Aeroportos

Aeroportos de Florianópolis e Salvador têm reajuste nas tarifas aeroportuárias

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) autorizou novos valores máximos para as tarifas aeroportuárias dos aeroportos de Florianópolis e Salvador. Os reajustes foram oficializados por meio das Portarias nº 19.863 e nº 19.876, publicadas no Diário Oficial da União (DOU) de segunda-feira (31).

Os novos tetos tarifários poderão ser aplicados somente 30 dias depois de serem divulgados pelas concessionárias responsáveis pelos aeroportos.

Reajuste busca manter equilíbrio dos contratos

A atualização dos valores está prevista nos contratos de concessão e funciona como mecanismo de correção monetária. Segundo a Anac, a medida busca preservar o equilíbrio econômico-financeiro dos contratos firmados com as concessionárias.

As tarifas aeroportuárias são cobradas das companhias aéreas, dos operadores de aeronaves ou dos passageiros, conforme o serviço utilizado. Entre os procedimentos abrangidos estão embarque, conexão, pouso, permanência, armazenagem e capatazia.

A tarifa de embarque é a única dessas cobranças paga diretamente pelo passageiro. O valor é destinado a remunerar os serviços, as instalações e as facilidades oferecidas pelas concessionárias dentro dos aeroportos.

Florianópolis e Salvador terão percentuais diferentes

Em Florianópolis (SC), os tetos das tarifas de embarque doméstico e de conexão de passageiros, além das tarifas de pouso e permanência de aeronaves, foram reajustados em 5,61%.

No Aeroporto de Salvador (BA), esses mesmos grupos tarifários tiveram aumento de 5,51%. O percentual também será aplicado à tarifa de embarque internacional do terminal baiano.

Já a tarifa de embarque internacional de Florianópolis terá um reajuste maior, de 6,80%.

IPCA e fatores contratuais influenciaram os novos valores

Os percentuais definidos pela Anac consideram a variação do IPCA registrada entre junho de 2025 e junho de 2026, além dos efeitos dos fatores X e Q, previstos nos contratos de concessão dos dois aeroportos.

No caso específico do embarque internacional em Florianópolis, o cálculo também inclui parcelas extraordinárias destinadas à recomposição do equilíbrio econômico-financeiro do contrato de concessão.

Tarifas de cargas também foram atualizadas

Os tetos cobrados pelos serviços de armazenagem e capatazia de cargas nos aeroportos de Florianópolis e Salvador tiveram reajuste de 4,64%.

Nesse caso, o percentual corresponde exclusivamente à inflação acumulada no período entre junho de 2025 e junho de 2026, medida pela variação do IPCA calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com a alteração dos valores, as tarifas máximas de embarque doméstico e de embarque internacional pagas pelos passageiros passarão a vigorar com os seguintes valores:

Teto da Tarifa de Embarque (R$)VigenteReajustado
FlorianópolisDoméstico53,9656,69
Internacional 101,28108,17
SalvadorDoméstico 52,7255,62
Internacional 83,0487,62

FONTE: Anac
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Brasilturis

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Informação

Novas regras para drones no Brasil reforçam segurança e definem categorias de voo

As novas regras para drones no Brasil estabelecem critérios mais claros para a operação de aeronaves não tripuladas de uso civil e buscam adequar as exigências ao nível de risco de cada voo.

O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) orienta os usuários sobre as mudanças. Em junho, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) publicou o Regulamento Brasileiro de Aviação Civil (RBAC) nº 100, que passou a organizar os requisitos gerais para essas operações e substituiu as normas anteriores.

A principal mudança é a classificação dos voos em três categorias — aberta, específica e certificada. A definição considera as características e o nível de risco da operação, e não somente o peso da aeronave.

Conheça as três categorias de operação

Cada modalidade possui exigências próprias para que o voo seja realizado dentro das normas da aviação civil.

  • Categoria aberta: engloba operações consideradas de menor risco. O drone pode pesar até 25 kg e deve ser operado em linha de visada visual (VLOS) ou com o auxílio de um observador. A altura máxima é de 120 metros e o voo deve ocorrer mantendo distância de pessoas que não participam da operação.
  • Categoria específica: abrange operações que não cumprem algum dos requisitos da categoria aberta. Nesses casos, o piloto deve seguir um cenário padrão estabelecido pela Anac ou solicitar autorização operacional, que depende de uma avaliação de risco.
  • Categoria certificada: é voltada para operações de maior risco. A classificação pode ser necessária em situações como o transporte de determinados artigos perigosos ou quando a Anac avaliar que o risco da atividade não pode ser reduzido por outros meios.

Drones de até 250 gramas têm exceção

O RBAC nº 100 não se aplica a drones de até 250 gramas quando operados em linha de visada visual ou com auxílio de observador e em altitude de até 120 metros.

A exceção também contempla aeromodelos utilizados para fins recreativos que cumpram essas mesmas condições.

Isso, porém, não significa que essas operações estejam dispensadas de cuidados. O responsável pelo voo continua obrigado a zelar pela segurança da operação e a cumprir as demais regras que forem aplicáveis.

Piloto é responsável pela segurança do voo

O novo regulamento reforça que a operação de um drone não deve ser tratada como uma atividade sem riscos. O piloto remoto em comando é responsável pela condução segura da aeronave e possui autoridade final sobre o voo.

Antes da decolagem, é necessário avaliar as condições do equipamento, consultar as condições meteorológicas e reunir as informações necessárias para planejar a operação.

O voo só deve começar quando houver condições consideradas seguras. Se surgir uma situação capaz de comprometer a segurança, a operação precisa ser interrompida assim que possível.

Exame da Anac é obrigatório

O regulamento estabelece que todo piloto remoto deve ser aprovado em exame de conhecimento teórico da Anac.

Para operadores menores de 18 anos, a regra determina acompanhamento durante toda a operação por um piloto maior de idade, que será responsável pelo voo.

Também é obrigatório que exista um piloto na estação de pilotagem durante todas as etapas da operação. Como regra geral, um mesmo piloto não pode comandar mais de uma aeronave simultaneamente.

Distância mínima de 30 metros de pessoas

Nas operações enquadradas na categoria aberta, o drone deve manter uma distância horizontal segura de pessoas que não participam do voo.

A distância mínima estabelecida é de 30 metros. A exigência pode deixar de ser aplicada quando houver uma barreira mecânica capaz de oferecer proteção suficiente em caso de acidente.

O regulamento ainda prevê uma situação específica em que uma pessoa pode concordar expressamente em ficar próxima da operação. Nesse caso, ela assume o risco decorrente da exposição que aceitou.

Limite de altura é de 120 metros

Na categoria aberta, o drone não pode ultrapassar 120 metros de altura em relação ao nível do solo.

Além de respeitar o limite, o piloto deve manter capacidade de controlar a aeronave durante todo o voo e contar com autonomia suficiente para concluir a operação e realizar o pouso com segurança.

O regulamento também proíbe operações realizadas de maneira negligente ou descuidada que possam colocar em perigo pessoas ou propriedades de terceiros.

Outras autoridades também têm regras

O cumprimento do RBAC nº 100 não elimina a necessidade de observar normas estabelecidas por outros órgãos públicos.

Dependendo das características do voo, podem existir exigências do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e de outras autoridades.

Os operadores também precisam respeitar direitos relacionados à privacidade, imagem e vida das pessoas.

Objetivo é adequar regras ao risco

As novas normas procuram aumentar a segurança na operação de drones e estabelecer exigências proporcionais aos riscos envolvidos em cada modalidade de voo.

Para o usuário, a recomendação é verificar previamente as condições do equipamento, o local, o clima e as normas aplicáveis. Antes de decolar, é fundamental confirmar que a operação pode ser realizada de maneira segura e dentro das exigências legais.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Jeff Roberson

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Aeroportos

Nordeste supera 12,5 milhões de passageiros em aeroportos entre janeiro e julho de 2026

Os aeroportos do Nordeste movimentaram mais de 12,5 milhões de passageiros embarcados entre janeiro e julho de 2026. O resultado representa crescimento de 7,7% em relação ao mesmo período de 2025, quando 11,67 milhões de pessoas partiram de terminais da região.

Os números são da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e mostram avanço tanto no mercado doméstico quanto nas viagens internacionais.

Voos internacionais puxam crescimento

O maior destaque ficou com o mercado internacional. Nos sete primeiros meses de 2026, 611,2 mil passageiros embarcaram no Nordeste com destino ao exterior.

No mesmo intervalo do ano passado, foram 482,4 mil passageiros. O resultado representa uma alta de 26,7%, equivalente a aproximadamente 129 mil embarques internacionais adicionais.

O desempenho reforça a expansão da conectividade aérea internacional da região e contribui para o crescimento geral da movimentação nos aeroportos nordestinos.

Mercado doméstico também avança

A movimentação de voos nacionais apresentou crescimento no período. Entre janeiro e julho, foram registrados 11,95 milhões de passageiros embarcados em rotas domésticas, contra 11,19 milhões nos primeiros sete meses de 2025.

A alta foi de 6,8% na comparação anual.

Janeiro concentrou o maior número de embarques do período, com 2,13 milhões de passageiros. Depois vieram fevereiro, com 1,71 milhão; março, com 1,65 milhão; abril, com 1,53 milhão; maio, com 1,50 milhão; junho, com 1,51 milhão; e julho, com 1,89 milhão.

O resultado de julho foi o segundo maior volume mensal registrado no acumulado dos sete primeiros meses de 2026.

Embarques internacionais crescem no início do ano

A expansão do turismo internacional no Nordeste foi especialmente forte nos primeiros meses de 2026.

Em janeiro, 112,4 mil passageiros embarcaram em voos internacionais nos aeroportos da região. No mesmo mês de 2025, o número havia sido de 82,1 mil, indicando crescimento de 36,9%.

Em fevereiro, o movimento passou de 72,6 mil para 100,4 mil passageiros, avanço de 38,2% em um ano.

Julho mantém trajetória de alta

O crescimento das viagens internacionais também permaneceu em julho. No mês, 78,3 mil passageiros embarcaram em voos com destino ao exterior a partir do Nordeste.

Em julho de 2025, foram 68,5 mil embarques internacionais. Com isso, o setor registrou aumento de 14,4% na comparação anual.

Os dados indicam que a movimentação de passageiros nos aeroportos do Nordeste segue em trajetória de expansão em 2026, com destaque para o ritmo de crescimento das conexões internacionais.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Aena Brasil

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Informação

Brasil e México ampliam diálogo sobre o setor aeroportuário

Representantes do Brasil e do México discutiram nesta quinta-feira (20), em Brasília, novas possibilidades de cooperação no setor aeroportuário. O ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, recebeu o embaixador mexicano no Brasil, Carlos García, e integrantes do Grupo Aeroportuario del Sureste (ASUR).

O encontro também contou com a presença do diretor-presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Tiago Faierstein. A reunião marcou a primeira visita oficial de representantes da ASUR ao ministro.

ASUR avança na entrada no mercado brasileiro

O grupo mexicano possui operações internacionais e administra 17 aeroportos no México, na Colômbia e em Porto Rico. No Brasil, a empresa está em processo de transferência do controle da plataforma aeroportuária da Motiva, que reúne 17 aeroportos distribuídos por Paraná, Minas Gerais, Goiás, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Maranhão, Tocantins, Pernambuco e Piauí.

A conclusão da operação representa a chegada de um novo operador internacional ao mercado aeroportuário brasileiro.

Durante a reunião, Tomé Franca destacou os 15 anos do início das concessões aeroportuárias no país e ressaltou o papel dos investimentos privados na expansão da infraestrutura.

“Investir em aeroportos no país é um bom negócio, e temos trabalhado para que esse ambiente seja cada vez mais favorável, de forma a atrair novos investidores e ampliar os investimentos no setor”, afirmou o ministro.

México vê aproximação como projeto de longo prazo

O embaixador Carlos García destacou a importância estratégica da aproximação entre os dois países. Segundo ele, a iniciativa deve ser tratada como uma ação de longo prazo e não apenas como uma agenda de governo.

A declaração ocorreu em meio ao processo de expansão da participação mexicana no mercado de aviação brasileiro.

Atuação da ASUR no exterior

A ASUR administra nove aeroportos no México, incluindo o Aeroporto Internacional de Cancún. O grupo também possui operações em seis aeroportos colombianos e no Aeroporto Internacional Luis Muñoz Marín, localizado em San Juan, Porto Rico.

No Brasil, a transferência de controle depende do cumprimento das regras estabelecidas nos contratos de concessão e da análise dos órgãos responsáveis.

Em junho, a diretoria colegiada da Anac aprovou, por unanimidade, a anuência prévia para a operação. A decisão ocorreu após a avaliação dos requisitos jurídicos, técnicos e fiscais aplicáveis ao processo.

Segundo a agência reguladora, a mudança de controle para a ASUR não prejudica a continuidade, a regularidade ou a qualidade dos serviços previstos nos contratos de concessão.

Brasil e México ampliam conexões aéreas

A reunião ocorre em um cenário de fortalecimento das relações entre Brasil e México no transporte aéreo internacional. Os dois países possuem conexões regulares e registraram, ao longo do último ano, a movimentação de aproximadamente 346 mil passageiros, conforme dados da Anac.

Além do ministro Tomé Franca, do embaixador Carlos García e do presidente da Anac, participaram do encontro representantes da ASUR, entre eles o CEO Adolfo Castro Rivas, o primeiro secretário Andrés Dario Galván e o representante da empresa no Brasil, José Martinez.

Também estiveram presentes o secretário de Aviação Civil, Daniel Longo, e demais integrantes das equipes envolvidas na agenda.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Eduardo Oliveira/MPor

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Tecnologia

Drones no Brasil: Anac estuda habilitação de pilotos e novas regras para empresas

O avanço do uso de drones no Brasil levou a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) a avaliar novas medidas para acompanhar a expansão do setor. Entre as possibilidades em estudo está a criação de uma habilitação específica para pilotos de drones, principalmente em operações comerciais.

Até 23 de julho de 2026, a agência contabilizou 111,4 mil drones registrados no país. O número se aproxima do total de 126,6 mil equipamentos cadastrados durante todo o ano de 2025, quando houve crescimento de 192% em relação aos 43,3 mil registros de 2024.

A evolução é ainda mais expressiva quando comparada a 2023, ano em que havia apenas 8.843 aeronaves remotamente pilotadas registradas.

Número de drones pode chegar a 200 mil em 2026

Com a aceleração dos registros, a Anac estima que o país poderá terminar 2026 com aproximadamente 200 mil drones registrados em um único ano, estabelecendo um novo recorde.

A agência também identifica uma presença cada vez maior dos equipamentos em operações empresariais. Os drones já são utilizados em atividades como pulverização de lavouras, transporte de mercadorias, limpeza de edifícios e operações industriais.

Empresas como a Petrobras também estão entre as companhias que utilizam a tecnologia.

Para Tiago Faierstein, diretor-presidente da Anac, o crescimento está relacionado tanto à ampliação do processo de cadastramento quanto à popularização dos equipamentos.

Segundo ele, a redução dos preços e a facilidade de operação ajudaram a impulsionar a adoção dos drones por pessoas físicas e empresas.

Anac avalia mudanças na regulamentação

Com a expansão do mercado de drones, a Anac considera necessário atualizar as normas para acompanhar a evolução tecnológica dos equipamentos.

“Os equipamentos mudaram muito, estão mais modernos e isso precisa estar pronto para eles”, afirmou Faierstein em entrevista ao NeoFeed.

O Brasil é atualmente apontado como o quarto maior mercado mundial para drones. Diante desse cenário, a agência publicou em julho uma nova regulamentação, o RBAC 100, desenvolvida em conjunto com o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), da Aeronáutica.

A norma estabelece parâmetros para a operação das aeronaves remotamente pilotadas, incluindo critérios relacionados a peso, tamanho e segurança de voo.

Habilitação para pilotos está em estudo

A Anac também acompanha a necessidade de estabelecer regras mais específicas para quem opera os equipamentos.

Entre os pontos avaliados estão a altura máxima de voo, a capacidade de carga, os locais onde os drones poderão operar e a eventual necessidade de habilitação para os pilotos.

Faierstein destacou que a expansão da frota exige atenção para evitar conflitos entre drones e aeronaves convencionais, além de reduzir riscos de acidentes envolvendo pessoas em solo.

“Não existe ainda uma exigência de habilitação, mas a gente está pensando em fazer isso também”, afirmou o diretor-presidente da Anac.

Uso comercial é foco da fiscalização

Atualmente, as regras brasileiras já determinam o cadastro dos drones e exigem treinamento para quem manuseia os equipamentos em determinadas operações. No entanto, ainda não há uma licença equivalente ao brevê exigido de pilotos da aviação privada e comercial.

A eventual criação de uma habilitação específica está sendo analisada pela Anac, com atenção especial às atividades profissionais.

Segundo Faierstein, o objetivo é compreender como o crescimento do uso comercial de drones deve ser acompanhado por mecanismos adequados de regulamentação e fiscalização.

A agência pretende manter o monitoramento do setor e o diálogo com empresas para identificar as áreas de maior demanda e ajustar as normas conforme a evolução da tecnologia e das operações.

FONTE: NeoFeed
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/NeoFeed

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Aeroportos

Região Norte registra recorde de passageiros em voos internacionais no primeiro semestre de 2026

A Região Norte alcançou um resultado histórico na aviação internacional durante o primeiro semestre de 2026. Entre janeiro e junho, os aeroportos da região embarcaram 103.868 passageiros em voos internacionais, número 30,7% superior ao registrado no mesmo período de 2025. É a primeira vez que a marca de 100 mil embarques internacionais é superada em um semestre, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Movimentação aérea atinge melhor desempenho em dez anos

Ao considerar os voos domésticos e internacionais, os aeroportos da Região Norte movimentaram 2.773.145 passageiros no primeiro semestre deste ano. O volume representa crescimento de 0,3% em relação ao mesmo período do ano passado e configura o melhor desempenho da última década para a região.

Ligações internacionais impulsionam crescimento

O avanço da demanda por voos internacionais foi puxado principalmente pelas conexões com Colômbia, Panamá, Portugal, Estados Unidos e Suriname, destinos que concentraram a maior parte dos embarques internacionais.

O cenário reforça a importância estratégica da Região Norte como porta de entrada e saída do Brasil para países da América do Sul e da América Central, fortalecendo a integração regional e o fluxo de passageiros.

Mercado doméstico mantém estabilidade

Nos voos domésticos, foram registrados 2.669.277 passageiros entre janeiro e junho, mantendo um volume praticamente estável em comparação ao primeiro semestre de 2025.

Já no mês de junho, a movimentação total dos aeroportos da região, somando voos nacionais e internacionais, chegou a 476.026 passageiros, resultado 5,6% inferior ao observado no mesmo mês do ano anterior.

Belém lidera ranking dos aeroportos mais movimentados

O aeroporto de Belém foi o mais movimentado da Região Norte no primeiro semestre, com 960.854 passageiros embarcados. Na sequência aparecem Manaus, com 756.146 passageiros, e Palmas, com 179 mil.

Também figuram entre os principais terminais da região os aeroportos de Macapá (155.359 passageiros), Porto Velho (139.285), Santarém (116.657), Boa Vista (96.730), Rio Branco (89.979) e Marabá (86.183).

Os números evidenciam a relevância da malha aérea da Amazônia, que desempenha papel fundamental na conexão entre capitais e municípios do interior, além de ampliar a integração da região com mercados nacionais e internacionais.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos

TEXTO: Redação

IMAGEM: Reprodução/MPor

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Informação

Anac divulga novos objetivos de segurança para aeronaves eVTOL em parceria com a FAA

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) publicou, na sexta-feira (31), a política que estabelece os novos objetivos de segurança para as aeronaves eVTOL, também conhecidas como aeronaves de decolagem e pouso vertical (Vertical Takeoff and Landing – VCA).

O documento define os critérios que deverão ser atendidos por esse novo tipo de aeronave durante o processo de certificação, levando em consideração suas características tecnológicas e operacionais, diferentes das exigidas para aeronaves convencionais.

Nova política impulsiona o marco regulatório

A publicação representa mais uma etapa na construção do marco regulatório voltado à certificação das aeronaves de mobilidade aérea avançada. Segundo a Anac, a inovação apresentada pelos modelos eVTOL exigiu estudos específicos para definir parâmetros de segurança compatíveis com essa nova categoria.

Como parte desse processo, a agência apresentou uma proposta preliminar para consulta pública em 2025, permitindo que fabricantes, especialistas e autoridades da aviação civil de diversos países enviassem sugestões e contribuições para aperfeiçoar o texto final.

Cooperação entre Anac e FAA garante alinhamento internacional

Durante a elaboração da política, a Anac trabalhou em conjunto com a Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA) para harmonizar os critérios de segurança aplicáveis às aeronaves eVTOL.

O trabalho colaborativo resultou em documentos com diretrizes semelhantes, reforçando a padronização internacional para a certificação desse novo segmento da aviação. A FAA também publicou sua política oficial nesta sexta-feira (31), em alinhamento com a agência brasileira.

Objetivo é garantir segurança para a nova geração da aviação

Com a definição dos novos requisitos, a expectativa é oferecer maior segurança jurídica e técnica para fabricantes e operadores interessados no desenvolvimento e certificação das aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical.

A iniciativa também contribui para acelerar a evolução da mobilidade aérea urbana, setor que deve ganhar espaço nos próximos anos com a introdução de novas soluções de transporte aéreo.

FONTE: Anac
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Anac

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Aeroportos

Guarulhos lidera importações aéreas no Brasil e concentra 55% das operações internacionais

O Terminal de Cargas (Teca) do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, alcançou um novo marco ao movimentar mais de 342 mil toneladas de mercadorias em 2025. Desse total, cerca de 167 mil toneladas corresponderam às importações e outras 175 mil toneladas às exportações, consolidando o aeroporto como o principal hub da carga aérea internacional brasileira.

De acordo com a GRU Airport, o terminal responde atualmente por 55% de todas as importações aéreas realizadas no país, reforçando sua relevância para as operações de comércio exterior. O complexo atende 21 companhias cargueiras com voos diretos para importantes centros logísticos da América do Norte, Europa e Oriente Médio.

Localização e conectividade impulsionam liderança

A posição de destaque de Guarulhos é resultado da combinação entre ampla conectividade internacional e localização estratégica, próxima ao maior polo industrial e consumidor do Brasil. Esses fatores favorecem empresas que dependem de agilidade e previsibilidade nas operações logísticas.

Entre os principais produtos transportados pelo terminal estão medicamentos, equipamentos médicos, componentes eletrônicos, autopeças, produtos farmacêuticos, mercadorias perecíveis e itens de alto valor agregado, segmentos que exigem rapidez, segurança e controle durante o transporte.

Modal aéreo é essencial para cargas de alto valor

Embora represente uma parcela menor do volume total transportado quando comparado aos modais rodoviário e marítimo, o transporte aéreo de cargas desempenha papel estratégico para a indústria e o comércio exterior.

Esse modal é utilizado principalmente para produtos de maior valor agregado ou sensíveis ao tempo de entrega, garantindo rapidez, controle de temperatura, rastreabilidade e elevados padrões de segurança ao longo da cadeia logística.

Crescimento da carga aérea acompanha avanço do setor

O desempenho registrado em Guarulhos acompanha a expansão da carga aérea internacional no Brasil. Dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) mostram que os aeroportos brasileiros movimentaram 673,6 mil toneladas de cargas no primeiro semestre de 2026, um crescimento de 1,4% em comparação ao mesmo período do ano anterior.

As operações internacionais responderam por 448,2 mil toneladas, equivalente a 66,5% de toda a movimentação registrada no período, mantendo o segmento como principal responsável pelo desempenho do setor.

Infraestrutura moderna amplia capacidade operacional

Com mais de 200 mil metros quadrados destinados à armazenagem, o Teca opera ininterruptamente, 24 horas por dia. A estrutura inclui câmaras frias com capacidade para 33 mil metros cúbicos, além de áreas específicas para cargas perigosas, produtos controlados e transporte de animais vivos.

Essa infraestrutura permite atender diferentes perfis de mercadorias e amplia a eficiência das operações logísticas no maior aeroporto do país.

Investimentos de R$ 2,5 bilhões devem fortalecer hub logístico

A expansão do terminal faz parte do plano de modernização do Aeroporto Internacional de Guarulhos. Em dezembro de 2025, a concessionária anunciou investimentos de R$ 2,5 bilhões até 2029 para ampliar a capacidade operacional, modernizar instalações, reforçar a segurança e preparar o aeroporto para o aumento da demanda por passageiros e cargas.

Entre os projetos previstos estão os parques logísticos Aero I e Aero II, que integrarão as áreas terrestre (landside) e aérea (airside). A proposta é acelerar os processos de carga e descarga, ampliar a capacidade de armazenagem e criar novos fluxos para cargas nacionais e internacionais, fortalecendo Guarulhos como referência logística na América do Sul.

Cenário internacional pode influenciar movimentação de cargas

Apesar dos resultados positivos, o setor acompanha com atenção as mudanças no comércio internacional. A adoção de novas tarifas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros pode alterar os fluxos de importação e exportação, principalmente de mercadorias de maior valor agregado transportadas por via aérea.

Ainda assim, os impactos sobre a movimentação no terminal de Guarulhos dependerão da evolução das negociações comerciais entre os países e das estratégias adotadas pelas empresas exportadoras.

FONTE: Transporte Moderno
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Transporte Moderno

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Transporte

Frete aéreo brasileiro cresce 6,6% em junho mesmo com alta de 57,6% no combustível

O frete aéreo brasileiro registrou avanço de 6,6% em junho de 2026 na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), os aeroportos do país movimentaram 116,1 mil toneladas de cargas no período, reforçando o desempenho positivo observado ao longo do primeiro semestre.

Entre janeiro e junho, o volume transportado alcançou 673,6 mil toneladas, resultado 1,4% superior ao registrado no mesmo intervalo de 2025.

Carga aérea internacional impulsiona o setor

As operações de carga aérea internacional responderam pela maior parte da movimentação em junho. Das 116,1 mil toneladas processadas no mês, 77,8 mil foram destinadas às rotas internacionais.

No acumulado do semestre, esse segmento totalizou 448,2 mil toneladas, enquanto a carga doméstica somou 225,4 mil toneladas.

O desempenho evidencia a forte ligação do setor com o comércio exterior, tornando o mercado de frete aéreo mais sensível às oscilações do câmbio, às mudanças na demanda global e aos acordos internacionais de aviação.

Alta do combustível pressiona custos operacionais

Mesmo com o crescimento da movimentação, as empresas do setor enfrentam um desafio importante: o aumento expressivo do preço do querosene de aviação (QAV).

Em junho, o combustível atingiu o valor médio de R$ 5,66 por litro, uma alta de 57,6% em relação ao mesmo período de 2025. Apesar desse impacto nos custos operacionais, o aumento da demanda, principalmente nas rotas internacionais, sustentou a expansão do mercado.

Empresas podem rever contratos de transporte

Com a elevação do custo do QAV, é comum que as companhias aéreas repassem parte dessa despesa aos clientes por meio das chamadas sobretaxas de combustível (fuel surcharge).

Diante desse cenário, empresas que utilizam regularmente o transporte aéreo de cargas podem precisar revisar contratos de longo prazo, verificando cláusulas de reajuste vinculadas ao preço do combustível.

Ao mesmo tempo, o aumento dos custos no modal aéreo tende a ampliar a competitividade do transporte marítimo para mercadorias que não exigem entregas urgentes, oferecendo uma alternativa logística mais econômica em determinadas operações.

FONTE: FUP
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/FUP

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Aeroportos

Centro-Oeste supera 5,1 milhões de passageiros e alcança maior movimentação aérea desde 2018

A aviação no Centro-Oeste manteve o ritmo de crescimento em 2026 e registrou o melhor desempenho dos últimos oito anos. Entre janeiro e maio, os aeroportos da região movimentaram 5,1 milhões de passageiros, resultado 5,3% superior ao verificado no mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 4,84 milhões de embarques e desembarques.

O volume representa o maior fluxo de viajantes desde 2018 e reforça a recuperação do setor aéreo após os impactos provocados pela pandemia.

Mercado doméstico impulsiona crescimento da aviação

Levantamento do Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), elaborado com base no painel de demanda e oferta da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), aponta que o avanço foi puxado principalmente pelos voos nacionais.

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, o mercado doméstico respondeu por 4,92 milhões de passageiros, crescimento de 5,6% na comparação anual. Já os voos internacionais transportaram 178,1 mil passageiros, mantendo um desempenho elevado e mais de 70% acima do registrado em 2022, período em que o setor ainda enfrentava os reflexos da crise sanitária.

Alta dos custos não freia demanda por viagens

O resultado ganha destaque em um cenário de aumento das despesas operacionais das companhias aéreas. Mesmo com a elevação do preço do querosene de aviação (QAV) e outros custos do setor, a procura pelo transporte aéreo segue em expansão.

Na avaliação do Ministério de Portos e Aeroportos, o desempenho demonstra a relevância da aviação para a mobilidade da população, o fortalecimento do turismo e o desenvolvimento dos negócios na região.

Segundo o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, os investimentos em infraestrutura aeroportuária, ampliação da conectividade e fortalecimento da aviação regional têm contribuído para ampliar o acesso ao transporte aéreo e estimular a economia do Centro-Oeste.

Brasília lidera movimentação entre os aeroportos

Principal centro de conexões do país, o Aeroporto Internacional de Brasília concentrou a maior parte da movimentação regional, com 6,83 milhões de passageiros no acumulado do ano. O terminal segue como peça-chave na integração entre todas as regiões brasileiras, além de fortalecer as ligações internacionais.

Na sequência aparece o Aeroporto de Goiânia, que recebeu 1,48 milhão de passageiros, impulsionado pelo crescimento econômico de Goiás, especialmente nas atividades ligadas ao agronegócio e ao turismo corporativo.

Já o Aeroporto de Campo Grande ultrapassou a marca de 1 milhão de usuários, consolidando sua importância como porta de entrada para o Pantanal e para uma das principais regiões produtoras do país.

Recuperação confirma fortalecimento da aviação regional

Os números mostram uma recuperação consistente da aviação no Centro-Oeste. Em 2021, durante o período mais crítico da pandemia, os aeroportos da região registraram apenas 2,39 milhões de passageiros entre janeiro e maio.

Cinco anos depois, o movimento mais que dobrou, refletindo a retomada da confiança dos viajantes, o crescimento da demanda por voos e o fortalecimento da infraestrutura aeroportuária.

O desempenho de 2026 reforça o papel estratégico do Centro-Oeste na aviação brasileira, impulsionado pela força do agronegócio, pelo turismo de lazer e negócios e pela posição de Brasília como principal hub de conexões aéreas do país.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Divulgação/Aeroporto de Brasília

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