manter em funcionamento a indústria agroexportadora.

Sem uma logística fluvial eficiente, advertiu o dirigente, será impossível sustentar a competitividade argentina no mercado global.

Fonte: Todo Logística News

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Agronegócio, Comércio, Exportação

Grãos/Argentina: receita com exportação aumenta 32% em abril, para US$ 2,524 bi

No acumulado do ano, a receita somou US$ 8,659 bilhões, representando aumento de 35% na comparação com igual período do ano anterior.

As exportações argentinas de grãos e derivados resultaram em receita de US$ 2,524 bilhões em abril. O montante representa aumento de 34% ante o mês anterior e de 32% na comparação com abril de 2024.

No acumulado do ano, a receita somou US$ 8,659 bilhões, representando aumento de 35% na comparação com igual período do ano anterior.

Os dados foram divulgados pela Câmara da Indústria Oleaginosa da República Argentina (Ciara) e pelo Centro de Exportadores de Cereais (CEC), entidades que representam 48% das exportações totais argentinas.

A receita em abril é resultado da redução dos impostos de exportação, de um novo regime cambial e do início da colheita da soja nos últimos dias do mês, disseram as entidades em comunicado.

O principal produto exportado pelo setor é o farelo de soja, seguido pelo óleo de soja e pelo milho.

Fonte: Compre Rural

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Comércio, Internacional, Logística, Negócios, Notícias

Paraguai e Argentina impulsionam comércio fluvial

Paraguai e Argentina estão explorando uma nova rota de comércio fluvial por meio da reativação do Porto de Barranqueras, localizado na província de Chaco.

O projeto ganhou força após uma reunião entre Patricio Ortega, diretor da Marinha Mercante do MOPC (Ministério de Obras Públicas e Comunicações), e Alicia Azula, administradora do porto. Barranqueras está situado em um braço do rio Paraná, a 350 quilômetros fluviais de Assunção.

Além disso, a conexão com o Paraguai está sendo reforçada com o dragagem do riacho Barranqueras, que o liga à Hidrovia Paraná-Paraguai. Segundo Azula, “esperamos iniciar as operações em junho, oferecendo uma alternativa competitiva para o comércio regional”.

O objetivo também é estabelecer um corredor logístico eficiente para reduzir o tempo e os custos do transporte de cargas paraguaias. Esse avanço coincide com uma mudança regulatória na Argentina que permite que embarcações paraguaias operem em portos argentinos que antes estavam restritos.

O novo decreto promove o transporte marítimo internacional e desregulamenta o cabotagem, abrindo novas possibilidades de intercâmbio bilateral. A localização estratégica do porto, próximo à cidade de Resistência, também o torna uma opção atraente em comparação com destinos tradicionais.

A reativação pode ajudar a descongestionar rotas tradicionais e facilitar o acesso ao norte argentino e outras áreas de influência.

Participaram da reunião também representantes da Direção da Bacia do Prata do Ministério das Relações Exteriores do Paraguai. O encontro faz parte de uma agenda mais ampla, que inclui visitas e reuniões com operadores logísticos interessados.

Entre eles, destaca-se a empresa de navegação Yerutí, que está avaliando operar no trecho fluvial Villeta–Barranqueras.

A iniciativa busca fortalecer a integração regional por meio de soluções logísticas sustentáveis e coordenadas entre os dois países.

Assim, a reativação do porto se apresenta como um avanço significativo para o comércio exterior paraguaio e para a cooperação fluvial binacional.

Fonte: Todo Logística News

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Internacional, Mercado Internacional, Notícias

Valorização surpreendente do peso argentino atenua temores de retomada da inflação

O peso argentino está avançando, apesar de ter sido liberado de controles cambiais de anos destinados a impedir sua queda, ajudando a afastar os temores de que o pesadelo recorrente da Argentina – a inflação – retorne.

O país sul-americano aliviou abruptamente neste mês a maioria dos controles em vigor desde 2019 que haviam atrelado o peso e restringido severamente o acesso de pessoas físicas e empresas aos mercados de câmbio, distorcendo os fluxos de comércio e investimento.

Isso desencadeou uma queda de mais de 10% na moeda na semana passada, gerando preocupações de que a inflação, que vinha desacelerando sob o plano de austeridade do presidente Javier Milei, voltasse a se acelerar.

Entretanto, o reforço dos planos do governo para um superávit fiscal, as promessas de não intervir no mercado de câmbio até que o peso se fortaleça, uma entrada de dólares provenientes das exportações de grãos, bem como as condições monetárias apertadas, têm impulsionado o peso desde então.

O peso tem se recuperado para perto de seu nível antes da suspensão dos controles, desafiando as expectativas do mercado e atenuando os temores de que um enfraquecimento fomentaria a inflação, que caiu para 56% na base anual, de quase 300% no início de 2024.

Os futuros do peso – apostas dos operadores sobre o rumo da moeda – têm se fortalecido de forma acentuada após as quedas iniciais, mesmo que ainda sugiram que o peso se enfraquecerá ao longo do ano como um todo.

“Agora não esperamos um impacto imediato sobre os preços”, disse o economista Fausto Spotorno, da consultoria local OJF, acrescentando que o aumento da concorrência e a falta de pesos no mercado devem compensar qualquer inflação importada por uma moeda mais fraca.

“O mercado também está dizendo que não tem dinheiro.”

A Reuters consultou seis analistas, que estimaram que a inflação de abril ficará entre 3% e 5%, mais alta do que nos últimos meses, mas abaixo das previsões anteriores, acima de 5%.

Milei tem feito do combate à inflação uma prioridade e reduziu a taxa mensal de um pico de cerca de 25% logo após assumir o cargo no final de 2023. No entanto, o patamar de 2% tem se provado ser um nível difícil de ser quebrado e, em março, a inflação chegou a subir para 3,7%.

O governo também precisa aumentar as reservas de moeda estrangeira esgotadas como parte de um acordo de empréstimo de US$20 bilhões recentemente fechado com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Fonte: Investing

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Internacional, Mercado Internacional, Negócios, Notícias

Entenda a mudança no câmbio da Argentina – e as reações mistas da medida de Milei

Mercado e o peso argentino tiveram reações opostas na segunda-feira 14, primeiro dia útil após o anúncio das mudanças

Desde que chegou à Casa Rosada, em dezembro de 2023, o presidente da Argentina, Javier Milei, implementou uma série de medidas controversas para domar a economia do país. Na última sexta-feira 11, o ultradireitista anunciou o último passo para estabilizá-la: o fim do controle cambial, conhecido como “cepo”, em vigor desde 2019. A decisão, que já havia sido antecipada pelo ministro da Economia, Luis Caputo, foi acompanhada pelo anúncio do acordo de 20 bilhões de dólares (117,5 bilhões de reais) com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

O mercado e o peso argentino tiveram reações opostas, como esperado, na segunda-feira 14, primeiro dia útil após o anúncio das mudanças de Milei. O S&P Merval, principal índice que reflete o desempenho das ações mais líquidas do país, registrou alta de 4,70%, enquanto o peso desvalorizou 11,38% em relação ao dólar – resultado direto da alta procura da população pela moeda americana, o que leva à queda momentânea, como acreditam analistas, da unidade monetária argentina.

O “cepo” restringia a compra e venda de dólares, limitada a 200 dólares, numa tentativa de estabilizar a economia da Argentina. A partir de sexta-feira, o governo Milei cancelou o câmbio fixo e deu o sinal verde para que o peso flutue entre 1.000 e 1.400 pesos por dólar, sem intervenção do Banco Central. A faixa expandirá em 1% a cada mês. O BC, no entanto, poderá atuar no mercado, comprando ou vendendo a moeda americana, caso o câmbio ultrapasse – para mais ou para menos – os limites de oscilação. 

O objetivo, segundo o FMI, é alcançar uma “taxa de câmbio totalmente flexível no contexto de um sistema bimonetário”. O governo argentino espera, então, que as mudanças levem à redução da inflação e queda nos impostos. Para Caputo, o controle cambial “limitava o funcionamento normal da economia”. Com as novas medidas, empresas também ganharam permissão para mandar remessas de lucros para o exterior, o que acredita-se que atrairá multinacionais. 

A administração Milei também pôs um ponto final no dólar blend, câmbio médio entre o dólar oficial e o dólar blue, como é chamada a moeda negociada no mercado paralelo. O mecanismo permitia exportações a preços mais competitivos, beneficiando o setor agropecuário. Além disso, o prazo de 30 dias para pagamento de importações de bens e serviços finais foi extinguido.

Fonte: Veja

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