Importação

Câmara aprova medida que endurece controle sanitário na importação de cacau

A Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 330/2022, que estabelece regras mais rígidas para o controle sanitário na importação de cacau. A proposta, relatada pelo deputado Márcio Marinho, segue agora para análise do Senado.

Pressão do setor produtivo impulsiona decisão

A votação ocorre em meio à mobilização de produtores de cacau brasileiro, especialmente da Bahia, principal polo da cultura no país. O setor vinha manifestando preocupação com os efeitos da Instrução Normativa nº 125/2021, que flexibilizou as exigências para a entrada do produto estrangeiro no Brasil.

Segundo representantes da cadeia produtiva, a medida anterior aumentou a insegurança no mercado e gerou maior concorrência para a produção nacional.

Projeto busca reequilibrar regras do mercado

Durante a tramitação, o relator argumentou que o Congresso atuou para corrigir distorções provocadas por uma norma administrativa que, na avaliação dele, extrapolou limites regulatórios.

De acordo com Marinho, o texto aprovado não impede o comércio internacional, mas reforça critérios técnicos e o rigor sanitário, com o objetivo de garantir condições mais equilibradas para os produtores brasileiros.

“O projeto assegura regras claras e proteção ao produtor, sem fechar o mercado”, destacou.

Impacto para a economia e cadeia do cacau

Durante a sessão, o presidente da Câmara ressaltou a relevância da cadeia produtiva do cacau para a economia nacional. Parlamentares também apontaram que a aprovação atende às demandas do setor, que vinha criticando a política de importação do produto.

Com a decisão, ficam suspensos os efeitos da norma que facilitava a entrada de cacau estrangeiro, especialmente de países africanos como a Costa do Marfim.

Próximos passos

Após a aprovação na Câmara, o texto segue para o Senado. Caso seja validado, o novo marco deve fortalecer o controle fitossanitário e ampliar a proteção à produção nacional.

FONTE: Bahia Notícias
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Bahia Notícias

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Logística

Crise logística no Brasil eleva custos e desafia competitividade da economia

A crise logística no Brasil segue como um dos principais entraves ao crescimento econômico. Mesmo sendo uma das maiores economias do mundo, o país ainda enfrenta dificuldades para distribuir sua produção internamente, reflexo da forte dependência do transporte rodoviário.

Em um cenário global marcado por tensões geopolíticas e alta no preço do petróleo, essa dependência expõe fragilidades estruturais que encarecem produtos e reduzem a competitividade nacional.

Custos logísticos superam padrões internacionais

Dados do estudo “Custos Logísticos e o Impacto nas Empresas Brasileiras” indicam que os custos logísticos atingiram R$ 1,96 trilhão em 2025, o equivalente a 15,5% do PIB.

Em comparação, países desenvolvidos registram índices entre 8% e 12%, evidenciando o atraso da infraestrutura logística brasileira e seus impactos diretos sobre a economia.

Agronegócio sente impacto direto nos preços

Setores como o agronegócio brasileiro são fortemente afetados. A produção de soja, concentrada no interior do país, depende de longos trajetos rodoviários até os portos, muitas vezes realizados por caminhões movidos a diesel.

Com o aumento dos custos de frete e combustível, o preço final da soja brasileira sobe, reduzindo margens de lucro e comprometendo a competitividade no mercado internacional.

Estradas precárias agravam o problema

Além dos custos elevados, a qualidade das rodovias também contribui para o problema. Estradas em más condições aumentam o consumo de combustível, elevam o tempo de transporte e ampliam perdas de carga.

Eventos climáticos extremos agravam ainda mais a situação. Um exemplo recente foram as enchentes no Rio Grande do Sul em 2024, que interromperam o fluxo logístico terrestre e evidenciaram a vulnerabilidade do sistema.

Diversificação de modais é caminho estratégico

Especialistas apontam que a solução passa pela diversificação dos modais de transporte, com maior investimento em ferrovias e hidrovias. O Brasil possui amplo potencial para expandir essas alternativas, especialmente devido à sua extensa malha de rios navegáveis.

Embora essas iniciativas exijam planejamento de longo prazo, podem reduzir custos, gerar empregos e aumentar a eficiência logística.

Inovação e planejamento são essenciais

A modernização da logística no Brasil depende de uma mudança estrutural, que inclua inovação, investimentos e políticas públicas voltadas à integração de diferentes modais.

Reduzir a dependência das rodovias não apenas diminui custos, mas também protege a economia de oscilações externas, como crises energéticas e conflitos internacionais.

Transformação logística é prioridade para o país

Mais do que um desafio pontual, a crise logística exige uma estratégia nacional que priorize eficiência, sustentabilidade e competitividade.

Com recursos e potencial disponíveis, o Brasil tem condições de avançar — desde que transforme essa agenda em prioridade e invista em soluções capazes de impulsionar o desenvolvimento econômico de forma consistente.

FONTE: Notícias Agrícolas
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Notícias Agrícolas

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Agronegócio

Exportações do agro paulista para a Índia somam US$ 906 milhões em 2025

O agro paulista alcançou US$ 906,5 milhões em exportações para a Índia em 2025, com um volume embarcado próximo de 2 milhões de toneladas. O país asiático se consolidou como o segundo principal parceiro de São Paulo na Ásia, ficando atrás apenas da China, e ocupa a quarta posição no ranking global de destinos.

Os dados são do Instituto de Economia Agrícola (IEA), ligado à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do estado, e refletem o avanço das relações comerciais no setor.

Complexo sucroalcooleiro lidera vendas externas

O complexo sucroalcooleiro foi o principal responsável pela receita, representando 76,8% do total exportado, com US$ 696 milhões. Em seguida, aparecem o óleo de soja, com US$ 89 milhões, e produtos da indústria química de base vegetal, que somaram US$ 33 milhões.

O desempenho acompanha o crescimento do comércio bilateral entre Brasil e Índia, que atingiu US$ 15,21 bilhões no período.

Algodão registra forte crescimento nas exportações

Entre os produtos embarcados, o algodão paulista apresentou o maior avanço. O volume exportado cresceu 160% em um ano, saltando de 5 mil para 15 mil toneladas, indicando maior inserção no mercado indiano.

Esse crescimento reflete tanto a capacidade produtiva quanto a adaptação às exigências do comércio internacional.

Competitividade e diversificação impulsionam resultados

Segundo representantes do setor, o aumento das exportações do agronegócio está ligado à diversificação da pauta e à competitividade dos produtos brasileiros. A estratégia inclui foco em qualidade e fortalecimento de parcerias comerciais, com a Índia ganhando relevância na expansão para o mercado asiático.

Especialistas também apontam que fatores como preços e o cenário geopolítico influenciam diretamente o ritmo das vendas externas, além da confiabilidade no fornecimento.

Sustentabilidade fortalece imagem do algodão paulista

O diferencial do algodão brasileiro está associado ao nível técnico dos produtores e ao investimento em práticas sustentáveis. A qualificação profissional e o compromisso ambiental contribuem para aumentar a aceitação do produto na indústria têxtil internacional.

Cooperação com a Índia avança em inovação no agro

Além do comércio, a parceria entre São Paulo e Índia também avança na área de tecnologia. Em 2025, representantes da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA) participaram do Brazil-India Agri Innovation Day, em Nova Delhi.

A iniciativa busca ampliar a cooperação em pesquisa, estimular o intercâmbio tecnológico e desenvolver soluções conjuntas para o setor.

A Índia, responsável por cerca de 11% da produção global de alimentos, possui um ambiente dinâmico de inovação, o que abre espaço para projetos colaborativos entre instituições e startups dos dois países.

Integração tecnológica deve ampliar competitividade

A aproximação entre centros de pesquisa e empresas tende a fortalecer programas como o APTAHub, com foco no desenvolvimento de tecnologias para o campo. A estratégia inclui geração de empregos qualificados e aumento da competitividade do agro paulista no cenário internacional.

FONTE: Cana Online
TEXTO: Redação
IMAGEM: Cana Online

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Agronegócio

Agroexportadoras crescem 60% no Brasil e impulsionam diversificação das exportações

O Brasil registrou um avanço significativo no número de empresas agroexportadoras ao longo da última década. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) mostram que a quantidade de CNPJs do setor com atuação no mercado externo saltou de 1.440, em 2015, para 2.316 em 2025 — um crescimento de 60,8%.

O levantamento inclui negócios de todos os portes, desde MEIs, microempresas e pequenas empresas até médias e grandes corporações, refletindo a ampliação da presença do agro brasileiro no comércio internacional.

Expansão produtiva e tecnologia impulsionam o setor

O aumento da produção agrícola e a adoção de novas tecnologias têm sido fatores determinantes para a entrada de novos players no mercado externo. Além disso, o desenvolvimento de novas culturas contribui para ampliar as oportunidades, especialmente para empresas de menor porte.

Esse cenário também favorece a diversificação da pauta exportadora, reduzindo a dependência de produtos tradicionais e ampliando o portfólio do agronegócio brasileiro.

Pequenas empresas lideram crescimento das exportações

Um dos destaques do período é o avanço expressivo das empresas de menor porte. O número de microempresas e MEIs exportadores cresceu de 153 para 443, alta de 189,5%. Já as pequenas empresas passaram de 191 para 434, aumento de 127,2%.

Entre médias e grandes companhias, o crescimento foi mais moderado, passando de 1.096 para 1.439 empresas — avanço de 31,3%.

Com isso, os pequenos negócios passaram a representar 37,9% das agroexportadoras, ante 23,9% há dez anos, evidenciando maior inclusão e profissionalização no setor.

Apoio institucional fortalece inserção internacional

O crescimento das exportações do agronegócio também é impulsionado por iniciativas de apoio, como as desenvolvidas pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações (ApexBrasil).

Programas como o Exporta Mais Brasil promovem rodadas de negócios com compradores internacionais, enquanto o Programa de Qualificação para Exportação (PEIEX) prepara empresas para atuar no mercado externo.

Além disso, o uso do e-commerce internacional vem ganhando espaço como alternativa para pequenos produtores ampliarem sua visibilidade global, apesar de ainda enfrentar desafios regulatórios.

Diversificação de produtos amplia competitividade

Outro indicador relevante é o aumento da variedade de produtos exportados. O número de itens classificados na Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) cresceu de 225 para 387 entre 2015 e 2025 — avanço de 70%.

A diversificação inclui maior presença de frutas, como tangerina, nectarina, pitaia e lichia, além da expansão em verduras, leguminosas e até sementes para semeadura, como mostarda, rícino e algodão.

Esse movimento fortalece a competitividade do Brasil no mercado global e amplia nichos de atuação para empresas de diferentes portes.

Participação do agro cresce nas exportações brasileiras

Em 2025, a agropecuária brasileira respondeu por 6,9% das empresas exportadoras do país. Embora a indústria de transformação ainda lidere em volume, o agro ampliou sua participação no valor exportado.

As exportações do setor passaram de US$ 35 bilhões, em 2015, para US$ 77,4 bilhões em 2025 — crescimento de cerca de 121%. A participação no total exportado subiu de 19,7% para 23,9% no período.

Considerando toda a cadeia do agronegócio, o valor exportado alcançou US$ 169,2 bilhões em 2025, o equivalente a 48,5% das exportações brasileiras, consolidando o setor como pilar da economia nacional.

FONTE: Globo Rural
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Agronegócio

Gargalos marítimos globais: riscos crescentes para o agronegócio brasileiro

A dinâmica do comércio internacional continua sendo fortemente influenciada por rotas estratégicas marítimas. Desde as grandes navegações, o controle de passagens estreitas determina fluxos econômicos e relações de poder. Em 2026, a escalada de tensões no Golfo Pérsico voltou a evidenciar como esses pontos críticos — conhecidos como chokepoints — permanecem essenciais para o funcionamento da economia global.

Atualmente, cerca de 80% do comércio mundial em volume é transportado por via marítima. Esse fluxo depende diretamente de corredores específicos, cuja interrupção pode gerar efeitos em cadeia sobre energia, alimentos e insumos agrícolas.

O papel estratégico dos gargalos marítimos

Os principais gargalos marítimos do mundo incluem rotas como Ormuz, Bab el-Mandeb, Suez e Malaca, além de passagens como Gibraltar, Bósforo e o Canal do Panamá. Esses pontos concentram grande parte da circulação de commodities agrícolas, energia e insumos industriais.

Mais do que rotas de petróleo, esses corredores são fundamentais para o transporte de grãos, proteínas animais, fertilizantes, celulose e açúcar. Para o Brasil — uma potência exportadora do agronegócio — compreender essas rotas é uma questão estratégica.

Dependência externa expõe fragilidade estrutural

Apesar de ser um dos maiores produtores de petróleo do mundo, o Brasil ainda depende significativamente da importação de derivados como diesel. Esse combustível é essencial para toda a cadeia do agronegócio, desde o plantio até o transporte.

  • O país importa cerca de 25% do diesel consumido
  • O GLP também tem dependência semelhante
  • Já o querosene de aviação possui dependência menor, mas relevante

Essa vulnerabilidade impacta diretamente os custos logísticos e a competitividade do setor agrícola, especialmente em cenários de crise internacional.

Fertilizantes: o maior risco para a produção agrícola

Se a dependência de combustíveis preocupa, a dos fertilizantes é ainda mais crítica. O Brasil importa aproximadamente 85% dos insumos agrícolas utilizados no campo.

Com a tensão no Golfo Pérsico e o fechamento do Estreito de Ormuz em 2026:

  • Os preços da ureia dispararam
  • Houve suspensão de ofertas no mercado internacional
  • Cresceu o risco de desabastecimento

Além disso, restrições de exportação por grandes fornecedores globais e danos à infraestrutura no Oriente Médio agravam o cenário.

Entre os insumos mais críticos estão:

  • Ureia
  • Enxofre
  • Fosfatos

A escassez desses produtos pode comprometer diretamente a safra 2026/2027.

Impactos diretos no agronegócio brasileiro

A crise logística internacional afeta o Brasil em duas frentes principais:

Custos mais altos

O aumento nos preços de frete e seguros marítimos eleva o custo final das exportações e insumos.

Risco à produção

A dificuldade de acesso a fertilizantes pode reduzir a produtividade agrícola e pressionar margens.

Além disso, o Oriente Médio é um mercado relevante para o Brasil, especialmente na compra de milho e outros produtos agrícolas.

Biocombustíveis ganham protagonismo

Em meio à crise, os biocombustíveis surgem como alternativa estratégica. O Brasil possui vantagens competitivas nesse setor:

  • Mistura de etanol na gasolina
  • Uso crescente de biodiesel
  • Frota de veículos flex

Esses fatores ajudam a reduzir a dependência externa e amortecer os impactos das oscilações no mercado global de النفط e derivados.

Os principais gargalos marítimos do mundo

1. Estreito de Ormuz — risco crítico

Principal rota de petróleo e fertilizantes, concentra grande volume de energia global.

2. Bab el-Mandeb — risco crítico

Conecta o Mar Vermelho ao Golfo de Áden e é essencial para o acesso ao Canal de Suez.

3. Estreito de Malaca — risco médio

Um dos corredores mais movimentados do mundo, vital para o comércio asiático.

4. Bósforo e Dardanelos — risco alto

Fundamentais para o escoamento de trigo, milho e fertilizantes do Mar Negro.

5. Canal de Suez — risco alto

Principal ligação entre Ásia e Europa, responsável por grande parte do transporte global.

6. Canal do Panamá — risco moderado

Importante para cargas entre Atlântico e Pacífico, com destaque para grãos.

7. Estreito de Gibraltar — risco baixo

Rota estratégica para fertilizantes e comércio entre Europa e África.

Um novo cenário global exige estratégia

A crise de 2026 reforça uma tendência: eventos geopolíticos deixaram de ser exceção e passaram a ser recorrentes. Para o Brasil, isso exige mudanças estruturais.

Entre os principais desafios:

  • Reduzir a dependência de fertilizantes importados
  • Diversificar fornecedores internacionais
  • Investir na produção nacional de insumos
  • Criar estoques estratégicos

Em um cenário global instável, fortalecer a segurança de abastecimento é fundamental para manter a competitividade do agronegócio brasileiro.

FONTE: Estadão
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Agronegócio

Mercado global de fertilizantes deve enfrentar nova onda de instabilidade, alerta BHP

O mercado global de fertilizantes atravessa sua terceira fase de turbulência em apenas seis anos e deve continuar volátil nos próximos meses. O alerta foi feito por Karina Gistelinck, presidente de potássio da BHP, maior mineradora do mundo.

Segundo a executiva, após os impactos causados pela pandemia de Covid-19 e pela guerra na Ucrânia, novos fatores geopolíticos — como o conflito no Oriente Médio e restrições de exportação impostas por Rússia e China — adicionaram mais incerteza ao setor.

Custos elevados e queda temporária na demanda

Embora o potássio seja menos afetado diretamente por conflitos internacionais do que outros nutrientes, como nitrogênio e fosfato, a empresa já sente os reflexos da crise. O principal impacto vem do aumento nos custos de frete marítimo.

Com isso, a expectativa é de uma redução temporária na demanda por fertilizantes do tipo NPK, que combinam diferentes nutrientes essenciais à agricultura.

De acordo com Gistelinck, os produtores rurais tendem a reduzir o uso desses insumos no curto prazo. “O agricultor não compra potássio isoladamente, mas sim o NPK, cujo principal componente é o nitrogênio. Se houver corte no consumo, isso afetará também o preço do potássio”, explicou.

Impacto limitado no Brasil, mas com efeito no curto prazo

No caso do Brasil, a redução no uso de fertilizantes deve ser pontual. Isso porque os solos brasileiros são naturalmente pobres em nutrientes, o que impede cortes prolongados.

Segundo a executiva, um eventual recuo no uso de potássio pode afetar uma safra, mas exigirá compensação nas seguintes. Como o país possui dois ciclos agrícolas por ano, o impacto tende a durar cerca de seis meses.

Estratégia da BHP foca em redução de custos

Diante do cenário instável, a BHP aposta na redução dos custos de produção como estratégia para manter margens positivas no mercado de fertilizantes.

Historicamente, o custo de produção do potássio varia entre US$ 105 e US$ 120 por tonelada, enquanto o preço mínimo do produto gira em torno de US$ 260 por tonelada. A meta da empresa é se tornar a produtora com menor custo operacional no Canadá.

Novo projeto no Canadá deve ampliar oferta global

A mineradora prevê iniciar a extração de potássio em sua mina na província de Saskatchewan, no Canadá, no início de 2027. A região concentra cerca de 40% das reservas globais do nutriente.

O projeto, que recebeu investimento de US$ 13 bilhões — o maior da história da empresa — deve atingir produção de 4,1 milhões de toneladas em dois anos. No pico, previsto para 2033, a capacidade pode chegar a 8,5 milhões de toneladas anuais, o equivalente a 10% da produção global.

Desse total, aproximadamente 20% deve ser destinado ao mercado brasileiro, reforçando o papel do país como grande importador de potássio.

Cooperação internacional é chave para estabilidade

Para enfrentar a volatilidade do setor e garantir o abastecimento de insumos agrícolas, a executiva defende maior cooperação entre governos e empresas.

Ela destacou o potencial de parceria entre países como Austrália, Canadá e Brasil, que possuem economias complementares e forte presença nos setores mineral e agrícola.

Infraestrutura brasileira é fator estratégico

Durante visita recente a Brasília, Gistelinck participou de reuniões para avançar contratos de distribuição no Brasil e demonstrou otimismo com o alinhamento entre governo e setor privado.

Ela ressaltou a importância de investimentos em infraestrutura logística — especialmente em ferrovias e rodovias — para facilitar o transporte de fertilizantes dos portos até regiões agrícolas como o Centro-Oeste e o Matopiba.

Além disso, destacou a necessidade de ampliar a capacidade de armazenamento e reduzir custos de importação.

Dependência externa ainda é inevitável

Apesar da ausência de barreiras regulatórias relevantes no Brasil, a executiva alertou que a dependência excessiva de importações não é ideal.

Ainda assim, ela reconhece que o país continuará sendo um grande importador de fertilizantes, devido a limitações geológicas e à expansão do agronegócio.

“Não há cenário em que o Brasil deixe de importar potássio”, afirmou.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Canal Rural Mato Grosso

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Exportação

Brasil amplia exportações com abertura de mercados em El Salvador, Filipinas e Trinidad e Tobago

O agronegócio brasileiro avançou na expansão internacional com a abertura de novos mercados em El Salvador, Filipinas e Trinidad e Tobago. As negociações concluídas pelo governo federal permitem a exportação de diferentes produtos agropecuários, fortalecendo a presença do Brasil no comércio global.

Exportações para El Salvador ganham reforço

Em El Salvador, foi autorizada a entrada de carne suína e seus derivados. A medida amplia o potencial de negócios e favorece a cadeia produtiva suinícola, com maior agregação de valor.

Em 2025, o Brasil já havia exportado mais de US$ 103 milhões em produtos agropecuários para o país, indicando espaço para crescimento com a nova abertura.

Filipinas oferecem mercado de grande escala

Nas Filipinas, o destaque é a liberação para exportação de feno seco, insumo importante para alimentação animal. O país, com cerca de 112 milhões de habitantes, representa um mercado estratégico para o Brasil.

Somente em 2025, os filipinos importaram mais de US$ 1,8 bilhão em produtos do agronegócio brasileiro, demonstrando forte demanda e potencial de expansão comercial.

Trinidad e Tobago recebe sementes de coco

Já em Trinidad e Tobago, o Brasil obteve autorização para exportar sementes de coco, iniciativa que deve contribuir para a recomposição ambiental e o fortalecimento da economia local.

O país caribenho importou mais de US$ 61 milhões em produtos agropecuários brasileiros em 2025.

Aberturas de mercado impulsionam agronegócio

Com os novos acordos, o Brasil soma 555 aberturas de mercado desde 2023, consolidando a estratégia de diversificação das exportações e ampliação de destinos comerciais.

Os resultados são fruto da atuação conjunta do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE), que vêm intensificando negociações para fortalecer o comércio exterior brasileiro.

FONTE: MAPA
TEXTO: Redação
IMAGEM: Datamar News

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Exportação

Exportações de soja do Brasil devem ultrapassar 16 milhões de toneladas em março

As exportações de soja do Brasil devem superar 16 milhões de toneladas em março de 2026, reforçando o protagonismo do país no mercado internacional de grãos. A estimativa é da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), com base na programação de embarques nos portos brasileiros.

Volume embarcado indica forte desempenho do agronegócio

De acordo com as projeções mais recentes, o volume exportado pode atingir cerca de 16,3 milhões de toneladas no mês. O resultado mantém o Brasil entre os principais fornecedores globais da commodity e evidencia o bom momento do agronegócio brasileiro.

As estimativas do setor apontam ainda que os embarques podem variar entre 15 milhões e quase 18 milhões de toneladas, demonstrando a robustez da produção e da logística de exportação nacional.

Recuperação após fevereiro e avanço da colheita

O desempenho de março representa uma retomada após um ritmo mais moderado registrado em fevereiro. O avanço da colheita da safra 2025/26 tem sido um dos principais fatores por trás desse crescimento.

Além disso, a demanda internacional por soja segue aquecida, com destaque para países asiáticos, que continuam impulsionando as compras do grão brasileiro.

Safra recorde fortalece posição global

O cenário positivo também está diretamente ligado à expectativa de uma safra robusta. A produção do ciclo 2025/26 pode alcançar níveis recordes, ampliando a competitividade do Brasil no comércio global.

Com isso, a soja brasileira segue como um dos pilares da balança comercial, sendo responsável por uma parcela significativa das receitas externas do país.

Expectativa de ritmo elevado nos próximos meses

Diante do avanço da colheita e da demanda consistente, a tendência é de manutenção de um ritmo forte nas exportações de grãos ao longo dos próximos meses, especialmente durante o pico da safra.

FONTE: Semana 7
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Datamar News

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Notícias

Crise alimentar global: escassez de alimentos pode se agravar antes de 2050

A possibilidade de uma crise alimentar global nas próximas décadas já preocupa especialistas e organismos internacionais. Segundo análise do geopolítico De Leon Petta, doutor em Geografia Humana, o cenário aponta para uma escassez de alimentos cada vez mais evidente antes de 2050, com impactos diretos sobre a população mundial.

De acordo com ele, o aumento da expectativa de vida tem elevado a demanda por alimentos, enquanto o envelhecimento populacional reduz a oferta de mão de obra, especialmente no campo. Esse desequilíbrio tende a pressionar ainda mais os sistemas produtivos.

Guerra entre Rússia e Ucrânia agrava o cenário

O conflito entre Rússia e Ucrânia é apontado como um fator determinante na desestabilização do abastecimento global. Ambos os países figuravam entre os principais exportadores de alimentos e insumos agrícolas.

Com a guerra, a Ucrânia deixou de desempenhar seu papel no mercado internacional e passou a enfrentar dificuldades até para suprir o próprio consumo. Já a Rússia, além de reduzir exportações, sofreu sanções econômicas que impactaram a distribuição de fertilizantes, prejudicando a produção em diversos países.

Impactos já começaram e tendem a piorar

Embora os efeitos mais severos ainda não tenham sido plenamente sentidos, os preços dos alimentos registraram alta significativa nos últimos anos. A expectativa é de agravamento contínuo no curto prazo.

Mesmo com um eventual fim do conflito, a recuperação da capacidade produtiva ucraniana pode levar entre 15 e 20 anos. Isso compromete o equilíbrio do sistema alimentar global ao longo de boa parte do século XXI.

Produção agrícola enfrenta desafios estruturais

A queda na produção mundial levanta questionamentos sobre alternativas para suprir a demanda. Países com potencial agrícola, como a Argentina, poderiam ter desempenhado papel mais relevante, mas enfrentam entraves políticos e econômicos.

No caso do Brasil, apesar da vasta extensão territorial e do avanço em tecnologia agrícola, há limitações importantes. Entre elas, destacam-se questões logísticas, como a dificuldade de escoamento da produção e a dependência do transporte rodoviário.

Infraestrutura e energia são pontos-chave para o Brasil

Para ampliar sua competitividade no agronegócio brasileiro, especialistas defendem investimentos em infraestrutura e energia. Entre as medidas sugeridas estão:

  • Expansão da matriz energética, com redução de custos;
  • Ampliação da malha ferroviária para melhorar a logística;
  • Modernização dos portos, hoje considerados defasados.

Essas ações poderiam impulsionar a produção sem a necessidade de expansão sobre áreas sensíveis, como a Amazônia.

Concorrência internacional é acirrada

No cenário global, o Brasil enfrenta forte concorrência de países como Estados Unidos e França, que possuem sistemas logísticos mais eficientes e maior integração com mercados estratégicos.

A disputa por espaço no comércio internacional de alimentos envolve não apenas questões econômicas, mas também interesses geopolíticos.

Agronegócio é pilar da economia brasileira

Com a perda de força da indústria nas últimas décadas, o agronegócio se consolidou como um dos principais motores da economia brasileira. O setor é responsável por geração de empregos e por grande parte das exportações.

Nesse contexto, especialistas alertam que enfraquecer o setor pode agravar ainda mais os desafios diante de uma possível crise alimentar global.

Fome também é reflexo de disputas de poder

Apesar das projeções alarmantes, há um ponto crucial: o mundo atualmente produz alimentos suficientes para toda a população. O problema central, segundo a análise, está na distribuição e nas disputas geopolíticas.

A utilização da fome como instrumento de poder e pressão internacional é apontada como um dos principais fatores por trás do risco de insegurança alimentar global.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: Freepik

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Portos

Porto de Paranaguá completa 91 anos e reforça papel estratégico na economia do Brasil

O Porto de Paranaguá celebra 91 anos nesta terça-feira (17) consolidado como um dos principais pilares da logística portuária brasileira. Segundo maior complexo do país, o terminal é peça-chave no escoamento da produção e no fortalecimento do comércio exterior.

Administrado pela Portos do Paraná, o porto passa por um ciclo contínuo de modernização, com foco em infraestrutura, inovação tecnológica e ganho de eficiência operacional.

Crescimento acima das projeções

Nos últimos anos, a gestão portuária contribuiu para avanços significativos. Em 2025, os portos paranaenses movimentaram mais de 73,5 milhões de toneladas de cargas — volume que, segundo projeções anteriores, só seria alcançado a partir de 2035.

O desempenho reforça o protagonismo do terminal no cenário nacional e internacional, especialmente no escoamento de produtos do agronegócio brasileiro.

Reconhecimento e importância estratégica

A administração da autoridade portuária acumula reconhecimento no Brasil e no exterior. Entre os destaques, estão premiações consecutivas de melhor gestão portuária concedidas pelo governo federal e por entidades internacionais como a American Association of Port Authorities.

Para o governador Carlos Massa Ratinho Junior, o porto vive um novo momento, marcado por eficiência e investimentos estruturais, sem deixar de lado o desenvolvimento regional e a preservação ambiental.

Papel no agronegócio e no comércio global

O Porto de Paranaguá é responsável por grande parte das exportações agrícolas do Brasil. O terminal lidera o envio de óleo de soja e se destaca como principal canal global para a exportação de carne de frango congelada.

Essa atuação fortalece a balança comercial brasileira e amplia a presença do país nos mercados internacionais.

Investimentos impulsionam expansão

Desde 2019, mais de R$ 5,1 bilhões foram direcionados a projetos de ampliação da capacidade operacional. Um dos marcos desse processo foi a regularização das áreas arrendáveis, viabilizada por leilões realizados na B3.

Outro avanço relevante é a concessão do canal de acesso, iniciativa que permitirá a entrada de navios maiores, reduzindo custos logísticos e aumentando a competitividade do porto.

Moegão e novos projetos estruturantes

Entre as principais obras em andamento está o Moegão, moderno sistema de descarga ferroviária de grãos. Com investimento superior a R$ 650 milhões, a estrutura terá capacidade para descarregar até 900 vagões por dia, otimizando o fluxo logístico e reduzindo impactos urbanos.

Outros projetos incluem a construção do Píer em “T”, com quatro novos berços e capacidade de movimentação de até 32 mil toneladas por hora, além do Píer em “F” e da ampliação do terminal de líquidos — iniciativas que devem elevar o patamar da infraestrutura portuária.

Geração de empregos e impacto regional

Além de sua relevância logística, o porto é um dos principais motores da economia do litoral paranaense. A atividade gera milhares de empregos diretos e indiretos e movimenta setores como transporte, comércio e serviços.

Atualmente, a estrutura conta com centenas de colaboradores diretos, além de milhares de trabalhadores portuários e terceirizados. Estima-se que cerca de 40% dos empregos locais estejam ligados ao porto, que também responde por aproximadamente metade da arrecadação municipal.

Futuro e competitividade

Com investimentos contínuos e projetos estruturantes, o Porto de Paranaguá se prepara para atender à crescente demanda do comércio global. A expectativa é de que o terminal continue ampliando sua capacidade e consolidando sua posição como referência em logística portuária no Brasil.

FONTE: Portos do Paraná
TEXTO: Redação
IMAGEM: Claudio Neves/Portos do Paraná

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