Economia

Dólar fecha em leve alta a R$ 5,37 com influência do exterior e prévia do PIB

O dólar encerrou a sexta-feira (16) em leve valorização frente ao real, acompanhando o movimento das principais moedas internacionais em um pregão marcado por liquidez reduzida nos mercados globais.

No cenário doméstico, os investidores repercutiram os dados do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), indicador visto como uma prévia do PIB brasileiro.

IBC-Br surpreende e supera projeções do mercado

O IBC-Br registrou alta de 0,70% em novembro na comparação com outubro, já considerando o ajuste sazonal. O resultado veio acima da expectativa de economistas consultados pela Reuters, que projetavam avanço de 0,30% no período.

A leitura mais forte do indicador reforçou a percepção de que a economia segue aquecida, o que pode impactar as decisões futuras do Banco Central sobre o início do ciclo de corte de juros.

Qual a cotação do dólar hoje?

O dólar comercial fechou com ganho de 0,08%, cotado a R$ 5,372 na compra e R$ 5,373 na venda.

No mercado futuro, às 17h07, o contrato de dólar para fevereiro, o mais negociado na B3, avançava 0,02%, aos R$ 5,3890.

Na sessão anterior, o dólar havia encerrado a R$ 5,3684, com recuo de 0,61%.

Pressão externa limita efeito dos dados internos

Apesar do dado econômico mais robusto no Brasil, o comportamento do câmbio foi influenciado principalmente pelo cenário externo. Segundo analistas, o movimento de alta nos Treasuries americanos acabou fortalecendo o dólar frente às moedas de países emergentes.

“Em tese, um dado mais forte puxaria o câmbio para baixo, mas hoje o exterior prevaleceu, com a alta dos Treasuries valorizando o dólar”, avaliou Gustavo Cruz, estrategista-chefe da RB Investimentos.

Os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos avançaram com investidores analisando indicadores recentes da economia americana e as perspectivas para a política monetária do Federal Reserve.

Declarações de Lula também entram no radar

O mercado também acompanhou declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a política comercial do Brasil. Lula afirmou que o Mercosul busca ampliar acordos após a conclusão do tratado com a União Europeia, mirando parcerias com países como Canadá, México, Vietnã, Japão e China.

A fala ocorreu ao lado da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, no Rio de Janeiro, às vésperas da assinatura oficial do acordo comercial entre UE e Mercosul, prevista para sábado, em Assunção, no Paraguai.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/InfoMoney

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