Economia

Dólar fecha no menor nível em quase dois meses com alívio no cenário externo

O dólar encerrou a quinta-feira (30) em queda e atingiu o menor patamar em quase dois meses, refletindo o enfraquecimento da moeda norte-americana no mercado internacional e o aumento do fluxo de investimentos estrangeiros para o Brasil.

O movimento também favoreceu o mercado financeiro doméstico, com forte valorização do Ibovespa, enquanto os preços internacionais do petróleo recuaram após investidores reduzirem parte das preocupações relacionadas às tensões no Oriente Médio.

Mercado reage à inflação dos Estados Unidos

O principal fator por trás da desvalorização do dólar foi a divulgação de novos indicadores de inflação nos Estados Unidos.

O núcleo do índice de preços de gastos com consumo (PCE), referência acompanhada pelo Federal Reserve (Fed), registrou alta de apenas 0,1% em junho, abaixo da expectativa do mercado, que projetava avanço de 0,2%.

O resultado reforçou a percepção de que o banco central norte-americano poderá manter uma postura menos restritiva em relação aos juros nos próximos meses. Esse cenário costuma reduzir a força do dólar globalmente e favorecer ativos considerados mais rentáveis, como ações e moedas de países emergentes.

Além disso, operadores observaram maior ingresso de recursos estrangeiros na Bolsa brasileira, ampliando a oferta da moeda americana e contribuindo para a valorização do real.

Confira os principais indicadores do mercado

  • Dólar comercial: R$ 5,061 (-0,93%)
  • Ibovespa: 177.158 pontos (+1,88%)
  • Petróleo Brent: US$ 86,88 (-1,37%)
  • Petróleo WTI: US$ 83,59 (-1,03%)

Real ganha força diante do dólar

O dólar comercial fechou cotado a R$ 5,061, acumulando queda de 0,93% no dia e alcançando o menor valor registrado em quase dois meses.

Outro fator que contribuiu para esse desempenho foi a maior procura de investidores internacionais por ativos brasileiros, especialmente ações de grandes empresas. Esse movimento aumenta a entrada de moeda estrangeira no país e fortalece o real frente ao dólar.

No mercado internacional, o índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana frente a uma cesta de divisas fortes, também recuou 0,93%, influenciado principalmente pela valorização do iene japonês.

Ibovespa avança quase 2%

O ambiente externo mais favorável impulsionou a Bolsa de Valores brasileira, que recuperou as perdas registradas na sessão anterior.

O Ibovespa encerrou o pregão com alta de 1,88%, aos 177.158 pontos, acompanhando o desempenho positivo das principais bolsas internacionais.

Nos Estados Unidos, os índices também fecharam em alta:

  • Dow Jones: +1,19%
  • S&P 500: +1,67%
  • Nasdaq: +2,78%

No cenário doméstico, investidores também passaram a considerar a possibilidade de redução da taxa Selic nos próximos meses, diante da desaceleração dos indicadores de inflação.

As maiores contribuições para a alta do índice vieram dos papéis dos setores bancário, petrolífero e de mineração.

Petróleo devolve parte da alta recente

Os contratos internacionais de petróleo encerraram o dia em baixa, devolvendo parte dos ganhos registrados na sessão anterior.

O barril do Brent, referência global, caiu 1,37%, fechando cotado a US$ 86,88. Já o WTI, negociado nos Estados Unidos, recuou 1,03%, para US$ 83,59.

Durante a madrugada, os preços chegaram a subir em meio às novas tensões envolvendo Estados Unidos e Irã. No entanto, ao longo do dia, o mercado reduziu o prêmio de risco após acompanhar negociações relacionadas ao Estreito de Ormuz e avaliar que, até o momento, não houve interrupção significativa no abastecimento mundial de petróleo.

Além do cenário geopolítico, investidores acompanham a reunião da Opep+, prevista para este domingo, quando o grupo poderá discutir ajustes nos níveis de produção da commodity.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Valter Campanato/Agência Brasil

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Informação

Wall Street fecha em forte queda após Fed manter juros e ações de tecnologia ampliarem perdas

As bolsas de Wall Street encerraram o pregão desta quarta-feira em forte baixa, pressionadas pela decisão do Federal Reserve (Fed) de manter a taxa básica de juros inalterada e pelo desempenho negativo das ações ligadas à inteligência artificial (IA). O mercado também adotou uma postura cautelosa antes da divulgação dos balanços trimestrais da Microsoft e da Meta Platforms.

Fed mantém juros, mas mercado já olha para setembro

Como era amplamente esperado pelos investidores, o banco central dos Estados Unidos manteve a taxa de juros na faixa de 3,50% a 3,75%.

A decisão, porém, não foi unânime. Três dos 12 integrantes do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) defenderam um aumento de 0,25 ponto percentual já nesta reunião, sinalizando divergências internas sobre o combate à inflação.

A manutenção dos juros ocorre em um momento em que a inflação nos Estados Unidos continua acima da meta oficial há mais de cinco anos. Além disso, os preços voltaram a acelerar recentemente, impulsionados pela alta dos custos de energia e alimentos em meio ao conflito no Oriente Médio.

Para analistas, o foco do mercado agora se volta para a reunião de setembro, quando cresce a expectativa de um possível novo aumento dos juros.

Tecnologia e inteligência artificial pressionam Nasdaq

O setor de tecnologia voltou a liderar as perdas na bolsa norte-americana.

As ações de empresas ligadas à IA ampliaram o movimento de queda observado nas últimas sessões, refletindo preocupações dos investidores com o elevado volume de investimentos destinados ao desenvolvimento da tecnologia e os impactos sobre a geração de caixa das companhias.

Também pesa sobre o setor o aumento da concorrência da China, que vem acelerando o desenvolvimento de chips avançados e lançando modelos de inteligência artificial com custos mais baixos.

Apesar desse cenário, o presidente do Fed, Kevin Warsh, afirmou que os investimentos em inteligência artificial representam uma base importante para o crescimento econômico de longo prazo.

Fabricantes de chips ampliam perdas

As empresas do segmento de semicondutores também registraram desempenho negativo.

A sul-coreana SK Hynix teve forte queda após divulgar lucro trimestral cerca de seis vezes superior ao do mesmo período do ano anterior, mas abaixo das expectativas do mercado. As ações da companhia recuaram aproximadamente 10%.

Já a Vertiv, especializada em infraestrutura para inteligência artificial, perdeu valor depois de apresentar receita trimestral inferior às projeções dos analistas.

Principais índices encerram o dia no vermelho

O movimento de venda atingiu os principais indicadores do mercado norte-americano.

  • O S&P 500 caiu 1,50%, encerrando aos 7.317,42 pontos, no menor nível em cerca de um mês.
  • O Nasdaq recuou 1,68%, fechando aos 24.460,08 pontos, acumulando aproximadamente 9% de queda em relação ao recorde alcançado em junho.
  • Já o Dow Jones registrou a maior baixa do dia, com desvalorização de 2,14%, terminando aos 51.618,29 pontos.

Temporada de balanços segue no radar

Além da decisão do Fed, investidores acompanham a divulgação dos resultados financeiros das grandes empresas norte-americanas.

As expectativas seguem elevadas para os balanços da Microsoft e da Meta, duas das principais beneficiadas pela expansão da inteligência artificial.

Segundo estimativas do mercado, o lucro agregado das empresas que compõem o S&P 500 deve crescer cerca de 40% no segundo trimestre em comparação com o mesmo período do ano passado, impulsionado principalmente pelas gigantes da tecnologia.

Ford, Visa e Lennox têm desempenhos distintos

Entre os destaques corporativos do dia, a Ford Motor registrou alta após elevar, pela segunda vez em 2026, sua projeção de lucro anual.

A Visa também avançou depois de divulgar um resultado trimestral acima das expectativas, beneficiada pelo aumento das viagens internacionais impulsionadas pela Copa do Mundo.

Na direção oposta, a fabricante de sistemas de climatização Lennox recuou após reduzir sua estimativa de lucro para o restante do ano.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: MarketScreener

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Economia

Dólar fecha em R$ 5,12 e Bolsa avança após desaceleração da inflação no Brasil

O dólar encerrou esta terça-feira (28) cotado a R$ 5,122, com alta de 0,20% frente ao fechamento anterior. O desempenho da moeda ocorreu em um dia marcado pela divulgação do IPCA-15, prévia da inflação oficial, que mostrou desaceleração dos preços e reforçou as expectativas de um novo corte na taxa Selic na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).

Na renda variável, o cenário foi positivo. O Ibovespa, principal índice da B3, manteve trajetória de alta ao longo do pregão e fechou valorizado em 0,58%, aos 176.352 pontos, depois de atingir a máxima intradiária de 178.538 pontos.

Inflação mais baixa fortalece expectativa de redução dos juros

O principal fator que movimentou os mercados foi o resultado do IPCA-15 de julho, que registrou alta de apenas 0,06%, abaixo das projeções do mercado financeiro. Com isso, a inflação acumulada em 12 meses desacelerou para 4,52%, embora ainda permaneça acima da meta estabelecida pelo Banco Central.

O indicador é o último dado relevante antes da reunião do Copom, marcada para os dias 4 e 5 de agosto, quando será definida a próxima decisão sobre a Selic. A leitura mais favorável da inflação elevou as apostas de uma redução de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros.

Queda do petróleo influencia câmbio e reduz apoio ao real

Outro fator que chamou a atenção dos investidores foi a forte queda do preço do petróleo no mercado internacional.

O barril do tipo Brent, referência global, recuou 4,41%, sendo negociado a US$ 82,08 para contratos de outubro. Já o WTI, referência nos Estados Unidos, caiu 4,06%, fechando a US$ 79,26 por barril.

A desvalorização da commodity ocorreu em meio à redução das tensões geopolíticas após o governo dos Estados Unidos sinalizar avanço nas negociações com o Irã, embora tenha mantido a possibilidade de retomar ações militares caso as conversas não avancem.

Banco Central anuncia rolagem de swaps cambiais

O Banco Central informou que iniciará, a partir de 5 de agosto, leilões para a rolagem dos contratos de swap cambial com vencimento em setembro.

Esse instrumento financeiro funciona como uma operação no mercado futuro que ajuda a reduzir oscilações cambiais, oferecendo proteção aos investidores e aumentando a liquidez em dólares.

Mercados internacionais acompanham balanços e setor de tecnologia

As bolsas asiáticas tiveram um dia de forte volatilidade. Na Coreia do Sul, o índice Kospi chegou a ter as negociações interrompidas após registrar forte queda, pressionado principalmente pelas ações das fabricantes de semicondutores Samsung Electronics e SK Hynix.

O setor global de tecnologia segue enfrentando incertezas diante do avanço de fabricantes chinesas de chips voltados à inteligência artificial, cenário que tem levado investidores a reverem expectativas para empresas do segmento.

Na Europa, os resultados financeiros de grandes companhias, como Mercedes-Benz, Barclays, Orange, Coca-Cola e Unilever, também influenciaram o desempenho dos mercados.

Temporada de balanços movimenta empresas na B3

A divulgação dos resultados corporativos também impactou as negociações na Bolsa brasileira.

A TIM Brasil informou lucro líquido ajustado de R$ 1,036 bilhão no segundo trimestre, crescimento de 6,1% em relação ao mesmo período de 2025. Apesar do avanço nos resultados, as ações da operadora encerraram o dia em queda.

A Telefônica Brasil, controladora da marca Vivo, registrou lucro de R$ 1,6 bilhão, alta de 17% na comparação anual. O desempenho foi impulsionado pelo crescimento das receitas nos segmentos de telefonia móvel, fibra óptica, serviços digitais e soluções corporativas, mas os papéis também recuaram durante o pregão.

Já a Simpar apresentou receita líquida de R$ 11,3 bilhões no segundo trimestre, avanço de 8,8% em relação ao ano anterior. A holding de logística ainda reduziu sua alavancagem financeira ao menor nível desde sua abertura de capital, movimento que contribuiu para a valorização das ações.

Investidores aguardam decisão do Copom

Com a divulgação da prévia da inflação e o avanço da temporada de balanços, o mercado volta suas atenções para a próxima reunião do Copom, que poderá definir um novo ciclo de redução da taxa Selic. Até lá, indicadores econômicos, desempenho das commodities e o cenário internacional devem continuar influenciando o comportamento do dólar e da Bolsa de Valores.

FONTE: UOL
TEXTO: Redação
IMAGEM: O Antagonista

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Economia

Dólar fecha no menor nível desde junho e Ibovespa dispara com apoio do petróleo e capital estrangeiro

O dólar comercial encerrou a quarta-feira (22) em seu menor patamar de fechamento desde 2 de junho, refletindo um cenário favorável ao mercado brasileiro. A valorização do petróleo, o aumento do fluxo de investidores estrangeiros e a atratividade dos juros elevados no Brasil contribuíram para a desvalorização da moeda norte-americana.

O ambiente positivo também impulsionou o Ibovespa, que avançou mais de 2% e voltou a ultrapassar a marca dos 177 mil pontos, acompanhando a forte alta do petróleo no mercado internacional.

Indicadores do mercado no fechamento

  • Dólar à vista: R$ 5,053 (-0,42%)
  • Ibovespa: 177.547,57 pontos (+2,44%)
  • Petróleo Brent (setembro): US$ 94,07 (+3,36%)
  • Petróleo WTI (setembro): US$ 86,83 (+2,95%)
  • Dólar em 2026: queda acumulada de 7,95%
  • Ibovespa em 2026: valorização de 10,19%

Fluxo estrangeiro fortalece o real

A moeda norte-americana registrou a terceira queda consecutiva, encerrando o dia cotada a R$ 5,053. Apesar de iniciar o pregão em alta, o dólar perdeu força após a abertura da bolsa, acompanhando o desempenho positivo dos ativos brasileiros e de outras moedas de países emergentes. Entre os fatores que sustentaram o movimento está a entrada de recursos internacionais no mercado nacional, favorecida pelo diferencial entre os juros brasileiros e os praticados nos Estados Unidos.

Outro elemento relevante foi a valorização do petróleo, cujo barril voltou a se aproximar dos US$ 95. Como o Brasil é exportador líquido da commodity, preços mais elevados tendem a melhorar as perspectivas para a balança comercial e aumentar a entrada de divisas no país.

Mesmo com a entrada em vigor da tarifa de 25% aplicada pelos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros e com o anúncio de medidas de apoio às empresas afetadas, o mercado reagiu de forma limitada. Para os investidores, esses acontecimentos já estavam amplamente incorporados às expectativas.

Dados divulgados pelo Banco Central também reforçaram o cenário positivo. O fluxo cambial acumulado até julho apresentou saldo positivo de US$ 17,946 bilhões, resultado impulsionado principalmente pelo desempenho do segmento financeiro em relação ao mesmo período do ano passado.

Ibovespa interrompe sequência negativa

O principal índice da Bolsa de Valores brasileira subiu 2,44% e fechou aos 177.547,57 pontos, alcançando o maior nível desde o último dia 10 e encerrando uma sequência de cinco pregões consecutivos de perdas. O avanço foi liderado pelas ações de empresas dos setores de mineração, petróleo e financeiro. Os papéis da Petrobras acompanharam a valorização da commodity no exterior: as ações ordinárias avançaram 2,39%, enquanto as preferenciais registraram alta de 2,21%.

Na avaliação de analistas, o retorno do capital estrangeiro à bolsa brasileira também foi favorecido pela busca de investidores por ativos considerados mais descontados em comparação ao mercado norte-americano, mesmo com os principais índices de Nova York fechando em queda.

Tensões no Oriente Médio elevam preço do petróleo

Os contratos futuros do petróleo encerraram o quarto pregão consecutivo em alta, impulsionados pelo agravamento das tensões entre Estados Unidos e Irã e pelas preocupações com possíveis interrupções nas principais rotas marítimas utilizadas para o transporte da commodity.

O barril do Brent, referência internacional, avançou 3,36%, fechando cotado a US$ 94,07. Já o WTI, negociado nos Estados Unidos, registrou alta de 2,95%, encerrando o dia a US$ 86,83.

O mercado segue monitorando os riscos de bloqueios nos estreitos de Ormuz e Bab-el-Mandeb, corredores estratégicos para o comércio global de petróleo. As ameaças do grupo Houthi, no Iêmen, e novas declarações de autoridades iranianas elevaram as preocupações sobre a oferta mundial da commodity, mesmo após os Estados Unidos informarem um aumento nos estoques de petróleo acima das expectativas.

Tags: dólar, dólar hoje, Ibovespa, mercado financeiro, petróleo Brent, petróleo WTI, fluxo cambial, Banco Central, Petrobras, economia brasileira

Fonte: Agência Brasil / Com informações da Reuters

Texto: Redação

Imagem: Agência Brasil / Valter Campanato

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Internacional

China investe US$ 9 bilhões para apoiar mercado de ações e conter volatilidade

Duas estatais chinesas anunciaram um aporte conjunto de quase US$ 9 bilhões para fortalecer o mercado de ações da China, em resposta à forte volatilidade provocada por preocupações envolvendo os investimentos em inteligência artificial (IA).

A medida busca conter a sequência de perdas registrada nas últimas semanas e transmitir maior confiança aos investidores em um cenário de incerteza para o setor de tecnologia.

Recursos serão destinados à recompra de ações

A China Reform Holdings informou, no domingo (19), que uma de suas subsidiárias obteve acesso a mais de 50 bilhões de yuans (cerca de US$ 7,38 bilhões) por meio de uma linha especial de financiamento e recursos adicionais.

Segundo a empresa, o montante será utilizado para recompra de ações e ampliação de participações acionárias, estratégia voltada à estabilização do mercado financeiro chinês.

Em comunicado separado, a China Chengtong Holdings revelou que suas subsidiárias adquiriram aproximadamente 10 bilhões de yuans (US$ 1,48 bilhão) em ações e outros ativos de renda variável negociados no mercado doméstico.

Governo demonstra confiança no mercado de capitais

As duas companhias destacaram que permanecem confiantes no desempenho do mercado de capitais chinês e afirmaram que continuarão ampliando investimentos em empresas estatais e no setor de tecnologia para contribuir com a estabilidade financeira.

Analistas avaliam que ambas fazem parte do chamado “time nacional”, grupo de investidores estatais frequentemente mobilizado pelo governo chinês para reduzir oscilações e dar sustentação ao mercado em momentos de maior turbulência.

Temores com inteligência artificial pressionam bolsas

A iniciativa ocorre em um momento de forte liquidação global de ações ligadas aos segmentos de chips e tecnologia, impulsionada pela preocupação dos investidores com os elevados gastos destinados ao desenvolvimento da inteligência artificial.

Neste mês, o índice Xangai Composto acumula queda de 7,3%, enquanto o ChiNext Price Index, que reúne empresas de tecnologia, registra recuo de 21%.

Bolsas chinesas reagem após anúncio

Após o anúncio das medidas, os principais índices acionários da China encerraram a sessão desta segunda-feira (20) em alta.

O Xangai Composto avançou 0,85%, recuperando parte das perdas após recuar 5,8% na semana anterior. Já o ChiNext fechou com valorização de 0,4%, depois de registrar queda de 11% na semana passada.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: DC Studio/Freepik

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Economia

Boletim Focus reduz projeção da inflação para 5,16% em 2026

O mercado financeiro voltou a reduzir a estimativa para a inflação no Brasil em 2026. De acordo com o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (13) pelo Banco Central, a previsão para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) passou de 5,30% para 5,16%, marcando a segunda queda consecutiva nas projeções.

Enquanto a expectativa para a inflação foi revisada para baixo, as previsões para PIB, dólar e taxa Selic permaneceram inalteradas em relação à semana anterior.

Expectativa para PIB e dólar segue estável

A projeção do mercado para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 continua em 1,99%. Para os anos seguintes, a expectativa é de expansão de 1,65% em 2027 e de 2% em 2028.

No cenário cambial, os analistas mantiveram a estimativa de que o dólar encerre 2026 cotado a R$ 5,20. Para 2027 e 2028, as previsões seguem em R$ 5,28 e R$ 5,34, respectivamente.

Projeção da Selic permanece em 14%

A expectativa para a taxa Selic em 2026 foi mantida em 14% pela terceira semana seguida.

Atualmente, a taxa básica de juros está em 14,25% ao ano, patamar definido pelo Comitê de Política Monetária (Copom) na reunião realizada em 17 de junho. Com isso, o mercado continua apostando em pelo menos um corte nos juros até o fim deste ano.

A próxima reunião do Copom está programada para os dias 4 e 5 de agosto.

Para os anos seguintes, as estimativas também seguem sem alterações: 12% em 2027 e 10,5% em 2028.

Entre junho de 2025 e março de 2026, a Selic permaneceu em 15% ao ano, o maior nível desde julho de 2006, quando alcançava 15,25%. Antes disso, entre setembro de 2024 e junho de 2025, a taxa passou por sete aumentos consecutivos.

Como a Selic influencia a economia

As decisões do Copom têm impacto direto sobre o custo do crédito e o ritmo da atividade econômica.

Quando a Selic é reduzida, financiamentos e empréstimos tendem a ficar mais baratos, favorecendo o consumo das famílias e os investimentos das empresas. Em contrapartida, esse movimento pode aumentar a pressão sobre a inflação.

Já em períodos de juros elevados, o crédito fica mais caro e aplicações financeiras, como renda fixa e poupança, tornam-se mais atrativas. Esse cenário costuma desacelerar o consumo e contribuir para o controle da alta dos preços.

Além da taxa básica de juros, os bancos também consideram fatores como risco de inadimplência, custos operacionais e margem de lucro para definir os juros cobrados dos clientes.

Queda dos alimentos contribui para desaceleração da inflação

Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o grupo de alimentos registrou queda de preços pela primeira vez desde novembro de 2025, contribuindo para que o IPCA fechasse junho em 0,16%.

O resultado representa a menor inflação mensal desde outubro de 2025 e confirma a desaceleração dos preços pelo quarto mês consecutivo.

Em maio, o índice havia sido de 0,58%. No acumulado de 12 meses, o IPCA chegou a 4,64%, permanecendo acima da meta oficial de até 4,5%, mas abaixo dos 4,72% registrados no levantamento anterior. Em junho de 2025, a inflação oficial havia sido de 0,24%.

Diferença entre IPCA e INPC

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) encerrou junho com alta de 0,14% e acumula 4,33% nos últimos 12 meses. O indicador é amplamente utilizado como referência para reajustes salariais de diversas categorias profissionais.

A principal diferença entre os dois indicadores está no público analisado. O INPC acompanha a inflação das famílias com renda entre um e cinco salários mínimos, enquanto o IPCA mede a variação dos preços para famílias com renda de um a 40 salários mínimos.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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Economia

Dólar fecha o primeiro semestre de 2026 a R$ 5,16; veja as perspectivas para a cotação até o fim do ano

A cotação do dólar encerrou junho em R$ 5,16, acumulando queda de 5,95% no primeiro semestre de 2026. Apesar do resultado positivo para o real, o período foi marcado por momentos distintos, alternando fases de valorização da moeda brasileira e aumento da volatilidade provocado pelo cenário internacional.

Especialistas avaliam que os próximos meses devem ser influenciados tanto pelos rumos da economia global quanto pelas condições fiscais e políticas do Brasil.

O que influenciou o dólar no primeiro semestre de 2026?

Entre janeiro e março, o real ganhou força diante do dólar impulsionado pelo bom desempenho das commodities, principalmente o petróleo, além do diferencial de juros favorável ao Brasil em comparação com outras economias.

Esse ambiente contribuiu para a entrada de capital estrangeiro e fortaleceu a moeda brasileira. No entanto, a partir de março, a intensificação das tensões envolvendo Irã, Israel e Estados Unidos aumentou a busca dos investidores por ativos considerados mais seguros, favorecendo novamente o dólar.

Segundo o economista sênior da Nomad, Vitor Kayo, esse novo cenário elevou a aversão ao risco e pode comprometer parte da valorização acumulada pelo real ao longo do ano.

Juros nos Estados Unidos reforçaram a valorização do dólar

Outro fator apontado por analistas foi a postura mais rígida do Federal Reserve (Fed) em relação à política monetária. O mercado passou a considerar a possibilidade de novos aumentos dos juros americanos, fortalecendo a moeda norte-americana frente às principais divisas.

Na avaliação de Matthew Ryan, estrategista global da Ebury, mesmo após a redução das tensões geopolíticas, o dólar continuou resiliente devido às expectativas de manutenção dos juros elevados nos Estados Unidos.

Bruno Perri, economista-chefe da Forum Investimentos, acrescenta que a redução do diferencial entre os juros brasileiros e americanos também colaborou para o movimento, especialmente após o Copom reduzir a Selic para 14,25%.

Real apresentou forte valorização antes da reversão

Ao longo do semestre, a trajetória do câmbio passou por diferentes fases. O ano começou com o dólar próximo de R$ 5,40, seguido por uma valorização consistente do real, que levou a cotação para a faixa de R$ 5,20 e chegou ao piso de aproximadamente R$ 4,90 em maio.

Entretanto, a mudança do cenário internacional interrompeu esse movimento, elevando novamente a cotação da moeda americana durante junho.

O que esperar do dólar até o fim de 2026?

A expectativa dos especialistas é que o segundo semestre continue marcado por elevada volatilidade cambial. Embora o dólar ainda possa perder força em alguns momentos no mercado internacional, fatores como juros elevados nos Estados Unidos e maior cautela dos investidores tendem a favorecer a moeda americana diante das moedas de países emergentes.

Além do ambiente externo, questões internas também devem influenciar o comportamento do câmbio.

Cenário político e fiscal seguirá no radar

Economistas destacam que a situação fiscal brasileira e o avanço do calendário eleitoral podem aumentar a incerteza dos investidores, reduzindo o fluxo de recursos para o país e pressionando o real.

Nesse contexto, a Nomad projeta que o dólar possa encerrar 2026 próximo de R$ 5,40, retornando gradualmente aos níveis observados no fim de 2025.

Matthew Ryan pondera, porém, que uma eventual desaceleração da inflação nos Estados Unidos e futuras expectativas de redução dos juros poderão enfraquecer o dólar no longo prazo, embora esse processo deva ocorrer de maneira lenta e depender da evolução dos indicadores econômicos.

Mercado prevê estabilidade com oscilações

No mercado brasileiro, Rodrigo Caetano, gerente de investimentos do Sicredi Soma, observa que os contratos futuros negociados na B3 indicam expectativa de relativa estabilidade para o câmbio no curto prazo. Ainda assim, a previsão é de que as oscilações permaneçam elevadas diante das incertezas no cenário econômico global e doméstico.

FONTE: InfoMoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pixabay

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Economia

Dólar sobe e se aproxima de R$ 5,20 com expectativa de juros mais altos nos EUA

O dólar comercial iniciou os negócios desta sessão em alta e voltou a se aproximar do patamar de R$ 5,20, atingindo os maiores níveis observados desde o final de março. O movimento acompanha o fortalecimento global da moeda norte-americana diante das expectativas de uma política monetária mais rígida nos Estados Unidos.

Por volta das 9h10, o dólar à vista registrava valorização de 0,15%, sendo negociado a R$ 5,1967. No mercado futuro, o contrato com vencimento em julho avançava 0,20%, cotado a R$ 5,2050.

Enquanto isso, o euro comercial seguia em direção oposta, com recuo de 0,08%, sendo negociado a R$ 5,8974.

Índice DXY reforça avanço da moeda americana

O fortalecimento do dólar também foi refletido no comportamento do índice DXY, indicador que acompanha o desempenho da moeda dos Estados Unidos frente a uma cesta composta por seis importantes divisas globais.

No mesmo horário, o índice avançava 0,26%, alcançando 101,68 pontos. O resultado representa o maior nível desde a forte volatilidade registrada nos mercados durante o chamado “Liberation Day”, em abril de 2025.

Dólar avança frente a moedas emergentes

Além da valorização perante moedas de países desenvolvidos, o dólar também apresentou ganhos relevantes frente a diversas moedas emergentes.

Entre os destaques, a moeda norte-americana subia:

  • 0,36% em relação ao peso mexicano;
  • 0,44% frente ao rand sul-africano;
  • 0,18% contra o peso chileno.

O cenário reflete a busca dos investidores por ativos considerados mais seguros, em meio às perspectivas de manutenção de juros elevados na maior economia do mundo.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Scott Eells/Bloomberg

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Economia

Selic cai para 14,25% após novo corte de juros decidido pelo Banco Central

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual nesta quarta-feira (17), levando os juros básicos da economia para 14,25% ao ano. A medida foi aprovada por unanimidade e marca a terceira redução consecutiva da taxa neste ciclo de flexibilização monetária.

Com o novo ajuste, a autoridade monetária dá continuidade ao movimento iniciado em março, quando a Selic começou a recuar após atingir 15% ao ano.

Banco Central mantém cautela sobre próximos passos

Apesar da nova redução, o comunicado divulgado após a reunião não sinaliza claramente qual será o ritmo das próximas decisões.

Segundo o Copom, a extensão do atual ciclo de cortes dependerá da evolução dos indicadores econômicos e das condições necessárias para garantir a convergência da inflação à meta estabelecida.

O colegiado destacou que o atual nível de restrição monetária permite diferentes trajetórias para os juros, mas ressaltou que as projeções seguem cercadas por um grau elevado de incerteza.

Cenário internacional influencia decisão

Entre os fatores monitorados pelo Banco Central está o ambiente externo, que continua marcado por instabilidade geopolítica e volatilidade nos mercados globais.

O Copom citou as incertezas relacionadas aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio e seus reflexos sobre os preços de ativos financeiros, commodities e condições de financiamento internacional.

Nos últimos dias, declarações de autoridades dos Estados Unidos e do Irã sobre um possível entendimento para encerrar hostilidades e reabrir o Estreito de Ormuz trouxeram algum alívio aos investidores. No entanto, a ausência de detalhes concretos sobre a implementação do acordo mantém o cenário sob observação.

Inflação segue como principal preocupação

Mesmo com a redução dos juros, o Banco Central indicou que continua enxergando mais riscos para uma alta da inflação do que para uma desaceleração dos preços.

Entre os fatores que podem pressionar o índice inflacionário estão a persistência da inflação em determinados setores, o comportamento das expectativas econômicas, políticas de estímulo ao consumo e possíveis impactos de medidas adotadas no Brasil e no exterior.

Além disso, o Copom destacou que choques de oferta ainda podem influenciar a dinâmica dos preços nos próximos meses.

Quais são os fatores que podem reduzir a inflação?

Por outro lado, a autoridade monetária também apontou elementos que podem favorecer uma desaceleração mais intensa da inflação.

Entre eles estão uma eventual perda de ritmo da atividade econômica brasileira, uma desaceleração mais forte da economia global e uma possível queda nos preços internacionais de commodities, incluindo petróleo e matérias-primas.

Esses fatores, segundo o Banco Central, podem contribuir para reduzir pressões inflacionárias e abrir espaço para novas avaliações sobre a trajetória dos juros.

Mercado já esperava nova redução

A decisão anunciada pelo Copom ficou alinhada às projeções predominantes do mercado financeiro, que já precificava um corte de 0,25 ponto percentual nesta reunião.

O movimento ocorre em um contexto de busca por equilíbrio entre o controle da inflação e a necessidade de preservar o crescimento econômico, em meio a desafios fiscais internos e incertezas no cenário internacional.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
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Economia

Fed mantém juros nos EUA entre 3,5% e 3,75% e sinaliza cautela diante do cenário econômico

O Federal Reserve (Fed) decidiu manter a taxa básica de juros dos Estados Unidos na faixa entre 3,5% e 3,75%. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (17) e seguiu a expectativa predominante do mercado financeiro.

A decisão foi aprovada por unanimidade pelos integrantes do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) e representa a quarta reunião consecutiva sem mudanças na política monetária americana.

Banco central destaca crescimento econômico e inflação persistente

No comunicado divulgado após a reunião, o Fed apontou que a economia dos Estados Unidos continua apresentando expansão, mesmo em meio às incertezas provocadas pelos recentes conflitos no Oriente Médio.

A autoridade monetária destacou ainda o avanço da produtividade e dos investimentos, além de um mercado de trabalho considerado consistente com o crescimento populacional. Em contrapartida, a inflação nos EUA segue acima dos níveis desejados, pressionada principalmente por impactos nos setores de energia e cadeias de oferta.

Cenário internacional influencia avaliação do mercado

A decisão ocorre após o anúncio de um entendimento entre Estados Unidos e Irã para encerrar as hostilidades na região e permitir a reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo.

Apesar do acordo, investidores ainda acompanham com cautela os desdobramentos da negociação, já que permanecem dúvidas sobre os detalhes e a efetiva implementação das medidas anunciadas.

Kevin Warsh estreia no comando do Fed

Esta foi a primeira reunião de política monetária sob a liderança de Kevin Warsh, escolhido pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para comandar o banco central americano.

Warsh assumiu o posto anteriormente ocupado por Jerome Powell, que permanece como integrante da instituição.

Integrantes divergem sobre próximos passos dos juros

Embora a manutenção da taxa tenha sido consenso nesta reunião, as projeções internas indicam diferentes visões sobre os rumos da política monetária.

Entre os membros responsáveis pela definição dos juros, a maioria avalia que as atuais condições econômicas justificam a manutenção dos níveis atuais ou até mesmo novos aumentos ao longo de 2026. Nove integrantes consideram necessária pelo menos uma elevação da taxa neste ano, enquanto seis deles defendem mais de um ajuste para cima.

Por outro lado, apenas um membro projeta um corte dos juros até o fim do ano.

Um dos dirigentes não apresentou projeções econômicas nesta rodada. O próprio Kevin Warsh confirmou ter sido o integrante ausente nessa etapa das estimativas.

Mercado acompanha novas projeções para a política monetária

As últimas previsões divulgadas pelos membros do Federal Reserve ocorreram em março, quando a expectativa mediana apontava para um único corte na taxa de juros em 2026.

Desde então, o cenário econômico internacional passou por mudanças significativas, especialmente após a redução das tensões entre Estados Unidos e Irã. Com a diminuição do risco de um choque nos preços do petróleo, analistas de Wall Street acompanham atentamente os próximos sinais do Fed sobre os rumos da política monetária americana.

A expectativa do mercado agora se concentra na avaliação de Kevin Warsh sobre o comportamento da inflação, da atividade econômica e das futuras decisões envolvendo os juros dos Estados Unidos.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
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