Internacional

Estreito de Ormuz impacta dólar, petróleo e bolsas globais após reabertura

A decisão do Irã de reabrir totalmente o Estreito de Ormuz nesta sexta-feira (17) trouxe alívio imediato aos mercados financeiros. O movimento foi interpretado como um avanço rumo ao fim do conflito envolvendo Estados Unidos e Israel, refletindo diretamente no comportamento de ativos globais.

Com a redução das tensões, houve queda nos preços ligados à energia e valorização das principais bolsas internacionais, tanto nos Estados Unidos quanto na Europa.

Petróleo despenca com menor risco no fornecimento

Os preços do petróleo registraram forte recuo após o anúncio. O barril do tipo Brent caiu cerca de 11%, sendo negociado a US$ 88,04, enquanto o WTI também recuou no mesmo ritmo, cotado a US$ 83,39 no contrato para maio.

Durante o período mais crítico do conflito, o fechamento do Estreito de Ormuz pressionou os preços da commodity. Em 9 de março, o Brent atingiu US$ 119, impulsionado pela redução da produção por países do Golfo diante das ameaças iranianas.

Bolsas sobem com alívio no cenário global

A reabertura da rota marítima também favoreceu os mercados acionários. Em Nova York, os principais índices operaram em alta:

  • Dow Jones avançou 2%;
  • S&P 500 subiu 1,17%;
  • Nasdaq ganhou 1,35%.

No Brasil, o Ibovespa já havia reagido positivamente a sinais anteriores de distensão. Em 31 de março, o índice subiu 2,71%, alcançando 187.461,84 pontos, refletindo expectativas de encerramento do conflito.

Dólar oscila com tensões e expectativas de acordo

O comportamento do dólar ao longo do conflito foi marcado por forte volatilidade. Logo após o início dos ataques, em 3 de março, a moeda subiu 2,05%, sendo cotada a R$ 5,27. O pico ocorreu em 13 de março, quando atingiu R$ 5,32.

Já o menor nível foi registrado em 13 de abril, em meio a declarações sobre possíveis negociações entre EUA e Irã, quando o dólar fechou a R$ 4,98. Nesta sexta-feira, a moeda manteve patamar semelhante, chegando à mínima de R$ 4,95.

A maior queda diária ocorreu em 31 de março, quando o dólar recuou 1,35% frente ao real, sendo negociado a R$ 5,18.

Estreito de Ormuz segue como peça-chave do mercado global

A crise evidenciou a importância estratégica do Estreito de Ormuz para o comércio internacional de petróleo. A abertura ou bloqueio da passagem influenciou diretamente os movimentos de commodities, câmbio e mercados acionários ao longo das últimas semanas.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Infomoney

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Economia

Real valorizado frente ao dólar: entenda os fatores por trás da alta em 2026

A recente valorização do real frente ao dólar tem chamado a atenção do mercado financeiro. Mesmo em meio a um cenário global instável, a moeda brasileira tem se fortalecido e surpreendido analistas. A seguir, veja os principais fatores que explicam esse movimento.

Fluxo de capital externo favorece o Brasil

Um dos principais motores da valorização do real é a mudança no fluxo de investimentos globais. Parte do capital que antes estava concentrado nos Estados Unidos passou a buscar oportunidades em mercados emergentes, como o Brasil.

Esse movimento impulsiona ativos brasileiros e fortalece a moeda local, especialmente em um contexto de incertezas na economia norte-americana.

Alta do petróleo melhora cenário externo

A elevação dos preços do petróleo também contribui para esse cenário positivo. Como exportador da commodity, o Brasil se beneficia diretamente com a valorização do produto, o que melhora os termos de troca e aumenta a entrada de dólares no país.

Além disso, o aumento do superávit comercial reforça a percepção de solidez externa da economia brasileira.

Juros elevados impulsionam o carry trade

Outro fator relevante é o nível elevado da taxa de juros no Brasil. Com a taxa básica ainda em patamar alto, investidores estrangeiros são atraídos por operações de carry trade, que exploram a diferença entre os juros domésticos e internacionais.

Com retornos reais próximos de 10%, o Brasil se torna um destino atrativo para aplicações financeiras, aumentando a demanda pelo real.

Câmbio mais forte ajuda a conter a inflação

A valorização da moeda brasileira tem impacto direto no controle da inflação. Com o dólar mais baixo, há redução na pressão sobre preços de produtos importados e insumos industriais.

Esse efeito é particularmente importante em um momento de alta nos preços de combustíveis e alimentos, que pressionaram o IPCA recentemente. Em março, por exemplo, o índice registrou avanço de 0,88%, influenciado principalmente pelo aumento do diesel e da gasolina.

Expectativas de inflação e juros seguem em revisão

Apesar do alívio proporcionado pelo câmbio, as projeções de inflação para 2026 seguem elevadas, em torno de 5%, acima do teto da meta.

Esse cenário tem levado o mercado a revisar as expectativas para a taxa Selic. Antes projetada para encerrar o ano entre 12% e 12,5%, a estimativa atual indica um patamar mais alto, próximo de 13,5%.

Incertezas políticas também influenciam o câmbio

O ambiente político também exerce influência sobre a taxa de câmbio. A queda de popularidade do presidente Lula em pesquisas eleitorais tem sido interpretada por parte do mercado como um possível indicativo de mudanças na política fiscal a partir de 2027.

Essa percepção, ainda que incerta, pode impactar as expectativas dos investidores e o comportamento do dólar nos próximos anos.

Perspectivas para o dólar em 2026

Mesmo com o real mais forte no início do ano, a expectativa predominante entre analistas é de que o câmbio não se mantenha em torno de R$5 ao longo de todo o período.

Fatores como a proximidade das eleições e preocupações fiscais tendem a pressionar a moeda brasileira no segundo semestre. Projeções indicam o dólar em níveis mais altos até o fim do ano, ainda que abaixo de estimativas anteriores.

Cenário global segue como fator de risco

Por fim, o ambiente internacional continua sendo um elemento de atenção. Tensões geopolíticas e incertezas econômicas globais podem afetar moedas de países emergentes.

Ainda assim, a combinação de juros elevados, fluxo de capital estrangeiro e alta das commodities deve continuar sustentando o real no curto prazo.

FONTE: Valor International
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Valor International

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Economia

Dólar perto de R$ 5: vale a pena comprar agora? Entenda o cenário e estratégias

O dólar hoje voltou a girar próximo de R$ 5, atingindo cerca de R$ 5,01 — nível que não era observado há mais de um ano. A recente valorização do real frente à moeda americana tem chamado a atenção de investidores e reacendido uma dúvida comum: este é o momento ideal para comprar dólares?

A resposta, segundo especialistas do mercado, não é simples — mas há consensos importantes sobre como agir.

Por que o real está se valorizando?

A atual força do real brasileiro é resultado de uma combinação de fatores globais e domésticos.

Nos últimos meses, investidores internacionais têm reduzido exposição aos Estados Unidos, diante de sinais de enfraquecimento do chamado “excepcionalismo americano”. Esse movimento favoreceu a entrada de capital em mercados emergentes, como o Brasil.

Entre os principais atrativos do país estão:

  • juros elevados
  • ações baratas na Bolsa brasileira
  • crescimento econômico consistente
  • inflação controlada e desemprego baixo

Além disso, o Brasil tem se beneficiado do aumento no preço do petróleo. Como exportador líquido da commodity, o país vê sua balança comercial fortalecida, o que contribui para a entrada de dólares e valorização da moeda local.

Impactos do cenário internacional no câmbio

O conflito no Oriente Médio trouxe volatilidade inicial, com o dólar se fortalecendo em busca de segurança. No entanto, com a elevação do petróleo e sinais de redução de tensões, o movimento se inverteu.

Esse cenário favoreceu moedas de países emergentes, incluindo o real, especialmente porque o Brasil ficou relativamente distante do epicentro geopolítico.

Outro ponto relevante é a resiliência das exportações brasileiras, mesmo diante de tarifas comerciais mais rígidas impostas pelos Estados Unidos — fator que também sustenta o câmbio.

Comprar dólar agora ou esperar?

Com o dólar a R$ 5, muitos investidores tentam prever o melhor momento de entrada. No entanto, especialistas alertam que tentar “acertar o timing” do câmbio costuma ser uma estratégia arriscada.

A recomendação mais recorrente é adotar a compra gradual de dólar, conhecida como estratégia de preço médio. Isso reduz o risco de comprar toda a moeda em um pico ou em um fundo momentâneo.

Para diferentes objetivos:

  • Viagens internacionais: comprar aos poucos até a data da viagem
  • Investimentos: manter exposição ao dólar no longo prazo como proteção

Dólar como proteção de patrimônio

A dolarização da carteira é vista como uma estratégia histórica de proteção. Desde o Plano Real, a moeda americana mantém tendência de valorização no longo prazo, apesar de quedas pontuais.

Por isso, especialistas reforçam:

  • O dólar deve ser encarado como diversificação, não especulação
  • Movimentos de curto prazo não alteram seu papel defensivo
  • A alocação deve seguir um planejamento pré-definido

Se a recente queda reduziu a fatia de ativos dolarizados na carteira, pode ser interessante recompor essa posição gradualmente.

O dólar pode cair abaixo de R$ 5?

A possibilidade existe. Alguns analistas apontam que a moeda pode atingir níveis próximos a R$ 4,80 em determinados momentos.

Por outro lado, há fatores que limitam uma queda mais prolongada:

  • desafios internos da economia brasileira
  • sensibilidade do câmbio ao cenário externo
  • volatilidade geopolítica

Além disso, um dólar mais baixo reduz a inflação, mas pode prejudicar exportadoras e empresas com receitas em moeda estrangeira.

Como começar a investir em dólar?

Investir em dólar vai além de comprar a moeda física. Existem diversas formas de acessar o mercado internacional:

  • fundos internacionais
  • ETFs no exterior
  • BDRs
  • ações globais

O primeiro passo é definir objetivos, perfil de risco e horizonte de investimento. A partir disso, é possível escolher os instrumentos mais adequados.

Especialistas destacam que o erro mais comum é usar o dólar como aposta de curto prazo, especialmente motivado por oscilações políticas ou cambiais.

Conclusão: estratégia é mais importante que o momento

O atual patamar do dólar baixo pode representar uma oportunidade, mas decisões devem ser baseadas em estratégia — não em tentativas de prever o mercado.

O consenso entre especialistas é claro: o dólar deve ser tratado como um instrumento de proteção e diversificação, com visão de longo prazo.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Luisa González

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Economia

Dólar cai para R$ 5,17 com expectativa de trégua no Oriente Médio e Ibovespa dispara

A possibilidade de redução das tensões no Oriente Médio trouxe alívio aos mercados financeiros nesta terça-feira (31). Com o aumento do apetite global por risco, o dólar registrou queda frente ao real, enquanto a bolsa brasileira avançou de forma expressiva.

Dólar recua e atinge menor nível do mês

O dólar comercial fechou o dia cotado a R$ 5,179, com queda de 1,31%. Ao longo da sessão, a moeda norte-americana ampliou as perdas após declarações de autoridades dos Estados Unidos e do Irã sinalizarem abertura para negociações e possível encerramento do conflito.

Com o resultado, a cotação atingiu o menor patamar desde 11 de março. No acumulado mensal, a alta foi moderada, de 0,87%. Já no primeiro trimestre de 2026, o dólar acumula queda de 5,65%, colocando o real entre as moedas com melhor desempenho no período.

Ibovespa sobe com fluxo externo positivo

A bolsa de valores brasileira acompanhou o cenário internacional e fechou em forte alta. O Ibovespa avançou 2,71%, encerrando o dia aos 187.462 pontos, impulsionado principalmente pela recuperação das bolsas norte-americanas.

Apesar do resultado positivo na sessão, o índice registrou leve recuo de 0,70% em março. No entanto, o desempenho trimestral foi robusto, com valorização de 16,35% — o melhor resultado para o período desde 2020.

O ingresso de capital estrangeiro e a perspectiva de redução das tensões geopolíticas contribuíram para sustentar o movimento de alta, embora o mercado siga atento a possíveis novos desdobramentos.

Petróleo recua com expectativa de acordo

Os preços do petróleo também refletiram o cenário de possível trégua. O barril do tipo Brent para entrega em junho caiu cerca de 3%, sendo negociado a US$ 103,97.

A movimentação ocorreu após informações indicarem que o Irã estaria disposto a encerrar o conflito sob determinadas condições. Ainda assim, no acumulado de março, o petróleo registra valorização próxima de 40%, influenciado pelos riscos à oferta global.

As tensões no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial, seguem como fator de atenção para o mercado internacional.

Fonte: Agência Brasil

Texto: Redação

Imagem: Agência Brasil / Valtr Campanato

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Dólar cai 0,15% e fecha em R$ 5,15 com incertezas sobre conflito no Irã

O dólar hoje encerrou a terça-feira praticamente estável, com leve recuo de 0,15%, fechando em R$ 5,1582. Durante a sessão, a moeda oscilou entre mínimas de R$ 5,1326 e máximas próximas de R$ 5,16, refletindo a reação do mercado a informações sobre o conflito no Irã. No acumulado do ano, a divisa registra queda de 6,03% frente ao real.

O dólar futuro para abril, mais negociado na B3, cedia 0,27%, cotado a R$ 5,1850 às 17h02. No dólar comercial, a cotação de compra e venda ficou em R$ 5,157.

Influência do conflito no Irã na cotação

O mercado reagiu às notícias de que o Irã poderia instalar minas no Estreito de Ormuz, passagem estratégica por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial. Mais cedo, a expectativa de um possível desfecho rápido da guerra entre EUA e Irã, sinalizado pelo presidente Donald Trump, havia pressionado o dólar para baixo.

Trump afirmou, em conversas com parlamentares e entrevistas à mídia, que a guerra “será concluída muito rapidamente” e que poderia dialogar com o Irã. O otimismo reduziu os preços do petróleo para perto de US$ 83 o barril em Nova York e fortaleceu o Ibovespa, além de diminuir os prêmios na curva de Depósitos Interfinanceiros (DIs).

Dólar recupera força após alerta de minas

Na parte da tarde, a moeda voltou a subir após a CBS News divulgar que a inteligência americana identificou sinais de que o Irã estaria se preparando para instalar minas no Estreito de Ormuz. Em resposta, Trump exigiu que qualquer mina fosse removida sob risco de “consequências militares sem precedentes”, apesar de não haver confirmação de que elas já tenham sido colocadas.

O temor de escalada no conflito no estreito, crucial para o transporte global de petróleo e gás, fez com que o dólar praticamente zerasse suas perdas no Brasil e fortalecesse a moeda também no exterior. O petróleo se afastou das mínimas intradiárias, refletindo a volatilidade provocada pelas notícias internacionais.

Intervenção do Banco Central

O Banco Central do Brasil atuou no mercado vendendo 50 mil contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de abril, reforçando a liquidez e estabilizando a cotação da moeda.

FONTE: Infomoney
TEXTO: Redação
IMAGEM: Reprodução/Infomoney

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Dólar dispara a R$ 5,26 e Ibovespa cai 3% com tensão no Oriente Médio

A escalada do conflito no Oriente Médio provocou forte turbulência nos mercados nesta terça-feira (3). O dólar avançou quase 2% e voltou ao patamar de R$ 5,26, enquanto a Bolsa brasileira registrou a maior queda do ano. O movimento acompanha a busca global por ativos considerados mais seguros diante do aumento do risco geopolítico.

Dólar sobe com aversão ao risco

O dólar comercial encerrou o dia vendido a R$ 5,261, alta de 1,87%. No pico da sessão, por volta das 12h20, chegou a R$ 5,34, mas perdeu força ao longo da tarde.

A moeda norte-americana atingiu o maior nível desde o fim de janeiro, refletindo a saída de capital de mercados emergentes. Em meio à volatilidade, o Banco Central anunciou dois leilões de linha no valor de US$ 2 bilhões cada, mas cancelou a operação minutos depois, informando tratar-se de um teste interno divulgado por engano.

O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a moedas fortes, subiu 0,66%, reforçando o movimento global de fortalecimento da divisa.

Ibovespa registra maior queda do ano

A instabilidade também dominou o mercado acionário. O Ibovespa, principal índice da B3, recuou 3,27%, encerrando aos 183.104 pontos. Durante o pregão, chegou à mínima de 180.518 pontos, queda de 4,64%.

A retração foi disseminada entre as ações. Após renovar recorde acima de 191 mil pontos no fim de fevereiro, o índice voltou ao menor nível em quase um mês.

O desempenho negativo acompanhou as bolsas internacionais:

  • Ásia: Tóquio (-3,1%) e Seul (-7,24%);
  • Europa: quedas superiores a 3%;
  • Estados Unidos: Dow Jones (-0,83%), S&P 500 (-0,9%) e Nasdaq (-1,02%).

Petróleo supera US$ 80 e pressiona inflação global

A tensão geopolítica ganhou força após o agravamento do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, com impactos também no Líbano e em países do Golfo.

O anúncio do fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã — rota por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial — elevou o temor de interrupção no fornecimento global de energia. O Catar também suspendeu a produção de gás natural liquefeito.

Como reflexo, o barril do petróleo Brent ultrapassou US$ 80, acumulando alta superior a 4% no fechamento. No início do dia, chegou a avançar 10%. O gás natural na Europa disparou 22%.

A valorização das commodities energéticas amplia o risco de inflação global e reforça preocupações com desaceleração econômica.

PIB brasileiro cresce 2,3% em 2025, mas desacelera no fim do ano

No cenário doméstico, o IBGE informou que o PIB do Brasil avançou 2,3% em 2025. Apesar do crescimento no acumulado do ano, o ritmo perdeu força no quarto trimestre, com alta de apenas 0,1%.

O resultado representa desaceleração frente a 2024, quando a economia cresceu 3,4%. O dado ficou dentro das projeções oficiais, mas reforçou a percepção de perda de dinamismo.

Diante do ambiente externo adverso e da atividade econômica mais fraca, o mercado revisou expectativas para a próxima reunião do Banco Central. A projeção predominante agora é de corte de 0,25 ponto percentual na Taxa Selic, abaixo da estimativa anterior de 0,5 ponto.

Juros mais elevados tendem a sustentar o dólar, mas também limitam o crescimento econômico.

FONTE: Agência Brasil e Reuters.

TEXTO: Conteúdo produzido com suporte de IA, sob curadoria editorial da equipe ReConecta News.

IMAGEM: ILUSTRATIVA / ARQUIVO / RECONECTA NEWS

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Economia

Dólar sobe e petróleo dispara após ataque militar ao Irã

O dólar sobe e o petróleo dispara nesta segunda-feira (2), refletindo a tensão geopolítica após a ofensiva militar conduzida por Estados Unidos e Israel contra o Irã. O conflito, que resultou na morte de centenas de pessoas — entre elas o líder supremo iraniano, Ali Khamenei — intensificou a aversão ao risco nos mercados globais.

Por volta das 12h, o contrato futuro do petróleo Brent, referência internacional, era negociado próximo de US$ 79 o barril, com alta de cerca de 7,6%, na ICE Futures Europe, em Londres. Mais cedo, chegou a superar US$ 80, acumulando avanço de até 13%.

Já o WTI, negociado na New York Mercantile Exchange, era cotado pouco acima de US$ 71 o barril, com ganho aproximado de 6%.

No Brasil, as ações da Petrobras subiam cerca de 3,9% na B3, negociadas a R$ 44,39 no início da tarde.

Estreito de Ormuz concentra preocupação

Analistas apontam que a disparada do preço do petróleo está diretamente ligada à situação no Estreito de Ormuz, corredor marítimo estratégico ao sul do Irã.

Cerca de 20% da produção global de petróleo e gás passa pela região, que conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã. Países como Irã, Arábia Saudita e Iraque dependem da rota para exportar a commodity.

Segundo o economista Rodolpho Sartori, da Austin Rating, o fechamento do estreito reduz drasticamente a oferta global, o que provoca reação imediata nos preços. No sábado, relatos indicavam centenas de embarcações ancoradas, sem conseguir atravessar a passagem.

Enquanto persistirem os confrontos e houver restrição ao tráfego marítimo, a tendência é de manutenção de cotações elevadas, especialmente com possível redução dos estoques disponíveis.

Logística preocupa mais que produção

Para Otávio Oliveira, gerente de tesouraria do Banco Daycoval, o principal risco não está na capacidade de produção, mas na logística de transporte.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) anunciaram aumento de produção como forma de compensar eventuais perdas. Segundo o executivo, o cartel possui capacidade ociosa suficiente para suprir uma eventual retirada do Irã do mercado.

O gargalo, porém, está no escoamento. Uma interrupção no Estreito de Ormuz poderia desorganizar cadeias produtivas globais, afetando inclusive países exportadores de petróleo, como o Brasil, que ainda importam derivados.

Impacto na inflação e nos juros

O encarecimento do petróleo pode gerar pressão inflacionária. Sartori avalia que um conflito prolongado exigiria repasses ao consumidor, resultando em um novo impulso na inflação.

Esse cenário pode influenciar as decisões do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central do Brasil, que sinalizou a intenção de reduzir a taxa básica de juros na próxima reunião.

Atualmente, a Selic está em 15% ao ano. Diante das incertezas, o corte pode ser mais moderado — possivelmente de 0,25 ponto percentual, em vez de 0,50 p.p.

Dólar sobe com fuga do risco

A cotação do dólar hoje também reflete o aumento da aversão ao risco. Pouco depois das 12h, a moeda era negociada perto de R$ 5,20, alta próxima de 1%, interrompendo a trajetória recente de queda que levou a divisa ao menor nível em 21 meses.

Segundo Oliveira, o movimento é típico de “fuga para ativos seguros”, quando investidores retiram recursos de mercados emergentes e direcionam para moedas fortes, como o dólar e o iene japonês.

Sartori pondera, no entanto, que o comportamento da moeda americana tem sido mais complexo nos últimos anos, especialmente diante de incertezas políticas envolvendo o presidente Donald Trump. Para ele, é possível que o dólar oscile na faixa entre R$ 5,20 e R$ 5,25 nos primeiros dias de conflito, sem necessariamente apresentar valorização abrupta como em crises anteriores.

FONTE: Agência Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: © Valter Campanato/Agência Brasil

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Economia

Ibovespa se aproxima dos 190 mil pontos com investidores atentos a tarifas dos EUA

O Ibovespa abriu a terça-feira (24) em alta e voltou a rondar o nível dos 190 mil pontos, acompanhando a recuperação dos índices futuros de Nova York. Apesar do avanço, o ambiente nos mercados segue marcado por cautela diante das tarifas dos Estados Unidos, das tensões geopolíticas e das incertezas relacionadas aos impactos econômicos da inteligência artificial.

O movimento positivo ocorre em meio a um cenário internacional ainda instável, que mantém investidores atentos às próximas decisões de política comercial americana e aos desdobramentos no exterior.

Resultados corporativos e agenda política no radar

No cenário doméstico, o mercado monitora a divulgação de resultados trimestrais de empresas como C&A, GPA, Iguatemi e ISA Energia, prevista para após o fechamento do pregão. Os números podem influenciar o comportamento das ações no curto prazo.

Na esfera política, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpre agenda oficial em Abu Dhabi, onde participa de encontro com Mohammed bin Zayed Al Nahyan, presidente dos Emirados Árabes Unidos. A viagem ocorre após compromisso anterior em Seul.

Redução do custo de capital e dólar firme sustentam a Bolsa

Segundo Pedro Ros, CEO da Referência Capital, o avanço do índice está relacionado à expectativa de queda gradual no custo de capital. Para ele, esse cenário melhora a atratividade dos investimentos, estimula decisões empresariais e fortalece ativos voltados ao mercado interno.

Ele acrescenta que o dólar valorizado contribui para manter a competitividade das exportadoras e funciona como proteção em momentos de maior turbulência global.

Já Guilherme Gaspar, sócio da Ótmow fintech, avalia que o humor do mercado foi influenciado principalmente pelo ambiente externo. Investidores reagiram ao início da vigência de novas tarifas americanas, que elevaram o nível de incerteza e tendem a manter a volatilidade nos mercados. A alíquota adicional entrou em vigor em 10%, abaixo dos 15% que chegaram a ser mencionados anteriormente.

Bancos operam em alta

Entre as blue chips, os grandes bancos registravam ganhos no pregão da manhã. O Santander liderava as altas, com avanço de 1,07%, seguido por Banco do Brasil, com 0,78%. Itaú apresentava valorização de 0,61%, enquanto Bradesco subia 0,33%.

Política comercial dos EUA mantém pressão global

No exterior, o foco permanece na política comercial dos EUA. O governo americano passou a aplicar uma tarifa extra de 10% sobre produtos importados que não estejam incluídos em exceções específicas, conforme comunicado da autoridade aduaneira. A medida retoma o percentual inicialmente anunciado por Donald Trump, após especulações sobre uma possível alíquota maior.

A indefinição envolvendo acordos comerciais e o risco de pedidos bilionários de reembolso por importadores adicionam pressão ao cenário. Ao mesmo tempo, investidores acompanham os impactos da inteligência artificial no setor de tecnologia e software, além das persistentes tensões entre Washington e Teerã.

Por volta das 11h15, o dólar era negociado a R$ 5,17. Em Wall Street, o Dow Jones Futuro subia 0,10%, o Nasdaq Futuro recuava 0,10% e o S&P 500 Futuro avançava 0,20%.

FONTE: Veja
TEXTO: Redação
IMAGEM: Patricia Monteiro/Bloomberg/Getty Images

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Economia

Queda do dólar reflete desconfiança global, movimento da China e maior fluxo de capital para o Brasil

A recente queda do dólar é resultado de uma combinação de fatores externos e internos, que incluem a desconfiança dos investidores globais em relação aos Estados Unidos, decisões estratégicas da China e o aumento do fluxo de capitais para o Brasil. O movimento tem fortalecido o real e impulsionado os mercados financeiros domésticos.

Incertezas nos EUA pressionam a moeda americana

No cenário internacional, o dólar perdeu força diante dos riscos associados à condução econômica do presidente Donald Trump e das dúvidas sobre a disciplina fiscal de Washington. Esse ambiente de incerteza foi intensificado após a informação de que autoridades chinesas recomendaram que bancos do país reduzam a exposição a títulos do Tesouro americano (Treasuries).

A orientação gerou impacto imediato: a moeda dos EUA caiu quase 1% frente a divisas como euro, libra e iene, reforçando o movimento de enfraquecimento global do dólar.

China orienta bancos a reduzir exposição aos Treasuries

Reguladores chineses aconselharam instituições financeiras a limitar a compra de títulos do governo americano e a diminuir posições já elevadas, citando riscos de concentração e volatilidade. A recomendação não se aplica às reservas internacionais oficiais da China.

Embora bancos chineses detivessem cerca de US$ 300 bilhões em ativos denominados em dólar até setembro do ano passado, não há dados precisos sobre quanto desse montante estava alocado em Treasuries. Segundo autoridades chinesas, a medida busca diversificação de risco, e não representa uma ação geopolítica contra os Estados Unidos.

Brasil se beneficia da rotação global de investimentos

No mercado doméstico, o real se fortaleceu ainda mais. O dólar caiu para R$ 5,18, o menor patamar em quase 21 meses. O movimento reflete a intensificação da chamada rotação de carteiras, na qual investidores globais redirecionam recursos antes concentrados nos EUA para mercados emergentes, como o Brasil.

As taxas de juros elevadas no país têm sido um atrativo adicional, ampliando a entrada de capital estrangeiro.

Tesouro Nacional e o impacto no câmbio

O cenário favorável foi reforçado pela captação externa do Tesouro Nacional, que levantou US$ 4,5 bilhões na primeira emissão de títulos brasileiros no mercado internacional em 2026. A operação incluiu:

  • US$ 3,5 bilhões em um título com vencimento em 2036, com taxa de 6,4% ao ano
  • US$ 1 bilhão em um papel com vencimento em 2056, com juros de 7,3% ao ano

As taxas ficaram abaixo das indicações iniciais, e a demanda alcançou US$ 12 bilhões, sinalizando forte apetite dos investidores. Esse tipo de operação tende a facilitar futuras captações externas de empresas privadas brasileiras, ampliando ainda mais o fluxo cambial para o país.

Bolsa brasileira em alta e recordes sucessivos

O aumento do interesse estrangeiro também impulsionou a B3. O Ibovespa subiu 1,8%, alcançando 186.241 pontos, o décimo recorde do índice no ano.

Até a última quinta-feira, investidores internacionais já haviam aportado R$ 29,2 bilhões na Bolsa brasileira, valor superior a todo o montante investido ao longo de 2025, que somou R$ 25,5 bilhões.

Segundo analistas, parte desse movimento está ligada à saída de recursos de setores como tecnologia e criptomoedas no exterior, considerados caros e mais arriscados no atual contexto.

Política monetária e juros no radar

No Brasil, o mercado também repercutiu declarações do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que afirmou que o momento é de “calibragem” da política monetária e que a autoridade ainda não declarou vitória sobre a inflação.

A expectativa de flexibilização da taxa Selic contribui para o bom desempenho das ações. Relatório do Bank of America aponta que o mercado brasileiro apresenta a maior correlação entre valorização das ações e queda dos juros entre os países emergentes.

Ações brasileiras seguem atrativas

Apesar da valorização recente, analistas avaliam que os papéis nacionais continuam negociados a preços atrativos. Para o Santander, o mercado brasileiro ainda opera com desconto em relação a pares relevantes como Índia, Taiwan e México, mesmo após a reprecificação observada em 2026.

Perspectivas para o Ibovespa

O JPMorgan mantém uma visão positiva para o ingresso de capital internacional em mercados emergentes. Em relatório, o banco projeta que o pico do Ibovespa deve ocorrer entre o fim do primeiro trimestre e o início do segundo.

A instituição destaca que o enfraquecimento do dólar e um possível novo ciclo de commodities, após o auge dos investimentos em inteligência artificial, tendem a favorecer a América Latina, embora o período eleitoral possa trazer volatilidade mais adiante.

FONTE: O Globo
TEXTO: Redação
IMAGEM: Pixabay

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Dólar recua a R$ 5,18 e registra menor fechamento desde maio de 2024

O dólar comercial encerrou a segunda-feira (9) em forte queda e fechou abaixo de R$ 5,20, impulsionado por um ambiente externo mais favorável aos mercados emergentes, como o Brasil. O movimento ganhou força após a China reduzir a compra de títulos do Tesouro dos Estados Unidos (treasuries), o que enfraqueceu a moeda norte-americana no mercado global.

A divisa dos EUA caiu 0,59%, encerrando o dia cotada a R$ 5,1886, o menor valor desde 28 de maio de 2024. No acumulado de 2026, o dólar já registra desvalorização de 5,47% frente ao real.

Ibovespa sobe com apoio de grandes ações

No mercado acionário, o Ibovespa operou em alta, sustentado principalmente pelo desempenho positivo das blue chips. Ações de Petrobras, Vale, Itaú Unibanco e Bradesco lideraram os ganhos do índice.

Por outro lado, os papéis do BTG Pactual figuraram entre as maiores quedas do pregão, após a divulgação do balanço trimestral. Por volta das 17h18, o principal índice da B3 avançava 1,76%, aos 186.127,57 pontos.

Banco Central adota discurso de cautela

No cenário doméstico, investidores também repercutiram declarações do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, durante evento da Associação Brasileira de Bancos (ABBC), em São Paulo. Segundo ele, a recente melhora dos indicadores não representa uma “volta da vitória” contra a inflação.

Galípolo destacou que o foco da autoridade monetária, neste momento, está na calibragem da política monetária, sinalizando cautela nas próximas decisões.

Mais cedo, o Banco Central divulgou o Boletim Focus, que trouxe nova revisão para baixo na expectativa de inflação.

Boletim Focus reduz projeções de inflação

A mediana das projeções para o IPCA de 2026 caiu de 3,99% para 3,97%, permanecendo 0,53 ponto percentual abaixo do teto da meta, fixado em 4,50%. Há um mês, a estimativa era de 4,05%.

Entre as projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a expectativa subiu de 3,90% para 3,96%. Para 2027, a mediana seguiu estável em 3,80% pela 14ª semana consecutiva.

O IPCA de 2025 fechou em 4,26%, segundo o IBGE, resultado inferior tanto à última mediana do Focus (4,31%) quanto à estimativa do próprio Banco Central (4,4%).

Análise técnica aponta resistência no Ibovespa

De acordo com análise semanal do BB Investimentos, o Ibovespa mantém tendência de alta, mas apresenta sinais de perda de fôlego no curto prazo.

“O comportamento das últimas três semanas indica um padrão de esgotamento do movimento altista, com resistência em torno dos 187,5 mil pontos e suporte imediato na região dos 182 mil pontos”, destacou a instituição em relatório.

Exterior adiciona cautela aos mercados

No cenário internacional, a semana começou com viés negativo nos futuros das bolsas norte-americanas. Para a equipe da Ágora Investimentos, o ambiente externo pode trazer volatilidade adicional aos ativos brasileiros, com investidores à espera da divulgação de indicadores econômicos relevantes.

BTG Pactual divulga lucro recorde

O BTG Pactual anunciou lucro líquido ajustado de R$ 4,60 bilhões no quarto trimestre, alta de 40,3% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado veio levemente acima da expectativa de analistas consultados pela LSEG, que projetavam R$ 4,56 bilhões.

A receita do maior banco de investimentos da América Latina cresceu 35,1%, alcançando o recorde de R$ 9,09 bilhões. O ROAE (retorno sobre o patrimônio) ficou em 27,6%, ante 23,0% um ano antes.

China reduz exposição a títulos dos EUA

No exterior, um dos principais vetores de impacto foi a decisão da China de orientar seus bancos a frear a compra de treasuries americanos. A medida busca reduzir riscos e evitar concentração excessiva em ativos dos Estados Unidos.

Atualmente, o país asiático detém cerca de US$ 850 bilhões em títulos da dívida norte-americana, sendo aproximadamente US$ 300 bilhões sob responsabilidade de bancos chineses. A mudança de postura reforça a reavaliação estratégica de Pequim no cenário financeiro global.

FONTE: CNN Brasil
TEXTO: Redação
IMAGEM: REUTERS/Amanda Perobelli

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