Exportação

Exportações da Argentina para o Brasil crescem 6,9% em agosto de 2026

As exportações da Argentina para o Brasil avançaram 6,9% em agosto de 2026 na comparação com o mesmo mês do ano anterior, segundo dados da Câmara Argentina de Comércio e Serviços (CAC). O resultado representa o sexto mês consecutivo de crescimento das vendas argentinas ao mercado brasileiro.

O comércio bilateral entre Argentina e Brasil movimentou US$ 2,578 bilhões em agosto. O valor ficou 3,2% abaixo dos US$ 2,663 bilhões registrados em agosto de 2025. Em relação a julho deste ano, porém, houve alta de 0,3%.

Argentina aumenta vendas ao mercado brasileiro

As exportações argentinas somaram US$ 1,099 bilhão em agosto, enquanto as compras de produtos brasileiros chegaram a US$ 1,479 bilhão.

Com isso, a Argentina registrou déficit comercial de US$ 380 milhões no intercâmbio com o Brasil durante o mês.

O crescimento das vendas argentinas foi impulsionado principalmente por produtos como polímeros de etileno em formas primárias, veículos destinados ao transporte de mercadorias e a usos especiais, leite, creme de leite e outros produtos lácteos, além de óleo combustível derivado de petróleo.

Na direção contrária, a queda de 9,6% nas importações argentinas provenientes do Brasil esteve relacionada principalmente à redução das compras de veículos rodoviários, peças e acessórios para automóveis e veículos destinados ao transporte de passageiros.

Déficit comercial argentino diminui em 2026

Considerando os oito primeiros meses de 2026, o comércio bilateral gerou um saldo negativo de US$ 1,635 bilhão para a Argentina.

Apesar de permanecer deficitário, o resultado representa uma melhora expressiva em relação ao mesmo período de 2025. Entre janeiro e agosto do ano passado, o déficit argentino havia alcançado US$ 4,103 bilhões.

Ainda assim, agosto manteve a trajetória negativa iniciada em janeiro de 2026. Segundo o levantamento da CAC, o resultado também se deteriorou em relação aos quatro meses anteriores.

Argentina ganha espaço entre fornecedores do Brasil

A Argentina ficou na quarta posição entre os principais fornecedores do Brasil em agosto, considerando o valor das importações brasileiras.

A liderança ficou com China, Hong Kong e Macau, com US$ 6,609 bilhões, seguidos pelos Estados Unidos, com US$ 4,014 bilhões, e pela Alemanha, com US$ 1,411 bilhão.

Do lado das exportações brasileiras, a Argentina ocupou a terceira colocação entre os principais mercados compradores no mês.

China, Hong Kong e Macau lideraram, com US$ 8,340 bilhões em compras, enquanto os Estados Unidos ficaram em segundo lugar, com US$ 3,190 bilhões.

Exportações brasileiras também crescem

O desempenho do comércio exterior do Brasil apresentou expansão em agosto. As exportações brasileiras para o mercado internacional passaram de US$ 29,559 bilhões em agosto de 2025 para US$ 33,158 bilhões no mesmo mês de 2026, uma alta de 12,2%.

As importações também aumentaram. O valor subiu 9,3%, de US$ 23,578 bilhões para US$ 25,763 bilhões na comparação anual.

Com exportações superiores às importações, o Brasil encerrou agosto com superávit comercial de US$ 7,395 bilhões. Foi o 18º mês consecutivo em que a balança comercial brasileira apresentou resultado positivo.

FONTE: Cámara Argentina de Comercio y Servicios
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CAC

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Exportação

Milho argentino ganha competitividade e desafia exportações brasileiras em setembro

A Argentina vem ampliando sua presença no mercado internacional de milho justamente quando o Brasil enfrenta dificuldades para manter o ritmo de exportações observado em 2025. Com oferta elevada e preços competitivos, os argentinos caminham para um volume recorde de embarques, enquanto as primeiras estimativas para setembro indicam exportações brasileiras de milho inferiores às registradas no mesmo mês do ano passado.

A expectativa é que a Argentina embarque cerca de 10 milhões de toneladas de milho entre agosto e setembro, segundo informações divulgadas pela Reuters nesta semana.

O desempenho é favorecido pela perspectiva de uma safra 2025/26 recorde, estimada em 71,7 milhões de toneladas, além da demanda internacional provocada por problemas na oferta de milho da Ucrânia e perdas relacionadas ao calor em algumas regiões europeias.

Argentina amplia vantagem no mercado internacional

Gustavo Idigoras, presidente da CIARA-CEC, entidade que reúne exportadores e processadores argentinos, afirma que o milho do país ganhou força tanto em preço quanto em disponibilidade.

Essa combinação coloca a Argentina em posição favorável na disputa por compradores internacionais, principalmente em um momento de maior necessidade de reposição de estoques e de incertezas sobre a oferta de outros grandes produtores.

Para o Brasil, o avanço argentino representa uma pressão adicional sobre o programa de exportação de milho em 2026.

Brasil deve exportar menos milho em setembro

A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) projeta embarques brasileiros de aproximadamente 5,2 milhões de toneladas de milho em setembro.

Se a estimativa se confirmar, o resultado ficará abaixo das quase 7 milhões de toneladas exportadas pelo Brasil no mesmo mês de 2025.

Além da concorrência argentina, o milho brasileiro enfrenta neste ano a disputa com a oferta dos Estados Unidos e com uma demanda interna mais forte. O setor de etanol, por exemplo, tem ampliado a utilização do cereal no mercado doméstico.

Os dados iniciais de setembro reforçam o cenário de desaceleração. Nos quatro primeiros dias úteis do mês, foram embarcadas 1,13 milhão de toneladas, com média diária de 281,6 mil toneladas.

O ritmo representa uma queda de 18,1% em relação à média diária de 343,8 mil toneladas registrada em setembro de 2025.

Ritmo melhora em relação a agosto

Apesar da comparação negativa com o ano passado, os embarques brasileiros mostram recuperação quando comparados a agosto.

No mês anterior, o país exportou, em média, 221,7 mil toneladas por dia. Assim, a média registrada nos primeiros dias de setembro é aproximadamente 27% maior.

A questão agora é saber se essa aceleração será suficiente para aproximar o desempenho brasileiro dos níveis registrados em 2025 ou se o volume projetado pela Anec acabará se confirmando.

Argentina é apontada como risco para exportações brasileiras

A maior oferta argentina já vinha sendo considerada um fator de atenção para o mercado brasileiro de milho.

Em entrevista recente ao Notícias Agrícolas, Luiz Fernando Gutierrez, coordenador de Inteligência de Mercado da Hedgepoint, afirmou que o ritmo dos embarques brasileiros estava abaixo das expectativas e apontou a Argentina como uma das principais ameaças ao desempenho nacional.

Segundo o analista, a combinação entre disponibilidade elevada e preços competitivos aumenta a disputa entre Brasil e Argentina por compradores internacionais.

A Hedgepoint estima que o Brasil poderá exportar aproximadamente 41 milhões de toneladas de milho em 2026, volume próximo ao registrado em 2025. No entanto, Gutierrez avalia que essa projeção pode ser revisada para baixo caso o ritmo dos embarques continue abaixo do esperado.

Milho dos EUA perde parte da competitividade

A concorrência internacional também envolve os Estados Unidos, outro importante fornecedor de milho.

Eduardo Vanin, analista e estrategista sênior da Marex e da Agrinvest, avaliou em entrevista ao Notícias Agrícolas que a recente valorização do milho na Bolsa de Chicago reduziu a vantagem competitiva que o produto americano vinha apresentando nos últimos dois anos.

Na avaliação do especialista, o aumento das cotações está relacionado, em parte, às incertezas sobre os fluxos de grãos pelo Mar Negro.

Com preços mais elevados, o milho americano pode perder parte do espaço que vinha ocupando na disputa com o produto brasileiro no mercado internacional.

Próximas semanas serão decisivas para o milho brasileiro

Ainda não é possível afirmar que o avanço das exportações argentinas esteja retirando diretamente compradores do Brasil. O cenário observado até agora é de maior oferta argentina e preços competitivos em um período no qual os embarques brasileiros seguem abaixo do ritmo registrado em 2025.

As próximas semanas serão importantes para determinar se a recuperação das exportações brasileiras em setembro ganhará força.

Caso o desempenho permaneça inferior ao do ano passado, aumentará a pressão sobre as projeções de exportação de milho do Brasil em 2026, além de crescer a importância do mercado doméstico para absorver a produção disponível.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Agronegócio

China enfrenta impactos climáticos nas lavouras e pode aumentar demanda por grãos da América Latina

As condições climáticas adversas registradas desde meados de julho em importantes regiões agrícolas da China colocam em alerta a produção de milho, soja e algodão. O avanço de ondas de calor, chuvas intensas e inundações já afeta áreas produtoras do nordeste do país, da planície do norte e de Xinjiang.

O cenário passou a ser acompanhado de perto nesta quinta-feira, 27 de agosto, por produtores, exportadores e empresas do agronegócio latino-americano. Caso os danos provoquem perdas relevantes de produtividade ou comprometam a qualidade da safra chinesa, o país poderá recorrer mais ao mercado internacional, com possíveis reflexos sobre os fluxos globais de grãos, fibras e ração animal.

Clima extremo atinge principais regiões agrícolas da China

Segundo informações divulgadas pela Reuters, algumas das principais províncias produtoras chinesas enfrentaram condições meteorológicas fora do padrão.

Em Jilin e Liaoning, as temperaturas alcançaram ou ultrapassaram recordes históricos em diversas estações. Já Heilongjiang foi afetada por uma sequência de chuvas e episódios de inundação. Em Henan, o calor intenso registrado em julho foi seguido por fortes precipitações relacionadas ao tufão Dolphin.

Neste momento, o mercado busca dimensionar os efeitos efetivos sobre a safra. A principal dúvida é se os eventos climáticos resultarão em queda de produtividade, problemas de qualidade dos grãos ou uma combinação dos dois fatores. A resposta será fundamental para determinar se a China precisará ampliar suas compras externas.

Milho chinês entra no radar dos exportadores

No caso do milho, as temperaturas elevadas coincidiram, em determinadas áreas, com fases importantes do desenvolvimento das plantas. O calor persistente durante a polinização pode prejudicar a formação dos grãos, enquanto o excesso de água aumenta os riscos em áreas mais baixas do nordeste chinês.

Apesar dos problemas localizados, analistas ouvidos pela Reuters avaliam que a expansão da área cultivada com milho pode ajudar a limitar eventuais perdas na produção total. Por isso, ainda não há elementos suficientes para projetar uma queda expressiva da oferta doméstica.

A qualidade do milho disponível após a colheita, entretanto, ganha importância. Eventuais problemas nesse aspecto podem elevar a necessidade da indústria chinesa de recorrer a fornecedores externos para garantir matéria-prima destinada à alimentação animal.

América Latina pode ser afetada por novas compras chinesas

Uma eventual redução da disponibilidade de grãos para alimentação animal na China poderia alterar os fluxos internacionais de milho, sorgo e outros produtos utilizados na pecuária.

Nesse cenário, Brasil e Argentina aparecem entre os países diretamente interessados, já que estão entre os principais exportadores mundiais de milho. Ao mesmo tempo, terão de disputar espaço no mercado chinês com os Estados Unidos e outros fornecedores.

Os efeitos para o agronegócio da América Latina também podem ocorrer de forma indireta, por meio de mudanças nos preços internacionais, prêmios de exportação, custos de frete e contratos negociados nos mercados futuros.

Importações chinesas de milho e sorgo já avançaram

Os números do comércio exterior indicam que a China vem aumentando a aquisição de alguns produtos agrícolas.

Entre janeiro e julho, o país importou 1,36 milhão de toneladas de milho, volume 61,3% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior. As compras de sorgo cresceram 86,2%, enquanto as de cevada aumentaram 53,4%, segundo dados citados pela Reuters.

O movimento, por si só, não comprova o início de um ciclo estrutural de grandes importações. Ainda assim, mostra uma utilização maior de grãos importados e substitutos para alimentação animal.

Para os exportadores latino-americanos, a evolução das compras chinesas durante e após a colheita será um indicador mais importante para avaliar os efeitos do clima do que as primeiras estimativas de perdas nas lavouras.

Soja exige atenção especial de Brasil e Argentina

O mercado de soja apresenta características diferentes. Em Heilongjiang, o excesso de chuva prejudicou condições de temperatura do solo e reduziu a disponibilidade de luz, aumentando os riscos para a qualidade da produção e para os níveis de proteína.

Entretanto, existe uma diferença importante entre a soja produzida internamente pela China e aquela adquirida no exterior. Grande parte da produção doméstica é não transgênica e destinada ao consumo humano. Já a soja importada é utilizada principalmente no processamento industrial, conhecido como crushing, e na alimentação animal.

Por isso, uma eventual quebra da produção chinesa não necessariamente provocará um aumento proporcional das importações. Mesmo assim, qualquer mudança significativa na demanda do país asiático continua sendo estratégica para Brasil e Argentina, que concentram grande parcela da oferta mundial de soja.

Algodão também pode sofrer impactos

O algodão chinês é outro produto sob observação. Xinjiang responde por mais de 90% da produção nacional e enfrentou temperaturas elevadas e pouca chuva.

Em algumas áreas, as condições climáticas reduziram o número médio de cápsulas por planta, sinalizando possíveis impactos sobre a produtividade.

Ao mesmo tempo, as importações chinesas já chamam atenção. Nos primeiros sete meses de 2026, o país comprou 1,02 milhão de toneladas de algodão, praticamente o mesmo volume adquirido ao longo de todo o ano de 2025, conforme dados divulgados pela Reuters.

Se as perdas na produção doméstica forem maiores do que o esperado, a necessidade de importações poderá crescer e modificar a disputa entre fornecedores internacionais. O movimento interessa especialmente ao Brasil, que vem ampliando sua participação no comércio global de algodão.

Próximos dados serão decisivos para o mercado agrícola

Para produtores e empresas do agronegócio brasileiro e latino-americano, o principal indicador será a transformação dos danos climáticos em compras efetivas da China.

Relatórios sobre a qualidade da safra, o comportamento das importações de milho e demais grãos forrageiros, o ritmo do processamento de soja e os números do comércio de algodão serão fundamentais para medir o impacto real.

O cenário, portanto, não significa necessariamente uma alta automática das commodities agrícolas. Ele acrescenta, porém, uma variável importante às estratégias comerciais dos grandes exportadores.

Se a China precisar recorrer com maior intensidade ao mercado internacional, Brasil, Argentina, Estados Unidos e outros grandes fornecedores agrícolas voltarão a disputar de maneira ainda mais intensa a demanda do maior comprador de diversos produtos do agronegócio mundial.

FONTE: AgroLatam
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reuters/Tingshu Wang

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Comércio Internacional

Argentina deve registrar superávit comercial em julho e superar US$ 20 bilhões em 2026

A balança comercial da Argentina deve fechar julho novamente no azul, sustentada principalmente pelo desempenho das exportações de energia e produtos agrícolas. A projeção consta de uma pesquisa da Reuters com economistas locais e estrangeiros.

As estimativas apontam para um superávit comercial de US$ 1,85 bilhão no mês. Para o conjunto de 2026, a expectativa é de que o saldo positivo ultrapasse a marca de US$ 20 bilhões, favorecido pelos preços elevados das commodities no mercado internacional.

Exportações de energia e agricultura sustentam resultado

Entre os principais fatores por trás do desempenho argentino estão as vendas externas de produtos agrícolas e petróleo.

Para Ignacio Ruiz, economista da Ecolatina, as exportações devem continuar contribuindo para um resultado comercial robusto, especialmente diante do cenário favorável para os preços internacionais das commodities.

A combinação entre exportações de petróleo, energia e produtos do agronegócio deve manter a balança comercial argentina em território positivo ao longo do ano.

Superávit pode chegar a US$ 23 bilhões

A perspectiva para o resultado anual também melhorou. A última pesquisa de expectativas de mercado realizada pelo Banco Central da Argentina indica que o país poderá encerrar 2026 com um superávit comercial de aproximadamente US$ 23 bilhões.

Até junho, o saldo acumulado já alcançava US$ 13,9 bilhões. O desempenho inclui um resultado recorde de US$ 3,45 bilhões registrado em maio.

O resultado reforça a importância das exportações argentinas para a geração de divisas e para o equilíbrio das contas externas do país.

Importações seguem em ritmo moderado

Enquanto as exportações apresentam desempenho positivo, as importações da Argentina ainda avançam de forma limitada.

Segundo Ruiz, a demanda por produtos importados permanece contida, em linha com os níveis moderados de atividade econômica e consumo no país.

Esse comportamento contribui para preservar o saldo positivo da balança comercial, já que o crescimento das compras externas ainda não acompanha uma eventual aceleração das exportações.

INDEC divulgará resultado oficial de julho

O resultado definitivo da balança comercial argentina em julho será divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (INDEC) na quinta-feira.

Até a publicação dos dados oficiais, as projeções dos economistas indicam a manutenção de um cenário favorável para o comércio exterior argentino, com superávit comercial superior a US$ 20 bilhões esperado para 2026.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pexels/Freerange

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Exportação

Argentina e México avançam sobre espaço perdido pela madeira brasileira nos Estados Unidos

A perda de participação da madeira brasileira no mercado dos Estados Unidos começa a alterar a dinâmica do comércio internacional do setor. Parte das cargas que deixaram de ter os EUA como destino está sendo direcionada, ainda que gradualmente, para países como México, Alemanha, Vietnã, Espanha e Colômbia. Ao mesmo tempo, produtores argentinos aproveitam a abertura para conquistar clientes antes atendidos por serrarias brasileiras.

A avaliação é de Marcelo Wiecheteck, diretor de Desenvolvimento Estratégico da consultoria florestal STCP. Conforme levantamento citado pela Forbes Brasil, as exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram US$ 351 milhões no primeiro semestre, considerando as sete principais categorias de produtos de madeira.

Exportações de madeira serrada perdem espaço

O movimento já aparece nos dados de comércio exterior. As vendas brasileiras de madeira serrada de pinus para os Estados Unidos diminuíram 28% em março, chegando a US$ 8,1 milhões.

No mesmo mês, o México assumiu a liderança entre os compradores, com US$ 11,2 milhões em aquisições, segundo os registros de destino do Comex Stat.

Para Wiecheteck, transferir a produção brasileira para novos mercados não é uma tarefa simples. Mesmo assim, os exportadores começaram a buscar alternativas de maneira gradual, avaliando cada produto e mercado individualmente.

Alemanha, México e Suécia ampliam compras

O movimento de diversificação também aparece no segmento de compensados de madeira. Durante o trimestre, Alemanha, México e Suécia aumentaram suas compras do produto brasileiro.

As importações alemãs passaram de US$ 5 milhões para US$ 7,1 milhões. No México, o valor subiu de US$ 3,5 milhões para US$ 5,3 milhões. Já as compras da Suécia avançaram de US$ 800 mil para US$ 2,5 milhões.

O Vietnã também ganhou relevância entre os destinos da madeira serrada de pinus brasileira, reforçando a tentativa do setor de encontrar novos compradores fora do mercado americano.

Dados da Datamar, baseados em reservas de contêineres, apontam tendência semelhante. Entre janeiro e abril, os embarques de madeira brasileira cresceram 113% para a Espanha, 100,4% para a Colômbia e 34,4% para o México. No sentido contrário, os envios para os Estados Unidos caíram 31,2%, segundo informações da plataforma DataLiner.

Argentina disputa clientes brasileiros nos EUA

A Argentina ocupa uma posição diferente nesse processo. O país não aparece apenas como possível destino para a produção brasileira, mas também como concorrente da indústria madeireira brasileira no mercado americano.

A federação argentina do setor registrou crescimento de 34,58% nas exportações de madeira serrada de pinus no primeiro semestre, enquanto o consumo doméstico permanece praticamente estagnado.

Gustavo Cetrángolo, consultor responsável pelo relatório mensal da indústria da FAIMA, afirmou à Argentina Forestal que as exportações funcionam atualmente como uma alternativa para reduzir os efeitos da fraqueza da demanda interna.

As vendas argentinas de molduras de madeira para os Estados Unidos cresceram 16,65%, impulsionadas principalmente pela categoria Appearance Pine Board. No caso do compensado, as exportações aumentaram 93,59% em comparação com o segundo semestre de 2025.

Nova serraria amplia capacidade argentina

O avanço argentino também conta com novos investimentos. A austríaca HS Timber Group e a belga Forestcape estão construindo uma unidade em Virasoro, na província de Corrientes.

A joint venture prevê capacidade de produção de 370 mil metros cúbicos anuais de madeira serrada seca, posicionando o empreendimento para atender à demanda dos mercados externos.

Apesar das oportunidades, empresários argentinos apontam limitações na capacidade de resposta da própria indústria. Enrique Bongers, presidente da associação madeireira AMAYADAP, de Misiones, disse ao jornal Primera Edición que existe demanda internacional, mas as empresas ainda enfrentam dificuldades para atender integralmente os pedidos.

Diferença de tarifas aumenta pressão sobre o Brasil

A política tarifária dos Estados Unidos é outro fator que pesa na competitividade brasileira. Conforme a tabela americana, as molduras provenientes da Argentina estão sujeitas a uma tarifa de 10%. Para produtos brasileiros, porém, as cobranças acumuladas chegam a 37,5%, segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Representantes da indústria afirmam que o problema não se resume ao percentual das tarifas. A instabilidade provocada pelas mudanças comerciais também dificulta a manutenção de contratos e o planejamento das empresas.

Gustavo Milazzo, CEO da WoodFlow, afirmou à Forbes Brasil que o Brasil vem perdendo espaço para concorrentes como Argentina, Paraguai, Uruguai, Chile e México. Segundo ele, os efeitos já aparecem em fábricas com contratos suspensos, resultados negativos e adoção de férias coletivas.

Guilherme Ranssolin, CEO da Randa, fabricante de portas, compensados e molduras, também apontou a insegurança como um dos principais obstáculos à permanência dos produtos brasileiros no mercado americano.

Exportações aos EUA recuam em julho

A pressão aumentou após a divulgação dos números de comércio exterior referentes a julho. As exportações brasileiras para os Estados Unidos caíram 5% em valor e 11,9% em volume na comparação com o mesmo mês do ano anterior.

O efeito da nova tarifa, entretanto, ainda não pode ser isolado nos resultados de julho. Herlon Brandão, diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do MDIC, explicou que a cobrança só passou a produzir efeito pleno em 29 de julho, depois que cargas que já estavam em trânsito marítimo foram liberadas.

Antes mesmo da entrada em vigor da nova medida, porém, os compradores americanos já haviam reduzido em aproximadamente um terço os pedidos de madeira brasileira.

Desde o primeiro trimestre, exportadores passaram a redirecionar mercadorias ainda nos portos. O movimento ganhou força quando o México ultrapassou os Estados Unidos como principal destino da madeira brasileira movimentada pelo Terminal de Contêineres de Paranaguá.

México é comprador e concorrente

O México passou a exercer um papel duplo na cadeia internacional da madeira brasileira. De um lado, o país aumentou as compras do Brasil e chegou à liderança entre os destinos da madeira serrada de pinus em março.

De outro, também aparece entre os países que vêm conquistando espaço no mercado americano antes ocupado por fornecedores brasileiros.

Essa posição evidencia a disputa cada vez mais intensa por mercado internacional de madeira, em um cenário no qual os exportadores brasileiros precisam diversificar destinos enquanto enfrentam concorrentes mais competitivos em determinados produtos.

Molduras de pinus são o ponto mais vulnerável

Entre as categorias analisadas, as molduras de pinus apresentam uma das situações mais delicadas. Dados da STCP indicam que 98% da produção brasileira desse segmento foi estruturada para atender um único mercado: os Estados Unidos.

A elevada concentração torna o produto especialmente exposto às mudanças comerciais e tarifárias. Enquanto outros itens começam a encontrar compradores em diferentes países, as molduras possuem menos alternativas fora do mercado americano justamente por terem sido desenvolvidas para atender às exigências específicas daquele destino.

O cenário coloca a indústria brasileira de madeira diante do desafio de encontrar novos mercados sem perder competitividade, ao mesmo tempo em que Argentina e outros países ampliam sua presença entre os compradores dos Estados Unidos.

FONTE: Wood Central
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Comércio Exterior

Brasil é o principal parceiro comercial da Argentina e tensão diplomática gera preocupação econômica

A recente crise diplomática entre Brasil e Argentina, intensificada após a decisão do governo brasileiro de retirar seu embaixador do país vizinho, levanta preocupações que vão além da esfera política. Especialistas avaliam que o impasse pode afetar uma das relações comerciais mais relevantes da América do Sul.

O Brasil ocupa posição de destaque no comércio exterior argentino, sendo o principal destino das exportações do país e um parceiro estratégico para diversos setores da economia.

Brasil lidera como destino das exportações argentinas

Dados oficiais do Instituto Nacional de Estatística e Censos da Argentina (Indec) mostram que, no primeiro semestre de 2026, o país exportou cerca de US$ 49 bilhões em mercadorias, sendo US$ 6,2 bilhões destinados ao mercado brasileiro — o equivalente a 12,6% das vendas externas.

Entre os principais produtos embarcados para o Brasil estão veículos e equipamentos de transporte, cereais, plásticos, metais básicos e laticínios.

O mercado brasileiro também é o principal comprador dos produtos da indústria automotiva argentina, um dos segmentos que mais geram divisas para o país. Além disso, absorve grande parte das exportações de trigo, vinhos, azeite de oliva, frutas, hortaliças e produtos lácteos. No setor de serviços, o Brasil ocupa a segunda posição entre os principais destinos, atrás apenas dos Estados Unidos.

Importações brasileiras têm peso na economia argentina

No fluxo de importações, o Brasil aparece como o segundo maior fornecedor da Argentina, respondendo por 22,3% das compras externas, atrás apenas da China.

Os produtos mais importados incluem bens industrializados, automóveis de passeio, autopeças, equipamentos de transporte e bens de capital, essenciais para a atividade industrial argentina.

Apesar da intensa troca comercial, o saldo da balança bilateral permanece negativo para a Argentina. No primeiro semestre deste ano, o déficit foi de US$ 993 milhões, resultado melhor que os US$ 2,9 bilhões registrados no mesmo período de 2025.

Indústria automotiva é um dos pilares da integração

Grande parte da integração econômica entre os dois países está sustentada pelo Acordo de Complementação Econômica nº 14 (ACE 14), que permite o comércio de veículos sem cobrança de tarifas.

Firmado em 1990, o acordo foi renovado diversas vezes ao longo das últimas décadas e tem validade até junho de 2029. Governos e representantes do setor automotivo defendem a negociação de uma nova prorrogação para garantir estabilidade às cadeias produtivas dos dois países.

Além do comércio, o Brasil também figura entre os principais investidores estrangeiros na Argentina, ocupando a quarta posição no ranking de investimento direto, atrás de Estados Unidos, Espanha e Holanda.

Especialistas veem impactos limitados no curto prazo

Na avaliação do economista e ex-ministro da Produção da Argentina, Dante Sica, as tensões diplomáticas dificilmente provocarão mudanças imediatas no fluxo comercial entre os dois países.

Segundo ele, empresas instaladas nos dois mercados mantêm cadeias produtivas altamente integradas desde a consolidação do Mercosul, tornando improvável uma interrupção nas operações industriais ou comerciais em razão do momento político.

Projetos futuros podem sofrer atrasos

Embora os efeitos imediatos sejam considerados limitados, especialistas alertam que uma crise diplomática prolongada pode dificultar negociações estratégicas entre Brasil e Argentina.

Entre os temas que podem ser impactados está a ampliação da infraestrutura para exportação do gás produzido em Vaca Muerta, na Argentina, com destino ao mercado brasileiro, especialmente ao estado de São Paulo.

Também podem ocorrer atrasos em negociações envolvendo regulamentações técnicas, certificações de produtos e medidas para ampliar o acesso de mercadorias argentinas ao mercado brasileiro.

FONTE: Buenos Aires Herald
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Buenos Aires Herald

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Exportação

Exportações brasileiras para a Argentina recuam 18% em um ano, aponta balança comercial

As exportações brasileiras para a Argentina registraram queda de 18,1% nos últimos 12 meses, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). A comparação considera o mesmo período do ano anterior e mostra uma redução nas vendas ao terceiro maior parceiro comercial do Brasil, atrás apenas de China e Estados Unidos.

Apesar da retração, o mercado argentino continua desempenhando papel estratégico para a balança comercial brasileira, especialmente para setores ligados à indústria.

Vendas ao país vizinho diminuem em junho

Em junho, o Brasil exportou cerca de US$ 1,3 bilhão para a Argentina. No mesmo mês do ano anterior, o volume negociado havia alcançado aproximadamente US$ 1,6 bilhão, reduzindo a participação do país vizinho nas exportações brasileiras de 5,6% para 3,7%.

A indústria automotiva permanece como o principal segmento das vendas brasileiras ao mercado argentino, concentrando boa parte dos embarques de veículos e componentes.

Principais produtos exportados para a Argentina em junho de 2026

  • Veículos automóveis – US$ 223 milhões (16,86%)
  • Partes e acessórios para veículos – US$ 105 milhões (7,93%)
  • Veículos para transporte de mercadorias e usos especiais – US$ 57 milhões (4,34%)
  • Veículos rodoviários – US$ 38 milhões (2,88%)
  • Máquinas e aparelhos elétricos – US$ 34 milhões (2,58%)

Importações de produtos argentinos apresentam crescimento

Enquanto as exportações brasileiras recuaram, as importações da Argentina avançaram 3,8% em junho na comparação com o mesmo período de 2025.

Assim como ocorre nas exportações, o setor automotivo lidera o fluxo comercial entre os dois países, representando a maior parte das compras brasileiras.

Produtos mais importados da Argentina em junho de 2026

  • Veículos para transporte de mercadorias e usos especiais – US$ 352 milhões (27,41%)
  • Automóveis de passageiros – US$ 134 milhões (10,44%)
  • Trigo e centeio não moídos – US$ 77 milhões (6%)
  • Óleos brutos de petróleo e minerais betuminosos – US$ 71 milhões (5,53%)
  • Polímeros de etileno em formas primárias – US$ 58 milhões (4,53%)

Queda ocorre em meio a tensão diplomática entre Brasil e Argentina

A redução nas exportações para a Argentina acontece em um momento de desgaste nas relações diplomáticas entre os governos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do presidente argentino Javier Milei.

No último fim de semana, Milei voltou a fazer críticas públicas a Lula durante um evento político ligado ao senador Flávio Bolsonaro. Na sequência, o governo brasileiro manifestou oficialmente seu descontentamento por meio do ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, em reunião com o embaixador argentino, Daniel Raimondi.

As declarações também repercutiram entre integrantes do governo federal, ampliando o clima de tensão diplomática entre os dois países.

FONTE: O Globo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Luis Robayo/ AFP

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Exportação

Brasil pode perder posição para a Argentina nas exportações de milho, aponta consultoria

O Brasil poderá deixar de ocupar o posto de segundo maior exportador de milho do mundo na safra 2025/26. A projeção é da consultoria Hedgepoint Global Markets, que aponta a Argentina como favorita para assumir a vice-liderança do ranking internacional, atrás apenas dos Estados Unidos.

Segundo a análise, a mudança é influenciada pelas dificuldades enfrentadas pelos exportadores brasileiros para atender o mercado do Irã, um dos maiores compradores do cereal. Ao mesmo tempo, a Argentina ganhou competitividade após registrar uma safra robusta, ampliando sua capacidade de oferta ao mercado externo.

Argentina deve superar o Brasil nos embarques

A Hedgepoint estima que o Brasil exporte cerca de 43 milhões de toneladas de milho na temporada 2025/26. Já a projeção do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indica que a Argentina deverá embarcar aproximadamente 45 milhões de toneladas no mesmo período.

Caso o cenário se confirme, o país vizinho assumirá a segunda colocação entre os maiores exportadores globais do grão.

Apesar da possível perda de posição no ranking, a expectativa é de crescimento nas vendas externas brasileiras em relação ao ciclo anterior, quando o país exportou 41,1 milhões de toneladas.

Irã continua sendo mercado estratégico

De acordo com a consultoria, o Irã permanece como o principal destino do milho brasileiro. Em 2025, o país importou cerca de 9 milhões de toneladas do cereal produzido no Brasil.

Entretanto, o ritmo das compras diminuiu neste ano. Nos primeiros meses de 2026, as importações iranianas somaram aproximadamente 1,5 milhão de toneladas, abaixo das 2,3 milhões de toneladas registradas no mesmo período do ano anterior.

Essa redução nas aquisições é um dos fatores que afetam o desempenho das exportações brasileiras.

Demanda interna por milho segue em alta

Enquanto o mercado externo enfrenta desafios, o consumo doméstico continua avançando.

A Hedgepoint prevê que a demanda de milho para produção de etanol aumente em 5,5 milhões de toneladas, alcançando 28,5 milhões de toneladas na safra 2025/26.

Já o setor de ração animal deverá consumir 61,2 milhões de toneladas, um crescimento estimado em 200 mil toneladas na comparação com o ciclo anterior.

Produção brasileira deve permanecer estável

Para a próxima temporada, a consultoria projeta uma safra de milho de 140,3 milhões de toneladas no Brasil.

O volume representa uma leve redução em relação às 140,5 milhões de toneladas colhidas na temporada anterior, indicando um cenário de estabilidade na produção nacional, mesmo diante das mudanças previstas no mercado internacional.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Neves/Portos do Parana

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Internacional

Brasil assina acordo de integração aérea com Argentina, Chile e Paraguai para criar o Céu Único Sul-Americano

Brasil, Argentina, Chile e Paraguai deram um passo em direção à integração do transporte aéreo na América do Sul. Os quatro países assinaram, nesta terça-feira (14), em Assunção, no Paraguai, o Memorando de Entendimento do Alas (Acordo de Liberalização Aérea Sul-Americana), iniciativa que prevê a construção gradual do chamado Céu Único Sul-Americano.

O projeto busca criar um ambiente de maior integração entre os mercados aéreos da região, seguindo modelos já adotados em blocos como a União Europeia, além de iniciativas semelhantes na África e na Oceania.

Objetivo é ampliar voos e facilitar a conectividade entre os países

O memorando representa o primeiro compromisso formal para ampliar a conectividade aérea entre os países participantes. A proposta prevê, de forma gradual, a redução de barreiras regulatórias e a ampliação das oportunidades para a prestação de serviços de transporte aéreo.

Entre as metas estabelecidas estão o aumento da oferta de voos, a modernização das regras de acesso aos mercados e o fortalecimento da integração regional, sempre respeitando a legislação vigente de cada país.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, a iniciativa abre caminho para uma rede de cidades mais conectadas na América do Sul. Ele destacou que os acordos firmados com Paraguai e Argentina para a implementação da 7ª Liberdade do Ar, além dos estudos sobre outras liberdades aeronáuticas, poderão ampliar a integração entre os países nos próximos anos.

Uruguai deverá aderir ao acordo posteriormente

Embora não tenha assinado o memorando nesta etapa, o Uruguai informou que pretende integrar a iniciativa após concluir os procedimentos administrativos internos.

Os países signatários também deixaram aberta a possibilidade de adesão de outras nações sul-americanas interessadas em participar do projeto de integração aérea.

Grupo de trabalho terá prazo de um ano para apresentar propostas

O documento prevê a criação do Grupo de Trabalho Alas, formado por representantes das autoridades aeronáuticas dos países participantes.

O colegiado terá até 12 meses para desenvolver propostas voltadas à implementação gradual do Céu Único Sul-Americano. Entre os principais temas que serão discutidos estão:

  • Harmonização regulatória entre os países;
  • Reconhecimento mútuo de certificados e licenças aeronáuticas;
  • Facilitação do transporte aéreo e fortalecimento dos direitos dos passageiros;
  • Ações voltadas à sustentabilidade ambiental;
  • Desenvolvimento da infraestrutura aeroportuária e dos sistemas de navegação aérea.

Brasil atualiza acordos bilaterais com Paraguai e Argentina

Durante a agenda oficial em Assunção, o governo brasileiro também assinou memorandos de entendimento separados com Paraguai e Argentina para atualizar os Acordos Bilaterais de Serviços Aéreos.

Os documentos passam a produzir efeitos imediatos, permitindo a aplicação das novas regras enquanto os acordos definitivos seguem os procedimentos legais necessários para sua atualização. No Brasil, esse processo ainda dependerá da aprovação do Congresso Nacional.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Exportação

Exportações de vinho da Argentina avançam 14,2% no primeiro semestre de 2026

As exportações de vinho da Argentina registraram crescimento de 14,2% nos seis primeiros meses de 2026, impulsionadas pelo aumento das vendas de vinho a granel, espumantes e mosto de uva concentrado. Os dados constam no mais recente relatório divulgado pelo Instituto Nacional de Vitivinicultura (INV).

Entre janeiro e junho, o país exportou 102,6 milhões de litros de vinho, reforçando a recuperação do setor vitivinícola em comparação com o mesmo período do ano passado.

Receita com exportações também cresce

Além da expansão no volume embarcado, a receita obtida com as exportações de vinho e mosto apresentou resultado positivo. No primeiro semestre, o faturamento alcançou US$ 392,5 milhões FOB, alta de 6,6% em relação aos primeiros seis meses de 2025.

Embora o crescimento financeiro tenha sido menor que o avanço do volume exportado, o desempenho confirma o aumento da demanda internacional pelos produtos argentinos.

Vinho a granel lidera recuperação do setor

O relatório do INV mostra que o principal motor desse crescimento foi o vinho a granel, acompanhado pela forte expansão das vendas de espumantes. A mudança no perfil das exportações pode influenciar a oferta global e a competitividade dos vinhos argentinos diante de concorrentes como Chile, Austrália e países europeus.

Apesar da evolução nas exportações, os embarques marítimos em contêineres permaneceram 36% abaixo do registrado no mesmo período de 2025, indicando que parte das vendas ocorreu por outras modalidades logísticas.

Junho mantém ritmo positivo

Os resultados de junho reforçaram a tendência de recuperação observada ao longo do semestre. No mês, as exportações totalizaram 17,29 milhões de litros, crescimento de 11,6% na comparação anual.

O desempenho foi puxado principalmente pelos vinhos engarrafados, que avançaram 13,2%, enquanto os espumantes registraram expressiva alta de 89,6%. Já o vinho a granel apresentou crescimento de 6,2%.

Mosto concentrado amplia participação nas exportações

Outro destaque foi o mosto de uva concentrado, que também apresentou forte expansão nas vendas externas.

Somente em junho, as exportações do produto cresceram 89,5% em relação ao mesmo mês do ano anterior. No acumulado do semestre, os embarques atingiram 48.601 toneladas, representando um avanço de 38,3%.

Demanda internacional fortalece o setor vitivinícola

Os números indicam que a indústria do vinho argentino iniciou o segundo semestre em um cenário de demanda externa mais aquecida. No entanto, o crescimento da receita ficou abaixo da evolução do volume exportado, sinalizando possível pressão sobre os preços internacionais ou maior participação de produtos de menor valor agregado, como o vinho a granel.

Para importadores e empresas do setor de bebidas, o aumento da oferta argentina pode influenciar estratégias comerciais e a formação de preços em mercados internacionais, especialmente onde os vinhos sul-americanos disputam espaço com produtores da Europa, Chile e Austrália.

Segundo o Instituto Nacional de Vitivinicultura, o desempenho do primeiro semestre fortalece a posição da vitivinicultura argentina no mercado externo, com crescimento distribuído entre diferentes categorias de produtos e maior capacidade de resposta ao aumento da demanda global.

FONTE: Vinetur
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Vinetur

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