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Portonave incentiva aumento da presença feminina no segmento portuário

Nos últimos dois anos, a contratação de mulheres cresceu 32% na empresa e o número das que ocupam cargos de liderança dobrou

Para o Terminal continuar em pleno funcionamento, além da Operação, a equipe de Manutenção executa um papel essencial. Há três anos, Stefanie Cachapuz mudou-se do Rio Grande do Sul para Navegantes em busca de novas oportunidades.

Em agosto do ano passado, ela entrou para equipe Portonave, e, atualmente, é Auxiliar de Manutenção Civil, realiza serviços de pintura e hidráulica e presta apoio em diversas atividades. Desde o início, se sentiu acolhida e valorizada, “sem dúvidas, foi a melhor escolha que fiz. Me sinto motivada porque posso fazer o que eu amo e a empresa respeita a diversidade e estende a mão quando precisamos”, comenta.

Mariléia da Silva começou a trabalhar no Terminal em 2016, após realizar um curso para operar empilhadeiras, e, atualmente, é Controladora de Depot da câmara frigorífica, a Iceport, e também faz parte da Brigada de Emergência. Ela é a responsável por acompanhar sua equipe, auxilia na operação de transporte e planejamento e monitora a entrada e a saída dos contêineres reefer – com cargas refrigeradas. Para ela, o seu cotidiano é agradável, “aprendo coisas novas todos os dias e me sinto muito respeitada”, destaca.

Ações internas e externas destinadas às mulheres 💓

• Porto para Elas: entre 2022 e 2023, o programa capacitou 70 alunas no segmento portuário, sendo que a edição de 2023 foi exclusiva para mulheres negras. Por meio da iniciativa, 14 profissionais foram contratadas pela Portonave.

• Programa de Apoio à Maternidade: oferece suporte para as profissionais gestantes e de até um ano após o nascimento do bebê na Companhia, com acompanhamento da equipe de Recursos Humanos e encontros para conversar sobre temas relacionados à maternidade. Desde a implantação do programa, em 2019, 59 profissionais já foram acompanhadas.

• Programa de Autodefesa: realizado desde 2021 entre as profissionais, é um treinamento voltado à identificação de situações de risco e ensina técnicas de autodefesa. Ao todo, 270 profissionais foram treinadas.

• Agosto Lilás: anualmente, no mês de agosto, a Companhia realiza palestras em alusão a campanha de enfrentamento à violência contra a mulher. No ano passado, realizou uma exclusiva para comunidade.

• Programa Mulheres do Nosso Bairro: realizado em parceria com a Engie Brasil Energia e o Programa Parcerias do Bem, a iniciativa fomenta o empreendedorismo feminino local. Na última semana, o Terminal realizou um encontro em suas dependências para que as mulheres beneficiadas pela Portonave, em Navegantes, pudessem trocar experiências sobre seus negócios.

• Rodas de conversa sobre o enfrentamento ao assédio: todos profissionais foram convidados a participar, tanto mulheres quanto homens. Durante as agendas, foi discutido como identificar os tipos de assédio e apresentada a rede de apoio da empresa, disponível para auxiliar sempre que necessário.

Sobre a Portonave
A empresa está localizada em Navegantes, litoral Norte de Santa Catarina, e iniciou suas atividades em 2007 como primeiro terminal portuário privado do Brasil. Atualmente, são 1,3 mil profissionais diretos e 5,5 mil indiretos. Segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), foi o mais eficiente em produtividade de navio no ano de 2024. Além do destaque pela excelência operacional, a Companhia está comprometida com as práticas ESG com ações e iniciativas voltadas aos aspectos ambientais e sociais.

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Greve: caravanas às unidades aduaneiras recomeçam na próxima terça-feira (11)

Para marcar os 100 dias da greve dos Auditores-Fiscais, completados nesta quinta-feira (6), o Sindifisco Nacional inicia, na próxima semana, uma nova agenda de caravanas às principais unidades aduaneiras.

Essa é uma das ações de acirramento da mobilização definidas durante reunião realizada no dia 28 entre Direção Nacional, Comando Nacional de Mobilização (CNM) e Mesa do Conselho de Delegados Sindicais (CDS). Nesta sexta-feira (7), às 10h, haverá uma reunião ampliada do CNM, aberta a todos os Auditores-Fiscais, para avaliar o movimento e discutir as ações propostas para os próximos dias.

Além das visitas às aduanas, o objetivo das caravanas é promover a interlocução política nas diversas localidades. A agenda começa na próxima terça-feira (11) com a seguinte programação: Uruguaiana/São Borja (dias 11, 12 e 13), Paranaguá/Itajaí (dias 13 e 14), Santos (dias 11 e 12), Ponta Porã (dias 12 e 13), Mundo Novo e Guaíra (dias 12 e 13), Pacaraima/Boa Vista (dias 11 e 12), Rio Branco/Epitaciolândia (dias 11 e 12) e Macapá (data a confirmar).

As reuniões com setores estratégicos da Receita Federal, como Coordenação-Geral de Tributação (Cosit), Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros (Cetad), Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), Fiscalização e Delegacias de Julgamento (DRJ), também serão retomadas. Outra estratégia é fortalecer o trabalho parlamentar, já realizado pela Direção Nacional, com a presença de integrantes dos comandos de mobilização. O objetivo é garantir apoio dos congressistas à greve da categoria e intensificar a pressão sobre governo pelo reajuste do vencimento básico.

FONTE: Sindifisco Nacional
Greve: caravanas às unidades aduaneiras recomeçam na próxima terça-feira (11)  – Sindifisco Nacional

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Porto seco entre SC e Argentina tem movimento recorde de caminhões

Movimento de caminhões cresceu 47,4% em 2024, com certo equilíbrio entre importações e exportações

Um dos fatos novos positivos da logística em Santa Catarina é o movimento recorde de caminhões no porto seco de Dionísio Cerqueira, na divisa entre Santa Catarina e a Argentina. Em 2024, passaram pelo terminal 23.014 de caminhões, 47,4% mais do que no ano anterior. A alfândega sob concessão da Multilog recebeu 12.744 veículos no regime de importação e 10.270 veículos no regime de exportação.

O que mais impactou essa expansão foi a exigência, do governo do Estado, de que 20% das cargas com incentivo fiscal catarinense que entram por terra têm que passar por Dionísio Cerqueira, divisa de SC com a Argentina.

Para o empresário do setor de comércio exterior, Marcelo Pibernat, dá uma média de mais de 60 caminhões por dia, o que é um bom começo para a nova alfândega de Dionísio Cerqueira.

Os 23 mil caminhões representam cerca de 6% do fluxo terrestre do Brasil e Argentina, observou o empresário em webinar da Federação das Indústrias de SC (Fiesc) há poucos dias. A expectativa é de que esse movimento cresça com as medidas mais liberais de negócios adotadas pelo novo governo da Argentina.

A qualidade dos serviços alfandegários da concessionária privada que assumiu em 7 de dezembro de 2023 o porto seco de Dionísio Cerqueira também influíram. No começo das operações foi necessária uma adaptação, mas agora o comércio flui melhor.

Pela divisa de SC com a Argentina pelo porto de Dionísio Cerqueira também passa uma parte dos turistas que visitam Santa Catarina por terra, com automóvel próprio.

A Multilog, que é um dos principais grupos de logística para portos secos Brasil, também registrou movimento crescente nos portos das divisas do Rio Grande do Sul com a Argentina em Uruguaiana, Jaguarão e Santana do Livramento; e com o Paraná em Foz do Iguaçu.

Em Jaguarão, foram 33.653 veículos, 1,2% mais do que no ano anterior. Em Foz do Iguaçu, foram 196.599 caminhões, 11,6% mais do que no ano anterior. Em Uruguaiana, o movimento de 2024 alcançou 134.511 caminhões, 2,6% mais; e Santana do Livramento chegaram 12.823 veículos, 13,2% mais do que no ano anterior.

FONTE: Portal tri
Porto seco entre SC e Argentina tem movimento recorde de cam

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ELAS EXPORTAM Formação do Banco de Mentoras para o Programa Elas Exportam | 4ª e 5ª edições

As mulheres transformam o mundo e aquelas que têm experiência em comércio internacional podem compartilhar conhecimento, inspirar outras empreendedoras e transformar trajetórias!

Quer ajudar nessa transformação? Vem com a gente ser mentora! O hashtag#ElasExportam do MDIC e da ApexBrasil agora tem formação de Banco de Mentoras.

Se você tem experiência em exportações e quer participar, como a Lívia Baral, como a Lívia Baral, diretora de exportações da Dikoko e mentora da 3ª edição do Elas Exportam fez, pode se inscrever até 10 de março para a quarta edição ou ao longo do ano para fazer parte da quinta edição e inspirar e guiar outras mulheres empreendedoras!

💡 Banco de Mentoras 2025
As inscrições para o Banco de Mentoras ficarão abertas para inscrições ao longo do ano e as mentoras poderão ser acionadas no início das 4ª e 5ª edições do programa.

As 50 mentoras mais bem classificadas serão selecionadas para cada edição, garantindo mais tempo para preparação e menos burocracia.

🤝 Por que participar?
✅Para impactar diretamente o crescimento de outras mulheres
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🌟 Inscreva-se: https://lnkd.in/dhxWpDik e faça parte de uma comunidade poderosa que transforma sonhos em realidade!

FONTE: Apex Brasil
Formação do Banco de Mentoras para o Programa Elas Exportam | 4ª e 5ª edições

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Chinesa investe R$ 2,84 bi e abre em março novo terminal em Santos

A gigante chinesa de comércio agrícola Cofco inicia a operação, no final de março, do que descreve como o maior porto dentro do porto de Santos.

O terminal consumiu R$ 1,64 bilhão em investimento direto e outro R$ 1,2 bilhão para a compra de 979 vagões e 23 locomotivas, segundo a empresa. É parte de um programa estratégico chinês proposto há três décadas e iniciado oficialmente em 2007, para inversões em agricultura pelo mundo –Agriculture Going Global, em inglês. Foi precursor da Iniciativa Cinturão, hoje mais conhecida.

Quando o porto estiver concluído integralmente, até o final deste ano, a Cofco projeta operar 14 milhões de toneladas anuais, sobretudo soja, milho e açúcar. Para 2025, deve ficar em 8 milhões de toneladas, 5,5 milhões de soja e milho, 2,5 milhões de açúcar. Será o maior terminal de exportação da Cofco International, que atua em 36 países, e “o maior porto em movimentação dinâmica de Santos”, segundo o CEO da empresa para o Brasil, Luiz Noto. Vai “concentrar as operações de todas as cargas da companhia”.

De acordo com o vice-presidente da Cofco International, Yunchao Wang, em entrevista no ano passado, é em Santos que se concentra sua atenção, não na alternativa recém-inaugurada do megaporto chinês de Chanqay, no Peru.

Questionado sobre os riscos geopolíticos recentes no Canal do Panamá, outra rota até a China, Noto respondeu que os navios do novo terminal santista vão passar pelo Cabo da Boa Esperança, na África.

O objetivo expresso do programa estratégico chinês, desde o princípio, é segurança alimentar, ou seja, garantir fontes estáveis de produtos agrícolas no exterior, dados os limites das terras aráveis na própria China.

Empresas encabeçadas pela Cofco investiram do Laos ao Uzbequistão e à Ucrânia, tanto em logística como em produção, pesquisa e desenvolvimento. No Brasil, registra Noto, a companhia vai de armazéns e indústria de esmagamento no Centro-Oeste a quatro usinas de açúcar no interior paulista.

Em Santos, a concessão do novo terminal de 98 mil metros quadrados foi obtida em licitação há três anos, para se estender por pelo menos um quarto de século. Outros investimentos projetados abrangem automatizar o transporte dentro do porto, inclusive trens, a exemplo do que acontece com os chineses e o peruano Chanqay.

Com o tempo, ele servirá a outras empresas do setor, não só à Cofco. De acordo com Noto, “o Brasil é fundamental nas operações globais da Cofco, um ‘hub’ agrícola essencial para o nosso negócio”.

Um estudo sobre segurança alimentar da Universidade Renmin, de Pequim, publicado em 2023, defendeu “encorajar” ainda mais a Cofco a participar diretamente do comércio de commodities agrícolas, inclusive mercado futuro –citando os efeitos negativos da Guerra na Ucrânia, com redução no fornecimento. Instalada no Brasil desde fevereiro de 2014, quando comprou o controle da holandesa Nidera, a Cofco International cresceu através de aquisições e acordos com produtores locais e agora dois terços de seus 11 mil funcionários estão no país. Até 2022, ela não aparecia na lista das mil maiores empresas brasileiras, do jornal Valor/Serasa/FGV. Em 2024, já era a 14ª.

Questionado sobre ações para subir ainda mais no ranking, Noto respondeu que “a busca por novos negócios está no DNA da companhia, sempre atenta às movimentações do mercado”, sem detalhar.

No país e pelo mundo, as maiores concorrentes da Cofco são as ‘traders’ americanas Cargill e Bunge. E a sua busca por diferenciação no mercado é ambiental, em linha com as prioridades de Pequim na última década. Por exemplo, segundo o CEO no Brasil, o investimento anunciado agora em ativos ferroviários “possibilita o crescimento da Cofco de forma sustentável, reforçando o compromisso de investir no agronegócio brasileiro atrelado à estratégia de reduzir emissões”.

A abertura do novo terminal terá como primeiro embarque, para a China, 1,5 milhões de toneladas de soja certificada como livre de desmatamento.

FONTE: Jornal Brasília
Chinesa investe R$ 2,84 bi e abre em março novo terminal em Santos | Jornal de Brasília

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Receita Federal amplia atuação da Aduana no enfrentamento ao crime organizado

Em coletiva, órgão apresentou resultados que refletem medidas de proteção do mercado nacional, do consumidor e da segurança pública

A Receita Federal está se posicionando cada vez mais como um órgão atuante na segurança pública brasileira, adotando medidas de aduana para o enfrentamento ao crime organizado. Esse posicionamento vem tendo impacto sobre o número de apreensões de mercadorias que são fruto de contrabando e descaminho, como cigarros e outros artigos eletrônicos, além de combustíveis e drogas.

O secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, disse que, quando se fala da Receita Federal, logo se pensa em Imposto de Renda e arrecadação de tributos, passando despercebido da população que a RFB abrange também a Aduana Brasileira.

“Se a função principal da Aduana é a facilitação do comércio internacional, ela naturalmente acaba trabalhando diretamente nisso, na proteção do mercado nacional, na proteção do consumidor brasileiro e na segurança pública, porque infelizmente é por meio de transações internacionais que o crime organizado, muitas vezes, se financia aqui no Brasil”, comentou o secretário, na quinta-feira (27/2), durante coletiva para apresentar o Balanço de Apreensões realizadas em 2024 e as principais medidas da Aduana no enfrentamento ao crime organizado.

Combustíveis e cigarros

O balanço mostra que, somente em 2024, um montante de R$ 5  bilhões em combustíveis retidos pela fiscalização entraram no mercado mediante ações judiciais. Para o subsecretário de Administração Aduaneira da RFB, Fabiano Coelho, os combustíveis ilustram bem a importância da articulação entre os órgãos públicos envolvidos nesses casos, porque existe uma forte pressão do segmento econômico para a utilização desses produtos.

“Todos nós utilizamos isso, todos os dias, e a indústria também. Então, é uma forte pressão para que haja a liberação, porque a cadeia logística precisa dar vazão, não só para o consumo, como não existe capacidade de consumo e armazenagem. Então, geralmente, as liberações judiciais são concedidas em função dessa urgência, dessa necessidade, sem análise do mérito”, afirmou. Ele salientou que o setor está sobrecarregado de irregularidades que precisam ser combatidas, não só pela Receita Federal, mas também por outros órgãos públicos com competência na área.

Já quanto à apreensão de mercadorias fruto do contrabando e descaminho, a Receita Federal registrou o montante de R$ 3,76 bilhões de reais, em 2024, com uma média superior a R$ 3,5 bilhões em volume de apreensões nos últimos anos.

O carro-chefe é o cigarro. Só o cigarro comum tem uma média, desde 2020, de R$ 1 bilhão anual em valor de mercado apreendido. A Receita nota a conexão desse crime com milícias privadas, que formam quadrilhas para tomar conta dessas rotas.

As apreensões de cigarros eletrônicos saltaram de R$ 61,8 milhões em 2023 para R$ R$ 179,4 milhões no ano passado, graças a ações para evitar a continuidade desse ilícito e a busca de integrações para a derrubada de sites, cassação da licenças e outras medidas que fortaleçam o combate ao contrabando desses itens.

Contrabando e tráfico

O secretário Barreirinhas contou ter acompanhado pessoalmente uma operação de repressão ao contrabando de cigarros eletrônicos, em São Paulo, com a notificação do responsável de que contrabando e descaminho é crime, inclusive com pena maior do que a de furto no Brasil. “No dia seguinte, eu passei no estabelecimento e estava tudo lá de volta. Por quê? Porque é uma sensação de impunidade”, lamentou.

Para evitar esse tipo de situação, a Receita publicou duas Instruções Normativas inovadoras. Uma delas prevê a suspensão cautelar dos CNPJs de estabelecimentos pegos com produtos contrabandeados. Outra proíbe o uso dos portos brasileiros para o trânsito de cigarros eletrônicos. Além disso, com a suspensão do CNPJs, o órgão vai informar aos municípios – que têm a competência em relação aos alvarás de funcionamento – para suspender a licença dos estabelecimentos.

Sobre artigos eletrônicos, em 2024, a Receita Federal registrou o montante de R$ 920 milhões em mercadorias apreendidas. De acordo com o coordenador-geral de Combate ao Contrabando e Descaminho, Raphael Eugênio de Souza, foi o melhor resultado do histórico de apreensões desses itens pelo órgão federal, inclusive, passando pela primeira o volume de cigarros, o que pode ser explicado pelo consumo maior de cigarros eletrônicos.

Nas operações contra o tráfico de drogas, no ano passado, a Receita Federal também bateu um recorde em quantidade de apreensões, chegando próximo a 70 toneladas, com leve alta em relação ao recorde anterior, que foi de 2020.

Maior repercussão penal

Segundo a Subsecretaria de Administração Aduaneira, além das medidas envolvendo o CNPJ de empresas envolvidas em contrabando, a alteração da Portaria 1750/2018 terá outros impactos na repercussão penal.

Um deles é fortalecer os elementos que compõem as representações mais relevantes, contribuindo ainda mais com a atuação do Ministério Público Federal (MPF). A ideia é que a fiscalização possa fornecer todos os elementos de prova para que o MPF ofereça denúncia de uma forma mais embasada.

Também será possível ampliar a efetividade, a partir da representação de crimes praticados em conjunto com o contrabando e descaminho. Nesse caso, se durante uma fiscalização se observar a prática de outros crimes, a alteração na lei permite fornecer esses elementos para o MPF oferecer a denúncia de uma forma mais completa. “A intenção agora é que todas essas informações já sejam enviadas desde o início da representação, o que vai acelerar e dar maior abrangência ao processo”, explicou o delegado da Alfândega de Guarulhos, Mário de Marco, durante a coletiva.

Por fim, a Receita busca melhorar a publicidade das informações, para que a sociedade acompanhe os crimes representados com mais precisão. “Vamos ampliar a transparência ativa. Hoje, a Receita Federal já divulga as representações criminais na internet, mas de uma maneira não tão fácil de ser acessada. Nós faremos uma listagem dos contrabandistas pegos pela Receita Federal e das representações feitas, detalhando o volume apreendido e os valores apreendidos, anunciou o secretário Robinson Barreirinhas.


Confira a coletiva da Receita Federal para apresentar o balanço das apreensões realizadas em 2024 e das medidas contra o crime organizado

FONTE: MF.gov
Receita Federal amplia atuação da Aduana no enfrentamento ao crime organizado — Ministério da Fazenda

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Grupo liderado por BlackRock comprará portos no Canal do Panamá, alvo de Trump

Um grupo de investimentos liderado pela BlackRock, uma gestora americana de ativos, concordou em comprar dois portos no Panamá que são de propriedade de uma empresa de Hong Kong e que se tornaram alvo de tensões entre o Panamá e o governo Trump.

A BlackRock comprará os portos, que ficam em cada extremidade do Canal do Panamá, e mais de 40 outros do conglomerado de Hong Kong CK Hutchison por cerca de US$ 19 bilhões (R$ 112 bilhões).

As conversas entre o consórcio liderado pela BlackRock e executivos da CK Hutchinson, de propriedade da família Li, uma das mais ricas da Ásia, começaram há algumas semanas, de acordo com uma pessoa familiarizada com as discussões.

Navio cruza o Canal do Panamá, alvo de críticas por Donald Trump, que quer retomar empreendimento Foto: Federico Rios/NYT

A família Li acreditava estar sob pressão política para sair do negócio de portos, particularmente de suas participações no Canal do Panamá, disse a pessoa. O presidente Trump tem sugerido, sem evidências, que os chineses estão influenciando a operação do canal por meio dos portos de propriedade da CK Hutchison.

O Canal do Panamá fornece um atalho crucial, conectando os oceanos Pacífico e Atlântico, para navios viajando entre a Ásia e os Estados Unidos. Os navios não precisam parar nos portos do Panamá para atravessar o canal.

Trump disse frequentemente que quer que os Estados Unidos retomem o controle da hidrovia, que cedeu ao Panamá em 2000.

A CK Hutchison opera os Portos de Balboa e Cristóbal desde 1997, quando o Panamá concedeu à empresa uma concessão de 25 anos. A concessão foi renovada por mais 25 anos em 2021.

Nos últimos dias, executivos da BlackRock, incluindo Laurence D. Fink, seu executivo-chefe, e um membro do conselho, Adebayo Ogunlesi, informaram Trump, o Secretário do Tesouro Scott Bessent, o Secretário de Estado Marco Rubio e outros sobre os detelhes do negócio, de acordo com duas pessoas envolvidas no acordo. O governo apoiou o acordo, acrescentaram.

A família Li também buscou especificamente um comprador americano, disse uma das pessoas informadas sobre as discussões. Houve três outras propostas para o negócio, disse outra pessoa familiarizada com o negócio.

Frank Sixt, codiretor administrativo da CK Hutchison, disse em um comunicado que o acordo era “puramente comercial por natureza e totalmente independente de notícias políticas recentes sobre os portos do Panamá”.

Este é o maior acordo de infraestrutura da BlackRock já feito. A operação está sendo feita por meio de um fundo administrado pela Global Infrastructure Partners, uma empresa de infraestrutura que ela comprou no ano passado, e com a Terminal Investment Limited, que opera portos atendidos pela maior empresa de transporte marítimo do mundo, a Mediterranean Shipping.

“Esses portos de classe mundial facilitam o crescimento global”, disse Fink em uma declaração sobre o acordo.

O acordo se soma ao portfólio de portos da Terminal Investment Limited na Europa e América Latina e, além de operar portos no Canal do Panamá, os compradores estavam particularmente interessados ??nos portos da CK Hutchison na Ásia.

A CK Hutchison faz parte do conglomerado fundado por Li Ka-shing, que foi o homem mais rico de Hong Kong em um ponto. Li se aposentou em 2018 e entregou o controle ao seu filho Victor Li. Os portos são apenas uma parte do conglomerado mais amplo que inclui redes de varejo, redes de telecomunicações e empresas de energia.

Trump também criticou as taxas que o Canal do Panamá cobra das empresas de navegação cada vez que elas passam por lá. As taxas aumentaram nos últimos anos, mas a agência panamenha que administra o canal disse que secas, investimentos em melhorias e a grande demanda estão entre os motivos dos aumentos.

A concessão de portos outorgada à CK Hutchinson em 2021 recentemente foi alvo de uma contestação legal no Panamá, que alegou que a concessão era inconstitucional. Norman Castro, um dos dois advogados que apresentaram a contestação, disse em um e-mail que a equipe jurídica estava agindo em caráter pessoal.

FONTE: Estadão
Grupo liderado por BlackRock comprará portos no Canal do Panamá, alvo de Trump – Estadão

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Exportação de café sofre com entraves nos portos brasileiros.

Diretor técnico do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil cobra investimentos para evitar colapso logístico e estima prejuízo de mais de R$ 57 milhões.

A infraestrutura portuária do Brasil não tem acompanhado o ritmo crescente das exportações de café, expondo gargalos logísticos que impactam diretamente o setor. Em 2024, o país embarcou um volume recorde de 50,5 milhões de sacas, mas os entraves logísticos resultaram em atrasos e custos adicionais para os exportadores. “Se não houver celeridade nos projetos, os problemas persistirão”, disse Eduardo Heron, diretor técnico do Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil), em entrevista ao Poder360.

Segundo Heron, até dezembro de 2024, cerca de 1,8 milhão de sacas de café estavam paradas nos portos aguardando embarque, o equivalente a 5.300 contêineres retidos. Essa demora gerou um prejuízo acumulado de R$ 57 milhões ao setor exportador apenas nos últimos 8 meses.

“O Brasil está perdendo eficiência e competitividade. O setor agropecuário tem batido recordes de exportação, mas os investimentos em infraestrutura não acompanham esse crescimento”, afirmou. Os principais problemas são a falta de estrutura nos portos e a pouca disponibilidade de horários para embarque, o que leva os exportadores a pagar mais por armazenamento e taxas extras.

De acordo com Heron, o Porto de Santos, principal corredor logístico do café brasileiro, precisa urgentemente de ampliação e modernização para atender a demanda crescente. “Projetos como a concessão do STS-10 [terminal de contêineres] e a ampliação do canal de acesso são fundamentais, mas estão andando a passos lentos”, disse.

Assista (29min48s):

 

A situação se agrava com a proximidade da nova safra, que deve aumentar ainda mais o volume de café a ser exportado. Para Heron, o 1º semestre de 2025 pode passar a falsa impressão de normalização devido ao menor volume de embarques no período de entressafra, mas os problemas estruturais devem se intensificar no segundo semestre.

“A partir de julho, quando a safra entra no pico, a pressão sobre os portos será ainda maior. Se nada for feito agora, podemos enfrentar novos colapsos logísticos”, alertou. 

Além da infraestrutura portuária, os problemas logísticos se estendem às rodovias e ferrovias, que também carecem de investimentos para garantir um escoamento mais eficiente.

Atualmente, cerca de 15 mil a 20 mil caminhões circulam diariamente em direção ao Porto de Santos, evidenciando a necessidade de alternativas como o modal ferroviário e hidroviário para reduzir a pressão sobre o sistema rodoviário. “O Brasil tem um potencial gigantesco na cafeicultura, mas os gargalos logísticos precisam ser resolvidos para que o país mantenha sua liderança global”, disse.

FONTE: Poder360
Exportação de café sofre com entraves nos portos brasileiros

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Deputado propõe nova regulamentação para Sistema Portuário Brasileiro

Entre as mudanças, o licenciamento ambiental integrado e a livre negociação das tarifas portuárias

Um Projeto de Lei (PL) apresentado nesta sexta-feira (28) pelo deputado federal Leur Lomanto Júnior (União/BA) pretende mudar o Sistema Portuário Brasileiro. Entre as principais mudanças, está o licenciamento ambiental único e a livre precificação dos serviços portuários. O projeto também pretende desburocratizar os processos de privatização dos portos brasileiros.

O PL define os atores do setor portuário, incluindo a União, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), autoridades portuárias, operadores portuários, terminais e sindicatos. A regulação baseia-se em princípios como segurança jurídica, livre concorrência, intervenção mínima do Estado, inovação tecnológica, preservação ambiental e integração porto-cidade.

Para ser aprovado, o projeto tem um longo caminho. Além de ser apresentado, ele precisa, se aprovado em plenário, passar por comissões. Como trata-se de mudança de Lei, é necessário ser aprovado também na Comissão de Constituição de Justiça (CCJ). Além de nova votação na Câmara, Senado e, por fim, ir à Sanção Presidencial.

De acordo com o texto, cada órgão ficaria responsável, da seguinte forma, pela organização portuária:

União: Responsável por planejar e estabelecer políticas públicas para o setor, concedendo outorgas e definindo estratégias de desenvolvimento.

Antaq: Atua na regulação, fiscalização e outorga de concessões e autorizações para exploração portuária.

Autoridade Portuária: Responsável pela gestão dos portos públicos, administração de terminais e regulação de operações.

Conselho de Autoridade Portuária (CAP): Órgão consultivo que participa das decisões sobre planejamento e infraestrutura portuária.

Autoridade Aduaneira: Responsável pela fiscalização e controle de mercadorias e tributos nos portos.

Operadores Portuários: Empresas qualificadas para realizar movimentação e armazenagem de cargas.

Agentes Marítimos: Representam armadores e transportadores nos portos.

Fornecedores de Bens e Serviços a Navios: Empresas responsáveis pelo abastecimento e serviços aos navios.

Câmara de Autorregulação: Criada para mediar conflitos e regulamentar relações no setor.

Exploração e licenciamento

Segundo o texto, a exploração dos portos pode ocorrer de forma direta pela União ou indiretamente por meio de concessão, arrendamento e autorização. 

Uma das principais mudanças é com relação ao licenciamento ambiental dos portos públicos, que seria integrado, dispensando licenças individuais para terminais dentro de suas poligonais.

A precificação dos serviços portuários será livre, desde que respeitadas normas concorrenciais. Além disso, o texto prevê a implantação da Janela Única Aquaviária (Maritime Single Window – MSW), sistema para integrar informações logísticas e otimizar processos portuários.

Licenciamento Ambiental Integrado

Os portos públicos terão um licenciamento ambiental único, o que significa que terminais localizados dentro dessas áreas não precisarão de licenças individuais.

Atualmente, os portos brasileiros precisam seguir um processo de licenciamento ambiental conduzido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) ou pelos órgãos ambientais estaduais e municipais, dependendo do caso. O licenciamento ocorre em três fases principais:

Licença Prévia (LP), que avalia a viabilidade ambiental do porto antes do início do projeto; Licença de Instalação (LI), que autoriza a construção do porto ou terminal portuário; e Licença de Operação (LO), que permite que o porto comece a operar, após a verificação do cumprimento das exigências ambientais.

Tarifas integradas

As tarifas praticadas pelos operadores portuários poderão ser negociadas livremente, sem interferência governamental direta, desde que respeitadas as normas de concorrência. Isso favorece um ambiente mais competitivo e transparente no setor.

Atualmente, a precificação dos serviços portuários no Brasil segue um modelo regulado, onde os preços são estabelecidos ou supervisionados pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq). As regras variam dependendo do tipo de porto e serviço.

Em Portos Públicos, as autoridades portuárias estabelecem as tarifas para uso da infraestrutura, como atracação, armazenagem e movimentação de cargas. Essas tarifas devem ser previamente aprovadas pela Antaq, garantindo que não haja abusos de preços.

Nos Terminais Privados, os preços são definidos livremente pelos operadores, sem necessidade de aprovação prévia da Antaq, mas devem seguir regras de concorrência justa.

Em Operadores Portuários, as empresas que movimentam cargas dentro dos portos públicos podem negociar valores livremente, mas precisam seguir normas regulatórias e não podem praticar preços abusivos.

Por fim, o Maritime Single Window (MSW) é um sistema que centraliza e digitaliza a troca de informações logísticas entre os diferentes agentes do setor. Essa iniciativa busca reduzir a burocracia e agilizar os processos portuários, permitindo maior integração e eficiência na gestão das operações.

FONTE: Portal be News
Deputado propõe nova regulamentação para Sistema Portuário Brasileiro | BE News

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Facção declara guerra a provedores de internet e ação afeta Porto do Pecém

Empresas tem equipamentos danificados e fornecimento interrompido.

Após sofrer intimidações e ataques a equipamentos instalados em postes no distrito do Pecém, em São Gonçalo do Amarante, empresas provedoras de internet estão impossibilitadas de operar na região. Uma organização criminosa que atua na localidade, está exigindo R$ 20 por ponto de internet instalado no Pecém. Sem ceder às chantagens, as operadoras passaram a ser atacadas em seus equipamentos. Caixas de distribuição de rede instaladas no alto dos postes foram destruídas ou parcialmente danificadas.

Ao portal CN7, uma fonte que não quis ser identificada, informou que a interferência do crime organizado no setor teria afetado as operações no Complexo Portuário do Pecém, na manhã desta quinta-feira (27). As empresas que atuam na área de exportação estariam impossibilitadas de emitir notas fiscais pela ausência de sinal de internet. Clientes também estão sendo impedidos de contratar os serviços, sob pena de terem os imóveis incendiados. Nenhum provedor conseguiu operar, comprometendo as exportações. Representantes das empresas denunciaram o caso às autoridades.

Em Fortaleza, as principais fornecedoras de internet estão sofrendo com a violência promovida pelas organizações criminosas. Somente em 2025, dois veículos prestadores de serviço no Grande Pirambu foram incendiados. Um terceiro carro, que também seria queimado, foi resgatado pela polícia que apreendeu coquetéis Molotov, que seriam usados no ataque. As ações do crime organizado buscam controlar o serviço de internet na região.

Fonte: Cn7
Facção declara guerra a provedores de internet e ação afeta Porto do Pecém – Cn7 – Sem medo da notícia

 

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