Portos

Licitação para aprofundar dragagem no Porto de Santos será lançada ainda este ano

O edital de licitação para contratar a dragagem de aprofundamento do Canal do Porto de Santos para 16 metros (atualmente tem entre 14 e 15 metros, dependendo do local) será lançado no segundo semestre deste ano. Em paralelo, será iniciada a derrocagem (remoção) de rochas em 33 pontos do canal de acesso, que é a primeira etapa antes de começar a dragar os sedimentos do estuário.

“O processo da derrocagem das pedras está em fase de análise documental e a expectativa é que no início do segundo semestre seja possível dar início às obras. Em paralelo, tramita na APS o projeto de aprofundamento do canal para 16 metros”, informou a Autoridade Portuária de Santos (APS), em nota.

Confira a seguir um histórico da movimentação de contêineres no Porto de Santos a partir de janeiro de 2022. Os dados são do DataLiner:

Movimentação de contêineres no Porto de Santos| Jan 2022 – Abr 2025 | TEUs

Questionada, a administração portuária não informou o nome da empresa vencedora do certame para a derrocagem nem o valor do serviço contratado. A companhia assinará um contrato válido por 18 meses se responsabilizando pela elaboração dos projetos básico e executivo e a retirada do material rochoso cujo volume é estimado em 10 mil metros cúbicos (m³).

Fonte: A Tribuna

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Portos

O que está por trás da aposta bilionária dos suíços nos portos do Brasil

A suíça MSC oficializou hoje a aquisição do controle da Wilson Sons por R$ 4,35 bilhões, em uma transação que marca a maior movimentação no setor de logística portuária do Brasil nos últimos anos. O negócio foi fechado por meio da subsidiária SAS Shipping Agencies Services, sediada em Luxemburgo, que agora detém 68,39% do capital da companhia brasileira.

A MSC pretende lançar uma oferta pública unificada para aquisição das ações remanescentes e, com isso, promover o fechamento de capital da Wilson Sons, atualmente listada na B3 (ticker: PORT3). O objetivo é retirar a companhia da Bolsa e cancelar seu registro como companhia aberta junto à CVM (Comissão de Valores Mobiliários).

A Wilson Sons é uma das maiores operadoras de logística portuária e marítima do Brasil, com atuação diversificada e integrada. A empresa controla dois importantes terminais de contêineres — Tecon Salvador (BA) e Tecon Rio Grande (RS) — voltados à movimentação de exportações e importações.

Opera também a maior frota de rebocadores do país, com 81 embarcações em todos os principais portos, além de prestar serviços de agenciamento marítimo, despacho aduaneiro e transporte terrestre. A companhia mantém um estaleiro no Guarujá (SP) para construção e manutenção naval, e bases offshore em Salvador, Niterói e Rio de Janeiro, dedicadas ao setor de petróleo e gás.

A lógica da aposta bilionária da MSC, maior empresa de transporte marítimo do mundo, na brasileira Wilson Sons é um movimento mais global de verticalização no setor logístico. Com o movimento de aquisição dos terminais portuários e operações da Wilson Sons, a multinacional suíça busca consolidar sua presença na América Latina.

A transação envolveu a compra de 248,6 milhões de ações detidas pela OW Overseas (Investments) Limited, antiga controladora, além de outros 52,9 milhões de papéis já adquiridos anteriormente em bolsa. O preço pago por ação foi de R$ 17,50, à vista.

Segundo o comunicado, a oferta será feita nos mesmos termos oferecidos ao antigo controlador e prevê pagamento à vista, com correção monetária pela taxa Selic entre a data de conclusão da operação e o leilão da oferta.

Fundada em 1970 e controlada pela família Aponte, a MSC é uma companhia privada com sede em Genebra e uma frota de mais de 900 navios. Com a incorporação da Wilson Sons — uma das mais tradicionais operadoras portuárias do Brasil — a empresa consolida sua verticalização no transporte marítimo e portuário no país.

Fonte: UOL

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Portos

Após procedimento de dragagem, Porto de Vitória já pode receber navios maiores

A concessionária Vports, que administra o Portos de Vitória e de Barra do Riacho, anunciou a conclusão do procedimento de dragagem, em ambos os terminais, que permitirá o recebimento de mais navios de grande porte destinados ao comércio internacional.

As embarcações “Panamax”, nome dado a uma classe de navios aptos a passar pelo Canal do Panamá — que liga o Oceano Atlântico ao Oceano Pacífico —, terão um aumento de 70% após a inauguração das obras, afirma a empresa.

Antes, o chamado dead weight (DWT), medida que determina a capacidade máxima de carga que pode ser transportada, era de 70 mil toneladas. Agora, o peso máximo é de 83 mil toneladas, o que amplia o leque de navios aptos a atracar e permite o aumento do potencial de movimentação de cargas.

Nos dois portos, o investimento foi de R$ 30 milhões para realizar o procedimento — que se caracteriza pela retirada de sedimentos depositados no fundo da costa, criando profundidade e permitindo que embarcações maiores e mais pesadas se aproximem.

Ambos os terminais, que são rota de cabotagem e do comércio internacional, intensificam os investimentos em um cenário de fomento ao desenvolvimento logístico do Estado, com olhos para as mudanças da reforma tributária.

Esta é, inclusive, uma prioridade reiterada por membros do governo do Estado, entusiastas desses investimentos.

“Em Vitória, o trabalho permite que o porto siga trabalhando sem qualquer tipo de restrição operacional, garantindo os requisitos de qualidade e eficiência. Já em Barra do Riacho, essa é primeira campanha de dragagem realizada, um passo importante para atrair investidores parceiros na exploração da área”, ressalta o diretor-presidente da Vports, Gustavo Serrão.

A campanha de construção e ampliação de outros terminais portuários também empurra o setor a criar competitividade.

Fonte: Tribuna Online

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Investimento, Negócios, Portos

Com R$ 7 bi em investimentos, GNA inaugura segunda termelétrica no Porto do Açu

A Gás Natural Açu (GNA), joint venture formada entre Siemens Energy Spic Brasil ebp, colocou em operação sua segunda usina de geração de energia no Porto do Açu, no norte fluminense. O projeto recebeu R$ 7 bilhões em investimentos e é a maior termelétrica em operação no Brasil.

Chamada de GNA II, a nova usina tem capacidade instalada de 1.673 megawatts (MW) e recebeu sinal verde da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para começar a operar. Com capacidade para atender cerca de 8 milhões de residências, ela coloca a Gás Natural Açu na posição de operadora do maior complexo de usinas a gás natural da América Latina.

A planta se soma à GNA I, de 1.338 MW de potência e em funcionamento desde 2021, ampliando ainda mais o papel estratégico da empresa na geração de energia termelétrica. Ao Valor, o CEO da empresa, Emmanuel Delfosse, explica que o objetivo foi criar um hub de gás no Porto de Açu. Juntas, as usinas representam 17% da capacidade de geração termelétrica do país e são importantes para o sistema principalmente em épocas de seca, quando as hidrelétricas produzem menos energia.

As plantas estão conectadas ao terminal de regaseificação de GNL de uso privado com capacidade de 21 milhões de metros cúbicos por dia, o que permite importar gás de navios e transformá-lo novamente em estado gasoso para uso.

“As usinas funcionam como um seguro para o sistema elétrico. Elas entram em ação quando é mais necessário”, diz.
As térmicas consomem 12 milhões de metros cúbicos por dia. Em equivalências energéticas, isso é igual ao consumo de todo o Estado de São Paulo. “Com a inflexibilidade de GNA II, nossa ociosidade é muito menor”, diz Delfosse. O terminal pode ainda atrair indústrias para a região do porto para consumir o gás.

O empreendimento é operado a gás natural e foi contratado por meio de leilões de energia. A planta funciona com uma configuração de ciclo combinado, ou seja, mais eficiência e menor emissão. Contudo, ela opera com 40% de inflexibilidade, ou seja,o sistema é obrigado por contrato a usar a usina em pelo menos 40% do tempo no período seco, ou seja, entre julho e novembro.

O executivo frisa que a usina opera a um preço competitivo, com custo variável unitário (CVU) de R$ 400 por megawatt-hora. Por outro lado, a usina não funciona, como é conhecido no jargão do setor, com “rampa rápida”, ou seja, a planta precisa ser ligada alguns dias antes para ser preparada para o sistema.

A GNA II faz parte do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal, voltado a obras de infraestrutura. Já o investimento total no complexo foi de R$ 12 bilhões. “Foi um desafio técnico e de logística em meio à pandemia. Fazer negócios no Brasil é uma complexidade. O primeiro destaque é a magnitude desta aventura industrial com investimento de R$ 12 bilhões”, diz Delfosse.

O projeto pode crescer ainda mais: o potencial de expansão é de mais 3,4 GW, o que mais que duplicaria a capacidade atual. A empresa já tem autorização ambiental para dobrar de tamanho, mas uma eventual expansão dependerá da demanda nos próximos leilões.

Os acionistas tiveram papel relevante. Além dos aportes, a Siemens Energy entrou com o fornecimento de três turbinas a gás e uma turbina a vapor. A bp foi responsável pelo gás. Já a estatal chinesa Spic entrou em um contexto em Pequim fazia pesados aportes no Brasil no setor elétrico. A Prumo Logística, responsável pela infraestrutura do Porto do Açu, também é sócia da usina GNA I.

Fonte: Valor Econômico

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Portos

Revisão da Lei dos Portos deve começar; entenda

A comissão especial que discutirá o Projeto de Lei (PL) 733/2025, de revisão do arcabouço legal portuário, será instalada este mês na Câmara dos Deputados. Os membros dessa comissão podem aprovar o PL e remetê-lo ao Senado, se não houver pedido para discussão em plenário. Os senadores têm o poder de alterar o texto e devolvê-lo à Câmara ou manter a proposta e enviar para sanção presidencial. Se for sancionada, a nova lei substitui a 12.815/2013, hoje em vigor.

Anunciada pelo presidente da Casa, deputado federal Hugo Motta (Republicanos-PB), no último dia 24, a comissão terá o deputado Murilo Galdino (Republicanos-PB) como presidente e o deputado Arthur Maia (União-BA), como relator.

Oficialmente, a comissão foi criado na última segunda-feira por despacho de Motta, mas só começa a funcionar após a instalação, quando todos os parlamentares assumirem os postos no grupo.

Em nota, a Casa Legislativa informou que está sendo aguardada a indicação dos integrantes – 19 titulares e 19 suplentes – pelos líderes partidários. Instalada a comissão, é eleito oficialmente o presidente do colegiado, indicado o relator e definido o cronograma de funcionamento e de realização de audiências públicas.

Tramite
Segundo o Legislativo, o PL está sujeito à apreciação conclusiva pela comissão especial, ou seja, se for aprovado “pode seguir diretamente ao Senado, sem a necessidade de ser votado pelo plenário, exceto se houver recurso apresentado por um décimo dos membros da Casa (51 deputados). Esse recurso para retirar o caráter conclusivo deve ser aprovado pelo plenário”.

A assessoria da Câmara explicou ainda que “por ser projeto de lei, basta a aprovação em um único turno, pela maioria simples dos integrantes da comissão especial — ou do plenário, no caso de recurso aprovado.

Futuro presidente da comissão, o deputado Murilo Galdino explicou que as comissões especiais têm vigência de 40 sessões a partir de sua instalação na Câmara Federal. “Durante 20 sessões, o relator recebe emendas e prepara o relatório que será discutido nos 20 dias restantes. As audiências públicas serão realizadas se houver requerimentos”.

Galdino comentou que é importante melhorar a legislação. “Vamos ouvir todas as categorias, a fim de fazermos um excelente trabalho na comissão que, provavelmente, deve ser instalada na primeira semana de junho”.

O PL nº 733/2025 é resultado do anteprojeto elaborado pela Comissão de Juristas para a Revisão Legal da Exploração de Portos e Instalações Portuárias (Ceportos), também instituída pela Câmara dos Deputados.

Responsável por apresentar o projeto, deputado Leur Lomanto Jr (União-BA) disse que é fundamental debater a desburocratização e a garantia de segurança jurídica para os investidores.

Futuro relator, o deputado Arthur Maia foi procurado pela Reportagem, mas não se manifestou.

PROPOSTA
Integrantes da Ceportos garantem que a proposta vai modernizar a legislação portuária, sem prejudicar os trabalhadores. A proposta para os portuários é um dos aspectos mais polêmicos da iniciativa, criticada por sindicatos, que creem no enfraquecimento das entidades e a concentração de poder no setor patronal.

Ideia é contemplar todos os interesses, diz deputado

O deputado federal Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), que preside a Frente Parlamentar Mista de Portos e Aeroportos (FPPA), no Congresso Nacional, será um dos membros da comissão especial que discutirá o Projeto de Lei 733/2025. Ele garante que defenderá os interesses dos municípios portuários, de trabalhadores e empresários e o fortalecimento dos Conselhos de Autoridade Portuária (Caps).

“Temos que ter um projeto final que corresponda ao interesse do País, não deste ou daquele segmento. Para isso, a gente precisa ter desenvolvimento econômico com justiça social, ter esse olhar para o trabalhador que é imprescindível”, diz Barbosa. “Queremos fortalecer o diálogo, garantir que os trabalhadores tenham vez e voz, ouvir os empresários e buscar um bom entendimento entre o setor produtivo e aqueles que vivem do trabalho portuário, para que possamos avançar”, afirma Barbosa.

O deputado pontuou que a comissão debaterá propostas do PL como “o aumento do tempo de contrato (concessão), oferecendo previsibilidade e segurança jurídica ao investidor; a desburocratização do licenciamento ambiental; e a descentralização da gestão com o fortalecimento dos Conselhos da Autoridade Portuária (CAPs)”.

Ex-prefeito de Santos (2013 a 2020), o parlamentar ressalta que compreende as necessidades dos municípios. “Temos pontos polêmicos e que precisam ser discutidos com transparência e diálogo. É o que eu vou garantir na comissão e na frente parlamentar, com a realização de encontros e audiências públicas.”

Sobre as relações de trabalho, o parlamentar comenta que o objetivo é “encontrar um ponto de equilíbrio garantindo requalificação e valorização aos trabalhadores e previsibilidade e segurança jurídica ao empresário”.

Fonte: A Tribuna

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Investimento, Portos

Investimentos da JBS consolidam retomada do Porto de Itajaí

Em sete meses, terminal movimentou mais de 143 mil TEUs e atende quase 2.000 clientes. Investimentos chegarão a quase R$ 250 milhões

Desde que assumiu a operação do Porto de Itajaí (SC), em outubro de 2024, a JBS Terminais já investiu R$ 130 milhões no terminal, que atende atualmente cerca de 1.700 clientes.

Os investimentos consolidam a empresa como um dos principais complexos logísticos do Sul do país, com projeção de crescimento e novos aportes de R$ 90 milhões em tecnologia e infraestrutura. Desde o início da concessão, o empreendimento movimentou uma média mensal de 20 mil TEUs (Twenty Feet Equivalent Unit, medida de referência no setor), totalizando 143.230 TEUs.

“Conseguimos, em um curto espaço de tempo, retomar o protagonismo de Itajaí como um terminal eficiente e competitivo. Estamos no processo de ramp up dos volumes e temos como prioridade entregar serviços de excelência aos nossos clientes.” Aristides Russi Junior, presidente da JBS Terminais

Em uma área de 180 mil metros quadrados, o terminal da JBS conta com 1.030 metros de cais, quatro berços de atracação e uma profundidade de 14 metros, permitindo a operação de grandes embarcações.

São 1.750 tomadas para contêineres refrigerados (reefers) e oito gates reversíveis. Os investimentos devem aproximar a operação com a capacidade atual de movimentação de até 558 mil TEUs/ano.

O terminal conta com sete linhas de navegação e oito escalas semanais. A partir de junho de 2025, a operação contará com novas rotas internacionais, como a GS1, que conectará a América do Sul ao Golfo do México. A rota otimizará a exportação de produtos como madeira, carne congelada, cerâmica e maquinários, e a importação de plásticos, borrachas e produtos químicos. A chegada da linha Mercosul Line CMA CGM em junho também reforça a conectividade do terminal.

Segundo Wesley Batista, acionista e membro do Conselho de Administração da JBS, o governo federal tem aberto o mercado global para a exportação brasileira, o que torna ainda mais relevante os investimentos em portos. “O Brasil precisa de portos modernos para escoar toda a produção.”

“Para se ter uma ideia, meta do frango e da carne suína exportada pelo Brasil saem do Porto de Itajaí. Por isso é uma honra para nós estarmos aqui”, complementa.

A JBS Terminais e gera cerca de R$ 7 milhões em ISS para o município. A empresa conta com 334 colaboradores diretos e 350 Trabalhadores Portuários Avulsos (TPAs).

A distribuição de cargas de outubro de 2024 a abril de 2025 incluiu 33% em importações dry e reefer, 24% em exportações dry, 17% em exportações reefer e 26% em cabotagem, transbordo e outras categorias.

O investimento de R$ 90 milhões será feito para modernizar as operações do terminal com a aquisição de dois guindastes móveis MHC modelo Konecranes Gottwald ESP.9. Os equipamentos têm capacidade para 125 toneladas e alcance de 20 rows. Além disso, a empresa está testando caminhões elétricos do tipo Terminal Tractor (TT), visando a eletrificação da frota para maior eficiência, segurança e redução de emissões.

A JBS Terminais também iniciou o processo de adensamento do complexo, assumindo a gestão unificada do porto público de Itajaí. Essa iniciativa visa a gerar ganhos operacionais, eliminando gargalos, reduzindo o impacto urbano e agilizando o trânsito de cargas na região.

“Nossa experiência global, forjada em décadas de exportação para mais de 180 países com produtos JBS, e o conhecimento adquirido com operações logísticas de grande escala em empresas como a BrasKarne, são diferenciais que aplicamos diariamente em Itajaí. Soma-se a essa expertise a operação logística da Eldorado Celulose, pertencente ao grupo J&F, controlador da JBS. Esse know-how nos permite oferecer um terminal não apenas eficiente, mas estratégico para o fluxo do comércio exterior brasileiro.”Aristides Russi Junior, presidente da JBS Terminais

A atuação da JBS Terminais em Itajaí reflete a forte e consolidada presença da JBS em Santa Catarina. A JBS movimenta 2,47% do PIB catarinense, com impacto de produção de R$ 24,3 bilhões no Estado.

Presente em 22 cidades, emprega diretamente mais de 25 mil colaboradores, além de 2.700 famílias de produtores integrados.

Além do terminal portuário, a companhia opera 25 fábricas, um centro de inovação em biotecnologia, quatro granjas, uma operação JBS Transportadora, três centros de distribuição e cinco incubatórios.

Fonte: Metrópoles

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Gestão, Negócios, Portos

CONSAD aprova novo diretor empresarial da Portos do Paraná

Também foram reconduzidos os membros do Comitê de Auditoria Estatutário da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina

O Conselho de Administração da Portos do Paraná (CONSAD) aprovou, nesta segunda-feira (02), a nomeação do novo diretor de Desenvolvimento Empresarial da empresa pública, o engenheiro civil Felipe Gama, que ocupava a Secretaria-Geral da Presidência. A diretoria vinha sendo comandada interinamente pelo diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, desde a saída do jornalista André Pioli, em 2024.

“Espero integrar e agregar ainda mais à Diretoria de Desenvolvimento Empresarial, dispondo de todo o conhecimento técnico e executivo para endereçar as pautas estratégicas estabelecidas pelo presidente, diretores e conselheiros ao nosso planejamento estratégico”, pontuou Gama.

O presidente do CONSAD, Alex Sandro de Ávila, destacou que a área de Desenvolvimento Empresarial é sensível para a Portos do Paraná e, por isso, contar com uma pessoa de confiança do Conselho e da presidência é fundamental — ainda mais quando se soma a esse perfil o conhecimento técnico. “Neste ponto, o currículo do Felipe fala por si”, declarou Ávila.

Em 2021, Gama tornou-se presidente do Conselho de Autoridade Portuária de Paranaguá e Antonina, indicado pela Secretaria Nacional de Portos. Dois anos e meio depois, foi nomeado secretário-geral da Portos do Paraná, cargo que ocupou por quase dois anos. A direção geral do Porto deve anunciar em breve o nome de quem ocupará a Secretaria-Geral.

Além da aprovação do novo membro da diretoria, o CONSAD também referendou as indicações de três membros do Comitê de Auditoria Estatutário da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina. Micheli de Cássia Hernandez Opini Al Naimi e Francisco Vicente de Souza seguem como presidente e titular do Comitê, respectivamente. O novo vice-presidente será Davi Xavier da Silva Neto, que substitui Rogério Luiz Paganeli.

Sobre o CONSAD

O Conselho de Administração é composto por representantes da União, do Governo do Estado, de trabalhadores portuários e da classe empresarial. Entre suas competências está a orientação geral para os negócios da empresa pública. Na reunião, foram discutidos 12 tópicos previstos em pauta, envolvendo diferentes áreas da administração, além de assuntos gerais.

Fonte: Portos do Paraná

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Informação, Portos

Comissão da Câmara aprova retomada do poder decisório dos Conselhos de Autoridade Portuária

A Comissão de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados aprovou uma proposta que devolve aos Conselhos de Autoridade Portuária (CAPs) o poder de tomar decisões — competência que havia sido retirada pela Lei dos Portos de 2013, que transformou esses conselhos em instâncias apenas consultivas.

Os CAPs têm como principal papel apoiar e fiscalizar a gestão das autoridades portuárias. O texto aprovado detalha as atribuições, a composição e o funcionamento desses conselhos. Entre as competências previstas estão:

  • decidir sobre pedidos de habilitação de operadores portuários negados pela administração do porto;
  • indicar nomes para o conselho de administração da empresa concessionária do porto;
  • opinar, com poder de veto, sobre indicações para cargos de diretoria em portos sob controle estatal;
  • emitir pareceres sobre temas como horário de funcionamento dos portos organizados e mudanças na tarifa portuária.

A proposta também define uma composição plural para os CAPs, incluindo representantes de empresas, trabalhadores portuários, usuários dos serviços e integrantes dos poderes públicos federal, estadual e municipal.

Descentralização das decisões

O relator da matéria, deputado Luiz Gastão (PSD-CE), apresentou um substitutivo que reúne o PL 3564/19, da deputada Rosana Valle (PL-SP), e outras duas propostas apensadas (PLs 1064/21 e 1455/23). Ele argumentou que a retirada da competência deliberativa dos conselhos levou à centralização excessiva das decisões no Ministério de Portos e Aeroportos, em Brasília, o que dificultou o desempenho de alguns portos.

“Embora a mudança de 2013 não tenha afetado todos os portos, alguns não conseguiram manter seu nível de desempenho devido à burocracia gerada pela centralização”, afirmou o parlamentar.

Próximas etapas

A proposta segue em tramitação conclusiva e ainda será analisada pelas comissões de Viação e Transportes; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para entrar em vigor, precisa ser aprovada pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal.

Fonte: Agência Câmara de Notícias

Fotografia: divulgação Landseagroup.

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Notícias, Portos

Remoção de navio naufragado há 130 anos deve destravar porto em Santa Catarina

A nova fase de dragagem na área de manobras do porto de Itajaí, em Santa Catarina, promete destravar o potencial logístico do terminal ao permitir a chegada de embarcações de até 366 metros. Além do avanço estratégico, as obras também proporcionaram uma fascinante redescoberta histórica: o navio cargueiro Pallas, afundado em 1893, no rio Itajaí-Açu.

Durante a etapa anterior das obras, em agosto de 2017, a equipe que operava a draga colidiu com uma estrutura submersa na bacia entre as cidades de Itajaí e Navegantes. O local foi investigado pelos técnicos e revelou que os destroços pertenciam ao Pallas, embarcação que participou da Revolta da Armada no final do século XIX.

Para identificar o navio, a Universidade do Vale do Itajaí (Univali), em parceria com a empresa Sulmar, especializada em serviços subaquáticos, coordenou uma série de pesquisas. Os técnicos utilizaram sondas eletrônicas para localizar as estruturas submersas com precisão.

Posteriormente, mergulhadores entraram em ação, fotografando e medindo os restos da embarcação. Ao todo, eles realizaram 40 horas de mergulho em águas turvas e com visibilidade extremamente limitada — esforço que permitiu trazer à tona um importante capítulo da história naval brasileira.

Navio britânico foi tomado na Revolta da Armada

Em 1893, o Brasil enfrentou a Revolta da Armada, também conhecida como Revolução Federalista do final do século XIX. Após a renúncia do Marechal Deodoro da Fonseca, o vice-presidente Floriano Peixoto assumiu o poder, dissolveu o Congresso e instaurou o estado de sítio. A medida provocou reação entre oficiais da Marinha, que, insatisfeitos com os salários e contrários ao governo, se rebelaram e passaram a exigir eleições diretas.

Os revoltosos iniciaram o conflito em 6 de setembro, na Baía da Guanabara, sob a liderança dos almirantes Saldanha da Gama e Custódio de Melo. Rapidamente, tomaram 15 navios mercantes — entre eles, o Pallas.

“Os rebelados apreenderam navios da Marinha e embarcações comerciais. O Pallas estava atracado no porto do Rio de Janeiro quando foi artilhado e passou ao comando de uma guarnição de marinheiros rebeldes”, explica o professor Edison d’Ávila, sócio emérito do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina.

O navio margeava a costa sul do Brasil, atracando em diferentes portos para carregar e descarregar armas e suprimentos, garantindo o abastecimento das forças aliadas. O porto de Itajaí servia como ponto estratégico, mas a entrada exigia atenção redobrada. As marés alteravam constantemente o traçado do canal do rio e a navegação segura dependia da atuação do prático — profissional que conhece a fundo o acesso aos portos e conduz os navios com habilidade.

“Os marinheiros sabiam da existência de um depósito de carvão no porto e, por isso, o vapor entrou ali várias vezes para se abastecer. Em uma dessas ocasiões, vindo de Florianópolis, o cargueiro chegou durante uma noite de outubro. O capitão, confiando na própria experiência, decidiu não chamar o prático. Certamente acreditou que conhecia bem a entrada, já que havia feito o trajeto diversas vezes. Infelizmente, errou o rumo, desviou-se e colidiu com as rochas na margem esquerda. Entrou com o leme muito pendente ao norte e o navio começou a afundar”, relata o professor d’Ávila.

A tripulação abandonou o navio em canoas, mas ninguém tomou providências para evitar o naufrágio. O casco permaneceu encalhado por tempo suficiente para que a Companhia Frigorífica, então em dificuldades financeiras, entrasse com um pedido de indenização do seguro. Ainda encalhado, o Pallas foi leiloado em novembro de 1893, mas não atraiu compradores. Sem resgate e sem uso, acabou abandonado e desapareceu sob as águas.

O Pallas foi construído em 1891, pelo estaleiro Hawthorn Leslie and Company, em Newcastle, na Inglaterra, às margens do rio Tyne. O navio a vapor foi encomendado pela Companhia Frigorífica e Pastoril Brasileira. Era uma embarcação moderna e versátil, projetada para transportar passageiros, cargas refrigeradas e correspondências, por isso conhecida como paquete, do inglês “packet boat”, ou seja “navio de pacotes”. “Originalmente ele transportava carnes da Argentina para o Rio de Janeiro. O país vizinho já era um grande produtor de proteína bovina”, conta o professor.

Com 67 metros de comprimento, era o menor dos seis navios da frota da companhia, mas o mais avançado. Transportava até 500 toneladas de carga frigorificada e dispunha de luz elétrica, uma inovação para época. Sua estrutura permitia a navegação em rios de baixo calado, ou seja, com menor profundidade.

Porto de Itajaí: resgate de navio histório destrava o futuro

A remoção do casco do Pallas deve permitir a entrada de embarcações maiores, antes mesmo da conclusão de outras intervenções planejadas, como o alargamento do canal e a construção da nova bacia de evolução.

“É o início a um processo que vai viabilizar a entrada de navios de maior porte, ampliar a movimentação de cargas de alto valor agregado e gerar mais empregos, renda e arrecadação para o município”, afirma João Paulo Tavares Bastos, superintendente do porto de Itajaí.

Por isso, a atual gestão considera a remoção do navio essencial para ampliar a competitividade do terminal e impulsionar a economia nacional. Atualmente, o porto de Itajaí opera com infraestrutura defasada em cinco gerações. Enquanto isso, navios de 365 metros já circulam com frequência na costa oeste da América do Sul. Diante desse cenário, a direção do porto já iniciou tratativas com a Marinha, com o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e com o Ministério da Cultura para avançar com os próximos passos da operação.

A equipe técnica realizará um novo trabalho de mergulho para elaborar o projeto de retirada dos destroços, cujo orçamento está estimado em R$ 398 mil. Além disso, os responsáveis calculam que a remoção completa do casco custará entre R$ 15 milhões e R$ 20 milhões. Para viabilizar a operação, o governo federal anunciou o repasse de R$ 23 milhões.

Apesar do avanço, ainda não há uma data definida para o início da obra. Após a federalização do porto de Itajaí, a Autoridade Portuária de Santos (APS) assumiu a gestão do local e conduz o processo de contratação. “Consideramos essa etapa um grande avanço, pois conseguiremos receber navios maiores e aumentar a eficiência dos portos de Itajaí e Navegantes”, destaca Marcelo Peres, coordenador da remoção do navio Pallas.

Em 2024, o Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes movimentou 14,17 milhões de toneladas, 5% a menos que em 2023, quando registrou 14,97 milhões de toneladas. Apesar da queda, o porto de Itajaí apresentou desempenho positivo: faturou R$ 86,1 milhões e recebeu mais embarcações ao longo do ano.

Qual será o destino final do navio histórico após operação em Itajaí?

O arqueólogo Darlan Cordeiro, da Fundação Genésio Miranda Lins, instituição ligada à prefeitura de Itajaí, explica que a importância histórica do navio afundado está na participação dele na Revolta da Armada. A preservação da embarcação, como acervo histórico, deve demandar um investimento tão alto quanto ao da retirada do fundo das águas.

“Seria uma ação muito complexa, requer tecnologia e especialistas. Por isso, temos uma outra proposta: a retirada de alguns materiais possíveis, para compor um novo museu, e o redirecionamento do resto dos destroços para outra área mais próxima ao mar, para continuar sendo um sítio arqueológico e quem sabe, um local para pesquisa oceanográfica”, explica o arqueólogo.

O superintendente do porto de Itajaí confirmou que a remoção ainda está na fase de estudos. “Além do impacto econômico, estamos tratando de um símbolo da história de Itajaí. O Pallas faz parte da memória da cidade e sua remoção será feita com o devido respeito ao seu valor histórico e cultural”, disse Bastos.

Fonte: Gazeta do Povo

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Investimento, Portos

JBS Terminais investe R$ 130 milhões na retomada do Porto de Itajaí

Desde que assumiu a operação do Porto de Itajaí (SC), em outubro de 2024, a JBS Terminais já investiu R$ 130 milhões no terminal, que atende atualmente mais de 1,7 mil clientes. Os investimentos consolidam a empresa como um dos principais complexos logísticos do Sul do país, com projeção de crescimento e novos aportes de R$ 90 milhões em tecnologia e infraestrutura. Desde o início da concessão, o empreendimento movimentou uma média mensal de 20 mil TEUs (Twenty Feet Equivalent Unit, medida de referência no setor), totalizando 143.230 TEUs.

“Essa operação é, para nós, motivo de muita satisfação e de muita responsabilidade. Sabemos o quão importante esse porto é para o país”, afirmou o empresário Wesley Batista, durante cerimônia de retomada das operações do Porto de Itajaí, realizada nessa quinta-feira (29). O empresário ressaltou que 50% do frango e da carne suína exportados no Brasil são escoadas por portos da região.

Presente ao evento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a importância dos investimentos público e privado para a geração de emprego e renda. “Esse ano é o ano da colheita. Estamos aqui colhendo o desenvolvimento de Itajaí e de Navegantes. Colhendo o desenvolvimento de Santa Catarina”, afirmou.

Localizado em uma área de 180 mil metros quadrados, o terminal da JBS conta com 1.030 metros de cais, quatro berços de atracação e uma profundidade de 14 metros, permitindo a operação de grandes embarcações. São 1.750 tomadas para contêineres refrigerados (reefers) e oito gates reversíveis. Os investimentos devem aproximar a operação com a capacidade atual de movimentação de até 558 mil TEUs/ano.

“Conseguimos, em um curto espaço de tempo, retomar o protagonismo de Itajaí como um terminal eficiente e competitivo. Estamos no processo de ramp up dos volumes e temos como prioridade entregar serviços de excelência aos nossos clientes”, afirma Aristides Russi Junior, presidente da JBS Terminais.

Confira a seguir um histórico da movimentação de contêineres no Porto de Itajaí. O gráfico foi elaborado com dados do DataLiner:

Movimentação de contêineres no Porto de Itajaí | Set 2024 – Mar 2025 | TEUs

Hoje, o terminal conta com sete linhas de navegação e oito escalas semanais. A partir de junho de 2025, a operação contará com novas rotas internacionais, como a GS1, que conectará a América do Sul ao Golfo do México. A rota vai otimizar a exportação de produtos como madeira, carne congelada, cerâmica e maquinários, e a importação de plásticos, borrachas e produtos químicos. A chegada da linha Mercosul Line CMA CGM em junho também reforça a conectividade do terminal.

A JBS Terminais atende mais de 1.700 clientes e gera cerca de R$ 7 milhões em ISS para o município. A empresa conta com 334 colaboradores diretos e 350 Trabalhadores Portuários Avulsos (TPAs). A distribuição de cargas de outubro de 2024 a abril de 2025 incluiu 33% em importações dry e reefer, 24% em exportações dry, 17% em exportações reefer e 26% em cabotagem, transbordo e outras categorias.

O investimento de R$ 90 milhões será realizado para modernizar as operações do terminal com a aquisição de dois guindastes móveis MHC modelo Konecranes Gottwald ESP.9. Os equipamentos têm capacidade para 125 toneladas e alcance de 20 rows. Além disso, a empresa está testando caminhões elétricos do tipo Terminal Tractor (TT), visando a eletrificação da frota para maior eficiência, segurança e redução de emissões.

A JBS Terminais também iniciou o processo de adensamento do complexo, assumindo a gestão unificada do porto público de Itajaí. Essa iniciativa visa gerar ganhos operacionais, eliminando gargalos, reduzindo o impacto urbano e agilizando o trânsito de cargas na região.

“Nossa experiência global, forjada em décadas de exportação para mais de 180 países com produtos JBS, e o conhecimento adquirido com operações logísticas de grande escala em empresas como a BrasKarne, são diferenciais que aplicamos diariamente em Itajaí. Soma-se a essa expertise a operação logística da Eldorado Celulose, pertencente ao grupo J&F, controlador da JBS. Esse know-how nos permite oferecer um terminal não apenas eficiente, mas estratégico para o fluxo do comércio exterior brasileiro”, explicou o executivo.

A atuação da JBS Terminais em Itajaí reflete a forte e consolidada presença da JBS em Santa Catarina, um estado estratégico para a Companhia. A JBS movimenta 2,47% do PIB catarinense, com um impacto de produção de R$ 24,3 bilhões no Estado. Com presença em 22 cidades, a companhia emprega diretamente mais de 25 mil colaboradores, além de 2.700 famílias de produtores integrados. Além do terminal portuário, a Companhia opera 25 fábricas, 1 centro de inovação em biotecnologia, 4 granjas, 1 operação JBS Transportadora, 3 centros de distribuição e 5 incubatórios.

NÚMEROS DA OPERAÇÃO — JBS TERMINAIS (MAIO/2025)
Início das operações: setembro de 2024
Área total: 180.000 m²
Capacidade anual: até 558.000 TEUs
Movimentado até abril/25: 143.230 TEUs
Tomadas reefers: 1.750
Gates reversíveis: 8
Clientes atendidos: 1.700
Linhas de navegação: 7
Escalas semanais: 8
Colaboradores diretos: 334
Trabalhadores avulsos: 350
ISS gerado: R$ 7 milhões
Investimento inicial: R$ 130 milhões
Investimentos anunciados: R$ 25 milhões + US$ 12 milhões em guindastes

Fonte: Datamar News

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