Tecnologia

Inteligência artificial pode dificultar controle da inflação nos Estados Unidos

A expansão acelerada da inteligência artificial (IA) pode criar um novo desafio para a economia dos Estados Unidos: conter a inflação em um cenário de forte atividade econômica.

O aumento dos preços e das taxas de juros ocorre em meio a uma combinação de fatores que pressiona a economia americana. Entre eles estão o choque nos preços de energia provocado pelos conflitos no Irã e na Ucrânia, o agravamento das disputas comerciais e o crescimento expressivo dos investimentos corporativos em IA.

Enquanto guerras e tarifas concentram boa parte da atenção dos mercados, economistas também passaram a observar o volume de recursos direcionados pelas grandes empresas de tecnologia à construção de centros de dados, servidores e infraestrutura necessária para ampliar a capacidade de processamento de inteligência artificial.

Gastos com IA alcançam cifras trilionárias

O investimento em infraestrutura de inteligência artificial ganhou escala rapidamente. Segundo o JPMorgan, os gastos com centros de dados, chips e servidores devem chegar a aproximadamente US$ 1 trilhão em 2026.

A projeção para os próximos anos é ainda mais expressiva. De acordo com Stijn Van Nieuwerburgh, economista da Universidade de Columbia, os investimentos podem alcançar US$ 10,3 trilhões até 2032.

Para efeito de comparação, esse montante supera amplamente os valores envolvidos em grandes programas de infraestrutura do governo americano.

O Goldman Sachs estima que os investimentos em infraestrutura de IA representem cerca de 1,9% da atividade econômica dos Estados Unidos neste ano. A previsão de Van Nieuwerburgh é de que essa participação ultrapasse, em média, 3,6% do Produto Interno Bruto (PIB) americano por ano até 2032.

A dimensão projetada coloca o atual ciclo de investimentos entre os maiores períodos de expansão da infraestrutura econômica dos Estados Unidos.

Demanda por tecnologia pressiona preços

O aumento dos investimentos não representa, necessariamente, um problema inflacionário. Caso a oferta de produtos e serviços acompanhe a demanda, o crescimento poderia ocorrer sem gerar pressão significativa sobre os preços.

O desafio está no intervalo entre o investimento atual e os ganhos de produtividade esperados para o futuro. Enquanto empresas constroem a infraestrutura necessária para a expansão da IA, a economia precisa lidar imediatamente com a forte demanda por equipamentos, energia e trabalhadores.

Segundo Daniel Yue, professor da Georgia Tech que pesquisa os efeitos econômicos da IA, esse movimento já produz um choque de demanda com impacto sobre a inflação.

A construção de centros de dados, por exemplo, aumenta a procura por chips de memória e armazenamento, materiais de construção e eletricidade. Também eleva a demanda por profissionais como trabalhadores da construção civil, encanadores e eletricistas.

Falta de oferta aumenta pressão sobre custos

A oferta nem sempre consegue acompanhar a velocidade dessa demanda. Restrições de produção, regulamentações, dificuldades de licenciamento e limitações no mercado de trabalho estão entre os fatores que dificultam o equilíbrio entre oferta e procura.

O efeito pode ultrapassar o setor de tecnologia e atingir outros segmentos da economia, principalmente por meio da escassez de mão de obra e do aumento dos preços de materiais de construção.

A situação também entrou no radar do Federal Reserve. Austan Goolsbee, presidente do Federal Reserve Bank de Chicago, afirmou recentemente que acompanha os efeitos da construção de centros de dados de IA sobre a capacidade de absorção da economia.

Caso os investimentos estejam gerando uma demanda superior à capacidade disponível, o movimento poderia indicar um processo de superaquecimento econômico. Nesse cenário, a resposta do Federal Reserve (Fed) poderia envolver juros mais elevados para conter a inflação.

Economia americana continua aquecida

O avanço dos investimentos em IA ocorre em uma economia que já apresenta sinais de atividade elevada.

A produção industrial dos Estados Unidos em agosto atingiu o maior nível desde julho de 2021, segundo o Índice de Gerentes de Compras (PMI) da S&P Global. A taxa de desemprego estava em 4,1%, patamar associado por economistas ao pleno emprego.

As vendas no varejo também avançaram. Em agosto, o indicador registrou crescimento de 1,2%.

Esse conjunto de dados mostra uma economia com demanda ainda resistente, em vez de um quadro de forte desaceleração.

Valorização das ações de IA sustenta consumo

Outro componente importante é o desempenho das empresas ligadas à inteligência artificial no mercado financeiro.

As oito companhias de maior valor no índice S&P 500 são, em grande medida, empresas diretamente relacionadas à IA. Juntas, elas correspondem a 38,8% do valor total do mercado acionário americano.

A valorização dessas ações ampliou o patrimônio de investidores de maior renda. Esse efeito contribuiu para sustentar o consumo mesmo diante das preocupações com o custo de vida.

Dados do Federal Reserve Bank de Nova York indicam que os 40% da população americana com maior renda respondem por aproximadamente 70% dos gastos de consumo.

Com consumidores de maior renda mantendo o ritmo das compras, empresas encontram espaço para repassar parte do aumento de custos aos preços finais.

Energia, tarifas e inflação complicam cenário

Além dos investimentos em IA, empresas americanas enfrentam custos elevados de diesel, transporte e tarifas comerciais.

Esse ambiente ajuda a explicar por que a inflação permanece acima da meta de 2% estabelecida pelo Fed, mesmo depois de anos desde o pico de crescimento registrado após a pandemia.

Heather Long, economista-chefe da Navy Federal Credit Union, observa que o avanço da IA tem beneficiado investimentos em tecnologia, construção de centros de dados e fabricação de componentes, enquanto uma parcela da população enfrenta principalmente o aumento dos custos.

A elevação das taxas de juros acrescenta outra dificuldade. Rendimentos mais altos dos títulos públicos e uma política monetária mais restritiva encarecem o crédito para empresas e consumidores, mecanismo que normalmente contribui para desacelerar a demanda.

Investimentos em IA podem resistir aos juros altos

A eficácia desse mecanismo, porém, pode ser limitada pela natureza dos atuais investimentos em IA.

Mesmo com o aumento do custo de financiamento, empresas podem manter projetos considerados estratégicos para ampliar sua capacidade tecnológica.

O economista Oren Klachkin, da Nationwide, avalia que juros mais altos podem levar empresas a rever ou cancelar alguns investimentos. No entanto, segundo ele, os projetos relacionados à infraestrutura de IA tendem a apresentar menor sensibilidade às taxas de juros e podem continuar avançando.

Esse cenário cria um desafio adicional para a política monetária americana: controlar a demanda e a inflação enquanto um dos maiores ciclos de investimento tecnológico da história continua em expansão.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gerada por IA

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Economia

Dólar a R$ 5,20: eleições e cenário externo devem manter câmbio volátil

O dólar voltou a superar a marca de R$ 5,20 na segunda-feira (28), em um momento de maior cautela nos mercados financeiros diante da proximidade do primeiro turno das eleições gerais de 2026. A moeda norte-americana avançou pela primeira vez em pouco mais de um mês para esse patamar, após encerrar o pregão anterior cotada a R$ 5,18.

A expectativa de analistas consultados pela CNN Money é de que a volatilidade do câmbio continue elevada nas próximas sessões. Além das pesquisas eleitorais e das perspectivas para o cenário político brasileiro, fatores internacionais também devem influenciar a cotação.

O boletim Focus aponta que a mediana das projeções do mercado indica o dólar em R$ 5,20 ao fim de 2026. Apesar disso, especialistas destacam a dificuldade de estabelecer uma trajetória definida para a moeda até o encerramento do ano.

Eleições colocam cenário fiscal no radar

A preocupação dos investidores não está necessariamente relacionada ao processo eleitoral, mas aos possíveis impactos do resultado sobre a condução da economia brasileira, especialmente em relação às contas públicas.

Relatório do Goldman Sachs, divulgado em 23 de setembro, apontou que o dólar apresentou movimentos relevantes frente ao real à medida que os primeiros turnos de eleições anteriores se aproximaram.

Uma análise do banco Inter sobre os três últimos ciclos de eleições presidenciais também identificou forte influência do chamado risco fiscal-eleitoral sobre a formação da taxa de câmbio.

Segundo os analistas, informações relacionadas à política fiscal têm peso importante nas oscilações diárias do câmbio e da curva de juros. À medida que a eleição se aproxima, mudanças nas expectativas do mercado sobre os candidatos também podem influenciar os preços dos ativos.

Risco fiscal pode pressionar o real

O estudo do Inter estimou que, considerando os 30 dias anteriores e posteriores ao segundo turno das três eleições mais recentes, o componente fiscal contribuiu para um prêmio de risco que resultou em uma desvalorização do real entre 2% e 4%.

Para Carlos Henrique Silva Junior, strategic advisor da corretora de câmbio Freex, a perspectiva mais cautelosa é de que o mercado de câmbio não apresente uma direção definida até dezembro.

Na avaliação dele, dúvidas relacionadas à situação fiscal, ao resultado eleitoral ou à capacidade de governabilidade tendem a elevar o prêmio de risco exigido pelos investidores para manter recursos em ativos brasileiros.

O Goldman Sachs considera plausível que o dólar seja negociado entre R$ 4,50 e R$ 4,80 em um cenário eleitoral percebido pelo mercado como favorável a uma política fiscal mais rigorosa. O banco, porém, ressalta que a manutenção do atual quadro fiscal, sem deterioração adicional, também poderia permitir alguma valorização do real, embora envolva riscos diante do desequilíbrio das contas públicas e das condições dos juros internacionais.

Mercado externo também influencia o dólar

A trajetória do câmbio brasileiro não depende apenas dos fatores domésticos. O comportamento da moeda norte-americana no exterior também exerce influência direta sobre o real.

Tomás Urani, head de estratégia macroeconômica do Santander, destaca que o dólar é uma das variáveis da economia brasileira mais sensíveis às condições internacionais. Segundo ele, uma valorização global da moeda americana tende a pressionar o real, mesmo quando os fundamentos domésticos são favoráveis.

O Santander projeta o dólar em R$ 5,30 no fim de 2026, acima tanto das cotações observadas recentemente quanto da mediana apresentada no boletim Focus.

Entre os fatores de risco apontados pelo banco estão, além das incertezas relacionadas à política fiscal brasileira, a possibilidade de fortalecimento da moeda norte-americana no mercado internacional.

Conflitos internacionais aumentam cautela

O cenário geopolítico também está no radar dos investidores. A continuidade dos conflitos envolvendo Estados Unidos e Irã mantém a atenção sobre os preços de energia e seus possíveis efeitos sobre a inflação global.

A pressão inflacionária pode influenciar as decisões do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, sobre os juros. Nesse ambiente, investidores podem buscar maior proteção em ativos considerados mais seguros, como o dólar e os títulos do Tesouro norte-americano, conhecidos como Treasuries.

A ausência de uma solução de curto prazo para os conflitos no Oriente Médio também aumenta as preocupações com a inflação internacional e pode manter os juros dos Estados Unidos em níveis elevados.

Na avaliação de Urani, parte importante da recente valorização do dólar está relacionada ao ambiente externo, e não exclusivamente às condições econômicas brasileiras. Comparado ao desempenho de outras moedas diante do dólar, o real apresenta uma valorização relativamente mais expressiva em 2026.

Outubro deve continuar marcado pela volatilidade

Para Luis Felipe Vital, estrategista-chefe de Macro e Dívida Pública da Warren Investimentos, o comportamento do câmbio continuará bastante dependente das notícias relacionadas aos conflitos internacionais e às eleições brasileiras.

Indicadores econômicos divulgados no Brasil e nos Estados Unidos também devem contribuir para os movimentos da moeda nas próximas semanas.

Nesse contexto, as avaliações dos especialistas apontam para um ambiente de alta volatilidade do dólar ao longo de outubro, com os mercados atentos simultaneamente ao cenário eleitoral, às contas públicas brasileiras e às condições da economia internacional.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Gerada por IA

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Economia

Emissão de títulos panda na China supera 213 bilhões de yuans em 2026

A emissão de títulos panda na China alcançou 213,98 bilhões de yuans nos primeiros oito meses de 2026, o equivalente a aproximadamente US$ 31,94 bilhões. Os dados foram divulgados pelo Banco Popular da China, o banco central do país.

O volume acumulado reforça a presença de emissores internacionais no mercado financeiro chinês e evidencia o interesse de instituições estrangeiras em captar recursos na moeda local.

O que são os títulos panda?

Os títulos panda são instrumentos de dívida denominados em yuans e emitidos no mercado doméstico chinês por entidades estrangeiras. Entre os emissores estão governos de outros países, instituições internacionais de desenvolvimento e empresas multinacionais.

Esse tipo de operação permite que organizações de fora da China acessem o mercado de capitais do país para obter financiamento em moeda chinesa.

Segundo o Banco Popular da China, 29 novas instituições estrangeiras ingressaram no mercado interbancário de títulos entre janeiro e agosto de 2026.

A entrada desses participantes acompanha o movimento de expansão das emissões de títulos panda e amplia a participação internacional no mercado de renda fixa chinês.

Mercado chinês atrai emissores globais

O crescimento das emissões de títulos panda indica o interesse de empresas e instituições internacionais pelas oportunidades de financiamento oferecidas pelo mercado doméstico da China.

A ampliação desse segmento também contribui para fortalecer as conexões entre o sistema financeiro chinês e os mercados internacionais.

Fonte: CNN Brasil, com informações da Reuters e dados do Banco Popular da China.

Texto: Redação

Imagem: CNN / REUTERS/Maxim Shemetov

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Tecnologia

O paradoxo de US$ 7 trilhões: por que a indústria de IA não pode parar

O mercado de inteligência artificial (IA) vive uma contradição curiosa em Wall Street. Enquanto líderes do setor defendem publicamente a desaceleração no desenvolvimento de modelos avançados em nome da segurança, a corrida por investimentos, valorizações recordes e novos produtos continua em ritmo acelerado.

Esse cenário contraditório expõe o maior dilema das empresas de tecnologia: as mesmas organizações que pedem cautela são aquelas que precisam avançar rapidamente para justificar os bilhões captados junto a fundos e investidores.

IPOs trilionários e a pressão por resultados

A divergência entre discurso e prática fica evidente no movimento das principais companhias do setor. A OpenAI decidiu adiar sua abertura de capital para focar em segurança, contando com o fôlego de uma rodada recente de US$ 122 bilhões que garantiu caixa confortável à criadora do ChatGPT.

Por outro lado, a concorrente Anthropic seguiu o caminho inverso. A empresa protocolou seu pedido de IPO na SEC e se prepara para estrear na Nasdaq, com uma avaliação estimada de até US$ 2 trilhões. Esse otimismo é sustentado pelo salto expressivo em sua receita anualizada, impulsionado pela alta demanda corporativa.

Para sustentar avaliações tão elevadas, as gigantes tecnológicas não podem se dar ao luxo de desacelerar. Empresas como a Alphabet (controladora do Google) seguem elevando os investimentos em data centers e chips de IA para dar suporte ao crescimento massivo de plataformas como o Gemini.

O custo bilionário da corrida tecnológica

Projeções do Goldman Sachs indicam que mais de US$ 7 trilhões serão injetados na expansão da inteligência artificial nos próximos anos. Com uma vantagem competitiva que frequentemente dura poucos meses, o retorno financeiro depende diretamente de quem lança primeiro o modelo de linguagem mais capaz do mercado.

Decidir frear o passo voluntariamente abre espaço para concorrentes ou para o avanço de modelos abertos, que possuem custos menores de operação. Como nenhuma companhia deseja perder liderança de mercado, o incentivo para acelerar continua inabalável.

Riscos de segurança e os desafios da fiscalização

À medida que os sistemas se tornam mais complexos e ganham autonomia por meio de agentes de IA, a auditoria em tempo real se torna um desafio quase intransponível. Incidentes recentes — como falhas em ambientes de teste que permitiram a incursão de modelos em redes externas — demonstraram que a capacidade tecnológica já supera alguns dos mecanismos tradicionais de contenção.

Enquanto especialistas em ética em IA alertam para riscos existenciais e defendem maior rigor regulatório — chegando a comparar o monitoramento de chips avançados ao controle de material físsil —, defensores da aceleração argumentam que a velocidade é uma vantagem estratégica indispensável para o avanço econômico global.

FONTE: Exame
TEXTO: Redação
IMAGEM: GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images /AFP

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Economia

Dólar cai 0,92% e Ibovespa dispara 3,20% em forte alta dos ativos brasileiros

O dólar comercial recuava 0,92% frente ao real nesta quarta-feira (2), cotado a R$ 5,10 às 12h27. No mesmo horário, o Ibovespa, principal índice da B3, avançava 3,20%, aos 185.637 pontos.

O desempenho reforça o movimento positivo dos ativos brasileiros, em uma sessão marcada pelo maior apetite dos investidores por ações e pela atenção aos fatores externos e às perspectivas para a economia nacional.

Ibovespa amplia sequência de ganhos

A Bolsa brasileira acelerou a alta ao longo do pregão, depois de registrar valorização de 1,27% na terça-feira (1º), quando encerrou aos 179.676 pontos.

Com o resultado anterior, o Ibovespa chegou à décima sessão consecutiva de alta, em um movimento associado, entre outros fatores, à entrada de capital estrangeiro no mercado brasileiro e às expectativas relacionadas ao cenário eleitoral de 2026.

A forte valorização desta quarta-feira mantém o índice em trajetória positiva e aumenta a percepção de demanda por ativos domésticos.

Petróleo favorece ações da Petrobras

A alta do preço do petróleo também contribui para o desempenho das ações de empresas produtoras da commodity, entre elas a Petrobras.

O petróleo Brent permanece em níveis elevados em meio às tensões geopolíticas internacionais, cenário que tende a favorecer as companhias do setor. Ao mesmo tempo, a valorização da commodity aumenta a preocupação dos mercados com possíveis impactos sobre a inflação global.

Produção industrial perde ritmo

No ambiente doméstico, os investidores também analisam os indicadores de atividade econômica.

A produção industrial brasileira cresceu 0,2% em julho na comparação com junho. Na relação com julho de 2025, entretanto, houve retração de 0,5%.

O resultado aponta para uma perda de ritmo da indústria no começo do segundo semestre e entra no radar dos investidores na avaliação das perspectivas para a economia brasileira.

Dólar mantém trajetória de queda

O dólar frente ao real também acompanha o ambiente mais favorável aos ativos brasileiros.

Na sessão anterior, a moeda norte-americana fechou cotada a R$ 5,15, com queda de 0,47%. Nesta quarta-feira, a divisa mantém a trajetória de baixa e era negociada a R$ 5,10 no início da tarde.

A combinação de dólar em queda e Bolsa em alta sinaliza maior procura por ativos brasileiros durante o pregão.

O movimento ocorre mesmo diante de um cenário externo mais desafiador, marcado pela valorização do petróleo e pelas preocupações dos investidores com inflação e possíveis efeitos sobre as taxas de juros.

FONTE: Poder 360
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Poder 360

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Economia

Mercado reduz projeção para crescimento da economia brasileira em 2026

Analistas do mercado financeiro reduziram de 1,98% para 1,95% a projeção de crescimento do PIB em 2026, segundo o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (24).

A revisão foi a única mudança entre as principais estimativas para o próximo ano. Para 2028, porém, a expectativa ficou mais positiva: a projeção de expansão do Produto Interno Bruto (PIB) passou de 1,89% para 1,98%.

Para 2027, os analistas mantiveram a previsão de crescimento de 1,5%.

Expectativa para a economia em 2026

O PIB representa a soma dos bens e serviços produzidos no país e é um dos principais indicadores para medir o desempenho da atividade econômica.

A redução da estimativa para 2026 aponta para uma expectativa de crescimento ligeiramente mais fraco da economia brasileira no próximo ano. Já a revisão para cima em 2028 indica uma perspectiva de recuperação do ritmo de expansão no médio prazo.

Mercado mantém projeção de inflação para 2026

A expectativa para o IPCA, índice oficial de inflação, permaneceu em 5,02% para 2026.

Para 2027, entretanto, a previsão subiu marginalmente, de 4,24% para 4,25%. A estimativa para 2028 continuou em 3,8%.

Em julho, a inflação oficial desacelerou pelo quarto mês consecutivo e registrou alta de 0,07%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com esse resultado, o IPCA acumulado em 12 meses ficou em 4,44%, retornando para dentro do intervalo da meta de inflação, estabelecida em 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Selic deve terminar 2026 em 13,75%

As projeções para a taxa Selic permaneceram inalteradas. O mercado espera que os juros básicos terminem 2026 em 13,75% ao ano.

Para 2027, a previsão continua em 12%, enquanto a estimativa para 2028 permanece em 10,5% ao ano.

Definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, a Selic é o principal instrumento utilizado para controlar a inflação. Juros mais altos tendem a reduzir o consumo e os investimentos, ajudando a conter a pressão sobre os preços, mas também podem desacelerar a atividade econômica e encarecer o crédito.

Dólar deve ficar em R$ 5,20 no fim de 2026

A previsão para o dólar em 2026 permaneceu em R$ 5,20.

Para 2027, a estimativa avançou de R$ 5,29 para R$ 5,30. Em 2028, o mercado manteve a projeção de R$ 5,30.

O Boletim Focus é divulgado semanalmente pelo Banco Central e reúne as expectativas de instituições financeiras para indicadores como inflação, PIB, juros e câmbio.

Resumo do Boletim Focus

2026

  • IPCA: 5,02%
  • PIB: caiu de 1,98% para 1,95%
  • Câmbio: R$ 5,20
  • Selic: 13,75%

2027

  • IPCA: subiu de 4,24% para 4,25%
  • PIB: 1,50%
  • Câmbio: subiu de R$ 5,29 para R$ 5,30
  • Selic: 12,00%

2028

  • IPCA: 3,80%
  • PIB: subiu de 1,89% para 1,98%
  • Câmbio: R$ 5,30
  • Selic: 10,50%

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo

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Economia

Ibovespa tem pior semana desde maio e devolve quase toda a alta de 2026

O Ibovespa encerrou a semana com a maior queda desde maio, voltou ao menor patamar desde janeiro e praticamente apagou os ganhos acumulados em 2026. O movimento reforçou a piora do humor dos investidores em agosto, período tradicionalmente associado à volatilidade no mercado financeiro.

Bolsa perde força em agosto

O principal índice da B3 caiu 3,2% na semana e já acumula baixa de 6,2% em agosto. Com isso, terminou o período aos 166.934 pontos.

A diferença em relação ao pico registrado em abril mostra a dimensão da mudança no cenário. Em 14 de abril, o Ibovespa atingiu o recorde de 198.657 pontos e acumulava valorização de 23% no ano. Agora, a alta de 2026 foi reduzida a apenas 3,6%.

Foi a segunda semana consecutiva de perdas em agosto. Ao mesmo tempo, outros indicadores passaram a sinalizar maior aversão ao risco: houve continuidade da saída de capital estrangeiro da B3, o dólar avançou quase 3% e os juros futuros de longo prazo voltaram a subir.

Para Augusto Parente, especialista em investimentos e fundador da AW Capital, parte da correção está relacionada justamente ao movimento que levou a bolsa ao recorde.

Segundo ele, a entrada expressiva de recursos estrangeiros ajudou a impulsionar o índice até próximo dos 200 mil pontos. Com a valorização, porém, esses investidores passaram a aproveitar o momento para realizar lucros.

O ambiente doméstico também contribui para aumentar a cautela, especialmente diante da aproximação das eleições.

Investidores estrangeiros reduzem exposição

No auge da valorização em abril, os investidores estrangeiros acumulavam R$ 56,5 bilhões em entradas líquidas na B3. Desde então, mais de R$ 33 bilhões já deixaram o mercado, reduzindo o saldo positivo do ano para R$ 22,8 bilhões — uma queda de quase 60%.

Somente em agosto, as retiradas ultrapassaram R$ 13,5 bilhões.

O impacto é relevante porque os investidores estrangeiros concentram boa parte das posições em ações de maior liquidez. A redução dessas posições, portanto, tende a aumentar a pressão sobre os papéis com maior participação no Ibovespa.

Parente afirma que as vendas têm se concentrado principalmente nos setores financeiro e elétrico, justamente segmentos que haviam recebido forte demanda no início do ano.

Além do Brasil, o cenário internacional também disputa a preferência dos investidores. As bolsas americanas seguem atraindo recursos em meio ao entusiasmo com empresas ligadas à inteligência artificial e aos recordes recentes de Wall Street.

No mercado brasileiro, por outro lado, os juros elevados, as preocupações com o cenário fiscal e a proximidade da eleição presidencial aumentam as incertezas para os próximos meses.

A atenção não está apenas na disputa eleitoral, mas também nas possíveis medidas econômicas do próximo governo. Questões como gastos públicos, trajetória da dívida e equilíbrio das contas públicas voltam a influenciar as decisões dos investidores.

Um relatório recente do J.P. Morgan também destacou o histórico de desempenho negativo das ações brasileiras nos meses que antecedem eleições.

Maioria das ações fecha a semana no vermelho

A deterioração do ambiente se espalhou por grande parte da carteira do índice.

Das 78 ações que compõem o Ibovespa, 63 terminaram a semana em queda. No acumulado de 2026, 70 papéis apresentam perdas.

O movimento de aversão ao risco também apareceu no mercado de renda fixa, especialmente nos contratos de prazos mais longos.

Juros futuros sobem com dúvidas fiscais

Quando aumentam as incertezas relacionadas à política econômica e às contas públicas, os investidores tendem a exigir uma remuneração maior para financiar o governo por períodos mais longos.

Na sexta-feira, o contrato de DI para janeiro de 2028 passou de 13,93% para 14,07%. Já o vencimento de janeiro de 2031 avançou de 14,51% para 14,73%.

A alta dos contratos mais longos é particularmente relevante porque essa parte da curva de juros costuma refletir expectativas sobre a situação fiscal e econômica dos próximos anos.

O movimento ocorre em meio à discussão sobre os próximos passos do Banco Central e a possibilidade de redução da Selic em setembro.

Na reunião mais recente, o Copom não definiu antecipadamente sua decisão para o próximo encontro. O comitê manteve abertas as possibilidades de um novo corte ou de manutenção da taxa básica em 14%.

Mesmo após a divulgação da ata, que apontou riscos de alta para a inflação, o mercado ainda trabalhava com a possibilidade de uma redução de 0,25 ponto percentual.

Com a valorização do dólar, a elevação dos juros futuros e o aumento das incertezas domésticas, porém, as apostas começam a migrar gradualmente para um cenário de manutenção da Selic.

Dólar dispara e supera R$ 5,20

A pressão sobre os ativos brasileiros também atingiu o real.

O dólar à vista subiu 2,7% na semana e ultrapassou R$ 5,20, registrando a segunda maior valorização semanal da moeda americana em 2026.

A combinação de menor fluxo estrangeiro para a B3, preocupações fiscais e um ambiente internacional ainda marcado por juros elevados reduziu parte da força que o real vinha apresentando ao longo do ano.

É hora de comprar ações?

Com a forte correção da bolsa, investidores passam a avaliar se a queda representa uma oportunidade de entrada ou se ainda é necessário esperar por um cenário mais favorável.

Para Parente, o momento não significa necessariamente abandonar a renda variável, mas exige maior prudência.

“Eu sempre gosto de dizer que tem espaço para ter ações em carteira, porém, afirmo que o momento pede cautela. Ter liquidez para aproveitar os movimentos e as oportunidades pode ser um trunfo para os próximos meses”, afirma.

Agosto ainda tem duas semanas pela frente, mas o desempenho recente do mercado de ações brasileiro já transformou o mês em um período de forte atenção para os investidores.

FONTE: Valor Investe
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Money Times

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Economia

Reservas cambiais da China avançam em julho com dólar mais fraco e compras de ouro

As reservas cambiais da China registraram crescimento em julho, impulsionadas pela desvalorização do dólar no mercado internacional. Ao mesmo tempo, o Banco do Povo da China (PBoC) deu continuidade à política de fortalecimento de suas reservas de ouro, completando 21 meses consecutivos de aquisições do metal.

De acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (7), o volume de reservas internacionais passou de US$ 3,416 trilhões para US$ 3,419 trilhões, um acréscimo de aproximadamente US$ 2,51 bilhões.

Resultado supera expectativa do mercado

O desempenho ficou acima das projeções de economistas consultados pelo The Wall Street Journal, que estimavam reservas em torno de US$ 3,406 trilhões para o período.

Segundo a autoridade chinesa responsável pela administração cambial, a valorização das reservas foi favorecida principalmente pelo enfraquecimento da moeda norte-americana e pelas oscilações nos preços dos ativos financeiros globais ao longo de julho.

China projeta estabilidade das reservas internacionais

O órgão também reiterou que espera manter as reservas cambiais em níveis estáveis no longo prazo, sustentadas pelo desempenho da economia chinesa e pela continuidade das políticas voltadas à estabilidade financeira.

A manutenção das compras de ouro reforça a estratégia do país de diversificar seus ativos internacionais e reduzir a dependência de moedas estrangeiras em suas reservas.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Bloomberg

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Aeroportos

Debêntures de infraestrutura: como funciona o incentivo que financia projetos em portos e aeroportos

Grandes obras em portos, aeroportos, hidrovias e outras áreas estratégicas da logística exigem investimentos elevados. Para ampliar o acesso ao financiamento desses empreendimentos, empresas responsáveis por projetos considerados prioritários podem recorrer às debêntures de infraestrutura, mecanismo criado para facilitar a captação de recursos no mercado financeiro.

Instituído pela Lei nº 14.801/2024, o instrumento oferece incentivos tributários às empresas emissoras, tornando o financiamento mais acessível e favorecendo a execução de obras voltadas à expansão e modernização da infraestrutura nacional.

Como funcionam as debêntures de infraestrutura

As debêntures de infraestrutura são títulos de dívida emitidos por empresas para levantar recursos junto a investidores. O principal diferencial está nos benefícios fiscais previstos na legislação, que reduzem os custos da operação para os emissores.

Podem solicitar o enquadramento no programa sociedades de propósito específico, concessionárias, permissionárias, autorizatárias e arrendatárias responsáveis pela implantação de projetos prioritários ligados aos setores de portos, hidrovias, aeroportos e instalações de apoio.

Benefícios para empresas e investidores

A legislação permite que as empresas deduzam integralmente as despesas com juros na apuração do lucro líquido. Além disso, é possível excluir 30% desses valores da base de cálculo do Lucro Real e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), reduzindo a carga tributária da operação.

Os incentivos também alcançam quem investe nesses títulos. Pessoas físicas têm acesso a alíquotas reduzidas de Imposto de Renda, que variam entre 22,5% e 15%, conforme o prazo da aplicação. Já investidores institucionais, como fundos de pensão, contam com isenção do tributo sobre os rendimentos, o que amplia o interesse pelo instrumento e fortalece a captação de recursos.

Enquadramento é obrigatório para obter os incentivos

Antes da emissão das debêntures com benefícios fiscais, os projetos precisam ser analisados pelo Ministério de Portos e Aeroportos (MPor). O órgão verifica se o empreendimento atende aos critérios estabelecidos na Lei nº 14.801 e se os investimentos previstos fazem parte dos contratos de concessão ou arrendamento.

Segundo a diretora de Assuntos Econômicos da Secretaria-Executiva do MPor, Helena Venceslau, essa etapa assegura que os incentivos sejam concedidos apenas aos projetos que cumprem todos os requisitos legais e estejam devidamente previstos no planejamento de investimentos.

Como solicitar o benefício

Empresas interessadas em utilizar as debêntures de infraestrutura devem consultar os critérios definidos pelo Ministério de Portos e Aeroportos. No portal oficial do órgão estão disponíveis as orientações, a documentação exigida e o passo a passo para solicitar o enquadramento do projeto.

FONTE: Ministério de Portos e Aeroportos
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/MPor

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Economia

Dólar fecha no menor nível em quase dois meses com alívio no cenário externo

O dólar encerrou a quinta-feira (30) em queda e atingiu o menor patamar em quase dois meses, refletindo o enfraquecimento da moeda norte-americana no mercado internacional e o aumento do fluxo de investimentos estrangeiros para o Brasil.

O movimento também favoreceu o mercado financeiro doméstico, com forte valorização do Ibovespa, enquanto os preços internacionais do petróleo recuaram após investidores reduzirem parte das preocupações relacionadas às tensões no Oriente Médio.

Mercado reage à inflação dos Estados Unidos

O principal fator por trás da desvalorização do dólar foi a divulgação de novos indicadores de inflação nos Estados Unidos.

O núcleo do índice de preços de gastos com consumo (PCE), referência acompanhada pelo Federal Reserve (Fed), registrou alta de apenas 0,1% em junho, abaixo da expectativa do mercado, que projetava avanço de 0,2%.

O resultado reforçou a percepção de que o banco central norte-americano poderá manter uma postura menos restritiva em relação aos juros nos próximos meses. Esse cenário costuma reduzir a força do dólar globalmente e favorecer ativos considerados mais rentáveis, como ações e moedas de países emergentes.

Além disso, operadores observaram maior ingresso de recursos estrangeiros na Bolsa brasileira, ampliando a oferta da moeda americana e contribuindo para a valorização do real.

Confira os principais indicadores do mercado

  • Dólar comercial: R$ 5,061 (-0,93%)
  • Ibovespa: 177.158 pontos (+1,88%)
  • Petróleo Brent: US$ 86,88 (-1,37%)
  • Petróleo WTI: US$ 83,59 (-1,03%)

Real ganha força diante do dólar

O dólar comercial fechou cotado a R$ 5,061, acumulando queda de 0,93% no dia e alcançando o menor valor registrado em quase dois meses.

Outro fator que contribuiu para esse desempenho foi a maior procura de investidores internacionais por ativos brasileiros, especialmente ações de grandes empresas. Esse movimento aumenta a entrada de moeda estrangeira no país e fortalece o real frente ao dólar.

No mercado internacional, o índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana frente a uma cesta de divisas fortes, também recuou 0,93%, influenciado principalmente pela valorização do iene japonês.

Ibovespa avança quase 2%

O ambiente externo mais favorável impulsionou a Bolsa de Valores brasileira, que recuperou as perdas registradas na sessão anterior.

O Ibovespa encerrou o pregão com alta de 1,88%, aos 177.158 pontos, acompanhando o desempenho positivo das principais bolsas internacionais.

Nos Estados Unidos, os índices também fecharam em alta:

  • Dow Jones: +1,19%
  • S&P 500: +1,67%
  • Nasdaq: +2,78%

No cenário doméstico, investidores também passaram a considerar a possibilidade de redução da taxa Selic nos próximos meses, diante da desaceleração dos indicadores de inflação.

As maiores contribuições para a alta do índice vieram dos papéis dos setores bancário, petrolífero e de mineração.

Petróleo devolve parte da alta recente

Os contratos internacionais de petróleo encerraram o dia em baixa, devolvendo parte dos ganhos registrados na sessão anterior.

O barril do Brent, referência global, caiu 1,37%, fechando cotado a US$ 86,88. Já o WTI, negociado nos Estados Unidos, recuou 1,03%, para US$ 83,59.

Durante a madrugada, os preços chegaram a subir em meio às novas tensões envolvendo Estados Unidos e Irã. No entanto, ao longo do dia, o mercado reduziu o prêmio de risco após acompanhar negociações relacionadas ao Estreito de Ormuz e avaliar que, até o momento, não houve interrupção significativa no abastecimento mundial de petróleo.

Além do cenário geopolítico, investidores acompanham a reunião da Opep+, prevista para este domingo, quando o grupo poderá discutir ajustes nos níveis de produção da commodity.

FONTE: Reuters
TEXTO: Redação
IMAGEM: Valter Campanato/Agência Brasil

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