Comércio Exterior, Informação, Logística, Portos

Manutenção de balança e pressa de caminhoneiros criam gargalo no acesso ao porto

Autoridade portuária esclareceu motivos para as filas nos últimos dias

A Autoridade Portuária de Santos (APS) se manifestou sobre as queixas das filas e da barulheira de caminhões no acesso ao Porto de Itajaí. Segundo a empresa, dois fatos têm causado o atravanco no trânsito.

O primeiro é que a entrada de caminhões na área do Porto de Itajaí está reduzida devido a uma balança em manutenção. Outro motivo, segundo a APS, é a chegada de veículos antes do horário definido, o que aumenta o número de caminhões na rua.

A APS informou que será reforçado junto às transportadoras rodoviárias que cumpram a agenda combinada, que é organizada através de senhas, para reduzir as filas. A autoridade portuária também mostrou interesse em colaborar com a prefeitura pra nova etapa da Via Expressa Portuária.

O novo corredor viário pretende tirar o tráfego pesado de caminhões das ruas da cidade, ligando a BR 101 ao porto. “A Autoridade Portuária de Santos (APS) irá tratar do cronograma de instalação com a prefeitura municipal, que é a responsável pela obra, colocando-se à disposição para colaborar com a execução do projeto”, adiantou.

Enquanto isso, a prefeitura analisa medidas mais imediatas contra as filas no acesso ao porto. Entre as propostas está a criação de um estacionamento de triagem, com capacidade para 37 caminhões, e um convênio para permitir que a Guarda Portuária fiscalize o trânsito na região do porto.

FONTE: Diarinho.net
Manutenção de balança e pressa de caminhoneiros criam gargalo no acesso ao porto | DIARINHO

Ler Mais
Comércio Exterior, Economia, Mercado Internacional, Portos

Dia do Comex: a força que Impulsiona o comércio global

Por DAIANA BROCARDO

Homenageamos quem transforma conexões em grandes resultados para o Brasil e o mundo.

O Dia do Comércio Exterior, celebrado em 28 de janeiro, foi instituído em homenagem à assinatura do Decreto nº 3473, de 28 de janeiro de 1888, que regulamentou a estrutura alfandegária do Brasil. Esse marco representou um passo importante para organizar e modernizar as operações de exportação e importação do país, contribuindo para o fortalecimento das relações comerciais internacionais.

Mais de um século depois, o comércio exterior continua a ser um dos pilares da economia brasileira, conectando o país ao mercado global e sustentando setores estratégicos como o agronegócio, mineração, petróleo e indústria de transformação. No entanto, os dados mais recentes da balança comercial de 2024 mostram que, apesar de avanços, o setor enfrenta desafios significativos.

Balança Comercial 2024: Um Ano de Contrastes

O ano de 2024 trouxe resultados mistos para o comércio exterior brasileiro. No acumulado de janeiro a dezembro, as exportações somaram US$ 337,04 bilhões, apresentando uma queda de -0,8% em comparação ao mesmo período de 2023. Por outro lado, as importações cresceram 9,0%, atingindo US$ 262,48 bilhões, evidenciando uma maior demanda por produtos estrangeiros, especialmente insumos e bens de capital.

Esses números resultaram em um superávit comercial de US$ 74,55 bilhões, uma redução de -24,6% em relação ao ano anterior. A corrente de comércio, que é a soma de exportações e importações, teve um leve aumento de 3,3%, alcançando US$ 599,52 bilhões.

No entanto, dezembro de 2024 apresentou uma dinâmica menos favorável:

  • Exportações: US$ 24,90 bilhões (-13,5% em relação a dezembro de 2023).
  • Importações: US$ 20,10 bilhões (+3,3% em relação a dezembro de 2023).
  • Superávit Comercial: US$ 4,80 bilhões (-48,5% em relação a dezembro de 2023).
  • Corrente de Comércio: US$ 45,01 bilhões (-6,7% em relação a dezembro de 2023).

A queda nas exportações foi puxada principalmente pela redução no preço internacional de commodities e pela menor demanda global, enquanto o crescimento nas importações reflete a retomada de investimentos no mercado interno.

Setores em Destaque

Os principais produtos exportados pelo Brasil continuam sendo:

  • Soja e derivados;
  • Petróleo bruto;
  • Minério de ferro;
  • Carnes (bovina, suína e de frango).

Esses itens representam a força do agronegócio e da indústria extrativa brasileira no mercado global. Já as importações foram impulsionadas por bens de capital, insumos industriais e combustíveis.

A Importância do Comércio Exterior

O comércio exterior desempenha um papel crucial para o Brasil, movimentando a economia e gerando impactos positivos em diversos aspectos:

  1. Geração de empregos: Milhões de brasileiros estão empregados em atividades relacionadas ao setor, desde a logística portuária até a exportação de produtos agrícolas e industriais.
  2. Atração de investimentos: O fortalecimento da balança comercial e a abertura de novos mercados internacionais atraem investimentos estrangeiros diretos.
  3. Infraestrutura e inovação: O comércio exterior impulsiona o desenvolvimento de portos, rodovias, ferrovias e sistemas tecnológicos para melhorar a eficiência logística.
  4. Competitividade global: Estar presente no mercado internacional exige inovação e qualidade, beneficiando a economia como um todo.

Para Renata Palmeira, CEO do Reconecta News e profissional com mais de 25 anos de experiência em Comércio Exterior, esse é um dos setores mais importantes para a economia mundial. “O Brasil respira Comércio Exterior. Com mais de 8.000 km de costa, somos um país privilegiado. Hoje, mais de 60% das empresas atuam direta ou indiretamente com Comércio Internacional. Assim, somos imprescindíveis ao mercado. O Brasil é um país GLOBAL”, enfatiza.

Desafios e Perspectivas

Apesar de sua relevância, o setor enfrenta desafios como a burocracia alfandegária, oscilações de preços internacionais e a dependência de commodities. Para 2025, espera-se que o Brasil intensifique sua participação em novos acordos comerciais, diversifique sua pauta de exportação e invista em infraestrutura para aumentar a competitividade. Além disso, há uma defasagem de mão de obra.  “Um dos desafios é sem dúvidas a falta de mão de obra qualificada. Como somos de uma área técnica, o Brasil sofre muito com a falta desse profissional”, fala Renata.

Por isso, neste Dia do Comex, é essencial reconhecer o trabalho de milhares de profissionais que operam nos bastidores do comércio exterior, desde despachantes aduaneiros até analistas de mercado, garantindo que produtos brasileiros conquistem o mundo. “Assim como cada peça é essencial para mover uma engrenagem, cada profissional do Comércio Exterior desempenha seu papel para conectar o Brasil ao mundo e alcançar grandes resultados. Parabéns pelo trabalho incansável e indispensável!”, diz Renata.

Reconecta News: Impulsionando o Comércio Exterior Brasileiro

Com sua abordagem inovadora, o RêConectaNews desempenha um papel fundamental no fortalecimento do setor. “Somos a alavanca que impulsiona para fazer o mercado girar. Com uma ideia inovadora de apresentar as empresas e gerar relacionamento, estamos CONECTANDO muitos empresários que têm interesse em importar e/ou exportar seus produtos aos principais players do mercado.”, explica a CEO do RêConectaNews, Renata Palmeira.

O RêconectaNews se destaca ao promover oportunidades de networking e abrir portas para novos negócios, contribuindo diretamente para a expansão do Comércio Exterior no Brasil.

RêconectaNews: Conectando mercados, pessoas e histórias.
Gerando Negócios, através de PESSOAS

FONTE DOS DADOS: https://balanca.economia.gov.br/balanca/publicacoes_dados_consolidados/nota.html#:~:text=95%2C35%20bilh%C3%B5es-,Totais,US$%20599%2C52%20bilh%C3%B5es.

 

 

Ler Mais
Comércio Exterior, Exportação, Gestão, Importação, Industria, Informação, Notícias, Portos

Livro homenageia trabalhadores portuários em Navegantes

Livro-reportagem “Vidas além do Porto” é lançado no Dia do Trabalhador Portuário pela Portonave

Nesta terça-feira (28) é celebrado o Dia do Trabalhador Portuário e também o Dia do Comércio Exterior. Para comemorar, a Portonave, terminal portuário localizado em Navegantes, lança o livro “Vidas além do Porto”, que conta histórias de pessoas que trabalham na empresa.


Livro é lançado oficialmente nesta terça-feira (28) – Foto: Portonave/ND

A data marca o dia em que o Rei D. João VI publicou a Carta Régia de Abertura dos Portos Brasileiros às Nações Amigas, em 1808. No livro-reportagem, são evidenciadas trajetórias de pessoas que, todos os dias, dedicam-se no terminal.

Livro homenageia portuários

Atualmente, a empresa emprega cerca de 1,3 mil profissionais em diversas áreas, como Operação, Manutenção, Administrativo e na Câmara Frigorífica, a Iceport. Seis deles concederam entrevistas e contam um pouco da trajetória pelo porto.

O material impresso será distribuído aos profissionais da empresa e a versão digital está disponível gratuitamente no site da Portonave.

O livro foi escrito pela jornalista Giovanna Pegoraro, navegantina que ouviu desde pequena as histórias do porto da cidade. Começou como Estagiária no Terminal Portuário em 2021, no departamento de Comunicação, Marketing e Responsabilidade Social. Após um ano, foi efetivada na empresa.

FONTE: Nd+
Livro homenageia portuários em cidade de SC

Ler Mais
Comércio Exterior, Exportação, Importação, Industria, Informação, Portos

São Francisco do Sul e Imbituba têm recordes no volume de carga em 2024

Exportações prevaleceram nos portos administrados pela SCPar

Florianópolis, 24.01.2025 – Os portos de São Francisco do Sul, no norte do estado, e Imbituba, no sul, fecharam 2024 com recordes no volume de carga. Ambos são administrados pela SCPar. São Francisco do Sul totalizou 17 milhões de toneladas, em alta de 200 mil toneladas sobre 2023. Mais uma vez, a movimentação ficou concentrada nos embarques de grãos, com a exportação de 7 milhões de toneladas de soja e 2,4 milhões de toneladas de milho.

Nos desembarques, os destaques ficaram com os produtos siderúrgicos e aço, com 3,9 milhões de toneladas, e os fertilizantes, com 2,6 milhões de toneladas.

Já no porto de Imbituba foram movimentadas 8,3 milhões de toneladas ao longo de 2024, alta de 500 mil toneladas sobre o registrado em 2023. O transporte graneleiro foi responsável por 79,2% do total, com 3,7 milhões de toneladas de minerais e 2,9 milhões de toneladas de produtos agrícolas.

A maior parte do transporte de produtos no Porto de Imbituba em 2024 foi voltada para as exportações, que representaram 49,4% do total. Irã, Canadá, Vietnã e China se destacaram como os principais destinos das cargas. Já as importações corresponderam a 40,5% do total, com Estados Unidos, Chile, China e Colômbia figurando dentre as origens mais frequentes. A cabotagem (9,3% do total) e o transbordo de produtos (0,8%) completam o panorama.

FONTE: FIESC
São Francisco do Sul e Imbituba têm recordes no volume de carga em 2024 | FIESC

Ler Mais
Comércio Exterior, Exportação, Importação, Informação, Internacional, Portos

Decisão da Justiça pode acabar com uma das maiores dores de cabeça de importadores e exportadores

Superior Tribunal de Justiça manteve decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo definindo que é ilegal a cobrança de demurrage em casos de retenção ilegal da unidade pela Alfândega da Receita Federal

 

Em decisão que se tornou definitiva nesta semana, o Superior Tribunal de Justiça manteve decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo definindo que é ilegal a cobrança de o deu demurrage de contêineres em de casos de retenção ilegal da unidade de carga pela Alfândega da Receita Federal. Demurrage é uma taxa cobrada pelos armadores (donos dos navios e contêineres) quando o tempo contratado para a devolução do contêiner é excedido. A demurrage se dã na importação e a detention na exportação.

No caso em questão, o dono da carga foi acionado judicialmente pelo armador, que cobrava, a título de demurrage, US$ 410,7 mil. 0 argumento era de que os contêineres utilizados no transporte não foram devolvidos dentro do prazo contratualmente estipulado. No entanto, a defesa da importadora, feita pelo advogado Bruno Barcellos Pereira, do escritório capixaba Bergi Advocacia demonstrou que a retenção e apreensão dos contêineres se-deu por decisão da Receita Federal, impossibilitando a restituição no prazo determinado. Ao analisar o caso, os desembargadores do TJSP entenderam que a responsabilidade pelo atraso na devolução não poderia ser atribuída à importadora, uma vez que a retenção decorreu de decisão administrativa, portanto, caso de força maior.

“A decisão é relevante porque a Justiça reconhece que não se pode cobrar taxas de quem não deu causa. O caso em questão tem a ver com a Alfândega da Receita Federal, mas há uma série de outras situações ao longo da cadeia do comércio internacional que acabam desaguando em demurrage o detention, hoje, essas taxas estão entre os maiores custos dos nossos importadores e exportadores”, explicou Bruno Barcellos Pereira.

Na visão dele, a decisão da 16 Câmara de Direito Privado do TJSP, que não tem mais recursos, estabelece um importante precedente para importadores, exportadores e operadores logísticos no Brasil. “A prática de cobrança abusiva de demurrage por transportadoras e armadores vinha sendo alvo de criticas e litígios frequentes, pois onerava indevidamente empresas que, por decisões alheias à sua vontade, eram impedidas de restituir os contêineres dentro do prazo contratual. A partir deste julgamento, a tendência é que novas demandas sejam impulsionadas para impedir cobranças indevidas e exigir maior responsabilidade das transportadoras na gestão de suas unidades de carga, e da Aduana na retenção das unidades de carga”

Importante dizer que, por Santos ser o grande hub de logística portuária do Brasil, as decisões do tribunal de São Paulo neste tipo de matéria têm ampla repercussão.

FONTE:  A GAZETA
Decisão da Justiça pode acabar com uma das maiores dores de cabeça de importadores e exportadores | A Gazeta

Ler Mais
Comércio Exterior, Exportação, Importação, Informação, Navegação, Portos

TCP registra crescimento de 24% com movimentação superior a 1,5 milhão de TEUs em 2024

A TCP, empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá, encerrou 2024 atingindo o recorde histórico de 1.558.453 TEUs (medida equivalente a um contêiner de 20 pés) movimentados.

O volume representa uma alta de 24% em relação ao volume registrado no balanço de 2023 e corresponde a 10,8 milhões de toneladas em cargas. A conquista posiciona o Porto de Paranaguá como o segundo do Brasil a ultrapassar a marca de 1,5 milhão de TEUs.

Como comparação, a medida de 1.558.453 TEUs é equivalente a 9.500 quilômetros de contêineres, comprimento que se assemelha à distância em linha reta de Paranaguá até a cidade-estado de Mônaco, no sul da França (9.574km), ou 2,2 vezes a distância do Chuí ao Monte Caburaí, pontos mais extremos ao norte e ao sul do Brasil.

Este volume expressivo de contêineres chegou e partiu do cais da TCP por meio da atracação de 992 navios ao longo de 2024, número 19% superior ao fluxo de embarcações registrado em 2023. Segundo Carolina Merkle Brown, gerente comercial de armadores da TCP, o resultado é reflexo direto do aumento no número de serviços marítimos que atendem o Terminal. “No último ano, a TCP passou a receber atracações de mais oito serviços, sendo seis de longo curso e dois de cabotagem. Com 25 linhas semanais, o Terminal se destaca como o maior concentrador de serviços do Brasil, o que evidencia a vocação da TCP para se tornar um dos principais hubs portuários da costa atlântica da América do Sul”, afirma.

Além dos novos serviços marítimos, a atracação dos maiores porta-contêineres a operar no Brasil, que possuem 366 metros de comprimento e mais de 48 metros de largura, também foi motivo de celebração para a equipe do Terminal. Para 2025, a expectativa é de que com o aumento do calado operacional, como é chamada a profundidade entre o ponto mais baixo da quilha (peça que vai da proa a popa e fica na parte inferior das embarcações) até a linha da água, navios maiores e com mais carga possam operar de forma mais ágil e segura.

Em novembro de 2024, a TCP passou a contar com um novo calado operacional, ampliado de 12,1 metros para 12,6 metros em maré zero. Estima-se que 50 centímetros adicionais de calado, os navios poderão operar com, aproximadamente, 400 TEUs a mais.

“Os recentes recordes comerciais e operacionais atingidos pelo Terminal de Contêineres de Paranaguá ressaltam a sua importância para a corrente de comercio brasileira e, em 2025, esperamos impulsionar ainda mais os resultados da TCP e de nossos clientes, tendo em vista que os reflexos do aumento de calado terão impacto direto na produtividade e que esperemos novas atualizações de calado ainda este ano”, avalia Carolina.

O balanço comercial de 2024 se destaca pelas exportações de carnes e congelados que foram de mais de 3,4 milhões de toneladas. “A megaobra de ampliação da área para armazenagem de contêineres refrigerados (reefer) foi um investimento estratégico que colocou a TCP como o principal corredor de exportação de carnes do Brasil e referência mundial no segmento. Com 5.268 tomadas, o Terminal possui o maior pátio reefer da América do Sul, uma vantagem que se traduz em maior flexibilidade e capacidade operacional para nossos clientes. Hoje, mais de um terço das exportações de carne nos terminais portuários brasileiros acontece pelo Terminal de Contêineres de Paranaguá”, explica Giovanni Guidolim, gerente comercial, de logística e atendimento da TCP.

Ao todo, a movimentação de contêineres reefer alcançou a marca de 266.246 TEUs, incremento de 7% em relação a 2023 e que conferiu a conquista de uma nova máxima para a operação nesse segmento no Terminal.

Em segundo lugar vieram as exportações de madeira com um crescimento de 47% e chegando à marca de 1,4 milhão de toneladas. Já o segmento de papel e celulose embarcou 974 mil toneladas, crescimento de 54% em comparação ao ano anterior.

Boa parte das cargas de papel e celulose chega ao Terminal de Contêineres de Paranaguá por meio da linha férrea, que conecta o porto às regiões oeste e norte do estado do Paraná. “Hoje, a TCP é o único terminal portuário do Sul do Brasil a possuir conexão direta entre a zona primária e um ramal ferroviário. Esse é um diferencial que traz maior previsibilidade, segurança, redução de custo e das emissões de gases de efeito estufa na cadeia logística de nossos clientes”, comenta Guidolim.

O KBT, projeto logístico intermodal em operação desde 2021 e que conecta a TCP a um terminal de contêineres localizado na planta Puma II, da Klabin, em Ortigueira (PR), por meio de um ramal operado pela Brado Logística, também encerrou o ano com um novo recorde de produtividade. Utilizado exclusivamente para transportar contêineres com papel e celulose, o KBT movimentou 86.440 TEUs, crescimento de 33% em relação ao ano anterior, quando 64.978 TEUs foram transportados.

Já na movimentação geral de contêineres pela ferrovia, que liga o Terminal de Contêineres de Paranaguá aos ramais que chegam até Cambé, no norte do Paraná, e Cascavel, na região oeste do estado, o volume foi de 101.527 TEUs, acréscimo de 9%.

No fluxo de importações, o maior volume foi para produtos dos segmentos químicos e petroquímicos. Com uma alta de 14%, mais de 648 mil toneladas foram desembarcadas, número impulsionado principalmente pela chegada de defensivos agrícolas e fC.

Em seguida, vieram os segmentos automotivo e de veículos, que cresceram 12% e movimentaram 562 mil toneladas em importações, garantindo insumos, peças e componentes para abastecer majoritariamente o polo industrial localizado em Curitiba e região metropolitana.

Fonte: TCP
TCP registra crescimento de 24% com movimentação superior a 1,5 milhão de TEUs em 2024 – TCP – Terminal de Contêineres de Paranaguá

Ler Mais
Comércio Exterior, Exportação, Importação, Informação, Navegação, Portos

CMA CGM fecha maior pedido de navios de 2025 até agora

A francesa CMA CGM está sendo amplamente apontada como a empresa europeia mencionada em um comunicado divulgado hoje pela HD Hyundai Heavy Industries, por trás do maior pedido de navios do ano até o momento.

Segundo informações do Splash, a CMA CGM contratou o estaleiro sul-coreano para construir doze navios porta-contêineres de 18.000 TEUs, com propulsão a gás natural liquefeito (GNL), avaliados em KRW 3,716 trilhões (US$ 2,58 bilhões). Todos os navios estão programados para serem entregues até o final de 2028.

A CMA CGM avança rapidamente para superar a Maersk como a segunda maior linha de transporte de contêineres do mundo.

Os pedidos de construção de navios porta-contêineres no ano passado atingiram cerca de 4,4 milhões de TEUs, quebrando o recorde anterior de 2021, quando 4,3 milhões de TEUs foram encomendados. Janeiro de 2025 continua registrando novos pedidos em estaleiros asiáticos, embora em um ritmo mais lento. Entre os destaques estão a Kawa Shipping, da China, que encomendou seus primeiros novos navios – três unidades de 4.800 TEUs no estaleiro Wuhu – e a armadora alemã Elbdeich Reederei, que retornou ao estaleiro Wenchong, na China, para solicitar até quatro novos navios porta-contêineres de 1.900 TEUs.

Fonte: Splash247
CMA CGM inks 2025’s largest ship orders to date – Splash247

Ler Mais
Comércio Exterior, Exportação, Gestão, Importação, Informação, Logística, Portos

Portonave é o terminal portuário mais eficiente do país em 2024, segundo a ANTAQ

Na produtividade de navio, o principal indicador de eficiência portuária, a Companhia liderou no ranking nacional, de acordo com o dado mais recente da Agência Nacional de Transportes Aquaviários

Em uma operação ágil e eficiente, a Portonave, localizada em Navegantes, registrou a movimentação média de 118 contêineres por hora por navio no cais. Essa é a melhor produtividade de navio registrada entre todos os portos brasileiros, segundo o último monitoramento, de janeiro a novembro de 2024, da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ). Esse indicador alcançou o expressivo crescimento de 42% na comparação a 2023. A produtividade de navio consiste na quantidade de Movimentos por Hora (MPH) realizados durante a operação de carga e descarga dos contêineres, desde o primeiro contêiner até o último movimentado na operação por navio. No cais da empresa, os movimentos são realizados por até seis portêineres, guindastes de uso portuário.

No ano de 2024, o Terminal movimentou 1.261.130 TEUs (unidade de medida equivalente a contêiner de 20 pés) no Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes, uma redução de apenas 5% na comparação ao ano anterior em razão das obras em execução em metade do cais. Também registrou 12% de participação nacional na operação de contêineres cheios de longo curso, sendo o terceiro maior do Brasil no ranking desse tipo de embarque, de acordo com o Datamar, consultoria especializada no modal marítimo, de janeiro a novembro do ano passado.

Na exportação, os produtos mais despachados foram madeira, carne congelada e papel na Portonave. Na importação, os produtos com maior número de movimentações foram plástico, maquinário e têxtil. O principal mercado das exportações foi a China. Na sequência, esse pódio foi ocupado pelos Estados Unidos (segundo) e o México (terceiro). Na importação, a China também lidera e, sucessivamente, aparecem os Estados Unidos e a Índia, no período de janeiro a novembro, segundo os dados da Datamar.

Durante esse período, a Portonave foi líder nacional na movimentação de diversos segmentos, como a exportação de carne suína, com 24 mil TEUs movimentados – 35% do mercado nacional – com principal destino a China. Na importação, o produto que se destacou foram os pneus, com 30 mil TEUs movimentados – 33% de toda importação nacional – com principal origem na China. Na comparação com 2023, a demanda pela exportação de maquinários aumentou mais que o dobro em 2024. Foram 28 mil TEUs despachados no ano passado, principalmente com destino ao México. Na importação, a movimentação de cerâmica subiu oito vezes em 2024, com 9 mil TEUs recebidos. Mais uma vez, a origem principal do produto foi a China.

Preparação para o futuro

Com seus 17 anos de operação, a Companhia já movimentou 13,6 milhões de TEUs e se prepara para receber navios maiores, de até 400m de comprimento. Iniciada em janeiro de 2024, a Obra do Cais é um investimento privado de cerca de R$ 1 bilhão. Pelo acompanhamento mais recente, de novembro de 2024, a primeira etapa da obra atingiu aproximadamente 70% de conclusão. Nessa fase, o lado leste da estrutura (450m) está em obras, enquanto as operações são realizadas na outra metade. Após a conclusão, a Portonave entrará na lista seleta de terminais de contêineres aptos a receber as maiores embarcações do mundo, desde que o canal de acesso ao complexo portuário do Rio Itajaí-Açu também passe por obras.

Recordes nos acessos de caminhões: 640 mil recebidos no ano

Uma média de 2 mil caminhoneiros foram atendidos diariamente no Gate da Portonave. Os motoristas permaneceram um tempo médio de cerca de apenas 31 minutos no Terminal. No dia de maior pico da história, foram registrados 3.308 acessos de caminhões. Com esse desempenho, o ano de 2024 encerrou com um recorde histórico, de 640.301 acessos, de janeiro a dezembro, tanto entradas quanto saídas de contêineres.

Movimentação de produtos frigorificados cresceu 10,5% na Iceport

Na Iceport, câmara frigorífica da Portonave, foram movimentadas 253.678 toneladas de produtos, o que representa um crescimento de 10,5% em relação a 2023. Entre os produtos movimentados, 64% foram aves e suínos, 27% vegetais e 9% bovinos. Em 2024, a Câmara renovou a Certificação de Sistema de Segurança de Alimentos (FSSC 22000, em inglês), um dos sistemas de normas mais rígidos reconhecido pela Global Food Safety Initiative (GFSI). Essa certificação atesta as boas práticas do sistema de gestão de segurança de alimentos e confiabilidade nas operações.

Participação ativa na comunidade

Engajado com o desenvolvimento sustentável local, por meio do Instituto Portonave, o Terminal realizou 50 iniciativas, entre ações e programas, com o foco na redução das desigualdades sociais. Foram R$ 8,9 milhões destinados para as ações via as leis de incentivo fiscal, o dobro do ano passado. De modo direto, R$ 1,6 milhão foram investidos nas iniciativas. No Programa Embarca Aí, 66 jovens foram capacitados no segmento portuário. Desses, 31 realizarão o programa Jovem Aprendiz na empresa. Em construção ao longo de 2024, neste ano será inaugurada uma piscina para aulas de natação no bairro São Paulo, um projeto em parceria com o Instituto Nadar. As aulas também atenderão pessoas com deficiência ou comorbidade. Além de projetos sociais, R$ 1,1 milhão foram investidos na compensação ambiental do Parque Natural das Pedreiras, em dezembro. Localizado no bairro Pedreiras, em Navegantes, é o primeiro mirante turístico inaugurado no município.

Sobre a Portonave
A empresa está localizada em Navegantes, Litoral Norte de Santa Catarina, e iniciou suas atividades em 2007, como o primeiro terminal portuário privado do Brasil. Atualmente, são 1,3 mil empregos diretos e 5,5 mil indiretos. No ranking nacional, a Portonave, de janeiro a novembro de 2024, esteve entre os três portos que mais movimentam contêineres cheios de longo curso, sendo o primeiro em Santa Catarina, de acordo com o Datamar. Além do destaque pela excelência operacional, a Companhia está comprometida com as práticas ESG (Meio Ambiente, Social e Governança).

Ler Mais
Comércio Exterior, Economia, Exportação, Gestão, Importação, Informação, Portos

Movimentação no Porto de Itajaí registra queda em 2024

O Porto de Itajaí encerrou 2024 com uma movimentação total de cargas de 14,17 milhões de toneladas, o que representa uma redução de 5% em relação ao volume registrado no ano anterior, de 14,97 milhões de toneladas.

A movimentação de contêineres também apresentou recuo, totalizando 1,279 milhão de TEUs (unidade equivalente a um contêiner de 20 pés), uma redução de 1% em comparação com os 1,296 milhão de TEUs movimentados em 2023.

As operações de contêineres foram retomadas no Porto de Itajaí somente no segundo semestre de 2024. Confira as operações de exportação de contêineres no Porto de Itajaí de janeiro a novembro, a partir de 2021.

Exportação de Contêineres | Porto de Itajaí | Jan-Nov 2021 a Jan-Nov 2024 | TEUs

Sob a gestão da Autoridade Portuária de Santos (APS), o Porto de Itajaí inicia uma nova fase, considerada promissora pela administração federal. Segundo Anderson Pomini, presidente da APS, o foco está em “impor uma visão estratégica voltada para a elevação da governança, modernização da infraestrutura portuária e ampliação da movimentação de cargas no Porto de Itajaí”. O superintendente interino, André Bonini, reforça que “a expectativa para 2025 é implementar melhorias estruturais que aumentem a competitividade do porto, promovendo maior eficiência operacional e atração de novos negócios”.

Apesar da retração registrada em 2024, o Porto de Itajaí mantém sua relevância como um dos principais complexos portuários do Brasil. Os números refletem sua importância para a economia regional e nacional, enquanto a administração aposta em novos investimentos e parcerias para estimular a recuperação e impulsionar o crescimento nos próximos anos.

Fonte: Porto de Itajaí 
Movimentação no Porto de Itajaí registra queda em 2024

Ler Mais
Comércio Exterior, Economia, Importação, Industria, Informação, Logística, Portos

Cidade catarinense é líder nacional em importação por dois anos seguidos

O PORTO BRASILEIRO ONDE AS IMPORTAÇÕES CRESCEM ANO A ANO… E OS PE’S SE DESTACAM.

A cidade de Itajaí, localizada no litoral norte de Santa Catarina, foi a cidade brasileira que mais importou mercadorias nos últimos dois anos. Em 2024, o município registrou um volume de 15,91 bilhões de dólares em importações, revelando um crescimento de 21% em relação a 2023 (13,14 bilhões).

Em volumes totais, a quantidade de mercadorias importadas por empresas de Itajaí chegou a 6,6 bilhões de quilogramas líquidos, sendo que mais de 60% das importações vieram da China, com destaque para polímeros de etileno, cobre e acessórios para veículos. É o principal porto da região, sendo o segundo maior do país em movimentação de contêineres. O canal interno do Complexo tem o comprimento 3,2 mil metros, largura entre 120 metros e 150 metros e profundidade de 11 metros.

Além de Itajaí (SC), o “top 3” conta com Manaus (AM), em segundo lugar, seguido por São Paulo (SP). O porto de Manaus também é um grande importador de PE’s. Os dados são do Comex Stat, sistema oficial de estatísticas do comércio exterior, e foram levantados pela empresa especializada em importação e exportação Tek Trade.

FONTE: Veja
Cidade catarinense é líder nacional em importação… | VEJA

 

Ler Mais
Instagram
LinkedIn
YouTube
Facebook