Portos

Integração estratégica: Porto de Imbituba recebe comitiva da FIESC

No dia 1º de julho, o Porto de Imbituba recebeu a visita institucional da comitiva da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC). O grupo foi liderado pelo Presidente da entidade, Mario Cezar de Aguiar, e contou com a presença de outros diretores e convidados. A Autoridade Portuária foi representada pelo diretor-presidente do Porto de Imbituba, Christiano Lopes.

A programação teve início com uma apresentação institucional, na qual foram detalhados o funcionamento e os projetos da Autoridade Portuária. Na sequência, os visitantes realizaram uma visita guiada ao cais, onde puderam acompanhar, in loco, as operações portuárias em andamento.

“Receber a comitiva da FIESC é uma grande honra para o Porto de Imbituba. Esta visita marca uma importante aproximação entre o setor portuário e a indústria catarinense, reforçando nosso compromisso com o desenvolvimento integrado e sustentável do estado”, destacou Christiano Lopes.

“É uma alegria estar no Porto de Imbituba. Santa Catarina tem a vantagem de contar com cinco portos, o que nos torna o segundo estado em movimentação de contêineres no país”, destaca Mario Cezar de Aguiar, presidente da FIESC.

“As cidades portuárias, como Imbituba, crescem acima da média, mostrando que o porto é um verdadeiro motor de desenvolvimento regional. Com a conclusão da BR-285, o Sul terá ainda mais potencial logístico. Parabéns à gestão do porto. A FIESC segue ao lado de iniciativas que fortalecem nossa indústria e economia”, completa Aguiar.

A visita reforça o papel estratégico do Porto de Imbituba como elo entre a produção industrial de Santa Catarina e os mercados nacionais e internacionais.

Fonte: Porto de Imbituba

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Evento, Portos

Portonave e Instituto Portonave são reconhecidos no Prêmio Empresa Cidadã da ADVB/SC

Programa de qualificação para jovens e as iniciativas para redução de Gases de Efeito Estufa (GEE) foram os destaques da Companhia na premiação

Comprometidos com a transformação social e o desenvolvimento sustentável, o Terminal Portuário e o Instituto Portonave – entidade sem fins lucrativos que tem a empresa como mantenedora – foram homenageados no Prêmio Empresa Cidadã, realizado pela Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil em Santa Catarina (ADVB/SC). A cerimônia ocorreu nesta terça-feira (1° de julho), na Sociedade Cultura Artística (SCAR), em Jaraguá do Sul. O Instituto Portonave foi premiado na categoria ONGs e Associações com o programa “Embarca Aí”, voltado à qualificação profissional de jovens de Navegantes. A iniciativa, desenvolvida em parceria com o Instituto Crescer, oferece uma visão ampla do mercado de trabalho, das atividades portuárias e do setor logístico.

Lançado no ano passado, o programa formou 66 estudantes do 2° ano do ensino médio de escolas estaduais, dos quais 31 foram selecionados para o Programa Jovem Aprendiz da Portonave. A segunda edição está em andamento, com a formação de 50 alunos prevista para ocorrer até novembro deste ano. As aulas são realizadas no contraturno escolar, de segunda a quinta-feira e, ao final de cada mês, os estudantes têm a oportunidade de aprender diretamente com profissionais do Terminal Portuário.

Para Paulo Leonardo Horocoski dos Santos, Coordenador do programa pelo Instituto Crescer, a parceria reafirma o compromisso com uma educação transformadora e com a construção de oportunidades mais justas para as novas gerações. “O projeto oferece aos participantes a chance de acessar novas realidades e ampliar suas perspectivas de futuro — algo que, para muitos, antes parecia distante”, destaca.

Durante o evento, alunos do programa também marcaram presença. Antonela dos Santos, da Escola Estadual Prof.ª Júlia Miranda de Souza, comenta que foi um privilégio ter participado: “Acredito ser de suma importância essas oportunidades. Foi muito gratificante representar o Embarca Aí e compartilhar essa experiência com meus colegas. Também fomos muito bem recebidos pelos conselheiros da SCAR em nossa visita no local”, afirmou Antonela.

Já o estudante Leonardo Maciel ressaltou os aprendizados do programa: “Melhorei minha comunicação, postura e forma de pensar. O Embarca Aí tem um impacto enorme para quem busca um futuro promissor. Em nome dos alunos da Escola Estadual Prof.ª Daniela Pereira, agradecemos ao Instituto Portonave e ao Instituto Crescer. Não nos arrependemos de ter embarcado nesse navio.”

Investimentos em operações mais limpas

A Portonave também foi finalista na categoria Ambiental, pelos investimentos realizados para a redução das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE). Entre as ações reconhecidas estão a operação de equipamentos eletrificados e elétricos, o uso de placas fotovoltaicas e a aquisição de energia certificada para neutralização de emissões. De 2015 a 2024, o terminal reduziu em 63% as emissões de GEE, o equivalente a cerca de 79 mil toneladas de dióxido de carbono equivalente.

Atualmente, a Companhia investe R$ 439 milhões na aquisição de equipamentos 100% elétricos para movimentação de contêineres, como dois guindastes Ship-to-Shore (STS), 14 Rubber Tyred Gantry (RTG), um Reach Stacker e dois modernos scanners para vistorias. Juliano Adão, Gerente de Manutenção, comenta sobre os novos investimentos e o reconhecimento: “Na Portonave, buscamos constantemente inovar e contribuir para um setor portuário mais sustentável. Realizamos investimentos em infraestrutura para garantir operações eficientes e com menor impacto ambiental. Ser um dos finalistas da premiação nos demonstra que estamos no caminho certo.”

Sobre a ADVB/SC
A Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil em Santa Catarina (ADVB/SC) é uma entidade civil sem fins lucrativos que completa 41 anos neste ano. Promove cursos, conferências e seminários e, há 26 anos, realiza o Prêmio Empresa Cidadã, que reconhece iniciativas de responsabilidade empresarial. Neste ano, 57 cases foram inscritos, dos quais 21 foram selecionados por um comitê independente de jurados, nas categorias Ambiental, Social e Cultural, entre empresas de diversos portes, ONGs e associações.

Sobre a Portonave
A empresa está localizada em Navegantes, litoral Norte de Santa Catarina, e iniciou suas atividades em 2007 como primeiro terminal portuário privado do Brasil. Faz parte do grupo suíço Terminal Investment Limited (TiL) – que administra cerca de 70 terminais em cinco continentes. São 1,3 mil profissionais diretos e 5,5 mil indiretos. Segundo a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), foi o mais eficiente em produtividade de navio no ano de 2024. Além do destaque pela excelência operacional, a Companhia está comprometida com as práticas ESG (Meio Ambiente, Social e Governança) e desenvolve diversas ações e iniciativas voltadas aos aspectos ambientais e sociais.

Fotos: DIVULGAÇÃO
Fonte: ASSESSORIA DE IMPRENSA / PORTONAVE


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Internacional, Mercado Internacional, Portos

Chile atualizará regras portuárias para cargas a granel

O Chile implementará uma nova circular marítima com normas específicas para o manuseio seguro de graneis sólidos em seus portos.

A medida será baseada no Código IMSBC da Organização Marítima Internacional, que regula esse tipo de transporte.

O comandante Boris Abarza, chefe do Departamento de Prevenção de Riscos Marítimos da Direção do Território Marítimo (Dirsomar), confirmou a informação e explicou que a circular incluirá responsabilidades claras para os donos da carga, navios, portos e laboratórios responsáveis por analisar umidade e amostras.

Planos de emergência para incidentes com graneis no Chile

Um dos focos da nova norma será a inclusão de planos de emergência para incêndios em correias transportadoras de grãos. Esses planos respondem a incidentes registrados em 2023 e 2024 nos portos de Ventanas e Mejillones.

Além disso, será feito um esforço para integrar os protocolos à Lei de Desastres do Senapred. Abarza destacou que a meta é estabelecer um plano único e padronizado para enfrentar qualquer emergência relacionada a cargas.

Modificações no Decreto 618 e no Código IMDG

Paralelamente, será atualizado o Decreto 618, que trata do manuseio de cargas perigosas e explosivos nos portos chilenos. Também serão incorporadas modificações baseadas no Código IMDG, incluindo regras sobre tempo de permanência e retirada imediata de determinados tipos de carga.

A Dirsomar planeja avançar com essas regulamentações por meio de circulares marítimas enquanto tramita a formalização junto ao Ministério da Defesa. As medidas visam reforçar a segurança operacional e ambiental nos principais terminais marítimos do país.

Com essas mudanças, o Chile busca consolidar padrões internacionais na gestão portuária e se antecipar a riscos logísticos e de segurança.

Fonte: Todo Logística News

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Portos

Porto de Imbituba inicia temporada de monitoramento de cetáceos

SCPAR Porto de Imbituba deu início às atividades do Programa de Monitoramento de Cetáceos e nesta última semana de junho ocorreu o treinamento prático e teórico das equipes de campo para aprimoramento da atividade durante a temporada. A observação terrestre inicia no dia 1º de julho e segue até o dia 30 de novembro.

As equipes de campo irão realizar diariamente o monitoramento terrestre através de dois pontos de observação, que utilizam a metodologia de ponto fixo para fazer as avistagens dos grupos de baleias francas. Ao longo da temporada ainda serão realizados sobrevoos para verificar quantas baleias francas estão presentes no litoral sul de Santa Catarina, momento em que é feita a fotografia de cada mamífero e também observado os locais de maior concentração dos grupos.

As perspectivas são boas para este ano, já que o monitoramento terrestre ocorre em dois pontos: a equipe principal conta com três observadores com visão para a enseada do Porto de Imbituba e outra equipe com dois observadores fica na enseada da praia da Ribanceira. Além do acompanhamento por terra, estão previstos ainda a realização de três sobrevoos para censo e fotoidentificação ao longo de toda APA (Área de Proteção Ambiental) da Baleia Franca.

Ao longo da temporada, a SCPAR Porto de Imbituba também realizará o Procedimento Interno de Boas Práticas, que busca informar e conscientizar os comandantes e tripulações das embarcações sobre a possível presença destes mamíferos marinhos nas áreas de navegação. A ação é feita por meio de vídeo educativo em inglês, entrega de folhetos e cartazes nos navios para conscientização ambiental, além da emissão de avisos e alertas para cuidados redobrados, caso constatada a presença de baleias durante as manobras dos navios.

“A região costeira de Imbituba é o principal ponto de aproximação desses mamíferos marinhos, então é de extrema importância a realização do monitoramento para garantir a conservação e a segurança da espécie, concomitante com as operações portuárias”, afirma Christiano Lopes, diretor-presidente do Porto de Imbituba.

“As baleias francas foram caçadas durante séculos ao longo de toda a costa brasileira, chegando ao ponto de não ocorrer mais avistagem desses animais na costa catarinense por alguns anos. Atualmente podemos observar que a população destes mamíferos marinhos vem crescendo ano após ano”, destaca Paulo Márcio de Souza, gerente do departamento de saúde, segurança e meio ambiente do Porto de Imbituba.

“Imbituba foi a última armação baleeira a ser fechada no litoral catarinense e de certa forma temos uma dívida com esses magníficos animais, então o programa de monitoramento de cetáceos é uma forma de compensar também tudo o que foi feito no passado e é realizado com muito carinho e cuidado pelo porto de Imbituba”, completa Souza.

“O Programa de Monitoramento das Baleias Francas tem como objetivo principal o desenvolvimento das atividades portuárias de forma harmoniosa com o meio ambiente, respeitando o período reprodutivo dessa espécie tão especial em nossa região”, destaca Camila Amorim, Oceanógrafa da SCPAR Porto de Imbituba.

Fonte: Portal Portuário

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Portos

Brasil perde bilhões com portos saturados e navios defasados

O Brasil vem deixando de movimentar bilhões de dólares todos os anos em razão de um problema crônico: saturados, os portos nacionais não conseguem atender a demanda de mercadorias por problemas de infraestrutura, como modestos terminais de carga e a baixa profundidade dos canais, que impede o recebimento dos maiores navios do mundo e obriga o país a utilizar embarcações com cinco gerações de atraso.

O que aconteceu
São três as principais cargas movimentadas nos portos. Granéis sólidos (minérios e agrícola), líquidos (petróleo e derivados) e contêineres, usado para transportar produtos como eletrônicos, máquinas, veículos e roupas. Embora todas enfrentem problemas, a de contêineres beira o colapso.

Os navios brasileiros estão cinco gerações defasados. A capacidade deles é medida em TEU, que são os 6,1 metros de espaço de um contêiner com capacidade para 16 toneladas. Acontece que os canais dos portos brasileiros têm calado raso, e por isso não podem receber os maiores navios do mundo, com capacidade para 24 mil TEUs. No Brasil, os maiores carregam entre 10,5 mil a 13 mil TEUs, diz o Centro Nacional de Navegação Transatlântica (CentroNave). Só no ano passado um navio de 366 metros, de 14,4 mil TEUs, atracou por aqui.

Nenhum porto brasileiro consegue receber o gigante de 366 metros. Dos 17 portos com operação de contêiner, seis recebem a embarcação, mas com carga reduzida, já que nenhum deles tem calado mínimo de 16 metros, a profundidade necessária para que esse tipo de navio opere com o máximo de contêineres.

Embarcação de 11,5 mil TEUs navega com 18 mil toneladas a menos em porto com calado de 14,5 metros. É o caso de Santos, que recebe 1 milhão de toneladas a menos por ano.

Portos brasileiros no limite
Além do desembarque de navios menores, a capacidade dos portos está no limite. A previsão é que a demanda supere a capacidade operacional em 2028, quando, na média nacional, a demanda for de 15,2 milhões de TEUs e a capacidade operacional de 15,1 mi de TEUs, prevê a CentroNave.

O caos começa em 2037, quando a demanda também vai superar a capacidade instalada. Em 2047, a demanda de 42 mi de TEUs será quase o dobro da instalada (23,9).

No porto de Santos, o mais importante do Brasil, a capacidade operacional foi superada na pandemia. No ano que vem, a demanda também vai superar a capacidade instalada (5,5).

Os portos brasileiros estão defasados. “Há um descompasso entre o crescimento da demanda por logística eficiente e a capacidade de resposta da infraestrutura portuária brasileira”, diz o presidente do Conselho Federal de Engenharia (CFE), Vinicius Marinelli. “Isso nos coloca em desvantagem competitiva.”

Atrasos e cancelamentos
Essa superlotação reflete na ocupação dos “berços” portuários. O preenchimento das áreas onde os navios atracam ultrapassou a recomendação da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), de 65%, em nove dos 13 principais terminais de carga do país. “Em 2024, os navios demoraram 50 horas, em média, para entrar pelo canal de Santos e atracar. É uma tragédia, já estamos colapsados”, diz Souza, da CentroNave.

Em Santos, o governo Lula quer dobrar a capacidade dos terminais de contêiner. A aposta é no leilão do Terminal STS-10, em novembro, quando uma concessão permitirá a construção em uma área 621,9 m² e 1,3 km de cais. “Vamos fazer a dragagem, a concessão do canal de dragagem, mais R$ 5 bilhões de investimentos em 30 anos”, afirmou o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, em maio à EBC. Haverá “aumento em 50% da capacidade na movimentação de TEUs”, diz a Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) ao UOL.

De 2013 a 2022, foram realizados 41 leilões portuários e investimentos de R$ 6 bi. “Nos quatro anos do nosso governo, vamos realizar o equivalente a 60 leilões, um investimento de mais de R$ 30 bi”, disse o ministro. A Antaq diz que “estão previstos 20 arrendamentos [nos portos] para 2025 e 17 em 2026”.

A agência diz auxiliar na formulação e concessão de alguns canais. “A Antaq auxilia na formulação da concessão do canal de acesso aos portos de Paranaguá (PR) e Santos (SP), o que permitirá o aprofundamento da infraestrutura e o recebimento de navios maiores.” A agência também fiscaliza contratos de dragagem e de manutenção do calado dos canais de acessos.

Estão em andamento projetos que aumentam a capacidade dos terminais. Com isso, será possível acompanhar o aumento do volume de movimentação nos portos.Antaq, em nota

Terminais agrícolas
A capacidade dos terminais agrícolas nos portos também saturou. Eles estavam com 91% da capacidade para exportação em uso em 2024, acima do limite de segurança estimado em 85%, segundo a consultoria de infraestrutura Macroinfra. Em 2028, a capacidade instalada (cerca de 234 milhões de toneladas) será insuficiente para absorver a demanda de exportação, que chegará a 238,9 milhões.

O porto de Santos deve ganhar um respiro. O terminal para granéis vegetais (STS-11) foi arrematado por uma empresa chinesa em 2022. A Cofco pretende construir um terminal para aumentar a capacidade de 4,5 milhões para 14 milhões de toneladas por ano.

Com os terminais lotados, o tempo de espera para atracar também é longo. No porto de Santos, o tempo médio de carregamento agrícola passou de 10,5 dias, em fevereiro de 2024, para 17,5 dias no mesmo mês de 2025. Em Paranaguá (PR), esse tempo foi de 8,6 para 12,5 dias. “Tempo de espera que custa dinheiro”, diz Marcus Quintella, diretor da FGV Transportes, que lembra de outro problema crônico para o agronegócio: o escoamento da produção por rodovias.

Todo ano a agricultura perde 10% da safra da fazenda até os portos, diz a Companhia Nacional de Abastecimento. Esse percentual causou um prejuízo de R$ 56 bilhões só em 2022. Cerca de 54% da produção é escoada por caminhões, contra 45% em 2010, segundo o Grupo de Pesquisa em Logística da Escola Superior de Agricultura.

Essa dependência do modo rodoviário “é grave”. “Só 14% da malha rodoviária brasileira é pavimentada, e 67% é considerada péssima ou ruim. É caótico”, diz Quintella. “Tudo isso cria um custo logístico que pode chegar a até 15% do PIB.”

Só no ano passado o governo federal igualou investimentos em infraestrutura de transporte. Foram R$ 24 bi em 2024, o equivalente a 2% do PIB, como na média chinesa e americana. Em 2022, esse valor não passou de R$ 8 bi (0,6% do PIB).

Falta ferrovia e hidrovia para minérios
A exportação de minérios também enfrenta gargalos. Faltam estradas de ferro e hidrovias para escoar essa produção, os principais modais para esse tipo de comodity. “O Brasil tem 30 mil km de ferrovias, mas só 10 mil estão em operação”, diz o professor da FGV Transportes. “E as hidrovias são pouco exploradas.”

Especialistas esperam que as ferrovias em construção reduzam esse gargalo. São elas:

  • Ferrogrão: Ela promete substituir os caminhões da BR-163 ao ligar Sinop, em Mato Grosso, a um porto em Miritituba (PA). Da cidade paraense, a carga seguiria de navio para Ásia, África e Europa.
  • Ferrovia Norte-Sul: Em funcionamento, interliga as principais malhas ferroviárias das cinco regiões do Brasil, possibilitando a conexão entre as linhas que dão acesso aos principais portos e regiões produtoras.
  • Fiol (Ferrovia de Integração Oeste-Leste no Estado da Bahia): Prevista para entrar em operação em 2026, ligará Ilhéus, na Bahia, a Figueirópolis, no Tocantins, onde fará conexão com a Ferrovia Norte-Sul, dando acesso ao Centro-Oeste pela Fico (Ferrovia De Integração Centro-Oeste).
  • Fico: Vai levar a produção agrícola do Centro-Oeste à Norte-Sul, permitindo o escoamento até o Maranhão –pela conexão com a Estrada de Ferro Carajás– e Santos, pela Rumo Malha Paulista. Também poderá escoar por Ilhéus (BA) pela conexão com a Fiol a partir da Norte-Sul, na altura de Goiás. A malha atingiu 32% de sua execução no começo de 2025.
  • Ferronorte (Rumo): Ela já liga o Centro-Oeste ao porto de Santos pela Rumo, que também conecta ao Norte e Nordeste pela Norte-Sul. Com trechos inaugurados em 1998 e 2012, tem extensões adicionais em fase de construção e de estudo.

O governo Lula diz investir R$ 4 bilhões em logística para transportar por hidrovias. A principal aposta é a polêmica construção da hidrovia do Rio Paraguai, que corta o Pantanal. Em dezembro do ano passado, o governo aprovou o investimento em 400 balsas e 15 empurradores pra aumentar em 6 milhões de toneladas o escoamento de minérios de ferro e manganês na região.

O Brasil tem 12 mil km de hidrovias navegáveis, com potencial de 42 mil. “Um projeto como esse significa o fortalecimento dessa agenda hidroviária”, afirmou em novembro o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho.

O problema é que “essas novas ferrovias demoram para ficarem prontas”. A Norte-Sul levou 40 anos para chegar onde está. A Fico e Fiol estão longe de serem concluídas”, diz Quintella. “Se não mantém rodovias, como vai construir ferrovias?”

China investe em superporto no Peru
Enquanto o Brasil patina em infraestrutura, a China investe no Peru. Com 60% de verba chinesa, foi construído em apenas quatro anos a primeira parte do porto de Chancay, que pretende ser o mais importante da América do Sul.

Com um calado de 18 metros, poderá receber os maiores navios do mundo ainda este ano. O porto é equipado com IA chinesa e veículos autônomos circulam entre antenas de 5G espalhados por ele.

A China quer que o Brasil também use Chancay. Para isso, estuda bancar a ferrovia “bioceânica”, que conectaria o Rio de Janeiro à costa peruana. Se isso ocorrer, Chancay vai reduzir de até 60 para 23 dias as viagens do Brasil para a Ásia.

Em maio, membros do governo trataram do assunto. “Toda a carga produzida na área central do país seria escoada por essa infraestrutura ferroviária, até chegar ao porto de Chancay”, afirmou o secretário Nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro à CartaCapital.

Com infraestrutura moderna e eficiência logística, Chancay pode se tornar uma alternativa para rotas asiáticas, especialmente se nossas estruturas não acompanharem os avanços exigidos pelo mercado global. Vinicius Marinelli, do CFE.

Fonte: UOL

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Investimento, Portos

Porto de São Francisco do Sul comemora 70 anos com R$ 600 milhões em investimentos

O Porto de São Francisco do Sul completou 70 anos nesta terça-feira (01/07). Durante a cerimônia, o governador Jorginho Mello anunciou novas obras e reforçou o compromisso com o desenvolvimento dos portos catarinenses.

O evento reuniu cerca de 400 pessoas, entre colaboradores, autoridades e convidados. A tradicional Banda Guarani, patrimônio cultural da cidade, animou o público.

Anúncios de peso

No discurso, o governador destacou os avanços recentes. Além disso, revelou novos investimentos para fortalecer a infraestrutura portuária. Ao todo, serão mais R$ 41,5 milhões em obras:

Terceira faixa na BR-280: R$ 12,5 milhões
Recuperação do Berço 201: R$ 18 milhões
Sistema de despoeiramento do Corredor de Exportação: R$ 11 milhões

Enquanto isso, o novo Parque Tecnológico do Porto já foi entregue. A obra recebeu R$ 10 milhões em recursos próprios. Com isso, a modernização do terminal avança em ritmo acelerado.

Distribuição de lucros

Por outro lado, os avanços não se limitam à infraestrutura. Jorginho Mello anunciou o Programa de Participação nos Resultados (PPR). O programa prevê a divisão dos lucros entre todos os colaboradores — de forma igualitária, da diretoria ao servidor com menor salário.

“O Porto vai muito bem. Antes estava largado. Agora tem outra cara”, afirmou o governador, sob aplausos. Portanto, a gestão atual busca valorizar tanto os investimentos quanto as pessoas.

Porto em alta

Segundo o presidente do Porto, Cleverton Vieira, os últimos anos foram marcados por grandes conquistas. Ao fazer um balanço da gestão, ele afirmou que serão R$ 600 milhões em investimentos até o fim do mandato. São recursos públicos e privados que, segundo ele, “transformarão a história de São Francisco do Sul”.

Só em infraestrutura, o Porto já aplicou R$ 200 milhões nos últimos 30 meses. Além disso, a dragagem do canal de acesso à Baía da Babitonga receberá R$ 324 milhões.

Com isso, o terminal se prepara para operar com mais profundidade e eficiência.

Destaque nacional

Atualmente, o Porto de São Francisco está entre os 10 maiores do Brasil em movimentação de carga. Além disso, lidera em Santa Catarina. Segundo Vieira, o complexo responde por 60% do volume de cargas do Estado.

Por consequência, o terminal se tornou referência em gestão pública. É um dos poucos portos públicos certificados pelas normas ISO 9001 e 14001 — que garantem qualidade e responsabilidade ambiental.

“Somos o porto público que mais cresceu no Brasil nos últimos dois anos. Aumentamos em 35% a movimentação de cargas”, afirmou o presidente.

Presença do governo

Vieira também agradeceu o apoio do governador. Segundo ele, Jorginho Mello visitou o terminal três vezes em dois anos e meio. Antes, fazia mais de uma década que um governador não pisava no cais.

Um porto com história

Embora tenha sido oficialmente inaugurado em 1955, o Porto de São Francisco tem raízes muito mais antigas. Desde os tempos coloniais, o local já era utilizado para comércio, primeiro pelos povos indígenas e, depois, por colonizadores.

Ao longo das décadas, o complexo evoluiu, tornando-se um símbolo do desenvolvimento do Norte catarinense. Hoje, é referência mundial na exportação e importação de grãos, fertilizantes e produtos siderúrgicos.

Fonte: Correio SC

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Exportação, Portos

Com 44% da exportação nacional de frango, Porto de Paranaguá é o principal exportador de carnes brasileiras 

Mais de 1,2 milhão de toneladas de carnes de frango, bovina e suína foram embarcadas entre janeiro e maio deste ano 

A Portos do Paraná ampliou sua participação nas exportações brasileiras de proteína animal congelada, atingindo 35,1% do total nacional nos cinco primeiros meses de 2025. Com esse desempenho, o porto mantém o título de maior corredor exportador de carnes do Brasil. Entre janeiro e maio, foram embarcadas 1.280.167 toneladas com destino a países como China, Japão, Emirados Árabes e Arábia Saudita, entre outros. 

O volume representa um crescimento de 9,9% em relação ao mesmo período do ano passado, considerando as remessas de carnes de frango, bovina e suína.

O Brasil é o maior exportador mundial de carne de frango, com destaque para o Paraná, estado líder em produção. O Porto de Paranaguá concentra o maior terminal exportador de aves congeladas do planeta, responsável por 44,1% de toda a produção nacional enviada ao exterior — mais que o dobro da participação do Porto de Santos, que registrou 20,9%. Em 2024, Paranaguá respondeu por 48% das exportações brasileiras de aves de corte.

“Esses resultados são fruto de uma administração dedicada à execução inteligente das operações e a investimentos logísticos consistentes. É um trabalho construído com o apoio de toda a comunidade portuária. O aumento da profundidade do nosso canal, por exemplo, permite embarcar mais carga sem elevar os custos operacionais para quem exporta. É mais por menos”, destacou o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia.

De janeiro a maio deste ano, os embarques de aves congeladas aumentaram 2,5%, mesmo diante das restrições impostas por alguns países em razão de um caso isolado de gripe aviária no Rio Grande do Sul. Foram movimentadas 923.477 toneladas, ante 900.909 toneladas registradas no mesmo período de 2024.

Exportação de carne bovina cresce mais de 50% até maio

Paranaguá também se destaca nas exportações de carne bovina, com a segunda maior movimentação entre os terminais brasileiros. Até maio, houve um crescimento expressivo de 50,9% em relação ao ano anterior, passando de 183.570 toneladas para 276.969 toneladas.

“Somos a principal porta de saída para as carnes de frango, bovina e suína do Brasil. Isso comprova a eficiência dos portos do Paraná. Temos estrutura para diversos tipos de carga, e esses números evidenciam nosso papel como corredor logístico multipropósito. O que o Paraná e o Brasil produzirem, temos capacidade de exportar”, afirmou o diretor de Operações Portuárias, Gabriel Vieira.

Produção pecuária impulsiona desempenho

O Paraná lidera a produção nacional de proteína animal, com destaque para a carne de frango, responsável por 34,6% da produção brasileira no acumulado de janeiro a março de 2025, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Em relação à carne suína, o estado ocupa a segunda posição, com 21,9% do total nacional, no mesmo período. 

Já na pecuária bovina, embora com participação menor, o Paraná apresentou crescimento no primeiro trimestre: foram 354 mil cabeças abatidas entre janeiro e março, um acréscimo de 14,2 mil em relação ao mesmo período de 2024 — equivalente a 3,6% da produção nacional.

De acordo com a Secretaria Estadual da Agricultura do Paraná (SEAB), em 2024 o Paraná abateu mais de 2,2 bilhões de cabeças de frango, 12,4 milhões de cabeças de suínos, quase 629 mil bovinos e produziu mais de 180 mil toneladas de peixes.

Essa capacidade produtiva movimenta intensamente a cadeia industrial. O estado reúne uma das maiores estruturas do país dedicadas ao abate e ao processamento de carnes, com 557 empresas atuando no setor.

“Todo esse complexo produtivo requer um equipamento logístico marítimo eficiente que garanta a entrega com a maior precisão possível”, conclui Garcia.

Fonte: Portos do Paraná

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Logística, Portos

Inédita no país, concessão de dragagem terá edital publicado em julho

Operação do canal de acesso aos portos de Paranaguá e Antonina será privada; Antaq deve aprovar em 11 de julho e Ministério prevê disputa em leilão

O edital definitivo da primeira concessão de dragagem do país, que engloba todo o canal de acesso aquaviário aos portos de Paranaguá (PR) e Antonina (PR), deve ser publicado até o dia 15 de julho.

A informação foi dada pelo secretário nacional de Portos, Alex Ávila, em entrevista à CNN. O edital será analisado em reunião de diretoria da Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) no dia 11 de julho.

De acordo com Ávila, o Ministério de Portos e Aeroportos decidiu acatar todas as determinações e recomendações feitas pelo TCU (Tribunal de Contas da União).

Com base em conversas com empresas interessadas, o secretário aposta em pelo menos duas ofertas no certame.

“Nada indica que será leilão de uma [proposta] só. Acreditamos que haverá disputa”, diz Ávila.

O edital vai prever exigência de participação mínima de 15%, nos consórcios, de empresas especializadas em dragagem.

Para o secretário, o mais provável é que se formem consórcios entre empresas de dragagem e operadoras de terminais portuários no Paraná.

Na primeira categoria, ele afirma ter percebido o interessa da brasileira DTA Engenharia, da holandesa Van Oord e da belga Jan de Nul.

Com a publicação do edital, a tendência é realizar efetivamente o leilão entre o fim de agosto e o início de setembro. O ministério conversa com a B3, em São Paulo, sobre possíveis datas.

O segundo bloco de arrendamentos portuários de 2025, com pouco mais de R$ 1 bilhão de investimentos previstos, será oferecido no mesmo leilão.

O bloco contempla os terminais de granéis sólidos VCD29, em Vila do Conde (PA), e POA26, em Porto Alegre; o terminal de apoio logístico offshore RDJ07, no Rio de Janeiro; e o terminal de passageiros TMP, em Maceió.

Ineditismo

A concessão do canal de acesso aquaviário ao complexo portuário de Paranaguá e Antonina será a primeira do gênero no Brasil e na América Latina.

O complexo é o maior do país na movimentação de soja (grãos, farelo e óleo) e responde pela descarga de 33% dos fertilizantes importados pelo Brasil.

Também tem um dos maiores investimentos chineses no setor portuário brasileiro, com a China Merchants, que opera o Terminal de Contêineres de Paranaguá.

A intenção é agilizar uma série de obras e intervenções que costumam se arrastar por anos, em meio à dificuldade com órgãos de controle e recursos judiciais, quando realizadas pelo poder público.

A futura concessionária será responsável pela gestão do ativo por 25 anos e fará investimentos de R$ 1,2 bilhão.

O canal de acesso de um porto é a via pela qual as embarcações trafegam até atracar nos berços para carregar ou descarregar suas mercadorias.

Além da dragagem de manutenção, ela precisará fazer o aprofundamento do calado de 13,5 metros para 15,5 metros. Isso permitirá a chegada de navios maiores aos portos paranaenses.

A futura concessionária também executará investimentos e melhorias em sinalização, balizamento náutico e implantação de um novo sistema de monitoramento e controle de tráfego de embarcações.

Entre os ajustes determinados ou recomendados pelo TCU estão uma mudança no compartilhamento de risco de demanda e o estabelecimento de desconto máximo de 12,79% sobre as tarifas de referência que serão aplicadas sobre as cargas.

No leilão, se um grupo apresentar oferta que alcance esse desconto máximo, o critério de disputa passa a ser o maior de valor de outorga.

Fonte: CNN Brasil


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Portos

Ministério diz que acatará “qualquer decisão” do TCU sobre leilão em Santos

Em entrevista à CNN, secretário nacional de Portos, Alex Ávila, afirma que governo pretende leiloar novo terminal de contêineres em dezembro e, assim, evitar ano eleitoral

governo está preparado para enfrentar a judicialização em torno do Tecon Santos 10 e fará tudo o que for possível para realizar o leilão em dezembro, disse o secretário nacional de Portos, Alex Ávila.

“Se não fizermos neste ano, a própria natureza do ciclo eleitoral pode comprometer um leilão em 2026″, afirma Ávila, que teme a politização do assunto e tem um calendário detalhado para os próximos passos do certame.

Com investimentos superiores a R$ 5 bilhões, o novo superterminal de contêineres aumenta em até 50% a capacidade de movimentar esse tipo de carga no Porto de Santos (SP), que está perto de atingir a saturação.

A modelagem do leilão está agora sob análise do TCU (Tribunal de Contas da União), mas uma das principais interessadas – a multinacional dinamarquesa Maersk – já levou à Justiça as regras definidas pela Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários) e chanceladas pelo Ministério de Portos e Aeroportos.

“Estamos preparados para defender a modelagem técnica e apresentar respostas a todos os questionamentos”, diz Ávila.

Atuais operadoras de terminais de contêineres foram impedidas de participar da primeira fase do leilão. Elas só poderão entrar, numa segunda etapa, caso não haja propostas iniciais. Mesmo assim, em caso de vitória, teriam que se desfazer dos atuais ativos.

O governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos), em São Paulo, também entrou na briga e se manifestou formalmente contra qualquer tipo de restrição.

O processo no TCU está a cargo da AudPortoFerrovia, unidade de auditoria especializada em infraestrutura portuária e ferroviária, e depois seguirá para o relator, ministro Antonio Anastasia.

Ávila espera uma deliberação do TCU até o fim de agosto. Haveria mais 30 dias para o ministério se adequar às determinações do tribunal de contas. O edital seria publicado em outubro e o leilão ocorreria na segunda quinzena de dezembro.

O secretário afirma que não há nenhuma intenção, por parte de governo, de contestar eventuais exigências de mudanças pelo TCU nas restrições adotadas pela Antaq.

“Qualquer que seja a decisão do TCU, nós vamos cumprir. O nosso interesse é fazer o leilão”, ressalta Ávila, deixando claro a tendência de não apresentar nenhum recurso ao tribunal de contas.

Judicialização

Na semana passada, a Maersk levou o caso à Justiça Federal da 3ª Região. A empresa pediu um mandado de segurança para a abertura de uma nova consulta pública da Antaq para debater as restrições ao Tecon Santos 10.

Segundo ela, a agência estabeleceu uma regra “que nem sequer havia sido cogitada anteriormente” sem que os interessados pudessem se posicionar. “É evidente que tal brusca alteração deveria ser objeto de nova consulta pública”, argumentou.

O juiz Paulo Cezar Neves Junior, da 21ª Vara Cível Federal de São Paulo, negou o pedido de liminar. Ele ponderou que as restrições ainda não estão em vigência porque a modelagem do leilão ainda está sendo analisada pelo TCU.

“Não se justifica a intervenção do Poder Judiciário numa espécie de controle prévio”, disse o juiz em sua decisão. Ele deu, porém, um prazo de dez dias para a Antaq apresentar explicações. Também pediu manifestação do MPF (Ministério Público Federal).

Junto com a suíça TIL (da empresa de navegação MSC), a Maersk é sócia da BTP (Brasil Terminal Portuário), um dos grandes terminais de contêineres em operação no Porto de Santos.

Os outros dois terminais são Santos Brasil (hoje controlada pela francesa CMA CGM) e DPW (da Dubai Ports).

Uma das principais discussões, nos últimos anos, foi a possibilidade de restringir a participação de armadores (companhias de navegação).

A Antaq acabou não adotando nenhuma restrição nessa linha, mas impôs uma ressalva horizontal – aplicável a todos os atuais operadores de contêineres em Santos.

“A preocupação da Antaq são os aspectos concorrenciais. O ponto não é a verticalização, mas a concentração de mercado”, explica o secretário.

De acordo com parecer da agência reguladora, se a Santos Brasil ou os sócios da BTP ganharem o leilão do Tecon Santos 10, poderiam ter uma participação de até 60% na movimentação de contêineres. A DPW poderia ficar com 48%.

A Maersk e a MSC (sócias na BTP), no entanto, estão rompendo uma aliança para o transporte marítimo e já não cogitavam ir juntas ao leilão do novo terminal.

Interessados

A JBS Terminais, que desde outubro do ano passado opera um terminal de contêineres em Itajaí (SC), é apontada no mercado como uma das principais interessadas no Tecon Santos 10.

Em sete meses, a empresa informou ter movimentado 143 mil TEUs (contêineres-padrão de 20 pés). A Antaq definiu uma experiência prévia na operação de pelo menos 100 mil TEUs anuais para a entrada no leilão do novo superterminal.

A CSN (Companhia Siderúrgica Nacional), que está à frente do Sepetiba Tecon (RJ), também tem sido vista como potencial concorrente.

Ávila afirma que o ministério já recebeu algum tipo de contato ou manifestação de interesse por parte de diversas multinacionais do setor.

Ele cita as chinesas Cosco e China Merchants, a PSA (operadora de Cingapura), a alemã Hapag-LLoyd, a filipina ICTSI, a americana Hudson Ports, a CS Infra/Simpar e os fundos de investimentos BTG e Pátria.

Caso algum fundo arremate o Tecon Santos 10, precisará contratar um operador de contêineres como terceirizado. As mesmas restrições às atuais operadoras são válidas para esse cenário.

Localizado na região do Saboó, na margem direita do porto, o Tecon Santos 10 terá 621 mil metros quadrados e quatro berços de atracação.

Quando atingir sua capacidade máxima, no nono ano de contrato, o terminal poderá movimentar 3,5 milhões de TEUs/ano.

O vencedor do leilão deverá investir R$ 5,6 bilhões e vai operar o Tecon Santos pelo prazo de 25 anos.

Fonte: CNN Brasil


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Notícias, Portos

Após missão à Ásia, projetos para aviação regional e ferroviários terão encaminhamentos em Santa Catarina

O desenvolvimento da logística aérea regional e ferroviária foram foco das agendas do governador Jorginho Mello na China. A comitiva visitou uma das maiores fábricas de aviões do país e a maior fábrica de material para o setor ferroviário do mundo. As agendas na Ásia terão desdobramentos nos próximos meses, com a vinda de representantes da empresa ao Brasil e aceleração na análise dos projetos de aviação regional que vêm sendo apresentados ao Governo do Estado.

A primeira parada na China foi em Harbin, cidade que é sede de uma fábrica de aviões. Estas aeronaves foram indicadas como parte de um dos projetos apresentados pela iniciativa privada e que vem sendo analisados pelo governo catarinense, via Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF).

“O Estado já recebeu duas propostas de projetos para a aviação regional. Um deles trabalha com a possibilidade de utilizar esta aeronave chinesa, que é um modelo para 19 lugares, e que pode ser reconfigurado para transporte de cargas em 30 minutos. Agora vamos passar a realizar discussões mais aprofundadas sobre a viabilidade de cada proposta”, relata o secretário da SPAF, Beto Martins, que integrou o roteiro na China.

Uma ação já definida pelo governador Jorginho Mello foi a criação do Grupo de Trabalho sobre Aviação Regional. Além da SPAF, representantes das Secretarias da Fazenda, Planejamento, InvestSC, e Procuradoria Geral do Estado também fazem parte do GT. O objetivo final é estruturar um plano de trabalho para estudar, avaliar e propor ações para o desenvolvimento da aviação regional no Estado, que deverá conectar alguns dos 24 aeroportos catarinenses com um aeroporto hub (Florianópolis).

Ferrovias

Em Pequim, a comitiva catarinense visitou a CRRC Corporation Limited, maior fornecedora mundial de equipamentos para transporte ferroviário. A empresa tem mais de 180 mil funcionários e busca se expandir no Brasil, incluindo a possibilidade de instalar uma unidade no país.

“Nesta agenda nós discutimos a possibilidade de realizar parcerias para os projetos de ferrovias que nós estamos desenvolvendo em Santa Catarina. Ficou agendada uma vinda dos representantes da CRRC aqui em julho. Neste novo encontro com o governador Jorginho Mello, vamos dar continuidade a isso. Eles vêm conhecer de perto o projeto e as nossas perspectivas para o futuro do setor em Santa Catarina”, completa Martins.

Fonte: Agencia SECON

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