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ONU INVESTIGA DESVIO DE RECURSOS E AUMENTA TENSÃO COM O MINISTÉRIO PÚBLICO

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) conduz uma investigação confidencial sobre o uso indevido de recursos públicos em projetos realizados no Brasil com verba proveniente do Ministério Público do Trabalho (MPT).

A apuração veio à tona por meio de e-mails trocados entre representantes das duas instituições. Com sede em Genebra, na Suíça, a OIT é a agência da ONU responsável por fomentar o trabalho digno em condições de segurança e equidade.

O MPT, por sua vez, atua na fiscalização do cumprimento das leis trabalhistas no Brasil. Em 2017, firmou parceria com o escritório brasileiro da OIT/ONU para promover capacitação profissional de imigrantes em situação de vulnerabilidade. Os projetos são financiados com recursos provenientes de multas e indenizações obtidas por decisões judiciais. A OIT gerencia as atividades e realiza os pagamentos aos profissionais envolvidos.

Um dos principais projetos da parceria, o Àwúre, foi direcionado a comunidades quilombolas e indígenas. De 2018 a 2024, o MPT repassou R$ 23 milhões para a OIT. Outros R$ 30 milhões foram destinados a iniciativas similares.

Contudo, a partir do segundo semestre de 2023, atividades vinculadas ao projeto foram interrompidas sem explicação clara. Procuradores do Trabalho revelaram que cursos de capacitação para comunidades indígenas no Norte e pescadores no litoral baiano, assim como auxílios a povos tradicionais no Rio Grande do Sul e aos guaranis-kaiowás em Mato Grosso do Sul, estão entre as atividades suspensas.

Crise entre ONU e MPT

A sub procuradora-geral do Trabalho, Edelamare Barbosa Melo, enviou em 1º de julho de 2024 um ofício à OIT. No documento, ela cobrou explicações e providências. Dias depois, Ana Virginia Moreira Gomes, diretora regional da OIT para América Latina e Caribe, respondeu. Informou sobre uma investigação interna para apurar irregularidades no uso dos fundos do projeto Àwúre. A diretora destacou que a investigação seguia normas confidenciais. Ressaltou que os resultados seriam compartilhados com autoridades brasileiras.

Em dezembro, o portal UOL divulgou que dois funcionários da OIT eram investigados por suspeitas de assédio moral e racismo. A agência afirmou que não recebeu notificação formal do MPT sobre essas acusações. O impasse entre as instituições levou o Conselho Superior da Justiça do Trabalho a editar, em setembro de 2024, uma norma que restringe o repasse de recursos a entidades internacionais que não apresentem prestação de contas.

A crise expõe tensões sobre a administração dos recursos e a autonomia da OIT. Segundo a subprocuradora, a agência tenta evitar o controle previsto no termo de cooperação. Ela ressaltou a importância do acompanhamento para garantir transparência na aplicação do dinheiro público. A OIT, por sua vez, defendeu seus procedimentos internos. Reiterou o compromisso com altos padrões de conduta em suas operações.

Fonte: Diário Brasil Noticia
ONU investiga desvio de recursos e aumenta tensão com o Ministério Público

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Weg supera Vale e se torna 3ª maior empresa em valor de mercado da bolsa brasileira

O valor de mercado da Weg apontado pelo levantamento é de R$ 223,4 bilhões, contra R$ 219,9 bilhões da Vale. À frente das duas aparecem o Itaú, com R$ 284,5 bilhões, e a Petrobras na liderança absoluta, com valor de R$ 506,7 bilhões. O estudo contrapõe a dependência da Vale das oscilações de preços das commodities à diversificação geográfica e de portfólio da Weg, que possui “forte atuação em mercados como automação industrial, energia renovável e equipamentos elétricos”.

Veja o valor de mercado das empresas ao longo desde dezembro de 2024 no gráfico:

Conforme demonstra o gráfico, a Vale já havia ultrapassado a Weg durante seis pregões em dezembro, no intervalo entre os dias 12 e 19. “A continuidade dessa tendência em janeiro de 2025 aponta para uma consolidação dessa nova ordem no mercado”, diz o estudo.

Analista de indústria da Levante Corp, Chrystian Matias de Oliveira explica que o período de pandemia da covid-19 foi essencial para alavancar a Weg. “A empresa possui uma rede global de plantas industriais e fornecedores em diversas regiões, o que a torna ainda mais ágil”, diz.

“Durante a pandemia, muitos concorrentes da WEG enfrentaram sérias dificuldades, como falta de insumos, paralisação de fábricas e graves interrupções logísticas”, recorda Oliveira. “Em contrapartida, a WEG se manteve mais resiliente, aproveitando seu modelo verticalizado, que reduz sua dependência de fornecedores externos.”

Outro aspecto destacado pelo especialista é o avanço do interesse global por energias renováveis, um setor em que a brasileira já estava bem posicionada. Mais recentemente, a empresa beneficiou-se ainda da alta do dólar. “É possível prever que a WEG manterá sua trajetória de crescimento consistente, sustentada por diversas avenidas de expansão”, afirma.

FONTE: ISTOÉ DINHEIRO
Weg supera Vale e se torna 3ª maior empresa em valor de mercado da bolsa brasileira – ISTOÉ DINHEIRO

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Brasil volta a ter 8ª maior produção de veículos do mundo e Alckmin celebra: “clara confiança de empresários e consumidores”

Anfavea defende recomposição total de tarifas de importação de veículos eletrificados para retomar patamar de produção pré-pandemia

 O Brasil encerrou o ano de 2024 com um importante avanço na indústria automobilística, recuperando a 8ª posição no ranking mundial de produção de veículos, segundo dados divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). O país ultrapassou a Espanha após registrar um crescimento de 9,7% na produção, alcançando 2,55 milhões de unidades fabricadas. China, Estados Unidos, Japão, Índia, México, Coreia do Sul e Alemanha permanecem à frente do Brasil neste ranking.

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB), celebrou a conquista em suas redes sociais. “O Brasil encerrou 2024 com resultados importantes para nossa indústria automobilística. Voltamos a ocupar a 8ª posição entre os maiores fabricantes de veículos do mundo, superando a Espanha. Demonstração clara do aumento da confiança de nossos empresários e consumidores com o trabalho do governo do presidente Lula, por meio de programas como o Mover, para gerar empregos, promover investimentos e fazer a roda da economia girar”, destacou Alckmin.

Apesar da melhoria na posição global, a indústria automobilística brasileira ainda enfrenta desafios para retornar aos níveis de produção anteriores à pandemia. Em 2019, antes da crise sanitária, o país produziu 2,94 milhões de veículos. Para 2025, a Anfavea projeta um crescimento de 7,8%, o que pode elevar a produção para 2,75 milhões de unidades, ainda abaixo dos patamares pré-pandemia.

Durante a apresentação dos resultados de 2024, a direção da Anfavea alertou para a crescente concorrência externa, especialmente de marcas estrangeiras, como as chinesas, que têm ampliado sua participação no mercado brasileiro, relata a CNN Brasil. Esse cenário levou a entidade a defender a recomposição total das tarifas de importação de veículos eletrificados, prevista apenas para julho de 2026. O presidente da Anfavea, Márcio de Lima Leite, ressaltou: “é urgente, uma questão de responsabilidade conosco, com o País, com os investimentos que vêm sendo feitos. Houve um excesso de importação. O mundo fechou, o mundo está elevando as suas tarifas em relação às entradas de produtos. O Brasil precisa fazer, tem que fazer o mesmo”.

Para contornar esses desafios e impulsionar a indústria, a Anfavea está dialogando com o governo e o Congresso sobre a implementação de um programa de renovação de frotas e a antecipação da cobrança de alíquotas sobre veículos híbridos e elétricos importados. Essas medidas são vistas como essenciais para equilibrar o mercado e estimular a produção interna.

Apesar dos desafios, as exportações para a Argentina apresentaram um crescimento de 48%, amenizando a queda geral de 1,3% nas exportações da indústria automotiva brasileira. Esse desempenho reforça a importância de estratégias para ampliar a presença do Brasil em mercados internacionais.

Com essas ações, o setor automobilístico busca retomar o patamar de 3 milhões de veículos produzidos, consolidando o Brasil como um dos principais polos globais da indústria automotiva.

FONTE: Brasil247
Brasil volta a ter 8ª maior produção de veículos do mundo e Alckmin celebra: “clara confiança de empresários e consumidores” | Brasil 247

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Brasil tem situação favorável em contexto global, diz executivo do Citi

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Embraer entrega 206 aviões em 2024, uma frota 14% maior do que a do ano anterior

A aviação executiva respondeu por 130 das entregas; e a aviação comercial, por 73; produção acelerou no último trimestre do ano

A Embraer entregou 206 aviões em 2024, o que representa uma alta de 14% em relação aos 181 de 2023.

Para chegar a essa diferença, a empresa acelerou no último trimestre do ano, com a entrega de 75 aeronaves, 27% a mais do que as do trimestre anterior.

Com 31 entregas nos últimos três meses do ano passado, a aviação comercial chegou a 73 novas aeronaves no ano, volume que alcançou o teto das estimativas revisadas de 70 a 73 para o ano e dentro das estimativas originais de 72 a 80.

Enquanto isso, a aviação executiva foi responsável por outros 44 jatos no quarto trimestre e pelo total de 130 entregas anuais.
Na comparação com 2023, o crescimento nessas unidades de negócio mencionadas foi de 14% e 13%, respectivamente.

FONTE: Estadão150
Embraer entrega 206 aviões em 2024, uma frota 14% maior do que a do ano anterior – Estadão

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Dólar deve cair abaixo de R$ 6 com fiscal no preço, diz Allianz

O dólar deve cair abaixo de R$ 6 nos próximos meses com os riscos fiscais já precificados pelo mercado financeiro e a ajuda dos juros mais elevados no Brasil, diz Carlos Carranza, gestor de portfólio da Allianz Global Investors baseado em Londres.

“Nós temos uma visão construtiva do real e, se as pressões sobre as moedas emergentes terminarem após a posse do presidente Trump, não seria surpresa o dólar romper os R$ 6,00, para um nível mais baixo”, disse em entrevista.

O gestor afirmou que a Allianz tem posições em Brasil, embora sem especificar um valor. Globalmente, a AGI tem 560 bilhões de euros em ativos sob administração.

O dólar fechou no nível dos R$ 6,10 na sexta-feira e devolveu parte do alívio das primeiras semanas de 2025, quando alguns investidores voltaram a vender a moeda depois do forte fluxo de saídas do final do ano passado.

A moeda brasileira deve ser beneficiada pela busca do investidor pelo diferencial de juros entre o Brasil e os EUA, avalia Carranza. O Banco Central já sinalizou ao menos mais duas altas da Selic de 1 ponto percentual até março, o que levaria a taxa para acima de 14%, enquanto os juros nos EUA podem ser reduzidos, segundo o gestor.

Se o risco fiscal foi o grande fator por trás da disparada do câmbio no ano passado, quando a moeda subiu 27% – maior avanço desde 2020 -, as maiores ameaças neste ano podem vir do exterior. Ele cita eventuais impactos das políticas de Donald Trump nos EUA e uma eventual não confirmação da expectativa de redução dos juros do Federal Reserve — dados fortes de empregos no país em dezembro levaram o mercado adiar a aposta em novo corte do Fed para o segundo semestre.

Carranza acredita, entretanto, que os ativos brasileiros tendem a ser menos afetados do que os de outros países em caso de uma “guerra comercial” de Trump. O presidente eleito tem ameaçado impor tarifas contra parceiros comerciais dos EUA, como a China, México e Canadá.

À exceção do México, a América Latina é menos vulnerável à guerra comercial e pode se beneficiar da realocação de investimentos em relação aos países mais diretamente atingidos, disse o gestor.

FONTE:  Bloomberg
Dólar deve cair abaixo de R$ 6 com fiscal no preço, diz Allianz – Bloomberg

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Entrada em vigor do acordo de sede entre Brasil e a Corte Permanente de Arbitragem

Em 8 de janeiro de 2025, o governo brasileiro ratificou, após aprovação pelo Congresso Nacional, o acordo de sede celebrado entre o Brasil e a Corte Permanente de Arbitragem (CPA), em cerimônia realizada na sede da CPA, na Haia.

Com a conclusão do processo de ratificação, o acordo entra em vigor no plano internacional a partir daquela data. Estabelecida em 1899, a CPA é uma das mais antigas organizações intergovernamentais existentes. Dedicada a facilitar a solução de disputas internacionais, a Corte atua por meio de painel de árbitros independentes e auxilia na solução de controvérsias tanto interestatais quanto entre investidores e Estados. O número de casos administrados pela CPA vem aumentando a cada ano, com registro de 246 no ano de 2023.

A conclusão do processo de internalização do acordo de sede, assinado em 2017, facilitará a realização de arbitragens internacionais no país, de modo a reforçar a contribuição do Brasil para a resolução pacífica de controvérsias.

FONTE: MRE
Entrada em vigor do acordo de sede entre Brasil e a Corte Permanente de Arbitragem — Ministério das Relações Exteriores

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Pesquisadores chineses conseguem reativar cérebro 50 minutos após morte clínica

Pesquisadores da Universidade Sun Yat-Sen, na China, conseguiram reviver cérebros de porcos quase uma hora após a interrupção da circulação sanguínea dos animais. Em algumas situações, chegaram a ser  mantidos por várias horas.

O objetivo do estudo, publicado na revista EMBO Molecular Medicine, em setembro, foi investigar o papel do fígado, um órgão responsável pela purificação do sangue, na recuperação do cérebro após episódios de isquemia resultantes de paradas cardíacas.

Os resultados da pesquisa mostraram que o fígado pode ser crucial na reparação de danos cerebrais provocados por ataques cardíacos. Embora essa possibilidade ainda esteja longe de se tornar uma realidade para os seres humanos, o experimento ofereceu insights sobre os períodos em que a ressuscitação de pacientes pode ser efetiva.

A parada cardíaca súbita gera uma série de complicações no organismo devido à rápida cessação do fluxo sanguíneo. A interrupção da circulação para diversas partes do corpo é conhecida como isquemia e, quando afeta o cérebro, pode ocasionar danos irreversíveis em poucos minutos. Por isso, a janela de resgate após uma parada cardíaca é extremamente curta.

Dessa forma, os pesquisadores realizaram uma comparação sobre a introdução de um fígado em um sistema de suporte à vida em diversos intervalos de tempo após a cessação da circulação sanguínea, que foram de 10, 30, 50 e 60 minutos, além de 4 horas.

Inicialmente, os cérebros foram conectados aos sistemas de suporte vital 10 minutos após o início do procedimento. No experimento sem fígado, a atividade elétrica cerebral foi detectada em menos de meia hora, antes de diminuir ao longo do tempo.

A equipe, então, testou diferentes períodos de espera, ligando os cérebros ao sistema com apoio hepático em intervalos de 30, 50, 60 e 240 minutos. O intervalo mais longo que demonstrou maior potencial foi de 50 minutos após a falta de sangue: o cérebro reiniciou a atividade elétrica e conseguiu manter esse estado por seis horas até o término do experimento.

Nos cérebros que ficaram privados de oxigênio por 60 minutos, a atividade retornou apenas por três horas antes de cessar, indicando um período crítico em que a ressuscitação pode ser efetiva com a inclusão de um fígado funcional.

Fonte: Correio Braziliense
Cientistas desafiam limites da vida: cérebros voltam a funcionar após morte

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LinkedIn Introduz inteligência artificial para transformar recrutamento

A plataforma LinkedIn anunciou uma nova ferramenta chamada Hiring Assistant, destinada a otimizar o processo de recrutamento através do uso da inteligência artificial.

Esta inovação busca facilitar a rotina dos profissionais de recursos humanos, permitindo focar mais nas estratégias fundamentais de contratação.  Por meio do Hiring Assistant, o LinkedIn espera automatizar tarefas repetitivas no recrutamento, como a triagem inicial de candidatos e a realização de interações básicas. Assim, a equipe de RH poderá investir mais tempo na escolha dos melhores talentos disponíveis no mercado.

Recursos do Hiring Assistant

O Hiring Assistant oferece diversas funcionalidades para auxiliar na seleção de candidatos. A ferramenta é capaz de criar descrições de cargos e compilar listas de candidatos de forma automática, conforme as exigências do cargo em questão. Ela também é programada para destacar profissionais que correspondam mais ao perfil desejado. Além disso, o Hiring Assistant pode responder a perguntas comuns sobre as vagas, agilizando a comunicação e facilitando o fluxo de informações entre os interessados e os recrutadores.

Empresas que Já Estão Usando a Ferramenta

Inicialmente, o Hiring Assistant está sendo utilizado por um número limitado de grandes empresas, como AMD, Canva, Siemens e Zurich Insurance. Este lançamento restrito permite ao LinkedIn aprimorar a ferramenta com base no feedback dos usuários antes de disponibilizá-la para um público maior. Isso garante que, quando for lançada mais amplamente, a ferramenta estará otimizada para maximizar a eficiência e usabilidade para empresas de diversos setores.

Desenvolvimentos Futuros para o Hiring Assistant

O LinkedIn já planeja adicionar novas capacidades à ferramenta Hiring Assistant. Entre as atualizações futuras previstas, estão o agendamento inteligente de entrevistas e um sistema aprimorado de gestão de contatos com candidatos. Isso visa simplificar ainda mais o processo de recrutamento e melhorar a experiência para todos os envolvidos. Essas novas funcionalidades são projetadas para tornar o processo de seleção ainda mais suave e eficiente, à medida que a ferramenta continua a evoluir.

Impacto do Hiring Assistant no Recrutamento

Com o lançamento do Hiring Assistant, o LinkedIn estabelece um novo marco na automação do recrutamento. A ferramenta é projetada para se destacar em um mercado repleto de tecnologias emergentes, prometendo uma integração fácil com o LinkedIn e uma interface intuitiva. Ao ajudar as empresas a adotar novas tecnologias de IA, o Hiring Assistant pode redefinir a forma como o recrutamento é abordado, oferecendo tanto eficiência operacional quanto uma experiência aprimorada para os candidatos.

FONTE: Terra Brasil Notícias
LinkedIn Introduz inteligência artificial para transformar recrutamento – Terra Brasil Notícias

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Mega túnel subaquático em estado brasileiro promete solução à crise de mobilidade e já tem data para início das obras

SOLUÇÃO SUBAQUÁTICA Uma obra inédita no Brasil surge como promessa para solucionar debaixo d’água os problemas de mobilidade entre ltajaí e Navegantes, no litoral nortede Santa Catarina.

Está previsto para 2026 o início da construção de um túnel subaquático de aproximadamente 580 metros de extensão e seis pistas para veículos, localizado entre 23 e 29 metros abaixo do leito do rio ltajaí-Açu. A região abriga o segundo maior complexo portuário do Brasil em movimentação de contêineres, está bem posicionada às margens da BR-101 e próxima aos principais polos econômicos do Sul e Sudeste. No entanto, enfrenta desafios de transporte que estrangulam seu potencial de crescimento.

Já tem data para começar a construção de um túnel subaquático projetado para resolver a crise de mobilidade entre duas cidades brasileiras. Com 580 metros de extensão, a obra promete transformar a logística local e regional, mas será que os desafios financeiros e tecnológicos serão superados a tempo?

No litoral de Santa Catarina, uma proposta de construção inédita promete transformar a mobilidade entre as cidades de Itajaí e Navegantes.

Um mega túnel subaquático, com 580 metros de extensão, começará a ser erguido entre 23 e 29 metros abaixo do leito do rio Itajaí-Açu.

Este projeto é considerado um dos mais ousados do Brasil e promete ser a solução definitiva para uma crise histórica de transporte na região. Mas será que a ambiciosa obra será capaz de resolver os gargalos de tráfego e transformar a economia local, como seus idealizadores prometem?

Para entender mais sobre os impactos dessa grandiosa obra e o que realmente está em jogo, é preciso acompanhar de perto o andamento do projeto, que já tem data para começar: 2026.

O que é o Promobis e como o túnel se encaixa no plano

Este túnel subaquático faz parte do Promobis (Projeto de Mobilidade Integrada e Sustentável), um projeto de mobilidade planejado para transformar o transporte na região.

Orçado em US$ 340 milhões (aproximadamente R$ 2,07 bilhões), o Promobis não se resume ao túnel.

Ele inclui um conjunto de obras que, se executadas com sucesso, têm o potencial de transformar a infraestrutura do litoral catarinense.

O projeto é resultado de uma parceria público-privada (PPP) que envolve a CIM-AMFRI (Associação dos Municípios da Região da Foz do Rio Itajaí) e o governo de Santa Catarina, com apoio do Banco Mundial.

Esse consórcio assinou um protocolo de intenções em outubro de 2024, com uma contribuição de US$ 24 milhões do governo catarinense.

O engenheiro João Luiz Demantova, coordenador técnico do projeto, destacou em entrevistas recentes que a obra de mobilidade é um avanço necessário para atender ao potencial logístico da região, que abriga o segundo maior complexo portuário do Brasil em movimentação de contêineres.

Problemas de tráfego que afetam a economia da região

Itajaí e Navegantes estão separadas por cerca de 350 metros de rio e por uma rede de transporte terrestre que, na prática, está longe de ser ideal.

A distância entre as duas cidades, que não chega a 25 km, é marcada por engarrafamentos constantes.

Esses congestionamentos afetam tanto a qualidade de vida dos habitantes quanto o fluxo logístico da região, um dos pilares da economia catarinense.

João Luiz Demantova explicou que a necessidade de superar esse obstáculo logístico ficou clara em 2015, quando foi realizado o estudo de viabilidade para o projeto.

Com o aumento do tráfego no Porto de Itajaí e a falta de alternativas de transporte eficientes entre as duas cidades, o túnel subaquático se tornou a solução mais viável.

Antes de se decidir pelo túnel, a construção de uma ponte foi discutida, mas as limitações de altura devido ao aeródromo de Navegantes tornaram essa opção inviável.

Uma obra sem precedentes no Brasil

Até hoje, o Brasil não possui projetos de túneis subaquáticos de grande porte. Em entrevista, Paulo Bornhausen, secretário estadual de Articulação Internacional e Projetos Estratégicos, ressaltou que a tecnologia para a construção de túneis subaquáticos já é uma realidade na Ásia e na Europa, com diversas obras sendo realizadas nesses continentes. No entanto, no Brasil, essa tecnologia ainda está em fase de adaptação, o que torna o projeto ainda mais desafiador. A construção do túnel será feita por meio de módulos pré-fabricados que serão submersos sob o rio Itajaí-Açu.

Segundo Bornhausen, a obra não apenas atenderá à necessidade de melhorar o transporte entre as duas cidades, mas também ajudará a fomentar o desenvolvimento regional, com a conexão de áreas estratégicas para a indústria e o comércio.

O impacto econômico e os custos do projeto

A construção do túnel subaquático tem um custo estimado de US$ 180 milhões. O projeto também inclui a construção de três faixas de tráfego em cada direção, com uma destinada ao transporte rápido por ônibus (BRT), além de áreas para pedestres e ciclistas.

De acordo com o estudo de viabilidade, os investimentos públicos, que somam US$ 120 milhões, devem gerar um retorno de US$ 290 milhões em crescimento econômico regional em até 15 anos.

A previsão é que o projeto seja financiado parcialmente com a cobrança de pedágios.

As tarifas podem variar entre R$ 4,50 e R$ 10, dependendo do modal utilizado.

O consórcio responsável pelo projeto reúne 11 municípios catarinenses, incluindo Itajaí, Navegantes, Balneário Camboriú, Camboriú e Bombinhas, que juntos representam uma economia de R$ 73,29 bilhões, ou 17,1% do PIB de Santa Catarina.

A importância do projeto para o desenvolvimento regional

Para Bornhausen, a construção do túnel subaquático representa uma “verdadeira ponte de safena” para uma região com grande potencial de crescimento, mas limitada pelas dificuldades logísticas.

A falta de alternativas de transporte entre as duas cidades impacta diretamente o escoamento de mercadorias e a mobilidade das pessoas, o que impede o pleno desenvolvimento da região.

Além disso, a obra se insere em um projeto maior que visa não apenas melhorar o transporte local, mas também implementar um sistema de transporte coletivo regional, com 70 ônibus elétricos e um programa de mobilidade ativa em Balneário Camboriú.

Outros projetos túneis subaquáticos no Brasil

A ideia de construir túneis subaquáticos não é exclusiva de Santa Catarina. Em São Paulo, um projeto semelhante está em andamento para conectar os municípios de Santos e Guarujá.

O túnel, que terá 1,5 km de extensão e 860 metros submersos, está orçado em R$ 5,96 bilhões e tem previsão de conclusão para 2028.

Assim como o projeto em Santa Catarina, essa obra é financiada por meio de uma PPP e visa melhorar a infraestrutura de transporte entre os dois municípios.

O futuro da mobilidade em Santa Catarina

O Promobis e o túnel subaquático representam um passo importante na transformação da mobilidade em Santa Catarina.

A expectativa é que, com a conclusão das obras, a região se torne mais competitiva, atraindo novas empresas e impulsionando o crescimento econômico.

No entanto, é preciso que os desafios técnicos e financeiros sejam superados para garantir o sucesso da obra.

Você acredita que projetos como esse são a chave para resolver os problemas de mobilidade nas grandes cidades brasileiras?

FONTE: CPG Click Petroleo e Gas
Mega túnel subaquático em estado brasileiro promete solução à crise de mobilidade e já tem data para início das obras – CPG Click Petroleo e Gas

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