Portos

Maersk substitui Porto de Rio Grande por Itapoá em serviço marítimo entre América do Sul e Europa

A Maersk anunciou uma alteração em seu serviço marítimo Samba, responsável pela conexão entre o norte da Europa e a costa leste da América do Sul. A partir de junho, a companhia deixará de realizar escalas no Porto de Rio Grande, no Rio Grande do Sul, passando a operar com parada regular no Porto de Itapoá, em Santa Catarina.

Segundo a empresa, o terminal gaúcho continuará integrando sua operação logística, mas exclusivamente para atividades de transbordo de cargas, sem receber escalas diretas da rota.

Nova operação começou em junho

A mudança entrou em vigor em 5 de junho, com a chegada do navio San Raphael Maersk ao Porto de Santos. A reestruturação também impacta a CMA CGM, parceira da operação, que comercializa o mesmo serviço sob a denominação Safran.

A alteração faz parte de um ajuste estratégico na malha marítima da companhia, buscando otimizar a conectividade entre os portos da América do Sul e os principais centros logísticos europeus.

Rota conecta importantes portos da Europa e América do Sul

Com a atualização, o itinerário do serviço passa a incluir os portos de Southampton, no Reino Unido, substituindo Londres, além de Roterdã, na Holanda, Hamburgo e Bremerhaven, na Alemanha, Antuérpia, na Bélgica, e Tânger, no Marrocos.

Na América do Sul, a rota contempla Santos, Paranaguá, Montevidéu e Buenos Aires. No retorno à Europa, os navios passam por Itapoá, Paranaguá, Santos, Tânger e Southampton.

Serviço utiliza embarcações de grande capacidade

O circuito completo é realizado em um período de nove semanas. Para atender a demanda da rota, a Maersk opera uma frota composta por sete navios com capacidade para 8.850 TEUs e outras duas embarcações capazes de transportar até 10.589 TEUs.

A inclusão do Porto de Itapoá no serviço reforça a importância crescente dos terminais catarinenses no cenário da logística portuária, ampliando a participação do estado nas rotas internacionais de transporte marítimo de cargas.

FONTE: Portos e Navios
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Portos e Navios

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