Logística

Colheita do algodão chega a 89,4% e logística ganha força em Mato Grosso

A colheita de algodão no Brasil avançou para 89,4% da área cultivada na safra 2025/26, segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Com os trabalhos próximos do fim nos principais estados produtores, os produtores começam a concentrar esforços no transporte e no beneficiamento da produção.

Mato Grosso entra na reta final da colheita

Em Mato Grosso, principal região produtora, as equipes trabalham principalmente nos talhões de ciclo mais tardio. A predominância do clima seco tem contribuído para manter a qualidade da pluma de algodão durante a fase final da retirada das lavouras.

Com o avanço da colheita, entretanto, surge um novo desafio operacional. O volume de rolos acumulados nas propriedades aumenta a necessidade de organizar o transporte da produção.

De acordo com a Conab, o foco das operações em Mato Grosso passou a ser a logística do algodão, com a prioridade de acelerar o deslocamento dos volumes colhidos até as algodoeiras, onde ocorre o beneficiamento.

Colheita avança nos principais estados produtores

Na Bahia, a colheita atingiu 76% da área semeada. O estado segue avançando nos trabalhos de campo, enquanto os produtores acompanham as condições climáticas para manter o ritmo das operações.

Já em Mato Grosso do Sul, 98% da área cultivada já foi colhida. As chuvas registradas no início da semana, porém, provocaram interrupções temporárias nas atividades.

Em Goiás, o ritmo de colheita ganhou velocidade e a conclusão das operações se aproxima. Assim como em Mato Grosso, os produtores também buscam agilizar a retirada dos fardos das áreas cultivadas.

Minas Gerais mantém ritmo considerado normal

Em Minas Gerais, 81% da área destinada ao algodão já foi colhida. Segundo a Conab, o avanço permanece dentro do ritmo considerado normal para o período.

Com a colheita do algodão entrando na fase final, a organização do transporte e do beneficiamento passa a ter papel cada vez mais importante para garantir o escoamento da produção da safra 2025/26.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Comércio

Soja acelera vendas em Mato Grosso, enquanto milho e algodão avançam com cautela

A comercialização das principais commodities agrícolas de Mato Grosso teve ritmos diferentes em agosto. A soja ganhou velocidade com a valorização dos preços internacionais, enquanto milho e algodão avançaram de forma mais comedida diante de fatores específicos de oferta, demanda e produção.

No mercado de soja em Mato Grosso, a alta das cotações na Bolsa de Chicago favoreceu tanto os negócios da safra 2025/26 quanto as vendas antecipadas da temporada 2026/27. Os contratos futuros chegaram a ultrapassar US$ 13 por bushel, em meio às preocupações com o desenvolvimento das lavouras dos Estados Unidos.

Segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), o cenário externo mais favorável melhorou as condições de negociação da próxima safra.

Vendas antecipadas de soja avançam em Mato Grosso

A comercialização da soja da safra 2026/27 alcançou 39,12% da produção estimada até o fim de agosto. O percentual representa alta de 8,89 pontos percentuais em relação a julho e avanço de 11,72 pontos percentuais ante o mesmo período da safra 2025/26.

A melhora dos preços também aumentou a atratividade das vendas futuras. O preço médio negociado para a temporada 2026/27 fechou agosto em R$ 121,18 por saca, valorização de R$ 10,01 na comparação mensal.

O desempenho mostra a influência das referências internacionais sobre a formação dos preços recebidos pelos produtores mato-grossenses.

Soja 2025/26 se aproxima do fim das vendas

A comercialização da safra de soja 2025/26 também avançou em agosto e chegou a 96,90% da produção estimada no Estado. O índice cresceu 3,84 pontos percentuais em relação ao mês anterior.

Com quase todo o volume já negociado, a temporada atual se aproxima da conclusão das vendas. Nesse momento, os produtores passam a concentrar maior atenção nas oportunidades relacionadas ao mercado externo e na formação dos preços da próxima safra.

Para o ciclo 2026/27, ainda existe uma parcela relevante da produção a ser comercializada. A valorização observada em agosto contribuiu para ampliar o interesse pelos negócios antecipados.

O plantio da soja 2026/27 em Mato Grosso foi liberado em 7 de setembro e poderá ser realizado até 7 de janeiro de 2027.

Milho avança, mas indústria reduz compras

No mercado de milho em Mato Grosso, as vendas da safra 2025/26 alcançaram 74,63% da produção projetada em agosto. O avanço mensal foi de 10,69 pontos percentuais.

Apesar do crescimento, o ritmo dos negócios permaneceu mais moderado. Um dos motivos foi a menor participação das indústrias nas compras. Com estoques considerados relativamente ajustados às necessidades atuais, as empresas diminuíram a necessidade de recompor posições.

O preço médio do milho no Estado ficou em R$ 51,61 por saca.

As referências internacionais também ajudaram a sustentar as cotações. O mercado acompanhou especialmente as condições da produção norte-americana, enquanto a demanda pelo cereal e a perspectiva de estoques finais mais apertados deram suporte aos preços.

A piora das condições das lavouras dos Estados Unidos ao longo de agosto aumentou as dúvidas sobre o potencial produtivo da próxima safra. O movimento contribuiu para fortalecer os contratos em Chicago e, consequentemente, as referências de preços em Mato Grosso.

Incertezas limitam vendas futuras de milho

As negociações antecipadas da safra de milho 2026/27 avançaram 4,60 pontos percentuais em agosto, chegando a 15,96% da produção estimada.

O preço médio dos negócios ficou em R$ 50 por saca.

O avanço, entretanto, continua abaixo do ritmo observado na soja. Segundo o Imea, as incertezas sobre o desenvolvimento das lavouras e o potencial produtivo da próxima temporada fazem com que os produtores mantenham uma postura mais conservadora.

Com dúvidas sobre o desempenho da nova safra, os agricultores demonstram menor disposição para comprometer grandes volumes antecipadamente. Assim, as vendas continuam avançando, mas sem uma aceleração significativa.

Algodão mantém ritmo cauteloso na safra atual

A comercialização da pluma de algodão da safra 2025/26 atingiu 75,52% da produção estimada em agosto. O avanço foi de 1,52 ponto percentual em relação a julho.

Mesmo com a melhora das cotações, os negócios seguiram em ritmo moderado. Parte dos produtores já possui volumes comprometidos em contratos anteriores e, por isso, tem priorizado o cumprimento dessas negociações.

Outro fator de cautela está relacionado à qualidade da fibra de algodão. As chuvas ocorridas durante o ciclo produtivo aumentaram as preocupações do setor sobre o padrão da pluma que será entregue.

Nesse cenário, os produtores têm priorizado os contratos já firmados antes de assumir novos compromissos comerciais, o que ajuda a explicar o avanço mais lento das vendas.

Algodão 2026/27 ganha força com alta em Nova York

O comportamento foi diferente nas negociações da safra de algodão 2026/27. A valorização da pluma na Bolsa de Nova York estimulou novas vendas em Mato Grosso.

O movimento ocorreu em meio à preocupação dos produtores com os custos elevados para produzir na próxima temporada. Com preços mais favoráveis, aumentou a disposição para antecipar parte da comercialização.

As vendas cresceram 6,61 pontos percentuais em agosto e chegaram a 39,34% da produção estimada para o novo ciclo.

O preço médio negociado no mês foi de R$ 140,46 por arroba, alta de 8,43% em relação a julho.

Soja e algodão lideram vendas futuras

Os dados de agosto mostram comportamentos distintos entre as principais culturas de Mato Grosso.

A soja apresentou o avanço mais consistente nas vendas futuras, favorecida pela valorização em Chicago. O algodão também ganhou força nas negociações da próxima safra, apoiado pela alta dos preços em Nova York.

Já o milho continuou avançando, mas em ritmo mais lento. As dúvidas sobre o potencial produtivo da safra 2026/27 e a atuação mais contida das indústrias limitaram uma aceleração maior dos negócios.

O cenário reforça a influência dos mercados internacionais sobre as decisões dos produtores, mas também evidencia que fatores internos, como custos, estoques, demanda e condições das lavouras, continuam determinantes para o ritmo de comercialização das commodities em Mato Grosso.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

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Agricultura

Estiagem em Mato Grosso ameaça produtividade do algodão e acende alerta no campo

A estiagem em Mato Grosso já começa a impactar o desenvolvimento das lavouras de algodão, especialmente da segunda safra. Entre os dias 19 e 24 de abril, o predomínio de sol intenso e chuvas esparsas reduziu a umidade do solo, gerando preocupação entre produtores.

O cenário levou a Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) a intensificar o monitoramento das áreas cultivadas, com atenção especial às regiões mais dependentes de condições climáticas estáveis.

Estresse hídrico atinge principais regiões produtoras

As áreas mais afetadas pela falta de chuva estão localizadas no Sul, Centro-Leste e Vale do Araguaia. Nessas regiões, o principal desafio é evitar o abortamento de frutos causado pelo estresse hídrico.

Apesar de um desenvolvimento considerado positivo até o momento, técnicos alertam que a transição para o período seco ocorre em uma fase sensível do ciclo produtivo, o que pode impactar o rendimento final da cotonicultura em Mato Grosso.

Campo se divide entre manejo e preparação para colheita

Nas propriedades rurais, as atividades seguem em duas frentes: manutenção da produtividade e preparação para a colheita. Máquinas agrícolas e aeronaves continuam aplicando reguladores de crescimento e fertilizantes, enquanto as equipes realizam manutenção preventiva nas colhedoras.

Esse movimento indica que, mesmo com o alerta climático, a colheita das áreas de primeira safra está próxima de começar em várias regiões do estado.

Controle de pragas segue como desafio central

No campo fitossanitário, o bicudo-do-algodoeiro continua sendo a principal ameaça às lavouras. O controle da praga exige aplicações frequentes de defensivos e o uso de armadilhas estratégicas.

Outra medida recomendada é a eliminação de plantas voluntárias, conhecidas como “tigueras”, que ajudam a reduzir a pressão da praga nas áreas de cultivo.

Doenças e pragas secundárias estão sob controle

Mesmo com o clima mais seco, doenças como mancha-alvo e ramulária ainda aparecem em áreas de vegetação mais densa, onde o microclima favorece a proliferação de fungos.

No entanto, o cenário geral é considerado estável, com registros pontuais de pragas como pulgões e lagartas, sem impacto significativo na sanidade das plantas até o momento.

Expectativa depende do clima e do manejo agrícola

A expectativa do setor é de que as operações finais no campo garantam bons resultados, apesar das condições climáticas adversas. O desempenho das lavouras dependerá da eficiência no controle de pragas e da resistência das plantas durante o avanço do período seco.

Segundo técnicos do setor, o cenário ainda é de otimismo moderado, com boa retenção de frutos, mas com atenção redobrada ao comportamento do clima nas próximas semanas.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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Informação

Algodão em Mato Grosso avança com clima seco e melhora na sanidade das lavouras

A janela de tempo firme registrada entre os dias 5 e 11 de abril favoreceu o avanço das atividades no campo e impulsionou o desenvolvimento do algodão em Mato Grosso. A ausência de chuvas permitiu a intensificação do manejo agrícola, contribuindo para a sanidade das lavouras e o cumprimento do calendário fitossanitário.

De acordo com a Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão, o período seco foi decisivo para garantir a entrada de máquinas nas áreas cultivadas e manter o controle de pragas e doenças.

Clima favorece manejo e desenvolvimento das lavouras

Nas regiões Norte e Noroeste, o desenvolvimento do algodão segue dentro da normalidade. Já no Centro e Sul do estado, o cenário é considerado positivo tanto para áreas de plantio antecipado quanto para a segunda safra de algodão.

Mesmo com a pressão constante de pragas, as condições climáticas recentes ajudaram a manter o bom desempenho das lavouras.

Eliminação de plantas voluntárias ganha prioridade

Com o solo mais seco e firme, os produtores intensificaram o combate às chamadas plantas “tigueras”, especialmente nas regiões Centro-Leste e Vale do Araguaia.

Essas plantas voluntárias são um dos principais focos de pragas, e sua eliminação é essencial para evitar a disseminação de insetos nas áreas comerciais. A prática é considerada estratégica dentro do manejo integrado de pragas.

Monitoramento reforçado contra pragas

O controle fitossanitário segue rigoroso em todo o estado, com atenção especial ao bicudo-do-algodoeiro e à mancha-alvo, duas das principais ameaças à cultura.

Em áreas com maior densidade de plantio, os produtores intensificaram o uso de defensivos agrícolas e a limpeza das propriedades. A menor umidade nas folhas e as condições favoráveis do solo contribuíram para aumentar a eficiência das aplicações.

Expectativa positiva para a produtividade

Com o manejo em dia e boas condições climáticas, a expectativa de produtividade permanece elevada. Segundo a Ampa, as lavouras apresentam bom desenvolvimento, com plantas sustentando adequadamente a carga de frutos.

O cenário atual indica melhora na qualidade do algodão em comparação ao ciclo anterior, reforçando o potencial produtivo da safra no estado.

FONTE: Canal Rural Mato Grosso
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

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