Exportação

Brasil retoma exportação de sorgo para a China após mais de 10 anos

O Brasil voltou a embarcar sorgo para a China em janeiro, registrando a primeira exportação do cereal ao país asiático desde 2014. O volume, de 25,830 toneladas, é considerado pequeno e caberia em um único contêiner, segundo dados oficiais do governo brasileiro.

A operação marca a retomada das vendas após mais de uma década sem registros de embarques para o mercado chinês.

Habilitação de exportadores abriu mercado

O envio ocorreu depois que estabelecimentos brasileiros foram habilitados, em novembro do ano passado, a exportar o cereal ao mercado chinês. A liberação veio após tratativas para atender exigências fitossanitárias impostas por Pequim.

Em 2014, última vez em que a China comprou sorgo brasileiro, o volume total adquirido foi de 1.374,5 toneladas. No ano anterior, as compras haviam superado 5 mil toneladas. Desde então, não havia registros oficiais de novas vendas ao país.

China busca diversificar fornecedores

A expectativa do setor é de que os volumes avancem nos próximos meses. A China tem buscado diversificar a origem de insumos usados na produção de ração animal, especialmente após tensões comerciais com os Estados Unidos em 2025, tradicional fornecedor do grão.

O diretor-executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho), Glauber Silveira, afirmou que a abertura do mercado foi resultado de inspeções realizadas por autoridades chinesas no Brasil.

Segundo ele, uma missão técnica visitou áreas produtoras para verificar requisitos sanitários. Após o cumprimento das exigências, os embarques foram autorizados.

Volume inicial é considerado teste

O carregamento de cerca de 25 toneladas é visto por fontes do setor como uma operação pontual, possivelmente destinada à avaliação da qualidade do produto ou a um importador de menor porte.

Silveira pondera que, embora a China represente oportunidade relevante, o Brasil também enfrenta forte demanda interna pelo cereal, impulsionada pela expansão da indústria de etanol de grãos.

“Não há grande excedente disponível, já que o consumo doméstico é significativo”, indicou.

Exportações ainda são modestas

O Brasil é líder global nas exportações de soja e ocupa a segunda posição no comércio de milho, tendo a China como principal parceiro comercial. No entanto, o sorgo ainda tem participação reduzida na pauta agrícola brasileira.

Em 2025, as exportações somaram apenas 105 toneladas, com o Catar como único destino. No mesmo período, os embarques de soja alcançaram 108,2 milhões de toneladas, das quais mais de 85 milhões foram destinadas ao mercado chinês.

Já em 2024, o Brasil exportou 178,4 mil toneladas de sorgo, principalmente para a África do Sul. Ainda assim, o volume ficou muito abaixo das milhões de toneladas embarcadas de soja e milho.

Safra deve crescer quase 10%

Para a temporada atual, a Companhia Nacional de Abastecimento (Companhia Nacional de Abastecimento) projeta aumento de quase 10% na produção nacional, estimada em 6,7 milhões de toneladas.

O crescimento da safra pode ampliar a oferta disponível e fortalecer a presença do Brasil no mercado internacional de exportação de sorgo, especialmente com a reabertura do canal comercial com a China.

FONTE: Brasil 247
TEXTO: Redação
IMAGEM:  Khaled Abdullah/Reuters

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Economia

Economia da China no Ano do Cavalo: crescimento sustenta ritmo ou pressiona o Brasil?

Enquanto o Brasil celebra o Carnaval, a China inicia o Ano do Cavalo de Fogo, reacendendo debates sobre os rumos da economia da China em 2026 e seus reflexos no cenário global. Analistas avaliam se a segunda maior economia do planeta terá força para acelerar ou se continuará enfrentando obstáculos estruturais — com impactos diretos sobre o Brasil.

Crescimento chinês esbarra em desequilíbrio estrutural

Apesar de ter registrado expansão de 5% no último ano, dentro da meta oficial, o país asiático convive com um problema persistente: o descompasso entre oferta e demanda.

O índice de preços ao produtor acumula 40 meses consecutivos de queda, sinalizando excesso de capacidade industrial. Já o índice de preços ao consumidor avançou apenas 0,2% em janeiro na comparação anual. Paralelamente, as vendas no varejo seguem no ritmo mais fraco desde a crise provocada pela pandemia em 2020.

O diagnóstico é claro: a demanda interna chinesa permanece enfraquecida.

Estímulos evitam crise maior no setor imobiliário

Para conter riscos sistêmicos, o governo adotou pacotes robustos de incentivo. Segundo Lucas Sigu Souza, da Ciano Investimentos, as medidas praticamente eliminaram a chance de um colapso em cadeia no setor imobiliário chinês, que atravessa forte retração.

Ainda assim, estabilização não significa retomada. Marianna Costa, da Mirae Asset, avalia que o modelo baseado na expansão imobiliária perdeu força. Há sinais de acomodação, mas não de um novo ciclo consistente de crescimento.

Os números reforçam o cenário desafiador:

  • Investimento imobiliário caiu 17,2%;
  • Cerca de 80 milhões de imóveis permanecem encalhados;
  • Vendas de novas propriedades atingiram o menor nível em mais de 15 anos;
  • Preços de imóveis usados registraram forte queda.

Com famílias impactadas pela desvalorização patrimonial e governos locais pressionados por perda de arrecadação, o setor continua sendo um dos principais focos de atenção.

Exportação de deflação e impactos globais

Com o consumo doméstico cerca de 20 pontos percentuais abaixo da média mundial — e investimentos financiados por dívida acima desse patamar — a alternativa tem sido direcionar o excedente produtivo ao exterior.

Esse movimento caracteriza a chamada exportação de deflação: ao ampliar as vendas externas com preços mais baixos, a China pressiona o valor de bens industriais no mercado internacional.

Como a economia da China afeta o Brasil

Os efeitos sobre o Brasil são ambíguos.

Indústria brasileira sob pressão

Segmentos como siderurgia e metalurgia tendem a enfrentar maior concorrência com produtos chineses mais baratos. Por outro lado, a importação de insumos a preços reduzidos pode gerar efeito desinflacionário em diversos setores.

Commodities: cautela no radar

No setor mineral, a fraqueza da construção civil chinesa limita a demanda por aço e minério de ferro, mantendo preços pressionados.

Entretanto, há um contraponto relevante: a transição energética e o avanço da indústria de veículos elétricos podem sustentar a procura por minério e aço. Nesse contexto, empresas como a Vale podem não registrar forte expansão de receitas vindas da China, mas também não necessariamente enfrentar uma retração abrupta, caso o PIB chinês se mantenha estável.

Agronegócio e frigoríficos

No agronegócio brasileiro, o cenário tende a ficar mais competitivo. A China, como compradora dominante de diversas commodities agrícolas, pode intensificar a pressão por preços mais baixos.

Além disso, o avanço da produção interna chinesa de aves e suínos pode afetar exportadores de carne bovina. Empresas como JBS, BRF e Minerva podem enfrentar maior competição, especialmente se a oferta doméstica chinesa crescer.

Investir na China: oportunidade ou armadilha?

Para investidores brasileiros interessados em exposição à Ásia por meio de ETFs ou BDRs, especialistas recomendam seletividade.

Os ativos chineses apresentam valuations descontados, mas carregam riscos estruturais e geopolíticos. A possibilidade de novas tarifas comerciais e incertezas políticas adiciona volatilidade ao cenário.

A preferência, segundo analistas, deve recair sobre setores como tecnologia e financeiro, evitando exposição relevante ao mercado imobiliário. Há ainda o risco de “value trap”, caso a transição para um modelo baseado em consumo demore mais que o esperado.

Perspectiva para 2026

O consenso entre especialistas aponta que a China conseguiu evitar um choque sistêmico, mas ainda está distante de resolver seu desequilíbrio estrutural.

Se a economia chinesa mantiver crescimento moderado, os impactos sobre o Brasil serão mais graduais. Contudo, a combinação de demanda interna fraca, excesso de capacidade industrial e tensões comerciais exige cautela tanto de empresas exportadoras quanto de investidores.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Unsplash

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Exportação

Exportações do Brasil para países árabes crescem 10% e geram superávit de US$ 1,3 bilhão

As exportações brasileiras para países árabes iniciaram o ano em ritmo positivo. Em janeiro, o Brasil faturou US$ 1,985 bilhão com vendas externas para a região, avanço de 10% em relação ao mesmo mês do ano passado.

Os dados são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e foram compilados pela Câmara de Comércio Árabe Brasileira. No mesmo período, as importações recuaram 25,1%, totalizando US$ 668,9 milhões.

Emirados lideram compras de produtos brasileiros

Entre os parceiros comerciais, os Emirados Árabes Unidos foram o principal destino das vendas, com US$ 600,1 milhões — crescimento expressivo de 110%.

Na sequência aparecem:

  • Arábia Saudita: US$ 245,13 milhões (+9%)
  • Egito: US$ 233,5 milhões (-42,3%)

O resultado reforça a importância da região para o comércio exterior brasileiro e amplia a diversificação dos mercados compradores.

Fornecedores árabes ao Brasil

No fluxo inverso, a Arábia Saudita foi o maior fornecedor entre os países árabes, com embarques de US$ 205,8 milhões, apesar da queda de 47,6%.

Já os Emirados Árabes Unidos registraram forte crescimento nas vendas ao Brasil, alcançando US$ 141,6 milhões (alta de 497%), enquanto o Egito exportou US$ 128,5 milhões, avanço de 19,8%.

Principais produtos comercializados

Entre os itens exportados pelo Brasil, destacam-se:

  • açúcar
  • milho
  • carne de frango
  • minério de ferro
  • gado vivo
  • petróleo bruto
  • carne bovina congelada

Já nas compras brasileiras, predominam:

  • petróleo refinado
  • fertilizantes nitrogenados
  • petróleo bruto
  • fertilizantes fosfatados

Corrente de comércio e saldo positivo

A corrente de comércio bilateral somou US$ 2,6 bilhões em janeiro, leve queda de 1,6% na comparação anual. Apesar disso, o superávit comercial brasileiro cresceu 44,4%, atingindo US$ 1,3 bilhão.

O desempenho reforça a relevância do mercado árabe para a balança comercial nacional e evidencia o peso do agronegócio e de commodities minerais nas vendas externas.

FONTE: ANBA
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Agronegócio

Bangladesh recebe primeiro embarque de café verde do Brasil e amplia mercado consumidor

O Bangladesh recebeu, na segunda-feira (2 de fevereiro de 2026), o primeiro embarque de café verde em grãos do Brasil, abrindo caminho para a ampliação do consumo do produto no país asiático.

A chegada da carga foi acompanhada pelo adido agrícola brasileiro em Daca, Silvio Testasecca. A importação foi realizada pela North End Coffee Roasters, empresa que atua com destaque no mercado local, operando 15 cafeterias e mantendo, na capital, um centro integrado de produção, distribuição e treinamento.

Consumo de café verde tende a crescer no país

Atualmente, o café solúvel lidera o consumo no Bangladesh. No entanto, a entrada do café verde brasileiro no mercado local deve estimular a diversificação do consumo e o crescimento do segmento de cafés especiais.

Um dos fatores que favorecem essa projeção é a política tarifária. A taxa aplicada ao café verde importado do Brasil é a mesma praticada para produtos provenientes de Singapura — país que, até o momento, responde por cerca de 70% do café importado pelo Bangladesh.

Setor de cafeterias reúne marcas globais e locais

O mercado de cafeterias no Bangladesh apresenta forte dinamismo, reunindo redes internacionais e marcas regionais consolidadas. Entre os principais nomes estão Gloria Jean’s, Crimson Cup, Barcode Café, Columbus Coffee Shop, Barista, Coffee World e o Café São Paulo, o que reforça o potencial de expansão do consumo de café em grãos no país.

Brasil amplia presença no comércio agropecuário com Bangladesh

Além do avanço no setor cafeeiro, o Brasil mantém posição relevante como fornecedor agrícola do Bangladesh. No último ano, o país asiático importou mais de US$ 2,7 bilhões em produtos agropecuários brasileiros, com destaque para o complexo sucroalcooleiro, complexo soja, cereais, farinhas e preparações à base de milho.

FONTE: Datamar News
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Comércio Internacional

Parlamentares brasileiros buscam salvaguardas no acordo Mercosul–União Europeia

Parlamentares brasileiros articulam com o governo federal a criação de salvaguardas no acordo Mercosul–União Europeia para proteger produtores locais diante de um possível aumento das importações europeias. O tema entrou em pauta na comissão mista de deputados e senadores que representam o Brasil no Parlamento do Mercosul (Parlasul), mas a votação prevista foi adiada para o dia 24 de fevereiro.

O adiamento, decidido na terça-feira (10), abre espaço para que o Congresso intensifique as negociações sobre mecanismos de proteção à agricultura brasileira, considerados essenciais por setores do agronegócio.

Reuniões com o Executivo e ministérios estratégicos

O senador Nelsinho Trad (PSD-MS), presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, e a senadora Tereza Cristina (PP-MS), ex-ministra da Agricultura, devem se reunir com o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, nesta quarta-feira (11). O objetivo é avançar no processo de aprovação do tratado sem ignorar as preocupações do setor produtivo.

Além disso, parlamentares já dialogaram com o Ministério da Agricultura e Pecuária e com técnicos do MDIC, buscando avaliar impactos e possíveis medidas compensatórias. Na semana passada, o secretário de Comércio e Relações Internacionais do ministério, Luís Rua, se reuniu com representantes de setores exportadores incluídos no acordo.

Bancada ruralista pede cautela na tramitação

Integrantes da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) defendem um ritmo mais lento na tramitação do acordo, para permitir novas rodadas de negociação sobre garantias ao produtor nacional.

Segundo Nelsinho Trad, há resistência especialmente do agronegócio em relação a pontos sensíveis do tratado. Como o texto não pode mais ser alterado, a alternativa discutida é a adoção de medidas compensatórias por parte do governo brasileiro.

União Europeia adota salvaguardas internas

No mesmo dia, a União Europeia aprovou salvaguardas internas para proteger seus próprios produtores contra importações brasileiras que possam afetar o mercado local. A decisão foi comunicada aos parlamentares pelo embaixador da UE no Brasil, Marian Schuegraf, e foi vista como um sinal positivo para reduzir tensões políticas no Parlamento Europeu.

Mesmo assim, legisladores brasileiros aguardam um cenário político mais favorável na Europa antes de organizar uma missão diplomática para promover o acordo Mercosul–UE.

Divergências sobre impacto no agronegócio

Durante a sessão, a senadora Tereza Cristina avaliou que as salvaguardas europeias são frágeis para setores como carnes e açúcar. Segundo ela, limites de apenas 5% no aumento de preço ou volume importado tornam o acordo pouco atrativo para produtos já exportados pelo Brasil. Ainda assim, destacou que o país pode demonstrar a força de uma agricultura sustentável.

Já integrantes do Executivo avaliam que a adoção de medidas protecionistas internas pode transmitir uma mensagem negativa à União Europeia e enfraquecer o poder de barganha do Brasil em futuras negociações comerciais.

Tramitação e limites do Congresso

O relator da matéria, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), apresentou seu parecer favorável à ratificação do tratado firmado em 17 de janeiro entre os dois blocos e acatou o pedido de adiamento da votação.

Por se tratar de um tratado internacional, o Congresso Nacional não pode modificar o texto do acordo. A decisão final se limita à aprovação ou rejeição integral do documento.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Saulo Cruz/Agência Senado

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Exportação

Exportações do Brasil para o Canadá batem recorde em 2025 e crescem 15%

O Brasil registrou em 2025 o maior volume de exportações já destinado ao Canadá, alcançando US$ 7,25 bilhões, o que representa um crescimento de 15% em relação a 2024. O resultado é o mais elevado da série histórica anual iniciada em 2018, segundo dados do Quick Trade Facts (QTF), levantamento da Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC).

Importações também avançam e saldo é recorde

As importações brasileiras de produtos canadenses acompanharam o movimento de alta e somaram US$ 3,14 bilhões, avanço de 13% na comparação anual. Com isso, o saldo da balança comercial bilateral ficou positivo em US$ 4,11 bilhões, o maior já registrado entre os dois países.

A corrente de comércio entre Brasil e Canadá — soma de exportações e importações — cresceu 14% em 2025, reforçando o fortalecimento das relações comerciais em um ano marcado por instabilidades no comércio global, especialmente após o aumento de tarifas promovido pelos Estados Unidos.

Canadá amplia participação no comércio exterior brasileiro

A relevância do Canadá no comércio exterior do Brasil também aumentou. A participação canadense nas exportações totais brasileiras passou de 1,9% em 2024 para 2,1% em 2025. Já nas importações, a fatia subiu de 1,06% para 1,12%, indicando maior integração econômica entre os dois mercados.

Mineração, agronegócio e indústria puxam crescimento

O desempenho recorde das exportações brasileiras ao Canadá foi impulsionado principalmente por produtos da extração mineral, como ouro, ferro e níquel, além de itens do agronegócio, com destaque para café verde e carnes bovina e suína. A indústria de transformação também contribuiu para o resultado positivo.

Mesmo com quedas em segmentos como aeronaves, açúcar e alumina, o avanço expressivo de ouro, café e proteínas animais foi decisivo para o novo recorde. O setor de carnes, inclusive, enfrenta recentemente restrições impostas pela China, um de seus principais mercados.

Ouro lidera pauta exportadora

O ouro em forma bruta, também conhecido como bulhão dourado, manteve-se como o principal produto exportado pelo Brasil ao Canadá. Apenas no primeiro semestre, o item respondeu por US$ 1,35 bilhão em exportações, ante US$ 765 milhões no mesmo período de 2024, conforme o estudo da CCBC.

No acumulado do ano, as vendas brasileiras ao mercado canadense superaram em mais de US$ 900 milhões o recorde anterior, registrado em 2024, confirmando a aceleração do intercâmbio comercial entre os dois países.

Avaliação positiva do setor

Para Hilton Nascimento, diretor-presidente da CCBC, os números refletem um movimento consistente. “Os dados de 2025 indicam que o Brasil consolidou e ampliou sua presença no mercado canadense. O crescimento em ouro, café e carnes demonstra a competitividade da pauta exportadora brasileira, mesmo diante de um cenário econômico global desafiador”, afirmou.

FONTE: Datamar News
TEXTO: Redação
IMAGEM: InfoMoney

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Comércio Exterior

Brasil registra recorde histórico de exportações para o Canadá em 2025, com crescimento de 15%

O Brasil bateu recorde de exportações ao Canadá em 2025, ao movimentar US$ 7,25 bilhões em vendas para o país norte-americano. O resultado representa uma alta de 15% em relação a 2024 e marca o maior valor já registrado desde o início da série histórica anual, em 2018. Os dados constam no estudo Quick Trade Facts (QTF), elaborado pela Câmara de Comércio Brasil-Canadá (CCBC).

Importações também crescem e saldo comercial é o maior já registrado

As importações brasileiras de produtos canadenses somaram US$ 3,14 bilhões em 2025, avanço de 13% na comparação anual. Com isso, o saldo da balança comercial entre Brasil e Canadá ficou positivo em US$ 4,11 bilhões, o maior da história da relação bilateral. Já a corrente de comércio, que reúne exportações e importações, teve crescimento de 14% no ano.

Canadá amplia participação no comércio exterior brasileiro

A relevância do Canadá no comércio exterior do Brasil também aumentou. A participação canadense nas exportações totais brasileiras passou de 1,9% em 2024 para 2,1% em 2025. Nas importações, a fatia subiu de 1,06% para 1,12%, indicando fortalecimento da relação bilateral, mesmo em um cenário global marcado por incertezas e impactos do chamado “tarifaço” dos Estados Unidos.

Mineração, agronegócio e indústria puxam novo recorde

O desempenho recorde das exportações do Brasil para o Canadá foi impulsionado principalmente por produtos da extração mineral, como ouro, ferro e níquel, além de itens do agronegócio, com destaque para café verde e carnes bovina e suína. Produtos da indústria de transformação também contribuíram para o avanço.

Apesar da retração em segmentos como aeronaves, açúcar e alumina, o crescimento expressivo das vendas de ouro, café e proteínas animais garantiu o resultado positivo. O setor de proteínas animais, inclusive, enfrentou recentemente dificuldades após a imposição de tarifas pela China, um dos principais destinos da carne brasileira.

Ouro lidera a pauta exportadora ao mercado canadense

O principal produto exportado pelo Brasil ao Canadá em 2025 foi o bulhão dourado, ou seja, ouro em forma bruta, não refinado. Apenas no primeiro semestre, o item respondeu por US$ 1,35 bilhão em exportações, frente a pouco mais de US$ 765 milhões no mesmo período de 2024, segundo o levantamento da CCBC.

Comércio bilateral supera recorde anterior

As exportações brasileiras ao Canadá superaram em mais de US$ 900 milhões o recorde anterior, registrado em 2024, confirmando a aceleração do intercâmbio comercial entre os dois países.

Para o diretor-presidente da CCBC, Hilton Nascimento, os números reforçam a competitividade do Brasil. “Os dados de 2025 mostram que o Brasil consolidou e ampliou sua presença no mercado canadense. O avanço em ouro, café e carnes evidencia a força da pauta exportadora brasileira, mesmo diante de um ambiente econômico internacional desafiador”, afirmou.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Agronegócio

Brasil envia primeira carga de DDG para a China e amplia exportações do coproduto de milho

O Brasil dará um passo relevante no comércio agroindustrial com o envio da primeira carga de DDG para a China. O embarque está programado para o próximo domingo, 8 de fevereiro, e será realizado pela Inpasa, com um volume de 62,5 mil toneladas saindo pelo porto de Imbituba, em Santa Catarina.

O DDG (Dried Distilled Grain) é um coproduto do processamento do milho para produção de etanol e tem ampla aplicação na nutrição animal.

Operação integra primeiras vendas após abertura do mercado
A remessa faz parte do primeiro lote destinado ao mercado chinês, que soma aproximadamente 65 mil toneladas. A operação ocorre após a abertura formal do mercado da China ao DDG brasileiro, autorizada em maio do ano passado, período em que ainda não haviam sido registrados embarques efetivos.

China deve liderar compras do produto em 2025
A expectativa da Inpasa é que a China represente até 50% das compras do DDG brasileiro ao longo deste ano. A projeção indica exportações totais próximas de 1,5 milhão de toneladas em 2025.

Além disso, a empresa já possui contratos firmados para mais de 250 mil toneladas de DDGS — versão do DDG com solúveis — com entregas previstas para 2026, reforçando a consolidação do produto no mercado asiático.

Exportações crescem e novos mercados entram no radar
Em 2024, a Inpasa exportou cerca de 800 mil toneladas de DDG e DDGS para países como Espanha, Turquia, Vietnã, Indonésia e Arábia Saudita. Para este ano, a estratégia prevê a expansão das vendas internacionais, com foco na diversificação de destinos.

Uso do DDGS avança no mercado interno
No mercado brasileiro, o DDGS produzido pela companhia é destinado principalmente à pecuária de corte em confinamento, à produção leiteira e à suinocultura. O produto vem ganhando espaço na formulação de rações, impulsionado pelo seu valor nutricional e competitividade.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Inpasa

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Exportação

Indonésia habilita frigoríficos do Brasil e amplia exportação de carne bovina

A Indonésia autorizou a exportação de carne bovina de mais 14 frigoríficos do Brasil, ampliando de forma significativa a presença brasileira em um dos mercados mais estratégicos da Ásia. Com a nova liberação, o total de frigoríficos habilitados para vender ao país asiático chega a 52 unidades.

Segundo o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura (Mapa), Luís Rua, outras 17 plantas já haviam sido habilitadas em setembro do ano passado. Antes desse movimento, apenas 21 frigoríficos brasileiros estavam autorizados a acessar o mercado indonésio.

Processo reforça profissionalização do setor

De acordo com o Mapa, a ampliação das habilitações é resultado de um trabalho conjunto entre governo e setor privado, marcado por um processo contínuo de profissionalização, alinhamento técnico e atendimento às exigências do mercado internacional.

Entre as novas unidades habilitadas estão três plantas da JBS, localizadas em Andradina (SP), Anastácio (MS) e Campo Grande (MS).

Frigoríficos habilitados em diferentes estados

Em São Paulo, também receberam autorização unidades da Minerva, em Barretos, e da Zancheta, em Bauru. O Tocantins passa a contar com a Cooperfrigu, em Gurupi, enquanto Rondônia teve habilitação da Distriboi, em Ji-Paraná.

O Maranhão entra na lista com a Fribal, em Imperatriz. No Pará, foram habilitadas duas plantas: a Frigol, em São Félix do Xingu, e a Mercúrio, em Castanhal. Já o Mato Grosso foi contemplado com o Frigorífico Pantanal, em Várzea Grande, e Minas Gerais com a Primafoods, em Araguari. No Acre, a unidade habilitada é a Frisacre, em Rio Branco.

Acre pode superar US$ 50 milhões em exportações

Com a inclusão do frigorífico acreano, a estimativa do Mapa e da ApexBrasil é de que o estado exporte mais de US$ 50 milhões em proteína animal ao longo de 2026, considerando carne bovina e suína.

Segundo Luís Rua, a habilitação no Acre fortalece a cadeia produtiva local e contribui para o desenvolvimento de uma pecuária mais competitiva e estruturada. O secretário também participa da feira internacional Gulfood, em Dubai.

Indonésia mantém demanda por carne brasileira

Durante coletiva realizada no início de janeiro, o presidente da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), Roberto Perosa, destacou que a Indonésia é um mercado estratégico e deve manter demanda consistente por carne bovina brasileira ao longo de 2026.

Com cerca de 283 milhões de habitantes, o país é o quarto mais populoso do mundo. Segundo o Mapa, o consumo de carne bovina vem crescendo, impulsionado pelo aumento da renda e pela expansão da classe média urbana.

Brasil se destaca como fornecedor confiável

A necessidade de importações para atender a demanda interna, aliada à busca por fornecedores confiáveis, coloca o Brasil em posição favorável. O ministério destaca que a carne bovina brasileira atende às exigências sanitárias e religiosas do mercado indonésio, fator considerado essencial para a sustentabilidade das exportações.

Em 2024, a Indonésia importou cerca de US$ 4,2 bilhões em produtos agropecuários brasileiros, com destaque para os complexos sucroalcooleiro, soja, além de fibras e produtos têxteis.

A ampliação do número de frigoríficos habilitados fortalece a presença do Brasil no mercado indonésio e amplia as perspectivas de crescimento das exportações de carne bovina nos próximos anos.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Mei Mei Chu

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Comércio Exterior

Importação de fertilizantes no Brasil atinge recorde histórico e impulsiona exportações agrícolas em 2025

O Brasil alcançou um recorde na importação de fertilizantes em 2025, totalizando 45,5 milhões de toneladas, acima das 44,28 milhões registradas em 2024. Os dados constam no Boletim Logístico da Conab | Ano IX – janeiro/2026, divulgado nesta segunda-feira (26) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O avanço reflete um cenário positivo para a agricultura brasileira, indicando maior disposição dos produtores em ampliar áreas cultivadas e investir em produtividade. Ao longo de 2025, o crescimento contínuo das aquisições já sinalizava a confiança do setor nas perspectivas da safra. Mato Grosso, Paraná e São Paulo lideraram o consumo de fertilizantes, reforçando seu papel estratégico na produção nacional de grãos.

Portos concentram entrada de fertilizantes e fortalecem logística

A movimentação de fertilizantes pelos principais portos brasileiros confirmou a solidez da cadeia de suprimentos de insumos agrícolas. Somados os volumes desembarcados nos portos de Paranaguá (PR), Santos (SP) e nos terminais do Arco Norte, o total importado em 2025 chegou a 45,50 milhões de toneladas, um aumento de 1,22 milhão de toneladas (+2,68%) em relação ao ano anterior.

O Porto de Paranaguá manteve-se como o principal ponto de entrada, com 10,89 milhões de toneladas, resultado próximo ao de 2024. Os portos do Arco Norte registraram crescimento expressivo, alcançando 8,27 milhões de toneladas, acima das 7,5 milhões do ano anterior, evidenciando o fortalecimento logístico da região. Já o Porto de Santos movimentou 8,42 milhões de toneladas, queda de 5,18% na comparação anual.

Exportações agrícolas crescem e superam 172 milhões de toneladas

Em 2025, o Brasil ampliou as exportações de milho, soja e farelo de soja, alcançando 172,3 milhões de toneladas, um crescimento de 6,21% em relação a 2024. O desempenho foi sustentado por ajustes positivos na logística portuária, com destaque para os portos de Paranaguá e do Arco Norte, além do protagonismo de estados como Mato Grosso, Paraná, Goiás e Rio Grande do Sul na origem das cargas.

As exportações de milho somaram 40,9 milhões de toneladas até dezembro, acima das 39,7 milhões do ano anterior. O Arco Norte respondeu por 39,3% dos embarques, enquanto o Porto de Santos concentrou 35,8%. Paranaguá ampliou significativamente sua participação, atingindo 12,3% do total.

No caso da soja em grãos, os embarques chegaram a 108,1 milhões de toneladas, superando os 98,8 milhões registrados em 2024. O Arco Norte respondeu por 36,2% das exportações, seguido pelo Porto de Santos, com 32%. Mato Grosso, Goiás, Paraná e Rio Grande do Sul foram os principais estados de origem.

Já as exportações de farelo de soja alcançaram 23,3 milhões de toneladas em 2025, ligeiramente acima do volume do ano anterior. O Porto de Santos concentrou 43,2% dos embarques, seguido por Paranaguá (27,8%) e Rio Grande (16,9%).

Mercado de fretes segue estável com variações regionais

O mercado de fretes rodoviários apresentou comportamento predominantemente estável em dezembro, com ajustes pontuais de preços conforme a demanda local, níveis de estoque e custos operacionais. A menor movimentação de grãos típica do fim de ano contribuiu para o equilíbrio das cotações em diversas regiões.

Na Bahia e no Maranhão, os fretes permaneceram estáveis, enquanto no Distrito Federal houve alta entre 1% e 4%, pressionada pelo custo do diesel. Em Mato Grosso, os preços seguiram elevados na comparação anual, sustentados por estoques altos e expectativa de intensificação da colheita da soja. Já no Piauí, a retração da demanda resultou em queda média superior a 9%.

Para o início de 2026, a expectativa é de manutenção do equilíbrio no curto prazo, com tendência de aquecimento gradual do mercado de fretes a partir de janeiro e maior pressão altista em fevereiro, acompanhando o avanço da colheita e o aumento do escoamento da produção agrícola.

FONTE: Companhia Nacional de Abastecimento
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Companhia Nacional de Abastecimento

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