Portos

Portos enfrentam congestionamento crescente com 40% dos navios atrasados

Portos ao redor do mundo estão enfrentando um aumento acentuado no congestionamento, com atrasos crescendo até 300% em junho de 2025, segundo dados recentes da Tradlinx.

Principais centros marítimos como Singapura, Cidade do Cabo e Roterdã estão entre os mais afetados, enfrentando longas filas de navios e sérios desafios operacionais.

Os dados revelam que 96% dos principais portos de contêineres estão atualmente lidando com interrupções operacionais, com tempos médios de espera de navios ultrapassando 10 dias em algumas localidades.

Essa é a pior situação de congestionamento portuário global desde a pandemia da COVID-19, com apenas 58,7% dos navios chegando no prazo.

A Tradlinx atribui o agravamento da situação a uma combinação de fatores, incluindo greves trabalhistas, condições climáticas adversas e gargalos persistentes na cadeia de suprimentos.

Em Singapura, por exemplo, o porto tem registrado um acúmulo rápido de navios, levando algumas transportadoras a desviar cargas para outros destinos. Da mesma forma, a Cidade do Cabo sofre com lentidão causada por condições climáticas, enquanto Roterdã enfrenta um acúmulo de embarcações e congestionamento nos pátios.

Os atrasos estão provocando efeitos em cascata nas redes de comércio global, com exportadores enfrentando custos mais altos e maior incerteza. Transportadoras têm ajustado cronogramas, pulado escalas e aplicado sobretaxas, prejudicando ainda mais a confiabilidade da cadeia de suprimentos.

O congestionamento também está afetando cargas a granel e gerais, gerando preocupações sobre impactos mais amplos na gestão de estoques e nos prazos de produção.

Embora alguns portos tenham adotado medidas para aliviar o congestionamento — como ampliar o horário de funcionamento dos portões e usar equipamentos adicionais —, a Tradlinx alerta que a recuperação deve ser gradual, dada a magnitude da interrupção.

Fonte: Port Technology

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Logística, Portos

Dragagem de mais de R$ 300 milhões e “maior alargamento de praia” tem estimativa de início em SC

Obras terão dez meses para a realização

As obras de dragagem do canal externo da baía da Babitonga, com aproveitamento da areia removida do fundo do mar no alargamento de praias em Itapoá, têm estimativa de início em novembro. As propostas da concorrência serão abertas no início de julho e a empresa vencedora terá três meses para elaborar o projeto executivo, conforme previsão contratual. A projeção de início dos trabalhos ainda em 2025, foi apresentada pelo presidente do Porto de São Francisco do Sul, Cleverton Vieira, em reunião na Fiesc. A licitação foi lançada pelo porto em março. No encontro, o dirigente apresentou informações sobre o desempenho do porto e os planos de investimentos. O futuro da BR-280 esteve em discussão.

Confira imagens:

Fonte: NSC Total

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Comércio, Portos

Movimentação no Porto do Rio de Janeiro cresce 27% no 1º quadrimestre de 2025

No primeiro quadrimestre de 2025 (janeiro a abril), o Porto do Rio de Janeiro alcançou excelente desempenho, registrando a movimentação de 5,4 milhões de toneladas de carga, o que representa um crescimento de 27,48% em relação ao mesmo período de 2024 . Desse montante:
• Cabotagem: 1,8 milhão de toneladas (+44,80%)
• Longo curso: 3,6 milhões de toneladas (+19,61%)
• Carga conteinerizada: 3,8 milhões de toneladas (+21,92%)
• Granel sólido: 774 mil toneladas (+20,86%)
• Granel líquido: 540 mil toneladas (+74,98%)
• Carga geral: 324 mil toneladas (+60,85%) .

Esses resultados reforçam a relevância do Porto do Rio como importante hub logístico, atendendo diversos estados do país.

A PortosRio celebrou o desempenho, que acompanha o recorde nacional de movimentação em 2024, e atribuiu o resultado à modernização de infraestrutura, à eficiência operacional e à sinergia com todos os parceiros logísticos envolvidos .

Francisco Martins, Diretor‑Presidente da PortosRio, destaca:

“Nosso foco em aprimorar a infraestrutura portuária e aumentar a movimentação de cargas tem sido prioridade. Confiamos que o ritmo de crescimento se manterá ao longo do ano, refletindo a capacidade e o potencial dos nossos portos e terminais, e reafirmando a relevância estratégica da PortosRio para o setor portuário e para o desenvolvimento econômico.”

O crescimento notável também é ressaltado pelos dados da ANTAQ. Segundo o superintendente do Porto do Rio, Leandro Lima:

“As altas nas várias modalidades de carga, especialmente no granel líquido, com quase 75% de crescimento, demonstram nosso compromisso em diversificar serviços e aumentar competitividade. Continuaremos investindo para consolidar o Porto do Rio como referência em eficiência e qualidade operacional.”

Com esse crescimento expressivo no quadrimestre, a PortosRio reforça sua missão de impulsionar o desenvolvimento econômico nacional, aprimorando a infraestrutura portuária e promovendo conectividade de alto nível para toda a cadeia logística. A expectativa é de que o crescente desempenho se mantenha até o fim do ano, consolidando o Porto do Rio como protagonista no cenário portuário brasileiro.

Fonte: Portos e Navios

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Portos, Sustentabilidade

Empresa que atua no Porto de Santos reduz em 63% resíduos que vão para aterros

Companhia alcançou em 2024 a meta que era prevista para 2026

Uma empresa do Porto de Santos afirma ter reduzido em 63% o envio de resíduos para aterros sanitários em apenas um ano, entre janeiro e dezembro de 2024. A Santos Brasil, que possui um terminal de contêineres na Margem Esquerda, em Guarujá, e centros logísticos em Santos e Vicente de Carvalho, alcançou uma meta que era prevista para 2026. A empresa não informou, porém, o volume de resíduos no ano passado. Mas disse que, nos últimos quatro anos, diminuiu os resíduos orgânicos em 187 toneladas.

A companhia lançou, em 2024, o projeto Aterro Zero, porque pretende eliminar completamente a destinação de resíduos para aterros até 2028. O projeto é estruturado em quatro principais frentes: tratamento de resíduos orgânicos com biodigestores, reaproveitamento energético por meio do Combustível Derivado de Resíduos Sólidos Urbanos (CDRU), reciclagem e logística reversa, além de um incentivo ao uso de materiais reutilizáveis, como garrafas e canecas entre os colaboradores.

A implementação de biodigestores, que operam nas unidades da Santos Brasil que possuem refeitórios, transforma resíduos orgânicos em água cinza, que pode ser reutilizada. Além disso, a destinação de resíduos não recicláveis para fornos industriais promove reaproveitamento energético.

Coordenadora de sustentabilidade ambiental da Santos Brasil, Sônia Hermsdorff conta que o programa Aterro Zero começou efetivamente em 2024, mas existem ações de gestão de resíduos desde 2021. Ela destaca que o biodigestor trata resíduos orgânicos, como cascas e restos de alimentos, transformando-os em um efluente de água escura que é tratado e reutilizado, principalmente para lavagem de pátios e
equipamentos. “Tudo é reprocessado dentro de um próprio ciclo, não gerando resíduo no final”.

A economia gerada com transporte e destinação final de resíduos, ficou em torno de R$ 518 mil, enquanto houve investimento de R$ 329 mil nos biodigestores.

Especialista em Direito Ambiental, o advogado Marcos Paulo Marques Araújo destaca a relevância de projetos para reduzir resíduos no setor portuário, que, historicamente, segundo ele, gera grandes volumes. “Essa iniciativa vai além do setor
portuário, pois envolve uma reestruturação logística na gestão de resíduos. O uso de biodigestores e a reciclagem são estratégias fundamentais”, afirma.

Ele também conta que projetos como o Aterro Zero podem servir como modelo para outras empresas logísticas, promovendo uma economia circular, onde os resíduos de uma empresa se tornam matéria-prima para outra.

“Essa abordagem não só reduz a quantidade de resíduos enviados a aterros, mas
também melhora a eficiência operacional e a sustentabilidade das empresas. Quanto mais resíduos são evitados nos aterros, maior é a vida útil desses locais”, afirma.

Projeto faz parte do Plano de Transição Climática

O Projeto Aterro Zero é parte do Plano de Transição Climática da Santos Brasil, que visa atingir a neutralidade de carbono até 2040. Pensando nessa meta, há diversas ações, como a substituição de guindastes movidos a diesel por modelos elétricos e a instalação de painéis fotovoltaicos na empresa.

A empresa explica que os resultados do projeto são monitorados por meio de indicadores ambientais, que incluem a quantidade de resíduos encaminhados para aterros, reciclados e tratados internamente.

“Estamos comprometidos em garantir que nossos resíduos sejam geridos de forma
responsável e sustentável”, diz Sônia Hermsdorff .

Conscientização

A Santos Brasil também possui práticas internas para os funcionários. Coordenadora de Meio Ambiente, Gestão Farmacêutica e Química, Mirian de Almeida Lauretti explica que o setor de Saúde, Segurança e Meio Ambiente (SSMA) é responsável por promover treinamentos e campanhas de conscientização.

“Através de eventos como a Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho e Meio Ambiente (Sipatma) e o Dia do Meio Ambiente, buscamos engajar nossos funcionários na importância da gestão de resíduos”, detalha Mirian Lauretti.

Fonte: A Tribuna


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Negócios, Portos

Ministro do MPor recebe diretores do Porto de Itajaí para tratar da criação da nova estatal

O ministro de Portos e Aeroportos (MPor), Silvio Costa Filho, recebeu os diretores do Porto de Itajaí, Artur Antunes Pereira (chefe de gabinete), Marcelo Peres (assessor executivo) e Rafael Vano Canela (assessor executivo), nesta quarta-feira (18), para avançar nas tratativas sobre a criação da nova empresa pública federal: Docas de Itajaí.

A estatal será responsável pela administração do porto e estará diretamente vinculada ao Ministério dos Portos e Aeroportos. A implantação da nova empresa não acarretará custos ao orçamento da União, uma vez que o Porto de Itajaí possui receita própria suficiente para manter sua operação.

A estruturação da Docas de Itajaí segue em ritmo acelerado. O grupo de trabalho responsável pelo processo terá até 90 dias para concluir os trâmites legais. Um plano de ação, com metas e cronograma de execução, deverá ser apresentado nos próximos 15 dias, sinalizando o compromisso do Governo Federal com a criação da nova empresa.

Fonte: Porto de Itajaí

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Portos, Sustentabilidade

Brasil e Holanda assinam plano para portos sustentáveis

Acordo estabelece capacitações, energia renovável e corredores verdes; país é referência em gestão portuária, como a do Porto de Rotterdam, o maior da Europa

O governo brasileiro e a Holanda formalizaram nesta 4ª feira (18.jun.2025) um novo Plano de Ação para o programa GPP (Green Ports Partnership), voltado ao desenvolvimento sustentável da infraestrutura portuária. O acordo foi assinado durante o evento “Desenvolvimento sustentável e inovação nos portos”, realizado em Brasília e promovido pela Embaixada da Holanda no Brasil.

O plano prevê uma série de iniciativas ao longo dos próximos 15 meses. Entre as ações estão capacitações sobre portos e corredores verdes, a realização de estudos para o planejamento de um corredor verde intermodal no Brasil e visitas técnicas binacionais a terminais estratégicos. No Brasil, os portos de Santos (SP), Pecém (CE), Paranaguá (PR) e Rio Grande (RS) receberão as delegações. Na Holanda, as visitas incluem os portos de Rotterdam, Harlingen e Nijmegen.

EXPANSÃO E INVESTIMENTOS

O encontro ocorreu em um momento de expansão do setor portuário brasileiro. Segundo a Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), os portos do país movimentaram um recorde de 1,32 bilhão de toneladas em 2024. Só o Porto de Santos operou 162,4 milhões de toneladas em 2022 e registrou em janeiro de 2025 o maior volume mensal de contêineres da série histórica: 460,8 mil TEUs (Unidade Equivalente a Vinte Pés, em português).

O crescimento é acompanhado por uma série de projetos para ampliação da capacidade logística nacional. Estão previstos mais de R$ 50 bilhões em investimentos privados no setor até 2026, por meio de novos arrendamentos e concessões.

Destaque para o novo mega terminal de contêineres de Santos, o STS-10(Teccon 10), que poderá aumentar em até 50% a capacidade operacional do porto. A obra faz parte de um pacote de iniciativas que também inclui o túnel subaquático Santos–Guarujá, com o objetivo de transformar o complexo em um hub logístico regional.

MODELO HOLANDÊS

A parceria também traz como referência a experiência holandesa no desenvolvimento portuário. O Porto de Rotterdam, maior da Europa, movimentou 467,4 milhões de toneladas e 15,3 milhões de TEUs em 2022, consolidando-se como um dos principais hubs logísticos globais. O modelo de gestão adotado alia planejamento público, operação privada e integração com as principais cadeias logísticas internacionais, além de estabelecer metas ambientais, como a descarbonização total dos terminais até 2050.

“O programa atua em duas frentes: odesenvolvimento sustentável e inovador dos portos e terminais brasileiros e logística, e segundo, projetos de energia renovável relacionados aos portos, especificamente energia eólica, offshore e nearshore, hidrogênio verde”, disse o embaixador André Driessen.

Driessen destacou que o GPP já reúne 40 instituições brasileiras e neerlandesas, incluindo os portos de Rotterdam, Itajaí, Paranaguá e Rio Grande. O embaixador sinalizou ainda a expectativa de que o Porto de Santos passe a integrar o grupo em breve, ampliando o alcance da parceria.

Fonte: Poder 360

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Comércio Exterior, Informação, Logística, Portos

Corredor Interoceânico do Istmo de Tehuantepec: o México se consolida como rota global e enfrenta desafios cruciais em 2025 

O Corredor Interoceânico do Istmo de Tehuantepec (CIIT), projeto ambicioso do governo mexicano para conectar os oceanos Pacífico e Atlântico, está em um ponto crucial em meados de 2025. Após avanços significativos na infraestrutura e a realização de testes pilotos com grandes volumes de carga, o corredor se posiciona como uma alternativa viável ao Canal do Panamá, embora persista em lidar com importantes questões sociais e ambientais. 

Um corredor em plena operação e expansão 

Junho de 2025 marca um período de consolidação para o CIIT. A linha férrea que liga Salina Cruz, em Oaxaca, a Coatzacoalcos, em Veracruz, está com sua modernização em estágio avançado, permitindo o trânsito de cargas de forma mais eficiente. Recentemente, em março de 2025, o corredor realizou testes pilotos notáveis, como o transporte de 600 a 900 veículos da Hyundai, vindos da Coreia do Sul, evidenciando sua capacidade de movimentar grandes volumes de mercadorias entre os oceanos. 

Os portos de Salina Cruz e Coatzacoalcos, pontos-chave do corredor, continuam recebendo investimentos em expansão e modernização, incluindo a construção de novos quebra-mares e a ampliação de pátios de armazenamento. Essas melhorias são cruciais para otimizar a movimentação de contêineres e permitir a atracação de navios de maior porte, consolidando a infraestrutura multimodal do projeto. 

Polos de desenvolvimento e investimentos estratégicos 

Um dos pilares do CIIT é a criação de Polos de Desenvolvimento para o Bem-Estar (PDBs) ao longo da rota. Essas zonas industriais e logísticas, que oferecem incentivos fiscais, estão começando a atrair a atenção de empresas nacionais e internacionais. Há anúncios de licitações para projetos nesses polos, com o objetivo de impulsionar a economia regional e gerar empregos em setores como manufatura, logística e petroquímica. O governo mexicano projeta que o CIIT poderá adicionar entre três e cinco pontos percentuais ao Produto Interno Bruto (PIB) do país, tornando-se um vetor de desenvolvimento para o historicamente menos favorecido sul do México. 

A concorrência com o Canal do Panamá 

Com a crescente saturação e os desafios hídricos enfrentados pelo Canal do Panamá, o CIIT emerge como uma alternativa estratégica. O tempo de trânsito reduzido entre os oceanos e a modernização da infraestrutura do corredor o tornam atrativo para empresas que buscam rotas mais eficientes e menos sujeitas a gargalos. Especialistas apontam que a capacidade do CIIT de processar um volume significativo de contêineres anualmente pode redefinir as rotas comerciais nas Américas, beneficiando empresas da América do Norte e da Ásia. 

Desafios persistentes e a necessidade de diálogo 

Apesar do otimismo em torno do CIIT, o projeto não está isento de desafios. As questões socioambientais continuam sendo um ponto sensível. Há relatos de preocupações por parte de comunidades locais e grupos indígenas, que questionam o impacto ambiental das obras, a adequação das compensações e a efetividade dos processos de consulta prévia e informada. Organizações de direitos humanos têm monitorado de perto o projeto, registrando casos de intimidação e violência contra defensores do território. 

A segurança na região e a necessidade de garantir a sustentabilidade ambiental a longo prazo também são pontos de atenção. O governo mexicano e as empresas envolvidas enfrentam o desafio de equilibrar o desenvolvimento econômico com a proteção dos direitos humanos e do meio ambiente, buscando um modelo que seja verdadeiramente benéfico para todas as partes. 

Perspectivas Futuras 

À medida que 2025 avança, o Corredor Interoceânico do Istmo de Tehuantepec continua a se consolidar como um dos projetos de infraestrutura mais relevantes do México e da América Latina. Seu sucesso dependerá não apenas da conclusão e eficiência da infraestrutura, mas também da capacidade de lidar com os desafios sociais e ambientais de forma transparente e justa, garantindo que o desenvolvimento prometido chegue de forma equitativa às comunidades da região. 

QUEM É FRANCINE MACEDO?  

Profissional com 28 anos de experiência em Gestão de Transporte Rodoviário, gerenciamento de riscos e mitigação de perdas no setor de seguros, tanto nacional quanto internacional. Destaca-se pela habilidade em desenvolver novos projetos e negócios, gerenciar grandes contas, e consolidar operações diárias. Possui conhecimento do setor de transporte, expertise em negociação, planejamento, liderança de equipes e desenvolvimento estratégico de negócios, contribuindo para o crescimento e inovação nas áreas em que atua.  

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Negócios, Portos

MSC compra Wilson Sons por mais de R$ 4 bilhões, expande negócios em Santos e na América Latina

A gigante global MSC, dona de navios e terminais, tem como meta expandir a presença na América Latina, em especial no Brasil, ao adquirir controle acionário da Wilson Sons por R$ 4,35 bilhões. “Fortalecer a capacidade logística na região e gerar sinergias operacionais e ganhos de eficiência”, declarou a MSC.

A negociação, iniciada em outubro do ano passado, foi concluída no último dia 4, após aprovação da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

Conforme comunicado pela armadora, com a transação concluída, a MSC adquiriu pouco mais de 248,6 mil ações ordinárias de emissão da companhia, correspondentes a aproximadamente 56,39% do capital social total e votante.

Considerando, adicionalmente, a aquisição prévia de 52,9 mil ações, realizada em bolsa de valores, a MSC passou a deter um total de 301,5 mil ações ordinárias, representando aproximadamente 68,39% do capital social da Wilson Sons.

A MSC também quer comprar as ações dos acionistas minoritários e retirar a Wilson Sons do mercado da Bolsa de Valores (B3). Para isso, protocolará pedido de registro de oferta pública de aquisição de ações unificadas junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A armadora informou que a oferta pública unificada será destinada à aquisição da totalidade das ações ordinárias de emissão da companhia, “a ser pago à vista e em moeda corrente nacional aos acionistas que aderirem à oferta pública unificada”, informa o comunicado.

Conselho
A MSC recebeu as cartas de renúncia de William Henry Salomon e Christopher Robert William Townsend aos cargos de membros do Conselho de Administração da Wilson Sons. Passam a integrá-lo o diretor de Investimentos da MSC, Hugues Ronan Favard, e o diretor-presidente da MSC do Brasil, Elber Alves Justo.

Wilson Sons
Fundada há 187 anos, a Wilson Sons possui infraestrutura logística e portuária que engloba o Terminal de Contêineres (Tecon) Salvador, na Bahia; Tecon Rio Grande, no Rio Grande do Sul; o Centro Logístico Santo André, na Grande São Paulo; frota de rebocadores; agência marítima; um estaleiro em Guarujá, fora da poligonal do Porto de Santos; bases de apoio offshore em Salvador e Rio de Janeiro (Niterói e Capital), dedicadas ao setor de petróleo e gás; embarcações de apoio offshore; e soluções de logística internacional.

Empresas
Em nota, a Wilson Sons confirmou a venda e que “eventuais desdobramentos decorrentes da operação seguirão sendo devidamente comunicados por meio de fato relevante sempre que exigido pela regulamentação do mercado de capitais”.

A Tribuna também contatou a MSC, mas não obteve retorno até o fechamento da edição.

Mais atrativo
Para o presidente da Autoridade Portuária de Santos (APS), Anderson Pomini, a aquisição mostra o potencial do Porto de Santos perante o mundo. “Recentemente, a francesa CMA GCM adquiriu um grande terminal na Margem Esquerda (Santos Brasil). Agora, a MSC amplia seu investimento no setor de rebocadores. Ou seja, o Porto de Santos está cada vez mais atrativo aos grandes players do mercado”.

Rebocadores
Cinco empresas prestam serviços de assistência à navegação no Porto de Santos, somando uma frota de 21 rebocadores, segundo a Autoridade Portuária de Santos (APS). A maior parte dessas embarcações é da Wilson Sons, considerada líder no segmento no Brasil. A empresa tem mais de 80 embarcações na frota brasileira atendendo aos mais diversos navios nas chegadas e saídas dos portos. Todo navio que chega ou deixa o Porto de Santos é auxiliado por dois ou mais rebocadores entre a entrada do canal de navegação e o ponto de atracação. A medida é para garantir segurança e ajuda nas manobras feitas pelos práticos que sobem nos navios. A Wilson Sons também tem um estaleiro em Guarujá, fora da poligonal do Porto de Santos.

Fonte: A Tribuna

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Comércio, Portos

Porto de Santos registra a maior movimentação de cargas da história em maio de 2025

Resultado se deve à performance em segmentos-chave como soja, celulose e contêineres

O Porto de Santos registrou a maior movimentação mensal de sua história em maio de 2025, com 16,6 milhões de toneladas de cargas processadas, um aumento de 5,1% em relação ao mesmo período de 2024, impulsionado pelo aumento nos embarques de soja. Os números foram divulgados nesta terça-feira (17).

Aproximadamente 30% das trocas comerciais brasileiras passam pelo Porto de Santos, que é o maior da América Latina, com 53 terminais.

Em maio de 2025, o embarque de granéis sólidos aumentou 5,3% na comparação anual, alimentado pela alta de 12,6% no embarque de soja em grãos e de 6,9% no farelo de soja.

Já a carga geral conteinerizada alcançou 477 mil TEU (medida padrão de contêiner), a melhor marca para o mês de maio (aumento de 7,5% ano contra ano).

No acumulado do ano, a movimentação de contêineres também registra números recordes, chegando a 2,29 milhões de TEU (+6%). Já os granéis líquidos apresentaram aumento de 2,3% sobre maio de 2024, com 1,6 milhão de toneladas e destaque para o crescimento do embarque de óleo combustível (+51,3%) e sucos cítricos (+11,8%).

“Este recorde histórico em maio reflete a excelência da gestão portuária e a robustez da nossa logística. Cada tonelada movimentada é fruto de planejamento estratégico, investimentos em eficiência operacional e parcerias sólidas com o setor privado”, comenta Anderson Pomini, presidente da Autoridade Portuária de Santos.

Carga geral

Outro setor que bateu recorde mensal e de acumulado no ano é o de Carga Geral Solta, que registrou 1,1 milhão de toneladas em maio, (+36,7%), impulsionado pela marca histórica da celulose: 919,2 mil toneladas, representando uma alta de 45,5% em relação a maio passado.

Os destaques positivos ainda incluem o crescimento nos desembarques de enxofre (141,8 mil toneladas, +29,9%), soda cáustica (129,7 mil toneladas, +65,3%) e trigo (126,1 mil toneladas, +12,8%). O fluxo de navios também reflete a dinâmica de expansão portuária, com 495 atracações em maio (+4,9% ante 2024).

No acumulado do ano (janeiro a maio), o porto aumentou sua relevância na logística nacional, respondendo por 29,8% da corrente comercial brasileira — alta frente aos 29,3% de 2024. A China, com 29,3% das transações com o exterior em 2025, mantém-se como o maior parceiro comercial do Porto.

Apesar do cenário positivo, alguns segmentos apresentaram quedas pontuais, como açúcar (–7,2%) e café (–21,4%), reflexo de ajustes sazonais e de mercado.

O Porto de Santos é administrado pela Autoridade Portuária de Santos (APS), empresa pública vinculada ao Ministério dos Portos e Aeroportos, responsável pelo planejamento logístico e pela administração da infraestrutura.

Fonte: InfoMoney

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Investimento, Portos

Presidente do Porto de São Francisco detalha investimentos de R$ 340 milhões em infraestrutura, durante evento na Fiesc

Duas importantes obras de infraestrutura, com início previsto para 2025, vão aprimorar a logística e facilitar o acesso ao Complexo Portuário da Baía da Babitonga, no Norte catarinense. São elas, a dragagem de aprofundamento e alargamento do canal de acesso à Baía e a obra da terceira faixa da BR-280, no acesso ao Porto, que será realizada com recursos próprios do terminal portuário.

O detalhamento destas obras foi apresentado pelo presidente do Porto de São Francisco do Sul, Cleverton Vieira, durante um debate na Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), nesta terça-feira, 17, em Florianópolis. O evento abordou a mobilidade urbana no entorno da BR-280, principal acesso ao Complexo Portuário.

“Até 2026, com o aprofundamento para 16 metros, os portos da Babitonga terão condições de receber navios maiores, de 366 metros, com capacidade plena”, explicou Vieira, acrescentando que a licitação já está em curso e resultado da empresa vencedora para realizar a obra será conhecido no dia 4 de julho.

Com um investimento de R$ 324 milhões, a dragagem é caracterizada por dois aspectos inéditos e inovadores. Pela primeira vez no Brasil, um porto público firma parceria com um porto privado para a realização de uma obra desta natureza.  Além disso, parte dos sedimentos retirados do mar será destinada ao engordamento de sete quilômetros da praia de Itapoá, que nos últimos anos, tem sofrido com erosão marítima.

O presidente do Porto de São Francisco também detalhou a obra da terceira faixa da BR-280, no acesso ao terminal portuário. “São R$ 12,4 milhões de recursos próprios do Porto para facilitar a chegada e saída dos caminhões”.

No debate, o superintendente regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) em Santa Catarina, Alysson de Andrade, parabenizou e agradeceu a diretoria do Porto por viabilizar esta obra da terceira faixa da BR-280.

Participaram também do evento o secretário adjunto de Portos, Aeroportos e Ferrovias (SPAF), Ivan Amaral, e o diretor de Integração de Modais da SPAF, Lucas Sampaio Ataliba.

Fonte: Agência de Notícias SECOM

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