Aeroportos

Concessões de portos, aeroportos e hidrovias terão regras unificadas, anuncia MPor

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) criou um Grupo de Trabalho (GT) com a missão de alinhar e uniformizar as regras aplicadas às concessões de portos, aeroportos e hidrovias no Brasil. A proposta busca ampliar a segurança jurídica, aumentar a previsibilidade regulatória e fortalecer a atratividade dos projetos de infraestrutura para investidores nacionais e estrangeiros.

A iniciativa reúne representantes do governo federal, agências reguladoras e integrantes do setor privado para discutir melhorias no modelo de concessões dos diferentes modais de transporte.

Governo quer ampliar estabilidade regulatória

Durante o anúncio da medida, o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, afirmou que o objetivo é criar maior coerência regulatória entre os setores sem desconsiderar as particularidades de cada modalidade.

Segundo o ministro, a intenção é construir uma estrutura regulatória mais integrada, aproveitando experiências já aplicadas em diferentes áreas da infraestrutura nacional.

Além da harmonização das normas, o grupo também irá analisar impactos econômicos e regulatórios, incluindo questões relacionadas à segurança jurídica e decisões já consolidadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

Grupo discutirá prorrogação de contratos e novos investimentos

Entre os temas prioritários do GT estão as regras para prorrogação contratual das concessões. O colegiado deverá propor diretrizes que ampliem os ganhos econômicos para o Estado, incentivem novos investimentos e contribuam para a melhoria dos serviços prestados à população.

Na avaliação do governo, a padronização das regras pode reduzir a percepção de risco dos investidores, facilitando o acesso a financiamentos e diminuindo o custo de capital dos projetos de infraestrutura.

O ministério também aposta no fortalecimento institucional e na estabilidade regulatória como fatores essenciais para ampliar a confiança do mercado nos projetos brasileiros.

Integração entre setores é vista como avanço estratégico

O diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil, Tiago Faierstein, destacou que a integração entre os setores de transporte pode impulsionar o desenvolvimento da infraestrutura nacional.

Segundo ele, a aproximação entre governo e iniciativa privada é necessária para criar um ambiente mais competitivo e favorável à atração de investimentos.

A diretora substituta da Agência Nacional de Transportes Aquaviários, Cristina Castro, afirmou que a diversidade de visões dentro do grupo pode contribuir para soluções mais eficientes e socialmente relevantes.

Setor privado acompanhará debates do grupo

O setor privado também terá participação nas discussões. A Confederação Nacional do Transporte (CNT), entidade representativa do segmento de transporte e logística, destacou a abertura do governo ao diálogo com empresas e investidores.

A assessora governamental da CNT, Dim Michelle Rodrigues, afirmou que a participação do setor privado tende a fortalecer os resultados das propostas debatidas pelo grupo.

Grupo terá prazo de 90 dias para apresentar relatório

O Grupo de Trabalho será coordenado pela Assessoria Especial do Gabinete Ministerial e contará com integrantes da Secretaria-Executiva do MPor, da Secretaria Nacional de Hidrovias e Navegação (SNHN), da Anac e da Antaq.

Especialistas e entidades externas poderão participar das reuniões como convidados, sem direito a voto. A atuação no colegiado será considerada prestação de serviço público relevante e não terá remuneração.

O GT terá prazo de 90 dias para concluir os estudos e apresentar um relatório final com propostas de aperfeiçoamento normativo e diretrizes para políticas públicas voltadas ao setor de infraestrutura.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Sérgio Frances/MPor

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Informação

Agenda ConectAR impulsiona debate sobre futuro da aviação civil no Brasil

A construção do novo planejamento estratégico da Agência Nacional de Aviação Civil para o período de 2027 a 2030 começou a ser debatida nesta semana durante o evento “Desafios da Aviação Civil para os próximos 5 anos”. O encontro reuniu representantes do governo, órgãos de controle e instituições financeiras para discutir os rumos da aviação civil brasileira.

Entre os participantes esteve Daniel Longo, secretário nacional de Aviação Civil do Ministério de Portos e Aeroportos, que destacou a importância da Agenda ConectAR como eixo central para a modernização do setor.

Agenda ConectAR prevê medidas para fortalecer a aviação

Segundo Daniel Longo, a Agenda ConectAR reúne 38 iniciativas voltadas ao crescimento sustentável da aviação brasileira. O programa inclui ações para redução de custos operacionais, ampliação da conectividade aérea, incentivo à concorrência e fortalecimento da segurança jurídica no setor.

De acordo com o secretário, os próximos anos exigirão maior competitividade e um ambiente economicamente mais sustentável para as empresas aéreas.

“O setor aéreo brasileiro precisa de um ambiente mais competitivo e economicamente sustentável”, afirmou.

Governo quer ampliar diálogo com a sociedade

Durante o painel, o secretário também ressaltou a necessidade de aproximar o setor da população. A proposta é ampliar o entendimento sobre o funcionamento da aviação civil, reduzindo a judicialização e qualificando o debate público sobre os desafios enfrentados pelas companhias e operadores aeroportuários.

Outro ponto abordado foi a adaptação da Anac às políticas públicas definidas pelo Governo Federal, mantendo ao mesmo tempo sua autonomia técnica e administrativa.

Como exemplo, Longo mencionou o programa AmpliAR, voltado ao estímulo de investimentos privados em aeroportos regionais, além das discussões sobre flexibilização das regras para aeroportos autorizados operarem voos regulares.

BNDES destaca desafios no financiamento da aviação regional

Representando o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Maurício Henriques afirmou que a expansão da aviação regional depende da criação de mecanismos de financiamento mais adequados à realidade do segmento.

Segundo ele, embora o banco já financie aeronaves fabricadas no Brasil, ainda existem dificuldades para apoiar a compra de aviões menores e usados, bastante comuns em operações regionais.

Henriques também destacou que temas como descarbonização da aviação e eletrificação já fazem parte do planejamento estratégico da instituição.

“A eletrificação da aviação é um caminho longo, mas precisamos começar a construí-lo agora”, declarou.

TCU reforça importância da estabilidade regulatória

O auditor do Tribunal de Contas da União, Carlos Modena, afirmou que a credibilidade institucional da Anac é um dos principais ativos da aviação civil no país.

Para ele, a manutenção de um ambiente regulatório estável será decisiva para ampliar o acesso da população ao transporte aéreo e garantir o crescimento sustentável do setor.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: João Batista

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Aeroportos

Sistema aéreo brasileiro em risco: sindicato alerta para possível colapso na aviação

O Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) publicou um manifesto público alertando para o risco de colapso no sistema aéreo brasileiro. O documento, encaminhado ao Congresso Nacional, ao Poder Executivo e a outras instituições, reúne análises técnicas sobre medidas recentes e propostas em tramitação que, segundo a entidade, podem afetar a segurança dos voos, a saúde das tripulações e a soberania do espaço aéreo.

De acordo com o SNA, o cenário atual exige atenção imediata das autoridades. A entidade destaca que alterações em curso na aviação civil têm impacto direto na operação do setor e podem gerar desequilíbrios estruturais. Entre os pontos mais sensíveis, o sindicato lista três temas considerados críticos.

Um dos focos de preocupação é o Projeto de Lei nº 539/2024, já aprovado pela Câmara dos Deputados. A proposta permite que companhias aéreas estrangeiras operem voos domésticos na Amazônia Legal utilizando tripulação internacional.

O texto está em análise no Senado Federal e vem sendo impulsionado para votação rápida. Para o sindicato, a medida carece de debate aprofundado sobre seus efeitos. A entidade argumenta que a proposta cria um ambiente de concorrência desigual, já que empresas brasileiras seguem regras mais rígidas, como a obrigatoriedade de contratação de tripulação nacional e cumprimento de encargos trabalhistas.

Ainda segundo o SNA, a flexibilização para empresas estrangeiras pode levar à precarização das relações de trabalho e ao enfraquecimento da aviação nacional, sem garantia de redução no valor das passagens.

Revisão de regras sobre fadiga preocupa tripulantes

Outro ponto destacado no manifesto é a revisão do Regulamento Brasileiro da Aviação Civil (RBAC) 117, que trata do gerenciamento de risco de fadiga entre tripulantes.

O sindicato afirma que o processo de atualização da norma está paralisado e critica propostas anteriores que sugerem aumento da jornada de trabalho e flexibilizações operacionais sem diálogo com a categoria. Para a entidade, a fadiga é um fator diretamente ligado à segurança de voo e exige discussão ampla com especialistas e trabalhadores.

O documento também menciona o Projeto de Lei Complementar nº 42/2023, que trata da aposentadoria especial para profissionais expostos a agentes nocivos. A proposta foi retirada de pauta na Comissão de Finanças e Tributação da Câmara.

Segundo o SNA, aeronautas enfrentam condições adversas como exposição à radiação, microvibrações e variações de pressão em altitude. A entidade defende a retomada da tramitação como forma de garantir proteção adequada à categoria.

Pressão por decisões e impactos no setor

Diante do cenário, o sindicato fez apelos às autoridades. Entre os pedidos estão a rejeição do PL 539/2024 no Senado, o avanço do PLP 42/2023 na Câmara e a retomada do diálogo sobre o RBAC 117 com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e o Ministério de Portos e Aeroportos.

A entidade avalia que o conjunto dessas questões pode levar a um quadro de instabilidade no setor aéreo, com reflexos para passageiros, profissionais e para a economia brasileira.

O alerta ocorre em um momento de recuperação gradual da aviação após períodos de instabilidade. Para o SNA, decisões envolvendo regulação, mercado de trabalho e segurança devem ser conduzidas com base técnica e transparência.

O sindicato classifica o momento como decisivo e defende que políticas públicas priorizem o equilíbrio entre competitividade, segurança operacional e valorização dos profissionais. A expectativa é que o tema ganhe destaque nos próximos meses, com a tramitação das propostas no Congresso e o avanço das discussões regulatórias.

Fonte: Estadão Conteúdo

Texto: Redação

Imagem: Reprodução Modais em Foco / Estadão Conteúdo

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Aeroportos

Alta do querosene leva aéreas a cortar voos e pressiona aviação no Brasil

O aumento do querosene de aviação (QAV), impulsionado pela disparada do petróleo, já provoca impactos diretos na malha aérea brasileira. Companhias aéreas cancelaram mais de 2 mil voos previstos para maio, em resposta à elevação dos custos operacionais.

Redução de voos atinge principalmente rotas menos rentáveis

Os cortes têm se concentrado em trajetos considerados menos lucrativos, preservando, por enquanto, rotas estratégicas como São Paulo–Rio de Janeiro e São Paulo–Brasília.

Entre os estados mais afetados pela redução na oferta de voos estão:

  • Amazonas (-17,5%);
  • Pernambuco (-10,5%);
  • Goiás (-9,3%);
  • Pará (-9,0%);
  • Paraíba (-8,9%).

A tendência, no entanto, pode se ampliar caso os custos continuem subindo.

Impacto direto da alta do combustível

Executivos do setor apontam que o principal fator por trás das suspensões é o reajuste de 54% no preço do QAV, aplicado no início de abril pela Petrobras. O combustível é um dos maiores componentes de custo das companhias aéreas.

Além disso, há expectativa de um novo aumento já em maio, com estimativa preliminar de alta próxima a 20%, dependendo da variação do mercado internacional nas últimas semanas.

Queda na oferta e menos assentos disponíveis

Dados da Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) mostram que o número médio de voos diários caiu de 2.193 para 2.128 em maio — uma redução de 2,9%.

Na prática, isso representa:

  • cerca de 2 mil voos a menos no mês;
  • redução de aproximadamente 10 mil assentos por dia;
  • retirada de cerca de 12 aeronaves de médio porte da operação.

Setor aéreo alerta para impacto “grave”

A Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas) classificou os efeitos do aumento do combustível como severos e informou que mantém diálogo com o governo para buscar alternativas.

Apesar de medidas anunciadas recentemente, como:

  • isenção de PIS/Cofins sobre o QAV;
  • adiamento de tarifas de navegação aérea;
  • possibilidade de financiamento via Fundo Nacional de Aviação Civil;

as empresas avaliam que os efeitos ainda são limitados frente à magnitude da alta.

Parcelamento do reajuste gera insatisfação

Uma das propostas para aliviar o impacto foi o parcelamento do aumento do combustível. No entanto, a cobrança de juros acima do mercado surpreendeu negativamente o setor.

Inicialmente, a taxa informada foi de 1,6% ao mês, depois ajustada para 1,23%, ainda considerada elevada pelas companhias aéreas.

Novas demandas das companhias

Além das medidas já anunciadas, as empresas defendem:

  • retomada da isenção de Imposto de Renda sobre leasing de aeronaves;
  • revisão das alíquotas do IOF aplicadas ao setor.

Essas ações são vistas como essenciais para reduzir custos e evitar novos cortes na malha aérea.

Petrobras cita regras contratuais

Em nota, a Petrobras informou que os preços do querosene de aviação são atualizados mensalmente, conforme contratos vigentes há duas décadas.

A empresa destacou que não antecipa reajustes devido à volatilidade do mercado, mas afirmou que estuda alternativas, como o parcelamento de aumentos futuros, dependendo das condições do setor.

Cenário segue incerto

Com o petróleo em alta no mercado global, o setor aéreo enfrenta um cenário de pressão contínua sobre custos. Caso os preços do combustível permaneçam elevados, novas reduções de voos podem ocorrer, afetando a conectividade e o preço das passagens no Brasil.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN Brasil

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Aeroportos

Leilão do Aeroporto do Galeão acontece em 30 de março com lance mínimo de R$ 932 milhões

O leilão do Aeroporto do Galeão está marcado para o dia 30 de março, às 15h, em uma iniciativa conduzida pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em parceria com a B3. A sessão pública ocorrerá na sede da bolsa, em São Paulo, com transmissão ao vivo pela internet.

O processo envolve a chamada venda assistida do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro/Galeão – Antônio Carlos Jobim, um dos principais terminais aéreos do país.

Critério será maior oferta econômica

O certame terá como base a melhor proposta econômica, considerando a maior oferta de contribuição inicial. O valor mínimo estipulado para participação é de R$ 932 milhões.

Além disso, o vencedor deverá pagar à União uma contribuição variável de 20% do faturamento bruto anual da concessão, válida até o fim do contrato, previsto para 2039.

Aquisição inclui controle total da concessionária

De acordo com o edital, o leilão prevê a compra de 100% das ações da Concessionária Aeroporto Rio de Janeiro (CARJ), atual operadora do terminal.

A operação também marca a saída da Infraero, que hoje possui 49% de participação societária. O modelo foi estruturado após contribuições coletadas em consultas e audiências públicas realizadas ao longo de 2025.

Documentos e participação da imprensa

Os interessados podem acessar todos os documentos relacionados à concessão do Galeão no site oficial da Anac.

Jornalistas que desejarem acompanhar o leilão presencialmente devem realizar credenciamento prévio junto à B3. Também será possível assistir ao evento de forma online, garantindo maior transparência ao processo.

Expectativa para o setor aeroportuário

O leilão do Galeão é visto como um passo relevante para o fortalecimento do setor aeroportuário brasileiro, com potencial para atrair novos investimentos e melhorar a gestão de um dos principais hubs do país.

A expectativa é que o novo operador contribua para ampliar a eficiência, a qualidade dos serviços e a competitividade do aeroporto no cenário internacional.

  • Data: 30/3 (segunda-feira)  
  • Horário: 15h
  • Local: Rua Álvares Penteado, 218, Centro, São Paulo*  
  • Transmissãohttps://www.youtube.com/live/7XZ5YTYlrdE 
    *A entrada para o leilão ocorrerá pela rua paralela (Rua Álvares Penteado, 218), pois a entrada principal está interditada.

FONTE: Anac
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/CNN

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Transporte

Empresa mexicana é autorizada a operar transporte internacional de cargas no Brasil

A empresa mexicana TM Aerolíneas recebeu autorização para atuar no transporte aéreo internacional de cargas com origem ou destino no Brasil. A medida foi oficializada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) por meio da Portaria nº 18.932/2026, publicada em 13 de março.

Com a liberação, a companhia poderá operar rotas internacionais regulares, ampliando as alternativas de envio e recebimento de mercadorias e fortalecendo a conectividade logística brasileira com outros mercados.

Impacto na competitividade e no comércio exterior

A entrada de novas empresas estrangeiras no setor tende a impulsionar a logística no Brasil, aumentando a competitividade e facilitando o escoamento da produção nacional.

O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destacou que a ampliação da malha aérea de cargas contribui diretamente para o fortalecimento do comércio exterior brasileiro. Segundo ele, a presença de novos operadores melhora as condições para integrar o país às cadeias globais de suprimentos e amplia as rotas disponíveis.

Crescimento da carga aérea no Brasil

O transporte aéreo de cargas tem papel estratégico, principalmente no envio de produtos de alto valor agregado ou que exigem rapidez.

Dados da Anac mostram que, em 2025, os aeroportos brasileiros movimentaram cerca de 1,34 bilhão de quilos de cargas, somando operações nacionais e internacionais.

  • Voos internacionais: 881,7 milhões de quilos (65,4%)
  • Voos domésticos: 465,4 milhões de quilos (34,6%)

Entre os principais destinos e origens das cargas estão países como Estados Unidos, Portugal, Chile, Alemanha e Espanha, que concentram grande parte das operações.

Expansão global impulsiona o setor

O avanço do setor no Brasil acompanha uma tendência mundial. Relatório da International Air Transport Association (IATA) aponta que a demanda global por carga aérea internacional cresceu 4,3% em 2025, com alta de 5,5% nas operações entre países.

Esse crescimento é impulsionado por fatores como:

  • Expansão do comércio eletrônico
  • Reorganização das cadeias globais de suprimento
  • Necessidade de transporte rápido para mercadorias sensíveis ao tempo

Perspectivas para o mercado brasileiro

A chegada de novos operadores internacionais, como a TM Aerolíneas, reforça a infraestrutura logística brasileira e amplia a integração do país ao mercado global. A tendência é de aumento na oferta de rotas e maior eficiência no transporte de cargas, beneficiando diversos setores da economia.

FONTE: Jornal Portuário
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Jornal Portuário

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Aeroportos

Movimentação de passageiros aéreos no Sul bate recorde histórico em janeiro

A movimentação de passageiros aéreos na Região Sul do Brasil atingiu um novo recorde em janeiro, alcançando 1.315.356 viajantes nos aeroportos da região. O volume representa o melhor resultado já registrado para o primeiro mês do ano desde o início da série histórica da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), iniciada em 2000.

O desempenho reforça o crescimento da aviação civil brasileira e evidencia a importância dos aeroportos do Sul como polos de turismo, negócios e integração regional.

Porto Alegre lidera movimentação de passageiros

Entre os principais terminais da região, o Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, registrou a maior movimentação, com 660.510 passageiros entre embarques e desembarques.

Na sequência aparecem o Aeroporto Internacional de Florianópolis, com 645.985 passageiros, e o Aeroporto Internacional Afonso Pena, na região de Curitiba, que contabilizou 501.450 viajantes no período.

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, o resultado reflete a retomada da economia e o fortalecimento do setor aéreo. Segundo ele, o crescimento indica maior confiança dos consumidores e aumento das viagens tanto a lazer quanto a trabalho.

Destinos turísticos impulsionam fluxo regional

O levantamento da Anac também destaca a relevância de destinos turísticos na movimentação aérea do Sul. Entre os aeroportos com maior fluxo estão Foz do Iguaçu, que registrou 243.629 passageiros, e Navegantes, com 209.899 viajantes.

Ao todo, 23 aeroportos da Região Sul operaram voos comerciais em janeiro, formando uma rede estratégica de conexões aéreas que contribui para o crescimento do turismo, da atividade empresarial e da logística regional.

Além do fortalecimento do setor turístico, o dinamismo econômico da região — impulsionado por um agronegócio forte e uma indústria diversificada — gera intenso fluxo de viagens corporativas, ampliando a demanda pelo transporte aéreo.

Integração aérea com países do Mercosul

Outro destaque é a forte integração aérea com países da América do Sul, especialmente com integrantes do Mercosul.

Entre os destinos internacionais partindo da região, a Argentina lidera com 54% dos passageiros, seguida pelo Chile, responsável por 31% do fluxo internacional.

Juntos, esses dois destinos concentraram 138.447 passageiros de um total de 157.195 viajantes internacionais registrados em janeiro nos aeroportos do Sul.

Completam a lista dos principais destinos o Panamá, com 5,15%, Portugal, com 4,5%, e Peru, com 3%.

Os números indicam que os estados do Sul atuam como um hub estratégico de conexões internacionais, reduzindo a dependência de escalas em grandes centros como São Paulo ou Rio de Janeiro.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Transporte

Memorando entre Brasil e Peru amplia voos e fortalece transporte aéreo

Brasil e Peru assinaram um novo acordo para ampliar o transporte aéreo internacional entre os dois países. O Memorando de Entendimento elimina restrições operacionais, aumenta a oferta de voos e fortalece a segurança jurídica das operações, principalmente no transporte de cargas.

O documento foi firmado entre a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e a autoridade aeronáutica peruana, atualizando o acordo bilateral de serviços aéreos.

Fim do limite de voos entre Brasil e Peru

Com o novo entendimento, deixa de existir qualquer limitação no número de voos entre os dois mercados. Na prática, as companhias aéreas passam a definir livremente a quantidade de operações de passageiros e carga, conforme a demanda.

A medida amplia a liberdade operacional das empresas e cria ambiente mais competitivo, favorecendo a expansão da malha aérea e o crescimento do fluxo bilateral.

O acordo também formaliza a possibilidade de realização de voos exclusivamente cargueiros, com maior flexibilidade logística, o que deve impulsionar o comércio exterior entre Brasil e Peru.

Mercado aéreo em expansão

O tráfego entre os dois países já apresenta crescimento consistente. Em 2025, a rota movimentou aproximadamente:

  • 900 mil passageiros
  • Mais de 16 mil toneladas de carga
  • Cerca de 6 mil decolagens ao longo do ano

Para a temporada Verão Iata 2026 (29 de março a 31 de outubro), estão previstas cerca de 69 frequências semanais operadas por:

  • LATAM Airlines (Brasil e Peru)
  • Sky Airline (unidade peruana)

Os voos conectam Lima a cidades brasileiras como Brasília, Curitiba, Porto Alegre, Rio de Janeiro (Galeão) e São Paulo (Guarulhos).

Mais conectividade e integração regional

Segundo a Anac, o memorando consolida entendimentos já negociados anteriormente e moderniza o marco regulatório bilateral, alinhando-o às melhores práticas internacionais.

A ampliação da conectividade deve:

  • Estimular a concorrência entre empresas
  • Fortalecer o transporte de cargas aéreas
  • Aumentar a oferta de voos internacionais
  • Impulsionar o desenvolvimento econômico regional

A agência reguladora afirma que seguirá negociando acordos para expandir a conectividade internacional do Brasil, garantindo mais opções para passageiros e oportunidades ao setor aéreo.

FONTE: ANAC
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/ANAC

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Aeroportos

Aeroportos do Sul alcançam 24,3 milhões de passageiros até novembro de 2025

A movimentação nos aeroportos da Região Sul seguiu em ritmo de expansão em novembro de 2025, consolidando um dos melhores desempenhos da série histórica. Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) mostram que os terminais do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul somaram 2,38 milhões de passageiros no mês, considerando embarques e desembarques.

No acumulado de janeiro a novembro, o volume chega a 24,3 milhões de passageiros, o que representa um crescimento de 19,7% em relação ao mesmo período de 2024.

Crescimento consistente ao longo do segundo semestre

Na comparação anual, novembro de 2025 registrou alta de 17,6% frente ao mesmo mês do ano passado, quando cerca de 2 milhões de passageiros circularam pelos aeroportos do Sul. O resultado confirma a continuidade da expansão observada ao longo do segundo semestre, após o avanço expressivo registrado em outubro.

Segundo a Anac, o desempenho atual representa o maior volume já contabilizado para o período de janeiro a novembro em uma série histórica de 25 anos. O crescimento é ainda mais relevante quando comparado a 2024, ano fortemente impactado por eventos climáticos extremos, especialmente no Rio Grande do Sul.

Aviação impulsionada por turismo e negócios

Para o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, os números refletem um cenário positivo para o setor. De acordo com ele, a aviação no Sul do Brasil mantém um ritmo sólido de crescimento, impulsionado pelo turismo, pela atividade econômica e pela integração regional, além dos efeitos das políticas públicas voltadas ao setor aéreo.

Integração regional fortalece voos internacionais

O avanço da movimentação aérea também é sustentado pelo aumento dos voos internacionais. Entre janeiro e novembro de 2025, os aeroportos do Sul contabilizaram 1,61 milhão de passageiros em rotas internacionais, um crescimento de 41,5% em comparação com o mesmo intervalo de 2024.

Chile e Argentina permanecem como os principais destinos internacionais diretos da região, concentrando mais de 75% da movimentação externa. Outros destinos relevantes incluem Panamá, Portugal e Peru, reforçando o papel do Sul como um importante polo de integração aérea latino-americana.

Aeroportos mais movimentados da Região Sul

O Aeroporto Internacional de Porto Alegre liderou o ranking regional, com 6,55 milhões de passageiros, o equivalente a 26,9% do total. Na sequência aparecem São José dos Pinhais (Curitiba), com 5,49 milhões (22,6%), e Florianópolis, que registrou 4,50 milhões de passageiros (18,5%).

Juntos, os três principais terminais responderam por aproximadamente 70% de toda a movimentação aérea da região no período analisado.

A lista também inclui aeroportos de perfil regional e turístico, como Navegantes e Foz do Iguaçu, ambos com cerca de 2 milhões de passageiros. Outros destaques são Maringá (784,8 mil), Londrina (641,1 mil), Chapecó (578,8 mil), Joinville (485,5 mil) e Cascavel (416,7 mil), evidenciando a capilaridade da malha aérea no Sul do país.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Aeroportos

Crise na aviação brasileira: setor acumula prejuízo bilionário apesar do aumento de passageiros

Mesmo com aeronaves cada vez mais cheias e crescimento consistente da demanda, a aviação brasileira vive um paradoxo financeiro. Entre 2015 e o primeiro semestre de 2025, as companhias aéreas acumularam prejuízo de R$ 54,7 bilhões, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). O cenário revela um setor em expansão operacional, mas pressionado por desequilíbrios estruturais.

Crescimento da demanda não se converte em rentabilidade

Os indicadores de movimentação aérea mostram um mercado aquecido. Entre 2015 e 2024, o volume de passageiros-quilômetro transportados avançou 6,7%, enquanto apenas no primeiro semestre de 2025 o crescimento foi de 11,1% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A taxa de ocupação das aeronaves também atingiu patamar histórico. Em outubro, os voos operaram com 85% de ocupação, o maior índice já registrado para o mês desde o início da série histórica, em 2000.

Ainda assim, o aumento da demanda não foi suficiente para reverter o quadro financeiro negativo das companhias.

Setor enfrenta crise estrutural e custos elevados

O desequilíbrio é explicado por fatores estruturais que impactam diretamente o custo operacional das empresas aéreas. Entre eles estão a alta do combustível, a volatilidade cambial, a carga tributária elevada, gargalos regulatórios e limitações de infraestrutura.

Esses elementos tornam o setor altamente vulnerável a choques externos, como variações no preço do petróleo, crises econômicas e instabilidades cambiais, transformando períodos de crescimento da demanda em risco financeiro.

Aviação cresce, mas sustentabilidade econômica segue ameaçada

O cenário atual evidencia uma contradição: enquanto mais brasileiros voam e a malha aérea se expande, a sustentabilidade econômica do setor permanece fragilizada. Especialistas apontam que, sem mudanças estruturais e regulatórias, o crescimento da demanda continuará insuficiente para garantir equilíbrio financeiro às companhias.

A combinação entre aumento de custos, margens reduzidas e exposição a fatores macroeconômicos reforça a necessidade de políticas públicas que promovam previsibilidade, eficiência e competitividade ao setor aéreo nacional.

FONTE: Diário do Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Rodrigo Zanotto/Movida

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