Portos

Portos do Sudeste movimentam quase 700 milhões de toneladas em 2025 e reforçam protagonismo logístico

Os portos do Sudeste consolidaram sua posição estratégica ao movimentar 699,8 milhões de toneladas em 2025. O volume representa crescimento de 7,52% em relação ao ano anterior, segundo dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários, compilados pelo Ministério de Portos e Aeroportos.

O avanço foi puxado principalmente pelas exportações, que registraram alta de 10,15% no período.

Granéis lideram expansão da movimentação portuária

O desempenho regional foi sustentado pelo aumento no transporte de granéis sólidos e granéis líquidos.

  • Granéis sólidos: 366,4 milhões de toneladas (+8,25%)
  • Granéis líquidos: 226,1 milhões de toneladas (+9,22%)
  • Cargas em contêineres: 72,4 milhões de toneladas (+1,53%)

O resultado reflete a força de cadeias produtivas estratégicas como mineração, energia e agronegócio, concentradas na região.

Crescimento atinge portos públicos e privados

O Sudeste abriga três dos cinco maiores portos do país em volume movimentado e registrou expansão em todos os seus terminais.

Entre os portos públicos, o destaque é o Porto de Santos, que alcançou 142,8 milhões de toneladas em 2025, alta de 2,98%, com forte participação de contêineres, soja, açúcar e milho.

O Porto de Itaguaí somou 62,8 milhões de toneladas (+3,55%), sendo o minério de ferro responsável por mais de 90% da movimentação.

Nos terminais privados, o Terminal de Tubarão registrou 87,4 milhões de toneladas, crescimento de 12,9%, também impulsionado pelo minério de ferro.

Já o Terminal Aquaviário de Angra dos Reis movimentou 70,4 milhões de toneladas (+12,28%). O Porto do Açu apresentou o maior avanço percentual da região: 20,31%, totalizando 60,4 milhões de toneladas, com operações concentradas em petróleo e derivados.

Minério e petróleo lideram cargas

Entre os principais produtos escoados pelos portos do Sudeste, o minério de ferro liderou com 239,1 milhões de toneladas. Na sequência aparecem petróleo e derivados, que somaram 217,1 milhões de toneladas.

A soja também teve papel relevante, com 39,6 milhões de toneladas embarcadas ao longo do ano.

Os números reforçam a posição do Sudeste como eixo central do escoamento mineral e energético do Brasil, além de corredor logístico para a produção agroindustrial.

Forte integração com o mercado internacional

Do total movimentado em 2025, 531,2 milhões de toneladas foram transportadas por longo curso, modalidade que conecta portos brasileiros a mercados internacionais.

A cabotagem também registrou crescimento de 5,91%, alcançando 137,4 milhões de toneladas e ampliando a integração marítima ao longo da costa brasileira.

O desempenho confirma o protagonismo logístico do Sudeste e a consolidação de um ambiente favorável à expansão da infraestrutura portuária e à competitividade do país no comércio exterior.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Vosmar Rosa/MPor

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Logística

Cabotagem cresce na Região Sul e movimenta 33,6 milhões de toneladas em 2025

A cabotagem na Região Sul retomou o ritmo de expansão e fechou 2025 com 33,6 milhões de toneladas transportadas entre janeiro e dezembro. O volume representa alta de 1,38% em comparação com 2024, quando foram registradas 33,2 milhões de toneladas.

Os números são da Agência Nacional de Transportes Aquaviários e foram compilados pelo Ministério de Portos e Aeroportos.

Recuperação após eventos climáticos

O resultado sinaliza a recuperação do transporte marítimo de curta distância após os impactos climáticos severos que atingiram o Rio Grande do Sul.

Entre os estados do Sul, Santa Catarina liderou a movimentação, com 19,6 milhões de toneladas. Na sequência aparecem:

  • Rio Grande do Sul: 9,6 milhões de toneladas
  • Paraná: 4,4 milhões de toneladas

Juntos, os três estados reforçam o papel estratégico da região na redistribuição de cargas, garantindo o abastecimento de energia, insumos industriais e bens de consumo para diferentes partes do país.

Principais cargas transportadas

Entre os produtos mais movimentados na cabotagem em 2025, destacam-se:

  • Petróleo: 17,2 milhões de toneladas
  • Contêineres: 10 milhões de toneladas
  • Derivados de petróleo: 3 milhões de toneladas
  • Ferro e aço: 2,6 milhões de toneladas

Também houve transporte relevante de gás de petróleo e biodiesel.

Essas cargas são consideradas essenciais para o fornecimento de energia, manutenção da atividade industrial e geração de emprego e renda.

Programa BR do Mar fortalece setor

A evolução do setor também está associada ao ambiente regulatório mais estável. As medidas adotadas no âmbito do Programa BR do Mar ampliaram a segurança jurídica e criaram condições para a expansão sustentável da cabotagem.

Segundo o Ministério de Portos e Aeroportos, a previsibilidade nas regras tem sido determinante para estimular investimentos, ampliar rotas e aumentar a eficiência logística.

Para o secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Luiz Burlier, a estabilidade regulatória reforça a confiança do setor e contribui para o desenvolvimento regional e a integração nacional.

O ministro da pasta também destacou que, mesmo diante de eventos extremos, a cabotagem brasileira manteve a continuidade operacional e sustentou o abastecimento e a competitividade dos estados do Sul.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Informação

Fórum Permanente dos Trabalhadores Aquaviários debate qualificação e fortalecimento do setor no Rio

A terceira reunião do Fórum Permanente dos Trabalhadores Aquaviários (FPTA) foi realizada nesta quinta-feira (26), no Rio de Janeiro, reunindo representantes do governo, empresas e trabalhadores do setor. O encontro teve como foco principal a qualificação profissional e a valorização dos aquaviários no Brasil.

A iniciativa é coordenada pela Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação, vinculada ao Ministério de Portos e Aeroportos, e integra a estratégia do governo federal para fortalecer o transporte aquaviário brasileiro.

Encontro na Marinha reforça diálogo institucional

A reunião ocorreu na sede da Diretoria de Portos e Costas, órgão da Marinha do Brasil. Durante os debates, foram discutidas diretrizes para modernizar a formação dos profissionais da navegação e alinhar políticas públicas às demandas atuais do setor.

O secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Burlier, que coordena o Fórum, destacou a importância do espaço como canal permanente de diálogo entre poder público, setor produtivo e trabalhadores. Segundo ele, a iniciativa contribui para consolidar o crescimento do setor com foco na valorização profissional.

Já o diretor de Navegação e Fomento, Daniel Aldigueri, ressaltou que a continuidade das reuniões permite acompanhar de perto as necessidades da navegação nacional e manter ativa a interlocução entre os diversos atores envolvidos.

Representação ampla do setor aquaviário

O encontro contou com representantes de entidades empresariais como:

  • Associação Brasileira das Empresas de Apoio Marítimo
  • Associação Brasileira de Armadores de Cabotagem
  • Associação Brasileira para o Desenvolvimento da Navegação Interior

Também participaram representantes dos trabalhadores indicados por:

  • Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Aquaviários e Aéreos, na Pesca e nos Portos
  • Sindicato Nacional dos Marinheiros e Moços de Máquinas em Transportes Marítimos e Fluviais
  • Sindicato Nacional dos Tripulantes Não Aquaviários

Além disso, estiveram presentes integrantes da Agência Nacional de Transportes Aquaviários, do Ministério do Trabalho e Emprego, da Transpetro, da Petrobras, do Ministério de Minas e Energia e da Casa Civil.

Perfil da categoria e investimentos em capacitação

Durante a reunião, a Marinha apresentou dados atualizados sobre a estrutura profissional do setor. Atualmente, o Brasil possui 73.238 marítimos ativos.

Desse total:

  • 59.331 atuam na área de convés, responsável pela navegação e operações das embarcações;
  • 13.907 são habilitados na área de máquinas, voltada à operação de motores e sistemas técnicos.

Os números evidenciam a dimensão estratégica da categoria e reforçam a necessidade de investimentos contínuos em formação técnica, atualização profissional e modernização da estrutura de ensino.

Ao final do encontro, os participantes visitaram a academia da Transpetro, onde conheceram simuladores de náutica e de máquinas utilizados na capacitação de profissionais embarcados.

Próximas reuniões já têm calendário definido

A agenda do Fórum prevê novos encontros na segunda quinzena de maio, agosto e novembro de 2026. A definição antecipada do calendário busca garantir a continuidade das discussões e o acompanhamento das ações voltadas ao desenvolvimento profissional dos aquaviários.

Fórum foi criado em 2025

Instituído pela Portaria nº 185, de 11 de março de 2025, o Fórum Permanente dos Trabalhadores Aquaviários foi criado para consolidar o diálogo entre governo, setor produtivo e trabalhadores do transporte aquaviário.

A iniciativa integra a política do Ministério de promover organização, qualificação e valorização da categoria, considerada estratégica para a logística e o comércio exterior do país.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Victor Cassiano/Diretoria de Portos e Costas

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Portos

Porto de Natal: empresa arremata terminal e prevê investimento de R$ 55 milhões para exportação de minério de ferro

O primeiro leilão do Porto de Natal foi realizado nesta quinta-feira (26), na B3, em São Paulo. O certame oficializou o arrendamento do terminal Pátio Norte (NAT01), voltado à movimentação de granéis sólidos, e marca uma nova fase na gestão da infraestrutura portuária do Rio Grande do Norte.

Terminal será operado por grupo com projeto mineral no RN

A área foi arrematada pela Fomento do Brasil Mineração, subsidiária do grupo indiano Fomento Resources. A empresa desenvolve o Projeto Ferro Potiguar, localizado no município de Tangará (RN), com foco na produção de minério de ferro.

O valor de outorga foi fixado em R$ 50 mil, e o contrato de arrendamento, com duração de 15 anos, prevê R$ 55,17 milhões em investimentos no período. O terminal NAT01 foi estruturado para ampliar o escoamento de cargas minerais, fortalecendo a vocação exportadora do porto.

Capacidade de movimentação deve quadruplicar

De acordo com a Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern), o arrendamento pode multiplicar por quatro o volume de cargas movimentadas no Porto de Natal.

Segundo o diretor-presidente da Codern, Paulo Henrique Macedo, o avanço resulta de articulação conjunta entre a estatal, o Ministério de Portos e Aeroportos e o governo estadual. Ele ressaltou que os investimentos recentes em logística portuária têm elevado a atratividade do terminal potiguar.

Entre as melhorias citadas estão obras de dragagem, reforço das defensas da Ponte Newton Navarro, substituição de dolphins de atracação, modernização de galpões e armazéns e implantação de energia fotovoltaica.

Governo projeta impacto positivo na economia

Durante a cerimônia, o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destacou o papel dos investimentos em infraestrutura para impulsionar o crescimento econômico. Ele afirmou que os próximos anos devem apresentar melhora nos indicadores, com aumento de aportes privados, geração de empregos e redução de juros.

A sessão pública foi conduzida pelo Ministério de Portos e Aeroportos, em parceria com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) e a B3, reunindo representantes do setor público e investidores da área portuária.

Outros terminais também foram leiloados

Além do NAT01, o leilão incluiu o terminal MCP01, no Porto de Santana, e o POA26, no Porto de Porto Alegre, ampliando a agenda federal de concessões no setor.

A expectativa é que os novos contratos fortaleçam a competitividade dos portos brasileiros e ampliem a capacidade de exportação de minério de ferro e outros granéis sólidos.

FONTE: Agora RN
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação

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Portos

ANTAQ moderniza controle patrimonial dos portos organizados com novo manual e sistema SisPAT

A Agência Nacional dos Transportes Aquaviários (ANTAQ) aprovou a criação do Manual de Inventário e Lista de Bens Reversíveis e a reformulação do Sistema de Controle Patrimonial dos Portos Organizados (SisPAT). A decisão foi publicada no Diário Oficial da União em 11 de fevereiro e marca um avanço na modernização do controle patrimonial dos portos organizados.

O novo manual, elaborado com apoio da Superintendência de Fiscalização e Coordenação das Unidades Regionais (SFC), será apresentado em transmissão no canal oficial da agência no YouTube, em data a ser divulgada.

Manual padroniza inventário de bens da União

Com cerca de 70 páginas, o documento estabelece critérios técnicos e metodológicos para o controle patrimonial de bens da União nos portos organizados, incluindo os chamados bens reversíveis.

O texto detalha requisitos mínimos de identificação, descrição, mensuração, classificação e avaliação dos ativos, em conformidade com a Resolução ANTAQ nº 43/2021. A padronização busca garantir maior uniformidade e segurança jurídica no envio das informações à agência reguladora.

Prazo para atualização anual dos inventários

A Resolução ANTAQ nº 75/2022 determina que autoridades portuárias e arrendatários devem encaminhar a atualização anual dos inventários até o dia 30 de abril.

Para esclarecer dúvidas, a agência disponibilizou o canal permanente de atendimento pelo e-mail inventario@antaq.gov.br.

SisPAT reformulado traz integração via API

A atualização do SisPAT foi desenvolvida para atender integralmente às normas vigentes e às diretrizes estabelecidas no novo manual. A principal inovação é a possibilidade de integração automática de dados por meio de API (Interface de Programação de Aplicações).

Com isso, os próprios regulados poderão cadastrar bens diretamente no sistema da ANTAQ ou sincronizar suas bases internas de dados com a plataforma da agência. A medida aumenta a celeridade, a rastreabilidade e a confiabilidade das informações patrimoniais.

Redução de custos e mais eficiência regulatória

O sistema permite tanto o preenchimento manual, com campos padronizados e validações automáticas, quanto o envio automatizado de grandes volumes de dados. A integração direta elimina a necessidade de inserção individual de cada bem, reduzindo erros operacionais e retrabalho.

Segundo a ANTAQ, a automatização também contribui para a redução do custo regulatório, uma vez que diminui a necessidade de mobilização periódica de equipes apenas para alimentação do sistema. Após a implementação da conexão via API, as atualizações podem ocorrer de forma recorrente e automática.

A iniciativa busca tornar o processo mais moderno e eficiente, permitindo que autoridades portuárias e arrendatários concentrem esforços em suas atividades principais, sem prejuízo do cumprimento das obrigações regulatórias.

FONTE: ANTAQ
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ANTAQ

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Portos

Governo Federal realiza 1º bloco de leilões portuários de 2026

O Ministério de Portos e Aeroportos, em parceria com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), realizará na próxima quinta-feira (26), na B3, em São Paulo, o primeiro bloco de leilões portuários de 2026. O certame envolve quatro terminais localizados em Natal, Macapá, Porto Alegre e Recife, com investimentos previstos de R$ 229 milhões e foco na movimentação de cereais, granéis, minerais e passageiros.

Recife: terminal de passageiros fortalece turismo regional

O terminal de passageiros do Recife (PE) terá investimentos de R$ 2,3 milhões e concessão de 25 anos. Junto com os portos de Fortaleza (CE), Maceió (AL) e Salvador (BA), o terminal vai integrar o circuito de cruzeiros nordestinos, consolidando a vocação da região para o turismo.

Porto de Santana (Amapá) impulsiona escoamento de grãos

O Porto de Santana, no Amapá, será destinado ao escoamento de grãos e cavaco de madeira, com previsão de investimentos de R$ 150,2 milhões e concessão de 25 anos. O terminal é estratégico para a região Norte, reforçando a infraestrutura portuária local.

Porto Alegre: foco em granéis sólidos

O POA26, localizado na poligonal do Porto Organizado de Porto Alegre (RS), terá arrendamento de R$ 21,13 milhões e concessão de 10 anos, voltado à movimentação e armazenagem de granel sólido. O leilão contribui para a modernização dos portos na região Sul do País.

Natal: minério de ferro e granéis minerais

O terminal de Natal (RN) será destinado ao escoamento de granéis minerais, especialmente minério de ferro, com investimentos de R$ 55,17 milhões e concessão de 15 anos. O empreendimento reforça a importância do Nordeste na movimentação portuária nacional.

FONTE: Modais em Foco
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Modais em Foco

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Portos

Portos da região Norte lideram crescimento no Brasil em 2025 e fortalecem o Arco Norte

Os portos da região Norte foram os que mais cresceram no país em 2025, consolidando a importância estratégica do Arco Norte para o escoamento da produção nacional. Dados do Painel Estatístico Aquaviário, da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), mostram que a movimentação na região avançou 10,33% em relação a 2024, totalizando 163,3 milhões de toneladas.

O desempenho supera com folga a média nacional, que ficou em 6,1%, e reforça a mudança no eixo logístico brasileiro, historicamente concentrado no Sul e Sudeste.

Arco Norte ganha protagonismo logístico

O crescimento confirma o papel do Arco Norte como alternativa eficiente para o escoamento da produção, especialmente do agronegócio. A rota reduz distâncias até mercados internacionais, diminui custos operacionais e contribui para aliviar gargalos em portos tradicionais.

A soja liderou a movimentação nos terminais nortistas, com 48,6 milhões de toneladas embarcadas — alta de 19,24% no ano. O volume corresponde a quase 30% de toda a carga processada na região.

O milho também apresentou expansão, somando 34,4 milhões de toneladas (+6,26%). Juntos, os dois grãos representaram 50,8% da movimentação total.

Além dos grãos, a bauxita foi destaque entre os minérios, com 24,8 milhões de toneladas transportadas.

Economia regional aquecida

O avanço não se restringiu às exportações de commodities. A movimentação de contêineres cresceu 15,28%, alcançando 12,1 milhões de toneladas. Como esse tipo de transporte envolve produtos de maior valor agregado — como eletroeletrônicos, bens de consumo e insumos industriais — o dado sinaliza dinamismo da economia regional.

Outro indicador relevante foi o aumento de 15,49% na movimentação de petróleo e derivados, que atingiu 13 milhões de toneladas. O crescimento reflete maior atividade industrial e demanda por combustíveis para transporte e produção.

Portos públicos e privados ampliam operações

Entre os complexos portuários, o Porto de Santarém registrou alta de 13,24%, movimentando 18,5 milhões de toneladas. Já o Porto de Vila do Conde cresceu 5,71%, alcançando 21,3 milhões de toneladas.

Na iniciativa privada, o Terminal Graneleiro Hermasa se destacou nacionalmente ao ampliar suas operações em 29,9%, totalizando 12,2 milhões de toneladas.

O Ministério de Portos e Aeroportos avalia que o resultado reflete a consolidação de um ambiente favorável a investimentos e a integração entre poder público e setor privado.

Nova fronteira de eficiência

Para o governo federal, o desempenho superior a 10% demonstra que o Norte deixou de ser apenas rota alternativa e passou a ocupar posição estratégica na logística nacional. A combinação de infraestrutura modernizada, investimentos privados e expansão do agronegócio fortalece a integração da região amazônica às cadeias globais de comércio.

Com a consolidação do Arco Norte, o Brasil amplia sua competitividade internacional e reduz custos logísticos, impulsionando exportações e promovendo desenvolvimento regional.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Portos

Portos de Santa Catarina movimentam 2,93 milhões de TEUs em 2025, alta de 14,5%

A movimentação de contêineres em Santa Catarina registrou crescimento expressivo em 2025. De acordo com dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), os portos catarinenses movimentaram 2,93 milhões de TEUs, avanço de 14,5% na comparação com 2024.

O desempenho garantiu ao estado uma participação de 19,1% em toda a carga conteinerizada movimentada no Brasil, consolidando Santa Catarina como um dos principais polos da logística portuária nacional.

Porto Itapoá se destaca no ranking nacional

O Porto Itapoá foi um dos principais destaques do ano, alcançando a terceira posição entre os portos brasileiros com maior movimentação de contêineres. Em 2025, o terminal somou 1,45 milhão de TEUs, crescimento de 20,5% em relação ao ano anterior.

O resultado reforça a relevância do porto no comércio exterior brasileiro e sua capacidade de absorver o aumento da demanda por operações de importação e exportação.

Complexo de Itajaí mantém protagonismo regional

O complexo portuário de Itajaí, que reúne Portonave, Porto de Itajaí e Barra do Rio, ocupou a quarta colocação nacional, com 1,43 milhão de TEUs movimentados.

De forma individual, a Portonave registrou 1,03 milhão de TEUs, uma queda de 14,5%, reflexo dos impactos causados pela reforma de um dos berços de atracação. Já o Porto de Itajaí apresentou forte recuperação, com 342,2 mil TEUs, crescimento de 808,6% no período. O terminal Barra do Rio, por sua vez, movimentou 52 TEUs, queda de 75,6% em relação a 2024.

Porto de Imbituba encerra ano com retração

O Porto de Imbituba respondeu pela movimentação de 106,7 mil TEUs em 2025, o que representa uma redução de 5,2% na comparação anual, segundo os dados consolidados pela ANTAQ.

Produtos com maior volume embarcado

Entre janeiro e dezembro de 2025, os outros compostos organo-inorgânicos lideraram a movimentação nos portos catarinenses, com 2,48 milhões de toneladas, crescimento de 32,1%. Na sequência aparecem as carnes de aves, com 2,26 milhões de toneladas (+23,6%).

A madeira serrada somou 978 mil toneladas, alta de 6,8%, enquanto a carne suína alcançou 977 mil toneladas, avanço de 31,8%, reforçando a importância do agronegócio e da indústria de base florestal para o desempenho logístico do estado.

FONTE: FIESC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Portonave / Divulgação

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Logística

Setor aquaviário brasileiro movimenta 1,4 bilhão de toneladas em 2025 e bate novo recorde, aponta ANTAQ

O setor aquaviário brasileiro encerrou 2025 com 1,4 bilhão de toneladas de cargas movimentadas, consolidando mais um recorde histórico. Os dados constam no Desempenho Aquaviário 2025, divulgado nesta terça-feira (10) pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), em Brasília. O volume representa um crescimento de 6,1% em relação a 2024, quando foram registradas 1,32 bilhão de toneladas.

Segundo a Agência, o resultado confirma uma trajetória contínua de expansão do transporte aquaviário, impulsionada pelo aumento da demanda logística e pela maturidade institucional do setor.

Crescimento reflete consolidação do setor

Na abertura do evento, o diretor-geral da ANTAQ, Frederico Dias, destacou que o desempenho não é pontual, mas resultado de um ciclo consistente de crescimento. Para ele, a divulgação dos dados reforça o papel técnico da Agência ao oferecer informações confiáveis para apoiar o planejamento do setor privado e a tomada de decisões estratégicas.

Minério de ferro lidera movimentação de cargas

Desde o início da série histórica do Estatístico Aquaviário, o minério de ferro permanece como a principal mercadoria transportada por peso bruto. Em 2025, foram movimentadas 425,8 milhões de toneladas, sendo 406,2 milhões destinadas ao longo curso.

Outros produtos também registraram desempenho relevante, como a soja, que alcançou 139,7 milhões de toneladas, com alta de 14% na comparação anual. O gás de petróleo somou 5,8 milhões de toneladas, crescimento de 10,4%, enquanto os fertilizantes atingiram 49,3 milhões de toneladas, avanço de 10% frente a 2024.

O mês de dezembro de 2025, cujo fechamento ocorreu em fevereiro de 2026, registrou 119 milhões de toneladas movimentadas, alta de 14,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Portos públicos mantêm ritmo de expansão

Os portos públicos movimentaram 497 milhões de toneladas em 2025, crescimento de 4,5%. O maior avanço proporcional entre as 20 principais instalações foi registrado no Porto de Santarém (PA), com 18,5 milhões de toneladas, aumento de 13,2%.

O Porto de Santos (SP) manteve a liderança nacional entre os portos públicos, com 142,8 milhões de toneladas, volume 3% superior ao de 2024.

Cargas conteinerizadas atingem novo recorde

A movimentação de cargas conteinerizadas também bateu recorde em 2025, com 164,6 milhões de toneladas, crescimento de 7,2%. Em número de contêineres, o setor alcançou 15,3 milhões de TEUs, avanço de 10,2%.

Do total, 10,4 milhões de TEUs foram transportados no longo curso e 4,8 milhões de TEUs na cabotagem, evidenciando a relevância crescente desse modal.

Granéis e navegação interior ganham força

Os granéis sólidos lideraram em volume, com 839,7 milhões de toneladas, crescimento de 6,3%, enquanto os granéis líquidos somaram 333 milhões de toneladas, alta de 6,1%. A carga geral solta alcançou 65,8 milhões de toneladas, com leve avanço de 0,8%.

Na navegação, o longo curso movimentou 1,01 bilhão de toneladas (+6%), a cabotagem chegou a 303,7 milhões de toneladas (+3,4%) e a navegação interior registrou 91,3 milhões de toneladas, com expressivo crescimento de 19,7%.

Terminais privados ampliam participação

Os Terminais de Uso Privado (TUPs) responderam por 906,1 milhões de toneladas, crescimento de 7% em relação a 2024. O maior avanço percentual foi do Porto Sudeste do Brasil (RJ), que movimentou 30,6 milhões de toneladas, alta de 23,8%.

Mesmo com queda de 2%, o Terminal Marítimo de Ponta da Madeira (MA) manteve a liderança entre os TUPs, com 172,4 milhões de toneladas movimentadas em 2025.

Projeções indicam avanço contínuo

As projeções da ANTAQ apontam que a movimentação portuária deve alcançar 1,44 bilhão de toneladas em 2026, crescimento estimado de 2,7%. Para 2030, a expectativa é que o setor atinja 1,59 bilhão de toneladas, mantendo a tendência de expansão do sistema portuário nacional.

Painel Estatístico amplia acesso aos dados

O Painel Estatístico Aquaviário está disponível no site da ANTAQ e permite consultas detalhadas por tipo de carga, operação e instalação portuária. A ferramenta pode ser acessada também por dispositivos móveis, facilitando o acompanhamento dos indicadores do setor.

Prêmio ANTAQ reconhece boas práticas

Ainda nesta terça-feira (10), a Agência realiza a 10ª edição do Prêmio ANTAQ, que reconhece estudos, projetos e iniciativas voltadas à melhoria dos transportes aquaviários. A cerimônia acontece às 19h, com transmissão pelo Instagram da Agência.

A principal novidade desta edição é a criação da categoria Conexão Hidroviária, que se soma às já existentes, como Desempenho Ambiental, Iniciativas Inovadoras, Artigos Técnico-Científicos e Gênero e Diversidade.

Despedida marca encerramento do evento

O evento também foi marcado pela despedida de Flávia Morais Lopes Takafashi, diretora da ANTAQ desde 2020 e servidora da Agência desde 2010. Primeira mulher indicada pela Presidência da República para a diretoria da autarquia, Flávia deixa o cargo oficialmente no dia 18 deste mês.

Sua gestão foi destacada pela ampliação do diálogo institucional, decisões técnicas relevantes e pelo fortalecimento da agenda de diversidade, incluindo o lançamento do Guia de Enfrentamento ao Assédio, iniciativa premiada pela Organização Marítima Internacional (IMO) em 2023.

FONTE: ANTAQ
TEXTO: Redação
IMAGEM: Thiago Sousa

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Portos

TCP lidera movimentação de contêineres no Sul do Brasil, aponta ANTAQ

A TCP, empresa responsável pelo Terminal de Contêineres de Paranaguá, foi reconhecida como o maior terminal portuário do Sul do Brasil em movimentação de cargas. O dado consta na atualização mais recente do Estatístico Aquaviário, divulgada nesta terça-feira (10) pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ).

Considerando operações de exportação, importação e transbordo, o terminal alcançou a marca de 1.535.118 TEUs (contêineres de 20 pés), volume 6% superior ao registrado pelo segundo colocado do ranking regional.

Liderança reforça papel estratégico do terminal

Segundo a TCP, o desempenho confirma a relevância do terminal na corrente de comércio exterior brasileira. Pelo segundo ano consecutivo, Paranaguá se consolida como o principal corredor logístico do Sul, apoiado por investimentos contínuos em infraestrutura portuária, tecnologia e qualificação de equipes.

De acordo com o superintendente institucional e jurídico da TCP, Rafael Stein Santos, os resultados refletem a confiança do mercado e a capacidade do terminal de manter elevados padrões de eficiência operacional e gestão portuária.

Investimentos impulsionam crescimento acima de 50%

Nos últimos cinco anos, a TCP investiu mais de R$ 500 milhões em obras estruturais e aquisição de equipamentos. Como resultado, a movimentação anual de contêineres cresceu mais de 50%, saltando de cerca de 1,1 milhão de TEUs em 2021 para mais de 1,6 milhão de TEUs em 2025.

Para 2026, a companhia projeta novos avanços, com foco na ampliação de capacidade e na descarbonização das operações, alinhando crescimento logístico e sustentabilidade ambiental.

Ampliação do calado aumenta eficiência operacional

Um dos marcos recentes foi a ampliação do calado operacional do Porto de Paranaguá, homologada em novembro de 2025 pela Portos do Paraná. A profundidade permitida para navios porta-contêineres passou de 12,80 metros para 13,30 metros, possibilitando um ganho médio de 400 TEUs por embarcação.

Desde a revisão, o terminal já recebeu 11 navios operando com calado superior ao limite anterior. Atualmente, Paranaguá possui o maior calado operacional da Região Sul, fator que amplia a competitividade do porto.

Recordes em cais, gate e ferrovia

Em 2025, a TCP atingiu um novo recorde histórico, com 1.662.549 TEUs movimentados, somando exportações, importações, transbordos e remoções. O volume representa crescimento de 7% em relação a 2024 e posiciona o terminal como o terceiro maior do Brasil e o primeiro do Sul a superar 1,6 milhão de TEUs.

No cais, o terminal registrou 1.019 atracações ao longo do ano, superando pela primeira vez a marca de mil navios. Já no ramal ferroviário, foram 1.295 trens atendidos, com mais de 103 mil contêineres movimentados, especialmente cargas de frango congelado, papel e celulose.

Nas operações rodoviárias, o gate do terminal contabilizou a passagem de mais de 597 mil contêineres transportados por caminhões, cerca de 10 mil a mais do que no ano anterior.

Exportações do agronegócio ganham destaque

A movimentação total da TCP em 2025 correspondeu a 11,5 milhões de toneladas de cargas, desconsiderando o peso dos contêineres. Desse volume, 72% foram destinados à exportação e 28% às importações.

Entre os principais destaques das exportações estão carnes e congelados (3,822 milhões de toneladas), madeira, papel e celulose e produtos do agronegócio. Nas importações, lideraram os segmentos químico e petroquímico, automotivo, eletrônicos e maquinários e construção e infraestrutura.

A TCP manteve a liderança como o maior corredor de exportação de carne de frango do Brasil, respondendo por 45% dos embarques nacionais em 2025. Também ampliou sua participação na exportação de carne bovina, que passou de 23% para 29% em um ano.

Além disso, o terminal foi responsável por mais de 70% das exportações brasileiras de feijão e gergelim, com crescimentos de 57% e 151%, respectivamente, consolidando Paranaguá como um polo estratégico do comércio exterior do agronegócio brasileiro.

FONTE: TCP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/TCP

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